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	<title>Arquivos Ano 003, N 096 - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>5 TESES SOBRE A HISTÓRIA PARA DIZER DA LUTA INDÍGENA NO BRASIL</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Jun 2021 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 096]]></category>
		<category><![CDATA[Demarcação de Terras Indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[Luta Indígena]]></category>
		<category><![CDATA[Micael Correia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Micael Correia</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right"><em>Lutai primeiro pela alimentação e pelo vestuário,</em><br><em>E em seguida o reino de Deus virá por si mesmo</em></p>



<p class="has-text-align-right"><em><strong>Hegel</strong></em></p>



<div style="height:46px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Explodir</strong></p>



<p>A história universal, tal como Walter Benjamin a representa, é aditiva: “ela utiliza a massa dos fatos, para com eles preencher o tempo homogêneo e vazio”. É um tempo fetichista; reificado. A história geralmente é aplainada nesse fluxo contínuo. Somente quando paramos é que se torna possível o confronto à história e recuperação de seu passado oprimido. São explosões, rupturas, cortes, furtos. Quando essas <em>quebras</em> acenam às ruas, o povo indígena enuncia um movimento de conservação libertária, que desvia o curso da história para uma época antes forcluída. Esse anúncio é um apelo ao tempo.</p>



<p><strong>Escovar</strong></p>



<p>O contemporâneo que se conforma tem empatia pelo vencedor. É isso que a história mostra quando é contada pela versão dos colonizadores, impactados nostalgicamente pelo que representou extermínio e caça ao povo dessa terra. Os vencedores são os estandartes da barbárie que marcham em tom fúnebre por sobre o solo dominado pela força bruta do branco. Todos os documentos estão alinhavados pelo triunfo dos poderosos, e por isso são evidências da barbárie. Pra reler o país, é preciso desidentificar-se com o curso desta transmissão e escovar a história a contrapelo.</p>



<p><strong>Reviver</strong></p>



<p>Pois “toda terra é indígena”. Não existe rememoração transiente. Quando a imagem do passado se apresenta ela é experiência no tempo que flutua e faz parar o tempo histórico. Para que a consciência histórica, então, emerja, o “era uma vez” de Pindorama necessita ruir em seu aspecto progressista e reviver enquanto “tempo de agora”, que conecta uma época a outra e faz notar o messiânico.</p>



<p><strong>Profanar</strong></p>



<p>Se a tradição está nas mãos dos opressores, ela deve ser inconformadamente arrancada. Ela deve servir à redenção dos que despertam como signo de esperança e se contrariam ante a demissão de sua existência. Pois o passado não é “o que foi”: ele é a revitalização lampejante da memória nos tempos de perigo. Recusar a tradição dos opressores e recuperar a história – eis o imperativo da luta indígena, que se opõe a aceitar o estado de exceção em que se vive.</p>



<p><strong>Redimir</strong></p>



<p>Do ponto de vista do progresso e do capitalismo, o tempo avança sem interrupções e vê o horizonte como espólio. Mas quem vê os acontecimentos de cima sabe que nada do que aconteceu está verdadeiramente perdido. A vista do ponto dos vencidos é totalmente outra, porém está deslocada, borrada, interrompida. Somente quando cada momento compor o quadro geral da existência, e em que o povo desta terra obter a presença viva de seu passado – somente nesta luta é que a redenção será abraçada.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><em>Em solidariedade a todos guerreiros e guerreiras indígenas que lutam por sua existência em favor da demarcação de suas terras. A todos e todas essas: um futuro de paz!</em></p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9d309-micael-correia.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-14286 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong>Micael Correia&nbsp;</strong></strong></strong>tem 22 anos e é um escritor não-autorizado. Faz graduação em Psicologia e nutre interesse por Psicanálise, Cultura e Religião.</p>
</div></div>



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		<title>FUJAM DO MESSIAS QUE INFESTOU O TEMPLO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Jun 2021 21:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 096]]></category>
		<category><![CDATA[Gyovana Machado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Gyovana Machado</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Uns dias atrás, conversando com um amigo (também colaborador na Trama), comentei sobre o quanto gostaria de me dedicar a alguns outros temas que não fossem a associação dos evangélicos com o bolsonarismo ou na construção do bolsonarismo com apoio evangélico, enfim. Tendo em vista que venho de uma série de publicações nesse sentido, disse a ele que mantinha, interiormente, certo receio em me deter nesse assunto e perceber que escrevo, exclusivamente, pela exaustão daqueles que gritam e nunca são ouvidos. Caso ocorresse, seria um golpe duro; afinal, é no ato da escrita me esperanço. Além disso, organizei minhas leituras neste ano para que se concentrassem na área do feminismo e teologia feminista, resultado de um incômodo que carrego por anos no que diz respeito à agência da mulher nos espaços ou comunidades de fé, sobretudo. Decidida a escrever sobre feminismo observo, na última semana, a recepção dada ao atual presidente em uma Igreja na cidade de Anápolis (GO).</p>



<p>A presença do então presidente nos templos e cultos não se configura como novidade, portanto, não me espanto. No entanto, no dia 9 de Junho de 2021 seu ingresso nesse espaço não se deu por simulação de membresia ou algo do tipo, ao contrário, foi convidado para ocupar o púlpito que, após a Reforma protestante no século XVI, mesclou uma conotação de autoridade e centralidade mais acentuada devido ao abandono dos altares característicos dos espaços da Igreja Católica Apostólica Romana. Para o avanço da Reforma combinou-se uma série de elementos, entre elas, as produções de literatura teológica e o rigoroso exame para a promoção de indivíduos aptos aos púlpitos, tal como Katharina Schutz Zell que se familiarizou com diversos reformadores (sobretudo após o seu casamento com Matthaus Zell em 1523) e iniciou uma série de diálogos com o intuito de responder os questionamentos que carregava desde o seu primeiro acesso a Bíblia — o que não tardou, já que ela aprendeu a ler e a escrever ainda muito jovem —. Sua rede de correspondências se ampliou e chegou até o próprio Lutero e o seu engajamento na prática e ensino teológico culminaram em grandes discussões com membros do clero. Estamos diante de uma teóloga marcada pelo seu cuidado social e pastoral que, para defender o seu lugar, desenvolveu argumentos que tinham como centralidade a perspectiva do caráter maternal de Cristo. Ainda sim, pregou publicamente por apenas 3 vezes. Com uma trajetória de peso, pôde subir em um púlpito por 3 vezes. Em uma noite, lideranças protestantes, ao entregarem o púlpito ao presidente, pisaram sobre o legado de Katharina, mancharam a tradição da Reforma que iniciou aquilo que dizem crer pois, deram a um homem moralmente repulsivo e com suspeitável experiência de conversão, o lugar que deveria ser ocupado com senso de eternidade, anunciando O Cristo e não um messias fajuto.</p>



