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	<title>Arquivos Religião de matriz africana - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Pedrinha de Aruanda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Sep 2019 21:32:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 015]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
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		<category><![CDATA[MÚSICA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Raizza Prudêncio</p>
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<p class="has-drop-cap">Maria Bethânia é de todos nós, e da cultura brasileira. Dispensando apresentações formais, nesse domingo vamos nos aproximar de sua obra para nos aproximar do axé que a guia. </p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Falar sobre religiões de matriz africana no Brasil, não é um assunto simples de transpor em texto ou explicação, pois estamos falando sobre uma questão de fé. Além da fé, as ramificações de maneiras de professar essa fé são diversas e distintas, e o mistério, como em qualquer outra doutrina religiosa, é o tônus de uma crença.</p>



<p>Os Deuses Africanos e todas as suas mitologias são recriados através de uma poética doce, e principalmente respeitosa na obra de Maria Bethânia. </p>



<p>No interesse de se aproximar da história e da estética das religiões de matriz africana, encontramos na obra de Maria um norte que nos aproxima do Invisível. </p>



<p>No documentário Pedrinha de Aruanda, direção de Andrucha Waddington, encontramos a sutileza com que Maria Bethânia revela sua fé em seu cotidiano familiar, e como sua relação religiosa é vivida e se traduz na sua criação musical. </p>



<p>O documentário está disponível no youtube:</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Maria Bethânia   Pedrinha de Aruanda-Completo" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/qXi1HrEwnp8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>A seguir uma canção de Maria Bethânia que mostra sua aproximação com a religião e a arte:</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Não Mexe Comigo - Carta de Amor - DVD Carta de Amor - Maria Bethânia" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/tjZgiXwDxwQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<pre class="wp-block-verse"><strong>Não mexe Comigo:<br></strong><br> Não mexe comigo, que eu não ando só<br> Eu não ando só, que eu não ando só<br> Não mexe não!<br><br> Não mexe comigo, que eu não ando só<br> Eu não ando só, que eu não ando só<br><br> Eu tenho Zumbi, Besouro, o chefe dos tupis<br> Sou Tupinambá, tenho os erês, caboclo boiadeiro<br> Mãos de cura, morubichabas, cocares<br> Zarabatanas, curares, flechas e altares<br><br> A velocidade da luz, o escuro da mata escura<br> O breu, o silêncio, a espera<br> Eu tenho Jesus, Maria e José<br> Todos os pajés em minha companhia<br> O menino Deus brinca e dorme nos meus sonhos<br> O poeta me contou<br><br> Não mexe comigo, que eu não ando só<br> Eu não ando só, que eu não ando só<br> Não mexe não!<br><br> Não mexe comigo, que eu não ando só<br> Eu não ando só, eu não ando só<br><br> Não misturo, não me dobro<br> A rainha do mar anda de mãos dadas comigo<br> Me ensina o baile das ondas e canta, canta, canta pra mim<br> É do ouro de Oxum que é feita a armadura que cobre meu corpo<br> Garante meu sangue, minha garganta<br> O veneno do mal não acha passagem<br> E em meu coração, Maria acende sua luz e me aponta o caminho<br><br> Me sumo no vento, cavalgo no raio de Iansã<br> Giro o mundo, viro, reviro<br> Tô no recôncavo, tô em fez<br> Voo entre as estrelas, brinco de ser uma<br> Traço o cruzeiro do sul com a tocha da fogueira de João menino Rezo com as três Marias, vou além<br> Me recolho no esplendor das nebulosas, descanso nos vales, montanhas<br> Durmo na forja de Ogum, mergulho no calor da lava dos vulcões<br> Corpo vivo de Xangô<br><br> Não ando no breu, nem ando na treva<br> Não ando no breu, nem ando na treva<br> É por onde eu vou que o santo me leva<br> É por onde eu vou que o santo me leva<br><br> Não ando no breu, nem ando na treva<br> Não ando no breu, nem ando na treva<br> É por onde eu vou que o santo me leva<br> É por onde eu vou que o santo me leva<br><br> Medo não me alcança<br> No deserto me acho, faço cobra morder o rabo, escorpião virar pirilampo<br> Meus pés recebem bálsamos, unguentos suaves das mãos de Maria<br> Irmã de Marta e Lázaro, no oásis de Bethânia<br> Pensou que eu ando só? Atente ao tempo!<br> Não começa, nem termina, é nunca, é sempre<br> É tempo de reparar na balança de nobre cobre que o rei equilibra<br> Fulmina o injusto, deixa nua a justiça<br><br> Eu não provo do teu fel, eu não piso no teu chão<br> E pra onde você for, não leva o meu nome não<br> E pra onde você for, não leva o meu nome não<br><br> Eu não provo do teu fel, eu não piso no teu chão<br> E pra onde você for, não leva o meu nome não<br> E pra onde você for, não leva o meu nome não<br><br> Onde vai, valente?<br> Você secou, seus olhos insones secaram<br> Não veem brotar a relva que cresce livre e verde longe da tua cegueira<br> Seus ouvidos se fecharam a qualquer música, a qualquer som<br> Nem o bem, nem o mal pensam em ti, ninguém te escolhe<br><br> Você pisa na terra, mas não a sente, apenas pisa<br> Apenas vaga sobre o planeta, e já nem ouve as teclas do teu piano<br> Você está tão mirrado que nem o diabo te ambiciona, não tem alma<br> Você é o oco, do oco, do oco, do sem fim do mundo<br><br> O que é teu já tá guardado<br> Não sou eu quem vou lhe dar<br> Não sou eu quem vou lhe dar<br> Não sou eu quem vou lhe dar<br><br> O que é teu já tá guardado<br> Não sou eu quem vou lhe dar<br> Não sou eu quem vou lhe dar<br> Não sou eu quem vou lhe dar<br><br> Eu posso engolir você, só pra cuspir depois<br> Minha fome é matéria que você não alcança<br> Desde o leite do peito de minha mãe<br> Até o sem fim dos versos, versos, versos<br> Que brotam do poeta em toda poesia<br> Sob a luz da lua que deita na palma da inspiração de Caymmi<br><br> Se choro, quando choro, e minha lágrima cai<br> É pra regar o capim que alimenta a vida<br> Chorando eu refaço as nascentes que você secou<br><br> Se desejo, o meu desejo faz subir marés de sal e sortilégio<br> Vivo de cara pra o vento na chuva, e quero me molhar<br> O terço de Fátima e o cordão de Gandhi cruzam o meu peito<br> Sou como a haste fina, que qualquer brisa verga, mas nenhuma espada corta<br><br> Não mexe comigo, que eu não ando só<br> Eu não ando só, que eu não ando só<br> Não mexe não!<br><br> Não mexe comigo, que eu não ando só<br> Eu não ando só, que eu não ando só<br><br>Axé</pre>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Raizza Prudêncio</strong> é graduada em Artes e Design pela Universidade Federal de Juiz de Fora e graduanda em Design Gráfico e Design de Produto pela Universidade Federal de Juiz de Fora.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/ofertas"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0e0a3-aajude.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2693" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem acima e visite a Loja Virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="background-color:#916a00;text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/carolinestabenow/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/6885b-hospital-mulheres.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2245" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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