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	<title>Arquivos MCP - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Folia Revolucionária</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/04/26/folia-revolucionaria/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Apr 2020 21:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 042]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[cultura popular]]></category>
		<category><![CDATA[Iury Borel]]></category>
		<category><![CDATA[MCP]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Iury do Vale Borel</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/04/26/folia-revolucionaria/">Folia Revolucionária</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_i0J6oMaf6g"></a><em><em>o segundo da&nbsp; série de três textos sobre parte do movimento da cultura popular até a relação da produção vernacular brasileira.</em></em></p>



<p class="has-text-align-center">A resistência é o gingado dos foliões do Brasil.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-drop-cap">O nordeste ensina a resistência ao Brasil, a ginga desse povo brasileiro que escapa até hoje das ondas de controle malignos das massas. Vide os números da última eleição, em que Bolsonaro perde no nordeste com <a href="https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2018/eleicao-em-numeros/noticia/2018/10/29/haddad-ganha-no-nordeste-e-bolsonaro-nas-demais-regioes-do-pais.ghtml">30% dos votos</a>, igualmente em Pernambuco, o Leão do Norte, um povo com valorosa coragem e rica cultura.</p>



<p>A <a href="https://bodoqueonline.art.blog/2020/03/29/aboio-o-canto-esquecido/">cultura popular brasileira,</a> por diversas&nbsp; vezes, se inclinou a “driblar” ordens, leis para sobreviver. Sempre à margem do cerco do poder, movimentos como a capoeira respiravam em outras manifestações populares, como as marchas em Pernambuco que, mais tarde, graças a essa mistura, se tornou o Frevo. Houve, por exemplo, antes do carnaval que conhecemos atualmente, outras manifestações populares que precisam ser “reeducadas” para atender ao formato da desejada sociedade padrão.</p>



<p>Frevo é como o &#8220;<strong>xeque</strong>&#8221; em que o rei escapa, mas que ali segue o povo ciente que seus movimentos ameaçam reis, imperadores e presidentes.</p>



<p>Antes de ficar famoso, o frevo se manifestava como um momento de extrema preocupação dos militares aquartelados. Liderando os blocos das marchas, os capoeiras dançavam com suas navalhas nos calcanhares próximos aos batalhões, atordoando e muitas vezes ferindo os militares:</p>
</div></div>



<p class="has-text-align-right has-normal-font-size"><em>“tudo no frevo nasceu assim, de segundas intenções, de necessidade de burlar a vigilância policial, e dar expansão a sentimentos nacionalistas exacerbados, em fase explosiva, numa época onde tudo era, por igual, de lutas as mais cruentas, de batalhas as mais dramáticas, de resistência as mais heróicas, contra o jugo português”. </em><br><em>&#8211; DUARTE, Ruy (1968)</em></p>



<figure class="wp-block-image alignwide size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="669" height="505" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2024/04/image-1.png?resize=669%2C505&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-35609" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2024/04/image-1.png?w=669&amp;ssl=1 669w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2024/04/image-1.png?resize=300%2C226&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2024/04/image-1.png?resize=205%2C155&amp;ssl=1 205w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2024/04/image-1.png?resize=480%2C362&amp;ssl=1 480w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2024/04/image-1.png?resize=600%2C453&amp;ssl=1 600w" sizes="(max-width: 669px) 100vw, 669px" data-recalc-dims="1" /><figcaption class="wp-element-caption">Jean-Baptiste Debret, 1826</figcaption></figure>



<p>O nome <a href="https://www.youtube.com/watch?v=wUpoddXSUfc">Frevo</a> apareceu pela primeira vez no jornal em 1905, made in Brazil do jeito que tinha que ser: misturado, fervoroso e agitado. Esse fenômeno sinaliza que, para qualquer lugar do nordeste que olharmos, encontraremos uma escola de resistência exclusiva de um povo que deu trabalho para as forças de gentrificação e higienização cultural do país. Uma liberdade que era aparentemente programada e, na prática, controlada, pois houve sempre a mão invisível controlando o país seja pelo imperador importado ou pelas famílias herdeiras do país. Percebemos os vetores de opressão à cultura popular na proibição do samba, capoeira, ou na censura de desfiles, Uma questão importante se origina desse fato:</p>



