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	<title>Arquivos Ano 003, N 108 - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>A QUEM PERTENCEM AS ESTÁTUAS?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Sep 2021 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 108]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[contextualização da arte]]></category>
		<category><![CDATA[Depredação]]></category>
		<category><![CDATA[Icaro Assini]]></category>
		<category><![CDATA[Militância]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Ícaro Assini</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<blockquote class="wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>“Não há um documento da cultura que não seja ao mesmo tempo um documento da barbárie” (BENJAMIN, 2020, p. 74)</em></p></blockquote>



<p>O debate público mundial dos últimos meses tem sido invadido por uma onda de ataques e derrubadas às imagens de figuras historicamente controversas. Conforme as recentes ondas de protestos globais se mobilizam em busca de prestações de contas com o passado, os monumentos públicos em homenagem à essas figuras estão sendo repensados. Durante algumas de minhas leituras no campo de teoria da história e história da arte, venho me perguntando sobre o lugar dessas imagens nos nossos espaços públicos atuais e a quem interessa mantê-las intactas, conforme foram imaginadas por seus idealizadores.</p>



<p>Edward Colston caiu na mão dos cidadãos de Bristol, na Inglaterra; a rainha Vitória do Reino Unido foi derrubada no Canadá; os colombianos fizeram cair o navegador Cristóvão Colombo; e nós brasileiros incendiamos Borba Gato. Colston foi um comerciante de pessoas escravizadas durante o século XVII na Inglaterra. Já a rainha esteve à frente e representou, ao longo do século XIX, o maior império colonial de toda a história humana. Colombo foi um dos pioneiros no processo moderno de conquistas, que se iniciou no século XVI e dizimou grande parte da população do segundo maior continente do globo. E Borba Gato participou do movimento das Bandeiras durante o século XVII, emplacando o extermínio das populações indígenas no interior brasileiro.</p>



<p>Percebam que estamos trabalhando com sujeitos situados em diferentes épocas, dentro de um escopo temporal que remonta até mais de quinhentos anos atrás. Porém, apesar de não compartilharem uma contemporaneidade, tais personalidades são ícones cujas mãos representam as violentas práticas cometidas pela humanidade, como o racismo, o genocídio, e a escravização de pessoas. Ao transitarmos pelo espaço público, encaramos essas figuras fantasmagóricas – sejam de ferro, mármore ou bronze – que habitam o nosso presente trazendo consigo as indeléveis marcas da barbaridade.</p>



<p>É interessante pontuar que a prática de erigir monumentos públicos com o intuito de proclamar e homenagear uma determinada personalidade tomou força no século XVIII, com a secular Revolução Francesa, e continuou a ornamentar praças e ruas de cidades ao longo dos séculos XIX e XX. Estamos falando de decisões tomadas por autoridades que pretenderam promover tais ritos de homenagens e celebrações. Dessa forma, compreendemos tempos que se conectam e realizam um movimento que vai da memória ao grande sujeito, passando pela época da concretização dessa memória até a nossa atual relação com a obra. Como diria o historiador da arte francês Didi-Huberman (2015), as imagens são essencialmente anacrônicas<a href="#_ftn1">[1]</a>, elas não dizem somente da época em que foram criadas, mas sim das tradições humanas que atravessam as temporalidades.</p>



<p>Gostaria de chamar o historiador Arthur Avila<a href="#_ftn2">[2]</a> para uma reflexão sobre a nossa relação com o pretérito. O termo <em>passados presentes</em> (AVILA, 2016) nos permite pensar o passado não a partir da fórmula do distanciamento, mas sim da sua presença e contemporaneidade. Ao falarmos de populações negras e periféricas sucumbindo perante os massacres promovidos pelo Estado, ou de populações indígenas que lutam por ter o direito às suas terras, nós não estamos falando de um tempo específico e circunscrito, mas de um <em>continuum</em> temporal. As reivindicações de setores sociais do nosso presente partem do desejo de acertar as contas com esse passado, tanto através de novas políticas de memória, que deem voz aos silenciados, quanto de efetivas mudanças estruturais.</p>



<p>Para além da epígrafe deste texto, eu trago como pano de fundo as reflexões tidas a partir da leitura das <em>Teses sobre o conceito de História</em><a href="#_ftn3">[3]</a>, de Walter Benjamin, que formam um dos mais importantes manifestos sobre os usos do passado. Benjamin nos diz que os símbolos da cultura que perpetuam até o presente no informam sobre a história dos vencedores, construída sobre o escombro dos derrotados. Aqueles que hoje desejam manter intactas, no espaço público, as imagens dos vencedores coadunam com os projetos colonizadores levados a cabo ao longo da história.</p>



<p>Os monumentos pesam o nosso presente com a carga de um passado traumático, se materializando como espécies de buracos-negros, que densamente criam fissuras no tempo. O espaço público, um <em>locus</em> dessa carga, é alvo permanente de disputas por memórias e narrativas. Se, em um dado momento, sujeitos se apropriaram do espaço para perpetuar imagens vinculadas a um projeto de poder, isso não significa que devemos, hoje, ser condescendentes com tais projetos. O espaço público democrático é nosso, e ao falar de um “nós” no Brasil, digo de uma maioria herdeira daqueles arrefecidos nas mãos dos que venceram. Acredito que as estátuas dos vencedores não nos pertencem.</p>



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<p><a href="#_ftnref1">[1]</a> DIDI-HUBERMAN, G. Diante do Tempo: história da arte e anacronismo das imagens. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2015.</p>



<p><a href="#_ftnref2">[2]</a> AVILA, Arthur Lima de. Povoando o presente de fantasmas: feridas históricas, passados presentes e as políticas do tempo de uma disciplina. Expedições: Teoria da História &amp; Historiografia, ano 7, n. 2, p. 189-209, agosto-dezembro de 2016.</p>



<p><a href="#_ftnref3">[3]</a> BENJAMIN, Walter. Sobre o conceito de História. São Paulo: Alameda, 2020.</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="950" height="950" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b4092-icaro-assini-1.png?resize=950%2C950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-18087 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b4092-icaro-assini-1.png?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b4092-icaro-assini-1.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b4092-icaro-assini-1.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b4092-icaro-assini-1.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b4092-icaro-assini-1.png?resize=980%2C980&amp;ssl=1 980w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b4092-icaro-assini-1.png?resize=96%2C96&amp;ssl=1 96w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong>Ícaro Assini </strong>é professor de História em formação pela UFJF. Bolsista do Laboratório de História da Arte, gosta de se aventurar pelas profundezas das artes plásticas dos séculos XIX e XX. Também se interessa por teoria da história, historiografia e literatura. É um dos membros do projeto <a href="http://instagram.com/trinca.literaria">@trinca.literaria</a> no Instagram<strong>.</strong></p>
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		<title>O ÓDIO E OS SEUS DESCONTENTES</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Sep 2021 21:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 108]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Micael Correia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Micael Correia</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right"><em>Uma ideia verdadeira simplesmente porque é verdadeira nunca vence uma paixão,</em><br><em>Somente uma paixão vence uma outra paixão se for mais forte e contrária a ela. </em></p>



