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	<title>Arquivos Rotina - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Editorial &#8211; Ciclotimia Quarentenal</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Sep 2020 21:30:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 061]]></category>
		<category><![CDATA[Carol Cadinelli]]></category>
		<category><![CDATA[Ciclotimia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Rotina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Carol Cadinelli</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right"><em>Ci.clo.ti.mi.a: substantivo feminino; padrão de personalidade caracterizado por períodos de excitação, euforia ou hiperatividade, que alternam com outros de depressão, tristeza ou inatividade, e que, normalmente, não configura traços psicóticos.</em><br></p>



<p class="has-text-align-left">Eu devo confessar que já faz umas semanas que não me empenho em ouvir notícias, e não é porque eu não gosto de estar informada. Pelo contrário: cada vez mais, eu me torno uma &#8216;news junkie&#8217;, como diria um amigo querido &#8211; o que é um processo comum em jornalistas que entram na faculdade odiando reportagem e se formam em um mundo onde a produção de notícias é um ponto de altíssima sensibilidade. Mas não nessas últimas semanas; no último mês, talvez, eu tenho feito é esforço para acompanhar o tudo recheado de nada que continua se alastrando pela nossa temporalidade.</p>



<p>Eu não vou nem entrar no mérito de notícias confiáveis ou falsas; conheço bem minhas fontes de informações e minhas críticas a elas enquanto profissional. Não é isso o que me desanima. E nem mesmo a podridão do mundo, que acho que já chegou a um ponto de deixar meu cérebro dormente.  Minha família diz que é sobrecarga; minha psicóloga culpa a ciclotimia; já a minha psiquiatra diz que é ansiedade e enche a minha cara de antidepressivos &#8211; como se eu precisasse de mais algum indutor de dormência. Não, não estou reclamando dos meus companheiros encapsulados diários, não me entenda mal. Eu só acho curioso, mesmo.</p>



<p>Ciclotímica que sou (gosto de concordar com a psicóloga), tenho processos curiosos de euforia e depressão que pouco têm a ver com a realidade ao meu redor. Em um momento epifânico, a minha mente ficou em silêncio, eu vi umas flores amarelas pela janela e percebi o quão pacífico era tudo ao redor. Clichês são clichês por uma razão. Dentro disso, reparei que a gritaria na minha mente tinha muito a ver com as notícias. Tudo recheado de nada.</p>



<p>Longe de mim criticar o trabalho essencial dos meus colegas de profissão. Na sociedade do progresso, a estagnação precisa ser noticiada. Ela diz muito sobre muita coisa. Mas, em verdade, não diz nada sobre o ritmo das nossas vidas humanas, tão amplamente desconsideradas no movimento de pauzinhos do jogo político.</p>



<p>Em um momento de quarentena, a minha vida parece que se torna uma montanha russa cada vez mais veloz e cheia de loops. Minha mente grita tanto que me vejo obrigada a viajar 529 km para ter algum espaço de respiro e retomar uma rotina minimamente saudável. A ausência de substância no excesso de acontecimentos me agita, e me deprime, em ciclos que vão de um extremo a outro em doze horas. E isso definitivamente não é exclusividade minha: há de se convir que o  retrato mais caricato de uma quarentena consiste em um ser humano sozinho, andando pela casa desorientado, e eventualmente jogado no colchão, inerte. O ímpeto e a impotência de mudar o mundo nos atingem em cheio. </p>



<p>Apesar de não sentir qualquer impacto pessoal em relação aos não-acontecimentos anunciados pelas notícias diárias e, com certeza, o peso mental diminuir, a verdade é que ainda me esforço para me manter informada. A sociedade na informação nos incute tal obrigação; e, nesse momento, ela é ferramenta de proteção de nós mesmos e dos nossos.  </p>



<p>Mas não se atenha só às notícias. O mundo está aí, pra quem quiser ver.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p><strong>Carol Cadinelli</strong> é jornalista, apaixonada por palavras. Escreve, edita, revisa, traduz e, vez ou outra, fotografa. Atua como Social Media na Peregrina Digital, assistente de edição na Trama e escritora nas horas vagas.</p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdf84-assinatura-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11677" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator is-style-wide" />



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-1 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/073d7-loja-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11574" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/revista-trama-edicao-impressa-edicao-001"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/72b80-impressa-3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11608" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
</div>
</div>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/affnana/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/43ef4-fotos-carol-copy.jpg8_-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11314" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>
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		<title>24. O Reverso do Vírus</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/05/10/24-o-reverso-do-virus-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 May 2020 21:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 044]]></category>
		<category><![CDATA[Em Tempos de Estricnina]]></category>
		<category><![CDATA[casamento]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Darlan Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Rotina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Darlan Lula</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<hr class="wp-block-separator is-style-wide" />



