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	<title>Arquivos superficialidade - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Nostalgia</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Jul 2019 10:41:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 005]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: João Batista</p>
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<p></p>



<p class="has-drop-cap">Quem nunca ouviu aquela frase: &#8220;Não se faz mais determinada coisa como antigamente&#8221;? Pessoalmente, acredito que a questão vai muito além disso. Ousaria até dizer que o mais apropriado seria: Não se vive mais como antigamente.</p>



<p>Os objetos são elementos que podem ser facilmente descartados,  onde muitas vezes é melhor jogar fora do que tentar consertar. <br>Porém, com as relações não deveria ser assim.</p>



<p>Várias vezes me peguei parado olhando pela janela em dias chuvosos observando a construção de um prédio ao lado de minha casa e me perguntava como era possível que algo tão grande permanecesse de pé com tanta chuva e vento? Hoje, percebo que a resposta sempre foi tão simples: é porque a base é forte. Relações com uma base forte podem resistir a qualquer tempestade. </p>



<p>O tempo é implacável, não para,  não volta, não perdoa. Palavras ditas no calor do momento são como feridas: até cicatrizam, mas não podem ser apagadas.</p>



<p>Nos dias de hoje, as amizades são tão frágeis que podem se quebrar até mesmo sem serem tocadas, apenas no instante de um breve silêncio. Superficial demais…</p>



<p>Na infância tecemos laços que serão lembrados pela vida inteira: a primeira namorada, o primeiro dia de aula, aquela rodinha de amigos (amigos de verdade), sentados à beira da calçada até tarde, planejando a aventura do dia seguinte.</p>



<p>As relações adquiridas hoje não tem entrega, cumplicidade. São apenas colegas de profissão, vizinhos que nem conhecemos,  &#8220;amigos&#8221; de redes sociais com mensagens em grupos com frases de bom dia e vídeos engraçados apenas repassados, sem nenhuma personalidade. &#8220;Amigos&#8221; estes que muitas vezes preferem atravessar a rua a ter que dizer um oi frente à frente. </p>



<p>Superficial demais…</p>



<p>Aqueles momentos certamente não voltarão mais, mas aprendi que a única maneira de continuar tocando em frente é, as vezes, mas, somente as vezes, visitar aquele velho lugarzinho frio, escuro e úmido chamado memória.</p>



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<p><strong>João Batista</strong> é Vigilante e entusiasta das artes. Apaixonado por música e cinema. Prefere os clássicos às tendências da modernidade.</p>
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