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	<title>Arquivos Arte-Educação - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>[ARREDORES] ARTE-EDUCANDO, COM GABRIELA ALVES</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Jan 2021 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arredores]]></category>
		<category><![CDATA[Arte-Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Carol Cadinelli]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriela Alves]]></category>
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		<category><![CDATA[MAOB]]></category>
		<category><![CDATA[Museu de Artes e Ofícios Bodoque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Trama Bodoque</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2021/01/10/arredores-gabriela-alves/">[ARREDORES] ARTE-EDUCANDO, COM GABRIELA ALVES</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Através da interação com as artes, pode-se aprender muito; e não estamos falando, aqui, apenas do processo de se fazer arte, lidar com os materiais, aprender técnicas. Estamos falando daquilo que é ativado em cada sujeito ao ver uma obra, ao experimentar o resultado do processo criativo de outras pessoas, ao serem capazes de estabelecer relações entre si mesmas e um objeto artístico.</p>



<p>Nesse processo de relação, uma presença que afeta em muito a experiência é a do &#8220;guia de museu&#8221; &#8211; ou arte-educador. E quando pensamos nas experiências de museu online, as quais se popularizaram amplamente durante a quarentena e frente à necessidade do isolamento social, esse profissional pode ser ainda mais vital para tornar a interação com as exposições algo enriquecedor. </p>



<p>Pensando nisso, essa semana, a Trama conversou com Gabriela Alves, bacharela em Artes e Design (UFJF) e arte-educadora do Museu de Artes e Ofícios Bodoque. Rola pra baixo pra conferir a entrevista!</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="950" height="950" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/15f14-whatsapp-image-2021-01-07-at-21.35.04.jpeg?resize=950%2C950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13093" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/15f14-whatsapp-image-2021-01-07-at-21.35.04.jpeg?w=1499&amp;ssl=1 1499w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/15f14-whatsapp-image-2021-01-07-at-21.35.04.jpeg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/15f14-whatsapp-image-2021-01-07-at-21.35.04.jpeg?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/15f14-whatsapp-image-2021-01-07-at-21.35.04.jpeg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/15f14-whatsapp-image-2021-01-07-at-21.35.04.jpeg?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Gabriela Alves,<strong>&nbsp;</strong>arte-educadora do Museu de Artes e Ofícios Bodoque.<br>Foto: Arquivo Pessoal</figcaption></figure></div>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Trama: O que faz uma arte-educadora?</strong></p>



<p><strong>Gabriela:</strong> Eu acredito que a arte-educação, ela seja essencialmente um trabalho de sensibilização, de toque, através do diálogo, da observação, da proposição, da criação de novas possibilidades de a gente olhar para o mundo e de se relacionar com ele. Então, o arte-educador, ele cria espaços de debate e de troca; ele estende e expande as percepções a partir do que esses indivíduos já trazem consigo. Porque é um trabalho de sensibilização mútua: eu, enquanto arte-educadora, tenho que estar muito sensível também para perceber o público com o qual eu estou me relacionando &#8211; para que, a partir disso, eu possa explorar as potências sensíveis que aquele indivíduo apresenta para como, com toda a história, toda a experiência que ele já carrega, que foram vividas antes daquele meu momento com ele. É saber perceber e se aproveitar desse momento de &#8220;fragilidade&#8221; da pessoa quando ela se coloca frente a uma obra de arte, quando ela se disponibiliza para vivenciar uma mediação cultural.</p>



<p>Para mim, o trabalho do arte-educador, de forma geral, é se utilizar de todas as ferramentas possíveis para proporcionar um toque, compreendendo que toda e qualquer pessoa é capaz de vivenciar uma experiência transformadora através da arte. Toda e qualquer pessoa é capaz de acessar as suas memórias, os seus sentidos, os seus sentimentos, a partir de um contato e de um diálogo com qualquer tipo de expressão artística. </p>



<p><strong>T: Quando você ingressou no BI de Artes, era isso o que você tinha em mente de fazer? Como foi o seu processo até descobrir a profissão?</strong></p>



<p><strong>G:</strong> Eu entrei no BI pensando em fazer design; então eu acho que o BI foi muito generoso comigo no sentido de me possibilitar experimentar muitas coisas até eu compreender qual era o meu caminho dentro das artes. </p>