<p>A busca do governo federal para a retomada de símbolos que foram usados como força de sua campanha em 2018, sobretudo, adentra o campo da regra de fé e profana a experiência religiosa dos evangélicos enquanto surge como opção de receptáculo dessa fé. Ou seja, uma opção com a narrativa de redenção e salvação. Redimir a família tradicional brasileira e salvar dos comunistas. Com isso, marginalizam Cristo. Sacrilégio. Na idolatria se encontra, mais uma vez na história, o compromisso público entre autoritarismo e religião.</p>



<p>&nbsp;Se para o nazismo houve Dietrich Bonhoeffer, se para a ditadura civil militar brasileira houveram Renato Godinho Navarro, Anivaldo Padilha, Ana Maria Ramos Estevão, Clara Amélia Evangelista, Ana Maria Estêvão, Idinaura Aparecida Marques e Heleny Telles Ferreira Guariba, lideranças jovens da Igreja Metodista; Zenaide Machado de Oliveira, liderança de juventude da Igreja Presbiteriana Independente; Eliana Rolembe Rolemberg, da Igreja Luterana, líder de movimento de juventude ecumênica, entre outros<a href="#_ftn1">[1]</a>, em resposta ao alinhamento da igreja institucional com uma política de morte, haverão outros muitos que, orgulhosamente, faço parte.</p>



<p>Por todas as vítimas de políticas de morte (o que inclui as quase 500 MIL vidas que foram ceifadas pela COVID-19 no Brasil dada a adoção e propagação do negacionismo de um genocida): presente! Assim, retorno a me esperançar.</p>



<p class="has-text-align-right"><em>&#8220;Apesar de você, amanhã há de ser<br>Outro dia<br>Você vai ter que ver, a manhã renascer<br>E esbanjar poesia<br>Como vai se explicar, vendo o céu clarear<br>De repente, impunemente<br>Como vai abafar, nosso coro a cantar<br>Na sua frente&#8221;.</em><br><br>(Chico Buarque)</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><a href="#_ftnref1">[1]</a> Para maiores detalhes, ver: https://www.cartacapital.com.br/blogs/dialogos-da-fe/memoria-e-utopia-mulheres-evangelicas-na-oposicao-a-ditadura/</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="950" height="950" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a3d5a-gyovana-machado.png?resize=950%2C950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13633 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a3d5a-gyovana-machado.png?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a3d5a-gyovana-machado.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a3d5a-gyovana-machado.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a3d5a-gyovana-machado.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong><strong>Gyovana Machado </strong></strong></strong></strong></strong>é cristã, formada no Seminário Rhema Brasil, graduanda em História pela UFJF, bolsista no LAHES, interessada nas grandes áreas de teologia, política e feminismo.</p>
</div></div>



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		<title>ASSUMINDO A PRÓPRIA ESCRITA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Jun 2021 21:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 096]]></category>
		<category><![CDATA[Carol Cadinelli]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Carol Cadinelli</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Todo mundo tem um amigo, um colega, um parente que escreve; ou talvez você, que está lendo isso, seja a &#8220;pessoa que escreve&#8221; dos seus amigos. Poemas, contos, crônicas, até mesmo romances, são escritos diariamente por pessoas ao nosso redor. Muitas delas publicam seus escritos na internet, por meio de revistas como a Trama ou de blogs pessoais; outras apresentam em saraus ou leituras ao público; outras, ainda, chegam a publicá-los como e-books ou livretos de impressão mais simples. Cada uma dessas pessoas que escreve possui inúmeras maneiras de escrever e inúmeras possibilidades de publicar o que escrevem; porém, uma coisa é comum à maioria delas: não são capazes de se chamarem escritoras. Quando questionados se são escritoras, essas pessoas costumam responder: &#8220;ah, eu só escrevo uns poemas/umas histórias&#8221;. Dizem: uma coisa é escrever; outra coisa é ser escritor. Uma coisa é pintar, desenhar; outra, é ser artista. Mas será mesmo? Ora, se a escrita em si não torna alguém um escritor, o que torna?</p>



<p>Por definição, um escritor &#8220;é uma pessoa que utiliza palavras escritas, com várias técnicas e uso de vários estilos, para comunicar ou passar ideias&#8221;. Perceba: essa definição não impõe qualquer limitação. Não é escritor aquele que escreve e publica, por exemplo, ou aquele que escreve e é lido; para ser escritor, basta escrever. Contos, poemas, ensaios, peças, textos jornalísticos, romances, artigos científicos, crônicas&#8230; tudo conta.</p>



<p>O que tenho sentido, cada vez mais, é que esses escritores não se sentem no direito de se chamarem assim, pela carga de status que o termo implica. De certa forma, é como se assumir o título &#8220;escritor&#8221; demandasse alguma comprovação de sucesso perante o outro, que pergunta &#8220;você é escritor mesmo?&#8221;. Pensando com cuidado, porém, definir &#8220;sucesso&#8221; na trajetória de um escritor &#8211; ou de um artista, seja ele de que âmbito for &#8211; é quase impossível. Os medidores desse suposto sucesso são amplamente falhos: quantidade de obras publicadas, número de exemplares vendidos, quantidade e qualidade de críticas sobre o trabalho&#8230; Em muitos casos, essas &#8220;provas&#8221; de sucesso não são passíveis de serem fornecidas nem pelos renomados, agraciados com os serviços editoriais necessários para o registro e publicação de uma obra &#8211; que, façam-se saber: são serviços caros e pouco acessíveis, na maior parte dos casos. Apelo aqui à definição pra reiterar: escritor não é aquele que tem livro publicado; escritor é aquele que escreve. </p>