<p class="has-text-align-right">&#8211; <em>Espinosa</em></p>



<p>Uma impressão bastante acertada sobre nosso tempo é que “descobrimos” que a política se tornou algo do âmbito da paixão: de repente, a sociedade não se vê de outra forma senão como invadida pelo que há de mais louco e incontrolável entre nós, que excede a própria noção de política como lugar do exercício racional da palavra. Não menos claro pra uma época em que as formas sociais que possuem mais destaque são justamente os nacionalismos, os fundamentalismos, as políticas de identidade, os supremacismos etc.</p>



<p>Mas há de se recuperar o mérito desse <em>insight</em> sem que seja preciso incorrer em argumentos morais sobre aquilo que, dos afetos, se constitui como um borrão irracional e indesejável em nossas mobilizações sociais. Sou tentado a dizer que se trata justamente do contrário: que<em> a realidade social é necessariamente composta por esse borrão, em que as paixões aparecem como demandas sem objetos</em>, um rompante contingencial que aponta a falha que a realidade (organizada, coerente e ordenada) busca tamponar.</p>



<p>Muito se pergunta sobre o lugar do ódio na atualidade, por exemplo. Se levarmos a sério a ideia de que sempre há um <em>quantum</em> pulsional concernente aos afetos no laço social, pode-se arriscar dizer também que sempre houve ódio – antes da civilização, no sujeito. Mas falar sobre o ódio atualmente ainda é um ponto mal tratado, se pensada juntamente com a carência (ou a recusa) teórica em matizar um afeto tão peculiar como o ódio. O comentário de Christian Dunker<a href="#_ftn1">[1]</a> parece assertivo aqui, quando ele afirma que nosso déficit histórico enquanto comunidade humana foi falhar no direcionamento sobre o tratamento do ódio: na tradição cristã ocidentalizada, o ódio sempre foi lido em chave moral, em suas tentativas frustradas de traduzir ódio em amor; já em outras épocas, o próprio excesso de ódio implicou uma reação desmedida e toda sorte de <em>modus</em> segregatório, em experiências que foram extensamente vividas junto à violência. Mesmo em nossa época, a própria ideia de “discurso de ódio” parece obter sua palavra final com o discurso da “tolerância”, tão cara à esquerda liberal e sua desinflação crítica. Evidentemente, o conceito de “discurso de ódio” serve muito bem para identificar uma postura anti-política (protofascista, no mínimo) na qual a única gramática possível seria a do ódio e mais nada. Mas isso significa uma renúncia absoluta ao ódio? Não poderia ter o ódio um destino mais justo?</p>



<p>No seu célebre “<em>O mal-estar na civilização</em>”, Freud retoma a influência da proposição cristã do ‘amor ao próximo’ como sendo uma fonte produtora de mal-estar, na medida em que esta acabaria por reprimir parte da dinâmica pulsional dos sujeitos &#8211; que é, desde sua constituição, <em>ódio</em>. Isso porque, para Freud, não é o amor o afeto original do ser &#8211; mas o ódio. O ódio que opera a separação entre o eu e outro, interior e exterior, ao modo mais agressivo que pode. Pois essa separação não é simplesmente um desvio. Ela é o ponto de partida da constituição psíquica. Mais do que isso: o que Freud tenta argumentar é que <em>essa marca que o ódio produz é inerente à experiência coletiva, na medida em que, apesar de seres gregários, carregamos o insustentável peso de ser merda divina</em><a href="#_ftn2">[2]</a>.</p>



<p>Na teoria lacaniana existe uma distinção muito importante sobre o ódio: ao lado da ignorância e do amor, o ódio não representa apenas um afeto, mas uma paixão, isto é, uma necessidade do <em>ser<a href="#_ftn3"><strong>[3]</strong></a></em>. Diz-se ‘uma paixão’ no sentido da <em>suspensão da barra do significado sobre o significante, ou o domínio do significado</em>. Essa paixão (chamada “ódio”) é articulada ao Real e não se distingue das suas manifestações mais objetivas como a cólera ou a ira. Ainda mais, temos que a meta do ódio é bastante clara: ela visa a destruição do outro. O outro precisa deixar de existir, ser esvaziado subjetivamente.</p>



<p>Mas o que há nesse outro que ele precisa tanto ser destruído? A ideia de ódio enquanto a exclusão definitiva do outro parece mais clara se observamos o ódio racial, o ódio religioso ou o ódio de classe, nos quais a dimensão do outro aparece como radicalmente perigosa, intromissiva. É como se aquilo no outro que é “mais do que ele mesmo” representasse o núcleo traumático da minha própria identidade, uma espécie de distúrbio fundamental da minha existência perante aquele que se esconde na imagem do corpo do outro. Certa perspectiva do ódio racial parece corresponder a essa lógica: a imagem do outro me desequilibra, e, portanto, precisa ser contida, violentada, reduzida à pó e, ao mesmo tempo, objeto de idolatria. Por isso que uma boa leitura do ódio é perceber que <strong>ele é sempre um retorno daquilo que fora eliminado do meu ‘interior’, num tempo mítico onde não existia [eu] nem [outro] e que, para que eu mesmo pudesse vir a existir, precisei rejeitar algo em mim.</strong> Assim, a reflexão sobre o papel do ódio <em>para</em> o nosso tempo beira o paradoxal, uma vez que, apesar de ser tomado como algo indesejado – com razão, já que uma gramática de ódio significa, em última instância, o “fim da humanidade” –, o ódio retorna (ou sempre retornará) sob a forma daquilo que em nós precisa permanecer do lado de fora. A virada de chave aqui deve ser <em>precisamente uma articulação necessária entre a função transformativa do ódio, como umas das paixões capaz de ‘cancelar’ o “circuito do ódio”</em>, e seu antagonismo real: o eu e o outro como pontos de cisão interna de cada sujeito/realidade social. Como lidar com a diferença entre o eu e o outro? Veja como as duas respostas de nosso tempo conta com o apagamento dessa diferença: o discurso do ódio e o da tolerância – esse último como exemplo perfeito de política de falta de alteridade, em que o outro é uma espécie de “ser bonzinho que eu nunca preciso lidar de perto”. Na verdade, o ódio precisa ser compreendido no seu potencial de revelação e cisão, abertura e transformação, postulado no limite daquele antagonismo que assombra à nós mesmos &#8211; cuja existência em si deve ser demarcada com certa dose de ódio.</p>



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<p><a href="#_ftnref1">[1]</a> “O ódio na psicanálise: Paula Mirhan, Maria Homem e Christian Dunker”, vídeo disponível no Youtube.</p>



<p><a href="#_ftnref2">[2]</a> Referência à famosa ‘fase anal’ da teoria do desenvolvimento psicossexual freudiana, que possui marca característica da experiência de ódio ao outro, no qual o bebê opera a conquista “psíquica” da rejeição: a merda é a excreção rejeitada que pertence, originalmente, àquilo que há de mais íntimo em si.</p>



