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	<title>Arquivos resistência - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Agredidos: uni-vos!</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Sep 2020 21:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 063]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Luciano Nascimento]]></category>
		<category><![CDATA[resistência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Luciano Nascimento</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>“<em>Nada é tão ruim que não possa ser piorado</em>”. </strong></p>



<p>Essa foi a lição mais valiosa que a experiência da proximidade com militares me ensinou ao longo dos últimos 46 anos. É uma máxima bastante conhecida e repetida nos quartéis brasileiros, geralmente invocada – acreditem! – como uma mistura macabra de prelúdio à tortura e mantra motivacional. Começa assim: “<em>Você acha que tá ruim agora, Guerreiro? Espera só&#8230; Nada é tão ruim que não possa ser piorado</em>”. Logo depois, para comprovar a tese, o profeta dessa desgraça planejada, “o superior”, aumenta a dose de assédio moral ou (a depender da situação particular) até agressão física contra “o subordinado”. Tudo em nome do treinamento para aumentar a famigerada “rusticidade”.</p>



<p>Depois – e uma vez que a relação de subordinação é a moldura perene na janela para o mundo de qualquer militar brasileiro, para quem o fantasma do rei Hamlet é “<strong><u>O</u></strong> superior”, “<strong><u>O</u></strong> mais antigo” – assim que a ideia já está suficientemente internalizada pelo subordinado, ele está pronto para se satisfazer ou, no mínimo, se conformar com as condições mais adversas que lhe imponham, e praticamente nada mais é o bastante para justificar sua insubordinação. Afinal, “sempre pode ficar pior”.</p>



<p>É doloroso ver essa lógica se difundir e consolidar no Brasil, inclusive em muitos espaços, grupos e mentes que se autoidentificam como progressistas. É doloroso, sobretudo, porque essa lógica é perversa tanto no sentido vulgar do termo quanto no estrito, emprestado da psicanálise: ela é má porque adoece e mata pessoas; e ela é fundamentada na recusa deliberada dos sujeitos à castração simbólica operada pelas leis e pela moral, castração essa que sedimenta o convívio social saudável. E salubridade é precisamente o que temos perdido a passos largos num Brasil onde crianças estupradas são enxovalhadas por fundamentalistas religiosos, enquanto uma dinastia de misóginos racistas homofóbicos genocidas simonistas milicianos se dissemina no poder por meio da refração prismática do caos.</p>



<p>É preciso dar um basta nisso enquanto ainda existimos. Sim, para negros, mulheres, indígenas, LGBTQI<sup>+</sup>, idosos, deficientes, pobres, adeptos de religiões de matriz africana, e progressistas em geral, é uma questão de sobrevivência entendermos de uma vez por todas que, a despeito das inúmeras especificidades legítimas que nos diferenciam e justificam cada uma de nossas lutas e bandeiras particulares, a despeito disso tudo, vivemos de forma agonística a mesma condição de vulnerabilidade sociocultural. Essa condição se configura pelo fato de que uma única e mesma realidade perversa nos iguala e irmana nos tempos que vivemos: a ameaça contínua, factual e numericamente comprovada de eliminação física e/ ou simbólica pelas mãos do mesmo agente agressor – homem, cisgênero, branco, normotípico, de classe média (alta ou altíssima), armamentista, medianamente escolarizado, intelectualmente míope, neofascista e incapaz de exercer a empatia.</p>



<p>É esse sujeito que fala em “mi-mi-mi”, “racismo reverso”, “ideologia de gênero”, “escola sem partido”, “meritocracia”&#8230; ou que “bandido bom é bandido morto”, “na pandemia vai morrer quem tiver que morrer mesmo”, “a economia não pode parar”, “ela pediu pra ser estuprada”, “ele é gay porque faltou porrada”, “só mora em favela quem quer”, “índio é preguiçoso”, “negro é malandro”, “macumba é coisa do diabo” etc, etc&#8230; É esse sujeito que precisamos reconhecer, desmascarar e combater.</p>



