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	<title>Arquivos Jornalismo - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Ressignificando a Carreira depois dos 40</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Feb 2021 21:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 079]]></category>
		<category><![CDATA[Aprendizado]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Medeiros]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mindset]]></category>
		<category><![CDATA[Noção de sucesso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Augusto Medeiros</p>
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<p>Começo este artigo falando sobre o fim. Para ser mais claro, o começo do fim da <strong><em>Crise dos 40</em></strong>. E você vai saber qual é esse fim, se ficar comigo nesse artigo até o último parágrafo. Oi, eu sou o Augusto Medeiros, pernambucano, jornalista, criador de conteúdo, gerente de projetos, ator, roteirista. E tenho 44 anos. Essa história é sobre mim, mas pode ser bem parecida com a sua. Por isso, faço o convite a uma reflexão.</p>



<p>Não sei se todos, mas ouso afirmar que boa parte dos seres humanos passa pelo complexo questionamento sobre os rumos da vida a partir dos 40 &#8211; principalmente aqueles de <strong><em>Mindset de Crescimento</em></strong>, como explica a psicóloga Carol Dweck, autora do livro <strong><em><a href="https://www.amazon.com.br/dp/8547000240/ref=tsm_1_fb_lk">Mindset &#8211; A nova psicologia do sucesso</a></em></strong>. Fazendo uma breve explicação, ela afirma que as pessoas que se encantam pela condição de estar sempre aprendendo, mantém-se em constante desenvolvimento; já as pessoas de <strong><em>Mindset Fixo</em></strong>, gastam muita energia provando aos outros e a si mesmo o seu perfil intelectual estático. No meu caso, confesso que me identifiquei, em alguns momentos, com o fixo e, mais recentemente, com o de crescimento.</p>



<p>Os sinais mais evidentes da crise dos 40 surgiram após uma extraordinária experiência de intercâmbio cultural na Europa, por um período de três meses, divididos entre Londres e Berlim. Ao voltar para o Brasil, começaram as crises de ansiedade. Digo que era o sufocamento causado pela necessidade de mudança. O corpo não só fala, como também pode gritar, caso você ignore um diálogo pacífico com os sintomas. Depois da gritaria, iniciei um lindo processo de mudança de vida. Hoje, falo com orgulho sobre tudo o que passei e, espero poder ajudar outras pessoas que passam por esse momento tão delicado, de decisões importantes sobre o futuro.</p>



<p>Vivi intensos 17 anos de carreira como repórter de Televisão. Uma paixão de causar incêndio. Vocação e determinação para contar histórias, a qualquer momento, sem pausa.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/e0ce2-foto-fantastico.jpg?resize=950%2C502&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-14211" width="950" height="502" data-recalc-dims="1" /></figure></div>



<p>E foi esse o meu questionamento aos 40. Será que aquele era o ritmo adequado para os meus dias? O exagero levou ao esgotamento. A decisão foi mudar de rumo. Pedir demissão, mudar de país, mudar de vida. Sei que muitos não conseguem. É um movimento que requer coragem e planejamento, inclusive financeiro. Foi aí que o <strong>Mindset de Crescimento</strong> ganhou força. Busquei novos conhecimentos. Achei tempo onde não parecia existir e concluí um MBA em Gerenciamento de Projetos pela FGV. Era exatamente a fraqueza que eu precisava fortalecer para planejar e executar a mudança.</p>



<p>Aqui vai uma dica de quem já passou por tudo isso e sente que, agora, está fechando o ciclo da crise: Respeite seus limites. Escute suas emoções e seu corpo. Foi o que fiz, mesmo que um pouco tarde. Era preciso parar tudo. Mudei para a Alemanha e passei um ano estudando o idioma alemão, sem compromissos profissionais. Você já pode questionar nesse momento sobre o luxo de ficar sem trabalhar, mas não se esqueça que falei sobre planejamento financeiro mais atrás. E também, tem relação com prioridade. Algumas pessoas podem gastar em bens de consumo; eu decidi investir em conhecimento e na minha qualidade de vida.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/f4a40-foto-berlim.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-14214" data-recalc-dims="1" /></figure></div>



