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	<title>Arquivos Ano 002, N 035 - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Dia Internacional de Luta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2020 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 035]]></category>
		<category><![CDATA[Dia internacional da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Isis Medeiros]]></category>
		<category><![CDATA[luta]]></category>
		<category><![CDATA[resistência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Isis Medeiros</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Merecemos sim felicidade todos os dias das nossas vidas. Mas 8 de março não é só um dia feliz para nós!</p>



<p>O Dia Internacional de LUTA das mulheres em si, já é uma conquista e relembra as <strong>muitas que morreram lutando por nossos direitos conquistados e as outras tantas que ainda morrerão sem justiça</strong> pelas mãos do machismo, da violência, do estado, até que sejamos todas realmente livres. </p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">O Brasil ocupa o quinto lugar no ranking dos que mais matam mulheres, especialmente negras e pobres, e estamos longe de conquistar equidade de gênero.</p>



<p>Que nunca se perca em nossa memória que quem conquistou nosso direito ao voto, à educação, ao mercado de trabalho, à liberdade sexual (e inclusive o direito de gozar), foram muitas de nós que saíram de seu conforto para mudar a estrutura desse sistema. </p>



<p><strong>Nenhum dos nossos direitos caíram do céu ou vieram de graça nessa sociedade.</strong> Essa sempre foi desigual, em sua maioria patriarcal. Sempre nos ditou limites, ditou que éramos inferiores e incapazes, que devíamos nos submeter e aceitar.<strong> E quem prova diariamente o contrário, somos nós mesmas, com a nossa teimosia, resistência e força.</strong></p>



<p>Que esse dia nos inspire pra seguirmos ainda mais fortes em todos os outros dias do ano. <strong>Que as tantas meninas guerreiras, que nascem e renascem em nós, nos motivem a seguir no front batalhando pelos direitos de muitas que ainda virão.</strong></p>



<p><br /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/15.0.3/72x72/2796.png" alt="➖" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>



<h5 class="wp-block-heading">8M</h5>



<p>Movimento das Trabalhadoras sem Terra(MST)<br />Inauguração do Armazém do Campo, Belo Horizonte / 2017</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Isis Medeiros</strong> nasceu em 1989 no interior de Minas Gerais. Graduada em Design pela escola de Design de Minas Gerais, UEMG. Trabalha como fotógrafa documentarista e desenvolve projetos autorais voltados a defesa dos direitos humanos. Integra coletivos de fotografia e comunicação e colabora com mídias impressas e eletrônicas no Brasil e no exterior.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Dia Internacional da Mulher: progresso na igualdade de gênero continua lento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2020 21:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 035]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Dia internacional da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  ONU Brasil</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">O relatório “Revisão dos direitos das mulheres, 25 anos depois de Pequim” (<a href="https://www.unwomen.org/en/digital-library/publications/2020/03/womens-rights-in-review">disponível em inglês</a>) faz um balanço sobre como está sendo implementado o plano de igualdade de gênero adotado pelos países em 1995, a Plataforma de Ação de Pequim,&nbsp;<a href="https://news.un.org/en/story/2020/03/1058811">que exige mais paridade e justiça.</a></p>



<p>O documento cita um progresso vacilante e observa que os avanços conquistados com muito esforço estão sendo revertidos pela desigualdade desenfreada, pelas mudanças climáticas, pelos conflitos e pelas políticas de exclusão.</p>



<p>A análise destaca a falta de ação eficaz para aumentar a representação das mulheres nas principais decisões e alerta que a Plataforma nunca será realizada se todas as mulheres e meninas não forem reconhecidas e priorizadas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Nenhum país alcançou a igualdade de gênero</h3>



<p>“A análise dos direitos das mulheres mostra que, apesar de alguns progressos, nenhum país alcançou a igualdade de gênero”, disse Phumzile Mlambo-Ngcuka, diretora-executiva da ONU Mulheres.</p>



<p>Lembrando que “a igualdade não é apenas um quarto dos assentos nas mesas de poder”, ela afirmou que esta, no entanto, é “a realidade atual da representação das mulheres, em geral”.</p>