<p>Eu aprendi cedo que “<em>nada é tão ruim que não possa ser piorado</em>”. A usurpação, a necropolítica e o semiocídio a que estamos sujeitos no Brasil – &nbsp;desde que Cabral, o primeiro, aportou por aqui – desfilam hoje a céu aberto, têm uma legião de seguidores nas redes sociais, encontram pares em vários pontos da terra plana de suas autoverdades, e, porque se orgulham da sua própria ignorância, tendem a se espalhar cada vez mais, como um vírus, uma praga que, se não for combatida e extinta, vai nos matar a todos, um a um.</p>



<p>Também já faz muito tempo que aprendi: “<em>a toda ação corresponde uma reação igual e em sentido contrário</em>”. Isso é Física, é Ciência, é fato, não é uma questão de gosto ou de opinião. Vivemos o tempo surreal da predição de Brecht, e verdades assim, como a terceira lei de Newton ou o formato esférico da Terra, precisam ser reafirmadas. Até nos grupos de <em>Whatsapp</em> da família. Ou talvez principalmente neles. A verdade precisa ser mostrada, compartilhada, defendida pelo maior número possível de pessoas, em toda situação em que a mentira se apresente. E a verdade que todas as estatísticas mostram é uma só: negros, mulheres, indígenas, LGBTQI+, pobres, idosos e deficientes <em>estamos sendo atacados</em>. <em>Bacurau</em> é aqui!</p>



<p>Agredid@s: uni-vos!</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:33% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/1a42c-luciano-19.23.45.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11365" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong>Luciano Nascimento</strong></strong> é mangueirense, filho, marido, pai, professor, flamenguista, psicopedagogo&#8230; mais ou menos nessa ordem. É, também, idealizador do projeto Dê Efiência.(<a rel="noreferrer noopener" href="http://www.deeficiencia.com.br/" target="_blank">www.deeficiencia.com.br</a>) E-mail: <a href="mailto:prof.lcnascimento@gmail.com">prof.lcnascimento@gmail.com</a></p>
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<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas para seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/tuncaliozge"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/43ef4-fotos-carol-copy.jpg4_-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11385" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>I can´t breath! Je suis “Mineirinho”!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Aug 2020 21:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 059]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Luciano Nascimento]]></category>
		<category><![CDATA[resistência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Luciano Nascimento</p>
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<h2 class="wp-block-heading"><strong>Procurar em nós</strong></h2>



<p><em>Mineirinho</em><strong>-1 </strong>é uma crônica de Clarice Lispector; tem por mote o assassinato do assaltante José Miranda Rosa – o tal Mineirinho – em 1962. A professora e psicóloga Yudith Rosenbaum já produziu uma excelente crítica<strong>-2</strong> sobre essa crônica, situando-a no tempo e no contexto social do fato, bem como na produção literária da autora. Isso me dispensa da repetição.&nbsp;</p>



<p>Quero aqui, então, convidar o leitor fazer um exercício de reflexão parecido com o declarado por Clarice logo no começo de sua narrativa: “É, suponho que é em mim, como um dos representantes do nós, que devo procurar por que está doendo a morte de um facínora”. Era a década de 60 do século passado e a autora sente a dor da morte de um marginal. Proponho pensarmos no seguinte: em 2020, mais de 50 anos depois do extermínio de José Miranda, por que em tantos de nós a dor do Outro, quando não alegra, já não dói? Onde foi parar a nossa empatia?</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A busca</strong></h2>



<p>A década de 1960 foi bastante agitada, para dizer o mínimo. Guerra Fria corrida espacial, surgimento dos Beatles, golpes militares em vários países da América Latina, revolução sexual, desaparecimento de Luther King, grandes festivais de música&#8230; Em meio a tudo isso, uma literata brasileira se ocupa com o fuzilamento de um assaltante na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. Porque, segundo ela, “[&#8230;] essa coisa, que em Mineirinho se tornou punhal, é a mesma que em mim faz com que eu dê água a outro homem, não porque eu tenha água, mas porque, também eu, sei o que é sede; [&#8230;]”.&nbsp;</p>