<p class="has-text-align-right"><strong><em>Percebemos os vetores de opressão à cultura popular na proibição do samba, capoeira, ou na censura de desfiles, mas sabemos ver hoje o tratamento que as comunidades que guardam sua cultura como referência recebem no cotidiano atual?</em></strong></p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-1 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://bodoqueonlineart.files.wordpress.com/2021/12/7c1e9-iury8.jpg?w=950" alt="" class="wp-image-9054" data-recalc-dims="1"/></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image is-resized"><img decoding="async" src="https://bodoqueonlineart.files.wordpress.com/2021/12/698c2-iury11.jpg?w=950" alt="" class="wp-image-9055" style="width:470px;height:auto" data-recalc-dims="1"/></figure>
</div>
</div>



<p class="has-text-align-center has-small-font-size">Pierre Verger, 1947.</p>



<p>O brasileiro encontrou na folia um jeito de mostrar o volume de sua voz, a unidade de sua massa. No Brasil, antes do Carnaval ser comemorado como é hoje, era uma festa que correspondia o<a href="https://www.youtube.com/watch?v=9x0kk63rFIU"> Entrudo</a>. Em meados do século XIX, o governo proibiu a brincadeira que servia de base para o Entrudo, as Limas de Cheiro, um costume português trazido para o Brasil.  Consistia em jogar ovos feitos de cera com água de cheiro nas pessoas. Com o tempo, as águas de cheiro foram substituídas por ácido nítrico dissolvido em água, implantando-se assim o caos e a necessidade do governo controlar tal costume. O governo marginalizou a festa, criou leis e penalidades e assim foi substituído o jeito de fazer a folia pelo princípio que é o carnaval que vemos hoje. Mas o que se ouve é que Pernambuco não se moldou ao jeito de fazer Carnaval que o imperador desejava.</p>



<figure class="wp-block-image alignwide"><img decoding="async" src="https://bodoqueonlineart.files.wordpress.com/2021/12/54465-iury4-ok.jpg?w=950" alt="" class="wp-image-9057" data-recalc-dims="1"/><figcaption class="wp-element-caption">&#8216;Entrudo &#8211; Rua do Ouvidor&#8217; &#8211; Angelo Agostini, 1884</figcaption></figure>



<p>A cultura popular acompanha uma linha marginal de valiosas qualidades, guarda consigo  diversos gestos de imaturidade comportamental. Isso é exemplificado pelas violentas brigas e graves danos causados pelas pseudo guerrilhas que marcaram os Entrudos, em seguida o Frevo pelo Carnaval e até brigas de torcidas. Movimentos de agitadores que se perdem na causa e efeito de sua violência, não se sabe se luta para resistir ou resiste por lutar, presente em uma sociedade, carregada de motivos coletivos ou individuais para sua revolta.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-2 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://bodoqueonlineart.files.wordpress.com/2021/12/3c33c-iury2.jpg?w=950" alt="" class="wp-image-9058" data-recalc-dims="1"/></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://bodoqueonlineart.files.wordpress.com/2021/12/dbcb9-iury3.jpg?w=950" alt="" class="wp-image-9059" data-recalc-dims="1"/></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://bodoqueonlineart.files.wordpress.com/2021/12/b62f4-iury4.jpg?w=950" alt="" class="wp-image-9060" data-recalc-dims="1"/></figure>
</div>
</div>



<p class="has-text-align-center has-small-font-size">&#8216;Frevo&#8217; &#8211; Cândido Portinari, 1958</p>



