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	<title>Arquivos Teatro - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>[DIS]face</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Jun 2023 19:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 005, N 168]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[disfarces]]></category>
		<category><![CDATA[mascaras]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Jucinaldo Pereira e Manu Rigoni</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2023/06/18/disface/">[DIS]face</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quando somos estimulados a pensar sobre a máscara, logo, por alguma razão, somos conduzidos ao mundo festivo do carnaval ou do teatro. Na linguagem popular, pode-se associar a palavra “mascarado” ao sujeito que se esconde de si mesmo, o qual não percebe sua real identidade. A máscara é um recurso concreto, colocado no rosto, que oculta a verdadeira face ou caráter da pessoa. Houaiss, por isso, define-a como sinônimo de “falsa aparência”.&nbsp;</p>



<p>A máscara traz em sua essência e em seu significado a duplicidade, uma vez que oculta o rosto que a veste, ao mesmo tempo em que revela uma personagem. A máscara também permite que o usuário veja sem ser visto. Ela possui a magia de comunicar algo por uma aparência que é diferente de quem a veste, deslocando, assim, o verdadeiro para o falso. Para quem assiste, a máscara no corpo promove uma ação de transformação, a magia de ser uma pessoa diferente daquela que a calçou ou a vestiu.&nbsp;</p>



<p>As máscaras sempre estiveram presentes nas mais variadas culturas como um dos artifícios da representação humana. Acredita-se que os homens pré-históricos as utilizavam como recursos teatrais para seus rituais, celebrações e festividades, atendendo à necessidade de saírem de si, de se revelarem outras pessoas, de se disfarçarem, transformando-se em deuses e animais. Elas também vêm sendo utilizadas ao longo da história por grupos teatrais, contadores de estórias e nas manifestações das culturas populares. Elas surgem de diversas formas e de inúmeros materiais para revelar ou ocultar sentimentos, podendo ser usadas social, religiosa ou artisticamente.</p>



<p>Pode-se compreender a máscara como um objeto dual, que oculta e revela, que adultera uma aparência com um fim determinado, para criar um personagem, esconder-se da própria realidade, manipular expressões ou alterar uma nova imagem, um jeito de se ver ou de querer que vejam – seja através da maquiagem ou de efeitos visuais aplicados em <em>softwares</em> ou aplicativos para celulares, seja usando as máscaras teatrais.</p>



<p>Consideramos a máscara um recurso fundamental e específico para o ator que pretende utilizá-la no processo criativo. Pensar o corpo do ator mascarado é uma possibilidade de construir uma narrativa fotográfica e de indicar a máscara como veículo de transformação dentro da construção da cena.&nbsp;</p>



<p>A máscara tanto oculta quanto revela algo que o corpo deseja, mas não pode falar sozinho. Uma máscara possui muitas faces. Ao vesti-la, o usuário experimenta estímulos no seu estado racional, percebendo, deduzindo, manifestando, revelando identidades e personalidades por meio da ação corporal. Elas revelam algo maior do que aparentam, exercendo a função de estender, potencializar, alongar ou amplificar o corpo de quem as usa, revelando seu poder de transformação.&nbsp;</p>



<p>A máscara oculta permite aos atores interpretarem diferentes papéis, adotando distintas personas, comunicando de forma clara e envolvente com o público. A máscara oculta também pode ser uma referência à habilidade do ator de ocultar suas próprias emoções e pensamentos enquanto interpreta um personagem, criando uma separação entre sua vida pessoal e a atuação no palco. No teatro, ela é uma ferramenta essencial à construção de personagens e à entrega de uma <em>performance</em> convincente. Atores treinam técnicas de atuação, voz e movimento corporal para aprimorarem suas habilidades e criarem essa máscara oculta, permitindo que se conectem de forma mais profunda com seus personagens e proporcionando ao público uma experiência mais imersiva.&nbsp;</p>