<p>Me dou a liberdade, aqui, de transpor esse conceito e esses questionamentos para os outros setores da cultura. O que é um pintor senão alguém que utiliza da pintura e de suas técnicas para passar ideias? O que é um desenhista senão alguém que utiliza do desenho e de suas técnicas para passar ideias? O que é um ator senão alguém que utiliza das artes cênicas e de suas técnicas para passar ideias? O que é um músico senão alguém que utiliza da música e de suas técnicas para passar ideias? Ora, nada mais do que isso. É claro: existem escritores e escritores, de todas as modalidades, de todas as técnicas, de todos os temas, de todos os níveis de aprofundamento; mas, dentre eles, não existe um limiar plausível que seja capaz de delimitar a partir de que ponto &#8220;aquele que escreve&#8221; torna-se &#8220;escritor de fato&#8221; &#8211; simplesmente porque aquele que escreve já é, a partir do momento em que escreve, um escritor de fato.</p>



<p>O que é preciso, então, para que cada pessoa se sinta no direito de se chamar de fazedor da própria arte?</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/8a636-carolcad-bio-2-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-12212 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong><strong>Carol Cadinelli</strong>&nbsp;</strong></strong></strong></strong>é jornalista, apaixonada por palavras. Escreve, edita, revisa, traduz e, vez ou outra, fotografa. Atualmente, é editora na Trama. </p>
</div></div>



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		<title>&#8216;LIVRE PRA SER&#8217;: SOBRE ORGULHO E ACOLHIMENTO</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Jun 2021 21:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 096]]></category>
		<category><![CDATA[Leticya Bernadete]]></category>
		<category><![CDATA[MÚSICA]]></category>
		<category><![CDATA[Orgulho LGBT+]]></category>
		<category><![CDATA[Pablo Abritta]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Leticya Bernadete</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2021/06/20/livre-pra-ser-sobre-orgulho-e-acolhimento/">‘LIVRE PRA SER’: SOBRE ORGULHO E ACOLHIMENTO</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em um dos países que mais mata pessoas LGBTQIA+, manifestar orgulho por ser quem é vai além de um ato político: é também um ato de amor e acolhimento a todos que lutam a mesma batalha diária contra o preconceito. Com a proposta de demonstrar a força da comunidade LGBTQIA+ no mês do Orgulho, o cantor e compositor Pablo Abritta lançou seu primeiro single autoral “Livre pra ser” nesta sexta-feira (18). A produção não só homenageia a comunidade, mas conta com a participação de pessoas que a integram, onde diversos convidados compartilharam momentos de amor-próprio e liberdade de ser quem são.</p>



<p>“<em>A ideia da música é trazer esse acolhimento para a comunidade LGBTQIA+, para sentir que pertencemos a um lugar e que não estamos sozinhos; que precisamos de uma construção de afeto entre nós mesmos</em>”, diz Pablo. “<em>É muito importante essa coletividade para criarmos essa imagem amorosa, afetiva e de respeito entre todos nós</em>”.</p>



<p>Na composição, “Livre pra ser” traz referências à movimentos e ativistas que lutaram pela causa LGBTQIA+ e contribuíram para a conquista de direitos ao longo dos últimos anos, como Marsha P. Johnson, Sylvia Rivera e o Harvey Bernard Milk. “<em>É uma música que fala também sobre gratidão, de ter esses ícones como força necessária para continuar lutando. Além do acolhimento, a música também significa força para continuar conquistando novos direitos e cada vez mais viabilizar a nossa existênci</em>a”, afirma o cantor.</p>



<p>A produção ainda traz acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva. Todo o videoclipe conta com tradução para Língua Brasileira de Sinais (Libras), realizada pela intérprete Dandara Diniz. “Ela participa do clipe do início ao fim, lendo a música para essas pessoas que também buscam mais visibilidade.”</p>



<p>O projeto foi contemplado pela Lei Aldir Blanc em Minas Gerais, através da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e da Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo do Governo Federal.</p>



<p><strong><em>Referência de musicais da Broadway</em></strong></p>



<p>Além de cantor e compositor, Pablo Abritta também é designer e ator, sendo integrante do Núcleo Teatral Prisma. Em sua carreira, já atuou em espetáculos musicais e, como fã do gênero, Pablo buscou inspiração em produções da Broadway como “Dear Evan Hansen” e “The Prom” para escrever “Livre pra ser”.</p>



<p>“<em>Para a construção desse trabalho, eu fui essencialmente na base musical que eu considero uma linha muito real para mim, porque foge um pouco desse padrão ‘mágica da Disney’ e, ao mesmo tempo, traz uma realidade muito visceral que eu gosto de trabalhar e de sentir. Essas produções falam muito sobre o real e aproximam as pessoas</em>”, conta. “<em>É uma forma também de tentar mostrar um pouco desse leque, mostrar para as pessoas que tem muita coisa legal que dá para aproveitar dos musicais”. Para os trabalhos futuros, o cantor pretende se voltar a outros gêneros musicais que também são referências, como Pop e MPB. “Acredito que é bacana trazer essas facetas porque as pessoas se identificam de diversas formas.</em>”</p>



<p></p>



<p>“Livre pra ser” já está disponível em todas as plataformas de streaming de música. Assista ao clipe:</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Pablo Abritta - Livre pra Ser" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/oB9uItLpQE0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/47766-leticya-bernadete.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16544 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong>Leticya Bernadete </strong>é <span>graduada em Jornalismo pela UFJF, já atuou na Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Juiz de Fora e foi repórter da Tribuna de Minas. Atualmente, cursa Mestrado em Comunicação pelo Ppgcom-UFJF. É baterista do girl-power-trio Inoutside.</span></p>
</div></div>



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		<title>[PODCAST] Músicas que você tem vergonha de ouvir</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Jun 2021 21:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 096]]></category>
		<category><![CDATA[Trama Podcast]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[MÚSICA]]></category>
		<category><![CDATA[PodCast]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Trama Podcast</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
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<p>Sejam bem-vindas e bem-vindos ao nosso podcast!</p>



<p>No episódio de hoje o Beto, o Diego, o Kariston e o Fred continuam a discussão levantada no nosso programa no YouTube, no canal <a href="https://youtu.be/iTqYMXteRT4">BodoqueTV</a>. O tema é polêmico, mas traz muitas reflexões e boas risadas: afinal, quais músicas você tem vergonha de ouvir? Quais músicas você acha que as pessoas deveriam ter vergonha de ouvir? Siga a <a href="https://www.instagram.com/artebodoque/">Bodoque</a> e o <a href="https://www.instagram.com/solfademusica/">Solfá</a> de música no instagram e nas principais plataformas de streaming!</p>



