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	<title>Arquivos Mulheres indígenas na pandemia - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>PREVENIR VIOLÊNCIA DE GÊNERO DEVE SER PRIORIDADE EM EMERGÊNCIAS HUMANITÁRIAS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Sep 2021 21:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 110]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres indígenas na pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: ONU Brasil</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center"><em>Em evento paralelo à Assembleia Geral (UNGA), oficiais da ONU se reuniram para discutir a urgência da defesa das mulheres e meninas contra violência de gênero em contextos humanitários incertos.</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>Seja conflitos, mudanças climáticas, deslocamento forçado, fome e insegurança, ou a pandemia, todos esses fatores aumentam as vulnerabilidades de meninas e mulheres. Neste sentido, surge um apelo por ação.&nbsp;</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>Foi o que destacou a diretora executiva do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Natalia Kanem, ao revelar a questão de violência baseada no gênero como uma das prioridades da agência, que destinará 43% do financiamento humanitário à organizações nacionais e locais de mulheres.</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>A notícia foi bem recebida, visto que, embora mulheres sejam geralmente as primeiras a sofrerem e agirem contra atrocidades em momentos de crise, muitas vezes o papel crítico e essencial das organizações femininas locais é negligenciado.</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>Os representantes de outras agências da ONU também presentes na reunião, destacaram as múltiplas barreiras enfrentadas por mulheres e meninas inseridas em conjunturas de crise, desde o pouco investimento até a falta de divulgação de informações sobre serviços destinado a elas.</em></p>



<figure class="wp-block-image alignwide"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/brasil.un.org/sites/default/files/styles/large/public/2021-09/image1170x530cropped%20%2835%29.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="mulher com marcas de violência no braço" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Funcionários da ONU dizem que a violência de gênero é uma “pandemia sombria”, oculta sob a COVID-19<br>Foto: © PNUD</figcaption></figure>



<p><a href="https://news.un.org/en/story/2021/09/1101012">Altos funcionários da ONU</a>&nbsp;se reuniram paralelamente à 76ª Assembleia Geral na quinta-feira (24), para lançar um forte apelo à ação para erradicar a violência baseada no gênero (VBG), em meio a um aumento no deslocamento forçado e outras emergências humanitárias em todo o mundo.</p>



<p>A violência de gênero inclui atos que infligem danos físicos, sexuais ou mentais &#8211; ou outras formas de sofrimento, coerção e limites às liberdades pessoais &#8211; e tem &#8220;consequências de longo prazo na saúde sexual, física e psicológica das pessoas sobreviventes&#8221;, de acordo com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).&nbsp;</p>



<p>Esses casos estão sendo impulsionados cada vez mais por conflitos, mudanças climáticas, fome e insegurança, aumentando as vulnerabilidades de meninas e mulheres.&nbsp;</p>



<p><strong>‘Vontade de agir’ &#8211;</strong>&nbsp;A diretora executiva do UNFPA, Natalia Kanem, disse na reunião intitulada ‘Localizando a VBG em crises humanitárias’<em>,</em>&nbsp;que paz, justiça e dignidade são “direitos inerentes de cada mulher e menina”.</p>



<p>Kanem descreveu o projeto do Fundo para 2021-2025 como “claro e ambicioso”, que reflete uma visão compartilhada e ressalta a necessidade de criar novos caminhos para garantir esses direitos.&nbsp;</p>



<p>A diretora do Fundo, também enfatizou a necessidade de responsabilidade “perante nós mesmos e uns com os outros”, e reforçou seu mandato à frente da agência líder da ONU sobre o assunto. “O UNFPA está comprometido em permanecer forte”, afirmou.&nbsp;</p>



<p>Ressaltando a vontade da agência em atuar no tema, ela destacou também a importância de colocar as vozes das mulheres &#8220;no centro&#8221; das atividades.&nbsp;</p>



<p>“Agora mais do que nunca, elas precisam de nós”, insistiu Kanem, que dedicará 43% do financiamento humanitário do UNFPA a organizações de mulheres nacionais e locais.&nbsp;</p>



<p><strong>Lembre do Afeganistão &#8211;</strong>&nbsp;O coordenador do Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA), Martin Griffiths, chamou atenção para a situação preocupante de mulheres e meninas em conjunturas incertas ao destacar que o Afeganistão é “um importante lembrete da vulnerabilidade primária de mulheres e meninas em crises”.&nbsp;</p>