<p>Uma máscara também persuade para que a pessoa fique em um espaço confortável, só dela, criando uma representação para fora. Estamos quase o tempo todo atuando para o externo e em torno das expectativas que o outro constrói de nós: precisamos ser jovens o suficiente, ter o peso ideal, acompanhar os ditames da moda, o padrão heteronormativo, as expectativas do pós-patriarcado.</p>



<p>Por trás do palco, quando se está só, olha-se para o espelho e conversa-se francamente com o que se vê, escolhendo a aparência que se deseja ter e quem se deseja ser, ao invés de aceitar o que as forças sociais impõem. A outra face, aquela que sobe ao palco, funciona como armadura &#8211; ou como cárcere.&nbsp;</p>



<p>Porém, será que, mesmo inseridos em ambientes íntimos a nós, não estamos usando máscaras? Quando não respondemos às expectativas de uma sociedade, provamos o sentimento de desprezo e repulsa. Sociedade essa que, desde muito cedo, desloca uma criança de “bebê” para “menina” ou para “menino” e, nessa nomeação, a menina é “feminilizada” por essa denominação que a introduz no terreno da linguagem e do parentesco, por meio da interpretação de gênero.</p>



<p>Foi a partir dessas reflexões que surgiu o ensaio fotográfico <em>[DIS]face, </em>apresentado como resultado final da disciplina <em>Processos Teóricos e Históricos em Artes Visuais</em>, no Programa de Pós-Graduação em Computação, Comunicação e Artes, da Universidade Federal da Paraíba. Realizado em 11 de julho de 2021, esse ensaio fotográfico contou com a participação do ator Rafael Ângelo, que interpretou a Drag Queen Ágatha Blublam. O objetivo foi abordar o universo da Drag e a representação do corpo ancorado no uso das máscaras teatrais. Por meio de um olhar poético, registrado pelas objetivas, foi possível compreender o fenômeno na manifestação do corpo performático.</p>



<p>Na descrição da travestilidade teatral masculina, Drag significa “Vestido Semelhante a uma Menina”, ou “Vestido como Menina”, o que vai de encontro a todos os ideais e padrões construídos por uma sociedade. E o que destoa, ou se destaca, incomoda, é rejeitado. Ser um homem que se veste como menina e “faz coisas de menina” abala estruturas e causa vaias.</p>



<p>E para confirmar a selvageria que se dirige aos desertores, o grupo dominante faz questão de não considerar parte (ou material) quem se opõe ao sistema, quem tira e rasga a máscara em pleno espetáculo. O sentimento de exclusão e discordância – que normalmente é evitado – obriga-nos a escolher máscaras para viver em grupo. Esse aspecto gira em torno, também, do benefício de instituições que lucram com o aumento das inseguranças e mudanças comportamentais de tempos em tempos. Sempre que a transformação de quem está por trás da máscara ressurge, as forças motoras da sociedade convulsionam e recriam ideais, frustrando e mutilando o curso da vida de todos.&nbsp;</p>



<p>O ser humano é o mais interessado em se libertar das pressões sociais e optar por utilizar a máscara como metamorfose, e não como defesa dele mesmo. O “nós” construído pelo “outro” é que escreve nosso lugar, levando pouco em conta nosso modo particular de ser e existir. A atitude natural será sempre de recusa daquele/daquela que questiona, enfrenta, modifica, de tal modo que ao indivíduo que desconstrói ainda é atribuído os estereótipos da fraqueza e da hediondez, e não a virtude da bravura.</p>



<p>Senhoras e senhores, sejam bem-vindos ao ensaio fotográfico <em>[DIS]face</em>. Após visitar as imagens, fazemos-lhes um convite à seguinte reflexão: “Onde está a sua máscara?”</p>



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<p><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p>AMARAL, A. M. O ator e seus duplos: máscaras, bonecos e objetos. 2ª edição. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2004.</p>



<p>BEAUVOIR, S. A velhice. 2a ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2018.</p>



