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	<title>Arquivos Clarice Lima - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Feminismo &#038; Islam: uma relação contemporânea</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Aug 2020 21:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 057]]></category>
		<category><![CDATA[Clarice Lima]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Clarice Lima</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/09/black-mapache-2/">Feminismo & Islam: uma relação contemporânea</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Antes de qualquer discussão acerca da relação entre o Islam e o feminismo, é importante ressaltar que a religião islâmica carrega em sua essência um caráter de equidade e Justiça Social. Mas o que isso significa realmente? </p>



<p>O Islam representa mais do que uma simples crença na vida do muçulmano; é uma religião que transcende a subjetividade da fé e institui orientações de como se portar e agir dentro de uma sociedade. Significa, também, que o Islam propõe a busca de uma sociedade equitativa, no sentido de que não se aceita qualquer relação de opressão (seja machismo, racismo e etc.) e concebe que a Justiça Social deve prevalecer em qualquer sociedade, garantindo, assim, direitos fundamentais a todo e qualquer ser humano.</p>



<p>Essa equidade mencionada também é vista dentro das relações de gênero; ou seja, no Islam, homens e mulheres são vistos como seres igualitários, sem quaisquer noções de superioridade, e também são dotados de direitos equitativos. Há 1.400 anos, quando o Alcorão foi revelado, Deus teria se ocupado de garantir que mulheres fossem vistas e respeitadas da mesma maneira que os homens. É nessa época que mulheres muçulmanas recebem o direito a voto, o direito à propriedade e à herança, o direito ao trabalho, o direito ao estudo, o direito ao dote, dentre uma série de vários direitos a fim de estabelecer uma sociedade islâmica pautada na equidade. Nesse sentido, <strong>o Feminismo se torna dispensável para o Islam, uma vez que as muçulmanas tiveram sua autonomia, direitos e liberdades garantidas por Deus.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/09777-altmfeminism_islam_by_youngfemradio-d4z6qds.jpeg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11377" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Mas isso quer dizer que o Feminismo e/ou Feminismo Islâmico não é válido? Ou que mulheres muçulmanas não precisam se articularem e nem reivindicarem seus direitos?</p>



<p> A resposta não é nada simples e nem objetiva, pois outras questões precisam ser levadas em conta. Primeiramente, é necessário entender que, de 1.400 anos pra cá, muitas sociedades e comunidades islâmicas foram suprimindo as garantias divinas outrora estabelecidas, principalmente após a extinção dos Califados e a abertura para o Ocidente. O professor e escritor Sherif Abdel Azim sintetiza essa problemática da seguinte maneira:</p>



<p class="has-text-align-right has-normal-font-size"><em>Devemos esclarecer primeiro, que as enormes diferenças entre as sociedades muçulmanas acabam por gerar generalizações muito simplistas. Há um vasto espectro de posturas em relação à mulher no mundo muçulmano atual. Essas posturas diferem de uma sociedade para a outra e dentro de cada sociedade individual. Contudo, podemos discernir certos traços gerais. Quase todas as sociedades muçulmanas, em maior ou menor grau, se desviaram dos ideais do Islam, com respeito à condição das mulheres. Estes desvios, na maior parte, direcionam-se para uma ou duas direções. A primeira é mais conservadora, restritiva e orientada pelas tradições, enquanto que a segunda é mais liberal, orientada pelos costumes ocidentais </em><br><em>(AZIM, 2013, p. 74).</em></p>



<p>Outro ponto a ser entendido é que, diante desse contexto em que o Feminismo Islâmico surge e ganha vida, seu objetivo é muito bem definido: Exigir, através de uma interpretação religiosa, que os direitos revelados no Alcorão sejam respeitados e restabelecidos dentro da comunidade. Nesse sentido, o feminismo islâmico não emerge com o intuito de sobrepor o Islam, muito menos para deslegitimar o Alcorão; ele se propõe a questionar sociedades/comunidades muçulmanas que negligenciam a religião e seus ensinamentos tais quais são descritos no Livro Sagrado. Em resumo, o <strong>Feminismo Islâmico reivindica a reinstituição dos direitos estabelecidos por Deus, que foram suprimidos pelos homens ao longo do tempo</strong>.</p>



<p>Essa corrente feminista, devido a interpretações equivocadas, é alvo de muitas críticas dentro das comunidades muçulmanas, que não entendem o seu verdadeiro propósito.&nbsp; Essas críticas e sentimento de aversão acaba por dificultar o avanço dessa ideia e impossibilita a adesão de muitas muçulmanas que foram/são vítimas desse descaso, mas essa dificuldade não impede as muitas conquistas das mulheres muçulmanas sejam em países de maioria muçulmana ou em comunidades situadas no Ocidente. <strong>Nos últimos anos, o mundo presenciou grandes fatos históricos que tiveram notoriedade como a reconquista, pelas mulheres sauditas, de direitos anteriormente perdidos como direito ao voto em 2015.</strong></p>



<p>Logo, é importante se fazer a seguinte reflexão: <strong>quem estaria errado, os homens que negligenciam a religião retirando os direitos concedidos por Deus ou as mulheres que reivindicam a aplicação da vontade divina?</strong></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Clarice Lima </strong>é professora e pesquisadora. Mestra em Linguística Aplicada (PPgEL), licenciada em Letras e Bacharela em Comunicação Social. Ama estudar Feminismo &amp; Islam, assim como identidades femininas islâmicas.</p>



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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/tuncaliozge"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/43ef4-fotos-carol-copy.jpg10-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11388" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center"><p class="has-text-align-center has-text-color has-background" style="background-color:#2b2b2b;color:#ffffff">Clique na imagem para acessar a loja!</p></p>
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