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	<title>Arquivos Luisa Biondo - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Nada Demais, Apenas a Rotina.</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Nov 2019 21:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 024]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[escrever]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Luisa Biondo]]></category>
		<category><![CDATA[Rotina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Luisa Biondo</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">São 6h da manhã e o celular desperta. Eu acordo. Lavo o rosto, escovo os dentes e coloco as minhas lentes, agora, é possível ver a paisagem para além da janela. Desço as escada, confiro o relógio (tic-tac) e percebo que não tenho tempo para o café. Pois é, mais uma vez eu escolhi ficar meia hora a mais na cama. O trajeto até o trabalho é longo e eu não posso atrasar. Ah, eu esqueci de mencionar: é segunda-feira (talvez uma terça, mas se preferir, pode ser uma quarta).&nbsp;</p>



<p>Ligo o carro, escolho a estação da rádio que me acompanhará durante o caminho. A música sempre é uma ótima amiga nos momentos de solidão, além disso, sinto que existe uma aura inexplicável envolvendo os sons que tocam na rádio. Não sei como colocar em palavras, mas creio ter a ver com o contexto e com a surpresa de ouvir algo que você não estava esperando. É sobre ser surpreendida pelo acaso e experimentar o não planejar. Eu sigo o meu caminho, canto, as vezes xingo mentalmente, bocejo, conto até dez&#8230; São 40 minutos até o meu destino. Lá eu chego, sirvo o meu café, sento-me e escrevo. Escrevo, bebo um gole de café, escrevo, um gole de água, escrevo, vou ao banheiro, escrevo e é meio dia. Bato o ponto, almoço, rio, ouço histórias (as vezes reclamo) e então bato o ponto de novo. Hora de voltar a escrever e tentar esquecer o sono com muito (mais) café (e água, pois também sei da importância de manter o corpo hidratado).&nbsp;</p>



<p>Ainda bem que, no meio de tantas palavras escritas, sobra um tempo para a comunicação verbalizada e para as gargalhadas com os amigos. Depois de escrever sobre incontáveis assuntos é hora de voltar. Dessa vez eu não quero surpresas, só quero a companhia dos meus artistas preferidos, enquanto volto sozinha para a casa. O trajeto, agora, dura uma hora. Quando o sol se põe muitas pessoas saem dos seus trabalhos ansiosas para chegar às suas respectivas casas. Nesse momento eu normalmente observo e penso: “sou apenas mais uma”. As vezes vou mais longe: “somos, todos, apenas mais um, vivendo em um planeta que está boiando em um imenso oceano de vácuo (e matéria escura, eu li isso em um blog outro dia)”.&nbsp;</p>



<p>Nem percebi que já estava em casa.</p>



<p>Entre uma conversa e outra com a família, entre um sanduíche e outro, é hora de dormir. Quando eu deito a cabeça no travesseiro, reflito: <em>“mais um dia normal, em que nada de impressionante aconteceu. E tá tudo bem, né? </em><strong><em>Afinal, quem criou essa ideia, ou necessidade, de que a vida precisa ser surpreendentemente incrível sempre?</em></strong><em>”</em></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Luisa Biondo</strong> é redatora, mas ama desenhar e fotografar. Atualmente trabalha em uma agência de marketing e nas horas vagas faz uns rabiscos que ficam guardados na gaveta. </p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



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<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/11e83-fotos-carol-copy.2.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4976" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Morreu o Velho Guardião!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Nov 2019 20:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 023]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Luisa Biondo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Luísa Biondo</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">O Sol nasceu e o velho guardião morreu. Seu corpo foi ao chão e o tempo não chorou. O estrondo da sua queda ecoou pela rua, mas ninguém notou. Ninguém ouviu. Levaram ele ao chão, sem dó e nem piedade, sem conhecer a sua história e a sua jornada. Levaram ele ao chão no auge da sua vitalidade. Nem mesmo a grossa armadura foi capaz de defende-lo. Não foi capa de jornal, não saiu no rádio. O espaço vazio tomou conta do jardim sem que ninguém percebesse.<br>
<br>
Por anos, o velho sábio já havia avisado que o fim do guardião seria apenas o indício de tempestades muito piores e quedas muito maiores. O velho guardião morreu, a lama chegou, a floresta queimou, o mar caducou. Dizem que quando as brumas tomam conta da terra, é possível perceber viajando pelas árvores o espírito do velho guardião.&nbsp;</p>



