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	<title>Arquivos desenvolvimento Humano - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Crescer</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Jun 2023 18:59:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 005, N 166]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Luana Katsumata </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em uma quinta-feira em São Paulo, ao som de buzinas, ônibus e notificações do trabalho, escrevo no pior dia da semana. No dia das aulas de química no colégio, dos piores treinos na academia e das notícias mais tristes, segundo minha própria opinião. Escrevo porque meus pensamentos e sentimentos não parecem ligar para o dia da semana, se bem que devo a eles um certo mérito, o turbilhão de pensamentos chegou a mim <em>ontem</em>, me alcançando em uma velocidade muito superior à do metrô em que estava. </p>



<p><em>O dia de ontem explicitou algo em mim, depois de dias procurando um norte para minha vida, uma direção do que seguir como próximos passos, o que correr atrás e como ocupar os próximos anos, lá, na linha lilás do metrô, entendi o porquê de todos os caminhos parecerem tão difíceis, tão cansativos como as baldeações de Pinheiros e da Consolação.&nbsp;</em></p>



<p><em>Percebi que sinto saudades constantes, todos os dias. De quem fui, de quem vi e do que senti. Saudades do que passou e do que está para passar. Talvez seja culpa da nostalgia impregnada na minha geração ou talvez a percepção dura e cruel que os meus 20 e poucos anos me trazem, de que tudo, absolutamente tudo, passa e escapa entre os meus dedos antes de sequer eu ter a chance de segurá-lo. Passa como se nunca tivesse sido meu e me deixa à deriva no mar de lembranças e saudades, desnorteada demais para de fato entender algo.</em></p>



<p><em>Então tenho saudades. Saudades da certeza de que era a personagem principal de qualquer coisa além da minha própria história, dos sonhos irreais e desejos insanos, da sensação de conforto e segurança daquele abraço, da coragem e convicção que poderia me guiar pelos caminhos mais tortuosos e escuros. Saudades de querer tão desesperadamente liberdade que poderia gritar para que me deixassem ir. Até que me deixaram ir, só não me avisaram que eu não voltaria, não como antes, que a casa teria um cheiro diferente, que o até então meu quarto pareceria menor, que os anos passariam e que as pessoas mudariam, envelheceriam, se tornariam mais frágeis do que pareciam ser, que a minha casa não teria mais o sentimento de casa e que eu não me encaixaria ali como uma vez fiz.</em></p>



<p><em>Eu não esperava perder tão intensamente o brilho ofuscante que tinha nos meus olhos, não esperava perceber a minha insignificância tão cedo, não esperava sofrer tanto por conquistar o que desejava. Não esperava estar onde estou.</em></p>



<p><em>E agora? E agora? E agora?</em></p>



<p><em>Não sei, não sei e não sei. Saber, também, é algo que tenho saudades.</em></p>



<p>Dessa forma cheguei em casa, mais esgotada pelos meus pensamentos, sentimentos e reflexões, do que pelo trabalho do dia. Querendo apenas desacelerar um pouco que seja, para buscar ar, paciência e refúgio em algum canto da minha mente que não estivesse tomada pelo vazio da saudade, para preencher o meu redor com distrações e não ter que lidar com tudo, para que a noite me acolhesse como uma amiga na terra dos sonhos e, me guiasse até a manhã seguinte.</p>



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<p> </p>



<p><strong>Luana Katsumata</strong> é uma jovem comunicadora formada em Relações Públicas, ex-atleta profissional de tênis de mesa e aspirante a escritora desde criança. Já integrou a primeira revista feminista e colaborativa de Bauru, no interior de São Paulo, a Revista Helenas, e, atualmente, trabalha com marketing digital.</p>
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		<title>12. Matilda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Dec 2019 21:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 027]]></category>
		<category><![CDATA[Drops]]></category>
		<category><![CDATA[Em Tempos de Estricnina]]></category>
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		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Darlan Lula</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">A feira fervilhava naquela manhã. O céu de brigadeiro anunciava um sol abrasador ao meio-dia. Para Felipe, seria um domingo como outro qualquer se não estivessem tão presentes nele os acontecimentos da semana anterior. Seria um dia a mais vivido naquela cidade do interior das Gerais, ele indo à feira acompanhando seu pai na rotina sempre presente dos finais de semana.</p>



