<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos distopia - Revista Trama</title>
	<atom:link href="https://revistatrama.artebodoque.com/tag/distopia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://revistatrama.artebodoque.com/tag/distopia/</link>
	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
	<lastBuildDate>Sun, 15 Sep 2019 20:22:00 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.5.6</generator>
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">207943372</site>	<item>
		<title>Distopia</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/distopia/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/distopia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Sep 2019 20:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 014]]></category>
		<category><![CDATA[distopia]]></category>
		<category><![CDATA[Larissa valladares]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=2481</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Larissa Valladares</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/distopia/">Distopia</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Os olhos vazios e sem esperança estavam voltados para a orla da praia, onde, há muito tempo, não encontravam amparo vindo do leste, muito menos no então esquecido azul do céu. A cidade já não habitava mais os belos corpos dourados e poéticos. Nada continuava lindo. O calor era ausente nas cores, músicas, peles, diversidades e relações. As circunstâncias foram obrigadas a se tornarem habitações de escombros ambulantes, de pés sem norte, de vidas sobre(vi)vidas.&nbsp;</p>



<p>	Das matas verdes? Agora cinzas. Dos lindos campos? Agora cinzas. Dos nossos bosques? Agora cinzas. Do arco-íris? Agora cinzas. Das diferenças? Agora cinzas. Da democracia? Agora&nbsp; cinzas. Do eu? Agora cinzas. Da pátria amada? Agora cinzas. Salve a mono cromatização!</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">	A morte regia toda a cidade, com terno e subordinados espalhados em cada canto, dizimando, com olhos e ouvidos atentos aos que estavam nas ruas. Marginalizados, atuando em seus papéis de : &#8220;capitais desumanizados&#8221;.&nbsp;</p>



<p>	Largas eram as escalas de cinza, que cobriam tanto as nuvens no céu quanto as roupas das pessoas.</p>



<p>	 Pessoas&#8230; quanta saudade! Não havia mais diferenciação. Seus cabelos eram iguais, rente ao couro; roupas largas, sem marcação ou acabamento no mesmo, já saturado, cinza. Semblantes engessados, sem linhas ou expressões. Corações sem estímulo, sem vínculo, sem ligação e sem razão, apenas bombeando o que os moviam.&nbsp; Sem qualquer vida, sem qualquer razão. O futuro era um retrocesso.</p>



<p>	Tudo começou pela igualdade, e, em nome dela, estabeleceram a justificativa pro caos. No alto dos prédios ainda era possível escutar o clamor de misericórdia vindo das ruas e as marcas não registradas de devastação pela intolerância, formada e perpetuada por estruturas, contendo pé e mãos sujas pela perda da inocência.</p>



<p>	Então, como uma resposta ao apelo das dores, ela nasce. Pequena, frágil e, aparentemente, igual a todos. Porém, mesmo assim, sua presença era notória, onde quer que fosse. Seu coração se agitava em uma santa indignação e a fazia se mover com astúcia e precisão por todos os cantos da cidade, reavivando as prosas e versos.&nbsp;</p>



<p>	Entrava em cada bifurcação e viela estreita, gritando a plenos pulmões o jargão esquecido na paz falecida: ORDEM! ORDEM! ORDEM!&nbsp;</p>



<p style="background-color:#936c00" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">	Gerada no útero da esperança, nutrida pela solidariedade e acolhida pela justiça. Não há ferro em seus pés, ou mordaças em seus lábios. Mas há marcas em suas costas, notório conhecer do medo ao cair da noite e insegurança nas demonstrações de afeto. E isso faz com que se mova, rápida e precisamente, clamando: ORDEM! &nbsp;</p>



<p>Pode-se crer no seu fim, mãe esperança? Pode?</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Larissa Valladares</strong> é filha, admiradora dos “pormenores” da vida e aspirante ao serviço social.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/8c937-6-2.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2437" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="background-color:#a84600;text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color">Clique na Imagem e acesse a loja virtual da Bodoque! Ajude a manter o projeto!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/photo5184098730150832153.jpg?fit=606%2C608&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2483" /></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/distopia/">Distopia</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/distopia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">2481</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
