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	<title>Arquivos Ano 002, N 044 - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Maternidades:  em tempo de pandemia, algumas reflexões</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 May 2020 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 044]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Liési Thurler]]></category>
		<category><![CDATA[Maternidades]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Ana Liési Thurler</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>***&nbsp;<strong>Observação:</strong>&nbsp;o texto foi inteiramente escrito em gênero neutro.</p>



<p class="has-drop-cap">Neste ano, o <em>Dia das Mães</em> surge em meio ao confinamento imposto a todes por um vírus ínfimo, lembrando um fantasma que ninguém vê, mas que todes temem. O medo está no ar. Neste pesadelo kafkaniano, uma avalanche de números nos assombra: números de pessoas que contraíram o vírus, números de óbitos. O vírus lembra nossa condição de mortalidade. Em contraponto, as mulheres nos remetem à vida e à natalidade. Somos seres mortais, ouvimos desde sempre. Mas precisa ser dito que somos também seres natais. Todas, todes, todos inexoravelmente morremos, inexoravelmente nascemos.</p>



<p><strong><em>Milagre da natalidade</em></strong></p>



<p>Se o vírus &#8211; que tudo engole, encobre,&nbsp; envolve &#8211; nos lembra sermos seres mortais, as mães, em forte contracanto, anunciam sermos seres natais: inescapavelmente, nascemos. E nascimento é começo, outra possibilidade, continuidade ou descontinuidade na história-aventura humana. Estou evocando o olhar de esperança de Hannah Arendt, permitido pelo <em>milagre da natalidade, </em>designa ela. Porque humanes continuam nascendo, reinvenções poderão acontecer. E na palavra dela: &#8230;”parece que só hoje reconhecemos o extraordinário significado político inserido no poder-começar (&#8230;) Contra a possível determinação e previsibilidade do futuro está o fato de o mundo se renovar a cada dia por meio do nascimento e, pela espontaneidade dos recém-chegados, está sempre se comprometendo com um novo imprevisível” (Arendt, 2002).</p>



<p><strong><em>Mulheres: a vida importa, </em></strong><strong>todas<em> as vidas importam</em></strong></p>



<p>Nunca se viveu um dia das mães em um quadro de ameaças tão fortes à vida des humanes por um vírus predador, inimigo invisível, com negacionistas desdenhando, desafiando e, até, não admitindo a existência deste coronavírus. E a gestão da pandemia sob responsabilidade feminina se impôs pela competência, &nbsp;sensibilidade, biofilia com o critério inegociável de priorização da vida e a valorização de <em>todas</em> as vidas. As mulheres são gestadoras de novas vidas, portadoras daqueles que chegam. Entre mulheres-gestoras da pandemia, destaco o trabalho modelar de Jacinda Ardern, primeira-ministra da Nova Zelândia, também uma jovem mãe, que, rompendo paradigmas, chegou à Assembléia Geral das Nações Unidas, em 2018, com a filha &#8211; então com três meses. Com forte protagonismo, ela questionou falsas interdições de a maternidade ser impedimento para participação e atuação de mulheres-mães nas mais altas esferas da política. Ardern é uma liderança empática, estabelecendo uma rotina de transparência e proximidade com a população, incluindo <em>lives</em> no facebook. Ousadamente propôs eliminar, e não simplesmente achatar, a curva de transmissão, <em>lockdown,</em> testagem em massa, controle rigoroso, obtendo &nbsp;plena adesão da população de seu país.</p>



<p>Sob a coordenação da presidenta Tsai Ing-Wen, políticas de prevenção e contenção da pandemia foram implementadas com sucesso em Taiwan, imediatamente após os primeiros casos da COVID-19 serem notificados à OMS. Mesmo vizinho da China, o país passou quase ileso pela experiência. A presidenta pediu atenção com as fronteiras e todos os passageiros vindos de Wuhan passaram a ser investigados. Quem apresentou febre e outros sintomas foi mantido em quarentena. Na Islândia, também a primeira-ministra, Katrín Jakobsdóttir testou em massa a população e cuidou das fronteiras, evitando a importação do vírus. Na Finlândia, a primeira-ministra Sanna Marin, a governante mais jovem do mundo, com respostas muito positivas, divulga informações sobre a pandemia baseada em dados científicos, via rede social, com apoio de influenciadores digitais. Crianças norueguesas são tranquilizadas, conversando com a primeira-ministra de seu pais, Erna Solberg pela TV, explicando <em>porque não podem ir à festa</em>? E o clima é de muita confiança.&nbsp; &nbsp;</p>



<p>Na Dinamarca, a primeira-ministra Mette Frederikse controlou as fronteiras com a Alemanha e a Suécia e adotou medidas com resultados positivos. Na Bélgica, a primeira-ministra Sophie Wilmes adotou medidas preventivas e restritivas, inclusive levando testes para os lares de idosos. Na Alemanha, a primeira-ministra Angela Merkel desencorajou o negacionismo, começando logo a testagem em massa para ter um melhor diagnóstico da situação sanitária no país. Com isso, a taxa de mortalidade tem permanecido baixa.</p>



<p>Nesta última década surgiu uma onda de governos de extrema direita, negacionistas da história e da ciência, estabelecendo necropolíticas, evidenciando o valor de gestões femininas: maio de 2010, Viktor Orbán, na Hungria; dezembro de 2012, Shinzo Abe, no Japão; maio de 2014, Narendra Modi, na Índia; janeiro de 2017, Donald Trump, nos EUA; janeiro de 2019, Jair Bolsonaro. Paralelamente, ocorreu a ascensão de mulheres ao poder em diversos países. E são delas as melhores práticas no controle do coronavírus, em favor da saúde e da vida.</p>



<p><strong><em>Maternidade entre idealizações e instrumentalização</em></strong> </p>



<p>Onde estaria o início dessa data comemorativa, o <em>dia das mães</em>? Na afeição da jovem Anna Jarvis por sua mãe Ann Reeves Jarvis, que morreu em maio de 1905, dizem alguns registros. A mãe admirada ofereceu cuidados e auxílios durante a Guerra de Secessão (1861-1865, EUA) para soldados e familiares dos dois lados do conflito e, no pós-guerra, se dedicou à promoção &nbsp;da reconciliação e da paz. Anna não queria homenagear somente sua mãe. Assim, todas as mães em seu estado, Vírgínia Ocidental, cinco anos após, passaram a ser homenageadas: foi criado o <em>dia das mães.</em> Propagando-se por diversos estados, quatro anos depois, a data saltou para o calendário nacional. Chegou ao Brasil em 1918, via Associação Cristã de Moços de Porto Alegre e foi nacionalizada com Getúlio Vargas, em 1932.</p>



<p>Sobre o desejo inicial de reconhecimento do valor da presença de uma mãe que trabalhou pela paz, do valor das mães amplamente e da criação do <em>dia das mães</em> incidiram tanto a ação do comércio atento a oportunidades de incrementar vendas e lucros, quanto romantizações religiosas. Lembremos que isso tudo manteve a maternidade instrumentalizada &#8211; pelo capitalismo &#8211; e idealizada – por religiões &#8211; distante da realidade cotidiana de mulheres com a responsabilidade pela reprodução social. E muitos &nbsp;esquecem que ser mãe no mundo real continua difícil.</p>