<p>Então já sabe, coloque os fones de ouvido e boa audição!</p>



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<p>Ouça no Spotify:</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Spotify Embed: Músicas que você tem vergonha de ouvir - Solfá de Música" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" src="https://open.spotify.com/embed/episode/0Y8dnd0CyeyAtbYeMBt6Jp?si=dxbQdjB8Tmmq8p6f0iEC8w&#038;dl_branch=1&#038;utm_source=oembed"></iframe>
</div></figure>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="950" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7172f-podcast.png?resize=950%2C950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13420 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7172f-podcast.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7172f-podcast.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7172f-podcast.png?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7172f-podcast.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7172f-podcast.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong>O ARTECAST Bodoque</strong></strong> é um canal de aprofundamento das discussões levantas aqui na revista Trama. Nosso objetivo é fomentar o pensamento crítico e a valorização do conhecimento da arte e da cultura como ferramentas capazes de promover mudanças de olhar.</p>
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		<title>ESPETÁCULO INFANTIL SOBRE CRIANÇAS REFUGIADAS MARCA O DIA MUNDIAL DO REFUGIADO</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2021/06/20/espetaculo-infantil-sobre-criancas-refugiadas-marca-o-dia-mundial-do-refugiado/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Jun 2021 21:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 096]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: ONU Brasil</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2021/06/20/espetaculo-infantil-sobre-criancas-refugiadas-marca-o-dia-mundial-do-refugiado/">ESPETÁCULO INFANTIL SOBRE CRIANÇAS REFUGIADAS MARCA O DIA MUNDIAL DO REFUGIADO</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em&nbsp;formato inédito,&nbsp;o&nbsp;premiado&nbsp;espetáculo infantil&nbsp;“Qual o Meu Nome, Mamãe?”,&nbsp; inspirado&nbsp;no livro “<em>My&nbsp;Name&nbsp;is&nbsp;not&nbsp;Refugee</em>”, de Kate&nbsp;Milner, fará parte da programação&nbsp;do&nbsp;Dia Mundial do Refugiado, organizado pela&nbsp;<a href="https://www.acnur.org/portugues/2021/06/18/espetaculo-infantil-sobre-criancas-refugiadas-marca-o-dia-mundial-do-refugiado/">Agência da ONU para Refugiados (ACNUR)</a>&nbsp;e seus parceiros.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>A gravação da peça, feita especialmente para a data, foi lançada hoje, dia 20 de junho, às 11h, pelos canais Youtube do ACNUR Brasil, Grupo Mulheres do Brasil e Cegonha Bando de Criação. </p>



<p>No episódio, de classificação indicativa livre, crianças, jovens e adultos acompanharam na transmissão a saga de um menino e sua mãe, retratando de forma lúdica e emocionante desde o momento de partida de seu país de origem até conseguir proteção em um novo lugar.  </p>



<p>Após a transmissão da peça, foi feita uma roda de conversa sobre infância e refúgio, com a participação de especialistas sobre a temática por parte do ACNUR Brasil, do Grupo Mulheres do Brasil, de uma pesquisadora convidada e de Ninibe Forero, artista plástica e marionetista colombiana, consultora da peça “Qual o Meu Nome, Mamãe?”. </p>



<p>A peça no formato original de 45 minutos&nbsp;foi lançada em 2019,&nbsp;mas teve suas apresentações suspensas em 2020 por conta da pandemia de COVID-19, o que motivou a Cia Cegonha a fazer uma nova adaptação&nbsp;para a linguagem audiovisual.&nbsp;A íntegra desse&nbsp;novo formato poderá ser&nbsp;conferido&nbsp;em breve,&nbsp;no lançamento da temporada totalmente online, prevista para julho.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>O espetáculo mistura diversas linguagens artísticas, usando elementos de circo, poesia, teatro de&nbsp;animação e animação digital em&nbsp;<em>mapping</em>. A peça “Qual o Meu Nome, Mamãe?” se propõe ser uma ferramenta pacífica e lúdica para tratar e discutir o tema do deslocamento forçado pelo olhar da criança, levando ao público uma mensagem de esperança&nbsp;e solidariedade a quem foi forçado a abandar suas casas.&nbsp;</p>



<p>A atividade&nbsp;é uma parceria da Cia Cegonha Bando de Criação com o Comitê Inserção de Refugiados e Migrantes do Grupo Mulheres do Brasil.&nbsp;</p>



<p><strong>Serviço</strong>&nbsp;</p>



<ul><li>Exibição online do episódio do espetáculo infantil “<a href="https://www.youtube.com/watch?v=RBj5wReyz_M">Qual o Meu Nome, Mamãe?</a>”, seguido de roda de conversa. </li><li>Direção: Vida Oliveira </li><li>Produção: Cia Cegonha Bando de Criação. </li><li>Duração: 18 minutos </li></ul>



<p><strong>Roda de Conversa</strong>&nbsp;</p>



<ul><li>Mediação: Juliana Algodoal, fonoaudióloga PHD, fundadora e CEO da Linguagem Direta, e líder do Comitê de Inserção de Refugiados e Migrantes do Grupo Mulheres do Brasil. </li><li>Participantes:   <strong>Chieko Aoki</strong>, migrante japonesa, presente da rede Blue Tree Hotels, co-fundadora e diretora estatutária do Grupo Mulheres do Brasil;  <strong>Vida Oliveira</strong>, diretora da peça Qual o Meu Nome, Mamãe?;  <strong>Gisele Netto</strong>, assistente de campo sênior do ACNUR;  <strong>Ninibe Forero</strong>, artista plástica e marionetista colombiana, consultora da peça “Qual o Meu Nome, Mamãe?” </li><li>Classificação: Livre </li></ul>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Sobre o ACNUR Brasil</strong>&nbsp;&#8211; O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) é uma organização humanitária internacional dedicada a salvar vidas, assegurar os direitos e garantir um futuro digno a pessoas que foram forçadas a deixar suas casas e comunidades devido a guerras, conflitos armados, perseguições ou graves violações dos direitos humanos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>O ACNUR está presente em 135 países, onde atua de forma coordenada com autoridades nacionais e locais, organizações da sociedade civil, setor privado e academia, visando garantir que as pessoas refugiadas e apátridas encontrem segurança e apoio para reconstruírem suas vidas com segurança nos países de acolhida.&nbsp;</p>