<p>Os homens ocupam 75% de todos os assentos parlamentares, 73% dos cargos administrativos, compõem 70% dos negociadores climáticos, bem como a maioria dos postos de manutenção da paz.</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="&#039;Transformar as relações de poder é essencial&#039;, diz chefe da ONU no dia das mulheres" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/sP_hvIcJvOw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>“Apenas metade é uma parcela igual e apenas igual é suficiente”, enfatizou a chefe da ONU Mulheres.</p>



<h3 class="wp-block-heading">É possível mudar em meio a ‘oportunidades sem precedentes’</h3>



<p>Apesar dos desafios globais sem precedentes, o relatório também prova que é possível uma mudança positiva, citando movimentos feministas globalmente; ilustrando o sucesso das ações coletivas das mulheres pela responsabilização por crimes contra elas; e apresentando iniciativas bem-sucedidas na ampliação dos serviços públicos para atender aos direitos das mulheres — desde o aumento do acesso à contracepção e cuidados infantis, à redução da violência doméstica e ao aumento da participação das mulheres na política e na construção da paz.</p>



<p>O relatório também destaca os avanços desde a adoção da Plataforma de Pequim, ou seja, mais meninas na escola, menos mulheres morrendo no parto, mais mulheres nos parlamentos e um maior número de leis que apoiam a igualdade para as mulheres.</p>



<p>Mlambo-Ngcuka disse: “2020 apresenta uma oportunidade sem precedentes de mudar as coisas para as gerações atuais e futuras de mulheres e meninas”.</p>



<p>Para acelerar o progresso durante a Década de Ação da ONU, ela apontou para a campanha Geração Igualdade de sua agência, que visa “entregar resultados revolucionários e promover a igualdade para mulheres e meninas”.</p>



<p>No sentido de intensificar mudanças sistêmicas e duradouras, a igualdade de gênero deve ser mais bem financiada para aproveitar a tecnologia e a inovação e garantir o desenvolvimento inclusivo de mulheres e meninas que enfrentam múltiplas formas de discriminação.</p>



<h3 class="wp-block-heading">2020: um ano marcante para a igualdade de gênero</h3>



<p>Além do 25º aniversário da Conferência de Pequim, o ano terá:</p>



<ul><li>64ª Sessão da Comissão sobre o Status da Mulher.</li><li>Fórum da Geração Igualdade no México, em maio, e na França, em julho.</li><li>Reunião de alto nível da 75ª Assembleia Geral da ONU sobre igualdade de gênero, em setembro.</li><li>20º aniversário da Resolução 1325 do Conselho de Segurança sobre mulheres, paz e segurança, em outubro.</li><li>O marco de cinco anos dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).</li><li>10º aniversário da ONU Mulheres.</li></ul>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b1cc3-image-5.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8274" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Mulheres em Bangladesh pedem igualdade de gênero. Foto: UNICEF/Jannatul Mawa</figcaption></figure>



<p><strong><em>Matéria originalmente publicada em <a href="https://nacoesunidas.org/dia-internacional-da-mulher-progresso-na-igualdade-de-genero-continua-lento/">Nações Unidas Brasil</a></em></strong> <strong><em>em 06/03/2020 &#8211; Atualizado em 06/03/2020.</em></strong></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:31% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/03/3d7d7-onubio.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8105" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-normal-font-size"><strong><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas) </strong></strong>é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>O Pum, o Palhaço e você</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2020 21:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 035]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[o talco no pum do palhaço]]></category>
		<category><![CDATA[Pum]]></category>
		<category><![CDATA[regina duarte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Frederico Lopes</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>&#8220;No ser humano, o gás é produzido quando as bactérias no sistema digestivo quebram a comida. Os gases intestinais, geralmente, contêm hidrogênio e metano, além de pequenas quantidades de outros gases, (como o sulfato de hidrogênio), o que pode causar o mau cheiro. Entretanto, a maioria dos componentes dos gases intestinais não tem cheiro&#8221;.</em></p>



<p class="has-drop-cap">Tendo em vista que essa é uma revista respeitada no âmbito das Artes, da Cultura e da Criatividade, proponho, nesse texto, uma análise cultural do pum na sociedade brasileira. </p>



<p>Como visto na citação acima, o pum ou peido, (nomes populares para o ato de flatular), é precisamente <strong>o momento onde o gás intestinal é ventilado pelo ânus</strong>, sendo, naturalmente, invisível à olho nu. Por este motivo, estudiosos do flato desenvolveram como recurso a aplicação de substâncias em pó sobre o ânus para que o fenômeno pudesse ser observado e analisado cientificamente. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Tecnologia a favor do pum</h3>



