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	<title>Arquivos Ano 001, N 013 - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Um Vento Bateu Dentro de Mim</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Sep 2019 21:37:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 013]]></category>
		<category><![CDATA[Artes cênicas]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Lopes]]></category>
		<category><![CDATA[Ilo Krugli]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Ventoforte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Frederico Lopes</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">No dia em que conheci <strong>Ilo Krugli</strong>, não o reconheci. Não o reconheci por não o saber. E não saber é exatamente a ausência de conhecimento a seu respeito. Eu poderia dizer que o saber de sua existência me foi negado pelas tantas distrações que a vida nos cerca. Mas, em meu parco conhecimento, na sombra da escuridão monumental da ignorância, imerso em um cotidiano enlatado, o fato é que eu não o soube. E me envergonho.</p>



<p>Quando Dane me levou pra conhecê-lo, ao entramos onde Ilo vivia integrado ao seu teatro no tombado Parque do Povo, no bairro paulistano do Itaim há décadas, <strong>um vento bateu dentro de mim, que eu não tive jeito de segurar.</strong></p>



<p>Ademais da referência à canção de Joyce e Maurício Maestro, eternizada na voz de Milton Nascimento e Boca Livre, hoje pude enfim perceber a importância daquele momento.</p>



<p style="background-color:#a87b00" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">Diante do respeito e reverência com que cada olhar cuidadosamente varria todos os detalhes de cada semblante naquela noite fria e chuvosa, eu soube que estávamos<strong> entrando em território sagrado</strong>. Local onde as artes, em sua dimensão mais humana e verdadeira, reverenciavam Ilo e a companhia <a href="https://www.instagram.com/teatroventoforte/">ventoforte.</a></p>



<p>Diante da simplicidade de uma roda de conversa com uma fogueira posta ao centro, o calor e a luz dimensionavam as atenções para dentro dos olhares tímidos das crianças e para cada um de nós. Canções e poemas eram entoados como orações à tudo aquilo que é sagrado nas artes. </p>



<p>Para quem, ali presente, encontrava em Krugli mais do que um anfitrião ou referência artística, cada instante em sua presença era um privilégio que eu ainda não entendia, mas podia sentir.</p>



<p>Ao olhar no fundo dos olhos de Ilo por alguns instantes, apesar de sua condição já debilitada pela idade avançada, pude perceber o motivo da euforia daquela reunião tão simples e tão solene. </p>



<p style="background-color:#886400" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">Krugli era uma força da natureza, que equilibrava toda a ordem do universo espalhando o amor através das artes e da beleza de perceber a vida como um grande espetáculo.</p>



<p>Hoje, ao saber de seu falecimento, mais uma vez, um vento bateu dentro de mim. Que esse ventoforte carregue pelos quatro cantos do mundo a beleza do legado de Ilo Krugli, e que cada um de seus companheiros, espalhe suas sementes cultivando o amor e tudo aquilo que é belo e sagrado.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/WhatsApp-Image-2019-09-07-at-22.02.00.jpeg?fit=606%2C455&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2258" /></figure>



<div class="wp-block-jetpack-slideshow aligncenter" data-autoplay="true" data-delay="4" data-effect="slide"><div class="wp-block-jetpack-slideshow_container swiper-container"><ul class="wp-block-jetpack-slideshow_swiper-wrapper swiper-wrapper"><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img decoding="async" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-2259" data-id="2259" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/eeada-whatsapp-image-2019-09-07-at-22.01.59.jpeg?w=950&#038;ssl=1" data-recalc-dims="1" /></figure></li><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img decoding="async" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-2260" data-id="2260" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ddd6c-whatsapp-image-2019-09-07-at-22.01.58.jpeg?w=950&#038;ssl=1" data-recalc-dims="1" /></figure></li><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img decoding="async" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-2261" data-id="2261" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/6db55-whatsapp-image-2019-09-07-at-22.02.01.jpeg?w=950&#038;ssl=1" data-recalc-dims="1" /></figure></li></ul><a class="wp-block-jetpack-slideshow_button-prev swiper-button-prev swiper-button-white" role="button"></a><a class="wp-block-jetpack-slideshow_button-next swiper-button-next swiper-button-white" role="button"></a><a aria-label="Pause Slideshow" class="wp-block-jetpack-slideshow_button-pause" role="button"></a><div class="wp-block-jetpack-slideshow_pagination swiper-pagination swiper-pagination-white"></div></div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Frederico Lopes</strong> é Artista e gostaria de ser Escritor. Trabalha no Memorial da República Presidente Itamar Franco e é fundador da Bodoque Artes e ofícios.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="background-color:#8a6500;text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color">Você pode ajudar a Trama seguindo a Bodoque Artes e ofícios no Instagram. Compartilhe com seus amigos e colabore para a continuação do projeto!</p>