<p>É isso a empatia: eu também sei o que é sede, sei que ela pode desnortear, desesperar, torturar e até matar. Se eu não quero lidar com ela, e entendo que&nbsp;</p>



<p>quem está ao meu lado também não queira, isso me ajuda a compreender as ações de qualquer um no sentido de evitar a própria sede (esperto jogo semântico clariceano: “sensação física gerada pela necessidade de ingerir líquido”, ou “ânsia, desejo forte por algo”?).</p>



<p>Tomando por referência aquilo que nos garante vida e confere Humanidade – acolhida, alimento, saúde, instrução, dignidade&#8230; ou, em uma palavra, cuidado – fica relativamente fácil entender que as necessidades de alguém ao meu lado (o <em>Outro</em> com quem eu convivo e interajo a maior ou menor distância) tendem a não ser tão diferentes assim das minhas. Para além de todos os argumentos racionais de base filosófica e/ou sociológica que sempre se podem invocar, a experiência prática, concreta e cotidiana mostra de maneira evidente que cada indivíduo <em>Homo sapiens</em>, desde o nascimento, é dependente da interação com outro(s) indivíduo(s) da espécie: um recém-nascido é absolutamente incapaz de sobreviver sozinho, e é mais ou menos desse jeito que se manterá até os dois ou três anos de idade. É um dos maiores períodos de vulnerabilidade extrema do reino animal. O amadurecimento neuronal pleno, que, grosso modo, garante total capacidade cognitiva, só chega para nós em torno dos nossos vinte anos de idade!</p>



<p>Ter consciência desse fato cientificamente comprovado nos conduz a uma conclusão lógica necessária: o cuidado (o amparo, a guarda, a alimentação, o remédio&#8230;) que nos ofertam é, em sentido estrito e literal, fator condicionante da nossa sobrevivência física. Por extensão, pode-se aventar que a ampliação deliberada desse cuidado (traduzida na garantia de boa moradia, boa alimentação, pronto atendimento médico, educação formal de qualidade, balizamento moral e ético, carinho e respeito manifestos) seja determinante para o desenvolvimento afetivo, efetivamente humano, de qualquer pessoa. Ao ponto mesmo de a ausência desse tipo de cuidado também se configurar um tipo específico de sede: uma carência psicoemocional que, mesmo se não sinto, posso, com boa vontade, supor e estimar no <em>Outro</em>.</p>



<p>Em síntese, penso que o fator distintivo entre a Humanidade (faculdade daqueles cujas ações e reações são mediadas pela razão e pelo afeto) e a Animalidade (condição preponderante naqueles governados, sobretudo, pelo bruto instinto de autopreservação) seja precisamente a medida entre o cuidado que nos dedicaram/dedicam e o que fomos/somos capazes de dedicar aos <em>Outros</em>. Numa palavra: defendo que um dos componentes primordiais de nossa Humanidade é a empatia: “[&#8230;] – porque eu sou o outro. [&#8230;]”, como diz Clarice.</p>



<p>Quem atira 13 vezes num ser vivo não tem empatia; tampouco a tem quem aplaude tal violência; e quem se beneficia dela ou finge não a ver pertence à categoria dos “sonsos essenciais”, na qual Clarice duramente inclui a si mesma para depois a rechaçar. São eles, os sonsos essenciais, os apáticos que cegam os olhos para toda a falta de que Mineirinho é produto e nele grita na única linguagem que lhe é franqueada: a brutalidade, a violência. Aí os sonsos essenciais se espantam e fingem que é dor a dor que de fato não sentem.</p>



