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	<title>Arquivos Pertencimento - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>CAÇADORA DE HISTÓRIAS: O QUE FICA, DE TUDO ISSO?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Nov 2020 21:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 071]]></category>
		<category><![CDATA[Caçadora de Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Pertencimento]]></category>
		<category><![CDATA[Victória Vieira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Victória Vieira</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Estamos há meio ano lavando as mãos e abrindo portas com os cotovelos. Estranho quando temos nossas ações que se tornaram cotidianas expressas em palavra escrita, né?</em></p>



<p><em>Escuto constantemente as pessoas dizerem que 2020 foi um ano inválido, que não contarão como parte de suas vidas e que esperam por 2021 com a ânsia de uma criança no primeiro dia de aula.&nbsp; Desculpa te decepcionar, mas nada vai mudar se tu não acolher a transformação também.</em></p>



<p><em>A humanidade caminhava desolada, cometendo uma série de erros graves e foi preciso um vírus invisível aos nossos olhos para que pudéssemos parar as máquinas e olhar pra dentro&#8230; E ao redor.</em></p>



<p><em>O coronavírus trouxe desentendimento, dor, perdas devastadoras. Mas veio também o exercício real da empatia, o sacolejo de que não somos eternos e o poder da reinvenção.</em></p>



<p><em>Como já disse lá no começo, estamos há muito tempo higienizando tudo que vemos pela frente. Mas e quanto à higiene do mundo? Espiritual e comportamental, quero dizer. O que fica de tudo isso?</em></p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>&#8220;Sempre corri.</p>



<p>Corri de manhã, para despertar meus músculos e metabolismo; corri para preparar o café; e corri também atrás de inúmeros ônibus. Corri de pessoas que me faziam bem, porque tudo um dia termina e eu temia o sofrimento. Também corri do que me fazia mal: afinal, queremos sobreviver. Eu corri tanto que&#8230; Cansei. Mas não fui eu quem decidiu parar, foi a vida.</p>



<p>A vida que faz um pequeno e traiçoeiro vírus existir e contaminar milhões de pessoas num planeta abençoado e rico como o nosso. Eu parei, respirei e aí senti doer tudo, sabe? De dentro pra fora. E não havia banho de ervas, massagem ou relaxante muscular que me trouxesse alívio. Eu precisava mesmo era começar do zero, e foi a mais maravilhosa e transformadora decisão que tomei.</p>



<p>Quando me vi dentro de casa, sozinho, sem trabalho e também sem poder sair, me desesperei e comecei a lamber minhas feridas até secarem. Peguei minhas economias e comecei uma faculdade online. Junto a ela, me empolguei para estudar italiano, um sonho antigo. Como precisei desacelerar, encontrei na yoga a conexão comigo mesmo. E a partir daí, o mundo se abriu, devagarzinho, dia após dia.</p>



<p>A rocha que eu era se transformou em pequenos cascalhos banhados por um riacho cristalino de autoconfiança e paz, fazendo com que conseguisse deixar as pessoas entrarem na minha vida. Foi então que Helena, o grande e único amor da minha vida, voltou para mim. Estamos juntos agora, e ela aquece, em sua pança-forno, Emiliana, nossa filha.</p>



<p>A quarentena me trouxe a cura, o caminho de volta pra mim mesmo. Quando tudo voltar ao normal, não voltarei a correr. Agora tenho com quem caminhar, lado a lado. E logo estarei correndo, mas, calma. Será atrás de um par de pernas gordinhas que estará aprendendo a viver, assim como eu. Todos os dias.&#8221;</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><em>Gostou da leitura? Então vou te contar um segredo: Contar histórias é a medicina da minha vida. </em></p>



<p><em>Uni tudo isso num projeto que floresce de maneira vagarosa e especial que se chama “Caçadora de Histórias”. Tu podes conferir ele lá no Instagram e se quiser participar, escreve para mim através do e-mail <a href="mailto:tuahistoriaaqui@gmail.com">tuahistoriaaqui@gmail.com</a> e me deixa te ajudar a enxergar a heroína/herói que és em tua própria trajetória.</em></p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Victória Vieira</strong> é escritora e idealizadora do projeto Caçadora de Histórias. Caçando e ouvindo histórias, vou escrevendo a tua com minhas palavras e te ajudando a ter um novo olhar sobre ela. Siga o projeto no <a href="http://instagram.com/cacadora.de.historias">Instagram</a>.</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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</div>