<p><a href="#_ftnref3">[3]</a> Lacan elabora essa ideia em vários momentos, mas de maneira mais eloquente nos seminários I e II. E para ver um comentador que trata extensamente da questão, procurar DIAS, Mauro Mendes (2012) <em>Os ódios.</em></p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9d309-micael-correia.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-14286 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong>Micael Correia&nbsp;</strong></strong></strong>tem 23 anos e é um escritor não-autorizado. Tem experiência em Psicologia Clínica e se interessa pelas áreas de Psicanálise, Filosofia e cultura popular.</p>
</div></div>



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		<title>A ARTE QUE MORA NO SEU GUARDA-ROUPAS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Sep 2021 21:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 108]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Arte na Moda]]></category>
		<category><![CDATA[Beatriz Galil]]></category>
		<category><![CDATA[Moda Sustentável]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Beatriz Galil</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em resumo, não seja escravo da Moda. Seja artista.</p>



<p>Mergulhando na hype do autoconhecimento (uma das estratégias adotadas pelo ser humano para suprir necessidades básicas, como de sentido, significado e expressão), me pergunto <strong>porque ainda temos um olhar para a Moda apenas como um movimento mercadológico</strong> <strong>e não como uma potencial ferramenta de investigação pessoal e autoexpressão.</strong></p>



<p>Nesse mesmo perguntar, <strong>já que vestir é ato cotidiano</strong> (e eu gosto), venho me descobrindo e também <strong>como me manifestar através do vestir sem precisar ser refém das tendências vendidas pelo mercado</strong>, onde eu fico “querendo consumir consciente” ao mesmo tempo que desperdiçando meu dinheiro com uma peça de roupa que até duraria anos, mas “ficou ultrapassada em um mês”.</p>



<p><strong>Suspeito que grande aliada da Moda como futilidade seja o modo automático com o qual nos conectamos no dia a dia e a nossa desconexão e/ou desconhecimento da História</strong> &#8211; de quem, quando, como e porque conceitos da atualidade foram construídos e desenvolvidos. Se observarmos a origem do vestir, chegaremos na pré-história, onde o ser humano inicia a vestimenta instintiva por necessidade de conforto e proteção do clima e das superfícies, bem como da mobilidade. Mais pra frente, com o fim da vida nômade, a evolução da vestimenta chega nos adornos/enfeites por necessidade de significado, onde passamos a usar elementos que simbolizavam sentimentos, poder, e status. E assim é, até hoje.</p>



<p>Trago essa breve contextualização histórica, que mereceria uma matéria apenas para o assunto (onde poderíamos entender que muitos índios não andavam pelados, como é dito por aí), apenas para compreensão de que <strong>a vestimenta existe para suprir necessidades do ser humano. </strong>Conforme fomos evoluindo, nosso leque dessas necessidades básicas foi aumentando: <strong>além de proteção e significado, o vestir foi se tornando estratégia que também supre necessidades, por exemplo, de apreciação, atenção, pertencimento, autenticidade, autoestima, liberdade, e expressão.</strong></p>



<p>Conforme a valorização da vestimenta, as profissões de costureiras, alfaiates e estilistas foram surgindo. Sempre influenciadas, diretamente, pelo período histórico e geográfico (que ditava o tecido e a modelagem apropriada para a época). <strong>Assim, foi se formando o conceito de Moda: um sistema expressivo que integra o simples vestir do dia-a-dia a um contexto maior (social, econômico, cultural e político).</strong></p>



<p>Foi assim, também, que a Moda ganhou espaço no mercado e hoje é a segunda indústria que mais polui o planeta. E é aqui que entra a relevância da História: <strong>nossos movimentos enquanto sociedade vieram transitando de estratégias para suprir necessidades básicas para estratégias que alimentam exageros e acumulações. </strong>Para sustentar esse modelo de vida, cada setor de mercado foi descobrindo sua forma de estimular o consumo inconsciente. Na alimentação, o comer por prazer, somado à infinitas atualizações de sabores e informações nutricionais. No educacional, a todo momento uma promessa bem argumentada sobre uma nova habilidade que vai resolver problemas. Na tecnologia, a obsolescência programada. Na moda, as tendências.</p>



<p>“Aquilo que leva alguém a seguir determinado caminho ou agir de certa forma”. &nbsp;Que estará disponível para o consumo do próximo mês. Um conjunto de roupas e acessórios em determinados modelos, cores e estampas, que estarão sendo vendidos nas ruas e postados no Instagram. <strong>Tendência é um dos aspectos da Moda: aquele que traduz criações de um pequeno grupo (estilistas) para consumo da grande massa (nós, os consumidores).</strong></p>



<p>Falando assim, parece que as tendências são as grandes vilãs da Moda, e não são. Pelo menos, não só. A questão é a velocidade com que estamos consumindo e as referências visuais que permitimos ser construídas e fixadas na nossa mente. <strong>E, portanto, chegamos ao “fast fashion”, que vem para lançar tendências a cada estação do ano, a cada mês e, hoje, a cada semana, garantindo assim a manutenção do consumo.</strong></p>



<p>Esse movimento, sutilmente, foi transformando a relação das pessoas com o vestir: <strong>estimulando constante sentimento de frustração e insegurança ao olhar para o próprio guarda-roupas, ao mesmo tempo que tornando possível e acessível a breve sensação de “empoderamento”, quando compramos “a roupa da moda”. </strong>Em primeiro momento, isso pode até parecer equilibrado, pois o mercado supre as necessidades do ser humano. Porém, necessidades que o sistema mesmo criou, para continuar lucrando. Isso sem contar a anulação da nossa capacidade de autoexpressão, uma vez que as tendências fast fashion entregam, já pronto, aquilo que é bonito e maneiro, construindo a imagem do que é belo para a sociedade e desestimulando nossa criatividade e autonomia.</p>



<p><strong>Resultado disso: a Moda como ferramenta de manobra da sociedade, ou seja, apenas um movimento mercadológico.</strong> Enquanto isso, vamos consumindo inconscientemente e conceituando o “consumo consciente”. Nos descobrindo em terapia e usando da roupa para nos sentirmos pertencentes aos nossos grupos de interesse. Nos manifestando no Instagram e com déficit de expressão autêntica.</p>



<p><strong>Numa busca por melhorar esse cenário, fica a primeira dica: entendimento da História que nos fez chegar até aqui e como isso conecta com o dia a dia de cada um. Simultaneamente, o desenvolvimento, ativo e intencional, da nossa autoexpressão:</strong> manifestação daquilo que é autêntico, genuíno. Independente da forma: fala, gestos, decisões, movimentos, culinária, música, desenhos, vestimenta, e várias outras.</p>



<p>Tal desenvolvimento, sendo particular de cada pessoa<strong>, envolve uma investigação pessoal e o reconhecimento daquilo que foi descoberto.</strong> Por isso, toca em pontos profundos de auto aceitação, auto confiança, competências sociais, e rede de apoio (um ambiente seguro para ser quem se é).</p>