<p>O pernambucano, novamente, tem uma história de revoltas e resistência que absurdamente é disfarçada pelas grades curriculares obrigatórias que são formuladas pelo Brasil. Não se fala dessa coragem, desse espírito de revolução que o pernambucano precisou ter em sua história. Talvez lamentemos no futuro não aprender e ser honesto com a história que se conta nas escolas. Revolução Praieira (1848) tempo depois da Confederação do Equador (1823), um desdobramento da Revolução Pernambucana (1817).</p>



<figure class="wp-block-image alignwide"><img decoding="async" src="https://bodoqueonlineart.files.wordpress.com/2021/12/90697-iury6-1.jpg?w=950" alt="" class="wp-image-9062" data-recalc-dims="1"/><figcaption class="wp-element-caption">&#8216;Execução de Frei Caneca&#8217; (detalhe) &#8211; Murillo de La Greca, 1924</figcaption></figure>



<p>As intercessões entre a cultura popular e a realidade social geram momentos na sociedade que a arte pode apontar o dinamismo do grupo em questão. Por exemplo: são tantos os gestos opressivos do estado brasileiro ao longo da história que os movimentos culturais populares cresceram à margem da cultura dominante.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-right"><em>“paz, calma, divertimento, é a sugestão da Escola de Samba; <br>luta, guerra, briga é a sugestão do frevo&#8230; <br>&#8230;E tudo está certo:&nbsp; o samba foi feito para divertir e o frevo para ferir.” <br>DUARTE, Ruy (1968)</em></p>



<p>A capoeira, o samba, o funk, o pixo, os terreiros, resistem em suas áreas pelas beiradas, driblando, fugazes resistindo ao gosto da <em>família de bem</em>.</p>



<figure class="wp-block-image alignwide"><img decoding="async" src="https://bodoqueonlineart.files.wordpress.com/2020/04/d653a-iury1.jpg?w=950" alt="" class="wp-image-9063" data-recalc-dims="1"/><figcaption class="wp-element-caption">Augustus Earle</figcaption></figure>



<p>O Brasil, de tanto ter que fazer do seu jeito, tem resistência e autonomia marcados na identidade de sua cultura popular. A construção de uma história em que o povo é o protagonista das mais eufóricas alegorias da liberdade: o momento da folia do carnavalesco, a fé no terreiro que resiste aos ataques desde sempre, ao olhar da família que junto desenha, cria e reforma sua morada sem conhecer engenheiro ou lição de cálculo. O brasileiro que comunicou a economia, a poesia e a transformação por meio de suas letras deixou a marca do brasileiro, um país vernacular. </p>



<p>Aprender com o vernacular, pra mim, tem sido aprender sobre o frevo de Capiba, Nelson Ferreira e Ruy Duarte, sem deixar de buscar na arquitetura das palafitas, ou no artesanato do couro pelas lentes de Thomaz Farkas, as qualidades da inteligência de projeto e produção de um meio singular de sobrevivência. Os letristas que durante décadas preservam uma cultura de comunicação, sinalização e por que não de marketing dos comércios urbanos; mostram a forma que o brasileiro encontrou de construir seu caminho com seu próprio saber.</p>
</div></div>



<p><strong>Bibliografia de apoio</strong></p>



<p>Duarte, Ruy (1968). História Social do Frevo. Rio de Janeiro: Leitura</p>



<p><a href="http://atarde.uol.com.br/cinema/noticias/1893252-em-nome-da-america-traz-reflexao-geopolitica-para-cachoeira">http://atarde.uol.com.br/cinema/noticias/1893252-em-nome-da-america-traz-reflexao-geopolitica-para-cachoeira</a></p>