<p><strong><em>Maternidade é escolha</em></strong></p>



<p>Maternidade rima bem com liberdade. Maternidade precisa ser escolha, pois gestar e cuidar da vida continuam sendo atribuições eminentemente femininas, de pessoas com útero, envolvendo o corpo e a vida das mulheres. Em nossa sociedade, entretanto, a maternidade ainda é mantida com caráter compulsório, desigualmente da paternidade, que preserva caráter optativo. Repetem-se, também aqui, as desigualdades de gênero. Um homem pode postergar indefinidamente o reconhecimento de uma criança como filha, apesar da existência de uma lei da paternidade, desde 1992. Um Judiciário sexista contribui para a eficácia de medidas protelatórias adotadas por aqueles que desejam permanecer longe de responsabilidades parentais. (Prorrogações foram aceitas até no âmbito do Supremo Tribunal Federal, onde, após idas e vindas, um processo de busca de reconhecimento da paternidade iniciado em 21.04.1956, no Rio Grande do Sul, somente foi julgado definitivamente com a Ministra Rosa Weber, em 31.05.2019, após inacreditáveis 63 anos de tramitação, sugerindo que a presença de mulheres no sistema de Justiça, em espaços de deliberação e decisão,&nbsp; pode fazer diferença). O pai,&nbsp;<em>indicado</em>&nbsp;<em>pela mãe</em>, é mantido no Judiciário brasileiro &#8211; de forma sexista &#8211; eternamente como&nbsp;<em>suposto</em>&nbsp;<em>pai</em>. Uma vez que as palavras não são neutras, significa que, de forma misógina, a instituição se mantém duvidando da palavra da mãe. A solução estaria na inversão do ônus da produção da prova da paternidade, oferecendo um prazo para <em>o pai&nbsp;indicado</em>&nbsp;<em>pela mãe &#8211;</em> bem mais que um&nbsp;<em>suposto</em>&nbsp;<em>pai</em>, como pretende nosso sistema de Justiça &#8211;&nbsp; &nbsp;simplesmente provar não ser o pai.</p>



<p>A taxa de brasileires não assumides pelos homens-pais, resultando em pessoas sem reconhecimento paterno, otimistamente, gira em torno de 10% da população. Hoje, nosso país tem uma população de 210 milhões, podendo significar 21 milhões de homens que escolheram não assumir a paternidade ou seja, o reconhecimento da filiação. Em outros termos, significa 21 milhões de pessoas <em>filhas da mãe, </em>o que em uma sociedade patriarcal representa forte demérito. Esse número é maior que toda a população do Chile (19,1 milhões) ou, ainda, maior que a população da Bolívia (11,4 milhões) e do Paraguai (7,1 milhões) juntas (18,5 millhões). Torna-se claro ser a paternidade livre neste país: o homem brasileiro é pai se e quando quiser.</p>



<p><strong><em>Maternidade e gravidez precoce</em></strong></p>



<p>No mundo real, a maternidade continua difícil.</p>



<p>Gravidez e maternidade infantil no Brasil e na América Latina e Caribe &#8211;&nbsp; especialmente em áreas rurais e entre população de baixa renda &#8211; restringem direitos e interrompem possibilidades presentes e futuras. Gravidez infantil resulta de estupros &#8211; incestuosos ou, raramente, por estranhos à família. Entre 10 e 14 anos é a faixa etária em que as meninas sofrem altas taxas de violências sexuais. Não há <em>normalidade</em> em meninas se tornarem mães. Há violência. Anualmente, temos dois milhões de partos de meninas menores de quinze anos no mundo(UNFPA, 2013); e nem todos os estupros, incestos e casamentos infantis resultam em gravidez. E nem todas as vítimas sobrevivem. &nbsp;O Comitê CEDAW e o Comitê dos Direitos da Criança expressaram que a gravidez precoce e os casamentos infantis são práticas nocivas, que comprometem gravemente os direitos humanos da menina e da adolescente (Recomendação Geral Conjunta 31).&nbsp; &nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong><em>Um Estado maternicida</em></strong></p>



<p>No mundo real, a maternidade continua difícil.</p>



<p>Maternicídios têm sido cometidos, desde 2010, chancelados pelo Estado brasileiro. Atentando contra direitos de crianças, adolescentes e mães, foi aprovada, naquele ano, a lei da alienação parental, dando a um judiciário misógino instrumento para promover separações – muitas vezes definitivas &#8211; de crianças e suas mães. A existência e a aplicação dessa lei, criminalizando mães que denunciam violências e abusos sexuais, precisam ganhar ampla visibilidade junto à sociedade. É incompatível a permanência dessa lei maternicida com as festividades em torno da mãe, no segundo domingo de maio. A revogação dessa lei se impõe à pauta social e política brasileira.&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong><em>Mãe: multiplicidades de experiência feminina</em></strong> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Fica o convite para celebrarmos todas as maternidades. Mães solo, mães trans, mães negras, mães indígenas, mães brancas, mães migrantes, mães refugiadas, mães lésbicas, mães bissexuais, mães heterossexuais, mães biológicas, mães adotivas. A todas, a sociedade e o Estado devem reconhecimento, valorização, acolhimento e apoio. Todas dão nascimento, amamentam, nutrem, cuidam no presente e gestam o futuro.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Ana Liési Thurler</strong> é doutora em Sociologia das Relações Sociais de Gênero pela Universidade de Brasília, autora de <em>Em nome da mãe: o não reconhecimento paterno no Brasil</em> e de<em> Pós-patriarcado. </em> Pesquisadora e consultora em Direitos Humanos das Mulheres. Ativista no feminismo anti-capitalista, antirracista, anti-lgbtifobia e na #partidA, por uma democracia feminista.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-align-center has-text-color has-background has-large-font-size" style="background-color:#2b2b2b;color:#ffffff">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/culafernandes/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/05/d425f-bale-2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9547" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-text-color has-background" style="background-color:#2b2b2b;color:#ffffff"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Versão Impressa &#8211; Edição Conceito</p>



<p>Exemplar impresso da edição conceito da Trama, contendo os 10 textos mais lidos até sua diagramação. Autores selecionados: Ricardo Cristófaro, Dane de Jade, Enrique Coimbra, Gyovana Machado, Frederico Lopes, Caroline Stabenow, Gabriel Garcia, Marcus Cardoso, Kariston França, Paola Frizeiro, Luisa Biondo.</p>



<p>35.00 R$</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



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		<title>O Meu Amigo Sebá</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 May 2020 21:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 044]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[jovem]]></category>
		<category><![CDATA[Karina Mendonça]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Karina Mendonça</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Passeando pela internet nos últimos dias, deparei-me com adolescentes perguntando uns aos outros com qual idade eles pretendiam casar e ter filhos. Aquilo me fez lembrar do meu amigo Sebá. </p>



<p>Nos conhecemos há exatos dez anos, quando eu era estagiária em uma editora, estava com 21 anos e estava prestes a acabar a faculdade. Ele, cerca de 13 anos mais velho, era uma pessoa maravilhosa, mas não tínhamos nada em comum exceto o fato de que ambos amávamos caranguejo, e assim que surgiu uma linda amizade.</p>



<p>Durante anos, todas as vezes que saímos juntos fomos comer caranguejo, tomar cerveja e conversar sobre a vida. Sempre tivemos hora para chegar, mas nunca para ir embora. Entretanto, por muito tempo, mesmo amando as conversas com Sebá, eu tinha vontade de lhe dar um belo tapa na cara todas as vezes que eu terminava de desabafar sobre a minha vida, porque, inevitavelmente, ele sempre, sempre me olhava, dava um gole na cerveja e dizia: “você ainda é muito jovem, Karina, ainda tem muita coisa para aprender.”.</p>