<p><strong>Nesse processo, a Moda pode e deve ser aliada.</strong> Por nos vestirmos todos os dias, temos a oportunidade de materializar conscientemente as mensagens que desejamos comunicar através do nosso corpo, que é um veículo de comunicação verbal e não verbal. <strong>A construção da nossa imagem (que não é estática) é um treino prático da autoexpressão, e a roupa que usamos é um recurso disponível pra isso.</strong> Ao optar por utilizá-la, seguem algumas premissas, dicas e opiniões.</p>



<p><strong>A formação da imagem é a expressão do auto conceito</strong>, e isso se distingue em três espectros: visão real (como eu me percebo), visão ideal (como gostaria de ser percebido), e visão social (como me apresento para o outro). Nos atentarmos a isso pode cuidar de sentimentos não-identificados de insatisfação com quem somos e como pertencemos.</p>



<p><strong>Deixemos as tendências de lado, ou usemos só para dar um agito na criatividade quando necessário</strong> (ou seja, quando já tiver esgotado o saco criativo). Construirmos nossas referências, dos nossos gostos e preferências, e usar como um manual de criação é a libertação da ditadura da moda. Pode ser uma pasta de itens salvos no Instagram ou Pinterest. E, também, pode ser umas fotos ou desenhos muito loucos que a gente curta fazer.</p>



<p><strong>Os desafios do vestir são incontáveis e pessoais</strong>, porém agrupados em: auto conexão e autoconhecimento, oferta de tamanhos das peças, identificação com o estilo, acesso financeiro, criatividade no uso. Vale a pena identificar quais são nossos desafios e criarmos estratégias que cuidem diretamente de cada um.</p>



<p>Os fatores que influenciam o vestir, de praxe, são: clima/temperatura, situação/ocasião, humor/vibe do dia, pessoas ao nosso redor e o que elas vão pensar da nossa roupa. Sabendo disso, escolhemos os que fazem sentido e comecemos por eles ao vestir. Os outros (ou melhor, o último), a gente descarta.</p>



<p><strong>O nosso guarda-roupas já tem toda matéria prima necessária para nossa expressão através do vestir</strong>. Vale a pena fazer uma investigação aí, e conhecer bem as peças que temos. Se elas não nos representam, é hora de começar uma transição. Se elas nos representam e não aguentamos mais olhar pra elas, uma tática muito boa é criar/manifestar/expressar novas formas para o que já existe.</p>



<p><strong>Aumentar o ciclo de vida das nossas peças é coerente com o planeta mas, acima de tudo, é barato, original e autêntico.</strong> Cuidar bem delas, fazer manutenção e pequenos consertos, transformar uma calça em uma jardineira, usar um vestido como saia. <strong>Fazer da Moda uma manifestação artística cotidiana que expressa quem você verdadeiramente é e quer ser.</strong></p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" width="471" height="472" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/962e3-beatriz-galil-1.png?resize=471%2C472&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-18080 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/962e3-beatriz-galil-1.png?w=471&amp;ssl=1 471w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/962e3-beatriz-galil-1.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/962e3-beatriz-galil-1.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/962e3-beatriz-galil-1.png?resize=96%2C96&amp;ssl=1 96w" sizes="(max-width: 471px) 100vw, 471px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong>Beatriz Galil</strong> é artista independente, em processo de investigar o universo da moda através da costura e da reconstrução de roupas que já existem.</p>
</div></div>



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		<title>SOBRE UMA EXPERIÊNCIA DOCENTE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Sep 2021 21:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 108]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Juliana Monteiro</p>
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<p>Eis-me aqui, uma mera expectadora – no sentido da expectativa, de quem cria ou gera expectativas a partir de um incentivo visual e/ou sensorial, admiradora das múltiplas manifestações da arte como instrumento na promoção de possibilidades.</p>



<p>Ao me deparar com espaços, é viável à primeira vista, refletir sobre as relações criadas com nosso olhar. Nessa compreensão, entendo que o olhar seja resultante da minha própria interação com o contexto apresentado. Ou seja: na possibilidade de apenas descrever uma cena, um ambiente, uma paisagem, entre outros, sem que haja interferência subjetiva direta sobre essa descrição. Dessa forma, não atribuo nenhum juízo de valor sobre a situação amparado pela própria experiência artística. No entanto, é plausível também, expor uma cena, um ambiente, uma paisagem, uma situação pessoal fazendo uso dos recursos adquiridos a partir das vivências oportunizadas ao longo do processo empírico e afetadas por inúmeras realidades do campo da arte.</p>



<p>No campo dessas vivências compartilho uma proposta de análise em coletivo: de um lado, a docente – eu &#8211; que vivenciara o espaço e guardara em suas memórias cada instante de troca empírica para com a obra em questão, do outro, discentes, jovens, que não partilhavam do mesmo sentir. A proposta realizada tinha como finalidade pensar acerca das produções conceituais e revisitar conceitos aprendidos em sala de aula sobre os movimentos de Arte Contemporânea, servindo assim, de fixação do conteúdo e de deleite interpretativo.</p>



<p>Entre outras referências, Cildo Meireles com a obra Através (1938–1989) foi escolhido em meio aos meus arquivos e memórias que percorri ao montar o plano de aula. A obra foi apresentada sob uma folha de papel A4 com linhas e perguntas a serem desafiadoramente respondidas. Aberta enfim, a caixa das possibilidades.</p>



<p>Em um dado momento, propus a descrição primeira. O que seus olhos veem? E, com a inocência estética me responderam desconfiados: grades, “um pompom gigante” e pedaços de vidro. BINGO! Nem tão inocentes assim, começaram então uma fruição ora induzida por meus questionamentos, ora induzidos pelos seus próprios olhares e experiências. Ao apreciar de maneira mais compenetrada os detalhes descobriram que o “pompom gigante” era na verdade uma esfera coberta por plástico, quebra de expectativas – àquelas geradas por alguma indução visual ou sensorial. E então, reafirmaram algumas das características que nos remetiam diretamente ao movimento em questão outrora discutido em sala, uso de materiais industriais, mistura de linguagens, sensorialidade, visualidades, trocas, conceito: atravancamentos, dificuldades, objetivos, vida cotidiana, ARTE CONTEMPORÂNEA!</p>



<p>Segundo Lucy Lippard em <em>A desmaterialização da arte (2013)</em>,</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“Em segundo lugar, o tempo gasto olhando um trabalho “vazio” ou com um mínimo de ação, parece infinitamente mais longo do que o tempo preenchido-com-ação-e-detalhe. Esse elemento temporal é, certamente, psicológico, mas permite ao artista uma alternativa ou uma extensão do método serial.”</p></blockquote>



<p>O aspecto da relação entre detalhes e tempo com a falta do primeiro, necessita-se da utilização do segundo em maior escala, visto que o “vazio” de um trabalho com mínimo de ação parece se relacionar de maneira mais incisiva com o espaço-tempo. A instalação lá posta nos permite simplesmente olhar, sem maior ação e ainda assim instigar a busca de atravessamentos por todo aquele caminho visual, fazendo uso do que mais nos faz falta em contemporaneidade, o tempo &#8211; período de momentos, de horas, de dias, de semanas, de meses, de anos etc. no qual os eventos se sucedem, dando-se a noção de presente, passado e futuro. –(https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/tempo)</p>