<p class="has-drop-cap">Leu outro dia em uma matéria num <em>site</em> desses que gargalhar produz mais rugas que chorar. Ficou pensando: mesmo feliz, você se ferra de qualquer jeito. A vida é isso. Um poço de contradições. Ela nos ensina que não podemos medí-la com régua e compasso. Não é uma ciência exata, não nos proporciona a sensação racional de quem tem o controle sobre si mesmo e sobre tudo que o cerca. E assim ele vem refletindo sobre si mesmo, como uma grande gargalhada rugosa na cara. Já estava há oito semanas isolado do mundo, ele e sua esposa, ouvindo os noticiários aterradores sobre a tal COVID-19, sem poder ver amigos, parentes, colegas de trabalho, em regime de <em>home office</em>, assim como sua mulher. Dessa forma, viviam um pelo outro, um para o outro, intercalados com seus pequenos afazeres diários e suas rotinas cotidianas: lavar vasilhas e roupas, arrumar a casa, fazer comida, beber, comer, trabalhar, estudar, ler e dormir. Comer aqui, na linguagem mais chula e usual, em seu amplo sentido. Se é que me entendem! Ao mesmo tempo em que dia a dia se entendiam mais e mais, o coitado do homem vivia um grande e complexo dilema: como sobreviver nessa distância social tendo uma amante? Pois é&#8230; o pobre rapaz possuía uma amante. E o pior de tudo, era que ele começava a se apaixonar por ela quando a quarentena foi implantada em sua cidade. Como ela era linda! Como era gostosa! Boa de cama! Um vulcão que eclodia em suas entranhas. E ele gostava disso, desse <em>frisson</em>, desse tumulto interior. Seus amigos, seus irmãos, seus pais, suas tias e seus tios eram encantados por sua esposa. Também linda! Também gostosa! Também boa de cama (se fosse, claro, estimulada a isso, uma vez que sua tradição religiosa a fez recatada o suficiente para achar um papai-mamãe o bastante para os prazeres carnais)! A quarentena então chegou e, com ela, o confinamento. E as mensagens de texto via redes sociais não pararam na primeira semana entre homem e amante. Ao mesmo tempo, ele e esposa interagiam, se conheciam, viviam realmente o dia a dia em sua mais intensa filigrana, com todas as nuances e detalhes que é viver consigo mesmo. Quase que um intensivo de si para si, só que na presença de outra pessoa. Casaram-se havia um pouco mais de um ano. E aquela era uma oportunidade única de se entrelaçarem de fato, sem perderem o foco um do outro e de si mesmos. Assim, ele começou a perceber os detalhes que a cobriam, no rosto que se iluminava num sorriso, em seus cabelos sedosos e cheirosos, em sua pele rija e macia, na sua inteligência genuína e ingênua, daquela de crianças-prodígio que não sabem o que fazem e transformam em espontaneidade a atmosfera que as envolve. E com a amante era o frenesi de um falo, a languidez de uma glande, os sensuais lábios que guardam o fruto proibido, sendo preenchido por tórridas conversas e trocas de imagens. Ah&#8230; que sensação agradável. Ter duas. As duas em uma, num consórcio perfeito com sua consciência. Mas as semanas se preencheram, os dias se tornavam noites e as noites viraram berços de Eros. E a esposa virou-se do avesso, se tornou arremedo de messalina, dançando nas regiões erógenas do cérebro do marido, trancafiando-o em suas tenras e grossas coxas de cor terracota. Dessa forma, a amante perdeu espaço em seus laços afetivos, porque foram todos preenchidos pela sua deusa de ébano, que era assim que ele a chamava depois da quinta semana reclusos em seus círculos viciosos de convivência. E, neste momento, neste exato momento em que pensa sobre rugas e risos, também pensa no vírus e, inadvertidamente, assim como gargalhar produz rugas (algo culturalmente negativo), a COVID-19 salvou seu casamento, num processo invertido que transforma algo ruim em um fato positivo. Pega seu celular, dispensa a amante e a bloqueia de todas as redes sociais que os ligam. Porque já não é mais necessária essa corrida em busca de mais, sua esposa já é tudo que ele precisa que seja. Levanta da cama, vai até a cozinha, de onde exala um cheiro delicioso de café, abraça a sua mulher com as mãos enfiadas em suas nádegas e lhe dá um beijo. E pensa: é ali que ele deve estar, senão para sempre, pelo menos enquanto durar a vida.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:35% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/03/03666-darlan-bio.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8077" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-normal-font-size"><strong><strong>Darlan Lula </strong></strong>é doutor em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense. Escritor, autor de cinco livros, entre prosa e poesia.&nbsp;<a href="http://www.darlanlula.com.br/">www.darlanlula.com.br</a></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/culafernandes/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/05/d9204-bale-6.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9529" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em><em><em>Apoie os artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></em></em></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>
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		<title>Nada Demais, Apenas a Rotina.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Nov 2019 21:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 024]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[escrever]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Luisa Biondo]]></category>
		<category><![CDATA[Rotina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Luisa Biondo</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">São 6h da manhã e o celular desperta. Eu acordo. Lavo o rosto, escovo os dentes e coloco as minhas lentes, agora, é possível ver a paisagem para além da janela. Desço as escada, confiro o relógio (tic-tac) e percebo que não tenho tempo para o café. Pois é, mais uma vez eu escolhi ficar meia hora a mais na cama. O trajeto até o trabalho é longo e eu não posso atrasar. Ah, eu esqueci de mencionar: é segunda-feira (talvez uma terça, mas se preferir, pode ser uma quarta).&nbsp;</p>



