<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Ano 001, N 014 - Revista Trama</title>
	<atom:link href="https://revistatrama.artebodoque.com/category/edicao-14/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://revistatrama.artebodoque.com/category/edicao-14/</link>
	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
	<lastBuildDate>Sun, 15 Sep 2019 21:37:00 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.5.6</generator>
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">207943372</site>	<item>
		<title>Cozinhar, um Caminho de Volta Para Si Mesmo</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/cozinhar-um-caminho-de-volta-para-si-mesmo/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/cozinhar-um-caminho-de-volta-para-si-mesmo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Sep 2019 21:37:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 014]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Cozinhar]]></category>
		<category><![CDATA[criação]]></category>
		<category><![CDATA[Hadassah Sorvillo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=2428</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Hadassah Sorvillo</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/cozinhar-um-caminho-de-volta-para-si-mesmo/">Cozinhar, um Caminho de Volta Para Si Mesmo</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong><em>Cozinhar é uma fuga da natureza para a imaginação. Uma refeição alimenta tanto o corpo quanto alma. É uma volta para si mesmo.</em></strong></p>



<p class="has-drop-cap">Das minhas lembranças mais antigas, das quais ainda tenho guardadas, até às mais recentes, muitas delas estão associadas à comida. Dos almoços de sábado na casa da minha avó, onde ela preparava o famoso nhoque de batata com molho de tomate, que era a sua especialidade. Como também das noites frias de julho quando minha mãe fazia uma sopa de feijão branco que aquecia o corpo e a alma. Lembro também quando a família se reunia e as tias faziam fornadas de chipas; em volta da mesa os risos e conversas, as histórias do passado se desdobravam e eu as ouvia fascinada com a boca cheia de massa roubada da bacia.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/17082019-RSVL3442-2.jpg?fit=606%2C404&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2454" /></figure>



<p>Do bolinho de chuva, macarrão com berinjela, pão ainda quente banhado no azeite de oliva com uma pitada de sal marinho, bolo de aniversário com recheio de abacaxi, até a vitamina de pepino e beterraba que minha mãe me obrigava a tomar de manhã. Eu poderia passar um bom tempo listando todos os pratos e quitutes, todos os rostos e mãos das pessoas que os prepararam, e de todas as sensações que cada prato me proporcionou.</p>



<p>Sei que não sou a única a ter lembranças com a comida. Você também, caro leitor, deve ter as suas. Afinal, todos nós como seres vivos nos alimentamos, primordialmente pelo fator nutritivo e mantenedor dos alimentos. No entanto, além da sobrevivência, nós desenvolvemos a capacidade de criar hábitos culinários que não sucedem apenas do mero instinto de sobrevivência. Vão além, transformando o cozinhar em expressão da nossa história, cultura, geografia, crenças e organização social. Como também o cozinhar é a manifestação dos nossos sentimentos e da nossa imaginação.</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Gosto do termo <strong><em>&#8220;comida de alma.</em></strong>&#8221; Nossas primeiras experiências, talvez as mais queridas e reconfortantes foram vividas em uma cozinha. Como cozinheira eu entendo o valor dos restaurantes, no entanto acredito muito na cozinha doméstica. Ela que é democrática, que possibilita a todos a graça e poder de transformar e criar. Ela que também pode conter a nossa alma.</p>



<p>A cozinha como o útero e coração da casa, é forno, é criação, fonte e manutenção. Aquele que se aventura entre as panelas torna-se íntimo da matéria e dos seus mistérios. Dos seus segredos é possível gerar pratos com misturas e separações, formas, texturas, cores e aromas. Transformando a realidade a partir da imaginação. Transformando isso naquilo.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/03082019-RSVL2419.jpg?fit=606%2C909&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2455" /></figure>



<p style="background-color:#a17600" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color"><strong><em>Cozinhar é propriamente criação, pois transforma a crueza e rudez dos alimentos, revestindo-os de fantasia, combinações, aromas, molhos, acompanhamentos e cores. Há uma narrativa e um encantamento enquanto se cozinha.</em></strong></p>



<p>O cozinheiro, enquanto corta os legumes, ao cozinhar as massas e assar as carnes, está criando como um artesão, um pintor e um compositor. No entanto, o seu material bruto são os alimentos e as possibilidades que daí derivam.</p>



<p>O momento de cozinhar é afetivo e evoca um centro criativo. Estar na cozinha é uma metáfora da alma e corpo, ambos em busca de alimentação. Comer, além de ser um ato fisiológico e cultural, é também um ato emocional e simbólico.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/15082019-RSVL3184.jpg?fit=606%2C404&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2456" /></figure>



<p>Hoje em dia com a aceleração do ato de comer tanto em casa quanto no trabalho e na rua &#8211; o fast food, a comida congelada e pré-pronta &#8211; o rito do cozinhar e da refeição acabam perdendo o seu valor. A mesa como metáfora da vida acaba refletindo como somos e estamos escolhendo viver. No caos dos dias esquecemos que cozinhar é como a vida, e viceversa. É preciso parar e retornar para o centro, para o coração para o útero que gera, para aqueles momentos em que a comida é preparada com cuidado e dedicação.</p>



<p>É triste ver como alimentos insípidos e sem atrativos criativos e afetivos, acabam adentrando nossos corpos. Estes escolhidos apenas pela utilidade prática. Daí o encantamento se parte e as possibilidades ficam restritas ao conformismo. Come-se, mas falta saciar a alma.</p>



<p>Precisamos nos alimentarmos em diversos planos da nossa existência. Alimentados de paixões, alimentados de sonhos, buscamos saciar-nos continuamente. Alimentamo-nos de nossos laços com coisas, pessoas, tradições e culturas. Como também da arte, literatura, ideias e histórias. A busca pela nutrição, da nossa psique e corpo, é contínua. Estamos sempre com fome de algo.</p>



<p>Aí que chega a questão: como nos saciamos?</p>



<p>Já adianto que não tenho a pretensão de responder a essa pergunta. Até porque ela é ampla em si mesma, pois carrega a fome de cada um nós. E bem, cada um de nós já é por si só um universo o que torna as respostas inumeráveis.</p>