<p>Contudo, a resposta a essa mensagem de indiferença nem tão cifrada vem na mesma clave, mas muitos tons mais alta: treze tiros disparados pelo Estado, endossados pela imprensa, aplaudidos pela “gente de bem” que nos anos 60 decerto&nbsp; já entoava alguma protoforma do bordão “bandido bom é bandido morto”. Afinal, a existência, em si mesma, tanto de <em>Mineirinhos</em> quanto de “gente de bem” é, sim, sobretudo, uma questão de linguagem. Clarice denunciou isso na ocasião do crime e, anos mais tarde, no romance <em>Cidade de Deus</em>, Paulo Lins foi cirúrgico na lapidação do postulado: “Falha a fala. Fala a bala”. Hoje, sem dúvida, podemos acrescentar: falha a fala, falam as <em>fake news</em>, o terraplanismo, o anticientificismo, a escravidão, a necropolítica&#8230;</p>



<p>Esse intrincado novelo dialético suscitado pelo texto clariceano foi indiciado por Rosenbaum (2010): “Por situar-se, portanto, nessa dupla face &#8211; psicológica/existencial e ético/política -, ‘Mineirinho’ demanda um olhar abrangente, capaz de acompanhar sua múltipla significação”. O “olhar abrangente” necessário para se compreender tanto a “dupla face” de <em>Mineirinho</em> quanto as múltiplas facetas do macabro cotidiano que re-vivemos hoje (triste farsa&#8230;) só se construirá exatamente no campo e com as ferramentas da linguagem, como antídoto a “tudo isso que tá aí”.&nbsp;</p>



<p>Essa construção é urgente e inescapável: estamos morrendo. Literalmente. Muitos de nós sem nem se darem conta. É preciso lutar para mudar isso. Por empatia e justiça. Ou “Só depois que um homem é encontrado inerte no chão, sem o gorro e sem os sapatos, vejo que esqueci de lhe ter dito: também eu”.</p>



<p>Não. Basta!<em> I can´t breath! Je suis Mineirinho!</em> Também eu!</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O encontro</strong></h2>



<p>Clarice comenta a morte de Mineirinho a partir de uma perspectiva lírica que provoca nossa empatia, ao mesmo tempo que nos convoca à busca por um novo modelo de justiça: “Uma que levasse em conta que todos temos que falar por um homem que se desesperou porque neste a fala humana já falhou, ele já é tão mudo que só o bruto grito desarticulado serve de sinalização”. É, portanto, um forte apelo ético, social e político, que contraria de certa forma a autodeclarada inabilidade da autora para tratar desses temas.</p>



<p>Não acredito, contudo, num caráter epifânico no texto. Aliás, eu não sou pessoalmente afeito à crença em epifanias, menos ainda nas ordinárias, fortuitas, cotidianas – a despeito de saber que algumas dessas grandes-pequenas revelações apareçam aqui e ali, liricamente, na ficção clariceana. Na vida prática, corriqueira, concreta e meio acinzentada de todo dia, costumo acreditar antes na eficácia da reflexão metódica e lastreada na observação atenta dos fenômenos, sejam eles naturais, artificiais, sociais, políticos&#8230; quaisquer. Me acostumei a me mover no mundo mais com a razão do que com a emoção (sem ver muita vantagem nisso, admito). Mas ouso supor que talvez – apenas talvez! – Clarice também tirasse justamente desse exercício de reflexão metódica e observação atenta da realidade muito do lirismo impactante de seus textos.&nbsp;</p>



<p>É que tanto faz se na Idade da Pedra, Média, em meados do século passado ou hoje: o cotidiano cronicamente exige da gente “Tórax de super[wo]man e coração de poeta” – sábios Chico Buarque e Edu Lobo! Por isso mesmo a Humanidade (acima de tudo empática) que podemos e precisamos desenvolver depende sempre e cada vez mais da assunção e do compartilhamento deliberado da consciência de que cada um de nós traz<em> bela e fera</em> dentro de si. Clarice sabia que eles também estavam em Mineirinho. Nele assim como nela própria, Clarice. E em cada um de nós. Sempre.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>NOTAS:</strong></h3>



<p><strong>-1 </strong>Disponível em &lt;<a href="https://www.geledes.org.br/mineirinho-por-clarice-lispector/amp/">https://www.geledes.org.br/mineirinho-por-clarice-lispector/amp/</a>&gt;. Acesso em 15AGO2020.</p>