<p>Aquela frase me tirava do sério e nos levava a longos debates. Enquanto ele tentava argumentar com a sua longa jornada vivida, eu tentava mostrar que, apesar da pouca idade, já havia ganho grande experiência de vida. É fato que todas as vezes Sebá era quem ganhava as discussões, mas eu sempre saia com aquela sensação de “ele não sabe o que eu já passei”. Mas no final das contas, ele tinha toda razão. Eu só percebi isso anos mais tarde e não tive a oportunidade de falar isso pra ele.</p>



<p>A questão é que Sebá casou e, sabe como é, quem vai querer continuar saindo com a amiga pro bar para comer caranguejo e tomar cerveja? Eu entendo! Mas não vou mentir e dizer que não sinto falta. Sebá costumava me falar umas boas verdades, sabe? Daquelas que até ando precisando ouvir. Mas a questão não é essa! A questão é que hoje eu me tornei alguém igual ao Sebá, que olha para os adolescentes e jovens e sente uma vontade imensa de dizer a eles que tudo aquilo é uma grande bobagem.</p>



<p>A diferença é que eu, geralmente, não falo nada, porque eu lembro como é ouvir. Então, por favor, permita-me, em alguma linhas, dizer algumas verdades, queridos adolescentes (lembrando que a adolescência vai até os 24 anos, ok?) e jovens:</p>



<p>Você não vai morrer de amores. Dói, é verdade; mas não mata. Algumas amizades não vão durar para sempre, não importa o quanto você lute. Existem pessoas que não admitem estar erradas, pare de discutir com elas. Você não vai aprender coisas úteis no estágio (exceto em raríssimas exceções), conforme-se e corra atrás. Não existe o emprego dos sonhos (alguns colegas sempre farão o seu dia chato, acostume-se a conviver com eles).</p>



<p>Nem sempre você encontrará líderes pelo caminho, e alguns chefes farão dos seus dias um verdadeiro inferno; mostre a eles que você é melhor que eles. Alguns dos seus amigos vão casar e ter filhos antes de você; aprenda a comemorar com eles cada vitória. Não importa o quanto você planeje, casar, ter filhos, o curso dos sonhos, a vida nunca vai sair como você planeja. Então, meu querido jovem, não adianta sair por aí colocando que você deseja casar aos 23 e ter filhos aos 25, porque, no final das contas, você não tem o controle total da sua vida.</p>



<p>Veja bem, quem diria que hoje, em vez de estar procurando trabalho ou estudando para a faculdade, você estaria aí, em casa, de quarentena, não é mesmo? No final das contas, Sebá tinha razão. Aos 20 e poucos anos, a gente ainda sabe muito pouco da vida.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Karina Mendonça</strong> é uma jornalista frustrada, designer cansada e estudante de letras motivada. Desistiu de tentar mudar o mundo e resolveu focar em salvar a próxima geração.&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-align-center has-text-color has-background has-large-font-size" style="background-color:#2b2b2b;color:#ffffff">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/culafernandes/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/05/9fc7a-bale-1-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9555" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-text-color has-background" style="background-color:#2b2b2b;color:#ffffff"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/04/c41a4-publi-ediccca7acc83o-impressa-1-1024x446-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="Esta imagem possuí um atributo alt vazio; O nome do arquivo é PUBLI-EDIÇÃO-IMPRESSA-1-1024x446.png" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Versão Impressa &#8211; Edição Conceito</p>



<p>Exemplar impresso da edição conceito da Trama, contendo os 10 textos mais lidos até sua diagramação. Autores selecionados: Ricardo Cristófaro, Dane de Jade, Enrique Coimbra, Gyovana Machado, Frederico Lopes, Caroline Stabenow, Gabriel Garcia, Marcus Cardoso, Kariston França, Paola Frizeiro, Luisa Biondo.</p>



<p>35.00 R$</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/wp-content/plugins/jetpack/_inc/blocks/images/paypal-button-1e53882e702881f8dfd958c141e65383.png?w=950&#038;ssl=1" alt="Pagar com o PayPal" data-recalc-dims="1" /></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="Esta imagem possuí um atributo alt vazio; O nome do arquivo é PUBLI-BODOQUE3-1024x1024.png" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



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		<title>Deus é brasileiro, o papa é argentino, e uns messias&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 May 2020 21:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 044]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[Kariston França]]></category>
		<category><![CDATA[messias]]></category>
		<category><![CDATA[papa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Kariston França</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>“Se Deus existe, ele é brasileiro”. Todo mundo já ouviu essa frase em algum momento da vida; mas se Ele é brasileiro, porque temos um papa argentino?!</p>



<p>Eu não resisto a esse pensamento. Talvez pela paixão que tenho pelo futebol, eu não consiga desvincular essa situação como desastrosa. Óbvio que o Papa argentino é pop e tem se mostrado um referencial de como a espiritualidade é capaz, ainda, de ser relevante no mundo.</p>



<p>Penso imediatamente na relação com “American Gods” ou “Deuses Americanos”, que retrata o conflito entre os deuses antigos e os novos, fruto dos antigos que criaram os homens. <strong>Ou seja, do homem, que vem do divino, surge algo novo, algo divino.</strong></p>



<p>Fato é que o Papa Francisco entra em cena em um momento histórico onde a instituição se encontra desmoralizada, ruída, mergulhada em escândalos. Onde cada mergulho é um flash na cara de algum integrante da alta cúpula da igreja.</p>



<p>Mas isso não é uma exclusividade da Igreja Católica. As principais religiões do mundo vivenciam a morte de suas crenças e a redução de seu crescimento, o que consequentemente culmina em decadência de suas influências e de suas forças diante da sociedade. Por outro lado, esse fenômeno decadente das religiões, não anula o crescente fanatismo de seus atos; ou seja, quando o calo aperta, a relação passa a ser pela dor (na maioria das vezes).</p>



<p>A prova de que o fanatismo é uma reação à decadência é a existência de projetos messiânicos que tentaram, baseados no cristianismo, criar força para influenciar, dominar, e alimentar suas vaidades. Esse será nosso objeto de análise por hoje.</p>



<p class="has-text-align-right"><em>Antes de dar sequência, quero aqui fazer um adendo: sou cristão desde berço, questionei minha fé, me percebi cético, me reencontrei no amor às pessoas, e hoje sigo a fé cristã, mas entendo que a minha fé está longe da fé que se vive em alguns palanques e prédios.</em><br><em>Esse texto, então, é uma crítica não a crença pura de cada indivíduo, mas um exemplo de como a vaidade, a ganância e a soberba podem arruinar vidas, mesmo que estas estejam travestidas de religiosidade, de amor e de boas obras.</em></p>



<p>Sendo assim, voltemos ao raciocínio anterior: diversas foram as vezes em que líderes religiosos surgiram com soluções para as mazelas de sua época. Fossem elas a cura para a peste, o alívio pleno da fome e da pobreza ou o convite a um amor puro, verdadeiro e eterno, nesses contextos, os “<em>messias</em>” sempre surgiram.</p>



<p>Alguns, de fato, vieram e mudaram a maneira como o divino interage com mundo. Eles causaram mudanças apoteóticas. Seus escritos transformaram pessoas, influenciaram o pensamento crítico, a auto-estima e a valorização do homem como sagrado. No entanto, em maior força, vez ou outra encontramos na história “homens santos” que conduziram os seus semelhantes, (entenda como subalternos), ao ato mais banal possível: a perda da sua humanidade.</p>