<p>É que ele continua entre nós. <br>Uma pena que o mundo esteja ocupado demais correndo contra o tempo.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Luisa Biondo</strong> é redatora, mas ama desenhar e fotografar. Atualmente trabalha em uma agência de marketing e nas horas vagas faz uns rabiscos que ficam guardados na gaveta. </p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a89c8-publi-bodoque2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4736" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



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<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/1e338-fotos-carol-copy.jpg6_-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4515" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie tradições populares. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>



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<div class="wp-block-jetpack-contact-form"><a href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/11/17/morreu-o-velho-guardiao/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Envie um formulário.</a></div><p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/11/17/morreu-o-velho-guardiao/">Morreu o Velho Guardião!</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
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		<title>Quando as luzes se apagam</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/11/03/quando-as-luzes-se-apagam/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 Nov 2019 20:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 021]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Luisa Biondo]]></category>
		<category><![CDATA[Texto literário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por: Luisa Biondo</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>

Nenhuma luz. Nenhuma estrela. Nenhuma lua. O vento batia, mas de dentro da sala nada se ouvia. Dizem que quando as luzes apagam, as lembranças aparecem. Bom, Perséfone já havia me ensinado na noite anterior que a escuridão, o breu e o submundo têm muito a nos ensinar. É ali que crescemos e amadurecemos. Mas isso não vem ao caso. </p>



<p>[&#8230;]</p>



<p>No meio da escuridão, contra as velas espalhadas pela sala, sombras de mosquitos e mariposas dançavam pela parede e prendiam a atenção do meu cachorro. Sem perceber o que acontecia ao meu redor, eu distribuía a minha atenção entre a telinha do meu celular e a ansiedade de não usar toda a bateria do pequeno aparelho. Sem perceber, aquela dança na parede conduziu-me até um passado distante, de quando eu era criança, e a falta de luz dava espaço para um espetacular teatro feito com as mãos. </p>



<p>Não importava a história, mas os desenhos que podiam ser projetados na parede. Não importava se era noite ou se tudo estava escuro, aquele era o clima ideal para a mágica acontecer. Lembro das sombras, das lanternas, das velas, da imaginação e das risadas. Lembro do meu pai, que há mais de um ano seguiu o caminho da luz, visitou o reino de Perséfone &#8211; destino de todas as almas &#8211; e, hoje, virou energia. Naquela época tudo estava bem, apesar da queda de luz.</p>



<p>[&#8230;]

</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b7587-58b1f405-b8da-43ea-ab38-dc0c66a1d713.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4276" data-recalc-dims="1" /></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Luisa Biondo</strong> é redatora, mas ama desenhar e fotografar. Atualmente trabalha em uma agência de marketing e nas horas vagas faz uns rabiscos que ficam guardados na gaveta. </p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0e0a3-aajude.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2693" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na Imagem acima e acesse a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a1bc5-photo5184098730150832152.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2490" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Fragmentos</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/10/27/fragmentos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Oct 2019 21:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 020]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição]]></category>
		<category><![CDATA[fragmentos]]></category>
		<category><![CDATA[Luisa Biondo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Luísa Biondo</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/10/27/fragmentos/">Fragmentos</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Fragmentos é o nome que dei a minha primeira exposição. Parti do princípio de que todos os desenhos, obras e experimentos expostos no espaço são pedaços da pessoa que fui, dos momentos que vivi e de tudo o que aprendi. Da mesma forma, acredito que o processo de produção&nbsp; deixou um pouco de cada obra em mim e contribuiu/ contribui para o meu processo de crescimento. Assim, Fragmentos é uma relação cíclica de aprendizagem e descoberta que existe entre mim e as minhas produções.</p>