<p>Com o avanço do desenvolvimento tecnológico, câmeras térmicas passaram a ser utilizadas para analisar o ato, tendo em vista que o gás possui temperatura semelhante à temperatura corporal, que nos humanos varia de 36,1C a 37,2C. Com este aparato, é possível observar o comportamento do gás ao ser expelido violentamente pelo corpo, gerando dados impressionantes como: </p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>&#8220;A velocidade de saída e a dissipação do pum na atmosfera podem variar de acordo com as condições do tempo, do espaço e também da força que você colocou para liberar seu filho gasoso. Em “condições ideais de temperatura e pressão”, o pum ganha liberdade a <strong>11 km/h e permanece perceptível ao olfato por cerca de 10 a 15 segundos</strong>&#8220;.</em>&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Catching People Farting With a Thermal Camera" width="950" height="713" src="https://www.youtube.com/embed/Sdj4rHlWaqo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>Sob este viés de interpretação, pesquisadores conseguiram expandir o horizonte do campo e <strong>estudar minuciosamente a tipologia do pum.</strong> Assim, estudiosos elaboraram categorias analíticas para o flato, dividindo-os a partir de características como amplitude do som produzido, duração da expulsão do gás, velocidade e pressão. Inclusive, alguns cientistas analisam a textura do pum a partir das nuances do odor produzido, sendo mais comum perceber notas de coliforme e taninos amargos, presentes também na salmonela. </p>



<p>Apesar dos dados precisos fornecidos por aparatos tecnológicos, o talco em pó continua sendo o principal recurso para analisar o fenômeno.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Socialmente, o pum não é bem visto na maioria das culturas.</strong></h4>



<p>Preconceituosamente associado ao mal cheiro, o pum pode ser considerado, em alguns casos, um ato obsceno. Sendo assim, peidar durante uma refeição, ou até mesmo próximo a pessoas que estão fora do convívio familiar <strong>pode gerar discórdia e ressentimento entre alguns atores sociais.</strong></p>



<p>Existem relatos de pessoas que romperam relações de longa data após o amargor do flato arder os olhos em momento inoportuno. Outros relatos apontam que <strong>poucas amizades resistem à flatulência recorrente.</strong> Em casos mais graves, alguns indivíduos chegaram a ser agredidos ao serem identificados como autores de peidos públicos, ou seja, em ambientes compartilhados, como um ônibus na hora do <em>Rush</em> em dia de chuva.</p>



<p>Por outro lado, <strong>em algumas culturas o pum é sinal de respeito</strong>, e pode, inclusive, se tornar ferramenta de trabalho, sobretudo no campo do entretenimento. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/77ee9-image-6.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8299" data-recalc-dims="1" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading">O pum e a comédia</h3>



<p>Em países como o Brasil, o ato de peidar <strong>possui, estranhamente, uma característica cômica.</strong> Dependendo do som produzido, é comum ouvir piadas com conotação sexual ou, até mesmo, que coloquem em dúvida a sexualidade do indivíduo que expele o gás. </p>



<p>Outra prática comum é pedir para que o interlocutor puxe o dedo do comediante, (que está com o gás armazenado em ponto de expulsão, aguardando apenas que a ação de puxar o dedo seja realizada). Assim, ao ter o dedo puxado, como uma válvula de escape, o comediante aciona o esfíncter, abrindo uma pequena passagem entre as pregas do ânus, o que reduz a pressão interna e libera o gás violentamente. <strong>Essa é uma técnica considerada clássica no Brasil, exigindo dissimulação e uma forte carga de atuação dramática do comediante.</strong></p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Rafa, Gu e Leonardo  Puxando o dedo e Rasgando a Calça ( Peido )" width="950" height="713" src="https://www.youtube.com/embed/75mJb7lWSWs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Patrimônio Cultural Brasileiro</h3>