<p>O que estamos dizendo aqui é que não é de hoje que os messias surgem como o que temos em nosso (DES)governo&#8230; São invejosos e acreditam que possuem a razão, a verdade, o conhecimento pleno. Eles possuem a <strong>solução final</strong>. </p>



<p>Com a desculpa de &#8220;ser um mensageiro&#8221;, Jim Jones promoveu a criação de uma “cidade santa” onde todos seriam iguais, onde não haveria fome nem doenças; no entanto, o que seus seguidores tiveram foi a privação do resto de suas vidas em um “suicídio” ou assassinato em massa de quase mil pessoas em Jonestown, além de diversas outras mortes envolvidas na trajetória do líder.</p>



<p>Marshall Applewhite também conduziu diversas pessoas na crença de que seus corpos eram meros receptáculos. Numa mistura de crenças, prometeu libertar as pessoas das desigualdades terrenas as quais suas almas estavam fadadas a experimentar pois era dito que o corpo humano era um “receptáculo ou veículo” por onde as almas evoluídas pudessem entrar e sair, levando seus seguidores a compreender que era necessário evoluir o espiritual e abrir mão de todos os vínculos terrenos. Tal compreensão conduziu seus liderados a um suicídio coletivo no anseio de que uma nave espacial os levaria da terra para o novo lugar.</p>



<p>Mais outro “<em>messias</em>” <strong>se faz presente, afetando não só a vida de seus seguidores, mas tentando conduzir um ataque contra um estado democrático</strong> (<em>algo familiar?!</em>). Seu nome, Shoko Asahara. Asahara assume a posição de líder da seita Verdade Suprema e conquista o reconhecimento do governo japonês como grupo religioso. A partir desse ponto, a seita ganhou força, dinheiro e influência na televisão japonesa.</p>



<p>Andando em carros luxuosos, começou a divulgar suas teorias apocalípticas misturadas ao budismo e outras concepções religiosas através de desenhos animados na televisão e mangás, sempre enfatizando a proximidade da terceira guerra mundial e a busca por uma verdade final para a sobrevivência no fim do mundo. Acontece que o medo da guerra nuclear foi diminuindo com a dissolução da união soviética, o que fez com que a percepção deste inimigo comum deixasse de existir. Em sua decadência, a seita parte para a força e realiza dois ataques com Gás Sarin (o mesmo criado pelos nazistas) contra a população japonesa, sendo o primeiro ataque em 1994 e o segundo nos metrôs de Tóquio em 1995.</p>



<p>Todos os referenciais citados alegavam uma vocação messiânica (heróica).</p>



<p>Entramos então em outro aspecto, a questão do mito, e como isso tem se tornado uma cultura maior através dos séculos e em especial, em nosso milênio, o terreno parece incrivelmente fértil para o nascimento de novos “mitos ou messias”.</p>



<p>De acordo com Marilena Chaui,</p>



<p class="has-text-align-right"><em>Para que o mito sobreviva, é necessário o sacrifício, que ordena nossa visão de mundo. Em várias sociedades, o sacrifício de vidas humanas mantinha as relações com a divindade, com o objetivo de aplacar a ira do supremo. Os hebreus, de acordo com o Velho Testamento, ofereciam em sacrifício o melhor de suas criações, geralmente uma ovelha ou cordeiro, porque eram as vítimas perfeitas – as que não reagiam ao sacrifício, daí a expressão “bode expiatório” (aquele que paga pela culpa do outro). A repetição do sacrifício dá origem ao ritual, que é o mito tornado ação. Com a repetição do ritual, nasce a religião.</em></p>



<p>Sendo assim, temos a ascensão ao bolsonarismo como um movimento messiânico no <em>brazil</em>. O Clássico presidente de uma nação do terceiro mundo que sempre lambe botas do presidente estadunidense nos filmes de ação dos anos 80-90 ao estilo <em>Braddock, Rambo, Soldado Universal </em>entre outros.</p>



<p>Enquanto candidato à presidência, um tal mito passou por um período de risco de vida em um dia de campanha eleitoral, foi atacado e, mesmo estando sob cuidados médicos que o impediam de ir a debates, tem sua dignidade contestada por todos &#8211; o que só aumenta a carga <em>messiânica</em> que parece ser destinada a ele por “deus”. Sua base eleitoral cresce, e passa a receber apoio dos “profetas” midiáticos ao buscar refúgio, orientação e consolo,&nbsp; o legitimando como servo de algo maior, da moral e dos bons costumes. Um simples homem se torna um mártir ambulante. Mas não se esqueçam dos casos anteriormente mencionados: um verdadeiro messias suporta seus fardos, não revida e continua dando a sua vida pela sua crença, sem colocar a vida de outros na “linha de fogo”.</p>



<p>A exemplo disso temos Gandhi, que desafiou uma das maiores forças imperialistas da história, colocando a <strong>si mesmo</strong> na linha de frente, e não expondo os seus <strong>semelhantes.</strong> Gandhi assumiu em sua atitude a compreensão de que cada ser humano era seu semelhante e desenvolveu sua <strong>satyagraha</strong> (Força da Verdade) como combustível para sua rebeldia civil sem violência. Num contexto da África do Sul, lutou para que os casamentos de outras religiões além do cristianismo fosse aceito pela sociedade, criou vínculo com Leon Tolstói, Protr Kropotkin, Charles Freer, além de beber dos ideais de Henry Thoreau. Criou forças enquanto apanhava, era preso e humilhado, sem jamais revidar.</p>



<p>Gandhi mudou a história da África do Sul, mas também transformou sua terra natal, a Índia. Assumiu a culpa por erros dos seus pares, chamou a responsabilidade e dedicou a vida pela liberdade de todos em sua nação.</p>



<p>Outros nomes, como Antônio Conselheiro, Padre Cícero e Martin Luther King, também foram messias/mitos que transformaram suas nações, se esforçaram pelo bem comum. Essas são histórias que abordarei em uma série chamada &#8220;Mitos de Verdade&#8221;.</p>



<p>Quero encerrar esse texto compartilhando a respeito de um <em>MITO-MESSIAS</em>, um ser que vive em outra realidade, uma criança em seu &#8220;<em>fantástico mundo</em>&#8220;. Não, ele não luta por seus semelhantes, luta apenas por aqueles que se submetem a sua visão de mundo, sua crença. Opta por expor todos os seus &#8220;devidos semelhantes&#8221; a um vírus que tem paralisado até às nações mais poderosas, desfigurado uma sociedade, construindo uma rede de mentiras e colocando como vítima.</p>



<p>Um mito aceita seu destino de martírio, entrega sua vida e não aceita receber nada em troca; sofre humilhações e apenas entrega a outra face; vê o sofrimento ao seu lado e se compadece; chora; se desespera em aliviar o sofrimento e trazer justiça aos outros antes de buscar qualquer benefício. Esse mito, ele ainda não se encontra em nossa realidade, não aparece nos dias de hoje. </p>



<p><strong>Desconfie de um messias que não se importa com os que ficam pelo caminho, com aqueles que perdem a vida. Desconfie de alguém que prefira alimentar os seus pupilos ao invés de alimentar a multidão.</strong> </p>