<p>Fragmentos foi a minha primeira exposição, minha primeira experiência de me sentir exposta para diversas pessoas. Acredito que a própria exposição tornou-se um grande fragmento de quem eu serei daqui pra frente. <br> <br> Abaixo, você confere as fotos de algumas ilustrações:</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/10/Fragmentos-2.jpg?fit=606%2C455&amp;ssl=1" alt="" data-id="4031" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=4031" class="wp-image-4031" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/10/Fragmentos-1.jpg?fit=606%2C455&amp;ssl=1" alt="" data-id="4032" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=4032" class="wp-image-4032" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/10/Fragmentos-8.jpg?fit=606%2C455&amp;ssl=1" alt="" data-id="4033" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=4033" class="wp-image-4033" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/10/Fragmentos-7.jpg?fit=606%2C455&amp;ssl=1" alt="" data-id="4034" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=4034" class="wp-image-4034" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/10/Fragmentos-6.jpg?fit=606%2C455&amp;ssl=1" alt="" data-id="4035" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=4035" class="wp-image-4035" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/10/Fragmentos-4-e-5.jpg?fit=606%2C455&amp;ssl=1" alt="" data-id="4036" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=4036" class="wp-image-4036" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/10/Fragmentos-3.jpg?fit=606%2C455&amp;ssl=1" alt="" data-id="4037" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=4037" class="wp-image-4037" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/10/Fragmentos-9.jpg?fit=606%2C455&amp;ssl=1" alt="" data-id="4039" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=4039" class="wp-image-4039" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/10/Fragmentos-10.jpg?fit=606%2C455&amp;ssl=1" alt="" data-id="4040" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=4040" class="wp-image-4040" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/10/Fragmentos-11.jpg?fit=606%2C455&amp;ssl=1" alt="" data-id="4041" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=4041" class="wp-image-4041" /></figure></li></ul></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Luisa Biondo</strong> é redatora, mas ama desenhar e fotografar. Atualmente trabalha em uma agência de marketing e nas horas vagas faz uns rabiscos que ficam guardados na gaveta.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0e0a3-aajude.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2693" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="background-color:#7d5c00" class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/1382a-foto-carol15.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-1698" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/10/27/fragmentos/">Fragmentos</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
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		<title>Luz</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/10/20/luz/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Oct 2019 21:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 019]]></category>
		<category><![CDATA[Luisa Biondo]]></category>
		<category><![CDATA[Luz]]></category>
		<category><![CDATA[Texto literário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Luisa Biondo</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Segui a trilha de luzes por todo o trajeto. As luzes me guiram em meio a escuridão. Algumas vinham de cima, outras de baixo. As de baixo eram o reflexo da minha própria luz. Do outro lado, era possível ver outras luzes sendo guiadas pelas mesmas luzes que me guiavam. Elas vinham em direções opostas a minha e, muitas vezes, me atrapalhavam.</p>



<p style="background-color:#936c00" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color"><em>É que as vezes luz demais cega a gente. </em></p>



<p>As vezes a gente precisa deixar os nossos olhos se acostumarem com o breu. As vezes, a noite nos conforta, nos convida para uma viagem desconhecida e nos apresenta à nossa própria intuição, imaginação &#8211; porque eu nunca sei o limite que separa uma da outra, também porque eu nunca sei até que ponto intuição e imaginação estão interligadas. <br> <br> <em>*Espere, vou tentar reescrever: As vezes a noite nos conforta, nos convida para uma viagem desconhecida e nos apresenta à nossa própria luz.*<br> <br> </em>Confesso que pela primeira vez achei que não teria o que dizer. Confesso que o medo tomou conta de mim, pois pensei que o marasmo apático tomaria conta de mim mais uma vez. Mas hoje deixei as pequenas luzes me guiarem na escuridão e, no meio do caminho, deixei o breu envolver o meu trajeto ponto de depender, unicamente, da minha própria luz. Deixei ser. Deixei fluir. A inspiração veio e eu escrevi.<br> <br> <strong>E pensar que eu só descrevi uma viagem de carro.</strong></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Luisa Biondo</strong> é redatora, mas ama desenhar e fotografar. Atualmente trabalha em uma agência de marketing e nas horas vagas faz uns rabiscos que ficam guardados na gaveta.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0e0a3-aajude.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2693" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="background-color:#7d5c00" class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color">Clique na imagem e acesse a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/de720-foto-carol8.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-1651" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>A Janela</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/10/13/a-janela/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Oct 2019 21:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 018]]></category>
		<category><![CDATA[janela]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Luisa Biondo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Luisa Biondo</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>As vezes, pela manhã, os pássaros cantam.&nbsp;</p>



<p>As vezes, pela manhã, a corrente de ar fresca e faz a gente se sentir mais vivo.</p>



<p>As vezes, pela manhã, as árvores parecem mais verdes e felizes. Alegres. Contentes. – Verde é a cor da esperança, né?</p>



<p>As vezes, pela manhã, o sol aparece logo cedo.</p>



<p>As vezes, pela manhã, o dia parece ser uma pessoa jovem que recém fez 20 anos e tem toda a vida pela frente.</p>



