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	<title>Arquivos Paula duarte - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Fotos de viagem</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Mar 2020 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 034]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Paula Duarte</p>
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<p>A história da arte não pode ser dividida em blocos isolados e concretos, assim como a da fotografia. Entretanto podemos apostar em características de momentos distintos, marcados por diversas questões, como as políticas e as afetivas.</p>



<p>Em um momento mais remoto, é possível encontrar um anseio da fotografia em registrar o espetacular e ser um inventário do mundo. Hoje, as imagens gritam até não serem mais ouvidas e seu impacto é diferente, porque são muitas e, talvez por isso, não comoveriam da mesma forma que antes.</p>



<p>A produção exaustiva anestesia o olhar, porém aponta para buscas diferentes. A fotografia contemporânea traz à tona o que não é mais visto, o incidente. No livro “Imagens Contemporâneas do Sublime”, Denílson Lopes discute a ideia do sublime: “À medida que cada vez mais o grandioso, o monumental pode ser associado à arte dos vencedores, de impérios autoritários, da arte nazista, do Realismo Socialista aos épicos hollywoodianos, é justamente no cotidiano, no detalhe, no incidente, no menor que residirá o espaço da resistência, da diferença”.</p>



<p><strong>O ensaio</strong></p>



<p>As imagens foram realizadas em viagens entre o ano de 2017 e 2018. Em uma proposta comum à fotografia contemporânea, elas não registram o monumental ou um inventário de paisagens. Pelo contrário, trabalham conceitos e afetividade de outra forma para além da simples contemplação. O ensaio mostra ao espectador as vitrines de açougues pela Europa. Por um lado, as carnes iluminadas se tornam elementos plásticos. Por outro, podem gerar o asco.</p>



<p>Sobretudo, os cliques surgiram pelo incômodo da fotógrafa, mulher negra latino-americana que se viu em outro território, rodeada por memórias de um passado colonial como o suntuoso “Marco dos Descobrimentos” em Portugal e por incontáveis situações de xenofobia e hipersexualização de seu corpo. Situação na qual, artisticamente, não caberia as tradicionais fotos de viagem. O não-lugar do corpo negro se parecia mais com a vitrine de um açougue do que com os luxos de castelos e jardins. Por muitas vezes, o reflexo da fotógrafa aparece nos vidros e se mistura às carnes registradas pelas suas lentes em um jogo com a posturas das selfies típica de turistas.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/03/67212-img_20180217_123231.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8084" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/03/3c4ff-img_20180217_123310.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8085" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/03/b5505-img_20180217_123245.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8086" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/03/bcd0c-img_20180119_171201.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8088" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/03/8b0ff-img_20180119_171120.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8087" data-recalc-dims="1" /></figure>



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<p><strong>Paula Duarte</strong> é natural de Juiz de Fora, sua produção artística é marcada pelas linguagens híbridas, fotografia contemporânea e a pesquisa de poéticas negras. Desde 2012, participou de 14 exposições coletivas e três individuais. Realizou a projeção mapeada “Brilho” em 2017 e a performance “Eu me levanto” em 2018. Integra o Coletivo Descolônia, é graduada Comunicação Social e em Artes e Design, ambos na UFJF. Realizou mobilidade acadêmica na Faculdade de Belas Artes do Porto.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



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<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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