<p>O especialista do OCHA reforçou o papel vital das comunidades locais lideradas por mulheres, destacando que elas atuam como as primeiras a responder à crise.&nbsp;</p>



<p>Mencionando uma recente viagem à Etiópia, onde ouviu relatos em primeira mão sobre os traumas sofridos por mulheres na região em conflito de Tigray, Griffiths relatou que foram as comunidades locais as que primeiro responderam às atrocidades. Para ele, isto ressalta a &#8220;importância absoluta&#8221; de ouvir e proteger mulheres e meninas, e também de “proteger as comunidades locais para que façam o que naturalmente desejam”.&nbsp;</p>



<p>No entanto, lamentou o chefe da ação humanitária da ONU, a proteção das mulheres é uma das partes menos financiadas do programa humanitário.</p>



<p><strong>Divulgando informações&nbsp;</strong>&#8211; A diretora executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Henrietta Fore, alertou que, para cumprir “a ambiciosa chamada à ação”, é importante divulgar para as meninas e mulheres em campo os serviços disponíveis. “Isso não fica nada claro”, lamentou a chefe do UNICEF.</p>



<p>Fore fez referência ao relatório do UNICEF “<a href="https://rdsh-hq.un.org/RDWeb/Pages/en-US/Default.aspxhttps:/voiceamplified.org/report-summary/"><em>We Must Do Better”</em></a><em>,</em>&nbsp;que fornece uma avaliação feminista global das experiências de mulheres e meninas, e das organizações lideradas por elas, durante a pandemia COVID-19. O relatório destaca que as necessidades das mulheres e meninas são ignoradas ou tratadas como uma reflexão tardia; e que, apesar de estar na linha de frente das crises humanitárias, as mulheres não são levadas suficientemente a sério.</p>



<p>Embora a demanda por serviços de violência baseada no gênero tenha aumentado durante a pandemia, os recursos não aumentaram, lamentou mais uma vez a diretora do UNICEF pedindo maior apoio, inclusive financeiro, para grupos locais de mulheres.</p>



<p><strong>Burocracias que dificultam &#8211;</strong>&nbsp;Combater a VBG também é uma prioridade importante para a Agência de Refugiados da ONU (ACNUR), de acordo com o alto-comissário da agência, Filippo Grandi. Ele destacou que em situações de deslocamentos forçados há uma janela de oportunidade para que essas violações ocorram.</p>



<p>Grandi reconheceu que durante crises humanitárias, como todos estão se movendo rapidamente, muitas vezes o papel crítico das organizações femininas locais é negligenciado.</p>



<p>A principal autoridade do ACNUR afirmou que fornecer recursos “substantivos, flexíveis, diretos e rápidos” para organizações lideradas por mulheres e sediadas em comunidades sem burocracia indevida é “uma das formas mais importantes” de empoderá-las. Ele, no entanto, admitiu que “este é um apelo difícil”, já que o financiamento humanitário segue a tendência de ser burocratizado.&nbsp;</p>



<p>Clique&nbsp;<a href="https://media.un.org/en/asset/k1c/k1c3jbwfgs">aqui&nbsp;</a>para assistir a reunião na íntegra (em inglês).</p>



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<p><strong><em>Matéria originalmente publicada em&nbsp;<a href="https://brasil.un.org/pt-br/145928-prevenir-violencia-de-genero-deve-ser-prioridade-em-emergencias-humanitarias">Nações Unidas Brasil</a></em>&nbsp;<em>em 24/09/2021 – Atualizado em 24/09/2021.</em></strong></p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="768" height="768" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=768%2C768&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13654 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?w=768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas)</strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>&nbsp;é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>
</div></div>



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		<title>COM APOIO  DO UNFPA, EDITAL &#8221; DOCUMENTÁRIOS TRANSFORMAM&#8221; PREMIA OBRAS AUDIOVISUAIS BRASILEIRAS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Sep 2021 22:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 109]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Editais]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres indígenas na pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: ONU Brasil</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center"><em>O evento on-line de lançamento do Edital Documentários Transformam é uma Iniciativa da Fundação CSN e do DOCSP e selecionará cinco projetos que participarão de três processos formativos entre dezembro de 2021 e maio de 2022.</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>O edital tem apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e fomenta a discussão de temas relevantes para a sociedade, além de capacitar profissionais e produtoras do meio audiovisual no desenvolvimento de campanhas de impacto.</em></p>