<p>BUTLER, J. Corpos que importam. São Paulo: Editora, 2020.</p>



<p>LECOQ, J. O corpo poético: uma pedagogia da criação teatral. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2010.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large is-style-rounded"><img loading="lazy" decoding="async" width="681" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/Foto_Emanuelle.jpg?resize=681%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-31289" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/Foto_Emanuelle-scaled.jpg?resize=681%2C1024&amp;ssl=1 681w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/Foto_Emanuelle-scaled.jpg?resize=200%2C300&amp;ssl=1 200w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/Foto_Emanuelle-scaled.jpg?resize=768%2C1154&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/Foto_Emanuelle-scaled.jpg?resize=1022%2C1536&amp;ssl=1 1022w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/Foto_Emanuelle-scaled.jpg?resize=1363%2C2048&amp;ssl=1 1363w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/Foto_Emanuelle-scaled.jpg?resize=2000%2C3006&amp;ssl=1 2000w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/Foto_Emanuelle-scaled.jpg?resize=600%2C902&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/Foto_Emanuelle-scaled.jpg?resize=1200%2C1803&amp;ssl=1 1200w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/Foto_Emanuelle-scaled.jpg?w=1703&amp;ssl=1 1703w" sizes="(max-width: 681px) 100vw, 681px" data-recalc-dims="1" /></figure>
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<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Jucinaldo Pereira</strong></p>



<p>é brasileiro, natural de Patos, na Paraíba e adotou a cidade Pocinhos, no interior do Estado para vivenciar suas primeiras experiências artísticas e foi acolhido na capital paraibana para se profissionalizar. Em Bananeiras, no brejo paraibano, as suas experiências artísticas foram traduzidas em espetáculos encenados por crianças e jovens. Mestre em Computação, Comunicação e Artes pela Universidade Federal da Paraíba, licenciado em Teatro pela mesma universidade, especialista em Arteterapia com ênfase em teatroterapia e professor do ensino básico. Desenvolve pesquisas relacionadas às máscaras teatrais na escola, nas performances do ator/perfomer mascarados e nas relações da tecnologia e encenação. O fotolivro <em>As caras de Juventino Maravilha</em> foi meu último trabalho, que pretendo fazer voar em todas as livrarias do mundo.</p>



<p><strong>Manu Rigoni</strong></p>



<p>é brasileira, vive em Recife e descobriu na fotografia o poder de contar histórias. Mestranda em Comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco, com ênfase na pesquisa Estética e Cultura da Imagem e do Som; especialização em História da Arte; cofundadora do FDF Brasil &#8211; diretório exclusivo para fotógrafos de família; co fundadora do Prêmio DocF, que celebra a produção da fotografia documental de família no Brasil e na América Latina. Já foi jurada de concursos nacionais e internacionais de família, como Documentary Family Awards em 2021.&nbsp;Fotografa famílias de todo Brasil e também para seus projetos autorais. Em 2022, teve sua primeira foto exposta no&nbsp;&nbsp;<a href="https://www.rencontres-arles.com/en/expositions/">Les Rencontres d&#8217;Arles</a>&nbsp;&#8211; em Arles, França.</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://open.spotify.com/episode/5P6bxSaRg2cK48jDngP6CY?si=0xXOqkk_QzGWuUYT-GgGtg"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO.png?resize=819%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-31307" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO.png?resize=819%2C1024&amp;ssl=1 819w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO.png?resize=240%2C300&amp;ssl=1 240w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO.png?resize=768%2C960&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO.png?resize=600%2C750&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><em><strong>Clique na imagem para mais informações!</strong></em></figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="721" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=950%2C721&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-23741" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=1024%2C777&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=300%2C228&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=768%2C583&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading has-text-align-center has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background">Esse espaço maroto de apoio e fomento à cultura pode mostrar também a sua marca!</h3>



<p>Agora você pode divulgar seus<strong> produtos, marca e eventos</strong> na Trama em todas as publicações! </p>