<p>Não obstante a ideia e o pensamento se misturam com a proposição de processo e ruptura com os ideais de obra de arte. Enraizados na crença de que arte igual a belo e genial, a arte conceitual aparece de forma a mostrar que arte é tudo àquilo que se propõe a ser arte independente de genialidades.</p>



<p>Arriscaria dizer considerando a tendência contemporânea de leitura da arte que não há uma verdade que se possa assegurar como única resposta a ser dimensionada, porque a riqueza da experiência deve tangenciar múltiplas reações sensoriais ou não. Incluindo, nesse sentido, efeitos diversificados. Por isso, concluo dizendo que a experiência aqui descrita, serviu para que juntos, discentes e docente, pudessem entender que algumas perguntas podem sim não ter respostas absolutas e, <em>tudo bem</em> (destaque da autora). Pois, diversas poderiam ser as interpretações, uma vez que a trajetória imagética e artística de cada um impacta diretamente na forma como a obra de arte te provoca.</p>



<p>Para tanto é preciso TRANS-BORDAR. TRANS-VER. TRANSCENDER.&nbsp;</p>



<p>E aí? De que forma <em>Através</em> (1938–1989) te transborda?</p>



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<div class="wp-block-jetpack-tiled-gallery aligncenter is-style-rectangular"><div class="tiled-gallery__gallery"><div class="tiled-gallery__row"><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:42.60731%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/09/9e1cb-juliana1.png?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/09/9e1cb-juliana1.png?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/09/9e1cb-juliana1.png?w=950?strip=info&#038;w=1024 1024w" alt="" data-height="576" data-id="18072" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=18072" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/e00ce-juliana1.png" data-width="1024" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/09/9e1cb-juliana1.png?w=950" data-amp-layout="responsive" data-recalc-dims="1" /></figure></div><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:14.4685%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/09/5164f-juliana2-614x1024-1.png?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/09/5164f-juliana2-614x1024-1.png?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/09/5164f-juliana2-614x1024-1.png?w=950?strip=info&#038;w=1080 1080w" alt="" data-height="1801" data-id="18073" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=18073" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/bb3af-juliana2.png?w=614&amp;h=1024" data-width="1080" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/09/5164f-juliana2-614x1024-1.png?w=950" data-amp-layout="responsive" data-recalc-dims="1" /></figure></div><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:42.92419%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/09/75cd4-juliana3-1024x572-1.png?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/09/75cd4-juliana3-1024x572-1.png?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/09/75cd4-juliana3-1024x572-1.png?w=950?strip=info&#038;w=1080 1080w" alt="" data-height="603" data-id="18075" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=18075" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7616a-juliana3.png?w=1024&amp;h=572" data-width="1080" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/09/75cd4-juliana3-1024x572-1.png?w=950" data-amp-layout="responsive" data-recalc-dims="1" /></figure></div></div></div></div>



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<p><strong>Juliana Monteiro de Souza Dias</strong> é arte educadora, formada no antigo Bacharelado Interdisciplinar em Artes e Design (IAD &#8211; UFJF) e em Licenciatura em Artes Visuais(IAD-UFJF).</p>
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		<title>[PODCAST] Especialistas de ocasião.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Sep 2021 21:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 108]]></category>
		<category><![CDATA[Trama Podcast]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  ARTEcast Bodoque</p>
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<p>Sejam bem-vindas e bem-vindos ao nosso podcast!</p>



<p>No episódio de hoje vamos desbravar o fantástico mundo das pessoas que se especializam profundamente em assuntos via WhatsApp e portais de notícias duvidosos. Desde eleições, urnas eletrônicas, política externa, economia e talibã, os especialistas de ocasião transformam o seu imaginário em realidade através de especulações diárias e uma boa dose de teorias da conspiração.</p>



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<p>Então já sabe, coloque os fones de ouvido e boa audição!</p>



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<p><strong><strong>O ARTECAST Bodoque</strong></strong> é um canal de aprofundamento das discussões levantas aqui na revista Trama. Nosso objetivo é fomentar o pensamento crítico e a valorização do conhecimento da arte e da cultura como ferramentas capazes de promover mudanças de olhar.</p>
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		<title>LIDERANÇAS INDÍGENAS FEMININAS FALAM SOBRE A LUTA DOS POVOS ORIGINÁRIOS DIANTE DA PANDEMIA DE COVID-19</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Sep 2021 21:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 108]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres indígenas na pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: ONU Brasil</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center"><em>Os povos indígenas têm desempenhado diferentes estratégias de proteção e cuidados de saúde ao longo da pandemia, superando distâncias geográficas, acesso a rede de saúde pública e obstáculos de informação em saúde.</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>Em uma reportagem, a ONU Mulheres dá voz a mulheres indígenas que assumiram papéis de liderança dentro das suas comunidades e se mobilizam para garantir o acesso a cuidados de saúde e disseminar informações de qualidade.&nbsp;&nbsp;</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>Conheça as histórias de Sônia Guajajara, coordenadora executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB); Ângela Kaxuyana, da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB); Narubia Werreira, uma jovem comunicadora virtual do Tocantins e&nbsp; Giovana Mandulao, residente da Fiocruz e indígena Wapichana.</em></p>



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<figure class="wp-block-image alignwide size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="900" height="600" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fe2a2-onu-mulheres.jpeg?resize=900%2C600&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-18007" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fe2a2-onu-mulheres.jpeg?w=900&amp;ssl=1 900w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fe2a2-onu-mulheres.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fe2a2-onu-mulheres.jpeg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fe2a2-onu-mulheres.jpeg?resize=144%2C96&amp;ssl=1 144w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Profissional de saúde wapichana e voluntária baré estiveram no acolhimento de saúde do Acampamento Terra Livre, em agosto de 2021, em Brasília<br>Foto: © Isabel Clavelin/ONU Mulheres</figcaption></figure>



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<p>Classificados entre os grupos vulneráveis e prioritários, os povos indígenas têm desempenhado diferentes estratégias de proteção e cuidados de saúde ao longo da pandemia, superando distâncias geográficas, acesso a rede de saúde pública e obstáculos de informação em saúde. Uma reportagem da&nbsp;<a href="http://www.onumulheres.org.br/noticias/mulheres-indigenas-se-desdobram-entre-cuidados-de-saude-e-gestao-de-informacao-para-comunidades-na-pandemia-covid-19/">ONU Mulheres</a>&nbsp;apresenta mulheres indígenas que assumiram papéis de liderança dentro das suas comunidades e se mobilizam para garantir o acesso a cuidados de saúde e disseminar informações de qualidade.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Um ano e meio após a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter declarado a emergência sanitária global, a pandemia de COVID-19 acumula números grandiosos no Brasil. Mais de 20 milhões de contágios e mais de 580 mil óbitos são registrados até o início de setembro de 2021, conforme&nbsp;<a href="https://covid.saude.gov.br/">dados do Ministério da Saúde.</a>&nbsp;Desde janeiro deste ano, quando se iniciou a vacinação no Brasil, mais de 127 milhões de pessoas receberam a primeira dose e 64 milhões tomaram a segunda dose ou dose única, de acordo com&nbsp;<a href="https://qsprod.saude.gov.br/extensions/DEMAS_C19Vacina/DEMAS_C19Vacina.html">monitoramento do Ministério da Saúde</a>.&nbsp;</p>