<p class="has-text-align-center">E<em>ntre os prêmios a que os selecionados concorrerão durante o processo, dois são concedidos pelo programa Histórias que Ficam, da Fundação CSN. Em 2021 será entregue o prêmio Work in Progress no valor de até R$ 100 mil. </em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>Em 2022, durante a realização do Good Pitch Brasil, acontece a entrega dos prêmios Campanha de Impacto, no valor de até R$ 108 mil. </em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>As inscrições para o edital poderão ser realizadas no site <a href="http://www.documentariostransformam.org.br/">www.documentariostransformam.org.br</a> , entre 17 de setembro e 15 de outubro.</em></p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image alignwide size-full"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/93ca2-unfpa2.jpeg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-18131" data-recalc-dims="1" /><figcaption>O edital é direcionado preferencialmente para documentários em processo de produção ou finalização.<br>Foto: © Divulgação</figcaption></figure>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>A <a href="https://www.fundacaocsn.org.br/">Fundação CSN</a>, por meio de seu programa de fomento ao documentário brasileiro, Histórias que Ficam, e o <a href="https://www.docsp.com/">DOCSP</a>, através da plataforma internacional Good Pitch Brasil, realizaram no dia 17 de setembro, às 19h, o evento on-line de lançamento do Edital Documentários Transformam, fruto de uma parceria estratégica cujo objetivo é fomentar discussão de temas relevantes para a sociedade e capacitar profissionais e produtoras do meio audiovisual no desenvolvimento de campanhas de impacto. O edital tem apoio do <a href="https://brazil.unfpa.org/pt-br/news/com-apoio-do-unfpa-edital-document%C3%A1rios-transformam-tem-lan%C3%A7amento-line-nesta-sexta">Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA)</a>.</p>



<p>O evento foi transmitido no canal do YouTube da<a href="https://www.youtube.com/Funda%C3%A7%C3%A3oCSN"> Fundação CSN </a>e também nos perfis no Facebook da FCSN e DocSP.</p>



<p>A discussão marca o lançamento do Edital Documentários Transformam. A programação teve a presença dos porta-vozes das instituições organizadoras, de especialistas e da atriz e embaixadora do projeto, Leandra Leal. Também foram apresentados dois cases de campanhas de impacto:<a href="https://youtu.be/54msc18xQ7w"> Limiar (2020)</a>, de Coraci Ruiz e Rodrigo Diaz, um retrato da experiência de transição de gênero a partir do olhar de uma mãe e, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=S_pLFRBVDYA">Documentário 9.70 (2012)</a>, uma produção colombiana dirigida por Victoria Solano, cuja campanha exerceu papel fundamental no movimento contra a resolução 9.70, contando a história de um grupo de camponeses de quem o Governo da Colômbia apreendeu e destruiu 70 toneladas de arroz. </p>



<p>Direcionado preferencialmente para documentários em processo de produção ou finalização, o Edital Documentários Transformam selecionará cinco projetos que participarão de três processos formativos entre dezembro de 2021 e maio de 2022: um laboratório de distribuição de impacto, consultorias para o desenvolvimento de campanhas e um laboratório de pitching.&nbsp;</p>



<p>O Fundo de População da ONU promoverá, entre os selecionados e selecionadas, formações sobre enfrentamento ao racismo. Ao final, todos participarão do Good Pitch Brasil, evento criado pela Doc Society, que acontece no primeiro semestre do ano que vem. A edição brasileira do evento é uma co-realização do DOCSP e da Fundação CSN que organizam e fazem a curadoria de todo o processo.&nbsp;</p>



<p>Entre os prêmios a que os selecionados concorrerão durante o processo, dois são concedidos pelo programa Histórias que Ficam, da Fundação CSN. Em 2021 será entregue o prêmio Work in Progress no valor de até R$ 100 mil. Em 2022, durante a realização do Good Pitch Brasil, acontece a entrega dos prêmios Campanha de Impacto, no valor de até R$ 108 mil.&nbsp;</p>



