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	<title>Arquivos Peu Roberto - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Culture-Se JF: um olhar cultural de forma digital</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Sep 2020 21:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 061]]></category>
		<category><![CDATA[COVID-19]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
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		<category><![CDATA[Peu Roberto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Culture-se JF</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/09/06/culture-se-jf-um-olhar-cultural-de-forma-digital/">Culture-Se JF: um olhar cultural de forma digital</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
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<p class="has-drop-cap">O que tem para se fazer em Juiz de Fora? Foi a partir dessa pergunta, que a jornalista Vaninha Black convidou suas amigas a refletirem um pouco sobre a posição cultural da cidade. E, assim criar um projeto voltado para artistas locais e amantes da Princesinha de Minas.&nbsp;</p>



<p>Diante da dificuldade de enxergar Juiz de Fora, como um pólo cultural, e retirar a marca do tédio juizforano, as jornalistas Vaninha Black, Ana Carolina Silva e a estudante Bianca Ramos, pretendem mostrar na visão do jornalismo cultural, que todo espaço transmite cultura.&nbsp;</p>



<p>Quer saber mais sobre o Culture-se JF? Confira abaixo a história do projeto que recentemente completou um ano.</p>



<p>Se pudéssemos transmitir em palavras o sentimento que carregamos desde o início, talvez a inquietação e a vontade de fazer diferente sejam as melhores características do Culture-se JF.&nbsp; Além da valorização do passado, é necessário se fazer presente. E foi a partir desse pressuposto, que nosso projeto digital, mostra que a cultura e o jornalismo devem caminhar juntos.&nbsp;</p>



<p>Presente no Instagram e no Facebook enxergamos não somente as redes sociais como objeto de reprodução, mas como potência jornalística de criação de conteúdo. Estar nesse meio é algo novo para a equipe e descobrir esse formato tem sido um bonito desafio.&nbsp;</p>



<p>Em agosto, completamos um ano de atividade, e neste período descobrimos e REdescobrimos uma cidade de muita riqueza histórico-cultural. Um dos nossos grandes objetivos é passar a informação de forma simples ao público. A Cidade universitária é marcada por projetos gratuitos e espaços importantes para a história do Brasil. O nosso maior desafio têm sido mostrar que a cultura está presente em todas as classes sociais e independe do valor de entrada. Conversar com o público e ressaltar que não precisa ser caro para ser cultural é uma das maiores missões do projeto.&nbsp;</p>



<p>Durante nossa caminhada, aprendemos e reforçamos o pensamento de que ninguém sabe tudo, sempre compartilhando informações básicas, mas valiosas sobre personalidades, espaços, lugares e eventos.&nbsp;</p>



<p>Por último, mas não menos importante: acreditamos que todas as manifestações culturais têm grande valor. Hoje, temos a certeza que a cidade de Juiz de Fora é um local precioso e que há sim muitas coisas com&nbsp; variados preços e gostos para se fazer.&nbsp; Estamos buscando cada vez mais valorizar, compartilhar e informar quem acessa o nosso conteúdo. Convidamos você a conhecer o Culture-se JF!&nbsp; Hoje nos apresentamos como um prestador de serviço à cidade. Um projeto que chegou para desmistificar que jornalismo não faz cultura, e mais ainda, que não há nada para se fazer em Juiz de Fora. Vem redescobrir a cidade com a gente!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>O Culture-se JF </strong>é feito por Ana Carolina Silva, Bianca Ramos e Vaninha Black. Com as colaboração de Jaks Soares e Sérgio Vepaziano.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdf84-assinatura-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11677" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator is-style-wide" />



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-1 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/073d7-loja-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11574" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/revista-trama-edicao-impressa-edicao-001"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/82f24-impressa-2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11600" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
</div>
</div>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/iuryborel/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/10/4079c-sketch-brasil-1.png2_.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9943" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Realidades Pandêmicas</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/30/realidades-pandemicas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Aug 2020 21:27:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 060]]></category>
		<category><![CDATA[COVID-19]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[Peu Roberto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Peu Ricardo</p>
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<p>2020 foi um ano atípico para todos. Mas muitas realidades seguem constantes, diversos problemas sociais se agravaram e se esconderam diante das questões de saúde mundial. Neste contexto, o ensaio feito em Março no Abrigo Cristo Redentor, em Jaboatão dos Guararapes, foi, para mim, um prelúdio do que iria acontecer em maior e menor escala durante a pandemia causada pelo Corona Vírus. Os 115 idosos que vivem na maior instituição de longa permanência de Pernambuco sentiram os efeitos desta mudança em pouco tempo, sobretudo na ausência. Falta de recursos que já eram poucos. Interdição das visitas que só chegavam para cerca de 20% deles. Pouca vida a frente, muito medo do fim.</p>