<p>Para Ângela Kaxuyana, membro da coordenação executiva da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), “as mulheres indígenas têm papel fundamental&nbsp; não só no enfrentamento, mas na prevenção e no cuidado da COVID-19, mas são elas as mais atingidas&#8221;.</p>



<p>Em uma entrevista com a ONU Mulheres, Kaxuyana falou sobre os riscos de contaminação aos quais as mulheres indígenas se expõem por assumirem mais cuidados familiares, e frequentemente sair das aldeias para buscar ajuda nas cidades ou enfrentar situações que oferecem riscos.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;Elas têm sido peça importante no uso de medicinas tradicionais, de fortalecer com informações e manter as comunidades e famílias isoladas, levando a sério a situação. Perdemos muitas mulheres e lideranças para a COVID-19. Se não fosse as mulheres na linha de frente, cuidado e informação e da cura, porque têm tido este papel na medicina tradicional, teria sido uma situação bem pior na Amazônia e no Brasil como um todo&#8221;, avalia.&nbsp;&nbsp;</p></blockquote>



<p>Outra liderança do movimento de mulheres indígenas, Sônia Guajajara, auxiliar de Enfermagem e coordenadora executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), salienta os diferentes papéis sociais e comunitários exercidos pelas mulheres. “Nós, mulheres indígenas, somos as cuidadoras permanentes. Somos nós quem cuidamos dos nossos anciões, crianças, alimentação e cuidados com aqueles que se contaminaram. Continuamos com as orientações, porque a pandemia não acabou”, diz. Ela enfatiza, ainda, o papel político das mulheres indígenas na busca por direitos dos povos indígenas em mobilizações políticas durante a pandemia:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&nbsp;“Estamos em Brasília sabendo do risco, que é perigoso. Mas a nossa casa, a nossa aldeia se tornou um lugar perigoso por conta dos ataques e das invasões.&#8221;&nbsp;</p></blockquote>



<p><strong>Articulação pró-direitos&nbsp;</strong>– Mulheres indígenas de diferentes idades têm se mobilizado para garantir o acesso a cuidados de saúde e para produzir informações de qualidade direcionada ao enfrentamento de fake news. Esta é a trajetória da comunicadora Narubia Werreira, do Tocantins, que tem se dedicado à produção de conteúdos nas redes sociais.&nbsp;&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“Com a pandemia, a gente precisou trabalhar nas redes sociais, levar resistência pelas redes até por tantas mentiras e fake news. Eu me engajei na comunicação nesse período”, revela a jovem comunicadora indígena.&nbsp;</p></blockquote>



<p>Para Narubia Werreira, fazer comunicação tem sido uma maneira de fortalecer o empoderamento político das comunidades indígenas e os laços entre os povos. “A gente acaba levando a comunicação para parentes e bases distantes, fazendo interligação dos povos. A gente acaba se conectando mesmo nessa distância e fazendo esse contraponto de informações que não correspondem ao que a gente quer e ao que é real, o que está acontecendo com a nossa realidade indígena.&#8221;&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;É um momento de muita alegria, troca e fortalecimento da nossa cultura se ver nessa comunicação. Não é o não-indígena falando da gente, mas o indígena falando de si. Traz inspiração até para outros sonharem com a comunicação e levar as informações para os parentes”, acrescenta Narubia Werreira.&nbsp;</p></blockquote>



<p><strong>Acolhimento em saúde&nbsp;</strong>– No Acampamento Terra Livre 2021 (ATL 2021), em Brasília, a nutricionista Giovana Mandulao e residente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do povo Wapichana, fez da dor pessoal pelo falecimento do pai por COVID-19 um motivo para seguir adiante nos cuidados coletivos, entre acolhimento e atendimento em saúde até informação de qualidade. Na coordenação de Saúde do ATL 202 ela encontrou forças para continuar o trabalho em favor da promoção da saúde dos povos indígenas.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“Eu perdi o meu pai nessa pandemia. Eu, como profissional de saúde, nem consegui ir lá cuidar dele. Lá na comunidade, as pessoas não acreditavam, era tanta fake news e mentiras, negacionismo. Meu pai foi contaminado por receber os parentes sem máscara. Foi bem difícil. Meu pai ficou 26 dias na UTI. Essa pandemia, mesmo que passe, nunca será a mesma coisa”, relata.</p></blockquote>



<p>Como filha e profissional de saúde, Giovana questiona o que poderia ter sido decisivo para poupar a vida do seu pai, cujo falecimento é um entre os mais de 580 mil óbitos decorrentes da COVID-19 no Brasil desde março de 2020. “Eu fiquei pensando depois. E se ele não recebesse ninguém em casa. Mas você sabe como é em uma aldeia? Ninguém tem restrição de nada. Foi em abril, maio, quando ele adoeceu. Meu pai era uma liderança reconhecida no estado de Roraima, era professor indígena. Ele era um militante pela educação escolar indígena. Todo mundo sentiu muito a perda dele. Desde os 18 anos, ele era professor. Meu pai foi mais uma vítima do descaso. O pior ano da minha vida foi o ano passado”, relembra.</p>



<p>Ao lembrar o início da pandemia no Brasil, a nutricionista recupera sentimentos de profissionais de saúde indígenas diante de tantas incertezas.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“Quando foi decretada a pandemia, eu estava trabalhando em Roraima. Então, todo mundo estava perdido e ficamos preocupadas porque a nossa população é vulnerável. Foram feitas barreiras sanitárias dentro das comunidades em muitas aldeias. Não conseguimos implementar protocolos, a informação não chegava. Muitas fake news minimizam a pandemia e o vírus. Foi um dos momentos mais complicados de saber o que era a pandemia e como a gente, como população vulnerável e profissionais, poderíamos atuar”, afirma.&nbsp;</p></blockquote>



<p>Outro motivo de apreensão é a dificuldade de indígenas não aldeados de se vacinar. “Fico preocupada porque, de certa forma, muitos indígenas não-aldeados tiveram dificuldade para se vacinar. Eu me coloco nessa situação. Meu esposo e eu, somos indígenas, e estávamos em Brasília e não conseguimos nos vacinar logo porque não estávamos aldeados”, diz.&nbsp;</p>