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<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/90819-foto-carol12.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-1687" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</p>
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		<title>Saudações aos Cinemas de Rua.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Sep 2019 21:36:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 013]]></category>
		<category><![CDATA[audiovisual]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[cinema de rua]]></category>
		<category><![CDATA[cinema nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Franco Groia]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Lopes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Trama PodCast - Franco Groia e Frederico Lopes</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">O Quarto episódio do PodCast da Trama traz essa semana uma conversa com o professor e cineasta <strong>Franco Groia</strong>. Conhecido por sua militância e resistência no combate à extinção dos cinemas de rua de Juiz de Fora, Franco bateu um papo com o Fred sobre os cinemas de rua e a importância do incentivo público à produção audiovisual. </p>



<p>Então já sabe, coloque os fones de ouvido e boa audição.</p>



<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/94d3c-saudaccca7occ83es-aos-cinemas-de-rua.mp3"></audio><figcaption><em>Saudações aos Cinemas de Rua &#8211; Franco Groia e Frederico Lopes &#8211; Trama PodCast</em></figcaption></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Franco Groia</strong> é professor universitário, cineasta, roteirista e produtor audiovisual. Formado em Comunicação Social na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), possui Especialização em Globalização, Mídia e Cidadania também pela UFJF. Desde 2003, leciona na Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO) em Juiz de Fora (MG). É criador e Coordenador geral do portal &#8220;História do Cinema Brasileiro&#8221;, além de ser membro da Academia Brasileira de Cinema.</p>



<p><strong>Frederico Lopes</strong> é Artista e gostaria de ser Escritor. Trabalha no Memorial da República Presidente Itamar Franco e é fundador da Bodoque Artes e ofícios.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="background-color:#a17600;text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color">Você pode apoiar a revista Trama seguindo a Bodoque no Instagram e compartilhando com seus amigos!</p>



<figure class="wp-block-embed-instagram wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/50e12-benki-pyiaco.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2011" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</p>
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		<title>Sob o Holofote do Cuidado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Sep 2019 21:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 013]]></category>
		<category><![CDATA[cariri]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidado]]></category>
		<category><![CDATA[Fundação casa]]></category>
		<category><![CDATA[Juliana Moreira Alves]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo Boff]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Juliana Moreira Alves</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong><em>A essência humana, assim o viu a ancestral sabedoria dos mitos, reside mais no cuidado do que na razão e na vontade. </em></strong></p>



<p>A frase é do teólogo e filósofo brasileiro Leonardo Boff. Está na sua obra<em> Saber Cuidar. Ética do humano – compaixão pela terra, 1999.&nbsp;</em></p>



<p class="has-drop-cap">Desde 2003, pelo menos, esse livro mora em minha casa. Ele me foi emprestado na época por uma antiga terapeuta e acabou ficando por aqui. Ao longo desse tempo, já fui e voltei nele várias vezes, inclusive, sublinhei trechos e circulei &#8211; de lápis bem clarinho &#8211; , enfim, fiz coisas que nunca poderia ter feito no livro do outro. Acabei de me dar conta disso. Pode ser que lá no fundo eu já soubesse que ele nunca voltaria para a sua dona de origem, mas isso definitivamente não é uma boa justificativa.&nbsp;</p>