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<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://www.youtube.com/c/BodoqueTV/featured"><img loading="lazy" decoding="async" width="576" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=576%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26890" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=576%2C1024&amp;ssl=1 576w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=169%2C300&amp;ssl=1 169w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=768%2C1365&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=864%2C1536&amp;ssl=1 864w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><em>Clique na imagem para mais informações.</em></figcaption></figure></div></div>
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		<title>UMA HISTÓRIA IRRECUSÁVEL</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 11 Jul 2021 21:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 099]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Bruno Quiossa</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Todo processo nasce de inquietações e todas as inquietações geram perguntas. Tentar responder a essas perguntas é o que nos mantém em criação.</p>



<p>O processo de criação do experimento virtual <strong>Histórias Irrecusáveis</strong>, da Companhia Sala de Giz, inicia-se com as angústias e incertezas de se produzir arte durante a pandemia. No princípio de todo processo pandêmico, eu fui um dos artistas relutantes a me adequar a esse meio virtual; talvez por pensar que tudo passaria rápido. Mas o fato era que todos os meus estudos da presença, trabalhados por anos na Sala de Giz, estavam diante de um desafio. E esse lugar novo me gerou as primeiras perguntas: Seria possível criar presença em um ambiente virtual? Existe “teatro virtual”?</p>



<p>Essas duas perguntas permearam meus pensamentos durante todo o ano de 2020, juntamente com o desejo de produzir e com os receios sobre como fazer teatro sem a presença do público. Os primeiros meses foram de reclusão: me fechei em uma caixinha e tentava assimilar o golpe. Tinha acabado de abrir um novo espaço cultural e era preciso fechá-lo. Digo que esse momento foi um dos mais obscuros da pandemia; cheio de medo, incerteza, impotência, dentre outros sentimentos negativos que afetam nosso cotidiano.</p>



<p>O contato com outros artistas e um olhar atento aos que considero mestres, foram esses os elementos que me fizeram desejar sair desse buraco negro que a pandemia nos colocou. O primeiro projeto que teve influência sobre <strong>Histórias Irrecusáveis</strong> é o <strong>Princípio A(fe)tivo</strong>, em que reunimos artistas e mestres que admiramos e os convidamos a responder a seguinte pergunta: “Que tipo de cura eu posso produzir?”. Ver esses artistas experimentando e produzindo materiais para o projeto contribuiu para uma nova fase de perguntas em meu processo de criação:&nbsp;como fazer teatro utilizando-me apenas da “presença” proporcionada pelos meios virtuais? Quais as características desses meios e como eles podem contribuir para a fruição da minha obra de arte?</p>



<p>Após receber inúmeras curas (que ainda estão disponíveis no <a href="http://instagram.com/saladegiz">instagram da Sala de Giz</a>), entrei na fase de assistir teatro online. Posso citar duas peças que assisti e que me motivaram a continuar minha investigação sobre a criação nesses meios virtuais. A primeira delas é <strong>12 Pessoas com Raiva</strong>, do Pandêmica Coletivo Temporário de Criação; a outra, <strong>Dois Nós na Noite</strong>, da Santa Corja. Dentro de tudo que assisti em 2020, essas duas experimentações teatrais online me fizeram ter a vontade de criar a minha própria experimentação. O que antes era uma fase de reclusão se tornou uma fase de provocação, em que constantemente eu me perguntava: O que EU posso criar? </p>



<p>No final de 2020, duas coisas aconteceram: a primeira delas foi um curso experimental de teatro ministrado através do zoom pela Sala de Giz, em que nós provocamos alguns alunos a criarem uma cena virtual. A segunda foi a Lei Aldir Blanc: finalmente teríamos verba para criar, e isso me deu a tranquilidade necessária para mergulhar em novos projetos e acabar com a sensação de impotência. Com LAB, veio outra questão: Quais projetos produzir?</p>



<p>O primeiro projeto que participei da LAB foi a vídeo-dança da Sala de Giz em parceria com Grupo NUN, <strong>A Cor do Ontem não é a Mesma ao Sol</strong>. O fato de estar envolvido, depois de tanto tempo recluso, em um projeto de criação, na presença de pessoas que eu admiro, foi o fôlego necessário para criar. Logo em seguida veio o <strong>2° Festival Sala de Giz de Teatro: edição online</strong>, que aqui merece uma atenção especial.</p>