<p>No entanto, talvez, eu tenha uma boa pista. Algo que aprendi de experiência pessoal, com as minhas memórias afetivas na cozinha, das quais busquei entender a minha fome de corpo e alma vestindo o avental e botando a barriga no fogão. Algo que também aprendi conversando com pessoas que cozinham.</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Descobri na cozinha física, nas panelas, nos ingredientes e métodos uma parte escondida e pouco compreendida por mim mesma, da minha subjetividade. Virou então metáfora.</p>



<p>&nbsp;Daí que descobri que voltar para a cozinha é voltar para si mesmo. É compreender o tempo das coisas, os processos e as possibilidades. A importância do nosso corpo, das nossas mãos como ferramentas e intermediárias. Transformando pensamentos em ações. Ações em comida. Consciência de estar presente naquele momento. Pois é preciso focar e deixar os problemas do trabalho, da escola, e outros tipos de pensamentos do lado de fora da cozinha. Não se cozinha bem com a cabeça em outro lugar, é preciso estar inteiro.</p>



<p>Cozinhar também é um exercício de paciência. Compreender que cada ingrediente possui a sua individualidade. A batata cozinha em um tempo diferente da abóbora, um bolo leva um fermento diferente do pão. E neste sentido as pessoas exigem a mesma compreensão. Cozinhar pode nos ensinar a respeitar a amar as pessoas, reconhecendo as suas diferenças, belezas e restrições. É também se auto amar e reconhecer os seus processos individuais.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/15102018-RSVL7249.jpg?fit=606%2C909&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2457" /></figure>



<p>Cozinhar é humildade e doação. Quando cozinhamos para outras pessoas percebemos que essa é uma responsabilidade e um exercício de se colocar no papel de criado. No entanto, olha a graça! O criado esconde, por outro lado, o criador. E quem come, se sacia de fato, da sua criação.</p>



<p>Ir para a cozinha é uma ação que passa longe de ser banal. Se ela for encarada como um processo emocional. E o resultado é no mínimo um processo de autoconhecimento e ressignificação de sentimentos. É uma percepção de como você encara a sua mesa e por consequência a sua vida.</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Meu apelo e desejo é que voltemos a criar histórias e memórias na cozinha. Que possamos perpetuar aquilo que aprendemos com aqueles que nos antecederam. E assim, criemos novas experiências e lembranças para aqueles que estão vindo. Dando corda no tempo, cozinhando memórias.</p>



<p>Que possamos usar a nossa imaginação para criar. Que compartilhemos o pão, os momentos e sentimentos com outras pessoas. Que deixemos de optar pelo o que é apenas conveniente, mas tão pobre em sabor e sentimento. Que a nossa cozinha seja um espaço físico que alimente a nossa casa, nossos corpos, nossas mentes, nossos corações. E por fim, nossas almas. Estas que andam tão famintas de comida de verdade, e digo isso em todos os sentidos.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/15082019-RSVL3168.jpg?fit=606%2C909&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2458" /></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Hadassah Sorvillo</strong> é amante das palavras e da natureza. Formada em publicidade e gastronomia, equilibra seus dias na rotina como freelancer de conteúdos digital e cozinheira. Também compartilha receitas e descobertas culinárias no <a rel="noreferrer noopener" href="http://temperodahady.com/" target="_blank">temperodahady.com</a></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Gostou do texto? Cadastre-se e receba as próximas edições da Trama por e-mail!</p>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/5b980-5-3.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2452" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="text-align:center">Clique na Imagem a acesse a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/photo5186361507900925972.jpg?fit=606%2C608&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2453" /></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/cozinhar-um-caminho-de-volta-para-si-mesmo/">Cozinhar, um Caminho de Volta Para Si Mesmo</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/cozinhar-um-caminho-de-volta-para-si-mesmo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">2428</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Diversidade Musical como Ampliação da Sensibilidade</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/diversidade-musical-como-ampliacao-da-sensibilidade/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/diversidade-musical-como-ampliacao-da-sensibilidade/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Sep 2019 21:36:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 014]]></category>
		<category><![CDATA[diversidade musical]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Lopes]]></category>
		<category><![CDATA[Kariston França]]></category>
		<category><![CDATA[MÚSICA]]></category>
		<category><![CDATA[repertório musical]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=2511</guid>

					<description><![CDATA[<p>Trama PodCast - Frederico Lopes e Kariston França</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/diversidade-musical-como-ampliacao-da-sensibilidade/">Diversidade Musical como Ampliação da Sensibilidade</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Nesta edição do PodCast da Trama, O Fred bateu um papo co o Kariston sobre como a música é capaz de induzir estados mentais e construir lembranças, comportamentos e identidades. Houve destaque para a necessidade de se colocar sempre aberto para conhecer novas manifestações musicais e, deste modo, ampliar o repertório pessoal de conhecimento e sensibilidade. Então já sabe, coloque o fone de ouvido e boa audição!</p>



<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/4dc5b-podcast-kariston.mp3"></audio><figcaption>Diversidade Musical como Ampliação da Sensibilidade. Frederico Lopes e Kariston França</figcaption></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Frederico Lopes</strong> é Artista e gostaria de ser Escritor. Trabalha no Memorial da República Presidente Itamar Franco e é fundador da Bodoque Artes e ofícios.</p>



<p><strong>Kariston França</strong> é apaixonado por pizza, e nas horas vagas atua como entusiasta da teologia pública.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/5b980-5-3.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2452" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Acesse a loja virtual da Bodoque clicando na imagem e ajude a manter o projeto!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a6192-photo5184098730150832153.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2483" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/diversidade-musical-como-ampliacao-da-sensibilidade/">Diversidade Musical como Ampliação da Sensibilidade</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/diversidade-musical-como-ampliacao-da-sensibilidade/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		<enclosure url="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/wp-content/uploads/2019/09/PODCAST-KARISTON.mp3" length="64054935" type="audio/mpeg" />