<p>Vexatório começar assim, pois o assunto é simplesmente o cuidado.</p>



<p style="background-color:#866200" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">Pois bem, há alguns dias tive a sorte de poder assistir de corpo presente e escuta ativa a uma palestra do filósofo colombiano Bernardo Toro e, nessa mesma semana, pude também participar de uma conversa com Alemberg Quindins, criador da Fundação Casa Grande Memorial do Homem Kariri, um espaço cultural para crianças, que fica no sertão do Ceará.</p>



<p>Esses dois encontros que aconteceram em dias seguidos foram – inspiracionais na sua essência – como holofotes para mim. Holofotes dos postes da rua mesmo, com uma luz branca bem forte, que ilumina tanto que deixa a gente sem enxergar por um tempo. E foi esse intervalo, que fiquei sem enxergar, que foi dedicado às minhas próprias inquietações que estavam ali, meio pendentes, meio não, mas certamente a espera da luz branca, forte e que dá vertigem.</p>



<p>No centro das inquietações estava o cuidado que, não faz muito tempo, questionei se não estava obsessiva por ele, ou na dúvida mesmo sobre como ele pode integrar a vida diante desse tempo – da realidade atual. No entanto, esses dois senhores que ouvi dizem que eu não devo ter dúvidas e que a obsessão é necessária. Para complementar, um deles ainda menciona o cuidado como um conceito feminino. Eu acredito.</p>



<p style="background-color:#9a7100" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">Tudo que existe deve ser cuidado. Estar atento é fundamental e não é sempre relaxante, pois o exercício da existência por si já é bastante vigoroso. O auto-cuidado, aliás, faz parte desse pacote e nos torna seres muito mais potentes e nutridos para nossas contribuições.&nbsp;</p>



<p>Quando volto ao trecho do livro do Leonardo Boff que iniciei o texto, enxergo a nossa sorte em relação a residência da essência humana. Faz sentido pra mim e acho bonito. Penso nas minhas escolhas até agora e nos espaços que ocupo e me fortaleço. Entre tantos assuntos eu escolhi profissionalmente colaborar com a cultura e a partir dela tenho a oportunidade de atuar sob o holofote do cuidado.&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Juliana Moreira Alves</strong> é jornalista graduada pela Universidade Católica de Pernambuco e hoje atua na iniciativa privada, na área de investimento social com projetos de cultura.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



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<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/5f5c8-benki-pyiaco-1.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2027" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</p>
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		<title>O Ser Urbano: a Música dos Ecos e Sua Relação com a Cidade.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Sep 2019 21:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 013]]></category>
		<category><![CDATA[Banda cristã]]></category>
		<category><![CDATA[Gyovana Machado]]></category>
		<category><![CDATA[O Maior Clichê do mundo]]></category>
		<category><![CDATA[O Ser Urbano]]></category>
		<category><![CDATA[Rookmaaker]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Gyovana Machado</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em><strong>A letra da música tem que ser verdadeira, o autor dela precisa ter o mesmo caráter que a mensagem carrega, como diria Rookmaaker</strong></em>, disseram os meninos do Clichê.&nbsp;</p>



<p class="has-drop-cap">Lucas e Guilherme compõe o que hoje se entende enquanto música alternativa no cenário cristão. &#8220;O maior clichê do mundo&#8221; – nome pelo qual se denominam – busca uma conexão para além dos templos, dialogando com outras perspectivas artísticas, bem como se apresentando em locais não-usuais para bandas confessionais.&nbsp;</p>



<p>De fato, <em><strong>Hans Rookmaaker</strong></em> (escritor holandês) sempre pairou nos pensamentos de um coletivo que possuía ânsia por uma arte sem barreiras, uma expressão cultural não necessariamente sacralizada, que entraria nos templos e meios convencionais cristãos sem que isso demandasse um certo tipo de justificativa. A arte é júbilo perante a face do divino – parafraseio o autor.&nbsp;</p>



