<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Luiz Fernando Priamo - Revista Trama</title>
	<atom:link href="https://revistatrama.artebodoque.com/tag/luiz-fernando-priamo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://revistatrama.artebodoque.com/tag/luiz-fernando-priamo/</link>
	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
	<lastBuildDate>Sun, 23 Feb 2020 21:30:00 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.5.6</generator>
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">207943372</site>	<item>
		<title>É meu, é seu, é nosso</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/02/23/e-meu-e-seu-e-nosso/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/02/23/e-meu-e-seu-e-nosso/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Feb 2020 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 033]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Espaço público de cultura]]></category>
		<category><![CDATA[juiz de fora]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Fernando Priamo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=7798</guid>

					<description><![CDATA[<p>por:  Luiz Fernando Priamo</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/02/23/e-meu-e-seu-e-nosso/">É meu, é seu, é nosso</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Parto de minha experiência pessoal para falar ao mundo o que vejo, como assimilo e o que penso a respeito. Sendo assim, aqui, nesta escrita, não será diferente.&nbsp;</p>



<p>O que passa diante dos meus olhos e prende a minha atenção, dando sossego ao pensamento, na maior parte das vezes, tem a ver com arte e cultura.&nbsp; Desde a leitura desenvolvida muito cedo, até o aprendizado musical, através de bandas que participei, passagem por cinema e a incursão ao mundo da escrita poética, minha curiosidade e obsessão passaram sempre pelo viés artístico. Então, onde houve até hoje a possibilidade de me embrenhar pelos acertos e tropeços do fazer cultural, estava eu lá.</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Em aspectos amplos posso dizer que tive em minha vida boas oportunidades de vivenciar o ‘espaço’ público de cultura, experimentando o que havia de possibilidades em cada momento. Sou grato. Sou fruto. E é exatamente a partir daí que parto para adentrar, compartilhar e, sobretudo, desenvolver o senso de cuidar do bem público cultural.&nbsp;</p>



<p>Ocupo hoje um cargo público recém nascido, o de gerente do Departamento de Coordenação de Espaços Culturais, na Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (FUNALFA). Administrando espaços de meu passado, hoje vejo com outros olhos locais como o <strong>Museu Ferroviário de Juiz de Fora, a Biblioteca Municipal Murilo Mendes e o Centro Cultural Bernardo Mascarenhas.</strong> Esses são templos de cultura nos quais vivi boa parte das minhas melhores experiências com arte. Há ainda a Casa de Leitura Delfina Fonseca Lima (antiga Biblioteca Regional Delfina Fonseca Lima) e o mais recente, o Teatro Paschoal Carlos Magno, cujas histórias ainda são descobertas para mim, mas que já me são fascinantes. Todos equipamentos estão dentro de uma mesma &#8216;salada&#8217; cultural, cujo objetivo é o desenho de interseções possíveis entre os locais distintos.</p>



<p>Sou formado em Comunicação e<strong> já coloquei em xeque a escolha de um jornalista para ocupar uma gerência de espaços culturais.</strong> Mas a visão que aplico, quando penso nesses locais, está próxima do que vivenciei em todos os anos, dentro de alguns desses lugares. A formação vem de modo empírico em muitos momentos, buscando entender o que fazer sistematicamente para o passado se encaixar ao presente de modo lógico e impessoal. Embora desafiador, isso é possível em diversos momentos. <strong>A bagagem que trago se une ao trabalho e torna-se pública,</strong> perdendo minhas credenciais quando, por exemplo, aplico um aprendizado adquirido na minha infância em atividades voltadas para o público infanto-juvenil. Estou realizando, naquele instante, adequações e direcionamento ao conhecimento recebido anos atrás. Há um ciclo se fechando e outro abrindo durante essas trocas, fazendo crescer um vínculo social entre um novo cidadão ou uma nova cidadã e eu, já inserido em sociedade, de certa forma. Penso esse momento como uma possível evolução do pensamento cultural e geral.&nbsp;</p>