<p>Por seu trabalho humanitário e pelos resultados alcançados, a Agência da ONU para Refugiados recebeu duas vezes o Prêmio Nobel da Paz, nos anos de 1954 e 1981. </p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Sobre&nbsp;o&nbsp;Cegonha Bando de Criação</strong>&nbsp;&#8211; O Cegonha&nbsp;–&nbsp;Bando de Criação&nbsp;é um grupo artístico criado no Rio de Janeiro em 2017 por Miguel&nbsp;Araujo&nbsp;(ator e manipulador de bonecos) e Vida Oliveira (diretora e dramaturga). Os dois se uniram com o desejo de realizar trabalhos artísticos que investem na&nbsp;mistura de linguagens, abordando temáticas contemporâneas relevantes, com&nbsp;poética e ludicidade&nbsp;próprias.&nbsp;</p>



<p>Desde o seu surgimento já realizou diversos projetos: o infantil&nbsp;Makupuni&nbsp;(indicado ao Prêmio CBTIJ 2017 na categoria “Melhor Projeção Cênica; o também infantil “Qual é meu nome,&nbsp;mamãe?”,&nbsp;vencedor do Prêmio CBTIJ 2019 na categoria “Melhor Trabalho de Formas Animadas” e indicado a categoria “Melhor Projeção Cênica”, que&nbsp;levanta reflexões&nbsp;sobre a temática de&nbsp;refugiados e&nbsp;migrantes&nbsp;sob a perspectiva da criança; e as narrações de história “Amanajé – Lendas Indígenas” e “CronoContos&nbsp;– Histórias do Futuro”,&nbsp;ambos em 2018.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>No ano de 2019, o grupo criou, junto ao laboratório Visgraf do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) o projeto “O Boneco” e “As aventuras de Lilith e Wood”, um projeto continuado que misturava cinema ao vivo, animação digital e manipulação de bonecos no meio digital. Em 2020, o grupo desenvolveu o experimento cênico ao vivo “O Menino que visitou a Lua”, com texto de Tauã Delmiro, misturando teatro de animação, cinema de animação e a linguagem cinematográfica.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Sobre o&nbsp;Grupo de Mulheres do Brasil –&nbsp;</strong>O Grupo Mulheres do Brasil é uma organização da sociedade civil que&nbsp;nasceu em 2013 com mulheres brasileiras que decidiram assumir o protagonismo e somar forças para transformar o&nbsp;Brasil.&nbsp;</p>



<p>Liderado pela empresária Luiza Trajano, o Grupo Mulheres do Brasil é um grupo suprapartidário, que atua em causas sociais, políticas e econômicas, apoiando projetos existentes e criando iniciativas que promovam a transformação do nosso país.  </p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>O <strong>Comitê de Inserção de Refugiados e Migrantes</strong> é um dos pilares, cujo objetivo é promover ações efetivas para fomentar a inserção dos refugiados no Brasil com projetos de capacitação e empregabilidade.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong><em>Matéria originalmente publicada em <a rel="noreferrer noopener" href="https://brasil.un.org/pt-br/132207-espetaculo-infantil-sobre-criancas-refugiadas-marca-o-dia-mundial-do-refugiadol" target="_blank">Nações Unidas Brasil</a></em> <em>em 18/06/2021 – Atualizada em 20/06/2021, pela Trama Bodoque.</em></strong></p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="768" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=768%2C768&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13654 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?w=768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas)</strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>&nbsp;é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>
</div></div>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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		<title>[EXPOSIÇÃO VIRTUAL] ARQUEOLOGRAVURAS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Jun 2021 21:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 096]]></category>
		<category><![CDATA[Arqueologia]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo Fernando]]></category>
		<category><![CDATA[povos originários da Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Registro rupestre]]></category>
		<category><![CDATA[Xilogravura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Marcelo Fernando</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>É comum encontrar, escondidos às margens dos rios da Amazônia, registros de extrema complexidade<br>dos antigos ocupantes da região, entre rochas, terra preta e sambaquis. A história dos povos da floresta é um enorme quebra cabeça de artefatos que cientistas, artistas e pesquisadores estão ajudando a remontar.</p>



<p>Para a construção de suas xilogravuras, um dos focos da pesquisa do artista Marcelo Fernando é exploração dessa produção imagética encontrada em diferentes regiões do Amazonas: pinturas rupestres, petrogravuras, estatuetas e artefatos arqueológicos.</p>



<p>Partindo deste contexto, o processo de criação e investigação do artista busca as raízes das noções<br>imagéticas da herança cultural dos povos originários da região Norte do país, reconstruindo a trajetória<br>histórica destas imagens e de sua interação na contemporaneidade. As composições e reproduções da<br>arte rupestre para a técnica da xilogravura pode ser compreendida como um resgate imagético e iconográfico dessas criações. Dessa forma, o artista constrói um enfoque que permite auxiliar a identificação e as diferentes interpretações dessa herança cultural, com ênfase nos valores simbólicos, crenças e costumes dos antigos ocupantes dessas regiões.</p>



<p><em>(clique nas imagens para vê-las em tamanho completo)</em></p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-jetpack-tiled-gallery aligncenter is-style-rectangular"><div class="tiled-gallery__gallery"><div class="tiled-gallery__row"><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:66.76718%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/fd914-0014.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/fd914-0014.jpg?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/fd914-0014.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1200 1200w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/fd914-0014.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1500 1500w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/fd914-0014.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1800 1800w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/fd914-0014.jpg?w=950?strip=info&#038;w=2000 2000w" alt="" data-height="2250" data-id="16553" 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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:23% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/06a28-marcelo-fernando.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16551 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong>Marcelo Fernando</strong> é pintor, gravador, restaurador e artista intermídia. Graduado em Serviço Social pela PUC-SP e em Conservação<br>e Restauração de Bens Culturais Móveis, pela Fundação de<br>Artes de Ouro Preto (FAOP). Atualmente, reside em Santarém &#8211; PA, onde é responsável pelo ateliê “Encontro das águas”.</p>
</div></div>



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		<title>MINHA CARTA DE NÃO-SUICÍDIO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Jun 2021 21:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 096]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Vinícius Lara]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Vinícius Lara</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Francisco Borges está morto. Ao que tudo indica, ingeriu acidentalmente veneno de formigas depois de uma dedetização em seu restaurante, na última semana. Hoje eu percebo que existe muita ironia em toda a situação, uma ironia macabra. Ele não desejava morrer, pelo menos não mais.</p>