<p><a href="https://www.unicamp.br/unicamp/ju/artigos/reginaldo-correa-de-moraes/um-livro-um-filme-um-mundo-em-comum">https://www.unicamp.br/unicamp/ju/artigos/reginaldo-correa-de-moraes/um-livro-um-filme-um-mundo-em-comum</a></p>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity"/>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-3 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%">
<figure class="wp-block-image size-full is-resized is-style-rounded"><img decoding="async" width="950" height="950" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2024/04/iury-b.png?resize=950%2C950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-35611" style="width:221px;height:221px" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2024/04/iury-b.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2024/04/iury-b.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2024/04/iury-b.png?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2024/04/iury-b.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2024/04/iury-b.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2024/04/iury-b.png?resize=40%2C40&amp;ssl=1 40w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2024/04/iury-b.png?resize=275%2C275&amp;ssl=1 275w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2024/04/iury-b.png?resize=205%2C205&amp;ssl=1 205w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2024/04/iury-b.png?resize=480%2C480&amp;ssl=1 480w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2024/04/iury-b.png?resize=600%2C600&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2024/04/iury-b.png?resize=800%2C800&amp;ssl=1 800w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Iury Borel</strong> é mineiro com formação acadêmica que coexistiu o erudito e marginal, formou-se ativista gráfico pela Universidade Federal do Espírito Santo. Propulsor e criador de ideias como CinePixo, Oficinas de Tobograffiti e Artefatos da Arte de Rua, que propõem uma visão empírica para mostrar as entrelinhas da arte urbana.<strong> Descriminalize a arte</strong>.</p>
</div>
</div>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity"/>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/vianablack/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/04/99218-beto4-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9049" data-recalc-dims="1"/></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity"/>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1"/></figure>





<hr class="wp-block-separator has-css-opacity"/>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1"/></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>
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		<title>Aboio: o canto esquecido.</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/03/29/aboio-o-canto-esquecido/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Mar 2020 21:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 038]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[cultura popular]]></category>
		<category><![CDATA[Iury Borel]]></category>
		<category><![CDATA[MCP]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Iury do Vale Borel</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_i0J6oMaf6g"></a><em>uma série de 3 textos levarão da contextualização do movimento da cultura popular até a relação da produção gráfica vernacular.</em></p>



<pre class="wp-block-verse">Vamos crianças, vamos
Vamos todos aprender
No tesouro que achamos
A receita do bem viver
Vamos criança, vamos
Bem depressa aprender
A receita do bem viver</pre>



<pre class="wp-block-verse has-text-align-right">É preciso conquistar
Com coragem e união
A flor da felicidade
Que deseja, deseja o coração</pre>



<pre class="wp-block-verse">Vamos crianças, vamos
Vamos todos aprender
No tesouro que achamos
A receita do bem viver
Vamos criança, vamos
Bem depressa aprender
A receita do bem viver</pre>



<pre class="wp-block-verse has-text-align-right">Primeiro a Verdade amar
Amar sempre a Igualdade
Progresso conquistar
Pelo bem, pelo bem da Humanidade</pre>



<p class="has-text-align-center has-normal-font-size"><em>Receita do Bem Viver -MCP (O Movimento de Cultura Popular do Recife (1959-1964).</em></p>



<p><a href="https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-08012015-105321/publico/2014_FabioSilvaDeSouza_VCorr.pdf">MCP</a>, pense você em tal sigla carregava a energia de evolução humana além dos tempos e que mantinha um time dos sonhos para qualquer era.  nomes como <a href="https://vimeo.com/247319655">Paulo Gil Soares</a>, <a href="http://www.academia.org.br/academicos/ariano-suassuna/biografia">Ariano Suassuna</a> e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=5yRyAXPXHmA">Paulo Freire</a>, etc.</p>



<p></p>



<p style="background-color:#252626;color:#ffffff" class="has-text-color has-background has-text-align-right has-normal-font-size">“os jovens intelectuais que militaram no MCP&#8230;. desenvolveram propostas programáticas e ações político-culturais que contribuíram para a percepção de que as classes populares deveriam ser sujeitos da sua história e protagonistas da construção de sua identidade.”</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Viva a Cultura Popular</strong></h3>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/03/fbebb-o-processo-do-diabo.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8552" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Leonel Albuquerque, Mariene Gouveia, Leda Alves, Maria de Jesus Porto Carreiro (Baccarelli), José Pimentel e Clênio Wanderley (&#8216;O processo do diabo&#8217; / &#8216;A caseira e a catarina&#8217;)<br>Foto: <strong>Reprodução</strong></figcaption></figure>