<p>O despertar de sua consciência aconteceu quando percorreu a galeria dos açougues no galpão, cena percebida como dantesca por quem não entende a realidade de se ter carne abatida na soleira do desjejum que não necessita de refrigério, uma vez que é toda adquirida antes de o sol abrasar as moleiras lá fora. Carnes à mostra, peças expostas sacolejando nos ganchos, moscas zumbindo ao redor. O tempo se preenchia pela ampulheta ambulante das peças nos ganchos ao atrito das mãos dos vendedores. As vivas gotas do sangue escorrendo pelos corpos mortos daqueles animais formavam pequenas manchas vermelhas e mornas no assoalho do estabelecimento.</p>



<p>Ao sentir aquele cheiro acre que recendia no ambiente, Felipe recordou-se dos desagradáveis instantes da semana anterior, em que seu irmão mais velho o acordara.</p>



<p>O pai complementava o orçamento criando porcos nos fundos do quintal de sua casa. Quando os notava nutridos e bojudos, cheios de futuros bacons, passava-lhes o reverso do machado na testa, antes persignando-se três vezes, tradição de família.</p>



<p>A porcada era a alegria dos filhos do lavrador, menos para o menino mais velho, 14 anos no lombo, que ficava com a parte mais ingrata do serviço: recolher os restos orgânicos da vizinhança para a lavagem da suinaria.</p>



<p>Na véspera do acontecido, podíamos avistar o garoto ao entardecer, com um velho carrinho de mão e um balde improvisado de 50 litros em cima e os irmãos logo atrás, saltitantes e festivos, recolhendo pequenas pedras no chão irregular e terroso do trajeto. Nina era a mais eufórica, completara 7 anos e ainda ganhara um bônus ao achar uma pequena boneca nos entulhos de uma construção. Está certo que estava sem roupa, cabelos ralos e desgrenhados, vitimada por estar maneta, mas, mesmo assim, era uma boneca, e, a partir daquele instante, era sua. Segurava-a com o zelo de uma mãe e a religiosidade de uma beata ao amparar a sua hóstia. Felipe preenchia o seu vazio com as pedrinhas no bolso.</p>



<p>&#8211; Vem logo! Vocês querem vim, né? Não vou ficar esperando ninguém. Gritava impaciente o moço do carrinho de tempos em tempos olhando para trás.</p>



<p>Felipe e Nina, então, aprontaram uma correria de arrastar chinelos e levantar poeira. Mas o momento mais esperado por eles e o motivo daquele cortejo era a entrega da lavagem aos porcos. Enquanto o ranzinza irmão recolhia os despojos nutritivos para preencher as valas, Nina e Felipe, com os queixos apoiados nos vãos da cerca do chiqueiro, olhos fitando o infinito, observavam atentos a agitação dos animais, quatro adultos, sendo duas fêmeas, uma delas com cinco leitõezinhos com os focinhos colados em seu corpo sugando o leite materno. Ao perceberem a chegada da comida, eles se alvoroçaram, inclusive a pachorrenta mamãe, que se levantou bruscamente causando rebuliço nos pequenos e dando uma bela patada em um deles, que guinchou um sonoro reclame. Todos ali tinham nome, menos, ainda os filhotinhos. O maior chamava-se Rabicó, as duas fêmeas, Xuxa e Matilda, e o outro, Lipe, nome dado pelo primogênito para atiçar as ventas do garoto Felipe. Matilda era a preferida, o xodó da família. Corpo rosado, porte airoso, olhar de candura, tinha um jeito com as crianças que chegava às raias da humanidade. Encostava a sua narina achatada nos meninos todas as vezes que eles abeiravam a cerca. Em troca, recebia um afago em sua cabeçorra. Grunhia e afastava-se cheia de si carregando o seu viçoso corpo.</p>



