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	<title>Arquivos clássicos - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>É Tempo de Refletir: um Chamado aos “antigos”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 Nov 2019 20:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 021]]></category>
		<category><![CDATA[clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[Hélio Rocha]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por: Hélio Rocha</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/11/03/e-tempo-de-refletir-um-chamado-aos-antigos/">É Tempo de Refletir: um Chamado aos “antigos”</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Os dias atuais não nos
permitem refletir, ao mesmo tempo em que nos convidam a opinar. Eis o problema que
germinou todo o caldo de incompreensão e ódio que toma conta das redes sociais
e se dissemina pela sociedade. E qual a estranheza ao se pensar que, veja bem,
o problema já não parte do corpo social para o virtual, como era quando
surgiram as primeiras tecnologias eletrônicas. Nasce da virtualidade vivida para
ganhar materialidade no dia a dia.</p>



<p>Trocando em miúdos, ainda
não sabemos como lidar com tantas mamadeiras eróticas e bandeiras do Brasil,
gente dançando ao som de axé pelo impeachment, de um lado, e de outros
infinitos debates sobre limites e direitos do corpo, transformação da palavra
“hétero” em pejorativo etc. E, ao não sabermos, germinamos, os dois lados desse
binômio antissocial que se formou no Brasil desde junho de 2013, o dado
material dessa tessitura de aversões e conflitos: Jair Bolsonaro.</p>



<p>Para sair dessa
encalacrada, é preciso pensar. É preciso refletir não nos memes do Facebook e
das stories de Instagram, mas entre nós, em espaços reais de pensamento em
diálogo, que possam chegar às pessoas e contribuir para a construção em
conjunto de uma sociedade melhor. Por isso, decidi aderir ao projeto da revista
Trama_, que se propõe a discutir a sociedade a partir da cultura, da arte e da
filosofia, dentre outros, no atual e necessário ambiente digital (onde estão
hoje concentrados os diálogos), mas também no indispensável papel, aquele que
conserva, documenta, onde o conteúdo verdadeiramente não se perde e pode ser
tocado. Que não tem apenas luz e imagem, mas textura, cor, cheiro. Afeto.</p>



<p>E coerente a este
argumento, de ser necessário trazer o novo para coexistir, não destruir, venho
propor a discussão dos saberes clássicos e de como suas propostas podem, ainda,
nos ajudar a compreender e solucionar os problemas de hoje. Sabemos serem
Butler, Foucault, Deleuze, Preciado, Küng, autores contemporâneos que muito têm
a dizer e que refletiram já à luz de Freud, Kant, Descartes, regressando até
Platão e Aristóteles. Entretanto, sem passar pelos primeiros sábios, torna-se
vazia a discussão desses últimos, tornando o aprendiz não um dialogante, mas um
absorvente de seus pensamentos. Para debater, concordar e discordar na
prateleira de cima, é preciso partir da base.</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">O problema é que os dias
são corridos, pessoas têm que sair cedo para trabalhar, chamar o Uber (já nem o
ônibus está aguentando a concorrência&#8230;), bater o ponto, outras correr para o
notebook e fazerem-se prisioneiras de um escritório na própria casa, enquanto
deixam criança na creche ou aos cuidados da empregada, e assim vai. Como
discutir filosofia para tentar resolver os problemas da sociedade sendo que,
nesse mundo individualizado, resolver os nossos problemas já requer três
quartos do dia?</p>



<p>Para isso vêm à tona
projetos como Trama_, ainda mais deixando o palheiro do ambiente virtual para
coexistir como blog e revista, assim capilarizando-se materialmente pela
sociedade para tentar espalhar reflexões de diversos autores sobre temas
variados, todos no objetivo de entender quem somos e o que queremos para o
ambiente em que construímos nossas vidas. Concordando e discordando das
opiniões aqui assinadas, nós nos informamos, acima de tudo.</p>



<p>E, neste espaço, desde
agora e a partir das próximas semanas, eu, Hélio Rocha, pretendo contribuir com
o debate sobre os antigos. Aqueles a quem consideramos superados. Os que não
estão mais nas salas de aula das universidades, salvo disciplinas específicas.
Os que não estão nos teatros, nos filmes, nas mostras de arte, mas foram a base
para que se estabilizasse a cultura em que vivemos.</p>



<p>Bem-vindos de volta, de Parmênides a Hobsbawm. Aqui, vocês serão discutidos.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Hélio de Mendonça Rocha</strong> é jornalista. Atua como repórter de meio ambiente e direitos sociais para a revista Plurale e como analista político para os jornais Brasil 247 e El Siglo de Chile. Foi correspondente internacional na China em 2019</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/5b980-5-3.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2452" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na Imagem acima e acesse a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a6192-photo5184098730150832153.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2483" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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