<p>Produzir o Festival nos colocou em contato com grupos e produções teatrais do Brasil inteiro: foram mais de 450 inscrições de todas as regiões. Tínhamos nas mãos um panorama do que estava sendo produzido no país, e olhar cada um desses projetos foi um importante recorte para nos colocar próximos do que viria a ser o <strong>Histórias Irrecusáveis.</strong> Dentre esses muitos projetos, existia um que nos aguçou a curiosidade: uma experimentação virtual que usava whatsapp, instagram, spotify, youtube e ligação telefônica. <strong>Tudo que Coube numa VHS</strong>, do Grupo Magiluth (PE), foi a grande inspiração para a nossa criação. A experimentação fugia do caminho tradicional ao colocar o público como agente da obra. O espetáculo mexeu tanto com a gente que, um mês depois, estávamos fazendo uma oficina ministrada pelo grupo através do SESC (PE). <strong>Histórias Irrecusáveis </strong>nasceu nessa oficina, quando fomos provocados por Giordano Castro, diretor e dramaturgo do Magiluth, a criar algo utilizando os meios tecnológicos e tendo como base o trabalho desenvolvido por eles em <strong>Tudo que Coube numa VHS</strong>. Talvez, se eu começasse meu texto por aqui, diria que nossa experimentação virtual surgiu desse encontro, onde eu e Felipe Moratori nos debruçamos durante uma semana para levantarmos nossas duas histórias. Mas se eu começasse por aqui, eu não estaria sendo justo com meus outros processos; acredito que, <em><strong>quando criamos uma obra, estamos condensando nela todas as inquietações, todas as questões e todos os desejos pulsantes em nossa vida</strong></em>. <strong>Histórias Irrecusáveis</strong> é um experimento teatral online, fruto de uma impossibilidade de fazer teatro nos moldes tradicionais, do desejo de se conectar novamente com o público e de bons encontros.</p>



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<div class="wp-block-jetpack-tiled-gallery aligncenter is-style-rectangular"><div class="tiled-gallery__gallery"><div class="tiled-gallery__row"><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:50%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/07/10d98-cartaz-bruno-quiossa-1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/07/10d98-cartaz-bruno-quiossa-1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/07/10d98-cartaz-bruno-quiossa-1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1200 1200w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/07/10d98-cartaz-bruno-quiossa-1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1500 1500w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/07/10d98-cartaz-bruno-quiossa-1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1800 1800w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/07/10d98-cartaz-bruno-quiossa-1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=2000 2000w" alt="" data-height="3543" data-id="16854" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=16854" data-url="http://revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/2c13b-cartaz-bruno-quiossa-1.jpg" data-width="3543" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/07/10d98-cartaz-bruno-quiossa-1.jpg?w=950" data-amp-layout="responsive" data-recalc-dims="1" /></figure></div><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:50%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/07/da3ec-cartaz-sr-felipe.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/07/da3ec-cartaz-sr-felipe.jpg?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/07/da3ec-cartaz-sr-felipe.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1200 1200w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/07/da3ec-cartaz-sr-felipe.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1500 1500w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/07/da3ec-cartaz-sr-felipe.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1800 1800w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/07/da3ec-cartaz-sr-felipe.jpg?w=950?strip=info&#038;w=2000 2000w" alt="" data-height="3543" data-id="16856" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=16856" data-url="http://revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/78e36-cartaz-sr-felipe.jpg" data-width="3543" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/07/da3ec-cartaz-sr-felipe.jpg?w=950" data-amp-layout="responsive" data-recalc-dims="1" /></figure></div></div></div></div>