<p><strong>Um verdadeiro <em>MITO-MESSIAS </em>nunca se reconhece como um escolhido</strong>; alguém assim só tem potencial para trazer desilusão, caos e destruição de tudo que é divino, de tudo que faz Deus ser brasileiro, o papa ser argentino. Um messias não busca a destruição. Nem te convence que é bom mandar matar e ainda celebrar a morte do assaltante como um ato bondoso.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:32% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/04/b5310-bio-ka.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8637" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong>Kariston França</strong> </strong></strong>é apaixonado por pizza, e nas horas vagas atua como entusiasta da teologia pública.</p>
</div></div>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/culafernandes/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/05/d5900-bale-3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9543" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Vida Loka Também Ama &#8211; Exposição Virtual</title>
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		<pubDate>Sun, 10 May 2020 21:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 044]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Chavedar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Pedro Chavedar</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Oficialmente, são cerca de 25 mil pessoas em situação de rua apenas em São Paulo capital. Os números são frágeis: há quem diga que possa chegar a 100 mil. Soa absurdo se olharmos os dados, mas fica ainda mais repugnante de vermos os rostos dessas pessoas e conhecermos as suas histórias.</p>



<p>&#8220;Vida Loka também ama&#8221; é um registro histórico, antropológico, social e, principalmente, humano das pessoas em situação de rua de Mogi das Cruzes, cidade a cerca de uma hora de São Paulo.&nbsp;</p>



<p>Os objetivos são simples: visibilidade e choque. Os retratos querem mostrar que todo mundo tem rosto, marcas, histórias, sentimentos e pensamentos; a proximidade é para tudo ficar muito claro para quem vê. Paralelo a isso, os retratos também são para chocar, para quem vê se engasgar com a realidade que teimamos em fingir cegueira; é para mostrar o quão errado estamos enquanto sociedade, pois é inadmissível que uma pessoa durma no chão da rua.&nbsp;</p>



<p>&#8220;Vida Loka também ama&#8221; registra de maneira nua e crua essas pessoas invisíveis quando estão jogadas no chão, mas muito visíveis quando entram em um espaço que não é dela, como um shopping.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/05/c48ee-mg_0354.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9450" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/05/60a79-mg_0640-copy.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9466" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/05/05ddf-mg_0903.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9467" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/05/8191d-mg_1817.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9468" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/05/8dcd3-mg_2833.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9451" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/05/5a5d3-mg_3213.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9452" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-gallery columns-3 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/05/f54cc-mg_3395-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" data-id="9462" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=9462#main" class="wp-image-9462" data-recalc-dims="1" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/05/4ceb1-mg_5502-copy.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" data-id="9463" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=9463#main" class="wp-image-9463" data-recalc-dims="1" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/05/c0627-mg_8122.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" data-id="9464" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=9464#main" class="wp-image-9464" data-recalc-dims="1" /></figure></li></ul></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/05/6f24b-mg_3444-copiar.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9453" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/05/a0792-mg_8673.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9469" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/05/efd05-mg_9454-copy.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9470" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/05/5c052-mg_9624.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9471" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/05/ebaf0-img_2411.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9472" data-recalc-dims="1" /></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Pedro Chavedar</strong> é fotojornalista desde 2013. Apaixonado por punk, funk e brega, sempre busca os assuntos marginalizados e que estão a margem da sociedade. Já teve imagens publicadas em grandes veículos nacionais e internacionais, mas gosta mesmo é de uma boa feijoada aos sábados e um disco na vitrola.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-align-center has-text-color has-background has-large-font-size" style="background-color:#2b2b2b;color:#ffffff">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/culafernandes/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/05/ac9af-bale-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9539" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-text-color has-background" style="background-color:#2b2b2b;color:#ffffff"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/04/c41a4-publi-ediccca7acc83o-impressa-1-1024x446-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="Esta imagem possuí um atributo alt vazio; O nome do arquivo é PUBLI-EDIÇÃO-IMPRESSA-1-1024x446.png" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Versão Impressa &#8211; Edição Conceito</p>



<p>Exemplar impresso da edição conceito da Trama, contendo os 10 textos mais lidos até sua diagramação. Autores selecionados: Ricardo Cristófaro, Dane de Jade, Enrique Coimbra, Gyovana Machado, Frederico Lopes, Caroline Stabenow, Gabriel Garcia, Marcus Cardoso, Kariston França, Paola Frizeiro, Luisa Biondo.</p>



<p>35.00 R$</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/wp-content/plugins/jetpack/_inc/blocks/images/paypal-button-1e53882e702881f8dfd958c141e65383.png?w=950&#038;ssl=1" alt="Pagar com o PayPal" data-recalc-dims="1" /></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="Esta imagem possuí um atributo alt vazio; O nome do arquivo é PUBLI-BODOQUE3-1024x1024.png" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-text-color has-background" style="background-color:#2b2b2b;color:#ffffff">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>
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		<title>Campanha com artistas brasileiros homenageia trabalhadores da cadeia de alimentos</title>
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		<pubDate>Sun, 10 May 2020 21:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 044]]></category>
		<category><![CDATA[artistas]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[isolamento social]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: ONU Brasil</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Uma campanha no Brasil está prestando homenagem a agricultores, agricultoras e trabalhadores da cadeia de alimentos que, com seus esforços, garantem produção, transporte, comercialização e abastecimento de alimentos nos países das Américas em meio à pandemia de COVID-19.</p>



<p>A campanha é promovida pelo Instituto&nbsp;<a href="https://iica.int/en/press/news/brazilian-rock-icon-tony-bellotto-joins-iicas-tribute-food-chain-workers">Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA)</a>, com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil e da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS).</p>



<p>Artistas brasileiros como&nbsp;<a href="https://iica.int/en/press/news/brazilian-star-gilberto-gil-joins-iicas-tribute-food-chain-workers-love-song-americas">Gilberto Gil</a>&nbsp;e&nbsp;<a href="https://iica.int/en/press/news/brazilian-popular-artiste-carlinhos-brown-joins-iicas-tribute-workers-agrifood-chain">Carlinhos Brown</a>&nbsp;gravaram vídeos que serão compartilhados nas redes sociais do IICA. Outros nomes incluem Mart’nália, Maria Luiza Jobim, Paulo Miklos e Tony Belloto.</p>



<p>Por ocasião da campanha, Gil contribuiu ao gravar seu sucesso “Soy Loco por Ti América”, que compôs junto com José Carlos Capinan.</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://www.youtube.com/watch?v=tTSFtkj3u3cu0026feature=emb_logo
</div></figure>



<p>O objetivo é chamar a atenção para as atividades agropecuárias e para os trabalhadores da terra, aumentar a consideração política e social com o setor, além de potencializar a divulgação dos resultados da cooperação técnica de excelência.</p>



<p>A convocatória do IICA já reuniu o trabalho de artistas de diversos países das Américas, que se somaram à homenagem da música popular àqueles que dia a dia trabalham para que os alimentos cheguem às mesas.</p>



<p>“No contexto da atual pandemia, grandes artistas se unem ao IICA e o IICA se une a grandes artistas em uma homenagem muito merecida e necessária às pessoas que seguem trabalhando para que os alimentos cheguem às nossas mesas. É a união por um aplauso, por um agradecimento, através de canções que, em um momento de temor e de dor, servem também para reconfortar nossa alma”, disse o diretor-geral do IICA, Manuel Otero.</p>