<p>Mas sempre, pela manhã, eu olho pela janela do meu trabalho.&nbsp;</p>



<p>Uma das coisas que eu mais gosto de fazer quando chego, estou entediada ou sem criatividade é olhar pela janela que fica ao meu lado. A janela está sempre limpa e eu não tenho nenhum pudor em olhar para fora e observar a vida. Menos de dois metros me separam do vidro. Mas muitos metros e 3 andares de altura me separam da vida lá fora.&nbsp;</p>



<p>Eu gosto de ver os carros andando e as poucas pessoas caminhando. Eu gosto de observar, principalmente, como as árvores se comportam quando o vento bate nelas. Cada uma respeitando o espaço uma da outra em uma dança única, integrada, que faz todo o sentido na minha cabeça. Eu gosto, também, de olhar o reflexo que as luzes daqui de dentro (da agência) fazem no vidro, parecendo grandes portais que se abrem no céu lá de fora. E eu gosto de imaginar que essas luzes são portais, porque me faz bem acreditar que existem outras vidas, outros mundos e outras realidades para além dessa. Eu gosto de olhar pela janela e perceber como eu sou capaz de pensar em inúmeras coisas em poucos segundos. <strong>Quando eu olho pela janela eu vivo muito em pouco tempo.</strong></p>



<p>Nos dias mais ensolarado, aqui dentro (da agência) fica quente. Nos dias mais bonitos somos obrigados a fechar as janelas e ligar o ar condicionado.</p>



<p>Nada de luz ambiente. Nada de corrente de ar. Nada de carros correndo ou pessoas caminhando. Nada de árvores dançando. Nada de portais saindo do céu. <strong>Apenas luzes e o ar condicionado ligado</strong>.&nbsp; Nesses dias, tudo o que eu vejo é uma cortina preta, daquelas que impedem toda e qualquer luz de entrar. E, sabe&#8230; Não tem o que fazer, a não ser olhar para a tela do computador e voltar a trabalhar.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Luisa Biondo</strong> é redatora, mas ama desenhar e fotografar. Atualmente trabalha em uma agência de marketing e nas horas vagas faz uns rabiscos que ficam guardados na gaveta.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0e0a3-aajude.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2693" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem acima e acesse a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="background-color:#9d7402" class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3e4db-julia-sa-5.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-3417" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de Cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Era só um Buraco na Minha Blusa, mas Eu Transformei numa Reflexão Sobre a Vida.</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/29/era-so-um-buraco-na-minha-blusa-mas-eu-transformei-numa-reflexao-sobre-a-vida/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Sep 2019 21:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 016]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Luisa Biondo]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão sobre a vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Luisa Biondo</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Eu tenho uma blusa preta soltinha, macia,&nbsp; de tecido bom, manga curta e decote bonito. É uma blusa daquelas básicas e que ficam bem com tudo. Eu amo tanto essa peça, que sempre que possível saio com ela. Depois eu lavo, seco e saio com ela de novo. E aí repete o ciclo. E é justamente por isso que esta blusinha básica perfeita &#8211; que não é nem tão larga e nem tão justa, macia e gostosinha &#8211; já está meio desengonçada.<br> <br>Esses dias, pela manhã, eu descobri que a minha blusa preta está com um buraco no tecido. É um furinho minúsculo, singelo. Mas é um buraco e está bem na frente da peça. Num lugar facilmente perceptível. Por mais que eu tente esconde-lo, ele está lá: aparecendo. Parece um pequeno grão de areia. Mas é um furo. Parece uma migalha de pão. Mas me incomoda. E esse furo vai crescendo a cada lavagem. A cada dia. A cada rolê. Esse furo nunca vai desaparecer, ele só vai aumentar, crescer e evoluir até consumir toda a minha blusinha preta básica preferida. Aquela que me acompanhou em tantos momentos: dias felizes, dias tristes, dias importantes, dias normais, dias horríveis&#8230;</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">E apenas no dia que isto acontecer eu vou me dar conta de que eu não odeio o furo, eu odeio a finitude das coisas. Eu odeio o fato de precisar aprender com a vida de que nem tudo é pra sempre. Que tudo tem um fim. Eu odeio o fato de precisar aprender que o fim nos trazem coisas novas, melhores, lindas e diferentes. Eu odeio o fato de perceber que, conforme a minha trama de raciocínio evolui, eu amo o ciclo das coisas e a mutabilidade da vida. Eu amo saber que com todos os fins, vem novos começos. Que os ciclos terminam, porque outros começam. Que os términos nos ensinam, nos fazem crescer e evoluir. </p>