<p>Do momento em que cheguei à Alemanha, começou um período de desconstrução. É parte do processo. Ainda cheguei a fazer minha primeira reportagem internacional, que foi ao ar no Fantástico, sobre um brasileiro desaparecido em Hamburgo. Eu ainda não havia parado totalmente, e o corpo gritou mais uma vez. Foi então que resolvi ser mais radical e suspender o início da carreira como correspondente internacional. Só aí, o silêncio que eu precisava, finalmente, começou a me acalmar.</p>



<p>Durante cerca de seis meses, eu não sabia o que faria, profissionalmente. De fato, era a etapa da desconstrução, da busca pelo autoconhecimento e pelo propósito. Por fim, comecei a namorar mais uma vez com a comunicação, que é a minha verdadeira vocação. Criei dois projetos. O primeiro deles, o <strong><em><a href="https://www.youtube.com/channel/UCUTalSYOyE4Sv0Jj2t_pDFQ">Mudar é Possível</a></em></strong>, um canal no YouTube para compartilhar minhas experiências de mudança de vida. Depois, vieram novos quadros, como as entrevistas com especialistas; as histórias contadas por outras pessoas, também sobre mudança de vida; e o compartilhamento das minhas mudanças na prática.</p>



<p>O segundo passo, que já foi uma reaproximação maior com o jornalismo, foi a criação do canal <strong><em><a href="https://www.youtube.com/channel/UCjy0R55YqUpOY30oMLHnCiQ">Mais Berlim</a></em></strong>, sobre viagem e cultura em Berlim. Também criei uma revista online, parte do projeto <strong><em>Mais Berlim</em></strong>. Ambos os projetos foram a base para a reconstrução da carreira, com um novo significado.</p>



<p>Consigo me enxergar, hoje, como um jornalista atualizado, com o YouTube, com as Redes Sociais, com as ferramentas de Marketing Digital. Por isso, falo com orgulho sobre a mudança de vida. Aprendi muito na reconstrução. Agora sei mais sobre a linguagem da internet e sobre o tipo de conteúdo que as pessoas buscam. Aprendi a editar vídeos, a construir um site, a fazer anúncios no Google e no Instagram e a produzir criativos para redes sociais. Descobri que existiam novas profissões na comunicação, como copywriting e gerente de comunidades. Ou seja, atualizei-me, sem perder o amor pela comunicação.</p>



<p>Mas e agora, qual é o início do fim desse ciclo, que eu prometi contar? Depois de tudo o que passei, tenho mais clareza de que exagerei na medida do meu envolvimento com a profissão. Claro que notícia não tem hora para acontecer e que devemos nos dedicar para nos desenvolvermos, mas vou citar mais uma vez o livro da PhD Carol Dweck. <strong>Quando focamos nossa carreira no sucesso, na fama, no rótulo de &#8220;o melhor&#8221;, nos elogios, corremos o risco de nos aprisionarmos a uma mentalidade fixa</strong>.</p>



<p>Hoje, estou sim, voltando à ativa como repórter.  Porém, não quero focar no sucesso; quero focar no meu desenvolvimento contínuo, com a sensação leve de estar aprendendo todos os dias. O sucesso pode ser uma consequência.</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ad69a-augusto-medeiros.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-14216 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong>Augusto Medeiros</strong></strong> é jornalista que adora criação. Fazedor de multitarefas. Repórter de TV, apresentador, criador de conteúdo digital, youtuber, roteirista, ator e gerente de projetos.</p>
</div></div>



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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
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		<title>Editorial &#8211; Ninguém aguenta mais falar de Coronavírus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Oct 2020 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 065]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Carol Cadinelli]]></category>
		<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Carol Cadinelli</p>
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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-left">Falar ou não falar sobre o Coronavírus: eis a questão.</p>



<p>Bem, a pandemia não é notícia nova. Para mim, já são seis meses e meio de quarentena-na-medida-do-possível &#8211; que, no meu caso, é bem mais que o possível para a maioria da população; para uma galera, já são bem mais.</p>