<p>O IICA irá divulgar as contribuições dos artistas que participam da campanha em todas as suas&nbsp;<a href="https://twitter.com/IICAnews">redes digitais</a>&nbsp;e nas de seus parceiros que se somem à iniciativa, com as seguintes hashtags: #GRACIAS #HEROESYHEROINAS #PORLOSALIMENTOSENNUESTRAMESA #OBRIGADO #OBRIGADA #HERÓISEHEROÍNAS #PORALIMENTOSEMNOSSAMESA.</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://www.youtube.com/watch?v=B1jYkMuwr68u0026feature=emb_logo
</div></figure>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://www.youtube.com/watch?v=y4DG0csE4hAu0026feature=emb_logo
</div></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Sobre a UNESCO</h3>



<p>A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) foi criada em 1945, logo após a Segunda Guerra Mundial, com o objetivo de garantir a paz por meio da cooperação intelectual entre as nações, acompanhando o desenvolvimento mundial e auxiliando os Estados-membros – hoje são 193 países – na busca de soluções para os problemas que desaﬁam nossas sociedades.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Sobre o IICA</h3>



<p>É o organismo internacional especializado em agricultura do Sistema Interamericano. Sua missão é estimular, promover e apoiar os esforços de seus 34 Estados-membros para alcançar o desenvolvimento agrícola e o bem-estar rural, por meio da cooperação técnica internacional de excelência.</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://www.youtube.com/watch?v=y3L-hvZpsKcu0026feature=emb_logo
</div></figure>



<p><strong><em>Matéria originalmente publicada em <a href="https://nacoesunidas.org/covid-19-campanha-com-artistas-brasileiros-homenageia-trabalhadores-da-cadeia-de-alimentos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Nações Unidas Brasil</a></em> <em>em 07/05/2020 &#8211; Atualizado em 07/05/2020.</em></strong></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:31% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/982c5-onubio.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8891" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-normal-font-size"><strong><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas) </strong></strong>é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas para seguir nessa quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/culafernandes/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/05/e12eb-bale-7.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9524" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<p></p>
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		<title>24. O Reverso do Vírus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 May 2020 21:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 044]]></category>
		<category><![CDATA[Em Tempos de Estricnina]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Darlan Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Rotina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Darlan Lula</p>
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<p class="has-drop-cap">Leu outro dia em uma matéria num <em>site</em> desses que gargalhar produz mais rugas que chorar. Ficou pensando: mesmo feliz, você se ferra de qualquer jeito. A vida é isso. Um poço de contradições. Ela nos ensina que não podemos medí-la com régua e compasso. Não é uma ciência exata, não nos proporciona a sensação racional de quem tem o controle sobre si mesmo e sobre tudo que o cerca. E assim ele vem refletindo sobre si mesmo, como uma grande gargalhada rugosa na cara. Já estava há oito semanas isolado do mundo, ele e sua esposa, ouvindo os noticiários aterradores sobre a tal COVID-19, sem poder ver amigos, parentes, colegas de trabalho, em regime de <em>home office</em>, assim como sua mulher. Dessa forma, viviam um pelo outro, um para o outro, intercalados com seus pequenos afazeres diários e suas rotinas cotidianas: lavar vasilhas e roupas, arrumar a casa, fazer comida, beber, comer, trabalhar, estudar, ler e dormir. Comer aqui, na linguagem mais chula e usual, em seu amplo sentido. Se é que me entendem! Ao mesmo tempo em que dia a dia se entendiam mais e mais, o coitado do homem vivia um grande e complexo dilema: como sobreviver nessa distância social tendo uma amante? Pois é&#8230; o pobre rapaz possuía uma amante. E o pior de tudo, era que ele começava a se apaixonar por ela quando a quarentena foi implantada em sua cidade. Como ela era linda! Como era gostosa! Boa de cama! Um vulcão que eclodia em suas entranhas. E ele gostava disso, desse <em>frisson</em>, desse tumulto interior. Seus amigos, seus irmãos, seus pais, suas tias e seus tios eram encantados por sua esposa. Também linda! Também gostosa! Também boa de cama (se fosse, claro, estimulada a isso, uma vez que sua tradição religiosa a fez recatada o suficiente para achar um papai-mamãe o bastante para os prazeres carnais)! A quarentena então chegou e, com ela, o confinamento. E as mensagens de texto via redes sociais não pararam na primeira semana entre homem e amante. Ao mesmo tempo, ele e esposa interagiam, se conheciam, viviam realmente o dia a dia em sua mais intensa filigrana, com todas as nuances e detalhes que é viver consigo mesmo. Quase que um intensivo de si para si, só que na presença de outra pessoa. Casaram-se havia um pouco mais de um ano. E aquela era uma oportunidade única de se entrelaçarem de fato, sem perderem o foco um do outro e de si mesmos. Assim, ele começou a perceber os detalhes que a cobriam, no rosto que se iluminava num sorriso, em seus cabelos sedosos e cheirosos, em sua pele rija e macia, na sua inteligência genuína e ingênua, daquela de crianças-prodígio que não sabem o que fazem e transformam em espontaneidade a atmosfera que as envolve. E com a amante era o frenesi de um falo, a languidez de uma glande, os sensuais lábios que guardam o fruto proibido, sendo preenchido por tórridas conversas e trocas de imagens. Ah&#8230; que sensação agradável. Ter duas. As duas em uma, num consórcio perfeito com sua consciência. Mas as semanas se preencheram, os dias se tornavam noites e as noites viraram berços de Eros. E a esposa virou-se do avesso, se tornou arremedo de messalina, dançando nas regiões erógenas do cérebro do marido, trancafiando-o em suas tenras e grossas coxas de cor terracota. Dessa forma, a amante perdeu espaço em seus laços afetivos, porque foram todos preenchidos pela sua deusa de ébano, que era assim que ele a chamava depois da quinta semana reclusos em seus círculos viciosos de convivência. E, neste momento, neste exato momento em que pensa sobre rugas e risos, também pensa no vírus e, inadvertidamente, assim como gargalhar produz rugas (algo culturalmente negativo), a COVID-19 salvou seu casamento, num processo invertido que transforma algo ruim em um fato positivo. Pega seu celular, dispensa a amante e a bloqueia de todas as redes sociais que os ligam. Porque já não é mais necessária essa corrida em busca de mais, sua esposa já é tudo que ele precisa que seja. Levanta da cama, vai até a cozinha, de onde exala um cheiro delicioso de café, abraça a sua mulher com as mãos enfiadas em suas nádegas e lhe dá um beijo. E pensa: é ali que ele deve estar, senão para sempre, pelo menos enquanto durar a vida.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:35% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/03/03666-darlan-bio.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8077" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-normal-font-size"><strong><strong>Darlan Lula </strong></strong>é doutor em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense. Escritor, autor de cinco livros, entre prosa e poesia.&nbsp;<a href="http://www.darlanlula.com.br/">www.darlanlula.com.br</a></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/culafernandes/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/05/d9204-bale-6.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9529" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em><em><em>Apoie os artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></em></em></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>
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		<title>As Mulheres de Viola</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 May 2020 21:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 044]]></category>
		<category><![CDATA[Ezidras Farinazzo]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Viola Davis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Ezidras Farinazzo</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h3 class="wp-block-heading">A realidade dos personagens de Viola Davis</h3>



