<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos identidade - Revista Trama</title>
	<atom:link href="https://revistatrama.artebodoque.com/tag/identidade/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://revistatrama.artebodoque.com/tag/identidade/</link>
	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
	<lastBuildDate>Tue, 26 Dec 2023 13:15:37 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.5.6</generator>
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">207943372</site>	<item>
		<title>TRANSITEI</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/06/28/transitei/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/06/28/transitei/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Jun 2020 21:38:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 051]]></category>
		<category><![CDATA[identidade]]></category>
		<category><![CDATA[Murilo Alves]]></category>
		<category><![CDATA[Transgenero]]></category>
		<category><![CDATA[Transsexual]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=10600</guid>

					<description><![CDATA[<p>por:  Murilo Alves</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/06/28/transitei/">TRANSITEI</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Como se ninguém pudesse me ouvir
Todas as vezes que gritei
Como se nunca estivesse aqui
Por todas vezes que chorei

Todo dia que olhava no espelho e não me via
Cansado, sem forças, não me entendia
Por que eu era tão diferente?
Por que isso incomoda tanta gente?
Será que um dia serei feliz?</pre>



<p>Transicionar não é fácil, não é recente, não foi pra sair da rotina. Ser você mesmo e se assumir requer coragem, requer forças, requer que você volte a ter contato com a única pessoa que jamais te abandonaria: você mesmo.</p>



<pre class="wp-block-verse">Procurei por tantos anos alguma solução
Alguma coisa que pudesse ser uma luz dentro do meu coração
Já não sabia mais
Era vergonha pros meus pais</pre>



<p>Foi analisando o seu desconforto com as pessoas ao seu redor, foi quando nenhuma roupa te trazia confiança, quando todo sorriso que saia de você não soava mais tão verdadeiro ou espontâneo. Vi você se anular e se diminuir muitas vezes por alguém que não fazia a minima para os teus sentimentos, ou quando fazia não ligava. Quando deu sinais e ninguém viu, ou se viu, fingiu que não. </p>



<p>Foi olhando pra você chorando no banho, se debatendo e odiando suas nuances, foi também te ouvindo chorar baixinho antes de dormir perguntando a Deus porque se sentia tão mal, tão diferente, um monstro. Olhando você enquanto se vestia e não era de nenhuma forma que te agradava, colocando, às vezes, brincos de forma forçada. Não era nunca por você mesmo, e sim pelos outros. Todo vestido, todo esmalte, todo brinco, toda vez que agiu pelos outros, esquecendo do seu amor próprio. Por todas as vezes que não teve coragem de se assumir e tomar posse de todas suas decisões, pelas vezes em que não teve sequer coragem de se olhar no espelho.</p>



<pre class="wp-block-verse">Toda as vezes que chorei até dormir
Que me batia, por sentir um corpo que não me encaixava
As vezes que me forcei sorrir
Me deprimia, e cada vez mais me afundava</pre>



<p>Pois é, eu vi tudo, todo o medo, toda a frustração, toda a coragem entalada na garganta, vi tudo isso na última vez em que tive receio de ME olhar no espelho. Ali, eu fui capaz de me enxergar, me resgatar, me assumir; de limpar as minhas lágrimas de tristeza, de quem já não tinha esperança alguma.</p>



<p>Foi a primeira vez que chorei lágrimas de amor próprio, que molhavam meu sorriso de gratidão. Era tão difícil sair de toda aquela negatividade, de toda aquela vida que não parecia minha &#8211; até porque, na verdade, não era nem um pouco minha, não era eu. Um peso saiu das minhas costas; pude, enfim, respirar aliviado.</p>



<pre class="wp-block-verse">O dia que tive coragem de ser quem sou
O tanto de orgulho que tive
Tamanha autoestima que gritou
<strong>Maior felicidade em ser trans. Existe. Existo.</strong></pre>



<pre class="wp-block-verse">Sou somatório de todas minhas dores, medos, anseios, dúvidas e receios.

Sou feito de luz própria também. Luz, essa, que eu não era capaz de enxergar, coberta de lama; do barro de um corpo que não era meu, de um lar que me obrigava a me abrigar e existir.

Escavei com a própria mão, sujando minhas unhas. 
Por vezes, até me cortei. 
Doeu. Mas segui cavando. 
E não é que eu vi a luz? 
E que luz! 

Como antes eu não pudera ver?

Me questionei, duvidei tanto, tive tanto medo e, no fim, foi só uma questão de procurar um tesouro. 