<p><strong>&#8211;</strong>2 Disponível em &lt;<a href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142010000200011">https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40142010000200011</a>&gt;. Acesso em 15AGO2020.</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:33% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/1a42c-luciano-19.23.45.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11365" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong>Luciano Nascimento</strong></strong> é mangueirense, filho, marido, pai, professor, flamenguista, psicopedagogo&#8230; mais ou menos nessa ordem. É, também, idealizador do projeto Dê Efiência.(<a rel="noreferrer noopener" href="http://www.deeficiencia.com.br/" target="_blank">www.deeficiencia.com.br</a>) E-mail: <a href="mailto:prof.lcnascimento@gmail.com">prof.lcnascimento@gmail.com</a></p>
</div></div>



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<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas para seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/tuncaliozge"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/43ef4-fotos-carol-copy.jpg4_-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11385" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Dia Internacional de Luta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2020 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 035]]></category>
		<category><![CDATA[Dia internacional da mulher]]></category>
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		<category><![CDATA[Isis Medeiros]]></category>
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		<category><![CDATA[resistência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Isis Medeiros</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Merecemos sim felicidade todos os dias das nossas vidas. Mas 8 de março não é só um dia feliz para nós!</p>



<p>O Dia Internacional de LUTA das mulheres em si, já é uma conquista e relembra as <strong>muitas que morreram lutando por nossos direitos conquistados e as outras tantas que ainda morrerão sem justiça</strong> pelas mãos do machismo, da violência, do estado, até que sejamos todas realmente livres. </p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">O Brasil ocupa o quinto lugar no ranking dos que mais matam mulheres, especialmente negras e pobres, e estamos longe de conquistar equidade de gênero.</p>



<p>Que nunca se perca em nossa memória que quem conquistou nosso direito ao voto, à educação, ao mercado de trabalho, à liberdade sexual (e inclusive o direito de gozar), foram muitas de nós que saíram de seu conforto para mudar a estrutura desse sistema. </p>



<p><strong>Nenhum dos nossos direitos caíram do céu ou vieram de graça nessa sociedade.</strong> Essa sempre foi desigual, em sua maioria patriarcal. Sempre nos ditou limites, ditou que éramos inferiores e incapazes, que devíamos nos submeter e aceitar.<strong> E quem prova diariamente o contrário, somos nós mesmas, com a nossa teimosia, resistência e força.</strong></p>



<p>Que esse dia nos inspire pra seguirmos ainda mais fortes em todos os outros dias do ano. <strong>Que as tantas meninas guerreiras, que nascem e renascem em nós, nos motivem a seguir no front batalhando pelos direitos de muitas que ainda virão.</strong></p>



<p><br /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/15.0.3/72x72/2796.png" alt="➖" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /></p>



<h5 class="wp-block-heading">8M</h5>



<p>Movimento das Trabalhadoras sem Terra(MST)<br />Inauguração do Armazém do Campo, Belo Horizonte / 2017</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Isis Medeiros</strong> nasceu em 1989 no interior de Minas Gerais. Graduada em Design pela escola de Design de Minas Gerais, UEMG. Trabalha como fotógrafa documentarista e desenvolve projetos autorais voltados a defesa dos direitos humanos. Integra coletivos de fotografia e comunicação e colabora com mídias impressas e eletrônicas no Brasil e no exterior.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Resistir, uma escolha inevitável na história oculta da arte.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jan 2020 21:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 029]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Arte de rua]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Grafitti]]></category>
		<category><![CDATA[Iury Borel]]></category>
		<category><![CDATA[resistência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Iury do Vale Borel</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">O que se passa com a arte brasileira agora reflete o momento político, um regime totalitarista incubado, continua colocando a arte contra parede por meio dos novos (ou nem tão novos assim) formatos de censura e criminalização. Música, Literatura, Filme, não importa o suporte, a ideologia que rege o estado conflita com a liberdade de expressão e a arte do povo.</p>