		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">2511</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Mulheres em Suas Cenas</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/mulheres-em-suas-cenas/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/mulheres-em-suas-cenas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Sep 2019 21:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 014]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[feminino]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Luisa Biondo]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=2421</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Luisa Biondo</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/mulheres-em-suas-cenas/">Mulheres em Suas Cenas</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Noite escura e silenciosa. A mulher número 1 atravessa a rua rapidamente. Direita, esquerda, direita, esquerda. Um pé depois do outro, como se não tivesse mais tempo a perder. Como se a vida fosse curta e cada segundo valioso. Olhar para ela era como se o presente virasse passado e o futuro presente. Direta, esquerda, direita, esquerda&#8230;.</p>



<p>Enquanto isso, a mulher numero 2 caminhava na direção contrária, com um andar meio arrastado. Calma. Direita e então esquerda. Um passo de cada vez, no seu próprio tempo, como se os segundos devessem ser aproveitados em sua essência. Para ela o futuro deveria ser uma ilusão distante e o presente uma dadiva do agora.</p>



<p>A disparidade daquelas duas pessoas me fez observar. Pensar. Refletir. Me fez querer olhar com mais atenção para cada uma delas. Me fez desejar saber quais eram as transversalidades que atravessavam cada sujeito envolvido na cena. Por que uma corria? Por que a outra não? Por que uma arrastava a perna? Naquele momento, eu queria ter o poder de ver e entender os contextos existentes em cada cena. Naquele momento, naqueles 10 ou 15 segundos, queria ser uma entendedora e não uma julgadora.</p>



<p>Em vez disso eu só aguardava no carro. Aguardava, enquanto o sinal vermelho dava passagem ao meu pensamento e a escuridão acolhia as minhas dúvidas. E então, logo que a luz verde acendeu, uma pergunta ficou na minha cabeça: quem na rua eu seria, a mulher 1 ou a mulher 2?</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Luisa Biondo</strong> é redatora, mas ama desenhar e fotografar. Atualmente trabalha em uma agência de marketing e nas horas vagas faz uns rabiscos que ficam guardados na gaveta.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Gostou do texto? Cadastre-se e recebe as próximas edições da Trama por e-mail!</p>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/8c937-6-2.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2437" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="background-color:#aa7d00;text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color">Clique na imagem, acesse o loja virtual da Bodoque e ajude o projeto!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/photo5184098730150832150-1.jpg?fit=606%2C608&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2464" /></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/mulheres-em-suas-cenas/">Mulheres em Suas Cenas</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/mulheres-em-suas-cenas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">2421</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Rotina</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/rotina/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/rotina/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Sep 2019 21:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 014]]></category>
		<category><![CDATA[entre nossas linhas]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=2422</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Entre Nossas Linhas</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/rotina/">Rotina</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre style="text-align:left" class="wp-block-verse"> Todo mundo tão cheio de sentimento,<br> Todos com tanto tormento…<br><br> Vai, rápido, anda…<br> Vai, rápido, Corre!<br><br> Olhos tão abertos e corações tão fechados<br> pela falta do tempo a sentir<br> Se calam e se matam<br> Sua mãe te ensinou a engolir o choro<br> e você aprendeu a respirar embaixo d’água<br><br> Mente vazia é oficina do diabo<br> mas tu ocupa sua mente<br> e esvazia seu coração<br> E mente<br><br> Dia após dia,<br> almas se esbarrando, se tocando<br> Corações fechados para novos amores,<br> em busca da felicidade, mas sem ter mais a capacidade<br> para sentir e deixar-se ir<br> em busca da felicidade<br><br> -A.</pre>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Entre Nossas Linhas</strong> é uma página de Instagram criada por duas amigas que encontraram na arte de escrever um refúgio.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/5b980-5-3.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2452" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Clique na imagem, acesse a loja virtual da Bodoque e ajude a manter o projeto!</em></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a6192-photo5184098730150832153.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2483" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/rotina/">Rotina</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/rotina/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">2422</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Tamancos, Devaneios e a Guerra dos Cap</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/tamancos-devaneios-e-a-guerra-dos-cap/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/tamancos-devaneios-e-a-guerra-dos-cap/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Sep 2019 21:33:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 014]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Grafitti]]></category>
		<category><![CDATA[Hip hop]]></category>
		<category><![CDATA[Pixação]]></category>
		<category><![CDATA[Rap]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=2429</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Iury Borel</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/tamancos-devaneios-e-a-guerra-dos-cap/">Tamancos, Devaneios e a Guerra dos Cap</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-small-font-size"><strong>Notas do Autor</strong></p>



<p class="has-drop-cap has-normal-font-size">O formato de organização de conteúdo por mapas mentais é praticamente a base estrutural do texto, onde se conectam conceitos, eventos, referências e ideias diretamente entre si, ao passo que são introduzidos ainda fenômenos que fazem parte da experiência vivida. Aproveitando o conceito de paralaxe trazido nessa literatura, que é mostrado na própria estrutura do texto por meio das constantes mudanças de perspectiva e olhares que a arte de rua podem proporcionar. Uma dinâmica no olhar que precisa ser desprendida, garantindo uma imersão no texto.</p>



<p style="text-align:left" class="has-text-color has-background has-small-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Le mot ‘sabotage’ n’était, il y a encore une quinzaine d’années qu’un terme argotique, signifiant non l’acte de fabriquer des sabots, mais celui, imagé et expressif, de travail exécuté ‘comme à coups de sabots’. Depuis, il s’est métamorphosé en une formule de combat social et c’est au Congrès Confédéral de Toulouse, en 1897, qu’il a reçu le baptême syndical. (POUGET, Émile. Le Sabotage. 1911, p. 3).[3]</p>



<p>Se você também não domina o idioma francês como eu, repara nessa sugestão de tradução:</p>



<p class="has-text-color has-background has-small-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">A palavra sabotagem era, quinze anos atrás, apenas uma gíria, significando não o ato de fazer cascos, mas a expressão expressiva e imaginativa do trabalho feito com ‘tiros de cascos’. Desde então, ele se transformou em uma fórmula de combate social e foi no Congresso Confederal de Toulouse, em 1897, que recebeu o batismo sindical. </p>



<p class="has-small-font-size">[A página original está disponível <a href="https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k245539/f4.image">aqui</a>. Acesso em 25/11/2018].</p>