Era ouro, diamante, safira… Era eu. Sou eu. Luz própria. O próprio eu.</pre>



<p>Peguei aquele menino encolhido, chorando, todo assustado pela mão e agora luto por ele contra tudo, porque ele sou eu. <strong>E agora, não deixo de ser quem sou por ninguém.</strong></p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Murilo Alves </strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>é um homem heterossexual trans. Estudante de gastronomia, ativista dos direitos trans, youtuber e criador de conteúdo. No instagram: <a href="https://www.instagram.com/otransmissao/">@otransmissao</a>; no youtube: <a href="http://www.youtube.com/HeyMu">Hey, Mu!</a></p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-jetpack-donations"><h4>Apoie a Trama e nos ajude a continuar crescendo!</h4><p>Agradecemos sua contribuição.</p><a class="jetpack-donations-fallback-link" href="https://bodoqueonline.art.blog/2020/06/28/transitei/" rel="noopener noreferrer noamphtml" target="_blank">Doar</a><hr class="donations__separator" /><h4>Fazer uma doação mensal</h4><p>Agradecemos sua contribuição.</p><a class="jetpack-donations-fallback-link" href="https://bodoqueonline.art.blog/2020/06/28/transitei/" rel="noopener noreferrer noamphtml" target="_blank">Doar mensalmente</a><hr class="donations__separator" /><h4>Fazer uma doação anual</h4><p>Agradecemos sua contribuição.</p><a class="jetpack-donations-fallback-link" href="https://bodoqueonline.art.blog/2020/06/28/transitei/" rel="noopener noreferrer noamphtml" target="_blank">Doar anualmente</a></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://www.instagram.com/iambrendamarques/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/6e1f0-begaleria2-1.png?w=950" alt="" class="wp-image-10811" data-recalc-dims="1" /></a></figure></div>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/06/28/transitei/">TRANSITEI</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/06/28/transitei/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">10600</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Por que Contamos Histórias?</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/12/08/porque-contamos-historias/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/12/08/porque-contamos-historias/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Dec 2019 21:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 024]]></category>
		<category><![CDATA[Ano 001, N 026]]></category>
		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Lopes]]></category>
		<category><![CDATA[Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[identidade]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=5161</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Frederico Lopes</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/12/08/porque-contamos-historias/">Por que Contamos Histórias?</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Existem muitas maneiras de se contar uma boa história. Na realidade, a humanidade cultiva narrativas desde os tempos mais remotos, alimentando e compartilhando as crenças em mitos de origem ou simplesmente relatando acontecimentos cotidianos. Pois então, a verdade é que histórias revelam, muito além de sua trama, aspectos peculiares da existência humana.</p>



<p>Antes mesmo que a linguagem escrita fosse desenvolvida, as histórias eram contadas e preservadas através da oralidade. Aspectos concernentes à ancestralidade e descendência dos indivíduos de uma comunidade, bem como lendas e tradições religiosas, foram transmitidas de geração para geração em rodas de conversa diante de uma fogueira.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/11/image-3.png?fit=970%2C583&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-5165" width="728" height="437"/><figcaption class="wp-element-caption">Jovens índios guarani ficam em volta de uma fogueira em Aral Moreira, no Mato Grosso do Sul Foto: Maurício Lima/New York Times</figcaption></figure>



<p>Devido à frequência e intensidade desta troca, podemos supor que a construção da identidade cultural de cada indivíduo de cada comunidade, tenha sido construída por suas histórias. Assim, as batalhas vencidas, as derrotas sofridas e grandes feitos realizados, constituem o grande alicerce onde se estabelecem as convicções e desconfianças no imaginário coletivo de determinados grupos.</p>



<p class="has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background">Para além das manifestações artísticas como a pintura e a escultura, com o advento da escrita, a necessidade de registrar essas histórias em algo que pudesse transcender a existência estabelece um divisor de águas na trajetória humana, promovendo um desenvolvimento tremendo na maneira como o homem conta suas histórias, e, mais do que isso, no modo como lê e interpreta o mundo e a si mesmo.</p>



<p>A julgarmos pela estrutura medieval estabelecida nos <em>scriptoriums</em> dos antigos monastérios,  a urgência em manter vivas as histórias mais importantes contadas, (especialmente aquelas que revelavam e preservavam a esfera do sagrado), para além da oralidade, gerou um sistema de trabalho organizado em funções distintas, desde os copistas e iluminadores dos livros até encadernadores, uma espécie de linha de produção artesanal.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/11/image-4.png?fit=970%2C512&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-5169" width="728" height="384"/></figure>



<p>E, assim, a humanidade seguiu contando suas histórias. A cada desenvolvimento de novas tecnologias, novas possibilidades surgiram para que os autores encontrassem o suporte perfeito para dar vida e transmitir a potência de sua história para outras pessoas. Foi assim com o teatro, com jornais, revistas, fotografia, o audiovisual, com o advento da internet, em blogs, vlogs, esquetes, mídias sociais, etc&#8230; inclusive, algumas histórias envolvem diretamente a ação do espectador, e, talvez por este motivo, a indústria de games esteja faturando mais do que a de cinema na última década.</p>



<p class="has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background">O fato é que o homem enquanto ser, encontra sentido nas histórias compartilhadas e compreende os diferentes modos de ser e pensar que transbordam a experiência individual e ganham um carater coletivo no ato de compartilhá-las. Assim, ao socializar suas narrativas, as noções de humanidade se moldam e edificam lentamente a pluralidade das tradições culturais, lastro da existência humana, rico em complexidade e principal aspecto identitário de pertencimento e poder.</p>



<p>Portanto, quando contamos nossas histórias hoje, reproduzimos uma prática ancestral que nos conecta com cada indivíduo que, um dia, compreendeu que a existência humana só se estabelece enquanto memória coletiva.</p>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity"/>



<p><strong>Frederico Lopes</strong> é Artista, educador, encadernador, escritor, curador, expografista e violonista. Trabalha no Memorial da República Presidente Itamar Franco e é fundador da Bodoque Artes e ofícios.</p>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity"/>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1"/></figure>





<hr class="wp-block-separator has-css-opacity"/>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1"/></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity"/>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/4473c-fotos-carol-copy-1.jpg6_-1-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4981" data-recalc-dims="1"/></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>


<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/12/08/porque-contamos-historias/">Por que Contamos Histórias?</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/12/08/porque-contamos-historias/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">5161</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
