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	<title>Arquivos comunicação - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Panegírico à Teoria da Comunicação de Roman Jakobson</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 May 2023 18:54:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 005, N 163]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[conversas]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Sérgio Soares</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Segundo Roman Jakobson, famoso linguista russo considerado o pai da Teoria da Comunicação, todo ato comunicacional pressupõe uma intenção, um objetivo, seja ele realizado através da fala, da escrita ou do gestual, portanto, aquela velha máxima “falei por falar” está peremptoriamente derrubada.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Não, esse também não é um <em>revival </em>das aulas de Linguística da Professora Doutora Maria Margarida Martins Salomão, a quem reverencio, bem como aos Mestres da Linguística que marcaram minha formação – salve Professor Mário Roberto Lobuglio Zágari. Outrossim, essa é uma experimentação textual baseada no empirismo de um professor-autor, que escreve e confidencia suas ideias através de textículos.&nbsp;</p>



<p>Desde a época em que as mensagens das missivas eram transportadas nas asas dos pombos-correio, passando pelos avanços das Telecomunicações com Alexander Grahan Bell (quem não se lembra do Disque-Amizade – 145), chegando aos recursos da Telemática, em seus primórdios com as <em>Short Message Service</em> (SMS), passando pelo ICQ (<em>I Seek You</em>), até o contato em tempo real através do <em>WhatsApp</em>, o princípio continua o mesmo – um emissor que transmite a um receptor (previamente escolhido), uma mensagem para a qual espera uma resposta (sendo que a ausência de resposta, ou mesmo a interpretação equivocada da mensagem – chamada ruído – já são respostas esperadas).&nbsp;</p>



<p>Mark Zuckerberg veio dar um upgrade nesse esquema Comunicacional através das Redes Sociais, como o Facebook (herdeiro do Orkut), e hoje o Instagram ,que virou febre planetária, enquanto ferramenta de comunicação e de negócios, com a monetização do prosaico e da futilidade, onde um anônimo deita e dorme desconhecido, e amanhece celebridade com milhões de seguidores (e de Reais ou Dólares em sua conta). Ainda assim, o princípio é o mesmo proposto por Jakobson. Mais, e daí Professor?&nbsp;</p>



<p>Bom, como já bem dizia o Linguista Russo, ninguém escreve sem uma motivação, ou ainda, todo mundo escreve para ser lido (e comentado), é uma necessidade intrínseca ao Ser Humano, portanto, em um mundo onde vivemos logados nas Redes, onde os Posts e os Directs viraram quase que uma Sessão de Terapia de Grupo, o mínimo que se espera é que o destinatário, aquele a quem foi endereçada a mensagem, a leia, ainda que não goste ou não a aprove.&nbsp;</p>



<p>Ocorre que esse mundo Telemático trouxe junto com a facilidade da comunicação global, em tempo real, uma disruptura no processo comunicacional – o Like – aquele sinalzinho gráfico que deveria representar a compreensão da mensagem, ou mesmo sua aprovação. Só que, na prática, não funciona bem assim.&nbsp;</p>



<p>Seja pela velocidade da informação, que faz com que recebamos várias mensagens simultâneas, sejam pelas atribulações de nosso dia-a-dia que tornam seletivas as leituras, ou mesmo pela falta de hábito, que torna um texto com mais de três linhas cansativo e extenuante, o fato é que esse ato de “aprovação” virou uma convenção social, mas que fere o princípio de qualquer ato comunicacional – ser recebido (compreendido, talvez).&nbsp;</p>



<p>Para além de uma questão metodológica e linguística, essa prática infame se popularizou ainda mais nos tempos de isolamento da Pandemia &#8211; onde se passou mais tempo nas Redes &#8211; o que não significa dizer que fomos mais atenciosos e empáticos com nossos correlatos virtuais, que, certamente, passaram, tal como nós, momentos de angústia, depressão e até regozijo (porque não), acreditando que estavam compartilhando suas agruras e vitórias com seus pares.&nbsp;</p>



<p>Imagine você que esse textículo que estou construindo, fosse uma carta-testamento, ou uma carta-suicida, e que eu fosse declarar minha intenção fatal apenas neste instante, no nono parágrafo da segunda lauda. Certamente meu ato derradeiro somente seria descoberto depois que minhas carnes fedessem, e o mau cheiro incomodasse os vizinhos. E isso aconteceria porque meus diletos leitores apressados, antes mesmo de terminar a leitura do intróito dessa narrativa, já teriam se desobrigado da sua função social, me parabenizando com um <em>Like</em>.&nbsp;</p>



