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	<title>Arquivos Lauana Coutinho - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Queda Livre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Oct 2020 21:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 068]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[Lauana Coutinho]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Lauana Coutinho</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Refletindo sobre a minha vida carnal, compreendi que as experiências são como um salto, realizado de um trampolim bem alto, rumo a águas profundas. Lá de cima, em queda livre, não dá pra saber se serão águas calmas ou agitadas, tampouco premeditar um bom mergulho ou um afogamento &#8211; pois a distância deturpa os olhos, embaça a vista, e pode confundir as coisas. Acreditem, como boa míope, entendo a dificuldade de enxergar o que está ábdito.</p>



<p>Certa vez, pronta para pular, e olhando para baixo, me deparei com a dificuldade de enxergar. Somada às minhas perspectivas diante de experiências traumáticas, ela me colocou em uma posição onde acreditei que escolher as coisas “certas” me faria viver plenamente, feliz. Pulei. </p>



<p>Me afoguei. Me arrastei até a margem e sentei na borda, com um murmúrio nos ouvidos me dizendo para continuar ali. E eu continuei. Pulei diversas vezes do mesmo lugar, caindo sempre da mesma maneira, no desespero sufocante das águas turbulentas que eu já conhecia, mas me negava a enxergar.</p>



<p>Chegou o dia que, voltando para o trampolim, pronta para reiniciar minha queda livre até o afogamento, surgiram novas escadas, que antes não estavam ali. De pronto, não quis arriscar mudar de caminho, nem tampouco pular ao encontro do desconhecido; mas, ao subir as escadas, vi a beleza de uma nova altura, a cor do céu, a disposição dos objetos, e até música ao fundo era mais bonita. Algo, porém, me chamou mais a atenção; não as cores e sons, mas um sorriso, que me chamava na borda da prancha, fazendo tudo parecer um sonho. </p>



<p>Fui ao seu encontro, troquei palavras, e fui questionada sobre quais eram meus caminhos. Foi quando o belo sorriso, que fazia parte de uma composição corpórea, me deu um beijo e pulou, de uma altura extraordinária, que eu jamais tinha visto. Não olhou para trás. Não existia medo em seus olhos.</p>



<p>Olhei a altura daquela nova vista e voltei às minhas escadas, caminhando até o trampolim habitual. Não pude pular. Até corri, por impulso, mas parei na borda. Nesse momento, com os olhos cheios de lágrimas, me despi de tudo que me prendia ali. Desci as escadas sem olhar para trás. Sem medo nos olhos, decidi escolher meu caminho, e eu já sabia qual era. </p>



<p>Fui até o trampolim mais alto. Respirei todo ar que pude e pulei, de braços abertos ao encontro da água &#8211; que desta vez não me engoliu ou afogou, mas me proporcionou um bom mergulho.<br></p>



<p>A liberdade é a queda que escolhi viver. Ela me guia por águas profundas, além de tudo o que já havia visto ou sentido, rumo a novos caminhos e amores.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Lauana Coutinho</strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong> é casada com a História e amante da música. É historiadora pela Universidade Cidade de São Paulo (UNICID), pesquisadora do período que vigorou a Ditadura Militar no Brasil e escritora sensível no pouco tempo que sobra.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdf84-assinatura-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11677" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas para seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/iambrendamarques/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/10/ef7bc-begaleria8-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10819" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>
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		<title>O Amor Libertário</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/09/06/o-amor-libertario/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Sep 2020 21:21:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 061]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[Lauana Coutinho]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Lauana Coutinho</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O amor sempre cerca a vida &#8211; essa é uma de minhas certezas sólidas. </p>



<p>Claro que, com o passar dos anos, a vida me apresentou diferentes perspectivas do que<br>esta terminologia representa, de modo que o amor, em sua forma viva, foi apresentado para mim em diversos momentos, de maneiras distintas.</p>



<p>Vi a afetividade familiar, e a recebi por toda a vida, sempre tendo como aprendizado que o verdadeiro amor deve ser libertário, como um incessante sentimento que deve se encaixar onde nos sentimos bem, e acolhidos. A proposta do sentir portanto, deve ser nosso encaixe pessoal, em relações e situações em que podemos ser livres.<br><br>Porém, ao contrário do aprendizado que tive com a minha família, em alguns momentos não pude sentir a liberdade do amor. Me esqueci como era a sensação do alívio amoroso sendo como uma brisa leve que bate no rosto. Nestes momentos, pude sentir o vazio da alma, pois estive em locais onde recebi apenas o açoite do ódio, e por conviver com isso, devolvi todas as chicotadas.</p>



<p>Reconheço essa como minha pior falha, e hoje sei o que significa falar sobre amor verdadeiramente.</p>



<p>Desta forma, refletindo sobre esse conceito, concluí que escrever sobre amor talvez seja mais do que simples palavras de enaltecimento a outros, ou verbalizações simplórias sobre sentimentos que nem ao menos compreendemos, pois o amor é em sua forma mais complexa, completo de tudo e nada, é como o ar &#8211;  que mantém o fogo, mas pode apagá-lo.</p>



<p>Decidi dissertar sobre isso de modo metafórico, pois o que é o amor se não metáforas criadas pela alma? Sabendo disso, caro leitor, entenda que já pude assistir o amor por muitas janelas, espaços esses cercados de tantos detalhes que mal pude acompanhar com clareza, e no fim, percebi que o amor são estas janelas, e que cada uma carrega peculiaridades, sempre com algo novo para me mostrar. Mas ainda que pudesse perceber tal beleza, me afastando destas vistas, pude notar minha solidão, escancarada em cada uma das minhas janelas, espaços esses que simbolizam o amor. Minha solidão pode estar acompanhada de lembranças que passavam ao longe, e as avistei em cada um dos buracos em minhas paredes.</p>



<p>Deste modo, o esplendor de meras recordações longínquas chocou-se ao amargor da tristeza inútil; e em minha profunda solidão, percebi meu amor inflamar como fogo sendo aceso por uma pequena faísca, ao passo que era alimentado pela brisa calma, me ardendo por dentro, como palha seca ao ser incendiada.</p>



<p>A solidão tornou-se solitude, e consegui olhar para minha vida, para as pessoas que a cercam, e perceber que o amor transformou-se em um levante pessoal, que me arde a alma, e nunca para de queimar. Esse fogo segue irradiando de dentro pra fora, sai por todas as minhas janelas até chegar em cada olhar que já tocou o meu, mas que só irá arder quando souber, verdadeiramente, o que significa o amor libertário.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Lauana Coutinho</strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong> é casada com a História e amante da música. É historiadora pela Universidade Cidade de São Paulo (UNICID), pesquisadora do período que vigorou a Ditadura Militar no Brasil e escritora sensível no pouco tempo que sobra.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdf84-assinatura-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11677" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas para seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/iambrendamarques/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/10/ef7bc-begaleria8-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10819" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



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