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	<title>Arquivos Luta social - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Especialistas destacam sociedade civil como fundamental no enfrentamento às violências contra mulheres</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Feb 2020 21:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 033]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[Luta social]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  ONU Brasil</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/02/23/especialistas-destacam-sociedade-civil-como-fundamental-no-enfrentamento-as-violencias-contra-mulheres/">Especialistas destacam sociedade civil como fundamental no enfrentamento às violências contra mulheres</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">A violência contra mulheres e meninas é uma das violações de direitos humanos mais recorrentes no mundo. Segundo dados das Nações Unidas,&nbsp;<a href="https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/85241/WHO_RHR_HRP_13.06_eng.pdf;jsessionid=860952544C1461DF578F7EBF5D7E2FC2?sequence=1" target="_blank" rel="noreferrer noopener">uma em cada três mulheres</a>&nbsp;sofrerá abuso físico ou sexual durante a vida.</p>



<p>Apesar dos inúmeros esforços dos equipamentos de governo disponíveis e existentes para prevenção e enfrentamento, nos âmbitos local, nacional e internacional, os casos seguem aumentando. Neste sentido, a luta impulsionada por&nbsp;<a href="https://brazil.unfpa.org/pt-br/news/especialistas-destacam-atua%C3%A7%C3%A3o-da-sociedade-civil-como-fundamental-no-enfrentamento-%C3%A0s" target="_blank" rel="noreferrer noopener">organizações da sociedade civil</a>&nbsp;se apresenta como estratégica para a mudança deste cenário.</p>



<p>Segundo dados da 13ª Edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2018, 1.206 mulheres foram vítimas de feminicídio, sendo 61% delas mulheres negras e 52,3% dos assassinatos cometidos por arma de fogo.</p>



<p>Em 88,8% dos casos, o autor era o companheiro ou o ex-companheiro da vítima. Para Vilma Reis, socióloga e integrante da Mahin – Organização de Mulheres Negras, a violência contra as mulheres é uma “desigualdade de gênero brutal” que tem a ver com a “cultura de violência que se manifesta em situações cotidianas, de negação das mulheres”.</p>



<p>O Relatório de Situação da População Mundial 2019 (SWOP), lançado globalmente pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e intitulado&nbsp;<a href="https://brazil.unfpa.org/pt-br/topics/swop2019" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Um trabalho inacabado: a busca por direitos e escolhas para todos e todas,</a>&nbsp;aponta que para alcançar o desenvolvimento e para que todas as pessoas desfrutem de direitos, a violência baseada em gênero precisa ser enfrentada.</p>



<p>Violências como a sofrida há pouco&nbsp;<a href="https://brazil.unfpa.org/pt-br/news/artigo-um-m%C3%AAs-sem-elit%C3%A2nia-e-naturaliza%C3%A7%C3%A3o-da-viol%C3%AAncia-contra-mulher-no-brasil" target="_blank" rel="noreferrer noopener">mais de um mês</a>, por Elitânia de Souza Hora, 25, violentamente assassinada a tiros, a despeito de uma medida protetiva, em um caso suspeito de feminicídio no interior da Bahia (<a href="https://brazil.unfpa.org/pt-br/news/por-ocasi%C3%A3o-do-assassinato-de-elit%C3%A2nia-de-souza-hora-o-fundo-de-popula%C3%A7%C3%A3o-das-na%C3%A7%C3%B5es-unidas-n-0" target="_blank" rel="noreferrer noopener">confira nota pública</a>&nbsp;de repúdio emitida pelo UNFPA Brasil).</p>



<p>Segundo a representante do Fundo de População da ONU (UNFPA) no Brasil, Astrid Bant, o problema é tão “estrutural e global” que, em sua opinião, pode ser comparado à pobreza. Como estratégias de prevenção, Astrid afirma que é preciso trabalhar uma mudança de atitude bem cedo, conectando-se à juventude.</p>