<p>Isso é o que acontece, via de regra, em nossas relações sociais que passaram a ser baseadas em <em>Likes</em>, <em>Dislikes</em>, <em>Follows</em> e <em>Unfollows</em>, porém, para além da construção ou término dos relacionamentos virtuais, mais do que nunca perdemos a capacidade de ouvir (mesmo que seja com os olhos, através da leitura) aquilo que o outro tem para nos dizer – o que considero um retrocesso, uma sequela nociva que os avanços Telemáticos trouxeram para as relações humanas, baseadas na Comunicação. &nbsp;</p>



<p>Se você foi um Leitor-Destinatário corajoso, e que chegou até o final desse textículo – Parabéns – mesmo que considere que tudo que escrevi não passou de verborragia mental. Contudo, acredito que esse Panegírico, esse Elogio às Relações Comunicacionais que foi aqui produzido, receberá centenas de <em>Likes</em> de meus fiéis seguidores sem, contudo, um ao menos ter completado a reflexão necessária sobre o seu papel no Processo de Comunicação Humana, mais uma vez!&nbsp;</p>



<p></p>



<p></p>



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<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Sérgio Soares</strong></p>



<p>Homem de Letras e Escrevinhador que desenha as palavras, assim me defino. Através da escrita me reencontro, me descubro e reinvento. É através das minhas personagens, e do mundo ficcional que criei, chamado Prosperidade, que faço a catarse de todos os meus dramas, dilemas e regozijos. Enquanto Professor não poderia deixar de ter como tema a Educação, em especial a Básica Pública, mas enquanto Homem da Pólis também discuto Política e Conjuntura, entendendo ser esse o papel social de um formador de opinião.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
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		<title>Ressignificando a Carreira depois dos 40</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2021/02/21/ressignificando-a-carreira-depois-dos-40/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Feb 2021 21:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 079]]></category>
		<category><![CDATA[Aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Medeiros]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mindset]]></category>
		<category><![CDATA[Noção de sucesso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Augusto Medeiros</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Começo este artigo falando sobre o fim. Para ser mais claro, o começo do fim da <strong><em>Crise dos 40</em></strong>. E você vai saber qual é esse fim, se ficar comigo nesse artigo até o último parágrafo. Oi, eu sou o Augusto Medeiros, pernambucano, jornalista, criador de conteúdo, gerente de projetos, ator, roteirista. E tenho 44 anos. Essa história é sobre mim, mas pode ser bem parecida com a sua. Por isso, faço o convite a uma reflexão.</p>



<p>Não sei se todos, mas ouso afirmar que boa parte dos seres humanos passa pelo complexo questionamento sobre os rumos da vida a partir dos 40 &#8211; principalmente aqueles de <strong><em>Mindset de Crescimento</em></strong>, como explica a psicóloga Carol Dweck, autora do livro <strong><em><a href="https://www.amazon.com.br/dp/8547000240/ref=tsm_1_fb_lk">Mindset &#8211; A nova psicologia do sucesso</a></em></strong>. Fazendo uma breve explicação, ela afirma que as pessoas que se encantam pela condição de estar sempre aprendendo, mantém-se em constante desenvolvimento; já as pessoas de <strong><em>Mindset Fixo</em></strong>, gastam muita energia provando aos outros e a si mesmo o seu perfil intelectual estático. No meu caso, confesso que me identifiquei, em alguns momentos, com o fixo e, mais recentemente, com o de crescimento.</p>



<p>Os sinais mais evidentes da crise dos 40 surgiram após uma extraordinária experiência de intercâmbio cultural na Europa, por um período de três meses, divididos entre Londres e Berlim. Ao voltar para o Brasil, começaram as crises de ansiedade. Digo que era o sufocamento causado pela necessidade de mudança. O corpo não só fala, como também pode gritar, caso você ignore um diálogo pacífico com os sintomas. Depois da gritaria, iniciei um lindo processo de mudança de vida. Hoje, falo com orgulho sobre tudo o que passei e, espero poder ajudar outras pessoas que passam por esse momento tão delicado, de decisões importantes sobre o futuro.</p>



<p>Vivi intensos 17 anos de carreira como repórter de Televisão. Uma paixão de causar incêndio. Vocação e determinação para contar histórias, a qualquer momento, sem pausa.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/e0ce2-foto-fantastico.jpg?resize=950%2C502&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-14211" width="950" height="502" data-recalc-dims="1" /></figure></div>