<p>Do umbral da porta de casa, o velho lavrador, rosto sulcado e maltratado pelo tempo e pela lida no campo, mãos enfiadas na cintura, ruminava um resto de maçã e fitava aquela cena doméstica preocupado com o efeito da notícia que daria ao jantar. No pomar, fundos da casa, um sabiá-laranjeira trinava harmoniosamente escondido entre as folhas do cajueiro. A noite começava a despontar no horizonte salpicado de nuvens avermelhadas, um vento fresco soprava e varria o quintal de forma desordenada, arrefecendo um pouco o calor do dia. Nina e Felipe perceberam o agitar das folhas e começaram a correr por entre elas numa ciranda inventada com o conúbio com a natureza. A cena se desfez quando ecoou a voz grave do pai chamando-os para o jantar. Na cozinha, a mãe atiçava o fogo soprando as brasas, pedaços de lenha combustados e ardendo sob uma panela fumegando uma sopa com postas de batatas e miúdos de frango. No centro da mesa, preparada e organizada para um jantar em família, uma cesta com pães fatiados era um convite ao caldo temperado da iguaria.</p>



<p>Quando todos já estavam mais que satisfeitos, farelos de pão espalhados pela mesa, pratos tão limpos como se tivessem sido lambidos, o velho levantou-se arrastando a cadeira, olhou-os piedosamente antecipando o sentimento provocado e desferiu o golpe tão doloroso para todos, principalmente para Felipe e Nina. Não havia alternativa. O momento era de dificuldades. Teriam que abater um porco para gerar renda e aguentar o restante da estiagem daquele período. Matilda era a única com os requisitos necessários. Já se encontrava gorda o suficiente. Seria muito rentável na feira daquele domingo.</p>



<p>Nina olhava para o pai com seus grandes olhos redondos e amendoados, boca entreaberta, cara de assustada; Felipe começou a fungar e se afastou do grupo; um silêncio pairou sobre aquela casa alguns instantes, como se todos já se preparassem para a última homenagem àquela com quem conviveram como mascote da família desde que Nina a recebeu miudinha, um mimo da madrinha que veio visitá-la quando completara 4 anos.</p>



<p>A noite foi convulsa. Uma casa chorosa e uma criança com febre emocional dormiam inquietas. Às quatro horas da manhã, como era de costume, o lavrador acordou, cutucou o filho mais velho, que o ajudaria na missão desconcertante. O menino, a pedido de Felipe, também o acordou. Nina dormia agarrada à mãe, preocupada com os tremores da filha.</p>



<p>Felipe acompanhou o irmão até o chiqueiro. O amanhecer começava a querer despontar, carregando toda a atmosfera de uma coloração cinza chumbo. Matilda já estava de pé, focinhando o horizonte à procura de afagos. O menino, com uma corda entre as mãos, procurava a melhor maneira de amarrar a porca e conduzi-la para o local onde o pai sempre abatia as suas crias, ao lado de uma bananeira cheia de cachos e com folhas frondosas que se erguiam ao céu como num lamento aos sacrificados. Felipe, com um olhar sonolento e melancólico, observava o irmão amarrar Matilda pelo pescoço e em seguida retirá-la do chiqueiro junto dos seus, numa última passagem pela pequena porteira do local. A outra ponta da corda fora amarrada num tronco de árvore próximo à bananeira. Como num ensaio teatral, surge num átimo temporal o velho lavrador com o machado à mão, olhar circunspecto revisando o percurso a seguir. Felipe aproxima-se, ajoelha-se de frente para Matilda e envolve-lhe com os seus braços finos e curtos, fecha os olhos marejados por alguns instantes, a porca grunhe levantando o seu focinho achatado até encostá-lo no queixo do garoto, que a solta abrindo os olhos, deixando escorrer uma gotícula de lágrima amparada pela abóbada do crânio da porca, mesmo local onde, no minuto seguinte, após persignar-se, o lavrador desferiria o golpe com o reverso do machado que a deixaria inconsciente. No momento exato deste acontecimento, Felipe já havia corrido para os fundos do pomar, subido no pé de tamarindo, escondido de todos, soluçando a saudade e chorando a dor de sua primeira perda.</p>



<p>Matilda guinchou tão alto quando foi atingida que provocou uma revoada de pássaros abrigados nas árvores, Nina estremeceu em meio ao seu torpor e suas alucinações e Felipe sentiu uma dor tão lancinante no peito que só a entenderia anos depois. Depois disso, com a ajuda do filho mais velho, o lavrador consumaria o acontecimento pegando uma faca em sua algibeira, ponta afiada incrustada na parte anterior do pescoço da porca, que, deitada ao chão, soltaria uns leves grunhidos remexendo as suas patas traseiras enquanto uma pequena bacia colocada logo embaixo do corte retinha o líquido de avermelhado intenso que consumiria aos poucos os seus lancinantes momentos de vida. A partir daquele instante, com o último fiapo de vida exaurindo-se de Matilda, começariam os preparativos para torná-la uma das mais apetitosas carnes do mercado municipal: primeiro a queima do seu corpo e a consequente raspagem de seus pelos torrados; em seguida o corte longitudinal em sua barriga, com a perícia e experiência de anos do velho lavrador; tudo no porco era utilizável, inclusive as suas vísceras, matéria-prima para linguiças.</p>



