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	<title>Arquivos lésbica - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>#AlôFamília &#8211; Preconceito</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Feb 2021 21:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[#AlôFamília]]></category>
		<category><![CDATA[Ano 003, N 080]]></category>
		<category><![CDATA[Carolina Medeiros]]></category>
		<category><![CDATA[Homofobia]]></category>
		<category><![CDATA[lésbica]]></category>
		<category><![CDATA[Preconceito]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Carolina Mary Medeiros</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Eu vou te contar que você não me conhece. E seu ódio por mim talvez venha desse desconhecimento. Eu mesma também não lhe conheço, mas só de olhar assim, a gente já pensa um monte de coisas, né? Coisa estranha, isso do preconceito. Às vezes penso que ele, o preconceito, é só o que seu nome mesmo explica: um conceito prévio dos que não ultrapassam as barreiras do entendimento do outro. É só a gente se olhar assim, meio torto, e já vem aquele monte de estereótipos na nossa mente. Aí pronto… nasce o maldito preconceito. E é duro de morrer, viu?</p>



<p>Deixe-me tentar um outro caminho. Prazer! Eu sou a Carolina. Mulher, cisgênero (dá um google), 44 anos, branca, suburbana, carioca, professora, atualmente diretora de escola federal aqui do Rio mesmo, casada há 19 anos, mãe de uma menina de 11 anos e uma cachorrinha filhote que dá muito trabalho. E sou lésbica. Tomou um susto? Essa palavra assusta, né? Também me assustou quando descobri, ainda na adolescência, o que eu era. Porque pra nós também é assim, sabe, no susto mesmo. A gente não escolhe gostar, amar, sentir atração por alguém do mesmo sexo que a gente. A sexualidade humana se forma mesmo diversa e a partir de inúmeras experiências psicossociais, que vivenciamos em sociedade e nos afetam o psicológico das mais diferentes formas. Juro que, diante do tanto que se sofre nesse nosso mundo por ser diferente, às vezes penso que, se tivesse escolha, seria &#8220;normalzinha&#8221;, do jeitinho que mamãe queria.&nbsp;</p>



<p>E tentei. Ah, se tentei! Porque quando a gente descobre que ama diferente de todo mundo que você conhece, que seu tipo de amor não aparece nos beijos românticos das novelas de TV, que sua mãe diz que tem nojo de mulher assim e que desde pequena só de você andar alguém já grita &#8220;sapatão!&#8221; e você nem entende o motivo, porque seu pé é pequeno… ah, meu amigo… tudo que a gente quer é que esse pesadelo acabe e você se case de noiva com o primeiro Ze Mané que aparecer. Mas não funciona. A gente não consegue. Aí a gente se conforma com o que é e tenta viver… ou sobreviver.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Demora até a gente entender que o jeito de amar de cada um é diferente. E tudo bem com isso. Demora se olhar no espelho e se sentir bem consigo mesma, sem se achar esquisita. Demora até digerir o &#8220;sapatão&#8221; da infância e ressignificá-lo em uma das tantas formas de amar. E é por isso que tem que ter casais como o meu na TV. Por isso que tem que ter programas que falem sobre adoção por homossexuais. Porque a minha filha existe, mesmo que ela não esteja nos comerciais de margarina. Por isso que tem que ter lei que diga que temos os mesmos direitos. Que nos protejam dos ódios de quem nem nos conhece, mas nos mata por aí. Não é chatice de militância mimizenta de Facebook. Tá bom… tem militante chato pacas, tô sabendo. E eu até gostaria de concordar com você que somos todos iguais e não precisamos de leis ou ações afirmativas específicas. Mas a verdade é que morremos mais por causa de ódios homofóbicos, que temos menos oportunidades de emprego, que sofremos nas estatísticas dos estupros, no nosso caso, &#8220;corretivo&#8221;&#8230; Pois é. Com a gente, o buraco é mais embaixo.</p>



