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	<title>Arquivos Gabi Oliveira - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Representatividade LésBi na Mídia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Jun 2020 21:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 051]]></category>
		<category><![CDATA[Gabi Oliveira]]></category>
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		<category><![CDATA[mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Gabi Oliveira</p>
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<p class="has-drop-cap">A representatividade que temos hoje, já é maior do que as referências que eu tive na minha infância (dos anos 2000 a 2005). E provavelmente, eu já tive acesso mídias com uma maior representação de ícones LGBTQ+ do que as gerações passadas.&nbsp;E eu fico com o coração quentinho por saber que a geração atual, e as próximas gerações terão uma presença maior de mulheres que amam mulheres nos seus meios de entretenimento.</p>



<p>As crianças começam a formar suas opiniões baseadas na vivência e experiências que absorvem de pessoas e conteúdos que têm alcance. Na minha infância, me lembro de amar assistir aos episódios de &#8220;Xena, a Princesa Guerreira&#8221;, porque meu nome fora homenagem a uma das protagonistas. Foi um choque para a Gabriele de 11 anos saber que as duas personagens tinham uma relação maior do que amizade, embora esse não fosse o foco principal da série. </p>



<p>Em algumas tardes, eu me isolava no computador e, com cuidado, pesquisava a respeito da série, para saber mais informações, e ficava admirando imagens das duas de mãos dadas, ou um simples abraço &#8211; nessa fase, eu já me questionava a respeito da minha sexualidade, da forma de criança, buscando entender mais o que estava acontecendo na minha mente e com meus sentimentos (durante toda a minha vida, eu não tive contato com a comunidade LGBTQ+ e nem tinha conhecimento sobre os assuntos tratados). Foram longas tardes pesquisando, lendo blogs e assistindo vídeos sobre a comunidade como um todo; porém, o assunto que mais me interessava eram as relações sáficas*. A série da Xena foi como um portal que se abriu para mim: fui conhecendo outras séries, romances, e até fanfictions* com romances entre mulheres.&nbsp;</p>



<p>Foi na internet que encontrei essa representatividade da qual eu sempre precisei, e a web provavelmente era a única zona &#8220;segura&#8221; para muitos desses criadores de conteúdos exporem seus trabalhos.&nbsp;</p>



<p>Um dos marco que considero importantíssimo dessa representatividade na mídia foi o final da série A Lenda de Korra (2012-2014), uma série de animação produzida pela Nickelodeon e que traz, nos episódios finais, a confirmação do relacionamento de Korra e Asami, duas personagens principais na série.&nbsp; Através dessa animação, outras portas se abriram para produções similares, como Steven Universe, She-Ra e até mesmo Hora de Aventura. Todas essas produções possuem um público alvo infanto-juvenil, o que nos trás uma perspectiva positiva sobre a presença de personagens LGBTQ+ em mídias desse gênero, contribuindo para o auto reconhecimento de crianças e jovens.&nbsp;</p>



<p>Atualmente, nós temos muitas referências em criadores de conteúdo independentes, inclusive no cenário nacional. A presença de quadrinistas como Camila Abdanur e Dani Frank, que trazem conteúdos bacanas sobre relacionamentos sáficos em seus trabalhos, influenciam mais artistas (eu, entre elas) a investir em conteúdos próprios como representatividade!&nbsp;</p>



<p>Essa presença na mídia nos torna válidas, garante um local de fala, nos dão visibilidade… E para aquelas que ainda estão se descobrindo, essa representatividade é uma forma de se identificar, e de compreender a si mesma de forma mais tranquila, como foi para mim.</p>



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<p>*Sáfica/Sáficas: O termo é um modo abrangente de se referir a mulheres que se relacionam com mulheres, englobando lésbicas, bissexuais e pansexuais. Ele vem de Safo, uma poetisa grega que viveu na ilha de Lesbos e escrevia romances entre mulheres.&nbsp;</p>



<p>*Fanfictions: histórias baseadas em séries, livros, filmes e até famosos, criadas por fãs.</p>



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<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Gabi Oliveira </strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>é uma mulher lésbica cisgênera. Designer e autora de ficção científica independente, se dedica a projetos que misturam a comunicação, o artístico e o cultural, dando um toque único e especial para cada um deles. Você pode acompanhar o trabalho dela no <a href="https://www.instagram.com/cometa.perdido/">Instagram</a>.</p>



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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/iambrendamarques/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/67f14-begaleria7-1.png?w=950" alt="" class="wp-image-10817" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>
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