<p>É fácil encontrar alguma literatura sobre a história dos trabalhadores que jogavam seus sabots (tamancos) nas máquinas para danificar as engrenagens. Essa talvez seja a teoria mais indicada de como surgiu o conceito de <strong>sabotagem</strong>: a prática dos empregados de resistências aos meios de produção abusivos vigentes no período.</p>



<p>Pra mim é quase impossível ler essas notas sobre a etimologia de &#8220;sabotagem&#8221; e não receber a memória de músicas de um grande sabotador cultural:</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><strong>Mauro Mateus dos Santos Filho</strong> (São Paulo, 3 de abril de 1973 — São Paulo, 24 de janeiro de 2003), mais conhecido pelo seu nome artístico Sabotage, foi um rapper, cantor, compositor e ator brasileiro. Mauro, pai de 3 filhos, nasceu na Zona Sul de São Paulo, onde, depois de ter sido assaltante e gerente de tráfico encontrou a saída no rap, entrando na música e percebendo o seu verdadeiro dom. A origem do apelido Sabotage deu-se por estar sempre conseguindo burlar as leis com tremendo êxito, como entrar em bailes, festas e boates sem permissões, e saindo ileso de inúmeras confusões. Uma associação nada casual.</p>



<p>Nessa leitura biográfica, fica claro a diferença no emprego da palavra &#8220;sabotage&#8221;, mas convido a um exercício filosófico orientado por Slavo Zizek, a paralaxe.</p>



<p>Nosso objeto em questão é uma entidade que contrariou as expectativa sociais e proporcionou uma obstrução cultural (gesto que assemelho a contracultura) por produzir um legado continuado de reflexão e amadurecimento intelectual sociopolítico dos que interagem com a obra.</p>



<p style="text-align:right" class="has-medium-font-size"><strong>um rapper de periferia que sabotou vários sistemas que o cercavam, fazendo barulho. </strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/sabota2.jpg?fit=606%2C277&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2432" /><figcaption>Sabotage &#8211; Mauro Mateus S. Filho</figcaption></figure>



<p>por meio da resistência e da sabotagem cultural, A atuação de Sabotage deu força e visibilidade à dimensão social em que se inseriu.Esta dimensão social tem sua própria fonte de cultura e se relaciona em outros aspectos de identidade consolidada na sociedade contemporânea com o Hip-Hop. Iniciado nos EUA, ainda que observe-se gestos simultâneos e similares no Brasil e em outros lugares do mundo contendo suas singularidades.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/68c9c-cliff159_ny.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2434" data-recalc-dims="1" /><figcaption>NY final dos anos 70</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/pichação.jpg?fit=606%2C277&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2435" /><figcaption>Brasil &#8211; 1968</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/5c5e7-gecc81rard-aimecc81_rapho-eyedea-mar-1968.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2496" data-recalc-dims="1" /><figcaption>France. Ile de France. Nanterre. Campus universitaire. 29 mars 1968.Les autorités universitaire ferment la fac. La réunion prévu du Mouvement du 22 Mars se tient sur les pelouses. inscription sur les mur de la faculté de lettres. &#8211; França &#8211; 1968</figcaption></figure>



<p><strong><em>PARALAXE </em></strong></p>



<p class="has-text-color has-background has-small-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">medida da mudança de posição aparente de um objeto em relação a um segundo plano mais distante, quando esse objeto é visto a partir de ângulos diferentes. Ou seja, o objeto permanece imóvel, contudo parece mover-se. Esse fenômeno óptico, relativamente simples, torna-se método e guia para a teoria do Filósofo esloveno Slavoj Žižek.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/965a3-paralaxe.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2497" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Interessante o emprego dessa teoria para observar o fenômeno que a cultura urbana proporcionou à sociedade contemporânea: resistência; empoderamento de classe em contrapartida aos prejuízos patrimoniais; e, talvez a mais perigosa de todos os danos para o sistema, a ressignificação ideológica; entre outros impactos.</p>



<p>Convido a observar as distintas culturas (pixação e graffiti) reagindo de forma similar à opressão e descaso do estado às periferias. Um gesto oportuno que configura essa expressão de resistência é o graffiti, um fenômeno que se destacou nas periferias de Nova York como demarcação de territórios entre gangs e rapidamente usado como suporte de expressão artísticas de jovens. Enquanto, no Brasil, um fenômeno similar nascia com a mesma intenção transgressora, a pichação. Enquanto lá se miravam os trens que veiculavam pelo Broklyn,(&#8230;) em São Paulo se mirava a arquitetura de prédios, da fachada de entrada ao topo.</p>



<p>Por mais que “forcemos” nossos olhos para esses dois fenômenos na busca de extrair tudo que pudermos, ainda precisaremos nos deslocar e mudar de posição sobre nossa perspectiva, um exercício que o MC Sabotage expressou na sua essência por intermédio do Rap com músicas que falam da condição social da periferia, dando voz e ascendendo a realidade com sua própria interlocução.</p>



<p>O Hip Hop se tornou uma via de resistência cultural e inspirou a elevar essa luta pras ruas pela pintura onde o jovem pode estar presente participando da transformação da cidade, modelando a informação dos esgotos aos arranha céus.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/6fafb-zezao.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2498" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Zezao &#8211; SP</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/sp-antiga-tchentcho.jpg?fit=606%2C277&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2499" /><figcaption>Tchentcho-SP</figcaption></figure>



<p>Essa ação trata-se de defender a importância da universalidade. Em tempos de relativismo, de multiculturalismo e de multiplicidade de pontos de vista, Žižek usa a noção de paralaxe para pensar a unidade da existência e a necessidade de um universal que não seja coercitivo ou mera reunião de figuras particulares. “O Ser é diferença, elevada à dignidade de universal. O respeito às particularidades são extremamente necessário para coexistir e continuar o ideal universal, pois ideologias que usam de machismo, racismo ou qualquer tipo de reducionismo conspira pelo desenvolvimento harmônico da humanidade.</p>



<p style="text-align:right" class="has-medium-font-size"><strong>Nada além do trivial ver jovens buscando empoderar-se do espaço político em que vivem, da maneira a que se faz em sua dimensão social, como previa Carlos Drummond, </strong></p>



