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	<title>Arquivos experiência estética - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Viajar: Uma Experiência Estética</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Aug 2019 19:39:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 008]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[experiência estética]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Frederico Lopes</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align:left">Viajar significa atender à uma inexplicável  inquietação da alma. Significa seguir o impulso do espírito humano que busca desesperadamente amplidão e entendimento. No momento em que nos deslocamos fisicamente, ultrapassamos a cômoda barreira do cotidiano. Renunciamos temporariamente nossas posses materiais e as máscaras sociais que insistimos em sustentar.</p>



<p style="text-align:left">Vislumbramos, logo à frente, uma nova oportunidade de ser o que quisermos. Sentimos, pensamos e agimos sob a égide de outros contextos, e nos permitimos outras possíveis maneiras de praticar a vida. Este pequeno recorte no espaço e tempo, nos permite absorver experiências que são capazes de  engrandecer a compreensão do exercício de viver, confrontar vivências antigas e perceber a impermanência de todas as coisas, bem como da própria existência. </p>



<p style="text-align:justify">Por assim dizer, percebo que existem inúmeros paralelos entre o ato de viajar e o ato de colocar-se diante de uma obra de arte (ao menos as que se propõe discutir e proporcionar experiências estéticas), por exemplo. </p>



<p style="background-color:#be9420" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color">O modo como nos dispomos à ler e interpretar novos olhares sobre o mundo, sobre a diversidade cultural e costumes diversos, se assemelha em muito à tentativa de entrar no universo do artista ou do poeta, e os diversos contextos que transformaram sua percepção em algo palpável, através da obra de arte. </p>



<p>Nesse sentido, é razoável conceber que reside no ineditismo destas experiências um ponto de convergência essencial para o desenvolvimento da sensibilidade humana, que <strong>nos convida à ceder gentilmente ao completo arrebatamento da contemplação.</strong></p>



<p>Talvez essa sensação venha porque, ao retornarmos de uma experiência estética diante de uma obra de arte, percebemos que já não carregamos mais alguns conceitos que outrora estavam conosco, cuja necessidade foi abandonada ou ressignificada, diante de diversas outras possibilidades de perceber e sentir aquilo que se propõe apresentar o que é <em>belo</em>.</p>



<p>Ao&nbsp;mesmo tempo, ao retornar de uma viagem,&nbsp;sentimos uma espécie  transformação em processo de decantação,&nbsp;já&nbsp;parcialmente&nbsp;preenchidos&nbsp;por&nbsp;quem&nbsp;poderemos&nbsp;vir&nbsp;a ser, a partir de todas as novas experiências que colecionamos. Assim,&nbsp;nossos&nbsp;sentimentos&nbsp;mais&nbsp;puros e&nbsp;verdadeiros, amalgamados no alento de nossa humanidade, constroem a ideia de um&nbsp;futuro onde&nbsp;poderemos&nbsp;visitar, com&nbsp;carinho, o&nbsp;caminho&nbsp;que&nbsp;construiu&nbsp;nossos novos olhares e modos de pensar.&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Frederico Lopes</strong> é Artista e Escritor. Trabalha no Memorial da República Presidente Itamar Franco e é fundador da Bodoque Artes e ofícios.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Para Registrar suas melhores lembranças, a Bodoque apresenta o Diário de Viagens! </p>



<p>O Diário de Viagem da Bodoque é feito com capas em couro, arte da capa gravada&nbsp;à mão, folhas de rosto e prefácio.</p>



<div class="wp-block-jetpack-slideshow aligncenter" data-autoplay="true" data-delay="3" data-effect="slide"><div class="wp-block-jetpack-slideshow_container swiper-container"><ul class="wp-block-jetpack-slideshow_swiper-wrapper swiper-wrapper"><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img decoding="async" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-1067" data-id="1067" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/e7c1c-diariodswd4.png?w=950&#038;ssl=1" data-recalc-dims="1" /></figure></li><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img decoding="async" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-1068" data-id="1068" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0a378-diariodswd3.png?w=950&#038;ssl=1" data-recalc-dims="1" /></figure></li><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img decoding="async" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-1069" data-id="1069" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/80e52-diariodswd2.png?w=950&#038;ssl=1" data-recalc-dims="1" /></figure></li></ul><a class="wp-block-jetpack-slideshow_button-prev swiper-button-prev swiper-button-white" role="button"></a><a class="wp-block-jetpack-slideshow_button-next swiper-button-next swiper-button-white" role="button"></a><a aria-label="Pause Slideshow" class="wp-block-jetpack-slideshow_button-pause" role="button"></a><div class="wp-block-jetpack-slideshow_pagination swiper-pagination swiper-pagination-white"></div></div></div>