<p>Eu também sempre tive muito interesse em ilustração; então, eu cheguei a pensar, às vezes, que eu poderia ir para as artes visuais. E em um desses momentos, em que eu estava me encaminhando para fazer o segundo ciclo (do BI) em Artes Visuais, que eu tentei uma bolsa no setor educativo do MAMM (Museu de Arte Murilo Mendes), mas mais com o objetivo de estar perto das obras, de vivenciar os processos artísticos, de conviver com os artistas mais de perto e de alargar o meu repertório. E quando eu entrei para a bolsa, eu me vi totalmente tocada pelo trabalho da arte-educação; quando eu comecei a vivenciar as mediações, a lidar com o público e a perceber esses múltiplos olhares diante de uma mesma obra ou exposição, essas múltiplas reações, isso me tocou muito, e eu vi que aquilo fazia sentido para mim &#8211; estar ali atuando, mediando, e estudando, pesquisando sobre.   </p>



<p><strong>T: Você comentou que começou como arte-educadora no MAMM, e agora você tá no MAOB, fazendo o seu trabalho de forma online. Quais são as diferenças que você sente mais?</strong></p>



<p><strong>G:</strong>  Eu acho que tudo tem sido um grande período de experimentação e adaptação dessas novas formas que a gente tem encontrado de ter contato com a arte e a cultura de maneira remota, de manter o contato com o público &#8211; e que tem vantagens e desvantagens. </p>



<p>Para mim, o principal benefício de desenvolver esse trabalho online é a facilidade de acesso, no sentido de difusão. Sendo a internet uma rede de compartilhamento, qualquer pessoa pode visitar [a exposição], pode participar das atividades e das propostas realizadas pelo museu, mesmo sem estar em Juiz de Fora. Isso, com certeza, seria mais difícil, se as visitas fossem presenciais. </p>



<p>Ao mesmo tempo, ainda que essas conexões existam, elas permanecem sendo virtuais. Nesse sentido, elas não suprem a necessidade que a gente tem de se relacionar  &#8211; seja uns com os outros, seja com os espaços expositivos, ou com os próprios objetos de memória, de arte, de cultura. Existem coisas que só no presencial, mesmo, a gente pode fazer acontecer. Porque a gente também se comunica e se faz entender para além da fala &#8211; através do olhar, dos silêncios, dos gestos; e tudo isso são coisas que são mais delicadas, mais difíceis de serem captadas e lidas no virtual.</p>



<p>Além disso, quando eu digo que a arte-educação é um exercício de toque, não é só no sentido emocional; é no sentido físico, também. O toque físico também é muito importante dentro de um processo educativo, e é uma coisa que é impossível de ser atingida na estrutura virtual.</p>



<p><strong>T: </strong> <strong>Já é a segunda vez que você vai fazer a mediação da Futuras Vanguardas, que é a exposição atualmente em cartaz no MAOB. Você pode contar um pouquinho sobre essa experiência específica?</strong></p>



<p><strong>G:</strong> Inicialmente, a gente do corpo técnico do Museu conversou para discutir sobre qual seria a melhor maneira de fazer essa mediação online, considerando que é uma coisa muito nova para todos nós, além dos problemas de conexão, interferências nas falas, entre outras dificuldades das reuniões online &#8211; que a gente mesmo, da equipe do Museu, já vinha vivenciando dentro das nossas próprias reuniões. Pensamos também sobre a plataforma, em qual seria a melhor opção para que nós conseguíssemos mostrar as imagens com qualidade, fazer uma apresentação&#8230; e aí foi muito difícil, porque a gente foi testando algumas plataformas &#8211; e umas atendiam em umas coisas, mas ficavam devendo em outras. Então, a gente foi tentando solucionar esses contratempos, mas sabendo que, como a primeira mediação online tanto da minha vida quanto do museu, era um espaço para a gente experimentar e vivenciar o modelo, e refletir depois sobre as possibilidades desse tipo de visitação, buscando sempre melhorar a forma como a gente acessa o público e cria diálogo com ele.</p>



<p>Uma das coisas que eu senti foi que, justamente, numa tentativa de a gente sustentar uma continuidade na visitação e não ficar confuso durante as apresentações, a gente decidiu usar o chat como forma de conversa e troca durante a mediação; mas isso não funcionou muito bem. Eu não conseguia acompanhar o chat enquanto eu estava com a apresentação aberta &#8211; até porque, as falas apareciam muito rápido para mim, e eu não conseguia ler enquanto estava apresentando. Nessa segunda mediação, então, a gente decidiu tentar fazer com os microfones abertos, para que quem se sentir confortável possa intervir, buscando mesmo que haja mais fluidez nessa troca.</p>



