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	<title>Arquivos Cindy Sherman - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Sócios.Sínteses &#8211; Arte e novas tecnologias para um devir social</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Feb 2021 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 079]]></category>
		<category><![CDATA[Arte e Novas Tecnologias]]></category>
		<category><![CDATA[Cindy Sherman]]></category>
		<category><![CDATA[Giselle Beiguelman]]></category>
		<category><![CDATA[Heather Dewey-Hagborg]]></category>
		<category><![CDATA[Neri Oxman]]></category>
		<category><![CDATA[Orfia Lab]]></category>
		<category><![CDATA[Špela PetriČ]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Orfia Lab</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2021/02/21/socios-sinteses-arte-e-novas-tecnologias-para-um-devir-social/">Sócios.Sínteses – Arte e novas tecnologias para um devir social</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Devir, processo de mudanças pelas quais todo ser passa, a presença no devir não conduz a um ato de transformar-se no outro, mas sim a um movimento de tornar-se outrem, um convite de um transformar<br>social, sempre na sua diferença. Sintetizando esse conceito em suas próprias poéticas, junto à inovação tecnológica de seus meios, a curadoria pretende trazer artistas que produzem num devir social, indo desde questões de saúde pública, como a Snapchat dysmorphia e a pandemia do coronavírus, até nossas relações psicossociais, como as trocas de afeto e nossas ligações com o tempo, resultando em projetos que propõem fazeres artísticos como uma forma de intervenção e crítica cotidiana da realidade.</p>



<p class="has-text-align-right"><em>Curadoria assinada por J. Cendretti [gestão] e L. Pujals [curadoria]</em></p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h4 class="wp-block-heading">Cindy Sherman</h4>



<p>Perfil do Instagram<br>2017 &#8211; atualmente</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/77967-imagem_1_cindy_sherman.jpg?resize=725%2C905&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-14200" width="725" height="905" data-recalc-dims="1" /></figure></div>



<p class="has-text-align-right"><em>Qual o limite da intervenção da auto-imagem nas redes sociais?</em></p>



<p>A já conhecida retratista Cindy Sherman usa seu instagram para aprofundar essa discussão, já sendo sua poética centralizada no corpo e na distorção dele, a artista através do Instagram utiliza de forma extrema a deformação e manipulação digital para atingir imagens quase ridículas e completamente irreais, sobrepondo filtros e &#8220;correções&#8221; estéticas atacando principalmente a cultura da selfie e dos extremos aos quais as pessoas se propõem para atingir as fotos e imagens do que acreditam ser perfeitas. Sobre essa busca insaciável pela perfeição nas redes sociais, médicos relatam um fenômeno bastante preocupante: o chamado Snapchat dysmorphia. Esse nome refere-se a um tipo de dismorfia corporal desencadeada pelo estresse associado aos filtros das redes sociais, sendo que o transtorno dismórfico corporal é uma doença mental que leva os sujeitos a terem pensamentos frequentes sobre sua aparência, principalmente de forma negativa. As pessoas, especialmente mulheres, estão se apoiando na ideia de que o filtro é uma versão aprimorada de si mesmo.</p>



<p>Muitas pessoas passaram a realizar cirurgias plásticas solicitando procedimentos para parecerem melhores nas mídias sociais e mais grave ainda, desejando que suas características físicas se aproximassem dos filtros utilizados, lembrando que esses são absolutamente criações artificiais que não se baseiam na realidade corpórea dos sujeitos. A indústria das dietas, a dos cosméticos e, claro, a das cirurgias plásticas movimentam bilhões anualmente trabalhando em cima da capitalização das inseguranças.</p>



<p>Instagram da Artista: <a href="http://www.instagram.com/cindysherman/">@cindysherman</a></p>



<p>Leia mais sobre Snapchat Dysmorphia <a href="https://www.everydayhealth.com/wellness/united-states-of-stress/wh at-snapchat-dysmorphia-detailed-look-trend/">aqui</a>.</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h4 class="wp-block-heading">Neri Oxman</h4>



<p>Projeto Lazarus<br>2016</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/c03d2-imagem_2_neri_oxman.jpg?resize=860%2C537&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-14199" width="860" height="537" data-recalc-dims="1" /></figure></div>



<p class="has-text-align-right"><em>A cada respiração, inalamos a história dos nossos antepassados.</em></p>



<p>A cada inalação de ar fresco que respiramos, há moléculas exaladas por Jesus, Cleópatra, ou Júlio César em seu último suspiro. De uma forma muito física, vivemos entre os espíritos, e eles vivem entre nós. Um litro de ar representa 0.000000000000000000001% (1e-23) de todo o ar na Terra, uma única respiração contém cerca de 25 sextilhões (2.5e22) de moléculas de ar, espalhando-se ao redor do globo durante anos. Tradicionalmente feita de um único material, como cera ou gesso, as máscaras mortuárias se originaram como um meio de capturar o rosto de uma pessoa, mantendo o falecido vivo através da memória.</p>



<p>Lazarus é uma máscara projetada para conter o último suspiro do usuário. Este foi o precursor &#8211; um kernel &#8211; para uma coleção maior de máscaras, intitulado Vespers, especulando e oferecendo uma nova<br>interpretação das antigas tradições de máscaras mortuárias. Servindo como uma lembrança de urna de ar, que é uma nova forma de retrato impresso em 3D, combinando as características faciais do usuário enquanto serve como um gabinete espacial para o seu último suspiro.</p>



<p>A superfície da máscara é modelada a partir da face da pessoa falecida, sua composição material é informada pelo fluxo físico de ar e sua distribuição através da superfície. Ao contrário de seu análogo tradicional feito à mão, o design da Lazarus é inteiramente impulsionado por dados, gerado digitalmente e fabricado de forma adicional. Ele aborda a resolução do fenômeno físico que é projetado para capturar, criando assim um artefato único que é perfeitamente personalizado para caber em seu usuário e seu último<br>suspiro.</p>



