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	<title>Arquivos Maricilde Pinto - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>O TEMPO EM DESCONFIANÇA</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jul 2021 21:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 100]]></category>
		<category><![CDATA[Maricilde Pinto]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Maricilde Pinto</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2021/07/18/o-tempo-em-desconfianca/">O TEMPO EM DESCONFIANÇA</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse"> Em qualquer calendário eu descubro estar próximo de ti 
 Onde me vejo e me transporto 
 Qual teu sentimento?
 Entretempos tu me diz
 
 Sabe quando resisto o segundo em tua saliva?
 Ali te dispo camadas e camadas da pele
 Tu continuas distraído a olhar para mim 
 Dorme com a promessa de retornar ao que veio
 Teu sonho nada te revela 
 
 De repente outro, de repente solto em meus dedos, nas minhas cordas
 E de novo retiro camada por camada 
 Começo pelo corpo que te guarda no ventre
 Depois os teus cabelos e tua fala
 Digo aos teus joelhos para que tuas pernas cresçam
 Tu me diz que estou te dando vida, corpo, chances
 E eu repito o teu próprio verso 
 Eu nunca te dei nada
 
 Desde o primeiro momento
 O meu retrato é este 
 Te despir infinitamente
 Da tua própria ideia 
 Te enganar com um propósito 
 Assim acreditas no amanhã 
 
 Assim tens mais uma chance de olhar, brevemente, para dentro 
 Me insultar em meu mistério
 E eu brincar em segredo outra vez. </pre>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/81a19-maricilde-pinto.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13970 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong><strong>Maricilde Pinto </strong></strong></strong></strong></strong>é uma poetisa maranhense, contista e redatora. Estudante de Psicologia pela Universidade Federal do Maranhão, é autora do livro “<a href="https://www.amazon.com.br/Retalhos-que-ser-humano-sentimentos-ebook/dp/B085ZBXTPY/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=ÅMÅŽÕÑ&amp;dchild=1&amp;keywords=retalhos+do+que+é+ser+humano&amp;qid=1612714465&amp;sr=8-1">Retalhos do que é ser humano</a>”, publicado em e-book pela Amazon. A escritora tem amor à arte e deseja levar ao mundo o que há de mais urgente na palavra.</p>
</div></div>



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		<title>Uma Folha, um limbo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Feb 2021 21:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 079]]></category>
		<category><![CDATA[Maricilde Pinto]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Maricilde Pinto</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2021/02/21/uma-folha-um-limbo/">Uma Folha, um limbo</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Ela desce cuidadosamente pelo céu,
Revira-se nas cócegas do vento
Cortando ao meio cada pano fino e azul estendido lá em cima
Com manchas brancas de algodão.

De onde viria?
Saberia a natureza do seu destino?
Digo que a árvore que a pariu voltou ao chão
E do chão emergirá como outra,
Parente em espécie.

Lembro de casa, da rua, do cheiro de chá
Antes, a rancava dos mais finos galhos para servir a chaleira
Hoje, inveja.
Ela não procura a razão de ter subido ao mundo.
Eu, rente ao chão, a descubro na minha miséria e no cabresto do chinelo arrebentado.

Meus pés sentem raízes nas pontas dos dedos
No meu juízo: a gambiarra não mais o sustenta.
Quem sabe descalço permaneço no sempre e ganhe essa leveza
Em voo e delicadeza
Como um homem carregado pelo tempo.
 
E quando a natureza cansar da brincadeira céu adentro,
Me faça gente e devolva a memória.
Ao tocar o chão novamente,
Alimentarei o mundo com o meu fraco e esperançoso desejo
De agora ser o fruto tirado dos galhos
Ainda verde,
Ainda vivo,
Ainda alimento a que veio.</pre>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/81a19-maricilde-pinto.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13970 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong><strong>Maricilde Pinto </strong></strong></strong></strong></strong>é uma poetisa maranhense, contista e redatora. Estudante de Psicologia pela Universidade Federal do Maranhão, é autora do livro “<a href="https://www.amazon.com.br/Retalhos-que-ser-humano-sentimentos-ebook/dp/B085ZBXTPY/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=ÅMÅŽÕÑ&amp;dchild=1&amp;keywords=retalhos+do+que+é+ser+humano&amp;qid=1612714465&amp;sr=8-1">Retalhos do que é ser humano</a>” e o livreto &#8220;O amor há de sobreviver&#8221;, ambos publicados em e-book pela Amazon. A escritora tem amor à arte e deseja levar ao mundo o que há de mais urgente na palavra.</p>
</div></div>



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		<title>Milimétrico em Demarcações do Corpo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Feb 2021 21:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 077]]></category>
		<category><![CDATA[Maricilde Pinto]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Kariston França</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2021/02/07/milimetrico-em-demarcacoes-do-corpo/">Milimétrico em Demarcações do Corpo</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Deitou ao meu lado e disse que era
Muié
e antes disso
Menina
E antes de ser menina já sabia portar-se como uma muié
Nos cruzados de pernas sai aprovações e
sentando-se torto o mundo rebela-se.

Sabe ser muié, mas não ainda não jamais não mais menina

Quem gritou NÃO?!

Quem soltou em nossa mão as expectativas do mundo?

Quem debruçou em nossos pés a balança e o PESO de sermos
m i l i m e t r i c a m e n t e calculadas?

Quem deitou na nossa cama negações aos sonhos que tivemos?

Quem calou a nossa boca e baixou a nossa voz?

Uma muié é uma muié e ponto.
Três pontos.
Cinco pontos se for muito grave.
Não cabe reticências.
DEVOLVA!
Tira as mãos da minha boca AGORA!
Sim, eu sei falar.
Não há licença
Com jogo e tons e vozes muitasmuitasmuitas.

Pode ser menina, minha criança, não há problema
O nosso mundo tem espaço para a sua idade
E sua idade cabe aqui
Em você e na sua roupa
Qual roupa?
A que quiser no azul mais profundo com marcas de menino
Sua idade cabe aqui
Será muié e um dia entenderá o que bem quiser entender
Sua idade cabe aqui
E sem ameaças
Em cem ameaças.</pre>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/81a19-maricilde-pinto.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13970 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong><strong>Maricilde Pinto </strong></strong></strong></strong></strong>é uma poetisa maranhense, contista e redatora. Estudante de Psicologia pela Universidade Federal do Maranhão, é autora do livro “<a href="https://www.amazon.com.br/Retalhos-que-ser-humano-sentimentos-ebook/dp/B085ZBXTPY/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=ÅMÅŽÕÑ&amp;dchild=1&amp;keywords=retalhos+do+que+é+ser+humano&amp;qid=1612714465&amp;sr=8-1">Retalhos do que é ser humano</a>” e o livreto &#8220;O amor há de sobreviver&#8221;, ambos publicados em e-book pela Amazon. A escritora tem amor à arte e deseja levar ao mundo o que há de mais urgente na palavra.</p>
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