<p>A guerra travada entre o artesanatoXtecnologia nunca fez sentido se observar que aqueles que lutaram pelo controle social, se dizendo patriotas quando na real, nacionalista, desencontraram da cultura popular brasileira que resiste a 500 anos à opressão dos classistas supremacistas que em carregam a desigualdade social, trata-se da higienização cultural do povo brasileiro.</p>



<p><a href="https://www.infoescola.com/historia/governo-de-joao-goulart/">Jango</a> era um político pró-provo com heranças do Getulismo, estourou o plano Trienal e iniciou um período de intensas brigas com a direita com suas &#8220;Reformas Populares&#8221;, principalmente agrária, o estopim para o grandes donos de Terra mobilizarem as forças armadas brasileiras.&nbsp;</p>



<p>Podemos aprender com um recorte muito rico na história da educação e valorização da arte popular no Brasil. O aqui citado MCP, serviu de apoio para uma corrente de intelectuais que defenderam com astúcia os retalhos da cultura, pré-artesanato e a identidade artística brasileira iluminados pela ideologia da educação como direito universal primário nos primeiros anos da década de 1960.</p>



<p>Visto Paulo Freire, um dos coordenadores estratégicos do MCP. Interventores como eles alavancaram a alfabetização nos sertões de Pernambuco implantando uma estrutura educacional  correlacionada com a cultura popular.</p>



<p style="background-color:#252626;color:#ffffff" class="has-text-color has-background has-normal-font-size">Promover e incentivar, com a ajuda de particulares e dos poderes públicos, a educação de crianças e adultos; atender ao objetivo fundamental da educação que é o de desenvolver plenamente todas as virtualidades do ser humano, através da educação integral; proporcionar a elevação do nível cultural do povo, preparando-o para a vida e para o trabalho; colaborar para a melhoria do nível material do povo, através da educação especializada; e formar quadros destinados a interpretar, sistematizar e transmitir os múltiplos aspectos da cultura popular.<a href="http://forumeja.org.br/df/sites/forumeja.org.br.df/files/dabelardo.pdf"> (MEMORIALDO MCP, 1986</a>, p.23-24).</p>



<p>Abelardo da Hora, comunista e presidente da Sociedade de Arte Moderna de Recife,  foi um dos envolvidos nessa forte união dos setores pela educação. Cresceu como nunca em Recife de Miguel Arraes na década de 1960 as unidades escolares e o consequente aumento de alfabetizados gerou insatisfação aos conservadores da política e sociedade pernambucana, pois vislumbravam a formação de um novo campo eleitoreiro. processo interrompido antes da metade da década pela intervenção militar. </p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/1d46f-castelo-branco.jpg?resize=364%2C420&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8553" width="364" height="420" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Charge sobre castelo branco <br>“Janc vê o elogio/’. Janc. 1964</figcaption></figure>



<p>Para quem serviam os generais Arthur da Costa e Silva, Castelo Branco e Cordeiro de Farias quando se amotinaram contra a constituição e implantaram o regime militar?  O que havia com as propostas de reformas de Jango? Por que um programa de alfabetização seria tão ofensivo ao progresso militar a ponto de seu imediato encerramento</p>



<p style="background-color:#252626;color:#ffffff" class="has-text-color has-background has-normal-font-size">O Movimento de Cultura Popular do Recife foi extinto com o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=LMF0LaWzjto&amp;t=611s">golpe militar,</a> em março de 1964. Dois tanques de guerra foram estacionados no gramado da sua sede, no Sítio da Trindade. Toda a documentação do Movimento foi queimada, obras de artes destruídas e os profissionais envolvidos foram perseguidos e afastados dos seus cargos.</p>