<p>Conheci os meninos do Clichê em um festival e vi, ainda que nos detalhes, a interpretação do que entendíamos enquanto uma teoria ainda em análise: a arte vem, embala os corpos num ritmo próprio, batendo à porta do convencional, a fim de sinalizar as demandas históricas que a trouxeram.&nbsp;</p>



<p>Essas mesmas demandas são caracterizadas, pelos rapazes, como uma identificação. Vão além e dizem: <em><strong>respondemos a quem se identifica.</strong></em></p>



<p>Nesse sentido, a visibilidade da banda produziu certa conexão aos anseios dos mais longêvos. Curte-se uma música boa e não se abdica da fé, pelo contrário, desfruta de mistérios, sensações e sabores remetidos aos que criam, numa relação infinita de criação e criador em todas as escalas.&nbsp;</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">As estruturas nas quais são gestadas essas demandas não necessariamente dizem respeito a uma comunidade de fé, mas a uma sociedade e/ou cidade que produz perguntas a todo instante.&nbsp; &nbsp; &nbsp;</p>



<p>Dentro da <em><strong>pólis</strong></em>, onde o público se mistura com o privado, a estética alternativa surge enquanto um eco de perspectiva que, por sua vez, pode possuir um caráter de orientação, ou até mesmo de suspiro, devido aos grandes blocos que padronizam a nossa resposta ao mundo, ou ao menos ao que, exteriormente, esperam de uma resposta nossa.&nbsp;</p>



<p>Diferenciados em sua própria composição visual, os meninos se apresentam em dois. Irmãos de sangue foram introduzidos na música ainda na infância propiciado pelo pai. Nota-se, em sua fala, as raízes que se formaram pela introdução e confirmação dos mesmos na música, embasados pela relação paternal.&nbsp;</p>



<p style="background-color:#936c00" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">Assim sendo, encaram a cidade com as certezas que os fizeram estar ali e não necessariamente com a liquidez na qual se dá seus respectivos relacionamentos com os lugares que frequentam e com a própria cidade (leia-se estruturalmente) que, em certa medida, limita suas formas de interação.&nbsp;</p>



<p>Nesse sentido, os meninos se desafiam numa espécie de manutenção progressista daquilo que entendem como essência. Dizem:  –  <em><strong>somos o que somos, não o que fazemos.</strong></em></p>



<p>Dentro de uma perspectiva que os enxerga dentro do seio cristão, eles chamam a atenção para dois elementos, a saber: o equilíbrio e a excelência.&nbsp;</p>



<p>Assim como <strong><em>Rookmaaker</em></strong>, abdicam de uma interpretação tradicional daquilo que é espitirual, para que se possa abranger todas as facetas criativas do criador sem, necessariamente, sacralizá- las num experimento de grupo.</p>



<p>Destarte, se interessam e trabalham pelo encontro dos &#8220;mundos&#8221; pela via da excelência enquanto fator que provoca a estima pelo que produzem.</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Acredito ser esse o ser urbano do século XXI: um indivíduo que lança a público suas questões com o presente e seus contemporâneos, suas perguntas e também respostas de como vivem, o motivo pelo qual vivem, etc. É, explicitamente, uma relação do dever-ser.</p>



<p>Nesse ponto em que chegamos, numa escala complexa das relações humanas, me contento com a expressão de Blaise Pascal sobre a razão/infinidade, ele diz: &#8220;O último esforço da razão é reconhecer que existe uma infinidade de coisas que a ultrapassam&#8221;.&nbsp;</p>



<p>Portanto, hoje não temos uma justificativa que conclua o ensaio. Suas experiências darão um tom próprio ao que foi expresso por aqui. De toda forma, os meninos do Clichê finalizam bem essa sensação do infinito na arte e sobre isso, concluem a entrevista: – <strong><em>Nós somos o Maior Clichê do Mundo</em></strong> &#8211; eu, então, concordo.&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Gyovana Machado</strong> é graduanda em História pela UFJF, formada no Seminário Teológico Rhema Brasil, líder de música em A Igreja.&nbsp;</p>



