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	<title>Arquivos Poliana - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>UMA BREVE HISTÓRIA DO LADRILHO HIDRÁULICO</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Jun 2021 21:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 095]]></category>
		<category><![CDATA[Arte e arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[Ladrilho Hidraulico]]></category>
		<category><![CDATA[Poliana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Poliana Vieira Côrtes Lopes</p>
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<p>Os ladrilhos hidráulicos são um tipo de revestimento de piso que era anteriormente usado em paredes, e que foi importado de Portugal, Bélgica e França para o Brasil até fim do século XIX, quando surgiram as primeiras fábricas de imigrantes italianos no país.</p>



<p>Desde a invenção da técnica do ladrilho hidráulico, sua utilização foi ampla e bem difundida nos anos de 1900. Segundo Marcos Olender (2011), esse revestimento surgiu depois do aparecimento de novos métodos construtivos, como o cimento Portland. Produzido inicialmente de forma artesanal, o revestimento foi introduzido naturalmente nas casas e nas predileções estéticas que estavam se consolidando em meados de 1800. Ainda segundo o autor, os primeiros registros encontrados da utilização do ladrilho datam de 1850, na região do Vale do Reno na França. Em seguida, sua rápida difusão foi bem sucedida por toda a região da Provença, ainda na França, seguindo rumo ao norte da África e para o resto do mundo.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/73491-poli1.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16431" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Figura 1 – pagina de catálogo de ladrilhos hidráulicos da Compahia Ind. E Constructora Pantaleone Arcuri</figcaption></figure>



<p>Segundo Nestor Goulart Reis Filho (1970)<em>, </em>no decorrer da trajetória de mudanças socioeconômicas e tecnológicas ocorridas durante a segunda metade do século XIX no Brasil, profundas transformações foram desencadeadas nos modos de se habitar e construir no país. Nesse contexto de desenvolvimento tecnológico, a produção e uso do ladrilho hidráulico aumenta, se tornando um revestimento que alcançou grande popularidade. Nesse sentido, é possível identificar tal produto na maioria das edificações mais expressivas desse período.</p>



<p>Uma das empresas responsáveis pela produção desse revestimento, foi fundada na cidade de Juiz de Fora, com o nome &nbsp;Pantaleone Arcuri &amp; Timponi, em 1895, que depois mudou para Pantaleone Arcuri &amp; Spinelli até adotar em definitivo o nome Companhia Industrial e Construtora Pantaleone Arcuri, que se manteve em atividade até 1944. De projetos arquitetônicos à fornecimento de material para a construção, como telhas de cimeanto (antecessor do amianto), portas, janelas, louça, porcelana, encanamentos, ladrilho hidráulico, dentre outros, a fábrica cresceu muito e expandiu sua produção, chegando a fabricar carroças e posteriormente ter uma representação de automóveis da FIAT, importados da Itália.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/5aca7-poli2.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16432" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Figura 2- Postal com nova sede da Cia Pantaleone Arcuri</figcaption></figure></div>



<p>Mesmo após cerca de um século, andando por Juiz de Fora, é possível perceber a riqueza arquitetônica eclética que se faz presente nas fachadas do centro. Muitas edificações estão tombadas, algumas em processo de tombamento e outras, ainda, sem esse reconhecimento. Dentre essas construções, existem casas particulares,&nbsp; estabelecimentos comercias e edifícios públicos. É difícil afirmar se a maioria desses lugares ainda possui o interior original, uma vez que muitas dessas construções são de uso particular, mas a beleza da preservação histórica visível nas fachadas é algo encantador na cidade.</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9cfaa-poliana-cortes-lopes.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16433 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong><strong>Poliana </strong></strong>Vieira Côrtes Lopes </strong></strong></strong>é formada em artes pela UFJF, é professora, especializada em restauração e mestranda no PPG de Patrimônio da Fiocruz do Rio de Janeiro e sócia da Instituição Cultural Bodoque Artes e Ofícios.</p>
</div></div>



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		<title>O Brasil e o autoritarismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Jul 2020 21:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 054]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[História do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Intelectuais]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>
		<category><![CDATA[Poliana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Poliana Vieira Côrtes Lopes</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">As relações dos intelectuais com a estrutura de poder do Estado brasileiro, sempre foi algo extremamente imbricado e complexo. Ao longo da história política do Brasil, Esses atores sociais frequentemente se atribuíram a função de &#8220;agentes da consciência e do discurso&#8221;, como afirma Mônica Pimentel Veloso, em seu artigo “Os intelectuais e a política cultural do Estado Novo”, parafraseando Foucault. A autora continua sua análise afirmando que, em consequência da estrutura patriarcal, autoritária, e até a sua condição como país periférico, o Brasil, apesar do grande número de pessoas sem instrução, acaba reforçando esse tipo de prática em representações corriqueiras como falar em nome dos “<em>destituídos de capacidade de discernimento e expressão, foi facilmente absorvido pelo intelecto brasileiro.</em>” (VELLOSO, 1997)</p>



<p>Nos momentos de mudanças históricas intensas ou crises profundas, as elites intelectuais brasileiras marcaram presença no contexto político, defendendo o direito de interferirem no processo de organização nacional. Nesse sentido, é possível perceber esse tipo de ação em vários momentos históricos.</p>



<p>Logo após a Independência do Brasil, quando estava em andamento a construção do projeto da Jovem Nação, os intelectuais agiram como guias sentindo-se inspirados pela ideia nacional. Através de seus capitais culturais e intelectuais, possuíam o objetivo de promover a autovalorização do país. De acordo com Lilia Schwarcz era uma tarefa grandiosa, pois uma nova constituição seria redigida e uma história teria que ser inventada para o “novo” país.</p>



