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	<title>Arquivos Eder Capobianco - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Penitência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 May 2020 21:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 045]]></category>
		<category><![CDATA[conto]]></category>
		<category><![CDATA[Eder Capobianco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Eder Capobianco</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>OUVERTURE</em>: Théo não queria matar Júnior, foi um acidente. </p>



<p><em>1° Ato: Negação</em> </p>



<p><strong><em>A cabeça do Carlos na privada e o Nelson e o Pedro rindo em volta com Théo gritando vai virar homem!</em></strong><em> </em>na escola é assim mesmo <strong><em>com a cabeça de Carlos na privada e Théo, Pedro e Nelson gritando que ele nunca mais ia abrir a boca</em></strong> eles se resolvem <strong><em>enfiando a cabeça de Carlos na privada e a cabeça gritando&#8230;</em></strong> </p>



<p><strong><u> </u></strong> <strong><u>beber beber beber beber beber beber be ber b br</u></strong> <br><em>arrebentar a cara</em> <br><strong><u>beber beber beber beber beber beber be ber b br</u></strong> <br><em>cala a boca</em> <br><strong><u>beber beber beber beber beber beber be ber b br</u></strong> <br><strong><u>beber beber beber beber beber beber be ber b br</u></strong> <br><em>vem vamos vamos sim, caralho</em> <br><strong><u>beber beber beber beber beber beber be ber b br</u></strong> <br><em>ahaheahehaehaheaheha</em> <br><strong><u>beber beber beber beber beber beber be ber b br</u></strong> <br><strong><u>beber beber beber beber beber beber be ber b br</u></strong>   <br><br>cheira a porra do meu saco<em> imbecil marginal</em> e toda essa merda <strong><em>que se foda de preto e branco </em></strong><em>esfrega na cara delas <strong>que se foda de preto e branco</strong></em> não tem boca <strong><u>tô pagando quem manda nessa porra sou eu</u></strong> <em>assim que funciona <strong>que se foda de preto e branco</strong> </em><strong><u>vai dar sim</u></strong> quem diz que pode ou que não pode <strong><u>tô pagando</u></strong> <em>não pode a puta que pariu <strong>que se foda de preto e branco</strong></em> <br><br><em>2° Ato: Raiva</em> <br><br><em>&#8211; Eu, Théo, recebo você, Helena, como minha esposa, e prometo <strong>humilhar</strong> você na alegria e na tristeza, <strong>ser seu dono</strong> na saúde e na doença, <strong>porque sou eu que mando</strong> na riqueza e na pobreza, amando-te <strong>do meu jeito</strong>, respeitando-te <strong>como eu quero</strong>, sendo-te fiel <strong>em pensamento</strong>, todos os dias de minha vida, até que a morte <strong>finalmente</strong> nos separe.</em>   <br><br>§ 1.º homem que é homem não chora. <br>§ 2.º lugar de mulher é na cozinha. <br>§ 3.º menino não brinca de boneca nem menina joga futebol. <br>§ 4.º mulher que dá no primeiro encontro é vagabunda. <br>§ 5.º droga é coisa de vagabundo. <br>§ 6.º bandido bom é bandido morto. <br>§ 7.º a vida é assim.   </p>



<p>dinheiro casa-grande carrão <strong>trabalhar para quem paga <em>não tem essa de fazer</em></strong> a coisa certa é trabalhar <em><u>como tem que ser</u></em> <strong>trabalhar para quem paga</strong> <em><u>mais</u></em> prédio-de-vidro entra sai dinheiro <em><u>sonhar custa</u></em> dinheiro extrato saldo saque <strong>trabalhar para quem paga</strong> <em><u>de boa intenção o inferno está cheio</u></em> <strong><em>mandar é melhor do que ser mandado</em></strong> dinheiro <em><u>e não reclama</u></em> <strong>trabalhar para quem paga</strong><br></p>



<p><em>3° Ato: Barganha</em> </p>



<p>&#8211; Dois anos trabalhando aqui já? <br>&#8211; É verdade. <br>&#8211; Quando você começou tinha quanto? Vinte e um? <br>&#8211; Vinte e três. <br>&#8211; Você sempre aparentou ser mais nova. <br>&#8211; Obrigada. <br>&#8211; Nunca estive com uma mulher tanto tempo sem ter comido ela nenhuma vez. <br>&#8211; … <br>&#8211; … <br>&#8211; … <br>&#8211; O tempo gera intimidade. <br>&#8211; … <br>&#8211; É normal.   </p>