<p>E é por isso que estou fazendo esse texto. Nem é por mim. Nem sei se é por você. Quem sabe o nosso tempo já se foi cheio de erros, ódios e desencontros&#8230; Mas é pelos nossos filhos. Para que eles se conheçam num parque ou na escola e comecem de novo por nós. Para que a minha filha possa dizer ao seu filho que tem duas mães. Para que seu filho possa dizer que tem um pai e uma mãe. Para que o filho da minha amiga possa dizer que tem só mãe ou só pai ou dois pais. E eles sorriam com a leveza dos que se despem dos ódios antigos, porque se reconhecem pessoas iguais em humanidade e direitos, mas diferentes em possibilidades de amar e de viver.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0a2a9-carolina-mary-medeiros.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-14051 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong>Carolina Medeiros </strong></strong>é professora de História, graduada pela UFRJ, mestre em sociologia pela Uerj, atualmente Diretora do Campus Engenho Novo II, do Colégio Pedro II, esposa da Andreia, mãe da Luiza e da cachorrinha Flor.</p>
</div></div>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
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<p></p>
</div></div>
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		<title>teü zíper, meü código de trânsito</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Jun 2020 21:39:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 051]]></category>
		<category><![CDATA[lésbica]]></category>
		<category><![CDATA[Nalü Romano]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[semáforo]]></category>
		<category><![CDATA[transito]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Nalü Romano</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">nossos dedos
vão se entrelaçar
ao som da rua
em movimento

olharei pra frente
e de rabo de olho
confirmarei que teu riso
acompanha
nossos passos

duas mulheres 
por meridianos em comum 
conquistaram avenidas e
o direito das travessias

o semáforo 
são três botões da tua blusa 
eu só escondo minha mão&nbsp;
se for dentro da tua calça</pre>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Nalü Romano-Lister </strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>é uma mulher lésbica cisgênera. Artista multidisciplinar, escritora, ativista e humorista, publicou o livro &#8220;<a href="https://www.amazon.com.br/todas-outras-coisas-machucam-tamb%C3%A9m/dp/1733901310/ref=sr_1_1?dchild=1&amp;qid=1593129941&amp;refinements=p_27%3ANalu+Romano&amp;s=books&amp;sr=1-1">você (e todas as outras coisas que me machucam também)</a>&#8221; em 2019, pela Wide Eyes Publishing. No Instagram: <a href="https://www.instagram.com/naluromano/">@naluromano</a>; no twitter: <a href="https://twitter.com/itsannalu">@itsannalu</a>.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/iambrendamarques/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/07/cf6fa-begaleria1-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10809" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>
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		<title>Orgulho que Grita</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/06/28/orgulho-que-grita/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Jun 2020 21:36:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 051]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[lésbica]]></category>
		<category><![CDATA[Martha Paula]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>
		<category><![CDATA[MÚSICA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Martha Paula</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Enquanto escrevo, vejo e ouço em minha mente Cássia Eller perfomando &#8220;Malandragem&#8221; e sinto o cheiro das capas de CD&#8217;s que ouvia em minha infância. Essa música e &#8220;Eu sou neguinha&#8221; eram as minhas preferidas daquele álbum de capa vermelha chamado &#8220;Música Urbana &#8211; o melhor de Cássia Eller&#8221;. Com seis anos, eu considerava ousadia chamar &#8220;O príncipe&#8221; de chato. Quem era aquela mulher diferente, meio masculina e subversiva?&nbsp;</p>



<p>No disco ao lado, Paula Toller performava feminilidade mais classicamente, com seus cabelos loiros e sua voz delicada. Eu era muito fã e poderia passar um dia inteiro ouvindo, sem parar nem enjoar. Talvez fosse até uma paixão utópica &#8211; eu só não sabia.<br>Os anos foram passando e, enquanto adolescente negra tentando encontrar espaço e ser aceita, precisava esconder minhas paixões secretas por algumas colegas; precisava achar bonito quem elas achavam bonito e gostar de quem elas gostavam &#8211; todos meninos, claro. Eu precisava me esconder. E senti que precisava. Até encontrar, em mim mesma, um amor que não cabia em esconderijo.</p>



<p>Quando percebi ser legítimo e genuíno o amor que eu nutria por uma mulher &#8211; sim, uma mulher como eu -, percebi que ele era parte de mim e motivo de orgulho. Eu queria mostrar para o mundo, queria gritar: &#8220;vejam, eu finalmente entendi o amor, conheci o amor, experimentei algo verdadeiro, aquilo de que falavam as histórias da minha infância!&#8221;&nbsp;</p>