<p>De modo geral, [a primeira mediação da Futuras Vanguardas] foi uma experiência muito nova pra mim, e foi bacana, porque tinha gente de outras cidades participando &#8211; e isso é muito bom, conseguir abrir o espaço de visitação para quem está longe e que, caso fosse presencial, não seria possível. Nesse ponto, pensando na difusão mesmo, foi muito positivo.</p>



<p><strong>T: Você comentou sobre essa questão da difusão, que um público de outras localidades foi capaz de acessar a exposição. Como tem sido a recepção desse público à exposição, ao formato e à mediação?</strong></p>



<p><strong>G:</strong> Toda a percepção que eu tive, até agora, em relação ao contato do público com a exposição &#8211; que é a nossa primeira exposição, está tudo muito inicial &#8211; foi através da única mediação realizada, em dezembro. E isso, deixa, ainda, uma vontade de explorar mais, de ter mais encontros, para justamente ter mais retorno; é um objetivo nosso, proporcionar mais mediações &#8211; até pra que a gente possa produzir outros eventos, outros materiais, que venham a surgir dessas respostas do público, pensando na demanda mesmo que essa audiência tem.</p>



<p>Falando em relação a essa única mediação que aconteceu, foi muito interessante. No final, a gente pôde abrir os microfones e as pessoas puderam perguntar sobre o museu, e tirar dúvidas, e nós pudemos falar também sobre a missão do Museu, sobre a proposta&#8230; então, eu acho que foi importante para que esse público que estava ali começasse a estabelecer essa aproximação com a instituição e a entender o nosso papel, o que a gente está fazendo.     </p>



<p><strong>T: &nbsp;Em relação à importância do arte-educador no contexto do museu: muitas vezes as pessoas não percebem arte enquanto ferramenta de educação, e pensam museus históricos (por exemplo) enquanto desprovidos de arte, servindo apenas para a obtenção de informação.</strong> <strong>Tendo isso em mente, como você percebe o trabalho do arte-educador enquanto agente de reconhecimento desses espaços?</strong></p>



<p><strong>G:</strong> Eu gosto muito de um artista uruguaio que se chama Luis Camnitzer, que fala que o museu é uma escola e que a arte é educação; uma coisa não está separada da outra. A arte, ela é uma manifestação e uma expressão humana, e por isso, ela é o reflexo de um contexto. Ela reflete sintomas de uma sociedade, de um tempo, de um espaço.</p>



<p>Tem também um livro que eu estou lendo, que a última frase que eu marquei nele, do Foucault, foi: &#8220;a arte tem a capacidade de tornar visível as estruturas inconscientes de uma sociedade&#8221;. Isso significa que a gente pode pensar qualquer coisa na sociedade a partir da arte; qualquer coisa pode ser apreendida por meio de uma ótica sensível e artística &#8211; até porque, [a arte] é um meio de comunicação que ultrapassa as barreiras do idioma. Ela propõe reflexões, questionamentos, ruptura de olhares&#8230; e tudo isso é extremamente formativo; especialmente porque a arte educa pela sensibilização, então ela consegue chegar em camadas muito profundas do indivíduo &#8211; muito mais do que uma simples memorização de conteúdo. E a arte, juntamente com a educação, ela pode e deve ser compreendida enquanto um estado, uma maneira de vivenciar as coisas, e não apenas enquanto o objeto artístico em si.</p>



<p>Para além disso tudo, o ensino de arte também serve como instrumento de preservação cultural; então, a arte também contribui na compreensão do indivíduo sobre a sua própria história e a sua identidade. O trabalho de arte-educação é muito potente justamente por promover essa ponte de conhecimento entre os bens culturais, os objetos artísticos, e o público.</p>



<p><strong>T: Pensando nas experiências que você já passou como arte educadora, qual é um momento que te marcou?</strong></p>



<p><strong>G:</strong> Uma visita que eu amava fazer era quando iam grupos do CAPS (Centro de Atenção Psicossocial). Eu recebi grupos do CAPS nos três museus em que trabalhei antes do MAOB, e é aquilo que eu comentei que acontece só no presencial: alguns deles são muito de tocar, de encostar; e o afeto, de afetar, de ser afetado, também se dá pelo afeto afetivo &#8211; de você tocar, abraçar, ficar junto da pessoa. Então, alguns grupos do CAPS, eles eram mais do toque, de tocar na gente; e, às vezes, isso faz toda a diferença durante uma mediação.</p>