<p>Todos os projetos concorrem aos dois prêmios de forma independente.&nbsp;</p>



<p>As inscrições para o edital poderão ser realizadas no site&nbsp;<a href="http://www.documentariostransformam.org.br/">www.documentariostransformam.org.br</a>, entre 17 de setembro e 15 de outubro.</p>



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<p><strong><em>Matéria originalmente publicada em <a href="https://brasil.un.org/pt-br/144868-com-apoio-do-unfpa-edital-documentarios-transformam-premia-obras-audiovisuais-brasileiras">Nações Unidas Brasil</a></em> <em>em 17/09/2021 – Atualizado em 19/09/2021.</em></strong></p>



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<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas)</strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>&nbsp;é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>
</div></div>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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		<title>LIDERANÇAS INDÍGENAS FEMININAS FALAM SOBRE A LUTA DOS POVOS ORIGINÁRIOS DIANTE DA PANDEMIA DE COVID-19</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2021/09/12/liderancas-indigenas-femininas-falam-sobre-a-luta-dos-povos-originarios-diante-da-pandemia-de-covid-19/</link>
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		<pubDate>Sun, 12 Sep 2021 21:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 108]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres indígenas na pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
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<p class="has-text-align-center"><em>Os povos indígenas têm desempenhado diferentes estratégias de proteção e cuidados de saúde ao longo da pandemia, superando distâncias geográficas, acesso a rede de saúde pública e obstáculos de informação em saúde.</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>Em uma reportagem, a ONU Mulheres dá voz a mulheres indígenas que assumiram papéis de liderança dentro das suas comunidades e se mobilizam para garantir o acesso a cuidados de saúde e disseminar informações de qualidade.&nbsp;&nbsp;</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>Conheça as histórias de Sônia Guajajara, coordenadora executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB); Ângela Kaxuyana, da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB); Narubia Werreira, uma jovem comunicadora virtual do Tocantins e&nbsp; Giovana Mandulao, residente da Fiocruz e indígena Wapichana.</em></p>



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<figure class="wp-block-image alignwide size-full"><img decoding="async" width="900" height="600" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fe2a2-onu-mulheres.jpeg?resize=900%2C600&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-18007" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fe2a2-onu-mulheres.jpeg?w=900&amp;ssl=1 900w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fe2a2-onu-mulheres.jpeg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fe2a2-onu-mulheres.jpeg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fe2a2-onu-mulheres.jpeg?resize=144%2C96&amp;ssl=1 144w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Profissional de saúde wapichana e voluntária baré estiveram no acolhimento de saúde do Acampamento Terra Livre, em agosto de 2021, em Brasília<br>Foto: © Isabel Clavelin/ONU Mulheres</figcaption></figure>



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<p>Classificados entre os grupos vulneráveis e prioritários, os povos indígenas têm desempenhado diferentes estratégias de proteção e cuidados de saúde ao longo da pandemia, superando distâncias geográficas, acesso a rede de saúde pública e obstáculos de informação em saúde. Uma reportagem da&nbsp;<a href="http://www.onumulheres.org.br/noticias/mulheres-indigenas-se-desdobram-entre-cuidados-de-saude-e-gestao-de-informacao-para-comunidades-na-pandemia-covid-19/">ONU Mulheres</a>&nbsp;apresenta mulheres indígenas que assumiram papéis de liderança dentro das suas comunidades e se mobilizam para garantir o acesso a cuidados de saúde e disseminar informações de qualidade.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Um ano e meio após a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter declarado a emergência sanitária global, a pandemia de COVID-19 acumula números grandiosos no Brasil. Mais de 20 milhões de contágios e mais de 580 mil óbitos são registrados até o início de setembro de 2021, conforme&nbsp;<a href="https://covid.saude.gov.br/">dados do Ministério da Saúde.</a>&nbsp;Desde janeiro deste ano, quando se iniciou a vacinação no Brasil, mais de 127 milhões de pessoas receberam a primeira dose e 64 milhões tomaram a segunda dose ou dose única, de acordo com&nbsp;<a href="https://qsprod.saude.gov.br/extensions/DEMAS_C19Vacina/DEMAS_C19Vacina.html">monitoramento do Ministério da Saúde</a>.&nbsp;</p>