<p>Conheça mais sobre o projeto <a href="https://oxman.com/projects/lazarus">aqui</a>.</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h4 class="wp-block-heading">Heather Dewey-Hagborg</h4>



<p>Projeto Lovesick<br>2019</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/2a26a-imagem_3_heather_dewey.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-14197" width="-13" height="-7" data-recalc-dims="1" /></figure></div>



<p class="has-text-align-right"><em>E se o amor se espalhasse como um vírus?</em></p>



<p>[Oxitocina: Hormônio produzido pela hipófise, sendo responsável pelas contrações uterinas no momento do parto e pela produção e secreção de leite; de fórmula C43 H66 N12 O12 S2, pode também ser obtido sinteticamente. Comumente conhecido como &#8220;hormônio do amor&#8221; por possuir propriedades ligadas à sensação de prazer e ao vínculo afetivo.]</p>



<p>Dewey-Hagborg projeta um devir que deseja “espalhar” amor e afeto contra o ódio do presente. Sua instalação consiste em pequenos vidros com um líquido rosa dentro que contém um vírus customizado e elaborado artificialmente, para que a produção de oxitocina seja aumentada quando ingerido; o vidro deve ser quebrado e consumido, simbolizando a irreversibilidade do ato; a imagem acima representa células HEK293 modificadas pelo vírus. A autora imagina futuros biotecnológicos possíveis em que possamos modificar, aprimorar, amar e cantar juntos: “CYIQNCPLG.&#8221;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/f2dcd-imagem_4_heather_dewey.jpg?resize=857%2C642&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-14195" width="857" height="642" data-recalc-dims="1" /></figure></div>



<p>Conheça mais sobre o projeto <a href="https://deweyhagborg.com/projects/lovesick-the-transfection">aqui</a>.</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h4 class="wp-block-heading">Špela Petrič</h4>



<p>Phytoteratology<br>2016</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/57c60-imagem_5_spela_petric.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-14194" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-align-right"><em>Eu pro-crio entidades planta-humanas, que eu carinhosamente apelido de monstros</em></p>



<p>Špela Petrič é firmada no ato de criar: em sua obra Phytoteratology, parentesco de sangue e de afeto conversam com a flora de modo a nos observar no lugar delas. “Eu pro-crio entidades planta-humanas, que eu carinhosamente apelido de monstros, através da fecundação in vitro e da alteração hormonal. O<br>projeto incorpora meu desejo de conceber e de ser mãe de uma trans-planta.” Apropriando de praxes biotecnológicas, ela utiliza de seus hormônios extraídos da urina para gerar embriões que são, então, colocados ao cuidado dela, ou na sua guarda, por assim dizer.</p>



<p>A artista expressa que a laboração é tanto sobre olhar para a planta para reconhecer o passado em comum e também sobre sua “humanidade politizada e culturalmente grávida”. Nos convidando a<br>refletir sobre a simbiose do processo, ao gestar o híbrido não-humano e não-planta, mas ainda sim intimamente relacionados.</p>



<p>Conheça mais sobre o projeto <a href="https://www.spelapetric.org/#/phytoteratology/">aqui</a>.</p>



<div style="height:51px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<h4 class="wp-block-heading">Giselle Beiguelman</h4>



<p>Coronário<br>2020</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/05cda-imagem_6_giselle_beiguelman.jpg?resize=722%2C722&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-14192" width="722" height="722" data-recalc-dims="1" /></figure></div>



<p class="has-text-align-right"><em>um exercício crítico de “vigilância ao vivo”.</em></p>



<p>Coronário é uma obra online acerca da experiência cultural resultante da pandemia do novo coronavírus, atentando para seu impacto na linguagem e para a naturalização da vigilância no cotidiano. O ponto de partida da obra é um conjunto de 25 palavras popularizadas no contexto da Covid-19, como álcool gel, home office, testar positivo e pandemia, para as quais a obra oferece<br>um pequeno glossário.</p>



<p>Um mapa de calor verifica dinamicamente a atenção do público às palavras listadas como componentes do léxico do coronavírus, funcionando num esquema em que as mais acessadas mudam de cor,<br>numa escala que varia do azul (mais frias) ao vermelho (mais quentes e, portanto, mais acessadas). Esses mapas de calor tornaram-se imagens recorrentes no contexto da Covid-19 e podem ser interpretados como uma das imagens-chave do contexto pandêmico. Carregados de sentido, no âmbito das estéticas da vigilância, os mapas de calor não apenas monitoram a fisiologia do corpo no espaço, mas são usados também como uma ferramenta de rastreamento do comportamento do público diante de um site.<br>Coronário apropria-se do vocabulário visual do coronavírus para fazer um exercício crítico de “vigilância ao vivo”. Com isso, dá ao público a oportunidade de ver um procedimento corriqueiro de monitoramento de seus modos de acessar a Internet, geralmente invisível e ignorado. Ao mesmo tempo, o projeto discute o capital simbólico da atenção e o seu papel estruturante na economia do olhar que rege o mundo digital.]</p>



<p>Visite o <a href="https://coronario.ims.com.br">site da obra</a>.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/c08d3-orfia.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-14191 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p>Originário do Instituto de Artes e Design da UFJF, &nbsp;o <strong>Orfia&nbsp;&#8211; laboratório de transmutação visual]</strong> é um local imaginário para produzir,&nbsp;debater e&nbsp;pesquisar mídias e transmídias,&nbsp;se estruturando em um Laboratório aberto a todes que queiram potencializar sua produção artística e teórica.</p>
</div></div>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
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<p></p>
</div></div>
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