<p>Somos amigos desde que tínhamos seis anos de idade. Crescemos estudando na mesma escola, mesmo que em turmas diferentes, saímos juntos à noite durante toda a adolescência. Eu me casei, Francisco não, mas mesmo assim foi testemunha na cerimônia civil e o centro das atenções na nossa festa. Há mais ou menos um ano, ele se envolveu com um intercambista espanhol seis anos mais novo do que ele. Foi uma relação atribulada, cheia de altos e baixos.  Nunca tinha visto o Borges tão feliz e tão triste ao mesmo tempo. Quando Roberto voltou para Cadiz, meu amigo tentou se matar três vezes: cortou os pulsos na horizontal, ingeriu uma cartela inteira de dipirona e ameaçou se jogar do décimo quarto andar. Foi fazer um tratamento de descarrego num terreiro de candomblé, ficou melhor e desistiu da morte. Eu tinha as chaves do seu apartamento porque ele dizia que eu deveria cuidar do Elton John, o cachorro, se alguma coisa viesse a dar errado. Após meses da tentativa de suicídio, meu amigo morreu…</p>



<p>Depois do acontecido, a vigilância sanitária fechou o restaurante; foi uma confusão do caralho, com repórteres e um monte de gente dizendo que tinha passado mal também. O Borges era filho único de uma família que o colocou pra fora de casa quando assumiu que era viado. Ele só tinha a mim, e por isso eu assumi a coisa toda de inventário e de desmanchar apartamento. Era um jeito de eu estar mais perto do meu irmão e do meu amigo. Tenho certeza de que ele faria a mesma coisa no meu lugar, ainda mais porque era fácil pra mim pegar um advogado do escritório e colocar à disposição das burocracias do morrer no Brasil. Mas aquela morte acabou comigo.</p>



<p>Helena tirou férias e foi com a mãe para Gramado. Fiquei o final de semana inteiro sozinho, e foi quando decidi ir pela primeira vez no apartamento dele. O Elton já estava morando com a gente, mas eu nunca tinha voltado lá. Vi algumas fotos na parede, várias com o Roberto &#8211; espanhol filho da puta. A cama ainda estava desarrumada duas semanas depois do óbito, o banheiro estava cheio de cremes hidratantes e cosméticos. Fiquei perdido olhando a biblioteca mirrada que ele tinha no quarto e foi quando percebi um exemplar de A Uruguaia no criado mudo. Eu tinha indicado pra ele. Folheei o livro e encontrei um papel dobrado como carta. Um A4 escrito a mão com o título: <em>Minha carta de não suicídio</em>.</p>



<p>Porra Borges!</p>



<p><em>“Esse texto é destinado a pelo menos duas pessoas diretamente. A uma que ainda não nasceu em mim, e a outra que eu magoei e me magoou muito. Não sei se existem perdas quando existe amor, mas a angústia corrói a gente por dentro de maneiras tão cruéis que não se sabe bem onde começa ou termina o seu reinado cor de cobre.</em></p>



<p><em>Tentei tirar minha vida três vezes. Não escrevi nenhuma carta de suicídio, listando motivos, pessoas, situações, perdas, enfim, fraturas nesse prédio que a gente chama de vida e que me levavam a fazer assim. Nas três vezes, separei cartões e senhas, deixei a chave do cofre sobre a prateleira, limpei a casa, dei comida para o Elton John, tomei banho.</em></p>



<p><em>Mas por que pensei em fazer assim?</em></p>



<p><em>Eu achava que sabia, mas é hoje, um mês e meio depois, que vejo que não. Há muita lógica em pensar em desistir. É uma escolha existencial também. Não querer mais jogar um jogo com regras sujas. Se posso escolher a vida, não poderia escolher a morte? Posso. A morte é um salto para fora do real.</em></p>



<p><em>Vivi toda uma existência tendo a certeza de que eu deveria fazer o certo para cumprir meu papel de pessoa de bem. Mas o desejo era proibido para mim porque eu amo invertido. Não me casei, não construí uma vida de sonhos, e não porque eu não queria, mas porque era irreal. Quando meu amigo e meu amor voltou para casa, eu fiquei sozinho. Tive medo. Tudo que pensava de mim mesmo se esfacelou como pó. Só sobrou o Beto, mas o Beto tinha a vida dela com a Helena. Não tinham obrigação de adotar uma poc de trinta e oito anos.</em></p>



<p><em>Tudo caiu.</em></p>



<p><em>Se tudo caiu, não tenho o direito de escolher também? Aí me enganei e por isso desisti de morrer. A vida me quebrou, mesmo que estivesse honestamente enganado com ela. O que ficou à mostra foi a carne viva de uma criança, que, adulto, olha pela janela de casa com medo de brincar na rua. Foi preciso minha analista perguntar sobre como escuto o não, para que eu sentisse enjoo e vontade de vomitar. Lembrei de que também uma pessoa que amo bastante costumava se sentir assim de vez em quando, e tive a prova de como é. A escolha do homem, nesse caso, era o esperneio do menino.</em></p>



<p><em>Não senti vergonha, não fiquei encabulado, assim como não temi punições divinas. A sensação ao perceber que agindo assim eu tentava significar alguma coisa me fez perceber que eu estava esquecendo de significar alguém. E ao fazer isso, aquelas pessoas que tentavam me amar de verdade só podiam se sentir inseguras. Não eram coisa. Eu também não. Aqui senti dor, silêncio, medo e um pouco de esperança, bem lá no fundo.</em></p>



<p><em>Não se trata de saber que estamos todos fodidos nessa vida. Estamos. Nem de olhar a fratura enorme que é a objetividade do outro que me olha pela sacada de alguma teoria puritana, mas de perceber que, no fim, eu acho que só estive buscando ser feliz, e falhei querendo parecer mais do que experimentar. Da mesma forma, as pessoas também buscam aliviar suas inseguranças. Vamos tecendo uma colcha disforme, feia, mal atada, mas que é capaz de esquentar quando faz frio. A morte é a tesoura da Moira</em>.</p>



<p><em>Tenho pensado que não se trata de desejar que o outro fique aqui a qualquer custo, que ocupe o espaço da fantasia capaz de disfarçar o buraco que tenho aqui dentro. Preciso de espaço para que olhe com calma. O outro precisa de espaço para que decida querer ficar e assim nós fazemos o caminho pela borda do abismo.</em></p>