<p>Claramente usada como controle, a censura evita que a sociedade caminhe por campos que alimentam a reflexão e as novas perspectivas sobre a própria humanidade. Existe no censurador uma intenção de ocultar as faces da sociedade, silenciando a crítica direta que a arte faz.&nbsp; Seja de uma forma clara ou discreta, a censura ataca a arte e criminaliza seus agentes para silenciar ideias, o samba e a capoeira viveram grande parte de sua existência considerados crime, vadiagem ou desobediência civil.<br></p>



<p>João da Baiana (1887-1974), por exemplo, precisou de ajuda de um congressista para não ser mais preso nas ruas. Feito pelo senador José Gomes Pinheiro da Fonseca (1851-1915), fã de samba e um dos políticos mais importantes da época, escreveu uma dedicatória no pandeiro de João. Quando era parado pela polícia, o músico mostrava o instrumento com a assinatura. Funcionava como um salvo-conduto.&nbsp;</p>



<p>A postura de criminalizar o samba vai teoricamente até a Presidência de Getúlio Vargas, que passou a valorizar elementos da cultura brasileira para reforçar o nacionalismo, uma de suas bandeiras. Porém, alguns sambistas ainda sofreram com a censura. Músicas que ironizavam o trabalhismo, um dos pilares do Estado Novo, sofreram intervenção.</p>



<p>Em 2018 o diretor de cinema Kleber Mendonça Filho, denuncia a ação do Minc sobre a ordem de devolver todo o dinheiro recebido pelo edital em 2010 para o longa “O Som Ao Redor” que complementou seu orçamento com recursos estaduais advindos do Funcultura (edital de cultura de Pernambuco). Uma regra no edital federal vetava a complementação com outros recursos advindos do Governo Federal, mas não falava nada sobre fontes estaduais, municipais ou da iniciativa privada. As vezes a abordagem do estado atinge a identidade cultural de forma massiva como é caso do funk.</p>



<p>Líder em projetos higienistas, o PSL&nbsp; (partido social liberal) abriga o deputado federal de Minas Gerais Charlles Evangelista, que criou o projeto de lei que pretende criminalizar “qualquer estilo musical que contenha expressões pejorativas ou ofensivas”. O projeto de número 5194/2019 foi apresentado em 2019 e passará por comissões na Câmara dos Deputados. Você pode ler o projeto completo diretamente no<a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2221575"> site da Câmara</a>.</p>



<p>Se formos levar em consideração a<a href="https://gov-rj.jusbrasil.com.br/legislacao/819271/lei-5543-09"> Lei 5.543/09, que define o funk como um movimento cultural e musical de caráter popular</a>, descriminalizar ou acabar com o Funk iria de contra dois de seus artigos: um deles diz que o poder público tem que assegurar a realização das manifestações que envolvem o funk, ou seja, os bailes estão inclusos e acabar com eles é um ato anticonstitucional. Outro artigo da mesma lei ainda proíbe a discriminação contra o funk e seus personagens.</p>



<p>Ainda sim tramitam casos como o de Rennan da Penha, que&nbsp; não foi o único funkeiro perseguido. Antes dele, MC Tikcão, MC Smith e Rômulo Costa também foram perseguidos pela Justiça.&nbsp; Esses são exemplos de um modelo de iniciativa que o governo aborda quando se trata de cultura popular, oriundos das ruas ou das partes periféricas das cidades. Nada tão complexo de perceber e compreender. Resistir é um papel triunfal na arte periférica.</p>



<p>Mesmo com a ideia de uma Arte que seja abrangente à todas expressões que se denominam&nbsp; arte, mesmo que um músico e uma pintora se considerem artistas, ainda sim são minorias&nbsp; dificilmente se verá músicos lutando por causas de pintores ou vice versa. O que quero apontar é a ausência de sentimento de unidade com o corpo de artistas para o fortalecimento da arte em geral. Quem deveria apoiar, tem limitado, quem deveria estar unido, segue em um covarde fortalecimento da situação de opressão das artes periféricas, Cada projeto de artista que participa de circuito de financiamento da arte pelo Governo, reafirmar que o estado pode criar arte e entregar a arte pelo seu modo, o pouco notado, modo de “saneamento” da cultura brasileira, proposto pelo guru ideológico do desgoverno atual, Olavo de Carvalho.</p>