<p>Em seu discurso de posse, a recém nomeada Secretária Especial de Cultura, Regina Duarte, reconheceu o valor cultural do pum, especialmente os que são realizados formalmente por profissionais do teatro, da comédia em pé e <strong><em>clowns</em></strong>. Em seu discurso, a secretária lista uma série de tradições populares e costumes cotidianos brasileiros para definir o que é cultura, e o pum brasileiro, é claro, não ficou de fora.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/76f20-image-8.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8303" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Ao exaltar o valor cultural do pum, a secretária criou uma polêmica no país, dividindo opiniões. Alguns, mais conservadores, <strong>acham que não fica bem uma mulher falar de pum em público,</strong> sobretudo em cargo público. Outros, especialistas, acreditam que a fala de Regina é extremamente precária, frágil e desinformante, <strong>pelo fato de que a Cultura se constitui como um campo do conhecimento, um conceito antropológico</strong>, não cabendo a ela portanto, distinções sobre o que é ou não cultura.</p>



<p>Apesar das controvérsias,  o próprio Presidente da República reconheceu o importância do pum na cultura Brasileira. No país, inclusive, há boatos de que ele próprio tenha se submetido a uma cirurgia para fazer a<strong> reversão do trânsito do aparelho digestivo</strong>, ainda na adolescência, o que o permite expelir as substâncias intestinais (que normalmente sairiam pelo ânus) pela boca.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:35% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/e1ca7-autor-fred.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8295" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-normal-font-size"><strong><strong><strong><strong>Frederico Lopes </strong></strong></strong></strong>é Artista, educador, encadernador e escritor. Trabalha no Memorial da República Presidente Itamar Franco e é fundador da Bodoque Artes e ofícios.</p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



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<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Vamos falar de flores&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2020 21:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 035]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Dia internacional da mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Hélio Rocha]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Hélio Rocha</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">No final de 2018, uma professora de academia, com quem tinha grande amizade, veio me procurar. Tinha sido demitida por não atender às exigências da casa. Chegava em horário atrasado? Dava pouca atenção aos alunos? Não. Estava acima do peso. Sim. Uma professora, cuja competência era inquestionável, atenciosa, amiga e conhecedora do corpo humano e dos métodos para aperfeiçoar seu desempenho e saúde motora, <strong>foi demitida por “estar gordinha”.&nbsp;</strong></p>



<p>E mais: tudo indicava que isso não dizia respeito a qualquer forma de desregramento alimentar ou sedentarismo. Ela era vista praticando exercícios nas horas vagas, esteira, musculação e bicicleta. Passava longe da imagem de ser uma hedonista do sorvete, sendo mais uma pessoa de biotipo tendente ao corpo que tinha, principalmente devido à baixa estatura. Para ser magra, teria que manter uma rotina de atleta, daqueles que fazem toda uma carreira para terminar a vida com saúde, com problemas nas articulações e músculos, além da obesidade tardia, devido à interrupção do rítmo metabólico anterior.</p>



<p>Enfim, esta profissional hoje encontra-se reempregada, em outro estabelecimento. Mas a memória da discriminaçao por ser mulher, afinal, <strong>é delas que se exige o corpo perfeito em detrimento da competência profissional, </strong>dentre outras inúmeras formas de opressão, ainda é latente. Em seu antigo emprego, segundo fontes, até hoje uma mulher não tornou às salas de exercícios como professora, figurando funcionárias mulheres apenas como recepcionistas.</p>



<p>Entretanto, esta academia, às vésperas deste dia 8 de março, distribuía flores para as alunas na saída do treino, como ação comercial pelo Dia Internacional da Mulher.</p>



<p>Este dia, assim como todas as datas referentes às lutas em defesa das minorias sociais e simbólicas da nossa sociedade (vale igualmente para o Dia da Árvore, o Dia do Trabalhador, o Dia da Consciência Negra, o Dia da Preservação dos Povos Originários, antigo Dia do Índio, etc), revela a necessidade da luta pelo reconhecimento, conforme postula o principal teórico atual da Escola de Frankfurt, pilar das discussões sociais no século XX, Axel Honneth.</p>



<p>De acordo com Honneth, cabe aos grupos sociais organizarem-se para deixar a invisibilidade social e passarem a ser percebidos como seres humanos em luta, movimento, alijados de benefícios de que outros grupos usufruem, igualmente sem detectar a mesma desigualdade. Na verdade, a questão não passa por tornar inimigo um suposto sujeito opressor, raro do ponto de vista individual (a menos que no âmbito do caráter, caso do sujeito responsável pela demissão da profissional, caso do sujeito agressor, do feminicida), mas por tornar visível e compreensível as relações socialmente construídas e sedimentadas de opressão. Aquela que as pessoas perpetuam sem ver, o que mulheres brancas eventualmente podem fazer a homens negros,&nbsp; o que homens e mulheres negras podem fazer a homossexuais, o que homossexuais podem fazer a deficientes, o que deficientes homens podem fazer a mulheres etc, visto que as relações de opressão em nossa sociedade passam por muitos atravessamentos.</p>