<p>E aí eu percebi que nessa história da blusinha preta, talvez, eu seja um buraco singelo e discreto que, a cada novo momento, dia ou lavagem, cresce e aparece. Talvez eu seja esse furinho esperando pra evoluir e consumir a blusinha preta que, na verdade, é a minha própria vida e o meu universo particular.</p>



<p style="text-align:right"><em>E se pensarmos bem: o universo parece um grande tecido preto, repleto de pequenos buracos brilhantes, que escondem sistemas incríveis e complexos.</em></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Luisa Biondo</strong> é redatora, mas ama desenhar e fotografar. Atualmente trabalha em uma agência de marketing e nas horas vagas faz uns rabiscos que ficam guardados na gaveta.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0e0a3-aajude.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2693" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem e acesse a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/pedro_kuperman/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/50e12-benki-pyiaco.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2011" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>O Astronauta (não) Perdido</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/22/o-astronauta-nao-perdido/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Sep 2019 21:31:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 015]]></category>
		<category><![CDATA[Astronauta]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Luisa Biondo]]></category>
		<category><![CDATA[Texto literário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Luisa Biondo</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Faz tempo que queria falar sobre ele. Ele apareceu na minha vida em meados de outubro de 2017, talvez no dia 3 ou 4. E desde a sua primeira aparição ele volta pra mim com certa frequência: perdido no espaço, próximo da lua, embaixo do mar ou simplesmente sozinho no papel. No papel, porque ele nunca foi real, apenas algo da minha imaginação. Do meu subconsciente. Ele é um desenho e não tem um rosto, porque ele nunca tira o capacete.</p>



<p style="background-color:#002a52" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">Apesar de achar por muito tempo que ele estava perdido, recentemente fiz uma descoberta: na verdade, ele é um viajante que vive por ai, seguindo o fluxo e o movimento da vida. Explorando novas possibilidades, conhecendo novos cenários, desbravando novos mundo, propondo novas perguntas.</p>



<p>Outro ponto importante é que sempre achei que o astronauta não-perdido da minha imaginação fosse o meu pai. Depois, cheguei a conclusão de que ele não era ninguém além dele mesmo. Talvez seja por isso que, por muito tempo, ele apareceu questionando a sua própria existência: &#8220;quem sou eu?&#8221; &#8211; &#8220;quem eu sou?&#8221;, ele dizia. Querido! As vezes eu acho que ele questionava a sua própria existência, porque ninguém sabia quem ele era. Nem mesmo eu. </p>



<p>Hoje eu sei que o astronauta não-perdido sou eu, ou melhor, ele é uma parte de mim. Uma parte de mim que vem me ensinar a ser mais leve, mais desprendida e ter mais coragem para seguir os fluxos da vida e do universo.</p>



<p>A última vez que o vi, foi no dia em que descobri o meu propósito. Neste mesmo dia escrevi uma carta para a minha eu do futuro. Em vez de palavras, quem surgiu no papel foi o tal do astronauta. Junto dele, uma pergunta. Uma pergunta que decidi deixar aqui pra todos vocês refletirem comigo: </p>



<p><strong> &#8211; Quem é você hoje?</strong></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Luisa Biondo</strong> é redatora, mas ama desenhar e fotografar. Atualmente trabalha em uma agência de marketing e nas horas vagas faz uns rabiscos que ficam guardados na gaveta.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0e0a3-aajude.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2693" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="background-color:#946d00;text-align:center" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">Clique na imagem e acesse a loja virtual da Bodoque.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/carolinestabenow/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0449c-foto-carol4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-1522" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<item>
		<title>Mulheres em Suas Cenas</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/mulheres-em-suas-cenas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Sep 2019 21:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 014]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[feminino]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Luisa Biondo]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=2421</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Luisa Biondo</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/15/mulheres-em-suas-cenas/">Mulheres em Suas Cenas</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Noite escura e silenciosa. A mulher número 1 atravessa a rua rapidamente. Direita, esquerda, direita, esquerda. Um pé depois do outro, como se não tivesse mais tempo a perder. Como se a vida fosse curta e cada segundo valioso. Olhar para ela era como se o presente virasse passado e o futuro presente. Direta, esquerda, direita, esquerda&#8230;.</p>