<p>Mas me alertaram: &#8220;shhh, quem ama igual, se ama calado&#8221;. E, assim, mais uma vez, meu grito foi silenciado. Ou talvez&#8230; Só ignorado. Ninguém poderia silenciar meu corte de cabelo, meu jeito de andar e de falar; ninguém poderia me impedir de amar quem eu quisesse amar!</p>



<p>Hoje, grito enquanto ando de mãos dadas com minha noiva. Grito enquanto construímos uma família, a contragosto da família que me gerou. Grito quando existo, porque existo sob uma estrutura social que opta por objetificar ou invisibilizar mulheres lésbicas, em vez de valorizá-las. E existo enquanto mulher, negra, lésbica e médica num espaço dominado por homens, cis-gênero, brancos, heterossexuais, e suas formas de ver o mundo.</p>



<p>Grito com orgulho, na esperança de que nossas vozes sejam ouvidas, atendidas e nunca mais silenciadas. Existimos e somos importantes. Fazemos arte, sonhamos, construímos, pesquisamos, escrevemos, publicamos, pregamos&#8230; Somos parte de tudo o que a sociedade consome e produz. E construímos o caminho para que o mundo se torne melhor quando gritamos. Então, querides leitores, gritem comigo!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Martha Paula </strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>é uma mulher lésbica cis. Médica e poetisa de São Luís &#8211; MA. Conheça mais de seu trabalho no <a href="https://www.instagram.com/demeasas/">Instagram</a>. </p>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/iambrendamarques/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/0914e-begaleria5-1.png?w=950" alt="" class="wp-image-10813" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>
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		<title>Lesbofotografia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Jun 2020 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 051]]></category>
		<category><![CDATA[Claudine Braga]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[lésbica]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Claudine Miranda</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/06/28/lesbofotografia/">Lesbofotografia</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right"><em>Entrevista e fotos: Claudine Miranda<br>Introdução: Carol Cadinelli</em></p>



<p class="has-drop-cap">Toda fotografia carrega em si uma gama de histórias;  entre elas, a história por trás do olhar que fotografa e a história por trás dos corpos que posam. Essas, talvez, sejam as histórias que mais impactam o significado de cada fotografia e, assim, o retrato de mulheres lésbicas feito por mulheres lésbicas traz particularidades que só a vivência de todas as experiências que constroem a existência lésbica única de cada uma pode moldar nas expressões.</p>



<p>Lésbica, a fotógrafa Claudine Miranda traz, em seu primeiro ensaio temático LGBT, a história de Shandra e Ananda, que posam não para uma lente, mas para uma tela (mais uma vez, a História influencia a arte). E mais do que suas poses e sua representatividade visual, a artista traz também suas vozes, suas histórias contadas, suas lesbianidades conjuntas, afetivas e, acima de tudo, felizes.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p> <strong>1)&nbsp;Como vocês se conheceram?</strong>&nbsp;<br><br>Shandra: Tudo começou com meus pais e a mãe e o padrasto de Ananda. Meu pai fazia cover do Raul Seixas e minha mãe tocava com ele; o padrasto e a mãe de Ananda, por serem fãs do Raul, abriram uma lanchonete chamada Raul Burguer na rua da casa da minha avó. Fui lanchar lá com meus pais depois de um show deles e conheci a mãe, o padrasto e a irmã de Ananda. Um certo dia, eu passando pela lanchonete, a mãe de Ananda me chama pra finalmente conhecer Ananda. Foi um momento mágico, tudo ficou em câmera lenta.</p>



<p><strong>2) Há quanto tempo estão juntas?</strong><br><br>Ananda: Estamos juntas desde nosso primeiro beijo. Isso aconteceu no dia 16 de outubro de 2016, o que dá 3 anos e 8 meses grudadinhas.</p>



<p><strong>3) Como é a relação de vocês?<br><br></strong>Ananda: É uma relação bem gostosa, porque a gente sempre coloca o diálogo como prioridade, conversando sobre tudo.&nbsp; Então somos completamente sinceras uma com a outra, abertas e compreensivas.&nbsp;Mas isso não quer dizer que a gente não brigue&#8230; Como todo casal nós também temos nossas desavenças, porém, nada que uma boa conversa com calma não possa resolver.</p>