<p>E foi esse o meu questionamento aos 40. Será que aquele era o ritmo adequado para os meus dias? O exagero levou ao esgotamento. A decisão foi mudar de rumo. Pedir demissão, mudar de país, mudar de vida. Sei que muitos não conseguem. É um movimento que requer coragem e planejamento, inclusive financeiro. Foi aí que o <strong>Mindset de Crescimento</strong> ganhou força. Busquei novos conhecimentos. Achei tempo onde não parecia existir e concluí um MBA em Gerenciamento de Projetos pela FGV. Era exatamente a fraqueza que eu precisava fortalecer para planejar e executar a mudança.</p>



<p>Aqui vai uma dica de quem já passou por tudo isso e sente que, agora, está fechando o ciclo da crise: Respeite seus limites. Escute suas emoções e seu corpo. Foi o que fiz, mesmo que um pouco tarde. Era preciso parar tudo. Mudei para a Alemanha e passei um ano estudando o idioma alemão, sem compromissos profissionais. Você já pode questionar nesse momento sobre o luxo de ficar sem trabalhar, mas não se esqueça que falei sobre planejamento financeiro mais atrás. E também, tem relação com prioridade. Algumas pessoas podem gastar em bens de consumo; eu decidi investir em conhecimento e na minha qualidade de vida.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/f4a40-foto-berlim.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-14214" data-recalc-dims="1" /></figure></div>



<p>Do momento em que cheguei à Alemanha, começou um período de desconstrução. É parte do processo. Ainda cheguei a fazer minha primeira reportagem internacional, que foi ao ar no Fantástico, sobre um brasileiro desaparecido em Hamburgo. Eu ainda não havia parado totalmente, e o corpo gritou mais uma vez. Foi então que resolvi ser mais radical e suspender o início da carreira como correspondente internacional. Só aí, o silêncio que eu precisava, finalmente, começou a me acalmar.</p>



<p>Durante cerca de seis meses, eu não sabia o que faria, profissionalmente. De fato, era a etapa da desconstrução, da busca pelo autoconhecimento e pelo propósito. Por fim, comecei a namorar mais uma vez com a comunicação, que é a minha verdadeira vocação. Criei dois projetos. O primeiro deles, o <strong><em><a href="https://www.youtube.com/channel/UCUTalSYOyE4Sv0Jj2t_pDFQ">Mudar é Possível</a></em></strong>, um canal no YouTube para compartilhar minhas experiências de mudança de vida. Depois, vieram novos quadros, como as entrevistas com especialistas; as histórias contadas por outras pessoas, também sobre mudança de vida; e o compartilhamento das minhas mudanças na prática.</p>



<p>O segundo passo, que já foi uma reaproximação maior com o jornalismo, foi a criação do canal <strong><em><a href="https://www.youtube.com/channel/UCjy0R55YqUpOY30oMLHnCiQ">Mais Berlim</a></em></strong>, sobre viagem e cultura em Berlim. Também criei uma revista online, parte do projeto <strong><em>Mais Berlim</em></strong>. Ambos os projetos foram a base para a reconstrução da carreira, com um novo significado.</p>



<p>Consigo me enxergar, hoje, como um jornalista atualizado, com o YouTube, com as Redes Sociais, com as ferramentas de Marketing Digital. Por isso, falo com orgulho sobre a mudança de vida. Aprendi muito na reconstrução. Agora sei mais sobre a linguagem da internet e sobre o tipo de conteúdo que as pessoas buscam. Aprendi a editar vídeos, a construir um site, a fazer anúncios no Google e no Instagram e a produzir criativos para redes sociais. Descobri que existiam novas profissões na comunicação, como copywriting e gerente de comunidades. Ou seja, atualizei-me, sem perder o amor pela comunicação.</p>



<p>Mas e agora, qual é o início do fim desse ciclo, que eu prometi contar? Depois de tudo o que passei, tenho mais clareza de que exagerei na medida do meu envolvimento com a profissão. Claro que notícia não tem hora para acontecer e que devemos nos dedicar para nos desenvolvermos, mas vou citar mais uma vez o livro da PhD Carol Dweck. <strong>Quando focamos nossa carreira no sucesso, na fama, no rótulo de &#8220;o melhor&#8221;, nos elogios, corremos o risco de nos aprisionarmos a uma mentalidade fixa</strong>.</p>