<p><strong>ATL 2021</strong>&nbsp;– Em meio à pandemia de COVID-19, os povos indígenas seguem mobilizados por direitos em agendas públicas em Brasília. A mais recente foi o ATL 2021, em agosto, que reuniu mais de 3 mil pessoas indígenas, demandando uma série de medidas sanitárias para evitar contágios em massa.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“Desde o início, nós pensamos em protocolo desde a saída das delegações das aldeias. Orientação sobre o uso de máscara, trazer o álcool em gel. Em delegações terrestres, com deslocamento por meio de ônibus, orientamos pela prática de vidros abertos. Orientamos&nbsp; para não compartilharem objetos pessoais, talheres, copos. Adotamos testagem em massa”, conta Giovana Mandulao, uma das coordenadoras voluntárias de saúde do ATL 2021.</p></blockquote>



<p>Entre as parcerias firmadas no período se destacam o Ambulatório de Saúde Indígena do Hospital Universitário de Brasília (HUB), Fiocruz e Abrasco. “Além de fazer acolhimento no HUB, contamos com rede de médicos e médicas populares. Nessa testagem, criamos critérios de prioridades, principalmente para sintomáticos, como síndrome gripal, tosse, coriza, febre, dor de cabeça e diarréia, quem teve contato com caso positivo, quem não tinha sido vacinado e quem tinha alguma comorbidade. Contamos somente com voluntários para fazer este trabalho”.&nbsp;</p>



<p>De acordo com Giovana, mais de 35 mil máscaras foram entregues em seis ATL, além da distribuição de álcool em gel por voluntários e voluntárias da Bem Viver. Foram poucos registros de casos de contágio: “Casos positivos tiveram cuidado e isolamento”, conclui.</p>



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<p><strong><em>Matéria originalmente publicada em&nbsp;<a href="https://brasil.un.org/pt-br/143656-liderancas-indigenas-femininas-falam-sobre-luta-dos-povos-originarios-diante-da-pandemia-de">Nações Unidas Brasil</a></em>&nbsp;<em>em 09/09/2021 – Atualizado em 09/09/2021.</em></strong></p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="768" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=768%2C768&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13654 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?w=768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas)</strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>&nbsp;é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>
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		<title>[EXPOSIÇÃO VIRTUAL] PAISAGENS FANTASMAGÓRICAS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Sep 2021 21:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 108]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[Marco Bulhões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Marco Bulhões</p>
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<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<p>A série de obras apresentadas leva o título de <strong>“Paisagens Fantasmagóricas”,</strong> que foram construídas pelo artista visual Marco Bulhões, como forma de concretizar o que povoava seu imaginário, através de seus pensamentos, devaneios e sonhos.</p>



<p>Por meio das formas e das cores foi possível que o artista materializasse as inquietações de suas imaginações, construindo e formando pinturas de paisagens que estavam em seu interior.&nbsp;</p>



<p>Esta série também se assemelha com as pinturas de paisagens do artista inglês dos séculos XVII e XIX, William Turner,&nbsp;que utilizava&nbsp;colorações expressivas, paisagens imaginativas e pinturas marinhas turbulentas.</p>



<p>Pela combinação de estilos e técnicas artísticas, como como o abstrato, o surrealismo, o impressionismo, a aquarela, o espatulado, o gotejamento, o borrifamento, dentre outras, foi proporcionado às obras uma aparência bastante contemporânea.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>A série de pinturas foram inspirados na imaginação e nos sonhos do artista, ambientes idealizados através de seus pensamentos, o lugar que “não existe”, do não visto, e jamais tocado, o lugar das aspirações, do fantástico.&nbsp;</p>



<p>O propósito artístico da série é a busca da expressão e do incentivo ao imaginário, de elevar os pensamentos a outras dimensões, e não somente ficar estagnado ao que é visível ou existente, mas de estimular as fantasias de nosso interior.&nbsp;</p>



<p>Todas as obras foram construídas entre os anos de 2020 e 2021, com a técnica acrílica sobre papel, e com dimensões variadas.</p>
</div>
</div>



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<div class="wp-block-jetpack-tiled-gallery aligncenter is-style-rectangular"><div class="tiled-gallery__gallery"><div class="tiled-gallery__row"><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:68.02935%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/09/19a0e-paisagem-xii-1024x735-1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/09/19a0e-paisagem-xii-1024x735-1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/09/19a0e-paisagem-xii-1024x735-1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1200 1200w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/09/19a0e-paisagem-xii-1024x735-1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1500 1500w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/09/19a0e-paisagem-xii-1024x735-1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1800 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<p><strong>Marco Bulhões</strong> nasceu em Salvador, onde se graduou em Desenho e Plástica pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia. É Mestre em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da UFBA e cursou duas disciplinas de Doutorado como aluno especial em Artes Visuais (UFBA). Ganhador de quatro prêmios artísticos, sendo um prêmio nacional e três prêmios estaduais, fundou o <strong>MEMORIAL DAS MÁSCARAS </strong>na Cidade de Maragojipe/BA &nbsp;&nbsp;</p>
</div></div>



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		<title>MARCAS DA TRANSIÇÃO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Sep 2021 21:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 108]]></category>
		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Fernanda Zeloschi]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Prosa poética]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Fernanda Zeloschi</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Eu estava levando meu navio até as docas quando vi que uma das bandeiras estava descosturando. Gritei minha mãe e ela me perguntou o que era. <em>Depois costuro para você, filha.</em> Ela me acalmou da cozinha. Pelo cheiro que me alcançava junto à resposta, imaginei que teríamos batata frita para o jantar. Peguei Renata no colo e a coloquei no carrinho para dormir. Um dos olhos já não fechava, talvez porque eu tinha a levado para a piscina mesmo mamãe falando que boneca e água não combinam. Não me importei: dorme assim mesmo.&nbsp;</p>



<p>Os legos estavam espalhados pelo chão e eu comecei a recolhê-los com meus braços imitando escavadeira. As mãos em formato de garras, os rugidos bem grossos. Acho que é assim que as escavadeiras fazem. Senti um calor no meio das pernas, meu corpo gelou e eu coloquei a mão por baixo da saia para ver se eu tinha feito xixi. Pensei na fala da vovó quando me viu com os palitos na boca do fogão. Até tinha brincado com fogo… Mas não estava na cama. Meus dedos saíram secos e eu voltei à tarefa até sentir o calor descer. Estava na minha coxa direita aquele fiozinho vermelho se camuflando na minha pele. Passei o dedo e cheirei: sangue.&nbsp;</p>



<p>&nbsp;<em>Eu devo ter me machucado quando estava passeando na selva cheia de leões</em>, foi o que pensei. Até o banheiro, fui espiã, me juntando às paredes, deixando os olhos espiarem a lateral da minha mãe abrindo a geladeira. Com um pedaço de papel, limpei o que tinha escorrido e fiquei esperando por mais, mas pareci seca. Mamãe diz que os machucados leves param rápido de sangrar e este era um deles. Para jantar, coloquei duas calças, uma em cima da outra porque não queria que meu pai soubesse que eu estava correndo por aí ao invés de ler o livro que ganhei no Natal.&nbsp;</p>