<p class="has-drop-cap">Uma mulher negra, com tudo para não ser levada a sério por uma sociedade em peso racista, machista e sexista. A realidade de Viola Davis se moldou em cima da formosura de uma grande mulher, revolucionária, mãe e atriz &#8211; adjetivos esses que várias mulheres anônimas trilharam, trilham e trilharão de modos únicos. Suas personagens são construídas de um suor de anos de trabalho duro, afirmando suas qualidades &#8211; que foram subjugadas por sua cor de pele, seus traços, seu cabelo, seu gênero. Mesmo hoje, aos cinquenta e quatro anos, seu brilho vem em abundância. Um prêmio atrás do outro, um reconhecimento de anos. No entanto, o que temos de Viola em suas personagens e o que temos de personagens na Viola?</p>



<p>A construção das narrativas vem se alterando ao longo das décadas, sim, isso é um fato. Porém, as mulheres negras só agora estão deixando os papeis mais simplórios do cinema para ocupar cargos de destaque ocupados por suma maioria branca. Nossas atrizes negras estão sendo evidenciadas cada vez mais. Mas como isso interfere na nossa forma de consumir uma história? Basicamente, ganhamos com isso. Uma sociedade mais tolerante e resistente aos extremismos que ouvimos e vemos até mesmo nos tempos de hoje, pois o acesso ao conhecimento e cultura se expandiram como nunca nos últimos 30 anos e a previsão é de que esse crescente se mantenha. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Mulheres superpoderosas</h3>



<p>As personagens de Viola Davis sofreram com o tempo e o valor do reconhecimento mercadológico. Este, por sua vez, adveio do esforço de outras mulheres que também foram revolucionárias como&nbsp;<strong>Zoë Saldaña, Octavia Spencer,</strong>&nbsp;<strong>Whoopi Goldberg&nbsp;</strong> &#8211; que fizeram um grande barulho com qualidade e, mesmo quando sem intenção, com rebeldia.</p>



<p>Além dessas, muitas outras:  &nbsp;<strong>Hattie McDaniel</strong>, <strong>Josephine Baker</strong>, <strong>Ruth de Souza</strong>&nbsp;e tantas mais. Atrizes, cantoras, mães, trabalhadoras e donas de casa, da parte mais rica até a parte mais pobre deste mundo, fazem parte deste movimento há décadas. Mas o que essas mulheres têm em comum umas com as outras? Não só a beleza &#8211; que aqui se aplicam, sim, os padrões da moda -, mas também histórias, sonhos e um mundo para conquistar todos os dias.</p>



<p>As mulheres negras sempre tiveram problemas maiores que os detalhes sobre roupas e maquiagem de muitas de suas contemporâneas brancas em diversos momentos históricos. Existe muita luta, mas daquelas que levam à vitória.&nbsp;<strong>Muito ainda há de ser feito</strong>, mas mesmo assim, temos a oportunidade viver em um tempo no qual essas conquistas são visíveis. E não só podemos ver, como também podemos apoiar;  não precisamos ser negros para saber que a luta carece de parceiros dos mais diferentes tons para pararmos esse racismo que afeta a todos em nossa sociedade.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Viola e Suas várias facetas</strong></h3>



<p>Viola deixa em seus personagens uma marca única, traçada por uma linha tênue entre sua vida pessoal, não pública, e sua forma de enxergar o mundo como atriz, tantas vezes publicizada por ela. Sendo assim, mesmo como a ideia pré-disposta pelos roteiristas e diretores, ela se arrisca para extrair o melhor de seus papeis e, com honestidade e com sabedoria, replicar suas experiências pessoais na trama, se expressar como mulher negra em seus papeis e legitimar seu lugar pelo ponto de vista da qualidade do seu trabalho, se encarregando de trazer nele alto nível de engajamento social. Em uma conversa com Tom Hanks para&nbsp;a revista <a rel="noreferrer noopener" href="https://variety.com/" target="_blank">Variety</a>,&nbsp;Viola diz:</p>



<p class="has-text-align-right"><em>“… Há um medo, penso eu, de lutar pela&nbsp;sua&nbsp;vida. É assim&nbsp;que&nbsp;eu&nbsp;chamo, sabe?! Quando um pai morre, eu não sei, divórcio. Sempre que você esteve nesses&nbsp;momentos&nbsp;na vida,&nbsp;quando&nbsp;sente que a próxima parada é a morte. Esse é o lugar&nbsp;assustador&nbsp;para estar. A única vez que você pode ir até lá é se alguém te chuta trás e eles estão realmente te chutando para dentro daquele lugar.”</em>&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Tom Hanks &amp; Viola Davis - Actors on Actors - Full Conversation" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/lk-H3VZQpsY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>Viola Davis, de forma empírica, constrói seus personagens em cima de caracteres existentes nas mulheres lutadoras, dentro dela mesma, lutando pela própria sobrevivência. Viola consegue explorar as virtudes e fraquezas da psique humana vista e vivida por um ponto de vista único, por ela e sua família, e também adereçar a problemas culturais e sociais de tamanhos catastróficos.</p>



<p>Essas vivências, que não são totalmente consumidas em vida real, são respeitadas em sua encenação realística da subjetividade dos personagens. Dessa forma, Viola traz uma vivência duplamente real e transformadora para si e para todos que veem seu trabalho nas telas das várias mídias em que ela se encontra.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Presente, passado e futuro</h3>



<p>Em 1940, a saga das mulheres negras por espaço no audiovisual começa a aparecer nas mídias. Neste ano, foi concedido o primeiro Oscar da história a uma atriz negra &#8211; Hattie McDaniel, atriz coadjuvante em <em>&#8216;&#8230;E o vento levou&#8217;</em>. Hoje, oitenta anos depois, algumas lutas mudaram, mas a maioria delas &#8211; como essa &#8211; ainda continuam.  A própria Viola Davis conta que passou fome, sofreu com o racismo e que sua qualidade artística foi posta a prova mais vezes do que se pode contar. <br><br>Ainda assim, apesar de terem o mundo contra si, elas chegaram lá. A palavra que mais descreve essas mulheres que aqui me refiro; a todas que lutaram, lutam e ainda lutarão, essa palavra é &#8216;resiliência&#8217;, a persistência de acreditar naquilo que se acredita mesmo quando tudo parece perdido. Uma força que vai além da realidade.</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Viola Davis Talks Hunger Is Initiative at Power of Women" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/AMtKz54UcxQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>Viola Davis também fez história por ser a primeira mulher negra a ganhar um Oscar (atriz coadjuvante, por <em>&#8216;Um Limite entre Nós&#8217;</em>), um Emmy (melhor atriz em série dramática, por <em>&#8216;How To Get Away With Murder&#8217;</em>)  e dois Tony. Isso é resultado direto da forma única como a atriz leva seus personagens, desde de seus papeis como empregada até uma advogada bem-sucedida; isto é, servindo atuação de alto nível técnico, e com a sensibilidade que só uma mulher com vivência poderia trazer.</p>



<p>Viola conta que o erro sempre rodeou sua cabeça, mas o medo de errar era menor do que o medo de dar certo. E não só vencer a si mesma, se proporcionar uma grande vitória; vencer uma opressão social sistêmica. Saber que suas vitórias, enquanto dependendo de si própria, de sua garra, poderiam mudar todo o contexto de uma vida ou talvez de várias.&nbsp;</p>



<p>As mulheres de Viola, suas personagens, suas facetas; elas são um&nbsp;<em>mix</em>&nbsp;de inspirações e experiências da vida real da sua atriz, que transcende os textos e se perpetua nas mais variadas telas e nas mais formosas formas de ser Viola.</p>