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<p>As <strong>Histórias Irrecusáveis</strong> <em><strong><a href="https://www.sympla.com.br/todos-os-dias-sao-hoje---historias-irrecusaveis---por-bruno-quiossa__1266369">Todos os Dias são Hoje&#8221;</a></strong></em>, de Bruno Quiossa, e <em><strong><a href="https://www.sympla.com.br/eu-vou-ser-velho-um-dia---historias-irrecusaveis---por-felipe-moratori__1266378">&#8220;Eu Vou Ser Velho Um Dia&#8221;</a></strong></em>, de Felipe Moratori, serão apresentadas de forma online nos dias 16, 17 e 18 de Julho de 2021, em diversos horários. Para assistir, basta adquirir seu ingresso nos links acima.</p>



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<p style="font-size:19px"><strong>Bruno Quiossa</strong> é ator, diretor e gestor da Sala de Giz. Mestre em Artes Cênicas, investiga a criação teatral a partir de notícias.&nbsp;</p>
</div></div>



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		<title>[PODCAST] Artesanias em cena &#8211; Bate-papo com o artista Paulo Alvarez</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2021/05/16/podcast-artesanias-em-cena-bate-papo-com-o-artista-paulo-alvarez/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 May 2021 21:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 091]]></category>
		<category><![CDATA[Trama Podcast]]></category>
		<category><![CDATA[Artesanias em cena]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Alvarez]]></category>
		<category><![CDATA[PodCast]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Trama Podcast</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<hr class="wp-block-separator" />



<p>Bem-vindas e bem-vindos à mais um episódio do nosso podcast! </p>



<p>Celebrando a nossa primeira participação na semana nacional de Museus através do Museu de Artes e Ofícios Bodoque, convidamos o artista e trabalhador da Cultura Paulo Alvarez para falar um pouco sobre sua experiência na área da cultura. No bate-papo, Paulo conta um pouco sobre sua trajetória nas artes e sobre a sua carreira em espaços culturais da cidade de Juiz de Fora, atuando na curadoria e expografia por mais de 20 anos.</p>



<p>Então já sabe, coloque os fones de ouvido e boa audição!</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Ouça no Spotify:</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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</div></figure>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="950" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7172f-podcast.png?resize=950%2C950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13420 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7172f-podcast.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7172f-podcast.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7172f-podcast.png?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7172f-podcast.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7172f-podcast.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong>O ARTECAST Bodoque</strong></strong> é um canal de aprofundamento das discussões levantas aqui na revista Trama. Nosso objetivo é fomentar o pensamento crítico e a valorização do conhecimento da arte e da cultura como ferramentas capazes de promover mudanças de olhar.</p>
</div></div>



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<p></p>
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		<title>MERDA! Cenas antes do terceiro sinal &#8211; Exposição</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/06/21/merda-cenas-antes-do-terceiro-sinal-exposicao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Jun 2020 21:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 050]]></category>
		<category><![CDATA[Brenda Marques]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Brenda Marques</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-right"><em>Artista: Brenda Marques</em></p>



<p class="has-text-align-right"><em>Texto: Frederico Lopes</em></p>
</div></div>



<p class="has-drop-cap">Enfim, o momento esperado chegou. Retoques finais na maquiagem. Preparação da voz. Do corpo. Da alma. Rodas cantadas aos pulos e giros. Cirandas, rezas, orações, preces, mantras e rituais. O nervosismo evidencia a intensidade deste momento. Único. A explosão mágica dos corpos prestes a entrar no palco, encanta ante a pureza da verdade da representação. É assim no teatro.</p>



<p>Por detrás das cortinas, instantes antes do espetáculo, notamos que <strong>o teatro é bem mais do que a interpretação de uma história ensaiada exaustivamente para um público pagante</strong>. Percebemos o extraordinário grau de tensão que precede o encantamento, e assim, encantamo-nos também. Diante da área vedada ao público, situamo-nos como observadores impressionados com a complexidade que antecede a apresentação. Improvisos de produção, os últimos acertos de figurino, revisão de textos, personagens entrando e saindo dos corpos dos atores e o maravilhoso exercício final de um processo que conecta todos os membros da equipe a um único corpo. É possível entender o quanto se esforçaram ao longo dos ensaios para, agora, prestes a mostrar o seu trabalho, celebrarem juntos. Mais do que Companhia de Teatro, ou bons amigos, tornaram-se, neste instante, cúmplices de uma experiência transformadora.</p>