<p>Não senti nada além da barriga completamente lotada de batatas fritas e algumas folhas de alface que comi por um acordo. <em>Primeiro a salada, depois a fritura, ou não come nada.</em> Papai me perguntou da escola e eu menti e depois mamãe me mandou escovar os dentes. No corredor, senti uma dor me atravessar a barriga e lembrei dos pesadelos que tenho com as facas. Doía sem cansar e achei que precisaria de ir ao médico para ver onde estava o corte que sangrava mais cedo. Gritei minha mãe, de novo, e ela veio correndo. Enquanto eu contava, ela me empurrava para o banheiro e olhava para o meu pai. Um olhar que eu não tinha flagrado antes. Dizia que ela sabia mais do que ele e ele, também com olhar inédito, reconhecia isso sem orgulho.&nbsp;</p>



<p><em>Você virou mocinha,</em> ela me disse, eu com as calças nos pés e a calcinha no joelho. Ela abriu a gaveta mais alta do armário e me entregou um embrulho de plástico. Me ensinou a abrir, a prender no tecido, tinha uma cola que ficou no meu dedo, ela me disse para trocar sempre que estiver vermelho, eu perguntei se eu estava machucada. <em>Filhinha, você virou mulher!</em> Ela me sorria enorme, eu me senti tirando um dez em matemática. <em>E doer é normal?</em> Descobri que sim, que para cólica, o nome da dor, tem bolsa de água quente e remédio forte.&nbsp;</p>



<p>Eu quis deitar mesmo sem sono: aquele absorvente era grande e me fazia andar esquisito. Papai não quis me dar um abraço, eu bem reparei, ele colocou as mãos nos meus ombros quando eu estendi os braços a ele. <em>Você cresceu</em>, ele me disse, e eu respondi que não tinha percebido olhando no espelho. Depois entendi que não era sobre a altura — era sobre o sangue.&nbsp;</p>



<p>Sangrei sete dias e depois fui ao médico que, diz minha mãe, fez o meu parto. Ele ficou feliz em me ver, bem mais do que eu a ele, ele tinha uma simpatia irritante que me doía os ouvidos. Eu não quis que ele me examinasse, pedi a minha mãe para falar que não precisava, ela não disse nada e eu precisei tirar a roupa. Eu estava com uma calcinha nova e nem com ela fiquei. Ele olhou, não senti encostar, disse que estava normal. Depois, comigo vestida, ainda tremendo, me falou das espinhas e das dores e o resto eu não me lembro.&nbsp;</p>



<p>Aquele sangue que escorreu e depois jorrou limpou meu quarto — minha mãe me disse que mulher não brinca de boneca e eu precisei doar praticamente tudo: os navios e os carrinhos, as bonecas de pano e os peões, eu só pedi para ficar com a Renata, <em>recordação, mamãe</em>, eu mentia.&nbsp;</p>



<p>Meu pai fez um churrasco num final de semana que eu sangrava pela segunda vez, dizia minha mãe que ela também estava naqueles dias, eles brigaram porque ela não queria ver ninguém. Os homens vieram mesmo assim, uns cinco ou seis colegas do trabalho, alguns eu me lembrava dos meus aniversários. Mamãe me mandou trocar o vestido, colocar um mais longo, aquele já estava na hora de doar. Eu cumprimentei os amigos do papai, ele anunciou que a filha dele era mulher e eu não me senti cabendo na expressão —<em> filha mulher.</em> Todos levantaram seus copos para mim, falaram alguma coisa, eu abaixei os olhos e voltei para brincar com a Renata no canto do quintal. O futebol na televisão estava cada vez mais alto, os gols frequentes e eu impaciente. Não queria ir para o quarto porque gostava daquele pai extrovertido tão incomum nos dias de semana, mas estava tudo barulhento demais. Quando ia levantar para voltar ao quarto, reparei que Oliveira me olhava enquanto os outros conversavam. Era um amigo novo, não me lembrava daquele cabelo esquisito. Os olhos demoraram em mim e eu cobri as pernas com o vestido. Foi a primeira vez que eu lembrei da mamãe dizendo: <em>Filhinha, você virou mulher.</em></p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/73656-fernanda-zeloschi.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-14057 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong>Fernanda Zeloschi </strong></strong>é estudante de Psicologia, escritora teimosa e acredita nas faíscas do afeto através do @<a href="https://www.instagram.com/fazerafetar/">fazerafetar</a></p>
</div></div>



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		<title>[EXPOSIÇÃO VIRTUAL] NOM</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Sep 2021 21:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 108]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno NOM]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Bruno NOM</p>
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<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<p>Retratos, cenários e devaneios, sempre como fonte de referência: A RUA.</p>



<p>Busco uma maneira de transformar acontecimentos ruins em um aprendizado, uma motivação, ou seja, em algo positivo.</p>



<p>Componho obras baseadas em experiências de vida, explorando o universo infinito da mente e unindo a estética e textura das ruas das cidades, ruas essas que me ensinam sobre arte e como (sobre)viver.</p>
</div>
</div>



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<div class="wp-block-jetpack-tiled-gallery aligncenter is-style-rectangular"><div class="tiled-gallery__gallery"><div class="tiled-gallery__row"><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:25.26893%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/09/8d91d-meia-noite-708x1024-1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/09/8d91d-meia-noite-708x1024-1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/09/8d91d-meia-noite-708x1024-1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1200 1200w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/09/8d91d-meia-noite-708x1024-1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1382 1382w" alt="" data-height="2000" data-id="18026" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=18026" 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<p><strong>Bruno Nom</strong> vive e trabalha em São Bernardo do Campo. Desenha desde sua infância, em 1998 que teve seus primeiros contatos com o Graffiti e Arte, através do skate e da pixação. Em 2014, muda-se para Curitiba, estuda História da Arte pela UNESP, onde aprofunda sua pesquisa na pintura. Em 2018 retorna ao ABC Paulista, onde vem produzindo obras inspiradas no cotidiano, no comportamento humano e&nbsp;em sentimentos como a ansiedade, refletindo sobre a dualidade da mente humana, utilizando a Pintura também como válvula para suas próprias crises.</p>
</div></div>



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		<title>DUPLIPENSAR</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Sep 2021 21:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 108]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Garcia]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Gabriel Garcia</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Tudo é discurso
A minha verdade
Creio, logo sei
Ódio é religião
Burrice é valor
Vítima é algoz
Xingar é debater
Grito é conversa
Desmatar é preservar
Mentira é verdade
Inventado é real
Fake news é ciência
Vacina é prejudicial
Guerra é paz
Preconceito é humor
Biologia é ideologia
Jesus é miliciano
Sexo é pecado
Assassinato é Cristianismo
Educação é doutrinação
Médico é cientista
General é honesto
Liberdade é escravidão
Irracional é lógico
Golpe é democracia
Pastar é filosofar
Sinceridade é ofensa
Família é gangue
Liberal é servidor
Hipnose é lucidez
Empatia é cancelamento
Ignorância é força
Subserviência é patriotismo
Todes é inclusão
Machismo é natureza</pre>



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<p><strong><strong><strong>Gabriel Lopes Garcia</strong></strong></strong> é professor de Física e poeta. Trabalha com projetos educativos de divulgação científica, escreve textos didáticos de ciência e colabora em periódicos de arte e poesia.</p>
</div></div>



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