<p>Assim, desde movimentos sociais e medidas políticas a ações comerciais responsáveis e transformação em comportamentos individuais, todas as respostas apontam no sentido do reconhecimento postulado por Honnneth. <strong>Visibilizadas, as minorias conseguem chamar a atenção da sociedade para a injustiça e para a mudança de paradigmas e ações.</strong></p>



<p>Portanto, a data de celebração e conscientização para a existência e resistência de uma minoria serve como chamada de atenção, concentração de esforços sociais, midiáticos, institucionais, dentre outros, para uma causa que passa despercebida na maior parte do tempo. Ainda que o Dia Internacional das Mulheres devesse ser todos os dias, é ferramenta não negligenciável que ele seja o dia 8 de março. </p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Desde que ele seja um ato de consciência e não uma simples data de entrega de flores regada a hipocrisia e oportunismo.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:30% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/04/55fcb-hecc81lio-bio.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8072" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p style="font-size:15px"><strong><strong>Hélio de Mendonça Rocha </strong></strong>é jornalista. Atua como repórter de meio ambiente e direitos sociais para a revista Plurale e como analista político para os jornais Brasil 247 e El Siglo de Chile. Foi correspondente internacional na China em 2019.</p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



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<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>O que Deus tem pra mim</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2020 21:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 035]]></category>
		<category><![CDATA[Matheus Mecunhe]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Mateus Mecunhe</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">O que Deus tem pra mim nesse mundo nesse mundo pra mim nesse mundo é essa flecha que aponta pro céu.
A busca e a busca sem cessar mesmo doendo, a garganta que fecha e o olhar sem piscar.

O gelo que quebra, o susto apaixonado e a água bem quente do seu banho e do meu chá.

É sangue que escorre e o gole que faz babar. O parar pra respirar, o respiro sem pensar.&nbsp;

Da casa nove pra dez, o sol amarelo queimando sem parar. Alaranja,&nbsp; roseia, o céu avioleta-se e outros mil sóis vem brilhar.

O tom fora do tom fora do tom pra mim nesse mundo e nesse abraço tão apertado que é em você e é também em mim que me cabe e te cabe o que tem nesse mundo.</pre>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Mateus Mecunhe</strong> </strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>é um rapaz, quase 30, se encontrando entre yoga e programação (que são muito mais parecidos do que se pensa)</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



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<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Comme il faut, Comme il ne faut pas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2020 21:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 035]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Mative]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Guilherme Mative </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>O que pega bem, o que pega mal</strong></p>



<p><em>Uma reflexão sobre o alcance da cultura em um mundo globalizado</em>.</p>



<p><strong>“Bem, as pessoas podem ser loucas por tudo que é digital e ainda assim ler livros, podem frequentar a ópera, assistir a uma partida de críquete e reservar bilhetes para o Led Zeppelin sem por isso se segmentarem</strong>&#8230; Gosta de comida tailandesa, mas o que há de errado com a italiana? Espere aí&#8230; calma. Gosto das duas. Sim. Isso é possível”. Essas são palavras de Stephen Fry, ator, cineasta e apresentador de TV britânico, atualmente no comando do programa <em>QI</em>, na BBC.</p>



<p class="has-drop-cap">Quais são os marcadores separadores das fronteiras da cultura em nossos tempos? Quais ferramentas sociais existem para definir quais os tipos de cultura que eu posso consumir conforme minha classe social, gênero, nacionalidade ou nível de instrução? Não somos mais limitados a consumir conteúdo cultural que diz respeito somente as nossas cadeias de relações. Talvez o que possa bem definir a nossa interação com a cultura em nossos tempos seja a reflexão de<strong> Richard Peterson: “Nenhum produto da cultura me é estranho, com nenhum deles me identifico cem por cento, totalmente, e decerto não em troca de me negar outros prazeres. Sinto-me em casa em qualquer lugar, embora não haja lugar que eu possa chamar de lar”.</strong></p>