<p>“Uma vez que a pessoa está dentro de uma relação violenta e chegou a um nível alto de aceitação, sair disso é muito difícil. Por isso temos que incentivar uma mudança social, um pacto com toda a sociedade, inclusive entre as relações de convivência”, disse.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Esforços para transformação social</h3>



<p>Para Vilma Reis, a existência dos movimentos sociais e de instituições, coletivos, grupos, redes e organizações não governamentais são fundamentais para reverter e/ou reduzir o impacto destas problemáticas sociais e começar a operar a mudança.</p>



<p>“O cenário está mudando no Brasil por conta das mulheres que se levantaram após Marcha de Mulheres Negras, em 2015, e das organizações que fazem um novo feminismo negro com as mulheres jovens negras.”</p>



<p>A socióloga mencionou organizações que considera referências na promoção dos direitos das mulheres: Geledés, em São Paulo, a Criola, no Rio de Janeiro, a Rede de Mulheres Negras e o Instituto Odara, ambas em Salvador, e a Rede de Mulheres de Terreiros.</p>



<p>“Cada uma na sua diversidade política é importante. Eu integro a Mahin, uma organização que vem assumindo tarefas políticas ao lado de muitas outras para mudarmos a representação política no país”. Para ela, as questões enfrentadas pela sociedade civil estão relacionadas ao Brasil ser conservador. “O nosso país faz controle a sexualidade das mulheres. Isso é violência. A saúde sexual das mulheres é colocada no lugar reprodutivo ou de anulação.”</p>



<p>Ainda de acordo com Vilma, a luta da sociedade civil é de “guerra de sentido”.</p>



<p>“Tem um velho mundo que não aceita que chegamos no século XXI e estamos promovendo uma revolução. A sociedade só está onde está porque nós mulheres negras feministas, LGBTQIs, de candomblé e outros segmentos religiosos, lutamos contra a cultura de violência disseminada contra nós.”</p>



<p>E estas mulheres estão espalhadas em organizações e espaços importantes em pautar e enfrentar as violências, tais como: Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde (SP), Themis – Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero (RS), Rede Feminista de Saúde, Agência Patrícia Galvão (RJ), entre tantas outras.</p>



<p>Para Talita Rodrigues, psicóloga, mestranda em saúde pública pela Fiocruz e integrante do Coletivo Mangueiras, as organizações feministas de forma geral e de direitos humanos precisam e devem estar nas comunidades ao lado as mulheres fazendo o fortalecimento político, mas também denunciando as negativas de direitos. Ou seja, sem substituir o dever do Estado.</p>



<p>“Em Pernambuco tenho visto no âmbito do combate à violência o Grupo Curumin, o SOS Corpo, a Rede de Mulheres Negras, o Fórum de Mulheres de Pernambuco e o Mangueiras, que têm feito várias atividades de formação em defesa dos direitos sexuais e reprodutivos”, destacou.</p>



<p>A pesquisadora mencionou a importância da Articulação de Mulheres Brasileiras e a Articulação de Mulheres Negras Brasileiras, que têm sustentado o debate e representado estas organizações no âmbito internacional, além de novas frentes que se apresentam com o avanço das mídias sociais e novas tecnologias.</p>



<p>“Outro fenômeno que não podemos deixar de pontuar neste enfrentamento são os coletivos de jovens, de comunidades e grupos de internet, outras formas de organização que as mulheres têm construído para lidar com as dinâmicas do dia a dia e enfrentar as várias violações que sofremos.”</p>



<p><strong><em>Matéria originalmente publicada em <a href="https://nacoesunidas.org/especialistas-destacam-sociedade-civil-como-fundamental-no-enfrentamento-as-violencias-contra-mulheres/">Nações Unidas Brasil</a></em></strong> <strong><em>em 20/02/2020 &#8211; Atualizado em 20/02/2020.</em></strong></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas) </strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



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<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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