<p>Colaboração: <strong><a href="https://www.instagram.com/omaiorclichedomundo/">O Maior Clichê do Mundo.</a></strong></p>



<hr class="wp-block-separator" />



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<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/hospital-mulheres.jpg?fit=606%2C608&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2245" /></figure>



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		<title>De Oppresso Libre #2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Sep 2019 21:33:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 013]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura pop]]></category>
		<category><![CDATA[De Oppresso Libre]]></category>
		<category><![CDATA[Kariston França]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Kariston França</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align:left" class="has-medium-font-size">Para qual liberdade caminhamos?</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Existem sistemas opressores em nosso dia a dia, em proporções diferentes, mas sempre oprimindo e derrubando soldados, pensadores, construtores de um futuro bom.</p>



<p>Me lembro daquele filme <strong><em>O preço do amanhã</em></strong>, onde o salário era o tempo de vida, e, também, moeda de troca para qualquer coisa necessária ao sustento do indivíduo.</p>



<p>Algo não muito diferente de nós hoje, e desde sempre.</p>



<p>Nossa vida se esvai assim que damos nosso primeiro berro no nascimento.</p>



<p>Com nossas células &#8211; ou cédulas rs &#8211; pagamos o preço do amadurecimento e dos sonhos que aprendemos a construir e planejar, ou que nos são imbuídos.</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Somos impulsionados a mergulhar em um processo de aprisionamento do ser e da criatividade. Nos cobram risos, olhares, cabelos e tecidos.</p>



<p>Precisamos correr atrás de papéis, ou ao menos deveríamos.</p>



<p>Corremos para uma carteira assinada, corremos por diplomas e por cédulas, que facilmente destruídas, nos consomem, nos tragam em ritmo menos acelerado do que o próprio papel em um fogaréu.</p>



<p>Tal busca nos impede de encontrar outros papéis, outros caminhos que poderiam nos oferecer a verdadeira liberdade, o sorriso sincero, uma entrega espontânea de cabelos, pele, suor e sangue.</p>



<p>Existem tais caminhos?</p>



<p>Talvez sim. Talvez estejamos fadados à essas estruturas.</p>



<p>Para alguns o papel a libertar é o cânon de sua fé. Para outros, é o alvará de soltura, um <em><strong>habeas corpus,</strong></em> até uma certidão de nascimento. Uma troca de nome, uma certidão de casamento, de óbito ou até a escritura da tão sonhada casa própria.</p>



<p>De fato, existem possibilidades claras de reconstruir os caminhos libertadores da vida.</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Mas quando eles serão refeitos? E após refeitos, qual liberdade teremos?</p>



<p>Esse é um papo para a próxima edição.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Kariston França</strong> é apaixonado por pizza, e nas horas vagas atua como entusiasta da teologia pública.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



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<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/artesão.jpg?fit=606%2C608&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2241" /></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Hitoshi-san e os Limites do Humor.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Sep 2019 21:31:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 013]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno Honda Leite]]></category>
		<category><![CDATA[concurso]]></category>
		<category><![CDATA[Hitoshi-san]]></category>
		<category><![CDATA[limites do humor]]></category>
		<category><![CDATA[Reality]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Bruno Honda Leite</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Nesta última semana, casualmente, trombei com este experimento antropológico em formato de programa de comédia, o &#8216;Hitoshi Matsumoto presents Documental&#8217;. Poderia ser um reality/concurso normal de comédia, já que são 10 comediantes japoneses disputando um prêmio de 10 milhões de ienes (cerca de R$350.000).</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Mas Documental é tudo, menos um reality ordinário. Foi uma tempestade perfeita que acabou entregando um estudo visceral sobre comédia, limites e inteligência, temperado com nudez não sensual, alguma violência e um profundo respeito entre os competidores.&nbsp;</p>