<p>No passado a cultura era um marcador de classes com triplo efeito – definição de classe, segregação de classe e manifestação de <strong>pertencimento a uma classe – como afirma Bourdieu.</strong>&nbsp; Segundo o sociólogo francês, as obras de arte destinadas ao consumo estético apontavam, assinalavam e protegiam as divisões entre classes. <strong>Havia o gosto das elites e naturalmente relacionado a “alta cultura” que despreza o “banal”, o gosto médio, típico das classes médias e por fim o gosto vulgar, venerado pelas classes</strong> <strong>baixas.</strong>&nbsp;</p>



<p>Hoje em dia não podemos observar mais tais marcadores com tanta ênfase. Talvez a cultura tenha finalmente alcançado sua pretensão original: servir como um agente de mudança do status quo, e não de sua preservação, como um instrumento de navegação para orientar a evolução social. Assim como define <strong>Matthew Arnold, “a cultura busca eliminar as classes, generalizar por toda parte o melhor do que se pensa e se sabe”.&nbsp;</strong></p>



<p>Um jovem de elite branca não encontra dificuldades para consumir a cultura da periferia, frequentar um show do grupo de rap Racionais MC’S nas maiores casas do país. Uma jovem estudante do Capão Redondo não se depara com barreiras tão visíveis para frequentar um concerto da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo na Sala São Paulo ou no Teatro Municipal de São Paulo. Uma adolescente branca, parda ou negra de qualquer classe social não tem razões fundamentadas para não ser consumidora assídua do aclamado Korean Pop (K-pop). Por conseguinte, poderíamos citar mais uma porção de exemplos que demonstrem o movimento de <strong>“máximo de tolerância e mínimo de seletividade” como define Bauman ao pensar a cultura no mundo líquido moderno.&nbsp;</strong></p>



<p>Porém, será que tal pretensão permanece pura e não cooptada por outras motivações que se transvestem de puras, para manter ainda tais escusas? Em outras palavras, será que apesar do movimento de universalização da cultura, ela realmente segue um fluxo de agente de mudança, livre das imposições ideológicas das classes dominantes?</p>



<p><strong>Gilles Lipovetsky irá sugerir uma reflexão fundamental ao defender que o hipercapitalismo se infiltra e reconfigura todas as lógicas e reorganiza todas as atividades, inclusive culturais</strong>. Nessa nova realidade a cultura é produzida para ser consumida, quanto e por mais pessoas, melhor. Portanto, sob esse espectro a própria universalização das formas de cultura é uma ferramenta para a retro alimentação do status quo definido: a lógica do capital.&nbsp;</p>



<p><strong>A linha divisória entre a identidade socialmente aceita e a apenas individualmente imaginada é a relação entre autoafirmação e loucura. É por isso que todos nós sentimos sempre uma esmagadora “necessidade de pertencimento”, a necessidade de identificar não apenas a nós mesmos como seres humanos individuais, mas como membros de uma entidade maior.</strong> Parece que a cultura em tempos líquidos tem alcançado justamente essa nova face; oferecer a sensação de pertencimento a todos, enquanto segrega a partir da sua própria lógica.&nbsp;</p>



<p>Será que os movimentos culturais podem realmente se manter puros em suas próprias convicções? Se já usamos como exemplo o consumo do RAP pelas “elites”, então nos voltemos para a obra “Racionais MC’S, sobrevivendo no inferno” e seu límpido exemplo dessas convicções: <em>“A aposta do Racionais, ao contrário, está na construção de uma identidade formada a partir da ruptura com essa tradição conciliatória, por meio da afirmação de uma comunidade negra que se desvincula do projeto de nação mestiça concebido até então. Desde o princípio o rap nacional vai se reconhecer enquanto gênero cantado por negros que reivindicam uma tradição cultural negra por meio de um discurso de demarcação de fronteiras étnicas e de classe que denuncia o aspecto de violência e dominação contido no modelo cordial de valorização da mestiçagem”.</em></p>



<p>Por fim, se todos podemos ter acesso a todo tipo de cultura, então será que conseguimos defender que todos são iguais? Que alcançamos um padrão de erudição cultural que nos iguala ao invés de segregar como no passado?&nbsp;</p>



<p>Ao leitor cabe o problema.</p>



<p><strong>Referências bibliográficas:</strong></p>



<p>1 – Richard A. Peterson – “Changing arts audiences: capitalizing on omnivorousness”, Cultural Policy Center, Universidade de Chicago.</p>