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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/revista-trama-edicao-impressa-edicao-001"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/82f24-impressa-2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11600" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
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</div>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/iuryborel/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/10/4079c-sketch-brasil-1.png2_.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9943" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>CAÇADORA DE HISTÓRIAS: PERTENCER É ILUSÃO; SEJA!</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/11/08/cacadora-de-historias-pertencer-e-ilusao-seja/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Nov 2020 21:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 070]]></category>
		<category><![CDATA[Caçadora de Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Pertencimento]]></category>
		<category><![CDATA[Victória Vieira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Victória Vieira</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Desde pequena, me sinto livre e pertencente ao mesmo tempo. Meus pais me criaram como um ser livre para ser, pensar e sonhar. Bem, meu pai puxava um dos meus pés para o chão para que eu nunca vivesse de expectativas, e minha mãe entregou um balão colorido para me fazer flutuar e sonhar, ambos com o mesmo objetivo: Amor.</em></p>



<p><em>Então eu voava e, ao mesmo tempo, me sentia muito apegada à casa da minha infância, ao meu país, a tudo. E essa dualidade de sentimentos me deixava estagnada. “Vou ou fico? Arrisco ou permaneço?” ou, ou, ou&#8230;</em></p>



<p><em>Até que entendi que pertencer é uma ilusão. Puft!</em></p>



<p><em>Temos que <strong>ser</strong>. &nbsp;Ser e viver com intensidade tudo o que cada capítulo da vida proporciona e depois deixar ir&#8230; Para que o próximo chegue. É sobre esse punhado de sentimentos que a história de hoje falará, vem!</em></p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>&#8220;Sempre que Dezembro chega, sinto saudade. Sim, isso mesmo. Parece estranho, não é? Mas sinto isso desde muito, muito pequena.</p>



<p>Antes mesmo de ter contato com livros e filmes de lugares nortenhos, eu sabia que meu lugar era num outono colorido, que ensina a baixar a guarda, ou num inverno brilhante de neve fofa que cobre a cidadela e nos ensina a morrer &#8211; para que, na primavera, volte à vida.</p>



<p>O que eu vivia era realmente o oposto, e rio enquanto escrevo essa frase. Meu Dezembro sempre foi de atmosfera densa, de cigarras que, logo de manhã, anunciam um dia longo, quente e vivo. Meu mês 12 nunca foi de preparar biscoitos de mel e trazer lenha para a lareira&#8230; Ficava mesmo era catando sombra a cada magro ipê que encontrava rua afora. Quando pude, finalmente, assistir aos primeiros filmes que se passavam no Canadá, Dinamarca e Suíça, por exemplo, me emocionei. Senti que pertencia a esses lugares todos; e então, quando cresci, comecei minha jornada em busca desses lugares pelos quais minha alma se sacodia só de imaginar.</p>



<p>Eu costumo brincar que sou 80% brasileira, mas esses 20% que restam precisam de temperaturas negativas e esquilos correndo pelos parques.</p>



<p>Só que chegou um dia, o pico alto da minha maturidade, no qual percebi que não precisava tanto desses lugares. O que eu buscava eram as sensações que eles me causavam. O afeto, aconchego, silêncio, sossego, o observar vagaroso da vida. Então pude ver que não pertenço a nada nem a ninguém. Eu sou.</p>



<p>Sou a Dinamarca e seus vilarejos iluminados na noite de Natal. Sou a quentura da lareira crepitando. Enfim, percebi: Sou capitã da minha alma e vivente do mundo”.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><em>Gostou da leitura? Então vou te contar um segredo: Contar histórias é a medicina da minha vida. </em></p>



<p><em>Uni tudo isso num projeto que floresce de maneira vagarosa e especial que se chama “Caçadora de Histórias”. Tu podes conferir ele lá no Instagram e se quiser participar, escreve para mim através do e-mail <a href="mailto:tuahistoriaaqui@gmail.com">tuahistoriaaqui@gmail.com</a> e me deixa te ajudar a enxergar a heroína/herói que és em tua própria trajetória.</em></p>



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<p><strong>Victória Vieira</strong> é escritora e idealizadora do projeto Caçadora de Histórias. Caçando e ouvindo histórias, vou escrevendo a tua com minhas palavras e te ajudando a ter um novo olhar sobre ela. Siga o projeto no <a href="http://instagram.com/cacadora.de.historias">Instagram</a>.</p>



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<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/iuryborel/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/10/4079c-sketch-brasil-1.png2_.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9943" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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