<p><strong>Sou tão cidadão quanto as pessoas que frequentam o locais pelos quais sou responsável.</strong> Posso também usufruir dos equipamentos e tenho neles o sentimento e o desejo parecidos como os dos espectadores ao meu redor. A sensação é nova a cada desafio, a cada evento e cada artista ou produtores que vêm conversar comigo cheios de ideias. Renova-se o oxigênio diante de possibilidades e, assim, o&nbsp; trabalho é um ganho duplo, ultrapassando a questão de um salário. <strong>Afinal, o que se ganha mais consumindo cultura se não conhecimento e combustível para viver?&nbsp;</strong></p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Adquirir vivência cultural faz do povo mais preparado e com sentimentos desenvolvidos para conviver em sociedade de maneira saudável. Aprendi isso desde a época de escola, a Escola Normal, instituição estadual na qual cursei todos os meus anos de aprendizado. Ali pude perceber toda a variedade de oportunidades possíveis em relação à convivência com o outro e ser culturalmente apto a sentir e respeitar as diferenças existentes em uma sociedade tão discrepante&nbsp; e diversa quanto a nossa. Viver em espaço coletivo de cultura é, portanto, uma forma de desenvolver se conscientemente enquanto parte de um todo. A cultura é a junção, a cola do povo, o que nos faz pertencentes e iguais, mas também o que nos distingue e dá individualidade.&nbsp;</p>



<p>Suas manifestações em espaços públicos possibilitam a absorção das artes por grande parte da população. Garantir esse acesso aos meios culturais é o que dá chances à cidadã e ao cidadão a escolha de ser e pertencer ao que e como quiser, por isso é essencial cuidar e manter as portas abertas às mais diversas oportunidades e nos mais diferentes locais.</p>



<p><strong>Não é, nem nunca será fácil garantir à cultura o seu status, o respeito e patamar devidos.</strong> De modo geral, a manifestação cultural através da arte, por ter em si um caráter mobilizador e, sendo produto da mente humana, é alvo certo de críticas e sanções em momentos de tensão ideológica, como o que vivemos no Brasil atual (embora tão retrógrado). Qualquer demonstração artística que fuja à &#8216;normalidade&#8217; é a primeira a levar porrada por parte daqueles que não desejam a liberdade individual. E é exatamente isso o que não se pode retirar e que em que se baseia um fazer artístico: o pensamento livre e sem impedimentos às suas manifestações.&nbsp;</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">É fácil compreender: Quando um bloco de carnaval que deseja estar em praça pública é alvo de sanções solicitadas pela sociedade “de bem”, quando um artista visual é impedido de exibir seus produtos por conta do desagrado a um nicho específico da comunidade, quando um filme não pode ser mostrado ao povo, por tratar de assuntos indigestos a alguns, retira-se a possibilidade de crescimento e amadurecimento de uma sociedade. Perde-se espaços para debates salutares, o que logo abre caminho para a intolerância e estagnação, num estado de ignorância geral.</p>



<p><strong>Negar ao público a chance de escolha do que consumir, impedindo a livre manifestação em ambientes que são de todos, é impedir que resolvamos nossos erros do passado, é retirar ferramentas críticas e identitárias de um sociedade como um todo.</strong> Somos mais pobres sem essas oportunidades.&nbsp; Por isso, o cuidado coletivo para mantermos em pleno funcionamento os equipamentos culturais públicos e a liberdade de quem o ocupa, é um dever a ser mantido sempre por cada um de nós.</p>



<p>Tive oportunidade de crescer enquanto humano justamente por ser um dos corpos a ocupar até hoje esses locais, não importa de que lado do balcão eu esteja.&nbsp; Somos várias e vários, cada qual com infinitas possibilidades e conviver é essencial. Como escreveu Fernando Pessoa, através de Álvaro de Campos: &#8220;Toda a gente é interessante se a gente souber ver toda a gente / Que obra-prima para um pintor possível em cada cara que existe! / Que expressões em todas, em tudo! / Que maravilhosos perfis todos os perfis! / Vista de frente, que cara qualquer cara! / Os gestos humanos de cada qual, que humanos os gestos!&#8221;.&nbsp;</p>



<p>Desejo, portanto, que o cuidado com o patrimônio cultural público seja um objetivo comum a todas e todos. Assim, manteremos viva e saudável a boa convivência entre iguais e diferentes. <strong>Se há uma maneira de começarmos a&nbsp; diminuir a desigualdade em nossa sociedade, esse caminho começará pela cultura.&nbsp;</strong></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Luiz Fernando Priamo </strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>é graduado em Comunicação Social e atuou em diversas frentes de trabalho nas áreas do audiovisual, poesia e eventos. Já foi parte de banda de punk, editou fanzines e organizou eventos de performances poéticas. Publicou o livro de poesias &#8220;involuntário&#8221;, em 2010  e co-dirigiu o documentário &#8220;Resguardo&#8221;, em 2015.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/02/23/e-meu-e-seu-e-nosso/">É meu, é seu, é nosso</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/02/23/e-meu-e-seu-e-nosso/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">7798</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