<p>2 – Pierre Bourdieu – A distinção, critica social do julgamento, 2006</p>



<p>3 – Matthew Arnold – Culture or anarchy, 1869</p>



<p>4 – Zygmunt Bauman – A cultura no mundo líquido moderno, 2011</p>



<p>5 – Zygmunt Bauman – Globalização as consequências humanas, 1998</p>



<p>7 –&nbsp; Zygmunt Bauman – Vida em fragmentos sobre a ética pós-moderna, 1995</p>



<p>8 – Gilles Lipovetsky – A cultura mundo resposta a uma sociedade desorientada, 2008</p>



<p>9 – Michel Maffesoli – O tempo das tribos, 2014</p>



<p>10 – Racionais MC’S – Racionais MC’S sobrevivendo no inferno, 2018, p.25</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Guilherme Mative Butikofer Keppk</strong> é professor, graduado em Teologia e graduando em Sociologia Política pela FESP-SP.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



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<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Outono</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/03/08/outono-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2020 21:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 035]]></category>
		<category><![CDATA[Poésis]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Garcia]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=8288</guid>

					<description><![CDATA[<p>por:  Gabriel Garcia</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">A tarde ensolarada
banha de luz a varanda
Ao longe ouve-se a passarada
Vem forte um cheio de lavanda


Ai que saudades da infância!
A mãe cuidando dos filhinhos
Trabalho comum de tolerância
Com os filhotes de passarinhos


Cuidados de sensibilidade invulgar
Cenas de aconchego tão aquecido
Cativa na alma uma vontade salutar
Alcance de amor em si já desenvolvido


Raio solar vibra calor e luminosidade
Inocência infantil é lição tocante
Só quem se entrega em laços fraternidade
Usufrui o melhor do semelhante</pre>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:32% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/03/3605e-gabriel-bio.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8111" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-normal-font-size"><strong><strong>Gabriel Garcia </strong></strong>é poeta. Atua como professor de Física nas horas vagas.</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