<p>Por volta das sete horas da manhã, o carrinho de mão seguia pelas mãos do velho lavrador em direção ao mercado para a feira de domingo cheio de fartura para aquela família pelo menos por um mês inteiro com o resultado da venda.</p>



<p>Felipe, que gostava tanto de acompanhar o pai, não teve ânimo naquele dia. Mastigava um pão dormido na cozinha. Enquanto isso, Nina tomava um banho amparada pela mãe.</p>



<p>No dia seguinte, antes do amanhecer para a escola, Felipe acordou assustado. Tivera um sonho estranho, seu corpo reagia de forma diferente, o volume do short estava alto, sentia umas coceiras esquisitas na região pubiana. Correu para o banheiro, trancou-se, acendeu a luz, retirou o short e o jogou no soalho de cimento. Sua cueca estava suja de um líquido consistente, gosmento, saído pela primeira vez de suas entranhas.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Darlan Lula</strong> é doutor em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense. Escritor, autor de cinco livros, entre prosa e poesia. <a href="http://www.darlanlula.com.br/">www.darlanlula.com.br</a></p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/12/PUBLI-EDIÇÃO-IMPRESSA.png?fit=970%2C422&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-5651" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/bc88e-publi-bodoque-natal.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5708" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



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<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/4473c-fotos-carol-copy-1.jpg6_-1-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4981" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>11. Apesar dos Pesares Temos o Morro do Imperador</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/12/08/11-apesar-dos-pesares-temos-o-morro-do-imperador/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Dec 2019 21:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 026]]></category>
		<category><![CDATA[Drops]]></category>
		<category><![CDATA[Em Tempos de Estricnina]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<category><![CDATA[desenvolvimento Humano]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Darlan Lula</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse has-text-align-center"> morro do imperador<br> quem o visita desfruta<br> através do olhar e dos sentidos<br> a cidade de Juiz de Fora<br> entre montanhas e mares de arranha-céus<br> <br><br> a vida que passa impregnada<br> de história, de vivências sofridas<br> de cadências e ritmos noturnos<br> poesia e musicalidade que flerta com<br> bares cheios, restaurantes apinhados<br> <br><br> pessoas que vão e vêm de lugares<br> vizinhos se apossam de suas lembranças<br> repletas de esperanças de um estudo melhor<br> casa cheia de estranhos amigos<br> <br><br> e a vida prossegue por entre<br> as ruas vistas do morro do Cristo<br> que assim o chamamos na<br> intimidade de amigo fraterno<br> eterno na memória coletiva<br> de um lugar de ruínas e<br> novos arranjos arquitetônicos<br> tramando um futuro que<br> ninguém sabe aonde vai dar<br> brilhando entre vitrais e vidros<br> temperados coloridos<br> como os sonhos de muitos que<br> por aqui vivem e passam<br> no marca-passo do destino que se traça<br> no calçadão que se avista do alto<br> longínquo, cortando o rio paraibuna<br> fonte de tantas inspirações<br> <br><br> morro do imperador<br> é daqui que avistamos<br> as suas mudanças, pequena grande<br> cidade provinciana de minas<br> é daqui que versejamos<br> os seus intentos, os seus lamentos<br> o seu rumo incerto pulsando<br> na vida de cada um que a<br> faz tão grandiosamente humana e bela </pre>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Darlan Lula</strong> é doutor em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense. Escritor, autor de cinco livros, entre prosa e poesia. <a href="http://www.darlanlula.com.br/">www.darlanlula.com.br</a></p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/12/PUBLI-EDIÇÃO-IMPRESSA.png?fit=970%2C422&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-5651" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/bc88e-publi-bodoque-natal.png?w=950&#038;ssl=1" class="wp-image-5708" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