<p>A premissa é relativamente simples: o <em><strong>host</strong></em>, Matsumoto-san, um comediante em torno dos 50 anos de idade e profundamente respeitado no Japão, (para uma comparação ocidental, acredito que é como se o Seinfeld fosse o anfitrião de um programa americano), envia 10 convites para participar de um combate de comédia. Cada um dos participantes tem que pagar 1.000.000 de ienes para participar (o que é GENIAL, muitos dos convidados precisam emprestar dinheiro de banco ou de amigos pra bancar a taxa e outros ficam muito na dúvida se vão participar &#8211; nessa hora que a credibilidade de Hitoshi vale, já que ninguém quer recusar um convite dele), e o vencedor leva os 10.000.000 pra casa. A mecânica também é básica: quem rir é eliminado, é tipo brincar de <strong>sério ultimate</strong>. Ao longo das seis horas do prazo estipulado, os comediantes tentam fazer rir sem cair em suas próprias armadilhas, criam estratégias para o riso ser inevitável e, no processo, fazem a gente levantar um monte de reflexões sobre o que é engraçado de verdade.</p>



<p style="background-color:#a17600" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">Há alguns deslizes, que são próprios de um retrato da sociedade japonesa (em três temporadas que vi, só houve uma convidada, os outros 30 comediantes que estrelam, contando o host Matsumoto, são todos homens, por exemplo). Em alguns momentos o machismo estrutural e um grau de homofobia também aparecem, ainda que não com o escracho que estamos acostumados a ver em nossa TV.</p>



<p>O resultado é estrondoso e, talvez, os mais sensíveis não devam – ou consigam – assistir. Como, quando no meio da primeira temporada ou o final da segunda (batizado pela produção como os 657 Segundos Históricos da Comédia Japonesa, de onde tirei esse frame que ilustra o post).&nbsp;</p>



<p>Pra mim, estragou a comédia. Porque não consigo achar graça de mais nada. Talvez seja irresponsável ajudar a popularizar algo tão poderoso, mas eu PRECISO ter mais gente pra comentar.</p>



<p>O Keesse já caiu na armadilha e está há 48 horas em depressão.<br> <br> Assista, por sua conta e risco.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Bruno Honda Leite</strong> é pai , marido e vovô, mas está várias coisas: designer, artista plástico, diretor de animação, palmeirense, leitor de quadrinhos e rabiscador compulsivo. Trabalha na Mauricio de Sousa Produções há 8 anos, onde é responsável pelo departamento de Design de lá e também trabalha com planejamento estratégico e animação, onde participou da criação de Mônica Toy, Biduzidos e Bairro do Limoeiro. Vive desenhando e adora passarinhos vestidos.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/ofertas"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/2a62a-5-2.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2235" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="background-color:#822121;text-align:center" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">Clique na imagem acima e acesse a loja virtual da Bodoque Artes e ofícios. Adquirindo produtos da Bodoque, você ajuda a manter a revista Trama!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/Aldeia-Apiwtxa-JPEG-2.jpg?fit=606%2C608&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2238" /></figure>



<p style="background-color:#946d02;text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Pensamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Sep 2019 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 013]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Luisa Biondo]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Luisa Biondo</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align:center"><em>Vermelho<br> Branco<br> Preto<br> Vermelho branco preto <br> Vermelhobrancopreto</em></p>



<p class="has-drop-cap">Essas eram as cores da minha meia enquanto eu secava o cabelo. Não era nem 23h e eu pensava o que ia fazer pra dormir essa noite. Estranhamente percebi como o vermelho do secador era igual ao vermelho da minha meia apeluciada e puída, colocada de forma desengonçada sobre a minha calça (que também estava um pouco rasgada). Calça bege, piso cinza e pantufa preta, de repente eu pensei que tudo aquilo podia dar uma foto interessante de algum momento qualquer e aleatório da vida.</p>