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<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>19. Renascença</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2020 21:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 035]]></category>
		<category><![CDATA[Em Tempos de Estricnina]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Darlan Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Darlan Lula</p>
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<p class="has-drop-cap">Um besouro entrou pela janela que dava de frente para a Praça da Estação zumbindo gravemente e indo de encontro à luz mortiça do banheiro, travando uma batalha com a lâmpada esquecida acesa que iluminava sorrateiramente a beirada da cama alojada no centro do quarto do hotel. Ele ressonava naquele instante um sono intranquilo, cheio de vozes e sombras e soluços e choros de bebê. O mesmo choro de bebê que ouvira e vira dentro da incubadora do hospital, gordo, saliente, balançando seus miúdos braços tentando descobrir aquele mundo novo e as coisas que o cercavam, já distante do útero reconfortante da mãe. Com o tic-tic do invasor contra o vidro da lâmpada, acordou um pouco assustado. Sua testa suava. Sentou-se na cama. Esfregou os olhos nos nódulos dos dedos e enxugou o suor com a palma de uma das mãos. A noite agonizava lá fora, e os raios tênues de uma Lua recém-minguante manchavam levemente o parapeito da janela. Já de pé, olhou ao redor e percebeu um pequeno movimento na praça, trabalhadores no ponto de ônibus, um caminhão estacionado e pessoas ao redor descarregando o que parecia ser a estrutura metálica de um palco. Sua mulher estava no hospital. Seu filho estava no hospital. O que era para ser o dia mais feliz da sua vida tornou-se um filme de Almodóvar. Seu pequeno rebento respirando opresso. O movimento dos enfermeiros no setor. O bebê desaparecendo no interior de paredes brancas e frias. Correu para a enfermaria onde estava sua esposa convalescente de uma cesárea para contar o ocorrido. Ela aguardava ansiosa pelo filho. A imagem alimentada durante os nove meses de gestação de uma enfermeira entrando com o pequerrucho todo rosado, embrulhado numa manta, destruída. O que tiveram foi a chefe do setor da UTI neonatal a visitá-los, a despejar profissionalmente todo o seu dia a dia hospitalar, mas que para aquele casal era uma novidade dolorosa. Seu filho teve sofrimento fetal, em consequência aspirou mecônio e está com o pulmão muito comprometido. Corre risco de vida, sim. Temos que acompanhar o quadro. Nesse momento, não posso dizer mais nada. Ah, e ele nasceu com dois dedinhos dos pés colados. E saiu arrastando a felicidade e a vida porta afora, deixando-os olhos marejados e túrgidos. Abraçaram-se, estavam atônitos. Ficaram o dia tentando entender se fizeram algo errado. Saíram de Chácara quando ela percebeu as contrações, pegaram uma carona com o vizinho amigo do casal. Acionaram o médico, tinham feito o pré-natal todo em Juiz de Fora. Deram entrada no hospital, e o menino nasceu aparentemente bem. Pedro seria o nome de batismo. A tia viajara vinda de Tocantins de Minas assim que soube do ocorrido. Queria socorrê-los. Fez questão de dormir com a esposa. Descanse, meu filho, vocês terão dias difíceis pela frente. Ele reservara um quarto de hotel barato para passar os dias em que o filho ficaria na UTI, queriam acompanhar tudo de perto. Com os olhos fixos no relógio da torre da Estação Central, os ponteiros perdidos no tempo como a sua vida naquele instante, a visão ficou turva e úmida, como se ele enxergasse a sua existência pelos olhos de um peixe preso e solitário no aquário de suas limitações, sustentado pela agonia de não se ter certeza de nada, de se ver perdido no horizonte de expectativas impalpáveis. Ajoelhou-se, como num drama teatral, escorreu o corpo pelo anteparo da cama e deixou-se levar soluçante, cambaleante em suas órbitas oculares, numa sofreguidão de ombros, de fungações, de convulsões sofridas que se misturavam aos soluços e gemidos gozosos vindos do quarto ao lado, mostrando-nos a todos o quanto a vida corre solta em todas as direções, em todos os cruzamentos possíveis, em toda sua incompatibilidade. Alguns dias se passaram, a esposa saiu do hospital, ninho vazio apertado no peito, coração e cabeça na UTI neonatal. Todo final de tarde iam visitar o filho, melhor momento do dia. Pedro se recuperava bem, para alegria dos dois. Como não se lembrar do momento mágico da primeira mamada na UTI, depois de dias tirando o leite para incentivar o organismo a continuar produzindo? O bebê removido com cuidado da incubadora pela enfermeira, que o embrulhou como um presente, a mãe sentada numa cadeira ao lado, olhos fitando o infinito, os braços abertos a esperar o filho, sôfrego por um contato, por reatar simbolicamente o cordão umbilical, mãozinha agarrada no dedo indicador da mãe sugando, num deleite contemplativo, todo o amor materno. Foi naquele instante que os pais se olharam, felizes, sabendo que o pior já havia passado. 21 dias foi o tempo da espera. No hotel, ao saírem, foram surpreendidos pelo mesmo sentimento que se alojava dentro deles. Olha a festa lá fora. A recepcionista, boquiaberta, regozijava-se diante de tanta alegria envolta em sua vida tão sofrida. Fachos de luzes riscavam o céu. E barulhos de foguetes comemoravam mais um ano da cidade, como se despedisse de seu filho de passagem, igual a tantos outros. Renascido. Iluminado pelos clarões insurgentes de uma urbe inconformada que celebra.</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:35% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/03/03666-darlan-bio.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8077" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-normal-font-size"><strong><strong>Darlan Lula </strong></strong>é doutor em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense. Escritor, autor de cinco livros, entre prosa e poesia.&nbsp;<a href="http://www.darlanlula.com.br/">www.darlanlula.com.br</a></p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



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<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>CONFLÍVIO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2020 21:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 035]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Couto]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Guilherme Couto</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Sempre gostei da minha companhia
Mas, só ela não faz meu dia
Eu quero um algo a mais
Eu quero libertar meu satanás


Foda-se esse retângulo metálico
Faço de mim, agora, chama de fogo fálico
E queimo excitado cada canto da minha mente
Nada me importa, desde que a cerveja não esquente


Ruídos falam que estou perdido
Porém não sabem que, sozinho, tudo é permitido
Aqui, no meu apartamento, deus já morreu.
Dono do futuro, da vida e do mundo, sou Eu.</pre>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Guilherme Couto</strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong> é uma pessoa jovem. Ele crê que, em toda parte, há arte.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



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<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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