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	<title>Arquivos Geraldo Nascimento - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Sobre o que os olhos não veem</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Oct 2020 21:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 066]]></category>
		<category><![CDATA[Geraldo Nascimento]]></category>
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		<category><![CDATA[Sentimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Geraldo Nascimento </p>
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<p>Hoje, eu tirei um tempinho para pensar em coisas que as vistas não conseguem ver. Sobre essas coisas não visíveis, não se tem muito para contar: são também indizíveis. Explicá-las a alguém tiraria dessa pessoa a oportunidade das descobertas &#8211; momento em que cada um pode sentir sem aquela obrigação de explicar.</p>



<p>São coisas que os olhos de fora não veem porque, para vê-las, só se for de olhos fechados, ou olhando para o nada. E eu pude perceber essas coisas olhando fotos de João e Lara (João com os olhos presos na sua pipa no ar, e Lara olhando para a grandeza do mar)  &#8211; e eu juro que já tive momentos na vida que eu devia ter tido esse olhar para o nada&#8230; para o infinito.</p>



<figure class="wp-block-gallery aligncenter columns-2 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/969f4-olhar-de-joao-e-lara1.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" data-id="12375" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=12375#main" class="wp-image-12375" data-recalc-dims="1" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/6d317-olhar-de-joao-e-lara.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" data-id="12376" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=12376#main" class="wp-image-12376" data-recalc-dims="1" /></figure></li></ul></figure>



<p>Espaço de tempo que os olhos buscam, em algum lugar, algo nunca visto nem vivido.</p>



<p>Esse olhar, quando nos pega distraídos, tem o poder de retirar de dentro tudo que nos atormenta e causa medos, como perdas, distâncias&#8230; solidão. Se nos perguntam o que estamos vendo, não temos respostas. Olhamos sem a pretensão de enxergar, mas sentir. Nele (digo, no olhar) não ficarão presos os pássaros, as nuvens, as flores, as borboletas&#8230; nem paisagens.</p>



<p>As coisas de dentro não podem ser vistas por outros e, muitas vezes, são inexplicáveis: Saudade, alegria, felicidade, angústia, medo, esperança, fé. Só consegue vê-las quem as tem ou é tido por elas &#8211; e, mesmo assim, são melhores percebidas de olhos fechados.</p>



<p>À exemplo da saudade, fico na dúvida se nós a temos ou se é ela que nos tem.</p>



<p>&#8211; Você não vê o que eu sinto? &#8211; Pergunta sem resposta. Só podemos ver o sentimento que nos passam pelo olhar</p>



<p>De olhos abertos, o lado de fora não nos permite ver o lado de dentro. Penso ser por essa razão que abraço, beijo, músicas, afago, poemas e paladar alcançam sua plenitude quando os olhos estão cerrados.</p>



<p>O Escuro dos olhos permite acender a luz de dentro. Lembranças são fagulhas que nos direcionam sem a necessidade de ver porque só nos guiam por caminhos já vividos.</p>



<p>Os Olhos presos no horizonte nos permitem pensar na necessidade de uma direção e, se presos no alto, a necessidade de ajuda.</p>



<p>O olhar de Lara na foto me passa uma sensação de esperança; o olhar de João, uma sensação de fé.</p>



<p>Esperança e fé não podem ser vistas. Podem e devem ser experimentadas e vividas!</p>



<p>E se perguntarem o que mais desejo na vida? Que eu tenha a mesma esperança e fé que senti retratadas nas fotos.</p>



<p>Que o mar não pode ser mais infinito que o sentido da vida, e que haverá sempre vento para sustentar minha fé no alto.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Geraldo Nascimento </strong>nasceu em Piedade do rio Grande (MG) em 14 de junho de 1968. Formado em Tecnico em Agropecuária e Pedagogia. Reside em Matias Barbosa.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdf84-assinatura-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11677" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator is-style-wide" />



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<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/iuryborel/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/10/4079c-sketch-brasil-1.png2_.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9943" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



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