<p><strong>4) E os seus pais, o que dizem sobre isso?</strong><br><br>Shandra: São bem tranquilos. Meus pais reagiram completamente normal, até porque já sou assumida desde os 15 anos. Os de Ananda ficaram um pouco chocados no início, até porque foi quando ela se assumiu&#8230; Mas levaram tudo numa boa. Hoje moramos eu, Ananda, minha mãe e minha tia mais nova, todas juntas no apartamento, e parecemos quatro amigas dividindo casa. Minha sogra vem nos visitar, e aí já são cinco amigas (risos)</p>



<p><strong>5) Vocês pensam em ter filhos futuramente?<br><br></strong>Ananda: Sim! Com toda certeza. Assim que a gente conseguir uma estabilidade financeira, iremos atrás disso. Queremos ter três meninas, não importa a forma, seja adoção, inseminação e etc, mas queremos ter condições para ter três.</p>



<p><strong>6) O que vocês acharam das fotografias e de terem sido fotografadas por uma mulher lésbica?</strong>&nbsp;<br><br>Ananda: Foi uma experiência bem interessante, esse lance de fotografia por vídeo-chamada. E a questão de ter sido uma fotógrafa lésbica foi ainda mais interessante, pois a representatividade importa muito. Isso encoraja as pessoas a não ter medo de ser quem são e ir atrás de seus sonhos, pois estamos conquistando nossos espaços.</p>



<p><strong>7) Quais as diferença que vocês veem entre casais lésbico e hétero?</strong><br><br>Shan: Olha, no geral, não tem diferença. É amor como qualquer outro, é um relacionamento movido a amor. Por mais que cada um demostre o amor de uma maneira, tenha sua própria forma de amar, o amor em si, ele é igual pra todo mundo. O amor, ele é um sentimento único.&nbsp;Mas,digamos que, por sermos duas mulheres, temos algumas vantagens em questão de comunicação e, principalmente, compreensão.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-jetpack-tiled-gallery aligncenter is-style-rectangular"><div class="tiled-gallery__gallery"><div class="tiled-gallery__row"><div class="tiled-gallery__col"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/574a2-dine1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/574a2-dine1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/574a2-dine1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1080 1080w" alt="" data-height="1920" data-id="10663" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=10663#main" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/282e1-dine1.jpg" data-width="1080" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/574a2-dine1.jpg?w=950" data-recalc-dims="1" /></figure></div><div class="tiled-gallery__col"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/44b6e-dine8.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/44b6e-dine8.jpg?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/44b6e-dine8.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1080 1080w" alt="" data-height="1920" data-id="10670" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=10670#main" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9afd5-dine8.jpg" data-width="1080" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/44b6e-dine8.jpg?w=950" data-recalc-dims="1" /></figure></div><div class="tiled-gallery__col"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/742f1-dine7.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 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data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=10667#main" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0aec4-dine5.jpg" data-width="1080" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/4d502-dine5.jpg?w=950" data-recalc-dims="1" /></figure></div><div class="tiled-gallery__col"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/33bef-dine4.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/33bef-dine4.jpg?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/33bef-dine4.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1080 1080w" alt="" data-height="1920" data-id="10666" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=10666#main" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/36b39-dine4.jpg" data-width="1080" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/33bef-dine4.jpg?w=950" data-recalc-dims="1" /></figure></div><div class="tiled-gallery__col"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/3c377-dine3.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/3c377-dine3.jpg?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/3c377-dine3.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1080 1080w" alt="" data-height="1920" data-id="10665" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=10665#main" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/18469-dine3.jpg" data-width="1080" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/3c377-dine3.jpg?w=950" data-recalc-dims="1" /></figure></div><div class="tiled-gallery__col"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/74b37-dine2.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/74b37-dine2.jpg?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/74b37-dine2.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1080 1080w" alt="" data-height="1920" data-id="10664" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=10664#main" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9b4f4-dine2.jpg" data-width="1080" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/74b37-dine2.jpg?w=950" data-recalc-dims="1" /></figure></div></div></div></div>



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<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Claudine Miranda </strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>é uma mulher lésbica cis. É fotógrafa e videomaker em Recife. Acompanhe o seu trabalho no <a href="https://www.instagram.com/dineprods/">Instagram</a>.</p>