<p>Retratando como fotógrafa de cena ao menos 60 espetáculos por mais de um ano e meio, Brenda Marques observou diversos momentos mágicos que preexistiram as estreias. Entre o cruzamento da diversidade de rituais e confluência de energias de distintas companhias de Teatro, um grito rompante em conjunto com a boca cheia, une todos que dedicam sua existência a representar a vida de uma das maneiras mais sublimes, fazendo assim a vida valer de fato a pena. Um bom espetáculo a todos: MERDA!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/f9d8e-merdaaa.jpg?w=950" alt="" class="wp-image-10331" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/1b134-alta-2641-clinica-do-sono.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10360" data-recalc-dims="1" /></figure>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ea52e-bre_0756.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10361" data-recalc-dims="1" /></figure></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/83cf7-img_0026-macbeth.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10362" data-recalc-dims="1" /></figure></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0d573-img_0136-nada-menos-que-muito.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10363" data-recalc-dims="1" /></figure>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7c2af-img_0324-uma-historia-oficial.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10364" data-recalc-dims="1" /></figure></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/bfc87-img_1816-uma-historia-oficial.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10367" data-recalc-dims="1" /></figure></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9ade2-img_1390-amor.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10366" data-recalc-dims="1" /></figure></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/5fd74-img_2950-antes-da-chuva.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10368" data-recalc-dims="1" /></figure>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ca59f-img_3828-nao-vao-alem.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10370" data-recalc-dims="1" /></figure></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/de463-img_4628.jpg?resize=512%2C768&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10371" width="512" height="768" data-recalc-dims="1" /></figure></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/67a7c-img_6014-coisas-invisiveis.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10372" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ffd7d-img_9421-outro-lado.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10373" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/36dbc-img_9659.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10374" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/267aa-img_9808-302_alta.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10376" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/2826a-img_9996-alice-mandou-um-beijo.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10377" data-recalc-dims="1" /></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Brenda Marques </strong>é fotógrafa desde 2012, já tendo fotografado &#8220;de um tudo&#8221;. No currículo de suas lentes, oito exposições, mais de cem espetáculos teatrais, três edições do Miss Brasil Gay, entre tantas outras experiências incríveis. Quando não está com a câmera na mão, está dançando tribal, cozinhando delícias veganas ou explorando o mundo em duas rodas &#8211; sempre buscando conhecer histórias e registrar relações e manifestações humanas.</p>



<p><strong><strong>Frederico Lopes </strong></strong>é Artista, educador, encadernador e escritor. Trabalha no Memorial da República Presidente Itamar Franco, Museu de Arte Murilo Mendes e é fundador da Bodoque Artes e ofícios e da Revista Trama.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="background-color:#2a2a2a;color:#ffffff" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-text-align-center">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/d.nowicki/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/8de6a-galeriademetrio2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10522" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center"><p class="has-text-align-center has-text-color has-background" style="background-color:#2b2b2b;color:#ffffff"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center"><p class="has-text-align-center has-text-color has-background" style="background-color:#2b2b2b;color:#ffffff">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p></p>
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		<title>Um Vento Bateu Dentro de Mim</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Sep 2019 21:37:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 013]]></category>
		<category><![CDATA[Artes cênicas]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Lopes]]></category>
		<category><![CDATA[Ilo Krugli]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Ventoforte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Frederico Lopes</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">No dia em que conheci <strong>Ilo Krugli</strong>, não o reconheci. Não o reconheci por não o saber. E não saber é exatamente a ausência de conhecimento a seu respeito. Eu poderia dizer que o saber de sua existência me foi negado pelas tantas distrações que a vida nos cerca. Mas, em meu parco conhecimento, na sombra da escuridão monumental da ignorância, imerso em um cotidiano enlatado, o fato é que eu não o soube. E me envergonho.</p>



