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	<title>Arquivos composição - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Sob o Silêncio: Perspectivas de um Trajeto Estrutural Pelo Fio da Música.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Oct 2019 21:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 019]]></category>
		<category><![CDATA[composição]]></category>
		<category><![CDATA[Gyovana Machado]]></category>
		<category><![CDATA[MÚSICA]]></category>
		<category><![CDATA[silêncio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Gyovana Machado</p>
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<p class="has-drop-cap">Acredito que uma das coisas mais desafiadoras dentro da composição é o achamento do silêncio. As vezes, questiono até mesmo esse último deve ser encontrado. O momento que antecede o ritmo, a letra, a melodia e a produção para publicação, é desafiador pois diz de uma estrutura emocional interior, não apenas no sentido de como me sinto, mas como interpreto o que vejo, por exemplo.&nbsp;</p>



<p>Nesse sentido, o silêncio tem voz. Entre o olhar (leia se percepção) e a captura, existe um espaço de ação interno que interpreta o que se vê, o que se sente e, ás vezes, o que não se vê, o que não se sente, pois é necessário dizer daquilo que está em falta em alguns momentos.&nbsp;</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Sob o silêncio, se cria. Quando digo isso, quero retornar a concepção de sentidos, ou seja, a estrutura pelo qual interpreto e reajo ao mundo, porque é exatamente mediante a isso que construo e desenvolvo o meu olhar para, então, repassar a folha uma porcentagem do que pensei. Escrever é complexo. Compor é despir um dos enigmas.&nbsp;</p>



<p>Quando pública, a música virá carregada por uma responsabilidade para com o outro, responsabilidade tal que também nasce sob o silêncio, a diferença está, como na maioria das vezes, no âmbito do público e privado, sendo que este último, nesse caso, se limita na fronteira daquilo que é individual, daquilo que ainda não se compartilhou. Logo, há uma responsabilidade própria sobre o que o seu silêncio produz.&nbsp;</p>



<p>Ainda na dimensão daquilo que é desafiador quando não se diz nada, penso nas camadas perceptivas que embalam a construção de uma lógica na composição. Quando se parte de uma perspectiva onde o silêncio é sinônimo de desertificação da alma criativa, se rompe com parte da estrutura que conduzirá o desenho da composição, tendo como resultado uma espécie de <em>frankstein</em> respaldado por uma mercadologia que, de quebra, é inconstante. Vale destacar a parte embrionária consolidada pelo silêncio.&nbsp;</p>



<p>Um certo amigo me disse que &#8220;o silêncio é caos, vazio e ensurdecedor, que denuncia o quão insensível me tornei, (&#8230;) é o lugar onde encontro as partes de mim que não queria/esperava descobrir ter&#8221; e é interessante pensar que o silêncio, propriamente dito, também serve enquanto denúncia e régua para os pormenores dentro de nós. Acima de tudo, acredito na função cognitiva que alerta para o insensível/sensível, bonito/feio, agradável/desagradável e etc, que não dizendo apenas de uma dicotomia vazia, irão desaguar em nossa música.&nbsp;</p>



<p>Em alguma medida, é necessário encontrarmos o silêncio e não o interpretarmos enquanto uma atrofia artística, pois este possui função e pode ter capilaridade suficiente para a produção de algo bom ou, ao menos, verdadeiro. Para concluir, relembro a fala de um músico contemporâneo genial e muito querido que diz que, o silêncio, também é musical.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/97155-img_8744.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-3781" data-recalc-dims="1" /><figcaption><strong><em> Bernstein conduzindo a Sinfonia de Boston em uma performance da Sinfonia de &#8220;Ressurreição&#8221; de Mahler em Tanglewood, em 1970.<br> Photograph from UPI / Landov&nbsp;</em></strong> </figcaption></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Gyovana Machado</strong> é graduanda em História pela UFJF, formada no Seminário Teológico Rhema Brasil, líder de música em A Igreja.&nbsp;</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/8c937-6-2.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2437" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem e acesse a Loja Virtual da Bodoque!</p>



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<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/de720-foto-carol8.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-1651" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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