<p><em>Nossa, como o meu cabelo estava demorando pra secar. Já eram umas 22h10, ou 15, ou 20. Se eu me deitasse nesse horário provavelmente dormiria ali pelas 23h, ou depois, já que tá cada vez mais difícil dormir hoje em dia. Se eu fosse dormir às 23h teria 7h de sono. Eu acho. É, tipo isso. Isso se eu não começasse uma certa contagem regressiva imaginária em que deveria correr contra o tempo pra ter o mínimo de qualidade de sono. Mas, olha só, que interessante: a minha camisa do pijama é cinza, combinando com o piso. E tem detalhes em vermelho, como a minha meia. Que coisa, as vezes o universo tem dessas: em nenhum momento quis combinar a decoração do ambiente com o meu pijama, meias e secador. Mas estranhamente combinei. Eu adoro como a vida tem dessas coincidências bobas. Aliás, eu amo essas coincidências bobas. São elas que deixam a vida mágica. Particularmente, acredito em magia e acho que a existência dela no nosso mundo depende da forma em como a gente enxerga ele. Longe de mim julgar quem vê o mundo de maneira mais séria e racional, mas acho que se fosse comigo eu morreria de tédio. Porque essa lente mágica que eu escolho usar me ajuda a enxergar o mundo com mais cores, sensações e vibrações, me fazem &#8230;.. não sei&#8230;. feliz, talvez. Eu só sei que preciso dormir. Vou pegar meio remédio só mais essa noite.</em></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Luisa Biondo</strong> é redatora, mas ama desenhar e fotografar. Atualmente trabalha em uma agência de marketing e nas horas vagas faz uns rabiscos que ficam guardados na gaveta.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3ec2a-6.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2234" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="background-color:#b34b00;text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color"><a href="https://www.artebodoque.com/">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque Artes e ofícios. Adquira um caderno artesanal incrível e ajude a manter a revista!</a></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/mulher-india-agra.jpg?fit=606%2C608&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2236" /></figure>



<p style="background-color:#a17600;text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color"><em>Apoie causas humanitárias! Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário!</em></p>
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		<title>Piruá</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Sep 2019 20:19:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 013]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[Diego Neves]]></category>
		<category><![CDATA[Piruá]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Diego Neves</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Não, Deus, eu não te busco<br>Mentia ao dizer saber quem Você é<br>Não, eu não sou injusto quando afirmo pensar<br>Que o pensar é traiçoeiro<br>Pois, veja bem, quem leu o primeiro afirmar<br>No verso inaugural dessa canção, em sua maioria achou Que se tratava de uma negação<br>Pois bem, não é<br>E você sabe, Deus, não te procuro<br>Porque te achei faz tempo,<br>Porque te vejo dentro de toda expressão de amor </p>



<p>E quando a fé se complicou, a insegurança me bateu Tal qual pandeiro<br>Sorrateiro chegou o amor, me levou e me fez lar </p>



<p>Longe dos bordões da massa<br>Vi banda passar na praça<br>Vi beleza no ensinar, me provando do contrário Todo meu imaginário era feio e solitário<br>E tão falho ao tentar aplicar definições </p>



<p>Redenção, eu vi teu berço
Vi crença dormir no terço
Salvação, vi teu crescer
Espanto extraordinário:
</p>



<p>É que hoje os trens andam no horário em mim, sim, escolho crer Que a dúvida persista, mas com Ele eu vou<br>Mesmo que Ele não exista </p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Diego Neves</strong> é músico integrante da banda Legrand, designer gráfico, sociólogo em formação e aspirante a escritor.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="background-color:#005d3b;text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color">Quer ajudar a manter a revista? Siga a Bodoque Artes e ofícios no Instagram e compartilhe com os amigos!</p>



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<hr class="wp-block-separator" />



<p style="background-color:#785800;text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/menino-poço.jpg?fit=606%2C608&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2231" /></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera <strong>amar é um ato revolucionário.</strong></em></p>
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