<p>Ligo o carro, escolho a estação da rádio que me acompanhará durante o caminho. A música sempre é uma ótima amiga nos momentos de solidão, além disso, sinto que existe uma aura inexplicável envolvendo os sons que tocam na rádio. Não sei como colocar em palavras, mas creio ter a ver com o contexto e com a surpresa de ouvir algo que você não estava esperando. É sobre ser surpreendida pelo acaso e experimentar o não planejar. Eu sigo o meu caminho, canto, as vezes xingo mentalmente, bocejo, conto até dez&#8230; São 40 minutos até o meu destino. Lá eu chego, sirvo o meu café, sento-me e escrevo. Escrevo, bebo um gole de café, escrevo, um gole de água, escrevo, vou ao banheiro, escrevo e é meio dia. Bato o ponto, almoço, rio, ouço histórias (as vezes reclamo) e então bato o ponto de novo. Hora de voltar a escrever e tentar esquecer o sono com muito (mais) café (e água, pois também sei da importância de manter o corpo hidratado).&nbsp;</p>



<p>Ainda bem que, no meio de tantas palavras escritas, sobra um tempo para a comunicação verbalizada e para as gargalhadas com os amigos. Depois de escrever sobre incontáveis assuntos é hora de voltar. Dessa vez eu não quero surpresas, só quero a companhia dos meus artistas preferidos, enquanto volto sozinha para a casa. O trajeto, agora, dura uma hora. Quando o sol se põe muitas pessoas saem dos seus trabalhos ansiosas para chegar às suas respectivas casas. Nesse momento eu normalmente observo e penso: “sou apenas mais uma”. As vezes vou mais longe: “somos, todos, apenas mais um, vivendo em um planeta que está boiando em um imenso oceano de vácuo (e matéria escura, eu li isso em um blog outro dia)”.&nbsp;</p>



<p>Nem percebi que já estava em casa.</p>



<p>Entre uma conversa e outra com a família, entre um sanduíche e outro, é hora de dormir. Quando eu deito a cabeça no travesseiro, reflito: <em>“mais um dia normal, em que nada de impressionante aconteceu. E tá tudo bem, né? </em><strong><em>Afinal, quem criou essa ideia, ou necessidade, de que a vida precisa ser surpreendentemente incrível sempre?</em></strong><em>”</em></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Luisa Biondo</strong> é redatora, mas ama desenhar e fotografar. Atualmente trabalha em uma agência de marketing e nas horas vagas faz uns rabiscos que ficam guardados na gaveta. </p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/11e83-fotos-carol-copy.2.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4976" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Rotineira</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/10/20/rotineira/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Oct 2019 21:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 019]]></category>
		<category><![CDATA[entre nossas linhas]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Rotina]]></category>
		<category><![CDATA[rotineira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Entre Nossas Linhas</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Desespera o desesperado lutando por paz num mundo nascido do caos&nbsp;<br>Acorda&nbsp;<br>Mastiga&nbsp;<br>Corre&nbsp;<br>Trampa<br>Fuma... paz<br>Corre<br>Mastiga<br>Fuma o cachimbo da paz<br>Dança os dedos na tela&nbsp;<br>Pensando em tanto&nbsp;<br>Não fazendo nada&nbsp;<br>São tantos carnavais de pensamentos,&nbsp;<br>Cansa estar cansado,&nbsp;<br>Melhor dormir&nbsp;<br>Fechar os olhos<br>No alívio ao fim do dia<br>O despertador desperta<br>"Acorda"<br>...<br>-M.E.</pre>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Entre Nossas Linhas </strong>é uma página de Instagram criada por duas amigas que encontraram na arte de escrever um refúgio.</p>



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<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem e acesse a loja virtual da Bodoque!</p>



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<p style="background-color:#8b6600" class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/293f0-julia-sa-3-.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-3415" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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