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	<title>Arquivos concurso - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Hitoshi-san e os Limites do Humor.</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Sep 2019 21:31:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 013]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno Honda Leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Bruno Honda Leite</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Nesta última semana, casualmente, trombei com este experimento antropológico em formato de programa de comédia, o &#8216;Hitoshi Matsumoto presents Documental&#8217;. Poderia ser um reality/concurso normal de comédia, já que são 10 comediantes japoneses disputando um prêmio de 10 milhões de ienes (cerca de R$350.000).</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Mas Documental é tudo, menos um reality ordinário. Foi uma tempestade perfeita que acabou entregando um estudo visceral sobre comédia, limites e inteligência, temperado com nudez não sensual, alguma violência e um profundo respeito entre os competidores.&nbsp;</p>



<p>A premissa é relativamente simples: o <em><strong>host</strong></em>, Matsumoto-san, um comediante em torno dos 50 anos de idade e profundamente respeitado no Japão, (para uma comparação ocidental, acredito que é como se o Seinfeld fosse o anfitrião de um programa americano), envia 10 convites para participar de um combate de comédia. Cada um dos participantes tem que pagar 1.000.000 de ienes para participar (o que é GENIAL, muitos dos convidados precisam emprestar dinheiro de banco ou de amigos pra bancar a taxa e outros ficam muito na dúvida se vão participar &#8211; nessa hora que a credibilidade de Hitoshi vale, já que ninguém quer recusar um convite dele), e o vencedor leva os 10.000.000 pra casa. A mecânica também é básica: quem rir é eliminado, é tipo brincar de <strong>sério ultimate</strong>. Ao longo das seis horas do prazo estipulado, os comediantes tentam fazer rir sem cair em suas próprias armadilhas, criam estratégias para o riso ser inevitável e, no processo, fazem a gente levantar um monte de reflexões sobre o que é engraçado de verdade.</p>



<p style="background-color:#a17600" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">Há alguns deslizes, que são próprios de um retrato da sociedade japonesa (em três temporadas que vi, só houve uma convidada, os outros 30 comediantes que estrelam, contando o host Matsumoto, são todos homens, por exemplo). Em alguns momentos o machismo estrutural e um grau de homofobia também aparecem, ainda que não com o escracho que estamos acostumados a ver em nossa TV.</p>



<p>O resultado é estrondoso e, talvez, os mais sensíveis não devam – ou consigam – assistir. Como, quando no meio da primeira temporada ou o final da segunda (batizado pela produção como os 657 Segundos Históricos da Comédia Japonesa, de onde tirei esse frame que ilustra o post).&nbsp;</p>



<p>Pra mim, estragou a comédia. Porque não consigo achar graça de mais nada. Talvez seja irresponsável ajudar a popularizar algo tão poderoso, mas eu PRECISO ter mais gente pra comentar.</p>



<p>O Keesse já caiu na armadilha e está há 48 horas em depressão.<br> <br> Assista, por sua conta e risco.</p>



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<p><strong>Bruno Honda Leite</strong> é pai , marido e vovô, mas está várias coisas: designer, artista plástico, diretor de animação, palmeirense, leitor de quadrinhos e rabiscador compulsivo. Trabalha na Mauricio de Sousa Produções há 8 anos, onde é responsável pelo departamento de Design de lá e também trabalha com planejamento estratégico e animação, onde participou da criação de Mônica Toy, Biduzidos e Bairro do Limoeiro. Vive desenhando e adora passarinhos vestidos.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/ofertas"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/2a62a-5-2.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2235" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="background-color:#822121;text-align:center" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">Clique na imagem acima e acesse a loja virtual da Bodoque Artes e ofícios. Adquirindo produtos da Bodoque, você ajuda a manter a revista Trama!</p>



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<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/Aldeia-Apiwtxa-JPEG-2.jpg?fit=606%2C608&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2238" /></figure>



<p style="background-color:#946d02;text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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