<p>Acredito que:</p>



<p>Pixa-se aquilo que foi pichado, ou seja, ocupa-se os espaços esquecidos e/ou usados de maneira desinteressada à sociedade pelos os olhos do artista. Para pixadores, um muro cinza tem o efeito oposto do “espaço em branco” em um quadro.</p>



<p style="text-align:right" class="has-large-font-size"><strong>O “cinza” nas ruas é o anti respiro. </strong></p>



<p>A pixação é a arte que ficou por muito tempo fora das galerias. Quando, em 2008, isso foi interrompido e vivemos o momento de estudo dessa arte por parte das academias artísticas pelo mundo afora. Vide a Bienal de Berlin de 2012 que se sacudiu recebendo uma turma de pixadores como principal atração do evento.</p>



<p>Com força e expressão para transformar, a vivência na pixação modifica o olhar, desloca o que se considera <strong>seu lugar </strong>e indaga sua ideia de espaço urbano público ou privado, além do conceito de sociedade universal. Uma experiência que desafia o ego e a perspectiva disruptiva de impacto social:são vidas com suas cotas de opressão que afrontam e expressam suas intenções, desenhando um cenário com dados etnográficos que podem ajudar a decifrar o comportamento social do local.</p>



<p>Os muros de uma cidade gritam dados e informações para os que passam ali. Algumas informações que essa textura gráfica indica na cidade:</p>



<p style="text-align:right" class="has-text-color has-background has-small-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">_ Nível aparente de participação e manutenção dos Gestores e Autoridade;</p>



<p style="text-align:right" class="has-text-color has-background has-small-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">_ Nível e modelo aparente de controle da ocupação da cidade por parte das autoridades ( algumas cidades aplica uma pena por multa variável de R$1000,00 a R$9000,00 com distintas formas de efetivar essa pena);</p>



<p style="text-align:right" class="has-text-color has-background has-small-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">_ Nível aparente de cultura fomentada na região, etc;</p>



<p>Sendo o Graffiti e a pixação movimentos que se estabeleceram em todas as classes, com praticantes de variados níveis econômicos, tem-se a comunicação de forma direta com os diversos espaços urbanos pertencentes à diferentes contextos. A arte de rua pode ter muitos pontos focais e o que mais vale nesse segmento artístico/político é se permitir enxergar seja ilegível ou aparentemente sem sentido, pois existe muita coisa por entre essas expressões urbanas. É necessário inquietude para ver de outro ponto e entender as diversas faces do que se observa.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong> Iury Borel</strong> é mineiro com formação acadêmica que coexistiu o erudito e marginal, formou-se pichador e desenhista industrial pela Universidade Federal do Espírito Santo, mas prefiro resumir como ativista gráfico. Acredita na arte como meio de transformação e empoderamento do ser e de comunidades. Logo que inserido nos movimentos de arte de rua, buscou o relacionamento do dualismo presente em sua trajetória, coexistir o erudita acadêmico com o grafista marginal. Propulsor e criador de ideias como CinePixo, Oficinas de Tobograffiti e Artefatos da Arte de Rua que propõem uma visão empírica para mostrar as entrelinhas da arte urbana.Vive de design e pintura.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Gostou do texto? Cadastre-se e receba as próximas edições da Trama por e-mail!</p>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/8c937-6-2.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2437" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="background-color:#a67a00;text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color">Clique na imagem e acesse a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/photo5186361507900925972-1.jpg?fit=606%2C608&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2503" /></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/tamancos-devaneios-e-a-guerra-dos-cap/">Tamancos, Devaneios e a Guerra dos Cap</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/tamancos-devaneios-e-a-guerra-dos-cap/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">2429</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Histórias São Mais Verdadeiras do que a Verdade</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/historias-sao-mais-verdadeiras-do-que-a-verdade/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/historias-sao-mais-verdadeiras-do-que-a-verdade/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Sep 2019 21:32:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 014]]></category>
		<category><![CDATA[Fake news]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Lopes]]></category>
		<category><![CDATA[obscurantismo]]></category>
		<category><![CDATA[olavo de carvalho]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=1604</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Frederico Lopes</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/historias-sao-mais-verdadeiras-do-que-a-verdade/">Histórias São Mais Verdadeiras do que a Verdade</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">&#8220;O Governo norte-americano está trabalhando para acensão islâmica mundial. A Casa Real Britânica está protegendo a proliferação do islamismo pelo mundo. O príncipe Charles obedece à um Sheik Islâmico. Existe no mundo um processo em andamento para a extinção da religião, especialmente da católica, não dá pra esconder mais, este projeto está em plena fase de implementação. Esse negócio de aquecimento global, tratando-se de combustíveis fósseis, os cientistas descobriram hidrocarbonetos em uma galáxia distante, onde nunca existiu dinossauros, combustível fóssil é a p*ta que o pariu. Não existe combustível fóssil. Não existe nenhuma prova do sistema copernicano heliocêntrico. A terra não se move porque a velocidade da luz é igual em toda a superfície do planeta. Isso é uma das coisas mais comuns e documentadas do mundo, o sujeito está lá, deitado na maca, sem atividade cardíaca, sem atividade cerebral e, no entanto, observa tudo que está acontecendo no quarto, e, muitas vezes, o que está acontecendo nos quartos vizinhos. Tinha um sujeito que viu até que no telhado da casa da vizinha tinha um sapato, isso significa que a visão dele não estava nem condicionada aonde o corpo dele estava. Os caras reparam em mais coisas do que se estivessem vivos e despertos. Não há nenhum sinal de que a consciência seja gerada pelo cérebro. Há milhares de provas de pessoas que não tem mais nenhuma atividade cardíaca ou cerebral e continuam tendo consciência. A primeira ciência que se desenvolveu no ocidente foi a teologia, por isso, a teologia é a única ciência que tem um discurso racional do começo até o fim. Toda a história da ciência moderno é empulhação, não existe nem nunca existiu nada disso. A União soviética armou a Alemanha nazista em segredo. Não existiria exército nazista nem ameaça nazista, se não fosse o plano de Stalin de usar o nazismo de ponta de lança da revolução. O Stalin planejou toda a segunda guerra com antecedência usando o nazismo como navio quebra-gelo da revolução. Todas essas propagandas anti-fumo ai, elas são manifestamente destinadas a inibir a conduta do sujeito. Isso é uma técnica psicoterapêutica de extinção de comportamento. Isso ai é, obviamente uma prática ilegal da medicina. O saci Pererê é um exu.  A Louisiana, onde teve o furacão Katrina, que destruiu tudo, é a central da macumba nos Estados Unidos. Não existe aquecimento global. Vacinas fazem parte de um plano internacional de controle de população. A Pepsi usa células de fetos abortados para fazer adoçante. A Terra é plana. Adorno escreveu as músicas dos Beatles. Brasil acima de tudo, Deus acima de todos&#8221;.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Frederico Lopes</strong> é Artista e gostaria de ser Escritor. Trabalha no Memorial da República Presidente Itamar Franco e é fundador da Bodoque Artes e ofícios.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/8c937-6-2.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2437" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Clique na Imagem e acesse a loja virtual da Bodoque. Ajude a manter o projeto!</em></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/photo5184098730150832152.jpg?fit=606%2C608&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2490" /></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/historias-sao-mais-verdadeiras-do-que-a-verdade/">Histórias São Mais Verdadeiras do que a Verdade</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/historias-sao-mais-verdadeiras-do-que-a-verdade/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">1604</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Punk Rawk Show</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/punk-rawk-show/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/punk-rawk-show/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Sep 2019 21:31:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 014]]></category>
		<category><![CDATA[bandas]]></category>
		<category><![CDATA[MÚSICA]]></category>
		<category><![CDATA[Punk]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=2472</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Diego Neves</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/punk-rawk-show/">Punk Rawk Show</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Esse texto nasce como um “antitexto”.&nbsp; Digo isso porque, assim que comecei a pensar sobre o que gostaria de escrever, o que estava nos “trending topics” das minhas ideias era a vontade de apontar todo arsenal crítico possível sobre assuntos que me deixaram perplexo – ou “perplecto”, pra fazer bom uso dos ensinamentos do grande “professor” Gil Brother &#8211; durante a semana. Quis falar sobre misoginia e machismo, sobre a estética evangélica do poder e suas performances de triunfo, sobre o modo como duas linhas de pensamento &#8211; que deveriam ser antagônicas – se misturam, fazendo nascer um híbrido de totalitarismo e narrativa religiosa, quis falar até sobre o novo “quinto beatle”- que seria alemão e que se opunha a tudo que os Beatles representavam no contexto da “indústria cultural”. Mas esse texto, esse que você lê agora – e eu agradeço a você por isso – é justamente o inverso de todas essas coisas. Por isso chamo isso de “antitexto”, porque escrevo sobre coisas que são opostas ao sentimento inicial de abrir o meu “canil” de emoções e soltar todos os meus “cachorros” escrevendo contra as coisas que me deixaram indignado. Agora sim, depois de toda essa introdução, posso ir adiante.&nbsp;</p>