<p>Falava-se muito de falta de leitos de UTI, dos índices de contágio, dos grupos de risco. Mas parte da parcela da população mais ameaçada pela COVID-19, os idosos do Cristo Redentor seguiam sem condições de ter distanciamento entre eles, nem condições mínimas de vida: comida, higiene. 90% das doações habituais sumiram, foram soterradas por causas mais estrondeantes. Assim como, mais adiante, nossos fantasmas emocionais foram se manifestando nos meses de isolamento, as sombras da solidão tomaram conta do Lar. Mesmo com toda a atenção dos cuidadores, o silêncio passou a falar alto, comprovando a falta dos poucos familiares, dos muitos voluntários, dos escassos recursos. Por outro lado, o que se viu – e se vê no desenrolar da pandemia – é um olhar para o outro mais aguçado. Se valer dos que estão presentes, ajudar o próximo na medida do possível, cuidar e se deixar ser cuidado. Muitos dos moradores passaram a cuidar uns dos outros. A lacuna virou ponte.</p>



<p>Isso foi o que mais me marcou neste contato. A potência da crise, a possibilidade de ver luz na escuridão, de tirar aprendizados positivos de contextos caóticos. Resiliência, esperança. Escolhi, então, traduzir este sentimento através de um alto contraste entre luz e sombra, destacando o isolamento nos retratos, mostrando apenas indivíduos envoltos na sombra, mas sempre com pequenos vislumbres de esperança: os adesivos coloridos da páscoa, o sorriso aberto, a freira, as enfermeiras. Apesar do ambiente sombrio, também achei interessante brincar com a sombra dos retratados, indicando a companhia de si mesmo, mostrando uma presença ausente. Este trabalho significou muito para mim também no âmbito individual, sobretudo porque foi o único ensaio sobre a pandemia que fiz. Como meu filho nasceu em Maio, fiquei alguns meses afastado do jornal para evitar o contágio no fim da gravidez e nos primeiros meses de vida dele. Isso nunca havia acontecido em quase dez anos de carreira. Durante o tempo longe do cotidiano da redação, diante de todas as incertezas e sentimentos negativos que apareceram na minha vida e na de muitos, pensar no cuidado, no amor que senti entre os moradores e cuidadores do Abrigo me fizeram replicar estes sentimentos em casa, para com João Vicente. Na profissão de fotojornalista, estamos habituados à rapidez, à batalha por espaço, por melhores oportunidades, por registros únicos, pela nossa linguagem. Fui forçado a parar e acabei repensando toda a situação – não estava na rua fazendo uma cobertura histórica desta pandemia, mas estava cuidando dos meus. Assim como talvez doar para um abrigo não vá salvar o mundo do COVID, mas vai salvar vidas, vai possibilitar afetos, vai nos fazer sentir parte de algo maior.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/e7038-peu1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11802" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Irmã Dulce, uma das cuidadoras do Abrigo.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ae200-peu2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11803" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Enfermeiras fazendo o asseio de um dos moradores do Lar.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/17e19-peu3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11804" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Idoso contando as histórias de antes da pandemia</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b89d6-peu4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11805" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Idosa esperando visitas que foram proibidas.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/8bce2-peu5.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11806" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Morador passeando dentro das instalações, já que as saídas não estavam autorizadas.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/284c7-peu6.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11807" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Nascimento de João Vicente, meu filho, em 14 de maio 2020, um dia antes do pico de contágio em Pernambuco.</figcaption></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Peu Ricardo </strong>é um fotojornalista que atua em Recife-PE, se destacando nas áreas de cotidiano, esportes e política. Formou-se bacharel em Comunicação Social com Ênfase em Fotografia em 2012, trabalha em jornais da cidade desde 2010. Venceu prêmios nacionais e regionais, com o destaque para dois troféus Cristina Tavares de Jornalismo. Atualmente é fotógrafo do Diário de Pernambuco e é colaborador da Agência Estadão Conteúdo.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdf84-assinatura-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11677" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator is-style-wide" />



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<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/073d7-loja-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11574" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/revista-trama-edicao-impressa-edicao-001"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/82f24-impressa-2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11600" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
</div>
</div>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/iuryborel/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/10/4079c-sketch-brasil-1.png2_.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9943" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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