<p>Permita-se uma analogia sobre Orwell em “The Road to Wagon Pier”&nbsp; quando visita locais insalubres de trabalho para registro e documentação da situação:</p>



<p>Aqui estou eu, um típico membro da classe média. É fácil pra mim dizer que quero me livrar das distinções de classe, mas quando tudo que eu penso e faço é o resultado das distinções de classe. l &nbsp;</p>



<p>Projetos como “A Arte em Nossa”, oferecido pela Prefeitura de Vitória no ES tem o caráter de higienização quando declara capaz de julgar as artes que devem estar presentes na cidade, as ações do projeto são: apagar trabalho de artistas de rua e sobrepor com algum projeto de pintura, o famoso “atropelo”. Além da estratégia higienista, Vitória se destaca com uma das multas mais altas do país sobre flagrantes de pichação,&nbsp; R$ 9.007,80. Um caso de destaque foi o do jovem de 13 anos que pintou de batom um monumento cedido a cidade que fica instalado na área nobre. A comunidade denunciou o jovem e a polícia o levou para delegacia por crime ambiental em flagrante. A lei determina que se o infrator for criança ou adolescente, os pais ou responsáveis poderão ser responsabilizados pela infração. Os valores das multas serão integralmente repassados ao Fundo Municipal do Meio Ambiente (Fundambiental).A prefeitura ainda duplica o valor se a pichação for praticado contra grafite, monumento ou coisa tombada em virtude de seu valor artístico, arqueológico ou histórico, ou contra bem público.</p>



<p>Uma das exceções em iniciativas como multiplicidade&nbsp; das arte em apoio próprio da arte maior é a do cinegrafista e repórter Marlon Max que produziu esse<a href="https://www.youtube.com/watch?v=oj6iomEBVJU"> <strong>vídeo</strong></a> que retrata a realidade de que o gosto de arte fica para agentes indefinidos, ou seja, na sociedade de Vitória não se sabe que define o que é ou não arte, fica na mão de fiscais da Secretaria de Meio Ambiente definir se um graffiti na rua é crime ou não.</p>



<p>Como disse: estratégias novas e nem tão novas assim, mas sempre covarde, pois muitos artistas precisam do recurso público para existir, e o governo em sua sede de corromper entrega para o artista puxar o gatilho contra a arte. Pensar em unir atualmente tem sido uma exigência para se estabilizar diante tantas armadilhas no fazer arte.&nbsp;</p>



<p><strong>Referências&nbsp;</strong></p>



<p><strong>The Road to Wigan Pier</strong>, George Orwell (1937)</p>



<p><strong>Pixação: arte ou crime?</strong></p>



<p>Marlon Max</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Pixação: arte ou crime?" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/oj6iomEBVJU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p><strong>Notícia de apoio</strong></p>



<p><a href="http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2016/05/lei-contra-pichacao-em-vitoria-preve-multa-de-r-9-mil-infratores.html">http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2016/05/lei-contra-pichacao-em-vitoria-preve-multa-de-r-9-mil-infratores.html</a></p>



<p><strong>Blog Patricio Junior &#8211; Um país que criminaliza a arte enquanto aplaude o crime</strong></p>



<p><a href="https://patriciojr.com.br/um-pais-que-criminaliza-a-arte-enquanto-aplaude-o-crime-kleber-mendonca-filho-minc-9d3d92d439e7">https://patriciojr.com.br/um-pais-que-criminaliza-a-arte-enquanto-aplaude-o-crime-kleber-mendonca-filho-minc-9d3d92d439e7</a></p>