<p>Em maio desse ano, eu e meus amigos de banda – Legrand &#8211; lançamos nosso primeiro disco, dois anos após lançarmos nosso primeiro ep. O processo de composição e produção do disco exigiu demais de todos nós, principalmente no que diz respeito à busca de referências. Passei meses imerso em sons, vozes, timbres, pesquisando novos artistas, lendo coisas novas, construindo uma narrativa para o disco. Disco lançado, objetivo alcançado, me vi em uma espécie de limbo musical. Absorvi tanta informação nova, que depois de usa-las, não sabia mais o que queria ouvir. Foi aí que mergulhei, sem querer, no mar de águas claras e quentes da nostalgia. Não sei o que consegue te causar essa sensação maravilhosa, que te enche os olhos d’água e te desliga da caótica realidade do agora, mas eu posso te falar com exatidão o que me dá esse “quentinho” no coração: punk rock! Isso mesmo, o bom e não tão velho punk rock do fim dos anos 90 até a metade da primeira década dos anos 2000.&nbsp;</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Eu amava comprar discos e conhecer bandas novas. Comprava discos pela capa, sem conhecer qualquer informação sobre o artista. Assim eu conheci Sixpence None the Richer, do clássico “Kiss Me”, Kristal Meyers, Chevelle, Hillsong United. A lista seria imensa, mas quero falar sobre quando ouvi pela primeira vez MXPX. Aos 14 anos, eu e mais dois amigos idealizamos uma festa de temática futurista e com cara de festival eletrônico, que aconteceu na igreja da qual fazíamos parte, no bairro de Campo Grande, zona oeste do Rio de Janeiro. </p>



<p>“Zion” era o nome da festa &#8211; uma clara referência à última cidade humana no universo da trilogia Matrix. Era minha primeira apresentação com minha primeira banda, a Aerials – sim, por causa da canção homônima do System of a Down. Tínhamos três músicas apenas, éramos um power trio que tocava algo semelhante a um Rage Against the Machine gospel. Claro, das três outras bandas que se apresentaram, éramos os menos técnicos, mas nada que nos impedisse bater cabeça como se não houvesse amanhã. A festa invadiu a madrugada e estava sendo realmente um sucesso, até que o vizinho do prédio ao lado da igreja pareceu não concordar muito com o nosso conceito de sucesso – que envolvia um lugar cheio de adolescentes explodindo hormônios, empolgação e som alto, muito alto. A polícia chegou, a terceira e última banda da noite teve seu show interrompido e passamos o resto da noite assistindo clipes, deitados no chão da igreja e desfrutando de um misto de “prazer e agonia”. Os clipes estavam todos compilados em uma fita VHS – estou velho, eu sei &#8211; que trazia uma coletânea de vídeos dos artistas da gravador americana Tooth and Nail – gravadora sobre a qual ainda quero me dedicar a escrever. MXPX era uma das bandas. Três garotos tocando punk rock e andando de skate em cima de um prédio. Minha cabeça explodiu! Parecia ter encontrado “meu precioso”. Depois desse dia, minha meta de vida era clara: ter minha banda de punk, andar de skate, correr campeonatos ao redor do mundo, tocando minhas músicas e fazendo da música e do esporte meus ofícios. Junto deles vieram outras bandas: The Ataris, Millecolin, CPM22, Charlie Brown Jr., Dibob, Blink 182, Rufio, Blind Side, Yellowcard, Asian Kung-Fu Generation, Offspring, Green Day, Dogwood, The Offspring. Eu não sabia, mas eu estava construindo memórias que me trariam ao rosto, simultaneamente, lágrimas e sorrisos. Acho que toda essa história é sobre isso: construir memórias.&nbsp;</p>