<p>Enquanto isso, a mulher numero 2 caminhava na direção contrária, com um andar meio arrastado. Calma. Direita e então esquerda. Um passo de cada vez, no seu próprio tempo, como se os segundos devessem ser aproveitados em sua essência. Para ela o futuro deveria ser uma ilusão distante e o presente uma dadiva do agora.</p>



<p>A disparidade daquelas duas pessoas me fez observar. Pensar. Refletir. Me fez querer olhar com mais atenção para cada uma delas. Me fez desejar saber quais eram as transversalidades que atravessavam cada sujeito envolvido na cena. Por que uma corria? Por que a outra não? Por que uma arrastava a perna? Naquele momento, eu queria ter o poder de ver e entender os contextos existentes em cada cena. Naquele momento, naqueles 10 ou 15 segundos, queria ser uma entendedora e não uma julgadora.</p>



<p>Em vez disso eu só aguardava no carro. Aguardava, enquanto o sinal vermelho dava passagem ao meu pensamento e a escuridão acolhia as minhas dúvidas. E então, logo que a luz verde acendeu, uma pergunta ficou na minha cabeça: quem na rua eu seria, a mulher 1 ou a mulher 2?</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Luisa Biondo</strong> é redatora, mas ama desenhar e fotografar. Atualmente trabalha em uma agência de marketing e nas horas vagas faz uns rabiscos que ficam guardados na gaveta.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Gostou do texto? Cadastre-se e recebe as próximas edições da Trama por e-mail!</p>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/8c937-6-2.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2437" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



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<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/photo5184098730150832150-1.jpg?fit=606%2C608&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2464" /></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Pensamento</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Sep 2019 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 013]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Luisa Biondo]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Luisa Biondo</p>
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<p style="text-align:center"><em>Vermelho<br> Branco<br> Preto<br> Vermelho branco preto <br> Vermelhobrancopreto</em></p>



<p class="has-drop-cap">Essas eram as cores da minha meia enquanto eu secava o cabelo. Não era nem 23h e eu pensava o que ia fazer pra dormir essa noite. Estranhamente percebi como o vermelho do secador era igual ao vermelho da minha meia apeluciada e puída, colocada de forma desengonçada sobre a minha calça (que também estava um pouco rasgada). Calça bege, piso cinza e pantufa preta, de repente eu pensei que tudo aquilo podia dar uma foto interessante de algum momento qualquer e aleatório da vida.</p>



<p><em>Nossa, como o meu cabelo estava demorando pra secar. Já eram umas 22h10, ou 15, ou 20. Se eu me deitasse nesse horário provavelmente dormiria ali pelas 23h, ou depois, já que tá cada vez mais difícil dormir hoje em dia. Se eu fosse dormir às 23h teria 7h de sono. Eu acho. É, tipo isso. Isso se eu não começasse uma certa contagem regressiva imaginária em que deveria correr contra o tempo pra ter o mínimo de qualidade de sono. Mas, olha só, que interessante: a minha camisa do pijama é cinza, combinando com o piso. E tem detalhes em vermelho, como a minha meia. Que coisa, as vezes o universo tem dessas: em nenhum momento quis combinar a decoração do ambiente com o meu pijama, meias e secador. Mas estranhamente combinei. Eu adoro como a vida tem dessas coincidências bobas. Aliás, eu amo essas coincidências bobas. São elas que deixam a vida mágica. Particularmente, acredito em magia e acho que a existência dela no nosso mundo depende da forma em como a gente enxerga ele. Longe de mim julgar quem vê o mundo de maneira mais séria e racional, mas acho que se fosse comigo eu morreria de tédio. Porque essa lente mágica que eu escolho usar me ajuda a enxergar o mundo com mais cores, sensações e vibrações, me fazem &#8230;.. não sei&#8230;. feliz, talvez. Eu só sei que preciso dormir. Vou pegar meio remédio só mais essa noite.</em></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Luisa Biondo</strong> é redatora, mas ama desenhar e fotografar. Atualmente trabalha em uma agência de marketing e nas horas vagas faz uns rabiscos que ficam guardados na gaveta.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3ec2a-6.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2234" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="background-color:#b34b00;text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color"><a href="https://www.artebodoque.com/">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque Artes e ofícios. Adquira um caderno artesanal incrível e ajude a manter a revista!</a></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/mulher-india-agra.jpg?fit=606%2C608&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2236" /></figure>



<p style="background-color:#a17600;text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color"><em>Apoie causas humanitárias! Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário!</em></p>
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