<p><strong>Entenda o caso da prisão do DJ Rennan da Penha</strong></p>



<p>Autor: Gabriela Ferreira</p>



<figure class="wp-block-embed-wordpress wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-kondzilla-com"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://kondzilla.com/m/entenda-o-caso-da-prisao-do-dj-rennan-da-penha/#materia
</div></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>&nbsp;Iury do Vale Borel</strong> é mineiro com formação acadêmica que coexistiu o erudito e marginal, formou-se pichador e desenhista industrial pela Universidade Federal do Espírito Santo, mas prefiro resumir como ativista gráfico. Acredita na arte como meio de transformação e empoderamento do ser e de comunidades. Logo que inserido nos movimentos de arte de rua, buscou o relacionamento do dualismo presente em sua trajetória, coexistir o erudita acadêmico com o grafista marginal. Propulsor e criador de ideias como CinePixo, Oficinas de Tobograffiti e Artefatos da Arte de Rua que propõem uma visão empírica para mostrar as entrelinhas da arte urbana.Descriminalize a arte</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a89c8-publi-bodoque2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4736" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/4473c-fotos-carol-copy-1.jpg7_-1-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4982" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Criar em Tempos de Desesperança</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Aug 2019 16:42:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 008]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[criação]]></category>
		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[opressão]]></category>
		<category><![CDATA[resistência]]></category>
		<category><![CDATA[Ronald Rael]]></category>
		<category><![CDATA[Virginia San Fratello]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Lorraine Mendes</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">No último dia 30 de julho, o arquiteto Ronald Rael e a designer Virginia San Fratello instalaram, juntamente com a sua equipe, gangorras na cerca que delimita a fronteira entre Estados Unidos e México, situada entre as cidades de El Paso, do lado estadunidense e a mexicana Ciudad Juaréz.</p>



<p>Imagens de crianças se divertindo com o brinquedo foram compartilhadas nas redes sociais de todo o mundo, despertando comentários e reflexões.&nbsp;</p>



<p>As questões em torno das fronteiras são pulsantes em um mundo de cercas e sanções. Diásporas, migrações, busca por refúgio e segurança são o retrato da barbárie e da desesperança que vitimizam milhares todos os dias. E há muito tempo.&nbsp;</p>



<p>Uma simples gangorra rosa, contrastando com a aridez da terra e do o metal, foi capaz de provocar um momento de alegria e compartilhamento. </p>



<p style="background-color:#96710a" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color">A insubordinação dos artistas em autorizar o que é violentamente suprimido, proporcionando uma união simbólica e efêmera em meio a tanta dor e cerceamento, mostra a potência da capacidade criadora em tempos de violência, desesperança e opressão.</p>



<p>De lá a brincadeira que resiste, de cá o vídeo que reconta uma história. No dia 25 de julho celebra-se o Dia Nacional de Tereza de Banguela e Dia Internacional da Mulher Negra, Latina e Caribenha, e foi o dia escolhido pela banda El Efecto para o lançamento do clipe de “Carlos e Tereza”. A partir da brincadeira de três crianças, o vídeo mostra a alegria de uma roda de samba e a resistência dos grupos e movimentos sociais em tempos em que a insubordinação se faz necessária. A rebeldia de reencenar uma história da forma que ela aconteceria sob olhares de quem se atreve. A arte não de desvencilha da política, e assim, criar em tempos difíceis passa por refletir os desejos, os medos e a teimosia de quem insiste em brincar e viver criando.</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="El Efecto • Carlos e Tereza (videoclipe)" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/WWCOriNScws?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Lorraine Mendes</strong> é professora substituta da EBA-UFRJ, Doutoranda em Artes, Cultura e Linguagens pelo IAD-UFJF, artista e tatuadora.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



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<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/33ea3-sem-titulo-6-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-828" data-recalc-dims="1" /></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-small-font-size">Algumas imagens que estão na Trama foram enviadas pelos autores sem as devidas referências. Se, porventura houver imagens sobre as quais você tenha os direitos sobre ela,  por favor entre em contato conosco através do e-mail: fredericolopes@artebodoque.com.</p>
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