<p>a Dona Aurélia morreu <strong>é triste e tudo mais</strong> <em>mais o que? </em>a família dela <strong>são do Ceará</strong> não vai ter velório <em>manda o corpo dela para lá</em> <strong>tem vala comum</strong> <em>cuidava do seu pai depois do seu irmão depois de você depois do seu filho</em> <strong><u>não foi de graça</u></strong> vou no enterro e pelo menos comprar umas flores <strong>coloca o nome da família <u>de quem tá pagando</u></strong>   </p>



<p>Pai Nosso que estais nos Céus <strong><em>preciso da Sua ajuda</em></strong>, santificado seja o vosso Nome <strong><em>que sempre levo na cintura</em></strong>, venha a nós o vosso Reino <strong><em>de puro ouro</em></strong>, seja feita a vossa vontade <strong><em>que é igual a minha</em></strong> assim na terra como no Céu <strong><em>ordenais que todos os meus inimigos sofram</em></strong>. O pão nosso de cada dia nos dai hoje <strong><em>não para os imorais</em></strong>, perdoai-nos as nossas ofensas<strong><em> que foram só de brincadeira</em></strong> assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido <strong><em>e nos paga em dinheiro</em></strong>, e não nos deixeis cair em tentação<strong><em> de matar esse povinho</em></strong>, mas livrai-nos do Mal <strong><em>de ter que conviver com eles</em></strong>. Amém <strong><em>obrigado</em></strong>.<br>  </p>



<p><em>4° Ato: Depressão </em></p>



<p><strong>AGÊNCIA FLAGRANTE</strong> <br><strong>verdade e justiça</strong> <br><strong>Descobrimos tudo!</strong> <br><strong>traição &#8211; mentiras &#8211; negócios &#8211; informações</strong> <br><strong>SIGILO ABSOLUTO!</strong> <br><strong>Atendimento no Brasil e exterior</strong> <br><strong>saibaaverdade@detetives.com</strong> <strong> </strong> </p>



<p><strong>Login:</strong> helenab12 <br><strong>Senha:</strong> amordaterra <strong> </strong> </p>



<p><strong>Log:</strong> <br><em>&lt;cilmarall&gt; 07:03</em><br> você tem me evitado? <em> </em> </p>



<p><em>&lt;helenab12&gt;</em> <em>07:05</em> <br>não é que o Théo está desconfiado de alguma coisa <em> </em> </p>



<p><em>&lt;cilmarall&gt; 07:07</em> <br>da gente? <em> </em> </p>



<p><em>&lt;helenab12&gt; 07:10</em><br>que eu estou traindo ele <em> </em> </p>



<p><em>&lt;cilmarall&gt; 07:13</em> <br>vamos nos encontrar precisamos conversar <em> </em> </p>



<p><em>&lt;helenab12&gt; 07:15</em> <br>não sei <em> </em> </p>



<p><em>&lt;cilmarall&gt; 07:17</em> <br>por favor acho que o Carlos também sabe <em> </em> </p>



<p><em>&lt;helenab12&gt; 07:20</em> <br>tudo bem <br>no Scort as nove <br>mesmo quarto <em> </em> </p>



<p><em>&lt;cilmarall&gt; 07:25</em><br> {coraçõezinhos} <strong><em> </em></strong></p>



<p> <strong><em>nunca faltou nada</em></strong> tinha casa, comida, roupa lavada e cartão de crédito <strong>foi isso</strong> <strong><u>muita facilidade</u></strong> as pessoas abusam de quem é bom  <br></p>



<p><em>5° Ato: Aceitação</em></p>



<p> <strong><em><u>Mamãe, cadê você?</u></em></strong></p>



<p></p>



<p>CAPUT: Théo estava de pé, na cozinha, entre sua esposa e a amante dela, depois de dar um tiro na cabeça de cada uma, e foi o susto da porta abrindo, Júnior entrando, e o instinto de defesa frente a inesperada testemunha, quem apertaram o gatilho.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Eder Capobianco</strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong> é doutorando do Programa de Pós-Graduação em Letras da UNESP-Assis e administrador dos blogs Antimidia Blog e Reblogador. Também participa de projetos como a revista Circuito e o jornal Cannabica, entre outros.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/luismonteirodesousa/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/05/774a7-contra-luz.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9668" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>
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