<p>A intencionalidade do MCP não era apenas ensinar ler e escrever de maneira elementar, <strong>mas promover educação conscientizadora para exercício da cidadania.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ba0c1-jango-mcp.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8554" data-recalc-dims="1" /><figcaption><em>Em pé, Paulo Freire explica ao presidente João Goulart e a políticos nordestinos a sua pedagogia do oprimido, observado por Miguel Arraes (à sua esquerda) e outras autoridades / Acervo Fórum de Educação de Jovens e Adultos</em></figcaption></figure>



<p>O respeito pela identidade do pobre (que não podia sequer&nbsp; votar por ser analfabeto) o fez mergulhar na identidade oprimida e machucada para descobrir o meio ideal de comunicação. A meta era acessar uma esfera de pessoas por vez abandonadas pela evolução que a civilização e o progresso haviam prometido. Paulo Freire abraçou a sabedoria daquele povo que não sabia escrever o nome mas entendia sobre a sobrevivência&nbsp; em um cenário duro e miserável.</p>



<p>A história é uma verdadeira sábia que nos conta os fatos, deixando pra cada um a interpretação desejada. O ataque sofrido pela educação e a arte em 64 ainda são incalculáveis, talvez um grande efeito ainda hoje, similar o da chamada Bomba de efeito moral que abala o coletivo em função de dispersão, “desnorteando” e provocando contusões graves em quem estiver por perto.&nbsp; O desmonte de iniciativas que buscavam erradicar a miséria, o anafalbetismo, a segregassão social teve como finalidade calar um povo e deixando assepsiado da sua própria cultura. Não se pode esperar uma política progressista coletiva das gerações nascidas no golpe, pois nada podia se dizer naquelas épocas e assim “nada se aprendia”.&nbsp;</p>



<p>Não houve no brasil uma força que colocasse o regime militar em xeque, houve na verdade uma entrega lenta para uma cúpula pseudo-democrática. A Cultura Popular foi queimada e enterrada, ou quando não encaixotada e ocultada.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/731d8-lina.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8555" data-recalc-dims="1" /><figcaption>L’Espresso .1964 notícia o cancelamento da exposição “Nordeste do Brasil”</figcaption></figure>



<p>O aparente carma da arte brasileira de evidenciar a riqueza cultural antropofágica como em<a href="https://brasilescola.uol.com.br/literatura/semana-arte-moderna-1922.htm"> 22</a> na semana moderna, na exposição <a href="https://jeffcelophane.wordpress.com/2012/01/30/a-arte-popular-coletada-por-lina-bobardi-revive-em-exposicao-na-bahia/">“Nordeste do Brasil”</a> de 60 organizada por Lina Bo Bardi, ou nas obras de<a href="https://www.youtube.com/watch?v=RyTnX_yl1bw"> Glauber Rocha</a> e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=yHOnuQ8AMW4">Paulo Gil</a> trazem consigo o forte pulso das forças conservadoras que insistem distanciar a realização da <em>massa</em> em se tornar o <strong>povo</strong> que sabe guiar sua sociedade, o povo que sabe e escolher o que é melhor para o próprio povo.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/03/b0f9d-deus-e-diabo.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8556" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Poster- Deus e o Diabo na Terra do Sol. 1964  Glauber Rocha</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/aa821-lina-002.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8557" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Fragmentos: Artefatos populares, o olhar de Lina Bo Bardi&#8221; &#8211; divulgação</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/8648a-lina-003.jpeg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8558" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Planta do térreo e conjunto da exposição &#8216;Nordeste&#8217; realizada no &#8216;Museu de Arte Popular do Unhão&#8217; em Salvador, 1963 &#8211; acervo Instituto Lina Bo Bardi</figcaption></figure>



<p>A <a href="https://vimeo.com/231401835"><strong>Cultura conservadora</strong></a> tem mostrado que precisa destruir as demais para imperar sem abalos. Tirar do povo a capacidade de autonomia, o senso de julgamento, o orgulho da identidade, são processos que o modelo político vigente adotou para anestesiar a massa e torná-la consequentemente enfraquecida. Para além de ensinar o sertanejo ler e escrever, o MCP ascendeu a consciência de ser participante político com valores.&nbsp;</p>