<p>Para Ângela Kaxuyana, membro da coordenação executiva da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB), “as mulheres indígenas têm papel fundamental&nbsp; não só no enfrentamento, mas na prevenção e no cuidado da COVID-19, mas são elas as mais atingidas&#8221;.</p>



<p>Em uma entrevista com a ONU Mulheres, Kaxuyana falou sobre os riscos de contaminação aos quais as mulheres indígenas se expõem por assumirem mais cuidados familiares, e frequentemente sair das aldeias para buscar ajuda nas cidades ou enfrentar situações que oferecem riscos.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;Elas têm sido peça importante no uso de medicinas tradicionais, de fortalecer com informações e manter as comunidades e famílias isoladas, levando a sério a situação. Perdemos muitas mulheres e lideranças para a COVID-19. Se não fosse as mulheres na linha de frente, cuidado e informação e da cura, porque têm tido este papel na medicina tradicional, teria sido uma situação bem pior na Amazônia e no Brasil como um todo&#8221;, avalia.&nbsp;&nbsp;</p></blockquote>



<p>Outra liderança do movimento de mulheres indígenas, Sônia Guajajara, auxiliar de Enfermagem e coordenadora executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), salienta os diferentes papéis sociais e comunitários exercidos pelas mulheres. “Nós, mulheres indígenas, somos as cuidadoras permanentes. Somos nós quem cuidamos dos nossos anciões, crianças, alimentação e cuidados com aqueles que se contaminaram. Continuamos com as orientações, porque a pandemia não acabou”, diz. Ela enfatiza, ainda, o papel político das mulheres indígenas na busca por direitos dos povos indígenas em mobilizações políticas durante a pandemia:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&nbsp;“Estamos em Brasília sabendo do risco, que é perigoso. Mas a nossa casa, a nossa aldeia se tornou um lugar perigoso por conta dos ataques e das invasões.&#8221;&nbsp;</p></blockquote>



<p><strong>Articulação pró-direitos&nbsp;</strong>– Mulheres indígenas de diferentes idades têm se mobilizado para garantir o acesso a cuidados de saúde e para produzir informações de qualidade direcionada ao enfrentamento de fake news. Esta é a trajetória da comunicadora Narubia Werreira, do Tocantins, que tem se dedicado à produção de conteúdos nas redes sociais.&nbsp;&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“Com a pandemia, a gente precisou trabalhar nas redes sociais, levar resistência pelas redes até por tantas mentiras e fake news. Eu me engajei na comunicação nesse período”, revela a jovem comunicadora indígena.&nbsp;</p></blockquote>



<p>Para Narubia Werreira, fazer comunicação tem sido uma maneira de fortalecer o empoderamento político das comunidades indígenas e os laços entre os povos. “A gente acaba levando a comunicação para parentes e bases distantes, fazendo interligação dos povos. A gente acaba se conectando mesmo nessa distância e fazendo esse contraponto de informações que não correspondem ao que a gente quer e ao que é real, o que está acontecendo com a nossa realidade indígena.&#8221;&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;É um momento de muita alegria, troca e fortalecimento da nossa cultura se ver nessa comunicação. Não é o não-indígena falando da gente, mas o indígena falando de si. Traz inspiração até para outros sonharem com a comunicação e levar as informações para os parentes”, acrescenta Narubia Werreira.&nbsp;</p></blockquote>



<p><strong>Acolhimento em saúde&nbsp;</strong>– No Acampamento Terra Livre 2021 (ATL 2021), em Brasília, a nutricionista Giovana Mandulao e residente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do povo Wapichana, fez da dor pessoal pelo falecimento do pai por COVID-19 um motivo para seguir adiante nos cuidados coletivos, entre acolhimento e atendimento em saúde até informação de qualidade. Na coordenação de Saúde do ATL 202 ela encontrou forças para continuar o trabalho em favor da promoção da saúde dos povos indígenas.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“Eu perdi o meu pai nessa pandemia. Eu, como profissional de saúde, nem consegui ir lá cuidar dele. Lá na comunidade, as pessoas não acreditavam, era tanta fake news e mentiras, negacionismo. Meu pai foi contaminado por receber os parentes sem máscara. Foi bem difícil. Meu pai ficou 26 dias na UTI. Essa pandemia, mesmo que passe, nunca será a mesma coisa”, relata.</p></blockquote>