<p><em>Desculpa, amigos. Vou ficar aqui. Se são as pessoas que erram feio e colocam tudo a perder, elas também podem recomeçar e não desistir. Não vou desistir. Não vou desistir de ser gente. Não vou desistir do que sinto por quem me mostrou quem eu sou. E ainda preciso rebolar muito essa minha raba por aí”.</em></p>



<p>Que merda Borges. Essa vida é muito injusta. Sinto sua falta, amigo.</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="853" height="853" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/45587-vinicius-lara.png?resize=853%2C853&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13649 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/45587-vinicius-lara.png?w=853&amp;ssl=1 853w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/45587-vinicius-lara.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/45587-vinicius-lara.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/45587-vinicius-lara.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 853px) 100vw, 853px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Vinícius Lara&nbsp;</strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>é psicanalista, historiador, fotógrafo amador e um apaixonado pelo absurdo.</p>
</div></div>



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		<title>[EXPOSIÇÃO VIRTUAL] RETRATOS DE CORREDOR</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Jun 2021 21:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 096]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição]]></category>
		<category><![CDATA[Instalação Artística]]></category>
		<category><![CDATA[Retratos de Corredor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Ricardo Coelho</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong><em>Retratos de Corredor</em></strong> é um projeto de instalação composto por um corredor duplo com 120 cm de largura, contendo 20 vinte pessoas em “escala real” &#8211; quer dizer, 20 representações que, devido à restrição física do espaço cenográfico, sugerem aos visitantes a estranha sensação de estarem diante de pessoas reais.&nbsp;</p>



<p>Essa presença fenomenológica é intensificada graças à ilusão das anamorfoses<a href="#_ftn1">[1]</a>, corrigidas pelo nosso olhar no espaço da instalação. A perspectiva das imagens, devido à proximidade do fotógrafo em relação aos modelos, não pode ser obtida num único instantâneo, processando-se com o movimento da cabeça a partir de um ponto fixo em registros sequenciais. A parte do corpo do modelo mais próxima sempre permanecerá em escala real nas pinturas. As imagens obtidas assemelham-se às estranhas perspectivas produzidas por Lucian Freud, principalmente a partir dos anos 1980, tendo, no entanto, como referência principal um sistema similar às fotomontagens que David Hockney realizou entre 1982 e 1983, na série “<strong><em>Cameraworks</em></strong>”. A singularidade da presente proposta está no uso e na ativação do espaço que envolve a relação entre a escala das obras e a posição “imposta” aos observadores na instalação.</p>



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<div class="wp-block-jetpack-tiled-gallery aligncenter is-style-rectangular"><div class="tiled-gallery__gallery"><div class="tiled-gallery__row"><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:15.34228%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/79ca8-1-sergio-niculitcheff-e-uma-thurman.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/79ca8-1-sergio-niculitcheff-e-uma-thurman.jpg?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/79ca8-1-sergio-niculitcheff-e-uma-thurman.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1010 1010w" alt="" data-height="1984" data-id="16578" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=16578" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/4fbf0-1-sergio-niculitcheff-e-uma-thurman.jpg" data-width="1010" 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<div class="wp-block-jetpack-tiled-gallery aligncenter is-style-rectangular"><div class="tiled-gallery__gallery"><div class="tiled-gallery__row"><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:50%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/68c7b-9-simulacao.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/68c7b-9-simulacao.jpg?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/68c7b-9-simulacao.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1200 1200w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/68c7b-9-simulacao.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1500 1500w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/68c7b-9-simulacao.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1700 1700w" alt="" data-height="1700" data-id="16583" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=16583" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/496b1-9-simulacao.jpg" data-width="1700" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/68c7b-9-simulacao.jpg?w=950" data-amp-layout="responsive" data-recalc-dims="1" /></figure></div><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:50%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/fa605-10-simulacao.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/fa605-10-simulacao.jpg?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/fa605-10-simulacao.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1200 1200w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/fa605-10-simulacao.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1500 1500w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/fa605-10-simulacao.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1700 1700w" alt="" data-height="1700" data-id="16585" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=16585" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/53392-10-simulacao.jpg" data-width="1700" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/fa605-10-simulacao.jpg?w=950" data-amp-layout="responsive" data-recalc-dims="1" /></figure></div></div></div></div>



<div class="wp-block-jetpack-tiled-gallery aligncenter is-style-rectangular"><div class="tiled-gallery__gallery"><div class="tiled-gallery__row"><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:32.54177%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/d6378-2.2omar-2.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/d6378-2.2omar-2.jpg?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/d6378-2.2omar-2.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1200 1200w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/d6378-2.2omar-2.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1276 1276w" alt="" data-height="1913" data-id="16598" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=16598" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/99ef2-2.2omar-2.jpg" data-width="1276" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/d6378-2.2omar-2.jpg?w=950" data-amp-layout="responsive" data-recalc-dims="1" /></figure></div><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:32.51718%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/3cae6-2.1omar-1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/3cae6-2.1omar-1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/3cae6-2.1omar-1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1200 1200w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/3cae6-2.1omar-1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1417 1417w" alt="" data-height="2126" data-id="16601" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=16601" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a8435-2.1omar-1.jpg" data-width="1417" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/3cae6-2.1omar-1.jpg?w=950" data-amp-layout="responsive" data-recalc-dims="1" /></figure></div><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:34.94105%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/9d8ab-4.1hilal-1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/9d8ab-4.1hilal-1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/9d8ab-4.1hilal-1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1015 1015w" alt="" data-height="1417" data-id="16599" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=16599" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ac708-4.1hilal-1.jpg" data-width="1015" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/9d8ab-4.1hilal-1.jpg?w=950" data-amp-layout="responsive" data-recalc-dims="1" /></figure></div></div></div></div>



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<p><a href="#_ftnref1">[1]</a> A Anamorfose é um recurso ilusionista vinculado à posição relativa dos observadores diante de uma obra concebida para um ponto ideal, muito comum, por exemplo, em pinturas ilusionistas produzidas no Barroco.</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:23% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ed095-ricardo-coelho.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16596 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong>Ricardo Coelho </strong>é artista visual multimídia, professor da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), curador independente e designer de exposições. Doutor em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp (2015), com parte da pesquisa realizada na Universitat de Barcelona (2014); Mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Unesp (2003) e Bacharel em Artes Plásticas pela mesma instituição (1999).</p>
</div></div>