<p>Uma mulher. Negra. Que se deu o direito de sair do anonimato, quando o que a sociedade faz é tentar silenciá-la, para falar de seus sonhos, medos e fraquezas. Que entendeu que o mundo era o seu lugar e não deixou que as dificuldades do início de sua vida nem as negações que enfrentou a desanimassem de buscar a vida que quis como atriz, mãe e todas as coisas que ela quiser ser neste mundo. Talvez um dia, quando Viola se despedir deste mundo, ela consiga também o mais lindo dos feitos humanos: sua transcendência.&nbsp;&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Ezidras Farinazzo</strong> é professor, mestrando em Artes, Cultura e Linguagem na UFJF e  Co-Founder do estúdio de animação El Torito Studios. </p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-align-center has-text-color has-background has-large-font-size" style="background-color:#2b2b2b;color:#ffffff">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/culafernandes/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/05/870ac-bale-5.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9534" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-text-color has-background" style="background-color:#2b2b2b;color:#ffffff"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/04/c41a4-publi-ediccca7acc83o-impressa-1-1024x446-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="Esta imagem possuí um atributo alt vazio; O nome do arquivo é PUBLI-EDIÇÃO-IMPRESSA-1-1024x446.png" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Versão Impressa &#8211; Edição Conceito</p>



<p>Exemplar impresso da edição conceito da Trama, contendo os 10 textos mais lidos até sua diagramação. Autores selecionados: Ricardo Cristófaro, Dane de Jade, Enrique Coimbra, Gyovana Machado, Frederico Lopes, Caroline Stabenow, Gabriel Garcia, Marcus Cardoso, Kariston França, Paola Frizeiro, Luisa Biondo.</p>



<p>35.00 R$</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/wp-content/plugins/jetpack/_inc/blocks/images/paypal-button-1e53882e702881f8dfd958c141e65383.png?w=950&#038;ssl=1" alt="Pagar com o PayPal" data-recalc-dims="1" /></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="Esta imagem possuí um atributo alt vazio; O nome do arquivo é PUBLI-BODOQUE3-1024x1024.png" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-text-color has-background" style="background-color:#2b2b2b;color:#ffffff">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>
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		<title>Arquipélago da dor &#8211; ILHA #004</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 May 2020 21:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 044]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[Wendley Silvestre]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Wendley SILVESTRE</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-small-font-size">*** <strong>Alerta de gatilho:</strong> o poema possui conteúdo sensível para portadores de transtornos de ansiedade e pânico.</p>



<pre class="wp-block-verse">                   quando vi ameaçada
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; a minha jangada
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; sob a procela que
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; sobre mim se precipitava
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; pensei em quem (eu) amava
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; e me lancei à batalha
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; e despedacei a mortalha
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; da noite que sobre mim desabava.
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; desta forma cheguei
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; à quarta ilha da dor
&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (agora ciente da dor existente)</pre>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong>Wendley S</strong>ilvestre</strong> é poeta há pouco mais de uma década. Natural de Manaus, filho de mãe preta e pai branco, solteiro desde o nascimento e pai de zero filhos. Acompanhe o trabalho do Wendley no <a href="https://www.instagram.com/wendley_sil_vestre/">Instagram</a>!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/culafernandes/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/05/86ade-bale-10.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9512" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em><em>Apoie os artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></em></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>
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]]></content:encoded>
					
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		<title>A Bela Adormeceu</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/05/10/a-bela-adormeceu-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 May 2020 21:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 044]]></category>
		<category><![CDATA[Poésis]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Garcia]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Gabriel Garcia</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Era uma vez...
Uma mulher empoderada
Dona de si mesma
Trabalhava em seus projetos
Esbanjava sonhos e vivacidade
Saía frequentemente com as amigas
Gostava do próprio corpo
Até que em uma festa de aniversário
Conheceu o esquerdo macho de sua vida
Deleitava-se com o seu discurso desconstruído
Mergulhada num banho tépido de conceitos
Ah, o amor romântico!
Unicórnios saltitantes
Encantamento fatal
O primeiro programa dos pombinhos
Assistiram um clássico desenho animado
Enredo originalíssimo
Frágil donzela semidefunta
Salva pelo beijo do príncipe necrófilo
Lágrimas copiosas inundaram suas faces
Sua rotina mudara por completo
Hábitos e comportamentos e gostos
Girando ao redor do faloego
Tudo para agradar o reizinho
Relevava a leviandade&nbsp;de seu menino
Confiava na capacidade de endireitá-lo
Perdoava-lhe a rudeza constante
Homens demoram para amadurecer
Chateava-se com a inveja das colegas
Comentários infundados de sua parceria
Acostumara-se com as algemas
Sequestrada de si
Aquele beijo a adormecera
Adormeceu para quem é
Adormeceu para quem ele é
Adormeceu para a realidade
Adormeceu profundamente
E se esforça para ficar adormecida
E foi infeliz para sempre
Fim</pre>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:32% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/03/3605e-gabriel-bio.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8111" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong>Gabriel Garcia </strong></strong>é poeta. Atua como professor de Física nas horas vagas.</p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/culafernandes/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/05/a66ed-bale-8.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9520" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-text-color has-background" style="background-color:#2b2b2b;color:#ffffff">Clique na imagem para acessar a loja!</p>
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]]></content:encoded>
					
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		<title>Saudade</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/05/10/saudade-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 May 2020 21:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 044]]></category>
		<category><![CDATA[entre nossas linhas]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Entre Nossas Linhas</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/05/10/saudade-2/">Saudade</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse"> Essa (s)audade...
&nbsp;
&nbsp;
De tantas cois(a)s e de tantas pessoas,
alg(u)mas que nem (d)everiam deixar
&nbsp;
&nbsp;
&nbsp;
saudad(e)s...
&nbsp;
&nbsp;
&nbsp;
Me com(some).</pre>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong>Entre Nossas Linhas</strong>&nbsp;</strong>é uma projeto criado por duas amigas que encontraram na arte de escrever um refúgio. Siga no<a href="http://instagram.com/entrenossaslinhas"> Instagram</a>.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-align-center has-text-color has-background has-large-font-size" style="background-color:#2b2b2b;color:#ffffff">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/culafernandes/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/05/ae611-bale-9.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9516" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-text-color has-background" style="background-color:#2b2b2b;color:#ffffff"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/04/c41a4-publi-ediccca7acc83o-impressa-1-1024x446-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="Esta imagem possuí um atributo alt vazio; O nome do arquivo é PUBLI-EDIÇÃO-IMPRESSA-1-1024x446.png" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Versão Impressa &#8211; Edição Conceito</p>



<p>Exemplar impresso da edição conceito da Trama, contendo os 10 textos mais lidos até sua diagramação. Autores selecionados: Ricardo Cristófaro, Dane de Jade, Enrique Coimbra, Gyovana Machado, Frederico Lopes, Caroline Stabenow, Gabriel Garcia, Marcus Cardoso, Kariston França, Paola Frizeiro, Luisa Biondo.</p>



<p>35.00 R$</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/wp-content/plugins/jetpack/_inc/blocks/images/paypal-button-1e53882e702881f8dfd958c141e65383.png?w=950&#038;ssl=1" alt="Pagar com o PayPal" data-recalc-dims="1" /></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="Esta imagem possuí um atributo alt vazio; O nome do arquivo é PUBLI-BODOQUE3-1024x1024.png" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-text-color has-background" style="background-color:#2b2b2b;color:#ffffff">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/05/10/saudade-2/">Saudade</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
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