<p>Hoje, estou sim, voltando à ativa como repórter.  Porém, não quero focar no sucesso; quero focar no meu desenvolvimento contínuo, com a sensação leve de estar aprendendo todos os dias. O sucesso pode ser uma consequência.</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ad69a-augusto-medeiros.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-14216 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong>Augusto Medeiros</strong></strong> é jornalista que adora criação. Fazedor de multitarefas. Repórter de TV, apresentador, criador de conteúdo digital, youtuber, roteirista, ator e gerente de projetos.</p>
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		<title>Arte, Angústia e Espiritualidade</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Aug 2019 21:13:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 011]]></category>
		<category><![CDATA[angústia]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[espiritualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Gustavo da S. Lima</p>
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<p class="has-drop-cap">Na criança, ainda recente de nascimento, que chora a ausência do leite materno, no jovem que se arde em decepção pelo término amoroso e no velho que teme a proximidade da morte, o ser humano experimenta, todos os dias de sua vida, a angústia. Esta, por sua vez, alvo das atenções e intensas palavras de Kierkegaard e Sartre  ́e, para mim, ponto crucial na vida humana.</p>



<p>Segundo Sartre, <em><strong>escolher ser isto ou aquilo  é afirmar, ao mesmo tempo<br> o valor do que escolhemos, porque nunca podemos escolher o mal, o que escolhemos é sempre o bem, e nada pode ser bom para nós sem que o seja para todos</strong></em>. Portanto, para ele, o homem angustia-se em sua própria liberdade, carregada de responsabilidade, uma vez que escolhe sempre o que é bom, num sentido pessoal e que se estende ao coletivo. De forma distinta, penso que a angústia reside na ausência da liberdade e na impossibilidade humana em escolher o que é bom. A criança chora ante a impossibilidade de saciar sua fome, o adolescente se angustia ante a impossibilidade do amor, e o velho ante a incerteza de sua própria vida.</p>



<p>Para Kierkegaard, <em><strong>a angústia é a liberdade como possibilidade antes da<br> possibilidade</strong></em>, é o conflito entre o desejo e o medo, a permissão e a proibição, e a proibição produz angústia, pois desperta a possibilidade da liberdade. É a luta entre o hermetismo e a revelação,entre o silêncio e a comunicação.</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">E indiscutível que a comunicação da angústia tem efeito curativo não só na vida de quem comunica, mas também na de quem escuta, e, nesse aspecto, a arte é ferramenta poderosa. No entanto, pode-se perguntar que efeito a arte, por si só, produz no indivíduo angustiado?</p>



<p>Certa vez um profeta disse: <em><strong>Ah, minha angústia, minha angústia! Eu me contorço de dor</strong></em>; <strong><em>O meu coração dispara dentro de mim; não posso ficar calado</em></strong>; contudo também constata que, <em><strong>enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto</strong></em>. Ouço as palavras do profeta e as traduzo como sensatas e perfeitamente ajustadas à mim e ao mundo que me cerca. Como pode emanar, do coração corrupto, inspiração para partilhar a angústia com o outro e esperar que se enxergue seu efeito curativo? Concluo que a arte por si só é ineficaz para esse propósito.</p>



<p>Para que a arte seja eficaz como instrumento da comunicação, e para que a comunicação cumpra seu papel curativo na vida do indivíduo, penso que é necessário submeter o processo criativo à lente da espiritualidade, como um ourives que precisa gravar detalhes sutis numa peça e, para isso, lança mão de um olhar mais sofisticado sobre a mesma.</p>



<p>No entanto, é necessário que essa espiritualidade seja subversiva ao coração humano e vá de encontro às suas concepções e percepções da vida, pois, se a mesma assemelha-se, minimamente que seja, ao coração e às percepções humanas, então, lá estarão a angústia e o sofrimento, e a arte não cumpre seu papel na comunicação curativa. Pelo contrário, conduz ao enclausuramento.</p>



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<p><strong>Gustavo da S. Lima</strong> é estudante de engenharia elétrica pela UFJF, cristão reformado, músico, ama teologia, filosofia, churrasco e ”The Creation”de Joseph Haydn.</p>



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<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">GALERIA</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://twitter.com/NASAEarth/status/1165038267865190401?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1165038267865190401&amp;ref_url=https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fnatureza%2Fnoticia%2F2019%2F08%2F23%2Fnasa-diz-que-2019-e-o-pior-ano-de-queimadas-na-amazonia-brasileira-desde-2010.ghtml"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/FOTO-RAFAEL.png?fit=606%2C793&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-1766" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-small-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>August 2019 is continuing an active Amazon fire season, with large and intense fires burning in the region. <a href="https://twitter.com/NASA">@NASA</a> satellites tracked actively burning fires across South America and captured images of smoke in the last week.</em></p>
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