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	<title>Arquivos De Oppresso Libre - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>De Oppresso Libre #3: Terra Batida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Sep 2019 18:28:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 016]]></category>
		<category><![CDATA[De Oppresso Libre]]></category>
		<category><![CDATA[Kariston França]]></category>
		<category><![CDATA[Terra Batida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Kariston França</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>(Abordar o retorno a liberdade ou egresso. Nada é igual.  pois o caminho já foi utilizado e sofrido por nós todos).</p>



<p class="has-drop-cap">Terra batida não é boa, nem tão fértil quanto era antes de todos os caminhantes com suas bagagens e aparatos passarem por ali.</p>



<p>Não existe uma fertilidade natural na vida do egresso.</p>



<p>Quando estamos na jornada, o caminho tende a ser &#8220;imaculado&#8221; uma terra receptiva a diversas situações, e a diversas sementes.</p>



<p>Não existe a facilidade, e, na dificuldade do pioneirismo, existe sobra, existe resto, existe terra ácida, seca, prensada e sem espaços para a oportunidade de uma crescimento das sementes.</p>



<p style="background-color:#9d7300" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">Se havia uma casa no caminho ou algumas árvores, hoje não se tem sombra de nada, a não ser a sombra do concreto, a devastação da máquina que absorve todos os nutrientes, e não poupa ninguém.</p>



<p>Me lembrei do filme <strong><em>MÁQUINAS MORTAIS</em></strong>, onde as cidades se devoram em busca de resquícios de recursos para a sobrevivência.</p>



<p>A trilha de destroços e de destruição é o rastro perfeito pra entender que quando nos tornamos refém de um sistema, não temos escapatória, saímos marcados e seguimos manchados até o fim.</p>



<p>Empréstimos são negados ao egresso, cargos públicos, e, cargos mais &#8220;poderosos&#8221; em empresas, não são cedidos ao egresso.</p>



<p><strong>Tá ali, manchado para sempre.</strong></p>



<p>Não para por aí: a vida do detento é refém da boa vontade de seus &#8220;senhores&#8221;. Seu direito a educação é definido pelo critério de afinidade do &#8220;santo&#8221; de quem o vigia.</p>



<p><strong>A terra é batida.</strong></p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">O progresso exagerado exige a mão de obra barata e sem criatividade, sem identidade.</p>



<p>Na verdade com uma identidade de coisa, de máquina, de objeto, engrenagem. Nada mais que isso.</p>



<p>Não existe brecha para a criação e o livre pensar, você só pode ser aquilo que aparecer para você.</p>



<p>Eu conheci detentos, que não sabem ler ainda, mesmo com seus 50 anos, ainda conheci novos, que são analfabetos funcionais, e a indagação é forte.&nbsp;</p>



<p>O que os aguarda na liberdade, é liberdade? Acaso nós que estamos do lado de fora, também desfrutamos de liberdade? No final, me parece que vivemos um cárcere eterno, só que em pavilhões e <em>status</em> diferentes.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Kariston França</strong> é apaixonado por pizza, e nas horas vagas atua como entusiasta da teologia pública.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3ec2a-6.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2234" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem e acesse a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/carolinestabenow/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/81bf1-artesacc83o.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2241" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>De Oppresso Libre #2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Sep 2019 21:33:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 013]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura pop]]></category>
		<category><![CDATA[De Oppresso Libre]]></category>
		<category><![CDATA[Kariston França]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Kariston França</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align:left" class="has-medium-font-size">Para qual liberdade caminhamos?</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Existem sistemas opressores em nosso dia a dia, em proporções diferentes, mas sempre oprimindo e derrubando soldados, pensadores, construtores de um futuro bom.</p>



<p>Me lembro daquele filme <strong><em>O preço do amanhã</em></strong>, onde o salário era o tempo de vida, e, também, moeda de troca para qualquer coisa necessária ao sustento do indivíduo.</p>



<p>Algo não muito diferente de nós hoje, e desde sempre.</p>



<p>Nossa vida se esvai assim que damos nosso primeiro berro no nascimento.</p>



<p>Com nossas células &#8211; ou cédulas rs &#8211; pagamos o preço do amadurecimento e dos sonhos que aprendemos a construir e planejar, ou que nos são imbuídos.</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Somos impulsionados a mergulhar em um processo de aprisionamento do ser e da criatividade. Nos cobram risos, olhares, cabelos e tecidos.</p>



<p>Precisamos correr atrás de papéis, ou ao menos deveríamos.</p>



<p>Corremos para uma carteira assinada, corremos por diplomas e por cédulas, que facilmente destruídas, nos consomem, nos tragam em ritmo menos acelerado do que o próprio papel em um fogaréu.</p>



<p>Tal busca nos impede de encontrar outros papéis, outros caminhos que poderiam nos oferecer a verdadeira liberdade, o sorriso sincero, uma entrega espontânea de cabelos, pele, suor e sangue.</p>



<p>Existem tais caminhos?</p>



<p>Talvez sim. Talvez estejamos fadados à essas estruturas.</p>



<p>Para alguns o papel a libertar é o cânon de sua fé. Para outros, é o alvará de soltura, um <em><strong>habeas corpus,</strong></em> até uma certidão de nascimento. Uma troca de nome, uma certidão de casamento, de óbito ou até a escritura da tão sonhada casa própria.</p>



<p>De fato, existem possibilidades claras de reconstruir os caminhos libertadores da vida.</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Mas quando eles serão refeitos? E após refeitos, qual liberdade teremos?</p>



<p>Esse é um papo para a próxima edição.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Kariston França</strong> é apaixonado por pizza, e nas horas vagas atua como entusiasta da teologia pública.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="background-color:#9d7300;text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color">Mostre seu apoio à Revista Trama! Siga a Bodoque Artes &amp; ofícios no Instagram e compartilhe com os amigos!</p>



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<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/artesão.jpg?fit=606%2C608&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2241" /></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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