<p>As notícias sobre vacinas, discussões sobre tratamentos possíveis, informações sobre medidas políticas e individuais para a prevenção de contágio, essas também já não são novidade; mesmo as notícias novas, sobre avanços no desenvolvimento das vacinas, já chegam velhas aos nossos ouvidos. Tudo parece igual, e parece que nunca vai acabar &#8211; ou que já acabou.</p>



<p>Pois bem. Ainda não acabou, não, essa tal de quarentena. A gente ainda deveria estar em casa tanto quanto possível; usando máscara nas poucas vezes que sai; passando álcool gel nas mãos, e higienizando tudo que é superfície; mantendo distância. Mas em vários lugares, é como se tivesse acabado. </p>



<p>Vou contar dos locais em que vivo: </p>



<p>Em Juiz de Fora, os bares já estão abertos; e vocês não imaginam a minha surpresa no sábado passado, ao finalmente levar minha cachorra pra passear na pracinha (depois de muito relutar) &#8211; eu toda cheia de dedos, máscara e distanciamento -, vendo o nível de lotação das mesas do tradicional Bar du Leo. Depois da surpresa, veio a inveja de quem estava ali, tomando uma geladinha, comendo o melhor pastel da cidade, com tranquilidade. Em outros contextos, vejo os amigos falando de tomar uma caip ali no Rise, como costumávamos fazer todas as quintas-feiras. Tudo bem que ninguém aguenta mais ficar presa (eu inclusa) e que os bares estão tomando suas medidas de segurança. Mas queria, eu, me sentir segura pra essas coisas. </p>



<p>Em Guarulhos, o forró no Bar do Vandeko embalava as minhas noites em casa de quarta a domingo. Ir ao supermercado demandava uso de máscara; mas só, também. De resto, todo mundo de cara livre &#8211; o que me faz questionar como a minha sogra anda conseguindo vender as tantas máscaras que produz. As conduções para e de São Paulo, cheias. As tabacarias do Alvorada, cheias também. </p>



<p>A questão é que, independente do que as pessoas andam fazendo, as notícias permanecem as mesmas: &#8216;Brasil chega a 5 milhões de casos do COVID&#8217;; &#8216;Já são quase 150 mil mortes por Coronavírus no Brasil&#8217;; &#8216;Ministério da Saúde permanece sem ministro&#8217;; &#8216;A vacina inglesa continua em fase de testes&#8217;; &#8216;Tratamentos experimentais continuam sendo aplicados em pacientes com Coronavírus&#8217;. Na verdade, existem umas diferenças dessas manchetes que eu tirei de trás da minha orelha para as manchetes reais: elas continuam chamando o COVID de &#8220;Novo Coronavírus&#8221;. Mas novo pra quem, gente? Já estamos em outubro, e embarcadas nessa onda desde fevereiro. Presas em casa desde março. A gente não aguenta mais falar de COVID. </p>



<p>Mas se não falamos, estamos sendo omissas. Se não falamos, é como se tivesse acabado, e todos pudéssemos retomar nossas rotinas pré-pandêmicas &#8211; o que já vem ocorrendo na maioria dos locais, para preocupação daqueles que ainda buscam se proteger, proteger aos seus, e das autoridades de saúde em geral [não vamos entrar aqui nos específicos relacionados às opiniões de vocês-sabem-quem].</p>



<p>Tenho motivos para acreditar que o desejo mais honesto da maioria de nós, jornalistas, nesse momento, é poder não falar nunca mais sobre o Coronavírus. Mas enquanto jornalistas, não podemos nos dar ao luxo de ficarmos omissas diante de uma situação que coloca em risco as vidas de milhões de pessoas &#8211; ainda que ninguém mais aguente falar disso, inclusive nós. </p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Carol Cadinelli</strong> é jornalista, apaixonada por palavras. Escreve, edita, revisa, traduz, atua e, vez ou outra, fotografa. Atualmente, é editora na Trama e escritora nas horas vagas.</p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdf84-assinatura-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11677" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/073d7-loja-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11574" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
</div>



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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/revista-trama-edicao-impressa-edicao-001"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/72b80-impressa-3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11608" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
</div>
</div>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/affnana/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/43ef4-fotos-carol-copy.jpg8_-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11314" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>
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