<p>Como filha e profissional de saúde, Giovana questiona o que poderia ter sido decisivo para poupar a vida do seu pai, cujo falecimento é um entre os mais de 580 mil óbitos decorrentes da COVID-19 no Brasil desde março de 2020. “Eu fiquei pensando depois. E se ele não recebesse ninguém em casa. Mas você sabe como é em uma aldeia? Ninguém tem restrição de nada. Foi em abril, maio, quando ele adoeceu. Meu pai era uma liderança reconhecida no estado de Roraima, era professor indígena. Ele era um militante pela educação escolar indígena. Todo mundo sentiu muito a perda dele. Desde os 18 anos, ele era professor. Meu pai foi mais uma vítima do descaso. O pior ano da minha vida foi o ano passado”, relembra.</p>



<p>Ao lembrar o início da pandemia no Brasil, a nutricionista recupera sentimentos de profissionais de saúde indígenas diante de tantas incertezas.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“Quando foi decretada a pandemia, eu estava trabalhando em Roraima. Então, todo mundo estava perdido e ficamos preocupadas porque a nossa população é vulnerável. Foram feitas barreiras sanitárias dentro das comunidades em muitas aldeias. Não conseguimos implementar protocolos, a informação não chegava. Muitas fake news minimizam a pandemia e o vírus. Foi um dos momentos mais complicados de saber o que era a pandemia e como a gente, como população vulnerável e profissionais, poderíamos atuar”, afirma.&nbsp;</p></blockquote>



<p>Outro motivo de apreensão é a dificuldade de indígenas não aldeados de se vacinar. “Fico preocupada porque, de certa forma, muitos indígenas não-aldeados tiveram dificuldade para se vacinar. Eu me coloco nessa situação. Meu esposo e eu, somos indígenas, e estávamos em Brasília e não conseguimos nos vacinar logo porque não estávamos aldeados”, diz.&nbsp;</p>



<p><strong>ATL 2021</strong>&nbsp;– Em meio à pandemia de COVID-19, os povos indígenas seguem mobilizados por direitos em agendas públicas em Brasília. A mais recente foi o ATL 2021, em agosto, que reuniu mais de 3 mil pessoas indígenas, demandando uma série de medidas sanitárias para evitar contágios em massa.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“Desde o início, nós pensamos em protocolo desde a saída das delegações das aldeias. Orientação sobre o uso de máscara, trazer o álcool em gel. Em delegações terrestres, com deslocamento por meio de ônibus, orientamos pela prática de vidros abertos. Orientamos&nbsp; para não compartilharem objetos pessoais, talheres, copos. Adotamos testagem em massa”, conta Giovana Mandulao, uma das coordenadoras voluntárias de saúde do ATL 2021.</p></blockquote>



<p>Entre as parcerias firmadas no período se destacam o Ambulatório de Saúde Indígena do Hospital Universitário de Brasília (HUB), Fiocruz e Abrasco. “Além de fazer acolhimento no HUB, contamos com rede de médicos e médicas populares. Nessa testagem, criamos critérios de prioridades, principalmente para sintomáticos, como síndrome gripal, tosse, coriza, febre, dor de cabeça e diarréia, quem teve contato com caso positivo, quem não tinha sido vacinado e quem tinha alguma comorbidade. Contamos somente com voluntários para fazer este trabalho”.&nbsp;</p>



<p>De acordo com Giovana, mais de 35 mil máscaras foram entregues em seis ATL, além da distribuição de álcool em gel por voluntários e voluntárias da Bem Viver. Foram poucos registros de casos de contágio: “Casos positivos tiveram cuidado e isolamento”, conclui.</p>



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<p><strong><em>Matéria originalmente publicada em&nbsp;<a href="https://brasil.un.org/pt-br/143656-liderancas-indigenas-femininas-falam-sobre-luta-dos-povos-originarios-diante-da-pandemia-de">Nações Unidas Brasil</a></em>&nbsp;<em>em 09/09/2021 – Atualizado em 09/09/2021.</em></strong></p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="768" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=768%2C768&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13654 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?w=768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas)</strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>&nbsp;é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>
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