<p>Quando completei 18 anos, formei minha banda de punk/hardcore, que depois passou se classificar como emo – que é outra paixão minha de adolescência. Toquei algumas poucas vezes com a La Rubia, mas o suficiente pra ter duas músicas na memória de uma meia dúzia de pessoas. Hoje, 18 anos após a festa inspirada em Matrix e 15 anos após a La Rubia, quando ouço MXPX, sou inundado por essa vontade de ir para a “Califórnia, viver a vida sobre as ondas,” riscando o asfalto à beira mar com meu skate e lotando shows a céu aberto em campeonatos de esportes radicais. Ouvir esses sons me enchem de vida outra vez. Dar play em canções como “Move to Bremerton”, que fala sobre a cidade natal da banda de Mike Herrera, Yuri Ruley e Tom Wisniesk, “Teenage Politics” ou “Tomorrow’s Another Day” é me encher de novo da sensação de que eu só precisava de uma guitarra, um microfone e um skate pra mudar qualquer coisa, qualquer situação, qualquer mundo. E como é bom me sentir assim.&nbsp;</p>



<p>Talvez você não ame punk rock e hardcore melódico. Pode ser que você nem conheça The Ataris ou MXPX. É bem possível que você também tenha nascido em uma época onde a adolescência se apresentaria mais tecnológica do que a minha, o que te distancia de experiências como comprar discos e ouvir álbuns inteiros. Mas, eu tenho certeza, que a sensação que descrevi também é familiar pra você.&nbsp;</p>



<p>Somos adultos o suficiente para reconhecermos que não temos mais tanta habilidade com o “carrinho” no pé, nem tempo suficiente para nos tornamos estrelas do rock mundialmente conhecidas. Mas ser adulto e consciente não nos rouba o sentimento de que ainda é possível uma vida menos cinza, menos gris e mais cheia de nuances de esperança. Não há desatino religioso, desarranjo político, desilusão, desespero, despreparo que possa nos roubar isso. As crianças cresceram, mas não necessariamente elas “aren’t alright” (não estão bem).&nbsp;</p>



<p style="background-color:#7d5c00" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">Ouça suas bandas, veja seus filmes, faça as coisas que te levem de novo a esse lugar em suas memórias, que te faz se encher de uma esperança quase pueril, de uma revolta adolescente, de uma certeza que “today didn’t have to be this way / Tomorrow’s another Day” (hoje não precisa ser desse jeito, amanhã é outro dia).&nbsp;</p>



<p>Toda memória é uma invenção sobre o passado, uma vez que, da distância que estamos dos eventos já vividos, contamos as coisas não apenas como lembramos, mas também como queremos lembrar, ainda que tenhamos como base da nossa narrativa o que realmente aconteceu. Sendo assim, vá, toque três acordes na guitarra faltando corda e plugada no volume máximo, dê uns gritos, pule na frente do espelho com a guitarra pendurada no corpo, arrisque um ollie no skate empoeirado, vibre com os álbuns, as músicas, os vídeos que te construíram, que te fizeram ser quem você é hoje.&nbsp;</p>



<p>Viver não precisa ser “The Saddest Song”, ela pode ser vibrante, pulsante e, de um modo juvenil, furiosa&nbsp; com um “Punk Rawk Show”!&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Diego Neves</strong> é músico integrante da banda Legrand, designer gráfico, sociólogo em formação e aspirante a escritor.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b13fd-5-2-1.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2444" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Clique na imagem e acesse a loja virtual da Bodoque para ajudar o projeto!</em></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/photo5184098730150832149.jpg?fit=606%2C608&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2476" /></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/punk-rawk-show/">Punk Rawk Show</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/punk-rawk-show/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">2472</post-id>	</item>
		<item>
		<title>A Voz do Silêncio e o Vazio na Animação Japonesa</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/a-voz-do-silencio-e-o-vazio-na-animacao-japonesa/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/a-voz-do-silencio-e-o-vazio-na-animacao-japonesa/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Sep 2019 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 014]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=2420</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Bruno Honda</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/a-voz-do-silencio-e-o-vazio-na-animacao-japonesa/">A Voz do Silêncio e o Vazio na Animação Japonesa</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Reconheço que sou praticamente um analfabeto em anime.</p>



<p class="has-drop-cap">Apesar de ser nerd de animação desde que me conheço por gente, meu baú de referências sempre trafegou mais pelas produções ocidentais, tanto em série quanto cinema. Conheci o estúdio Ghibli, por exemplo, só quando vi&nbsp;<strong><em>A Viagem de Chihiro</em></strong>, já depois de adulto, em 2003.</p>



<p>E meu contato foi muito mais casual, até que, há alguns anos, comecei a trabalhar efetivamente com produção de animação. Puxando cases e estudando escolas de produção (e também contaminado pelo frenesi empolgado do meu companheiro Roger Keesse, que sofre de&nbsp;<em>nippon fever</em>), foi inevitável ficar maravilhado com a produção japonesa. O grau de maturidade dos&nbsp;<em>pipelines</em>, o brutal volume de produção e o equilíbrio muito fino entre economia inteligente e puro virtuosismo; todo o sistema e mercado trazem uma solidez embasbacante.</p>



<p>Embasbacante e inebriante. Porque uma vez que você começa a assistir, a extensão de produções pode lhe prender literalmente pra sempre. No princípio, há um estranhamento com a diferença entre o ritmo de&nbsp;<em>storytelling</em>&nbsp;entre oriente e ocidente, assim como demora um pouco para entendermos onde são os pontos de esticamento dramático, já que as prioridades e motivações também são produtos culturais; nem tudo que eu achava importante ganhava peso nas narrativas e vice-versa; &#8216;Puxa, ele(a) está realmente querendo saltar na frente do metrô só por causa&nbsp;<em>disso</em>?&#8217; Mas essa conversa entre diferenças narrativas fica pra outro texto.</p>