<p style="text-align:center" class="has-small-font-size"><em>Fotografias por: Brenda Marques</em></p>



<p>Este&nbsp;modelo em formato A6 (15 x 10,5 cm) em especial, é feito em couro caramelo com mapa-mundi gravado,&nbsp;miolo de papel pólen bold encorpado (128 páginas) e amarração em couro. </p>



<p style="background-color:#c39411" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">Seu formato e seu revestimento em couro, permitem que ele seja levado no bolso com facilidade, tornando-o um caderno prático, ideal para anotações e uso diário.</p>



<p>Pra completar a boniteza das suas experiências, pensando na comodidade de quem gosta muito de viajar, o&nbsp;Diário de Viagens Bodoque pode ter seu refil trocado, basta entrar em contato com a Bodoque e apresentar o Diário completo. <strong>Desta forma, recosturamos um novo miolo em papel reciclado e acondicionamos o miolo preenchido em uma caixa especial para que você possa guardar os fascículos de suas aventuras, sem custo adicional.</strong></p>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem e confira em nossa loja virtual!</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><a href="https://www.artebodoque.com/diario-de-viagem-bodoque-encadernacao-artesanal-em-couro-formato-a6"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/DIÁRIODSWD.png?fit=606%2C606&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-1070" width="606" height="606" /></a><figcaption><em>Fotografia por: Nayana Mamede</em></figcaption></figure>



<p></p>



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		<title>A Experiência Museológica como Finalidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Jul 2019 12:07:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 006]]></category>
		<category><![CDATA[educação em museus]]></category>
		<category><![CDATA[educativo]]></category>
		<category><![CDATA[experiência estética]]></category>
		<category><![CDATA[experiência museológica]]></category>
		<category><![CDATA[mediação]]></category>
		<category><![CDATA[museus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Frederico Lopes</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Talvez uma das maiores dificuldades que instituições museológicas enfrentam em seu dia-a-dia, está, entre outras atividades, impulsionar e gerir propostas educativas consoantes com sua missão institucional.&nbsp;</p>



<p>Diante deste desafio, o presente artigo propõe algumas considerações acerca de possibilidades de ações educativas em diferentes linhas de atuação tais como: visitas mediadas, agendamento de grupos e escolas, criação de objetos pedagógicos, criação de material educativo para professores, portadores de necessidades especiais e estrangeiros, visitas técnicas para os funcionários da equipe de&nbsp;conservação,&nbsp;vigilantes,&nbsp;corpo técnico, além de criar projetos direcionados à comunidade do entorno.&nbsp;</p>



<p>O ponto de partida é o entendimento do momento da&nbsp;visita&nbsp;<strong>enquanto experiência museológica,&nbsp;</strong>sobretudo porque os espaços museais oferecem possibilidades de&nbsp;experiências&nbsp;dinâmicas, com narrativas&nbsp;expográficas&nbsp;que estimulam a curiosidade a partir da interação. Deste modo, os visitantes têm a oportunidade de conhecer,&nbsp;por meio de diferentes percursos,&nbsp;histórias de vida, trajetórias políticas, obras de arte e artistas diversos, além de passarem por experiências estéticas e consumir conteúdo científico.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Para a construção de uma abordagem que respeite a experiência dos indivíduos, é fundamental proporcionar aos visitantes a oportunidade de atuar com autonomia dentro do espaço expositivo, bem como compartilhar informações importantes para que a mediação seja feita&nbsp;<strong>aproveitando as potencialidades observadas pelo visitante</strong>. Nesse sentido,&nbsp;podemos entender que a qualidade da visita está diretamente associada à profundidade da experiência na qual o visitante estará inserido. </p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/07/7500342_x720.jpg?fit=606%2C341&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-549" width="663" height="373" /><figcaption>Visitantes interagindo com obra do artista Ernesto Neto &#8211; Pinacoteca</figcaption></figure>



<p>Por este motivo, vale destacar que as sensações que podem ser despertadas no âmbito do espaço museológico são capazes de promover uma educação do olhar,&nbsp;proporcionando o desenvolvimento de novos modos de pensar, propícios a reflexão,&nbsp;abrindo sua percepção para outros campos semânticos, de modo que ele seja capaz de mudar a maneira como lê e interpreta o mundo. A importância das sensações pode ser entendida em relação aos museus da seguinte forma:&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>(&#8230;)&nbsp;O museu é o lugar em que sensações, ideias e imagens de pronto irradiadas por objetos e referenciais ali reunidos&nbsp;<strong>iluminam valores essenciais para o ser humano.</strong>&nbsp;Espaço fascinante onde se descobre e se aprende, nele se amplia o conhecimento e se aprofunda a consciência da identidade, da solidariedade e da partilha&nbsp;(&#8230;)&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-small-font-size">Disponível em: &lt;http://www.museus.gov.br/os-museus/&gt; Acesso em 09/01/2019, 8:22&nbsp;</p>