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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/iambrendamarques/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/77776-begaleria13-1.png?w=950" alt="" class="wp-image-10829" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>
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		<title>Exposição Virtual &#8211; Laços</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Jun 2020 21:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 051]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[gays]]></category>
		<category><![CDATA[lésbica]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Obstinada</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">O amor LGBTQ+ é atravessado cotidianamente pela violência que nos perpassa socialmente; nosso amor é invalidado, invisibilizado, desnaturalizado e demonizado. Busquei afastar toda a violência que nos é destinada,&nbsp; focar e representar o calor, carinho e amor que o casal expressa.<strong><em> É necessário retratar casais homoafetivos com amor!</em></strong></p>



<p>O ensaio <strong>“Laços”</strong> nasceu de maneira repentina. Não tínhamos combinado a realização das fotos, mas observar o cuidado, afinidade e paixão de um casal com o qual possuo proximidade e afeição originou o trabalho. Cada toque, olhar e palavra representam muito, e a vontade de externalizar e eternizar essa sentimentalidade proporcionou fotos que externalizam genuinamente o que um sente pelo outro. <em>&nbsp;</em></p>



<p><em>“Nós estávamos ali, como sempre estamos na vida… A Maria quis fotografar a gente do nada e captou muito bem nossa essência, quando vimos as fotos ficamos muito surpresos” </em>relata Lucas, um dos modelos. O fato de sermos próximos facilitou e desinibiu os modelos. Durante a realização das fotos, só pedi para eles que eles agissem com a maior naturalidade possível, para que as fotos demonstrassem o afeto e a verdade da relação.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-jetpack-tiled-gallery aligncenter is-style-rectangular"><div class="tiled-gallery__gallery"><div class="tiled-gallery__row"><div class="tiled-gallery__col"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/cb216-lathos-1.jpeg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/cb216-lathos-1.jpeg?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/cb216-lathos-1.jpeg?w=950?strip=info&#038;w=1024 1024w" alt="" data-height="682" data-id="10685" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=10685#main" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/47010-lathos-1.jpeg" data-width="1024" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/cb216-lathos-1.jpeg?w=950" data-recalc-dims="1" /></figure></div><div class="tiled-gallery__col"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/e64ab-lathos-2.jpeg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/e64ab-lathos-2.jpeg?w=950?strip=info&#038;w=682 682w" alt="" data-height="1024" data-id="10686" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=10686#main" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/2e239-lathos-2.jpeg" data-width="682" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/e64ab-lathos-2.jpeg?w=950" data-recalc-dims="1" /></figure></div></div><div class="tiled-gallery__row"><div class="tiled-gallery__col"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/1373c-lathos-3.jpeg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/1373c-lathos-3.jpeg?w=950?strip=info&#038;w=682 682w" alt="" data-height="1024" data-id="10687" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=10687#main" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/010ba-lathos-3.jpeg" data-width="682" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/1373c-lathos-3.jpeg?w=950" data-recalc-dims="1" /></figure></div><div class="tiled-gallery__col"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/ac8b6-lathos-4.jpeg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/ac8b6-lathos-4.jpeg?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/ac8b6-lathos-4.jpeg?w=950?strip=info&#038;w=1024 1024w" alt="" data-height="682" data-id="10688" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=10688#main" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9a125-lathos-4.jpeg" data-width="1024" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/ac8b6-lathos-4.jpeg?w=950" data-recalc-dims="1" /></figure><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/210ed-lathos-5.jpeg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/210ed-lathos-5.jpeg?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/210ed-lathos-5.jpeg?w=950?strip=info&#038;w=1024 1024w" alt="" data-height="682" data-id="10689" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=10689#main" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/24dd6-lathos-5.jpeg" data-width="1024" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/210ed-lathos-5.jpeg?w=950" data-recalc-dims="1" /></figure><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/d9f69-lathos-6.jpeg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/d9f69-lathos-6.jpeg?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/d9f69-lathos-6.jpeg?w=950?strip=info&#038;w=1024 1024w" alt="" data-height="682" data-id="10690" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=10690#main" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0ef26-lathos-6.jpeg" data-width="1024" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/d9f69-lathos-6.jpeg?w=950" data-recalc-dims="1" /></figure></div></div><div class="tiled-gallery__row"><div class="tiled-gallery__col"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/f6121-lathos-7.jpeg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/f6121-lathos-7.jpeg?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/f6121-lathos-7.jpeg?w=950?strip=info&#038;w=1024 1024w" alt="" data-height="623" data-id="10691" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=10691#main" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/85ee5-lathos-7.jpeg" data-width="1024" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/f6121-lathos-7.jpeg?w=950" data-recalc-dims="1" /></figure></div><div class="tiled-gallery__col"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/cff57-lathos-8.jpeg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/cff57-lathos-8.jpeg?w=950?strip=info&#038;w=643 643w" alt="" data-height="1024" data-id="10692" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=10692#main" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fe824-lathos-8.jpeg" data-width="643" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/cff57-lathos-8.jpeg?w=950" data-recalc-dims="1" /></figure></div><div class="tiled-gallery__col"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/289ba-lathos-9.jpeg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/289ba-lathos-9.jpeg?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/289ba-lathos-9.jpeg?w=950?strip=info&#038;w=1200 1200w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/289ba-lathos-9.jpeg?w=950?strip=info&#038;w=1280 1280w" alt="" data-height="853" data-id="10693" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=10693#main" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/41ca8-lathos-9.jpeg" data-width="1280" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/289ba-lathos-9.jpeg?w=950" data-recalc-dims="1" /></figure></div><div class="tiled-gallery__col"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/8b605-lathos-10.jpeg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/8b605-lathos-10.jpeg?w=950?strip=info&#038;w=853 853w" alt="" data-height="1280" data-id="10694" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=10694#main" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3da40-lathos-10.jpeg" data-width="853" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/8b605-lathos-10.jpeg?w=950" data-recalc-dims="1" /></figure></div></div></div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Obstinada, </strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>vulgo de persistência e força, caracteriza a fotógrafa e acadêmica de jornalismo, Maria Paula. Maria, mulher negra e lésbica, possui uma fotografia detalhista e afetiva, e busca através da fotografia manifestar seu ativismo e seus afetos. Conheça mais o seu trabalho no <a href="https://www.behance.net/obstinada">Behance</a>.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/iambrendamarques/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/f8f2f-begaleria14-1.png?w=950" alt="" class="wp-image-10831" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