<p>Se o design e a arte não caminham juntos à educação que reconheça e valorize a cultura popular, de que servirão? O Brasil é refém de um perverso controle que é brutal com o pobre e toda sua cultura, descriminalizando, ofendendo e atropelando a raiz do povo.&nbsp;</p>



<p>Minha mãe sempre me dizia que eu deveria encontrar as minhas respostas morais no meu coração, se fosse pro Brasil esse ensinamento teríamos de ouvir o nordeste e aprender com Pernambuco. Temos os melhores modelos educacionais para nós mesmo, temos uma arte que nos ilumina, uma identidade plena que precisa ser vista para ser lembrada, pois não é por que não passa na TV que não existe. Nada por acaso.</p>



<p><strong>Documentário Indicado</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=v0gIEyUzgUU">MIGUEL ARRAES E OS MOVIMENTOS SOCIAIS EM PE [1950/1960]</a></h3>



<p>e todos outros “linkados” anteriormente</p>



<p><a href="https://vimeo.com/9023278">Aboio / Cattle Callers</a></p>



<p><strong>Bibliografia de apoio</strong></p>



<p>Bardi, Lina Bo, 1914-1992. Tempos de grossura: o design no impasse;</p>



<p>Finizola, 2018. A Tradição do Letreiramento Popular em Pernambuco &#8211; origens, forma e prática;</p>



<p>Finizona e Coutinho, 2013. Abridores de Letras de Pernambuco &#8211; um mapeamento da gráfica popular;</p>



<div style="height:227px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>+</p>



<p><strong>Outros acessos&nbsp;</strong></p>



<figure class="wp-block-embed-wordpress wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-rede-gazeta"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="VW95zBf1vb"><a href="https://www.redegazeta.com.br/exposicao-de-janc-homenageia-aniversario-da-rede-gazeta/">Janc expõe 40 anos de charges e caricaturas publicadas em A Gazeta</a></blockquote><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted" title="&#8220;Janc expõe 40 anos de charges e caricaturas publicadas em A Gazeta&#8221; &#8212; Rede Gazeta" src="https://www.redegazeta.com.br/exposicao-de-janc-homenageia-aniversario-da-rede-gazeta/embed/#?secret=VW95zBf1vb" data-secret="VW95zBf1vb" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
</div></figure>



<figure class="wp-block-embed is-type-link is-provider-blog-do-jeffcelophane"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<a href="https://jeffcelophane.wordpress.com/2012/01/30/a-arte-popular-coletada-por-lina-bobardi-revive-em-exposicao-na-bahia/">A Arte Popular coletada por LIna Bobardi revive em exposição na&nbsp;Bahia</a>
</div></figure>



<p><a href="https://www.revistacontinente.com.br/secoes/lancamento/o-tpn-e-seu-maestro-hermilo-borba-filho">https://www.revistacontinente.com.br/secoes/lancamento/o-tpn-e-seu-maestro-hermilo-borba-filho</a></p>



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<p><strong>&nbsp;Iury do Vale Borel</strong> é mineiro com formação acadêmica que coexistiu o erudito e marginal, formou-se pichador e desenhista industrial pela Universidade Federal do Espírito Santo, mas prefire resumir como ativista gráfico. Acredita na arte como meio de transformação e empoderamento do ser e de comunidades. Logo que inserido nos movimentos de arte de rua, buscou o relacionamento do dualismo presente em sua trajetória, coexistir o erudita acadêmico com o grafista marginal. Propulsor e criador de ideias como CinePixo, Oficinas de Tobograffiti e Artefatos da Arte de Rua que propõem uma visão empírica para mostrar as entrelinhas da arte urbana. <strong>Descriminalize a arte</strong></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



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<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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