<p>Nesse sentido, é válido ressaltar a importância de uma experiência potencializada por emoções e sensações, para que o indivíduo tenha de fato uma visita rica, aproveitando o espaço e o acervo como ferramentas para estimular o entendimento de conceitos e conhecimentos relevantes.&nbsp;&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/24cf3-acao-educativa-no-museu-de-arte-do-rio-mar-foto-divulgacao1.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-550" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Ação Educativa no Museu de Arte do Rio (Foto: Divulgação)</figcaption></figure>



<p>Uma das estratégias utilizadas para oferecer ao visitante recursos que provoquem sua percepção e emoções, deslocando-o de sua posição meramente passiva, é o&nbsp;<strong>potencial estético existente nos circuitos expositivo.&nbsp;</strong>Para além das obras de arte, dentro desta perspectiva, é preciso, considerar que, na elaboração conceitual dos museus, nas edificações, bem como nas potencialidades dos acervos, as interseções com o campo artístico foram traçadas à partir das escolhas estéticas que foram feitas para implementação dos espaços, nos percursos expositivos, mobiliário, objetos, etc. Essa característica evidencia as potencialidades de trabalho que tem como ponto de partida a articulação de conceitos através das formas, cores, texturas, sensações táteis, criando um contexto propício a experiencias também estéticas. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/07/GOPR1770.jpg?fit=606%2C455&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-553" /><figcaption>Atividade de construção de estruturas geométricas no Memorial da República Presidente Itamar Franco.</figcaption></figure>



<p>Jean-Marie&nbsp;Guyau, em seu livro:&nbsp;<em>A Arte do Ponto de Vista Sociológico</em>, desenvolve um raciocínio onde o rudimento estético é um potencial vetor para produção de uma&nbsp;<strong>emoção estética,</strong>&nbsp;sendo essa caracterizada como a mais imaterial e intelectual emoção humana (GUYAU, 2009), portanto, um aspecto que carece de ser aprofundado.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Por este motivo, para que a experiência museológica ocorra em um nível mais sensível, é preciso conectar as esferas estéticas e a subjetividade das vivências, porque, em geral,  a experiência é um ato contínuo, como diz John Dewey em seu livro Arte como Experiência:&nbsp;<em>A experiência ocorre continuamente, porque a interação do ser vivo com as condições ambientais está envolvida no próprio processo de viver</em>. (DEWEY, John.&nbsp;pág&nbsp;109). Sendo assim, experiências significativas &#8211; que podem ser mensuradas como transformadoras ou marcantes &#8211;  dependem de forte carga emocional para se consolidar, (como aprender a andar de bicicleta, por exemplo). </p>



<p>Nesse sentido,&nbsp;<strong>tudo o que toca a percepção é passível de ser trabalhado</strong>&nbsp;com o objetivo de despertar a curiosidade e provocar reflexões que tornarão o interesse pelos espaços e pelos acervos cada vez mais latente.&nbsp;</p>



<p>Outro aspecto relevante, é considerar que o visitante deve&nbsp;ser observado pelo educador enquanto&nbsp;<strong>ser cultural,</strong>&nbsp;ou seja, um indivíduo que traz consigo experiências e vivências pessoais que devem ser reconhecidas como recursos a serem utilizados para ampliação das possibilidades de construção de conhecimento durante a visitação. Pierre Bourdieu, em suas categorias de capitais simbólicos, afirma que cada indivíduo reage de maneira diferente à estímulos estéticos, por conta de valores e apropriações provenientes de socializações primárias, construindo um repertório cultural que possibilita cada um de nós intuir acerca de valores estéticos ou culturais, que acabariam, ao fim, sendo utilizados como recursos de poder. Deste modo, Bourdieu sugere, em algumas ocasiões, que a cultura pode ser utilizada como veículo de mobilidade social (SILVA, 1995, PÁG, 28).&nbsp;</p>



<p>Portanto, cabe aos setores Educativos dos museus, propor abordagens institucionais que desloquem os visitantes de sua posição de mero receptor&nbsp;de informações/orientações acerca do espaço, acervo e de como se comportar dentro do museu, para uma posição participativa, sendo estimulado a atuar ativamente na troca de conhecimentos inerentes às atividades museológicas. Assim sendo, cada instituição poderá exercer o papel de agente catalizador, promotor de ações educativas que apresentem diversos trajetos e possibilidades onde o visitante torna-se partícipe da construção do conhecimento.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Frederico Lopes</strong> é Artista e Escritor. Trabalha no Memorial da República Presidente Itamar Franco e é fundador da Bodoque Artes e ofícios.</p>
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