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		<title>CASA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Jun 2021 21:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 096]]></category>
		<category><![CDATA[conto]]></category>
		<category><![CDATA[Gabi Guarabyra]]></category>
		<category><![CDATA[LGBT]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Gabi Guarabyra</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Mês passado, comecei a estudar neurociência. Me lembrava vagamente de alguns conceitos que aprendi no ensino médio como dendritos, bainha de mielina, terminal axônico e sinapses. Me lembrava, também, das partes do encéfalo e de suas respectivas funções básicas, mas meus conhecimentos biológicos não me levaram mais longe do que isso. Entre livros e entrevistas, uma fala do neurocientista Ivan Izquierdo me saltou aos olhos: <strong>Somos aquilo que decidimos esquecer.</strong> Gostaria de dizer que todas as coisas que eu quis esquecer foram, de fato, esquecidas, mas não seria verdade. Talvez querer e decidir sejam coisas diferentes.</p>



<p>Ela foi embora em uma manhã quente de domingo, daquelas em que o céu está todo azul e acordamos levemente desconfortáveis com o clima abafado do quarto fechado. Lavínia sempre acordava depois das onze, mas quando abri os olhos às sete e quarenta e cinco, ela estava sentada do outro lado da cama com o celular na mão e fones de ouvido. Ela não me viu. Por alguns minutos, cogitei voltar a dormir, ou até mesmo fingir que ainda estava dormindo; mas naquele momento, isso parecia errado. Quando ela finalmente olhou pra mim, eu não recebi um sorriso, muito menos um bom dia. Naquela fração de segundo, o encontro de seus olhos verdes nos meus me disseram com clareza que aquele era o nosso ponto final.</p>



<p>Por experiência pessoal, términos são constituídos de alguns momentos chave: &#8220;Precisamos conversar&#8221;; &#8220;as coisas estão difíceis&#8221;; &#8220;não é você, sou eu&#8221;; &#8220;vamos ser amigas&#8221;. Por mais especial que Lavínia seja &#8211; e acredite, ela é -, ela não resistiu ao impulso de reproduzir aquela receita também. Eu ouvi cada palavra, mas não levantei a voz contra nenhuma delas. Eu não concordava com nada que estava sendo dito, mas era claro para mim que de nada valia insistir. Eu não queria ter que convencer ninguém a me amar.&nbsp;</p>



<p>Outra coisa sobre a memória é que ela é dividida em alguns tipos. Entre os principais, estão a memória de curto prazo, longo prazo e sensorial. A memória de curto prazo pode guardar informações por segundos, minutos, ou até horas; essas informações não costumam ser muito úteis, então o nosso cérebro abre espaço para outras coisas. Nesse momento, gostaria de mover todo o meu arquivo interno sobre amor para a memória de curto prazo, e assistir enquanto meu corpo deixa tudo ir embora pelas próximas horas.&nbsp;</p>



<p>A primeira vez que a vi, ela estava de mãos dadas com outra pessoa. As duas pareciam felizes, aquele tipo de casal que se vê em capas de revista de jardinagem e propagandas de sabão em pó; mesmo assim, algumas semanas depois, elas estavam separadas. Acho graça do pensamento de que, possivelmente, quem olhava para nós duas também tinha a mesma sensação de propaganda de sabão em pó.&nbsp;</p>



<p>Quando fiquei sabendo que ela estava solteira, o universo não demorou para nos colocar na mesma sala mais uma vez, agora levemente alcoolizadas. Me lembro do cheiro do perfume que ela usava naquela noite, e de como sua boca encaixava na minha como nenhuma outra. Naquele dia, cheguei em casa e não pensei nela. Na verdade, não pensei nela pelas próximas semanas, até uma notificação no celular de um número desconhecido. Se tem uma coisa toda nessa história que minha memória me fez esquecer foi ter dado meu número de telefone para ela, mas que bom que o fiz.</p>



<p>Revirando meus cadernos, me deparo com uma lista de coisas que prometemos fazer juntas, algumas marcadas, a maioria não. No mesmo caderno, rascunhos dos poemas que escrevi para ela, muitos que ela nem chegou a ler. Em uma conversa casual na mesa da sala, uma amiga minha uma vez me disse que as pessoas dedicam muito do tempo delas para mim. Não posso negar, já ouvi algumas músicas e li alguns textos que pessoas escreveram para mim, cada um com um objetivo diferente. Escrever, pensar, produzir, essas coisas levam tempo, mas principalmente levam sentimento. O que minha amiga não sabia era o quanto eu me dedicava primeiro.</p>



<p>Esperei receber uma mensagem de texto de Lavínia naquela noite, semana, mês. As suas justificativas começaram a fazer cada vez menos sentido na minha cabeça. Eu poderia ter pedido para que ela ficasse. Eu poderia ter argumentado de volta. Eu poderia ter criado mil e uma soluções para toda a lista de desafios que ela trouxe. O problema é que ela não queria uma solução; ela queria sua liberdade. Liberdade essa que sempre fiz questão de dar, deixar as portas e janelas abertas, retirar as cobranças do nosso vocabulário pessoal, e mesmo assim não foi o suficiente. Talvez todas aquelas conversas sobre individualidade e espaço tenham ido para a memória de curto prazo de Lavínia.</p>



<p>Somos responsáveis por armazenar o que julgamos importante, assim não cometemos os mesmos erros mais de uma vez. Enquanto sociedade, percebo que falhamos nessa missão de lembrar de nossos erros passados e construir a partir deles. Algumas pessoas não estão interessadas em construir, muito menos em conjunto. Eu estou parada na frente de uma pilha de tijolos e cacos de vidro onde minha casa costumava estar, mas não esqueço de tudo que fez com que ela ficasse de pé um dia. <strong>Sou feita daquilo que decidi lembrar.</strong></p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b2357-gabi-guarabyra.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-14590 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Gabi Guarabyra&nbsp;</strong></strong></strong></strong></strong></strong>é atriz, diretora, dramaturga e professora. É pós-graduanda em Gênero e Sexualidade pela FACED-UFJF e compartilha frentes de trabalho teatral no&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/coletivofemininojf/">Coletivo Feminino</a>&nbsp;e no&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/nucleoprisma/">Núcleo Prisma</a>.</p>
</div></div>



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