<p>Eu me lembro que teve um senhor, que ele ficava me dando a mão toda hora, e a gente batia as mãos. Eu fiz essa visita com ele lá no Memorial [da República]. Passou-se um tempo, eu fiquei no Memorial mais ou menos por dois anos, depois fui trabalhar no Museu Ferroviário, e já tinha mais de um ano que eu não via esse senhor; eu mesma não me lembrava das feições dele, e me lembrei quando ele falou comigo. Ele fez uma visita comigo lá no Museu Ferroviário, e assim que ele chegou, me perguntou: &#8220;Uai, o que você está fazendo aqui? Você não era do outro museu?&#8221;; ele se lembrou dessa interação que a gente teve, de bater as mãos, do toque, e isso marcou ele. Esse acontecimento me emocionou muito, e serve para a gente ver como essa questão atravessa as pessoas. Ele não se lembrou de mim pelo que eu mostrei ali; a gente estabeleceu uma relação mais pelo toque. Isso foi muito bonito.</p>



<p><strong>T:  O MAOB, em breve, vai ter um espaço físico, no qual você vai retomar as mediações presenciais. Quais são as suas perspectivas para isso?</strong></p>



<p><strong>G:</strong> Elas são as melhores possíveis &#8211; inclusive porque, em relação à Futuras Vanguardas, é uma coisa que muda completamente a maneira como você entende todo o contexto e as próprias fotografias do João Lopes. Ver [as fotos] através de um visor estereoscópico é outra experiência, e traz uma percepção muito diferente sobre elas. Infelizmente, na mediação online, a gente não tem como enviar um visor estereoscópico para as pessoas, né?</p>



<p>Desde o primeiro momento em que eu tive o contato com o visor estereoscópico &#8211; que foi recentemente,  pouco antes da primeira mediação -, eu fiquei muito empolgada de isso estar disponível para as pessoas conhecerem, e terem acesso às fotografias dessa maneira; porque o pensamento do João Lopes, quando ele estava fotografando, só ganha sentido quando você vê naquele visor e entende o efeito da tridimensionalidade. Isso é diferente quando você tem a experiência através do objeto. Então, eu acho que os objetos carregam um potencial muito forte de você se relacionar diretamente com eles, e eles podem disparar um monte de coisas [em você], que é [resultado] de você estar atento e sensível para perceber todas as coisas que aquele objeto pode ativar em diferentes pessoas. E não só o objeto, mas o próprio espaço de exposição. Quando a pessoa se permite estar ali para fazer uma visita, ela se coloca disposta, aberta a novas experiências e a viver o que está ali. É um momento de fragilidade, de abertura, que pode ser muito explorado.</p>



<p>Inclusive, a gente vai lançar uma ação esse mês que é baseada nos objetos que pertenciam ao João Lopes. Ele era um artista muito inventivo, e existem alguns objetos que ele criou; ele adaptava e criava, e eu acho que essa premissa de ter o contato com o objeto e poder, de repente, pensar essa ação de maneira presencial, isso pode gerar outros resultados, provocar outras reações. </p>



<p>Eu acho que o acervo do MAOB, ele é muito potente também porque ele dialoga diretamente com as pessoas. Por falar sobre o universo do trabalho, o acervo vai conter esses objetos de trabalho, que geram uma identificação de forma muito fácil com o público. Todo mundo tem acesso a objetos como esse; grande parte da população trabalha, e utiliza ferramentas, enfim. Então, eu acho que, além de tudo isso, o acervo dialoga muito horizontalmente com o público.</p>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>A segunda mediação da exposição Futuras Vanguardas, do Museu de Artes e Ofícios da Bodoque, acontece no dia 12/01, às 16h. As inscrições devem ser feitas através do e-mail: educativomaob@artebodoque.com</p>



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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-right has-normal-font-size"><strong>Sobre a Entrevistadora:</strong></p>



<p><strong>Carol Cadinelli</strong> é jornalista, apaixonada por palavras. Escreve, edita, revisa, traduz e, vez ou outra, fotografa. Atualmente, é editora na Trama, Social Media na Peregrina Digital e escritora nas horas vagas.</p>



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<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/affnana/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/43ef4-fotos-carol-copy.jpg8_-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11314" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>
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