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		<title>Asteroide 192</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Jun 2020 21:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 051]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[Danielle Rocha]]></category>
		<category><![CDATA[lésbica]]></category>
		<category><![CDATA[perguntas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Danielle Rocha</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quando criança, eu brincava de espiar o sol entre os meus dedos. </p>



<p>Naquela época, ainda não era comum descer para a praia assim que começavam as férias de verão. Então, eu aguardava ansiosamente pelos raros momentos que viajávamos para o litoral. </p>



<p>Meus pais gostavam de visitar os meus tios-avós &#8211; compromissos familiares -, e eu gostava da areia. Uma vez, perguntei ao meu pai quantos grãos de areia havia no mundo, ele não soube me responder; disse que era humanamente impossível saber. Foi aí que descobri que meu pai não sabia de tudo. </p>



<p>Eu sempre tinha muitas perguntas, mas fui percebendo aos poucos que meu pai não sabia responder à maior partes delas, ao passo que ele cansou de inventar explicações mirabolantes &#8211; como o dia que eu perguntei o porquê da água do mar ser salgada e acabei convencida que existiam fadas especializadas nisso. Quando minha professora me contou sobre os sais minerais presentes nas rochas que vão parar no mar&#8230; fiquei cinco dias sem falar com ele. Sobre o sol não nascer sempre ao leste, três. Agora, já não me lembro mais qual foi a última vez que ficamos sem nos falar. O que sei é que não era nada fácil me convencer de que existiam perguntas sem resposta; não é de se espantar que ele tenha recorrido à criatividade para sanar algumas das minhas dúvidas.</p>



<p>Antes de me mudar, enquanto tentava fazer o meu quarto caber em algumas caixas, achei no fundo da cômoda um caderno que me chamou a atenção. Em meio a uma pilha de uma papeladas da pré-escola, na capa com alguns desenhos e uma caligrafia infantil podia-se ler “Só deus sabe”; folheando o caderno, achei uma lista de perguntas que pretendia fazer a Deus &#8211; todas aquelas a que meus pais não sabiam responder. Havia parado na pergunta 192. Criança, acreditava que quando morresse, quando finalmente me encontrasse com Deus, poderia finalmente acabar com todas as minhas dúvidas; ora, mamãe dizia que Deus era “oni- qualquer coisa”, aquele que sabia de tudo. Pois estava resolvido, passei a anotar todas para não esquecer. </p>