<p>Aqui, queria falar um pouco – e recomendar fortemente – o longa animado&nbsp;<strong><em>A Voz do Silêncio (Koe No Katachi)</em></strong>, da diretora prodígio Naoko Yamada. O filme, produzido pela Kyoto Animation (nossos corações estão com vocês!), trata da história de dois jovens japoneses perdidos na luta eterna da busca pelo auto-conhecimento, tateando através do vazio (vazio existencial, vazio de propósito, vazio de acontecimentos); e dança suavemente por temas extremamente pesados (bullying, deficiência, suicídio) com muita graça e afinação. Não vou me aprofundar na trama, pois é parte da sensacional experiência ir traduzindo as motivações e papéis desempenhados na história pelo núcleo de personagens.</p>



<p style="background-color:#9a7100" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">Naoko, que já reúne uma boa fama como uma voz muito afiada na tradução do sentimento coletivo adolescente, entrega-nos uma narrativa envolvente, recheada também de (bons) vazios de contemplação, onde a gente tem tempo de ouvir todo o silêncio que vem da voz de Nishimiya, uma das protagonistas.</p>



<p>Outro ponto especial deste filme é o alto grau de performance técnica, em que o super detalhamento de arte equilibra-se perfeitamente com recursos de design inteligentíssimos, onde a destreza visual sempre trabalha em favor da narrativa, e não o contrário.</p>



<p>O filme está disponível no catálogo da Netflix, mas faço um alerta: é um filme lindo, mas não é um filme fácil. Porque muitas vezes o silêncio grita pra caramba.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Bruno Honda</strong> é Designer-chefe na Mauricio de Sousa Produções | Direção/Produção | Criativa de Animação | Planejamento Estratégico</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/5b980-5-3.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2452" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem a ajude a Bodoque a continuar o projeto da Trama!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b12da-photo5186361507900925972.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2453" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/a-voz-do-silencio-e-o-vazio-na-animacao-japonesa/">A Voz do Silêncio e o Vazio na Animação Japonesa</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/a-voz-do-silencio-e-o-vazio-na-animacao-japonesa/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">2420</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Distopia</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/distopia/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/distopia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Sep 2019 20:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 014]]></category>
		<category><![CDATA[distopia]]></category>
		<category><![CDATA[Larissa valladares]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=2481</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Larissa Valladares</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/distopia/">Distopia</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Os olhos vazios e sem esperança estavam voltados para a orla da praia, onde, há muito tempo, não encontravam amparo vindo do leste, muito menos no então esquecido azul do céu. A cidade já não habitava mais os belos corpos dourados e poéticos. Nada continuava lindo. O calor era ausente nas cores, músicas, peles, diversidades e relações. As circunstâncias foram obrigadas a se tornarem habitações de escombros ambulantes, de pés sem norte, de vidas sobre(vi)vidas.&nbsp;</p>



<p>	Das matas verdes? Agora cinzas. Dos lindos campos? Agora cinzas. Dos nossos bosques? Agora cinzas. Do arco-íris? Agora cinzas. Das diferenças? Agora cinzas. Da democracia? Agora&nbsp; cinzas. Do eu? Agora cinzas. Da pátria amada? Agora cinzas. Salve a mono cromatização!</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">	A morte regia toda a cidade, com terno e subordinados espalhados em cada canto, dizimando, com olhos e ouvidos atentos aos que estavam nas ruas. Marginalizados, atuando em seus papéis de : &#8220;capitais desumanizados&#8221;.&nbsp;</p>



<p>	Largas eram as escalas de cinza, que cobriam tanto as nuvens no céu quanto as roupas das pessoas.</p>



<p>	 Pessoas&#8230; quanta saudade! Não havia mais diferenciação. Seus cabelos eram iguais, rente ao couro; roupas largas, sem marcação ou acabamento no mesmo, já saturado, cinza. Semblantes engessados, sem linhas ou expressões. Corações sem estímulo, sem vínculo, sem ligação e sem razão, apenas bombeando o que os moviam.&nbsp; Sem qualquer vida, sem qualquer razão. O futuro era um retrocesso.</p>



<p>	Tudo começou pela igualdade, e, em nome dela, estabeleceram a justificativa pro caos. No alto dos prédios ainda era possível escutar o clamor de misericórdia vindo das ruas e as marcas não registradas de devastação pela intolerância, formada e perpetuada por estruturas, contendo pé e mãos sujas pela perda da inocência.</p>



<p>	Então, como uma resposta ao apelo das dores, ela nasce. Pequena, frágil e, aparentemente, igual a todos. Porém, mesmo assim, sua presença era notória, onde quer que fosse. Seu coração se agitava em uma santa indignação e a fazia se mover com astúcia e precisão por todos os cantos da cidade, reavivando as prosas e versos.&nbsp;</p>



<p>	Entrava em cada bifurcação e viela estreita, gritando a plenos pulmões o jargão esquecido na paz falecida: ORDEM! ORDEM! ORDEM!&nbsp;</p>



<p style="background-color:#936c00" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">	Gerada no útero da esperança, nutrida pela solidariedade e acolhida pela justiça. Não há ferro em seus pés, ou mordaças em seus lábios. Mas há marcas em suas costas, notório conhecer do medo ao cair da noite e insegurança nas demonstrações de afeto. E isso faz com que se mova, rápida e precisamente, clamando: ORDEM! &nbsp;</p>



<p>Pode-se crer no seu fim, mãe esperança? Pode?</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Larissa Valladares</strong> é filha, admiradora dos “pormenores” da vida e aspirante ao serviço social.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/8c937-6-2.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2437" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="background-color:#a84600;text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color">Clique na Imagem e acesse a loja virtual da Bodoque! Ajude a manter o projeto!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/photo5184098730150832153.jpg?fit=606%2C608&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2483" /></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/distopia/">Distopia</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/distopia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">2481</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
