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	<title>Arquivos João Batista - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Olhando da Janela</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Oct 2019 21:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 018]]></category>
		<category><![CDATA[João Batista]]></category>
		<category><![CDATA[Olhando da Janela]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: João Batista</p>
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<pre class="wp-block-verse">Sentado sozinho olhando da janela<br>senti que a vida já teve momentos melhores, mas ainda pode voltar a ser bela.<br><br>As listras da persiana se misturam com as do asfalto ao lado<br>Ora seco, sol a pino. Um cochilo e mudou tudo, abro os olhos, chão molhado.<br><br>Olhando da janela vejo um homem tão feliz passeando com seu cão, enquanto do outro lado uma velhinha passeando com sua bengala calculando os passos para não correr o risco de vir ao chão<br><br>Entediado pelo tic-tac do relógio a paciência já quase se esgotou<br>Às vezes TV, às vezes se lê, e um milhão de tempo depois, 15 minutos foi o tempo que passou.<br><br>De dia cansado, a noite sem sono, queria tanto dormir mas infelizmente não deu<br>mas quando o sono vem é tarde, o sol anuncia que um novo dia já nasceu.<br><br>Momentos assim são perfeitos para se exercitar a humildade, a compaixão <br>Coisas tolas como riqueza, cor da pele e beleza nessa hora não passam de pura ilusão <br><br>Olhando da janela às vezes se percebe um alerta sonoro, luminoso, uma espécie de sinal<br>Essa janela solitária e vazia que me encontro neste momento é a janela de um hospital.</pre>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>João Batista</strong> é Vigilante e entusiasta das artes. Apaixonado por música e cinema. Prefere os clássicos às tendências da modernidade.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0e0a3-aajude.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2693" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-normal-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem acima e acesse a loja virtual da Bodoque!</p>



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<p style="background-color:#946d00" class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/carolinestabenow/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/c7388-menino-poccca7o.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2231" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Click!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 11 Aug 2019 18:50:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 009]]></category>
		<category><![CDATA[efêmero]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[João Batista]]></category>
		<category><![CDATA[modernidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: João Batista</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Você já se perguntou qual é a real importância de uma fotografia? Trato aqui em uma perspectiva puramente pessoal, longe dos fins comerciais e de divulgação, inspirado por um texto compartilhado aqui na Trama: <em><strong>Ver ou ser visto</strong></em>, de Lucas Menezes.</p>



<p>Fico impressionado com a quantidade de momentos que desperdiçamos pela obsessão da busca por um clique perfeito. Uma pose inédita, um plano de fundo, um olhar 43&#8230; combinação perfeita para alguns instantes de sucesso naquela rede social.&nbsp;</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">E onde foi parar aquele frio na barriga? Aquela ansiedade quase infantil da espera por um novo passeio? É neste momento que vai tomando forma e ficando cada vez mais claro a percepção da inversão dos valores do que é real pelo virtual.</p>



<p>Me afastei por um momento e sentado em um banquinho velho de madeira improvisado, de frente para o mar, enquanto a brisa agitava os cabelos já despenteados e queimados de sol, cliques de smartphones soavam como tiros de garrucha em meio a uma verdadeira guerra de vaidade.</p>



<p>Parei, fechei os olhos, respirei fundo e por alguns instantes fiquei ali, imóvel&#8230; Não olhei, nem me posicionei, apenas senti&#8230;</p>



<p>Não venho montado em uma alegoria de hipocrisia pra dizer que não existe seu valor, porém, acredito que cada momento seja único e não é possível ficar o tempo todo guardando-o nesta caixinha mágica de luz e sombra. Não em sua plenitude, não em sua essência.</p>



<p>Naquele momento, usar essa oportunidade única para experimentar os sons e sabores, o toque e as cores, certamente traria algo muito mais valioso para ser guardado em outro lugar, muito mais importante: no coração!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>João Batista</strong> é Vigilante e entusiasta das artes. Apaixonado por música e cinema. Prefere os clássicos às tendências da modernidade.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/33ea3-sem-titulo-6-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-828" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
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		<title>Enfim, o fim</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Jul 2019 10:59:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 006]]></category>
		<category><![CDATA[enfim o fim]]></category>
		<category><![CDATA[João Batista]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[recomeços]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: João Batista</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/07/21/enfim-o-fim/">Enfim, o fim</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">&#8220;Não há bem que dure para sempre, nem mal que nunca se acabe&#8221;<br>O fim de alguma coisa pode se apresentar de várias formas:<br>&#8211; Como as flores de um Ypê, tão vivas e brilhantes que chegam a lembrar as riquezas do ouro. No entanto, não são capazes de resistir a chegada do outono. Caem e se misturam à grama já seca e orvalhada pela força da estação.&nbsp;<br>&#8211; Uma canção de amor, tão serena e arrepiante que é capaz de acalentar até mesmo o mais frio dos corações. E mesmo assim, não é capaz de resistir ao insistente compasso das notas que a levam a sucumbir ao acorde final.<br>&#8211; Ou quem sabe a própria vida, que muitas das vezes insiste em contrariar aquela velha ordem natural das coisas: o nascer, crescer, reproduzir e pula logo para o final do ciclo, embaralhando tudo o que havia sido planejado com tanto cuidado.&nbsp;<br>Mas sabe o que essas e várias outras coisas têm em comum?</p>



<p>Elas&nbsp; recomeçam!<br>&#8211; O ouro do Ypê volta a reluzir na próxima primavera.<br>&#8211; Um simples toque no play acalenta novamente aquele frio coração.&nbsp;<br>&#8211; E o milagre da vida pode ser continuado através da esperança de um filho ou um neto&#8230; quem sabe?<br>A questão é que se é inevitável,&nbsp; porque se prender tanto?<br>Planeje menos, passeie mais. Reclame menos, agradeça mais.</p>



<p>Não se pode perder aquilo que nunca se teve, e para casos assim só existem duas saídas: é tentar de novo ou esquecer de vez. Até que tudo recomece e se resolva,&nbsp; ou se torne apenas mais uma canção no meu violão e seja enfim, o fim.</p>



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<p><strong>João Batista</strong> é Vigilante e entusiasta das artes. Apaixonado por música e cinema. Prefere os clássicos às tendências da modernidade.</p>
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