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<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/4473c-fotos-carol-copy-1.jpg6_-1-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4981" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>PNUD Brasil divulga Relatório de Desenvolvimento Humano 2019</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Dec 2019 21:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 026]]></category>
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		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento Humano]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: ONU Brasil</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) lança na próxima segunda-feira (9) o Relatório Global de Desenvolvimento Humano 2019 – Além da renda, além das médias, além do hoje: desigualdades no desenvolvimento humano no século XXI.</p>



<p>O evento, que terá a presença da representante-residente do PNUD no Brasil, Katyna Argueta, e de representantes de governo, sociedade civil, setor privado, academia, corpo diplomático e organismos das Nações Unidas e outras organizações internacionais, terá início às 10h, no auditório do B Hotel, em Brasília (DF).</p>



<p>A coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do PNUD no Brasil, a economista Betina Barbosa, apresentará os resultados do relatório, entre eles, a atual situação do Brasil, conforme os indicadores de acesso a saúde, educação e distribuição de renda medidos até 2018.</p>



<p>Um dos recortes do relatório traz o retrato das diferenças sociais e econômicas de gênero.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Olhar mais profundo</h3>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/617cb-image.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5697" data-recalc-dims="1" /><figcaption>A erradicação da pobreza até 2030 é o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 1. Foto: Renato Jorge Marcelo</figcaption></figure>



<p>Neste ano, o PNUD lançará um relatório que pensa o desenvolvimento para além das médias, além da renda e além do hoje e acredita que ele poderá contribuir de forma significativa para a formulação de políticas públicas no Brasil e no mundo.</p>



<p>O documento aponta que, apesar dos ganhos substanciais em saúde, educação e padrões de vida, as necessidades básicas de muitas pessoas permanecem não atendidas; paralelamente uma próxima geração de desigualdades se inicia.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Clima e Tecnologia</h3>



<p>Duas mudanças são chave para o século XXI: a mudança global do clima e as transformações tecnológicas. Os desafios da mudança do clima atingem todas as pessoas, especialmente as mais pobres; enquanto os avanços tecnológicos podem deixar para trás grupos inteiros.</p>



<p>Desde o primeiro Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) no mundo, em 1990, o PNUD já lançou mais de 700 relatórios com temas fundamentais para a vida de milhões de pessoas.</p>



<p><a href="https://forms.office.com/Pages/ResponsePage.aspx?id=Xtvls0QpN0iZ9XSIrOVDGSBeFL5Y5BpIkCvBHhau8BVUQ1ZYRUxWRDVENlJUQVFXQlJCQ1JZMUpCOC4u">Clique aqui para se inscrever para participar do evento de lançamento.</a></p>



<p><strong><em>Matéria originalmente publicada em <a href="https://nacoesunidas.org/pnud-brasil-divulga-relatorio-de-desenvolvimento-humano-2019/">Nações Unidas Brasil</a></em></strong> <strong><em>em 06/12/2019 &#8211; Atualizado em 06/12/2019</em></strong></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas) </strong>é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/12/PUBLI-EDIÇÃO-IMPRESSA.png?fit=970%2C422&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-5651" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0e0a3-aajude.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2693" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



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<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/4473c-fotos-carol-copy-1.jpg6_-1-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4981" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Cacto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Dec 2019 21:19:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 026]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<category><![CDATA[desenvolvimento Humano]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Entre Nossas Linhas</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Eu sou flor<br>Em meio a espinhos<br>Tu vês belezas onde talvez seja perigoso<br>Por favor, não se aproxime<br>Tu podes sair machucado por motivos que não entenderás<br>Nem a flor entenderá<br>Só saberá que é culpa de tais espinhos que nasceram há tanto tempo, antes dela, e são cultivados até os dias de hoje<br><br>Eu sou cacto e tu vês só a flor…<br><br>Cuidado<br>Ao tentar tocar a flor<br>Talvez machuque-se nos espinhos<br><br>Sou flor<br>Sou cacto<br>Sou dor<br>-A.</pre>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Entre Nossas Linhas</strong> é uma página de Instagram criada por duas amigas que encontraram na arte de escrever um refúgio. </p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/12/PUBLI-EDIÇÃO-IMPRESSA.png?fit=970%2C422&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-5651" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0e0a3-aajude.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2693" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



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<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/4473c-fotos-carol-copy-1.jpg6_-1-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4981" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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