<p>Devolvi o caderno para o fundo da cômoda, fui embora sem ele.</p>



<p>Saí de casa, deixei 192 perguntas para trás e trouxe apenas uma comigo. Essa é a única que, agora,  eu gostaria de saber a resposta &#8211; mais do que qualquer outra: Será que, um dia, meus pais vão entender que não existe apenas uma forma de amar?</p>



<p>Já adulta, parei de espiar o sol entre os meus dedos. Passei aproveitar os dias de sol, sem me esconder atrás das minhas próprias mãos.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Danielle Rocha </strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>é uma mulher lésbica cisgênera. É historiadora pela UNICID. Apaixonada por museus, urbanismo, prédios altos com mirantes e ciência da religião. Nas horas vagas, escreve poemas e faz desenhos de gatos.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/iambrendamarques/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/fa13a-begaleria9-1.png?w=950" alt="" class="wp-image-10821" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>
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		<title>Sobre me respeitar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Jun 2020 21:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 051]]></category>
		<category><![CDATA[assexual]]></category>
		<category><![CDATA[Jaqueline Volpato]]></category>
		<category><![CDATA[lésbica]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[respeito]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Jaqueline Volpato</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Eu nunca fui do tipo de ficar por ficar
Na verdade sentia aversão
Era como estar em um lugar
Procurando por pura diversão
&nbsp;
Mas nunca entendi de verdade
Como as pessoas se divertem assim
Achava que era coisa da idade
Mas isso nunca chegou a um fim
&nbsp;
Minhas amigas me achavam diferente
Como assim você tá sempre sério com alguém?
Como assim você não gosta de beijar gente
Mesmo não conhecendo direito, só quando convém?
&nbsp;
Levei muito tempo pra entender
Que eu não sou assim normal
Que pra mim precisa de conexão
Ou se não eu broxo total
&nbsp;
Não é que eu não sinta vontade
Muito pelo contrário, na verdade
Se eu amo alguém, a vontade existe
E mesmo que a gente termine, ela persiste
&nbsp;
Pra mim é junto com sentimento
É uma questão de entrega, de doação
Que eu me travo inteira, a todo tempo
Se não tiver a paixão
&nbsp;
Me lembro da primeira vez que tentei
E da sensação horrível logo após
Lembro de cada coisa que pensei

Ela precisa sair daqui
Eu não quero isso
Como eu tiro ela da minha cama
Como eu tiro ela da minha casa
Eu sou suja
Eu sou horrível
Eu não gosto dela
Sai
Sai
Sai
E dormi
&nbsp;
Acordei horas depois com lágrimas escorrendo pelo meu rosto
Foi depois desse episódio que eu percebi que isso não é pra mim
Depois da minha mente ficar presa naquele dia quente de agosto
Entendi que se não tiver sentimento, prefiro pular direto pro fim.</pre>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Jaqueline Volpato&nbsp;</strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>é uma mulher lésbica cisgênera assexual. Aspirante a escritora catarinense, tem 19 anos e um amor incontrolável por colocar sentimentos no papel e criar arte. Cada texto conta um pouco de minha história, nua e crua. Pra me conhecer de verdade, basta ler nas entrelinhas.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/iambrendamarques/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/5217b-begaleria16-1.png?w=950" alt="" class="wp-image-10835" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>
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		<title>Ai de mim</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/06/28/ai-de-mim/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Jun 2020 21:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 051]]></category>
		<category><![CDATA[entre nossas linhas]]></category>
		<category><![CDATA[lésbica]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Entre Nossas Linhas</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Mulheres são lindas
dançando abraçadas
uma
a
outra
&nbsp;
Em forró delicado
Ou no sertanejo
Melodramático
&nbsp;
Eu queria ser a melodia da música
para voar entre seus cheiros
e risadas altas
&nbsp;
Ai de mim
Que em cúmplice das suas artimanhas
as admiro em segredo
&nbsp;
Com gosto amargo na boca
Cobiçando seus gostos doces
Ai de mim</pre>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Entre Nossas Linhas&nbsp;</strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>é uma projeto criado por duas amigas que encontraram na arte de escrever um refúgio. Siga no<a href="http://instagram.com/entrenossaslinhas">&nbsp;Instagram</a>.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/iambrendamarques/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/3b677-begaleria17-1.png?w=950" alt="" class="wp-image-10837" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



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