<p>Anos mais tarde, na transição do regime imperial para República, os intelectuais novamente assumem o posto de bastiões do Brasil, com o objetivo de guiar o país à modernização. Munidos do conhecimento científico buscavam remodelar o Estado, lutando contra a incapacidade teórica e administrativa dos políticos.</p>



<p>As consequências do pós-guerra se fazem sentir na década de 1920 brasileira. Dentre seus vários efeitos, destaca-se a decadência do mito cientificista, e o ideal cosmopolita de desenvolvimento cede seu lugar ao credo nacionalista. A busca pelo ideal de brasilidade, resgatado das raízes da pátria estão no foco das preocupações intelectuais. É possível lembrar de como a arte e a literatura influenciaram o país nesse momento.</p>



<p>Com esses três exemplos expostos de maneira geral, fica clara a constituição da identidade dessa classe de indivíduos, que, historicamente, buscaram se distinguir da sociedade.</p>



<p>Já no Estado Novo (1937-1945), a matriz autoritária de pensamento, que confere ao Estado o poder máximo, vai delinear formas mais definidas. A partir daí, as mais distintas elites passam a identificar o Estado como o cerne da nacionalidade brasileira. “Se, historicamente, a construção do nacionalismo vinha se constituindo em uma das preocupações fundamentais dos intelectuais, agora eles passariam a situar a sua tarefa no domínio do Estado”(VELLOSO, 1997)</p>



<p>No período acima citado, podemos analisar a relação entre o Estado e os intelectuais a partir de fontes bastante ricas, pois há uma profunda inserção deste grupo social na organização político-pedagógica do regime. Isso se deve ao fato de que tais membros da classe intelectual, se empenharam em popularizar e disseminar as ideologias do governo. As estratégias de socializar a doutrina política vigente, trazendo-as para o cotidiano da população, foram desenvolvidas e aplicadas, principalmente, pelo Ministério da Educação e Departamento de Imprensa e Propaganda &#8211; DIP.</p>



<p>Por outro lado, antes que o Brasil presenciasse a ascensão do regime autoritário disseminando sua base ideológica com ajuda da classe intelectual, é interessante lembrar que desde o início dessa breve República, vários períodos de exceção interromperam o curso de um Estado Democrático. Foi assim no período da República militar de Deodoro da Fonseca (1889-1891) e Floriano Peixoto (1891-1894) que governaram com parte do período presidencial sob estado de sítio. De igual modo, Artur Bernardes, nos anos 20, teve em quase todo o seu mandato o estado de sítio instalado. Também na ditadura do Estado Novo (1937-1945), quando as estratégias de convencimento da população começaram a ser modificadas, como foram citadas acima. E, amais adiante, de 1964 a 1985, tivemos o fenômeno do golpe militar integrando esse contexto.</p>



<p>Sendo assim, é interessante pensar em algumas características do governo de Getúlio Vargas a partir de uma perspectiva integrada à história política e social do Brasil, bem como do contexto internacional da época para entender que o golpe de Estado foi defendido como uma “reação” às ameaças comunistas que supostamente tomariam o poder. A base do modelo fascista de governo, em geral, ganhou força historicamente em virtude do medo dessa ameaça, tonando necessário o surgimento de um salvador, capaz de  tirar o país do risco iminente. Por esse motivo, mito da nação e do herói nacional, foram plenamente utilizados na implantação de regimes antidemocráticos, não só no Brasil, mas em vários países do mundo.</p>



<p>Um dado relevante para alimentar essa discussão encontra-se em uma citação, fora desse contexto, no plenário da constituinte de 1946.&nbsp; Gilberto Freyre afirma: “o passado não foi, ele continua”. Infelizmente tal afirmação se apresenta como uma incômoda realidade, tendo em vista que o Brasil, em pleno 2020, vive outro capítulo dessa história de exceções, com a constante ameaça ideológica autoritária engendrada no alto escalão da governança brasileira, perpetrada  por uma guinada conservadora e reacionária, como destaca Lilia Swhwatrcz em seu livro: <em>O autoritarismo brasileiro</em>.</p>



<p>Sendo assim, é possível afirmar que é profundamente&nbsp; necessário conhecer esse passado político brasileiro para entender como as classes de intelectuais fizeram parte da história dessa nação. A ação dessa classe, a favor ou contra os governos, se colocando como influencia para a população desprovida de instrução, por muitas vezes é capaz de enraizar ainda mais uma carga de subserviência e inaptidão, que tem o potencial de encaminhar o país para a normalização de ataques à democracia e ascensão de lideres e ideologias autoritárias. Por outro lado, com a educação, a ciência e a cultura sob constante ataque, precisamos entender que a resistência à esses processos políticos e sociais é algo sensivelmente difícil. Como disse Millor Fernandes: “O Brasil tem um enorme passado pela frente”.</p>



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<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Poliana </strong></strong></strong></strong></strong></strong>Vieira Côrtes Lopes</strong> é formada em artes pela UFJF, é professora, especializada em restauração e mestranda no PPG de Patrimônio da Fiocruz do Rio de Janeiro e sócia da Instituição Cultural Bodoque Artes e Ofícios.</p>



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<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas para seguir na quarentena</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/4473c-fotos-carol-copy-1.jpg7_-1-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4982" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a89c8-publi-bodoque2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4736" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>
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