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	<title>Arquivos O Ser Urbano - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>O Ser Urbano: a Música dos Ecos e Sua Relação com a Cidade.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Sep 2019 21:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 013]]></category>
		<category><![CDATA[Banda cristã]]></category>
		<category><![CDATA[Gyovana Machado]]></category>
		<category><![CDATA[O Maior Clichê do mundo]]></category>
		<category><![CDATA[O Ser Urbano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Gyovana Machado</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em><strong>A letra da música tem que ser verdadeira, o autor dela precisa ter o mesmo caráter que a mensagem carrega, como diria Rookmaaker</strong></em>, disseram os meninos do Clichê.&nbsp;</p>



<p class="has-drop-cap">Lucas e Guilherme compõe o que hoje se entende enquanto música alternativa no cenário cristão. &#8220;O maior clichê do mundo&#8221; – nome pelo qual se denominam – busca uma conexão para além dos templos, dialogando com outras perspectivas artísticas, bem como se apresentando em locais não-usuais para bandas confessionais.&nbsp;</p>



<p>De fato, <em><strong>Hans Rookmaaker</strong></em> (escritor holandês) sempre pairou nos pensamentos de um coletivo que possuía ânsia por uma arte sem barreiras, uma expressão cultural não necessariamente sacralizada, que entraria nos templos e meios convencionais cristãos sem que isso demandasse um certo tipo de justificativa. A arte é júbilo perante a face do divino – parafraseio o autor.&nbsp;</p>



<p>Conheci os meninos do Clichê em um festival e vi, ainda que nos detalhes, a interpretação do que entendíamos enquanto uma teoria ainda em análise: a arte vem, embala os corpos num ritmo próprio, batendo à porta do convencional, a fim de sinalizar as demandas históricas que a trouxeram.&nbsp;</p>



<p>Essas mesmas demandas são caracterizadas, pelos rapazes, como uma identificação. Vão além e dizem: <em><strong>respondemos a quem se identifica.</strong></em></p>



<p>Nesse sentido, a visibilidade da banda produziu certa conexão aos anseios dos mais longêvos. Curte-se uma música boa e não se abdica da fé, pelo contrário, desfruta de mistérios, sensações e sabores remetidos aos que criam, numa relação infinita de criação e criador em todas as escalas.&nbsp;</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">As estruturas nas quais são gestadas essas demandas não necessariamente dizem respeito a uma comunidade de fé, mas a uma sociedade e/ou cidade que produz perguntas a todo instante.&nbsp; &nbsp; &nbsp;</p>



<p>Dentro da <em><strong>pólis</strong></em>, onde o público se mistura com o privado, a estética alternativa surge enquanto um eco de perspectiva que, por sua vez, pode possuir um caráter de orientação, ou até mesmo de suspiro, devido aos grandes blocos que padronizam a nossa resposta ao mundo, ou ao menos ao que, exteriormente, esperam de uma resposta nossa.&nbsp;</p>



<p>Diferenciados em sua própria composição visual, os meninos se apresentam em dois. Irmãos de sangue foram introduzidos na música ainda na infância propiciado pelo pai. Nota-se, em sua fala, as raízes que se formaram pela introdução e confirmação dos mesmos na música, embasados pela relação paternal.&nbsp;</p>



<p style="background-color:#936c00" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">Assim sendo, encaram a cidade com as certezas que os fizeram estar ali e não necessariamente com a liquidez na qual se dá seus respectivos relacionamentos com os lugares que frequentam e com a própria cidade (leia-se estruturalmente) que, em certa medida, limita suas formas de interação.&nbsp;</p>



<p>Nesse sentido, os meninos se desafiam numa espécie de manutenção progressista daquilo que entendem como essência. Dizem:  –  <em><strong>somos o que somos, não o que fazemos.</strong></em></p>



<p>Dentro de uma perspectiva que os enxerga dentro do seio cristão, eles chamam a atenção para dois elementos, a saber: o equilíbrio e a excelência.&nbsp;</p>



<p>Assim como <strong><em>Rookmaaker</em></strong>, abdicam de uma interpretação tradicional daquilo que é espitirual, para que se possa abranger todas as facetas criativas do criador sem, necessariamente, sacralizá- las num experimento de grupo.</p>



<p>Destarte, se interessam e trabalham pelo encontro dos &#8220;mundos&#8221; pela via da excelência enquanto fator que provoca a estima pelo que produzem.</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Acredito ser esse o ser urbano do século XXI: um indivíduo que lança a público suas questões com o presente e seus contemporâneos, suas perguntas e também respostas de como vivem, o motivo pelo qual vivem, etc. É, explicitamente, uma relação do dever-ser.</p>



<p>Nesse ponto em que chegamos, numa escala complexa das relações humanas, me contento com a expressão de Blaise Pascal sobre a razão/infinidade, ele diz: &#8220;O último esforço da razão é reconhecer que existe uma infinidade de coisas que a ultrapassam&#8221;.&nbsp;</p>



<p>Portanto, hoje não temos uma justificativa que conclua o ensaio. Suas experiências darão um tom próprio ao que foi expresso por aqui. De toda forma, os meninos do Clichê finalizam bem essa sensação do infinito na arte e sobre isso, concluem a entrevista: – <strong><em>Nós somos o Maior Clichê do Mundo</em></strong> &#8211; eu, então, concordo.&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Gyovana Machado</strong> é graduanda em História pela UFJF, formada no Seminário Teológico Rhema Brasil, líder de música em A Igreja.&nbsp;</p>



<p>Colaboração: <strong><a href="https://www.instagram.com/omaiorclichedomundo/">O Maior Clichê do Mundo.</a></strong></p>



<hr class="wp-block-separator" />



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<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/hospital-mulheres.jpg?fit=606%2C608&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2245" /></figure>



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