<p>Quando Dane me levou pra conhecê-lo, ao entramos onde Ilo vivia integrado ao seu teatro no tombado Parque do Povo, no bairro paulistano do Itaim há décadas, <strong>um vento bateu dentro de mim, que eu não tive jeito de segurar.</strong></p>



<p>Ademais da referência à canção de Joyce e Maurício Maestro, eternizada na voz de Milton Nascimento e Boca Livre, hoje pude enfim perceber a importância daquele momento.</p>



<p style="background-color:#a87b00" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">Diante do respeito e reverência com que cada olhar cuidadosamente varria todos os detalhes de cada semblante naquela noite fria e chuvosa, eu soube que estávamos<strong> entrando em território sagrado</strong>. Local onde as artes, em sua dimensão mais humana e verdadeira, reverenciavam Ilo e a companhia <a href="https://www.instagram.com/teatroventoforte/">ventoforte.</a></p>



<p>Diante da simplicidade de uma roda de conversa com uma fogueira posta ao centro, o calor e a luz dimensionavam as atenções para dentro dos olhares tímidos das crianças e para cada um de nós. Canções e poemas eram entoados como orações à tudo aquilo que é sagrado nas artes. </p>



<p>Para quem, ali presente, encontrava em Krugli mais do que um anfitrião ou referência artística, cada instante em sua presença era um privilégio que eu ainda não entendia, mas podia sentir.</p>



<p>Ao olhar no fundo dos olhos de Ilo por alguns instantes, apesar de sua condição já debilitada pela idade avançada, pude perceber o motivo da euforia daquela reunião tão simples e tão solene. </p>



<p style="background-color:#886400" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">Krugli era uma força da natureza, que equilibrava toda a ordem do universo espalhando o amor através das artes e da beleza de perceber a vida como um grande espetáculo.</p>



<p>Hoje, ao saber de seu falecimento, mais uma vez, um vento bateu dentro de mim. Que esse ventoforte carregue pelos quatro cantos do mundo a beleza do legado de Ilo Krugli, e que cada um de seus companheiros, espalhe suas sementes cultivando o amor e tudo aquilo que é belo e sagrado.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/WhatsApp-Image-2019-09-07-at-22.02.00.jpeg?fit=606%2C455&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2258" /></figure>



<div class="wp-block-jetpack-slideshow aligncenter" data-autoplay="true" data-delay="4" data-effect="slide"><div class="wp-block-jetpack-slideshow_container swiper-container"><ul class="wp-block-jetpack-slideshow_swiper-wrapper swiper-wrapper"><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img decoding="async" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-2259" data-id="2259" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/eeada-whatsapp-image-2019-09-07-at-22.01.59.jpeg?w=950&#038;ssl=1" data-recalc-dims="1" /></figure></li><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img decoding="async" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-2260" data-id="2260" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ddd6c-whatsapp-image-2019-09-07-at-22.01.58.jpeg?w=950&#038;ssl=1" data-recalc-dims="1" /></figure></li><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img decoding="async" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-2261" data-id="2261" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/6db55-whatsapp-image-2019-09-07-at-22.02.01.jpeg?w=950&#038;ssl=1" data-recalc-dims="1" /></figure></li></ul><a class="wp-block-jetpack-slideshow_button-prev swiper-button-prev swiper-button-white" role="button"></a><a class="wp-block-jetpack-slideshow_button-next swiper-button-next swiper-button-white" role="button"></a><a aria-label="Pause Slideshow" class="wp-block-jetpack-slideshow_button-pause" role="button"></a><div class="wp-block-jetpack-slideshow_pagination swiper-pagination swiper-pagination-white"></div></div></div>



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<p><strong>Frederico Lopes</strong> é Artista e gostaria de ser Escritor. Trabalha no Memorial da República Presidente Itamar Franco e é fundador da Bodoque Artes e ofícios.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="background-color:#8a6500;text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color">Você pode ajudar a Trama seguindo a Bodoque Artes e ofícios no Instagram. Compartilhe com seus amigos e colabore para a continuação do projeto!</p>



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<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/90819-foto-carol12.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-1687" data-recalc-dims="1" /></figure>



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