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	<title>Arquivos Diálogo - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Diálogo Criativo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2020 21:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 052]]></category>
		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Giovanni Alecrim</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">A necessidade do diálogo é um dos pilares de qualquer movimento que se firme na busca da liberdade do ser humano. De religiões a ideologias políticas e sociais, o diálogo é a via pela qual se constrói a própria identidade, visto que se coloca diante do outro e, assim, estabelece sua forma de pensar moldada por seus princípios e sua reação ao que lhe é diferente.&nbsp;</p>



<p>Todo esse cenário é ideal, lindo, utópico. Deve ser perseguido e desejado. No entanto, vivemos um período em que as forças que se levantaram ao longo das duas primeiras décadas do Século XXI tomaram o poder e se realocaram nas estruturas de mídia e religião. O novo fascismo ganhou força e apoio popular, em contrapartida, conseguiu reunir velhos adversários e alinhar quem antes estava distante. É natural a desconfiança e a prudência nesse período. Anarquistas já foram usados como fiéis da balança e depois descartados no passado, perseguidos e mortos. Já alguns anos os anarquistas se levantam, mais uma vez, para tomar à frente da luta contra o fascismo institucional. A reunião antifascista ganha voz e protagonismo e vira assunto de noticiário popular. Diante dos temores de que o passado aconteça, mais uma vez, precisamos reinventar a maneira de dialogarmos.</p>



<p>Não se constrói resistência popular e libertária sem diálogo e contraditório. Nesse sentido, a busca pelo diálogo precisa ser reinventada, não mais firmada nos pragmatismos de um momento só, mas com vistas a uma mudança profunda em nossas estruturas sociais. Levantar a bandeira e cerrar os punhos para derrubar um governo fascista não deve ser o único objetivo único de qualquer ação popular. Precisamos mudar a estrutura social, buscar a quebra dos poderes instituídos e reorganizar a sociedade a partir de uma perspectiva comunitária e colaborativa. Neste aspecto, o cristianismo tem muito a contribuir. Não me refiro ao cristianismo institucional, formado por CNPJs e alicerçados em constituições e regimentos internos. Esse aí é um cristianismo judicializado e corrupto. Refiro-me a um cristianismo de chão, o cristianismo do povo que lê a Bíblia e encontra nela os caminhos de liberdade e vida. Nesse sentido, o poder criador de Deus, que para o cristão provê vida todo dia, se manifesta no poder criativo do ser humano. Na criatividade reside a resistência e sobrevivência. Não podendo se reunir publicamente, por conta da perseguição do Império Romano, os primeiros cristãos se reuniam de casa em casa, tinha nos apóstolos o testemunho de um serviço amoroso e não um ensino repressor e racista, compartilhavam não só a espiritualidade, mas também dividiam as despesas e os ganhos, e não faltava nada para ninguém.</p>



<p>O diálogo criativo que proponho, portanto, não está firmado na forma em que ele acontece, mas sim em seu conteúdo. Se o diálogo permitir a criação de estruturas de compartilhamento e autogestão, de prover vida e liberdade diante das estruturas opressoras, tala qual Jesus de Nazaré o fez, e seus apóstolos reproduziram, na primeira metade do Século XX. Diálogo criativo só é possível quando as partes estão dispostas a baixar as guardas e ceder e também se impor, quando necessário. Não se trata de anular sua própria identidade, mas sim de reforçá-la e reafirmá-la. Diante do contraditório, eu cresço e aprendo. Se eu não dou voz ao diferente, eu me fecho e petrifico minhas posturas. No cenário atual, não devemos jamais fechar o caminho do diálogo. Agora, se ele nos for fechado, a resposta deve ser clara, firme e objetiva. <strong>Com fascista não se dialoga.</strong></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Giovanni Alecrim </strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>é pastor, escritor e podcaster. Escreve sobre teologia, anarquismo e o que mais lhe der na telha.</p>



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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/iambrendamarques/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/07/cf6fa-begaleria1-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10809" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



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