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	<title>Arquivos Texto literário - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Quando as luzes se apagam</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Nov 2019 20:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 021]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Luisa Biondo]]></category>
		<category><![CDATA[Texto literário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por: Luisa Biondo</p>
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<p>

Nenhuma luz. Nenhuma estrela. Nenhuma lua. O vento batia, mas de dentro da sala nada se ouvia. Dizem que quando as luzes apagam, as lembranças aparecem. Bom, Perséfone já havia me ensinado na noite anterior que a escuridão, o breu e o submundo têm muito a nos ensinar. É ali que crescemos e amadurecemos. Mas isso não vem ao caso. </p>



<p>[&#8230;]</p>



<p>No meio da escuridão, contra as velas espalhadas pela sala, sombras de mosquitos e mariposas dançavam pela parede e prendiam a atenção do meu cachorro. Sem perceber o que acontecia ao meu redor, eu distribuía a minha atenção entre a telinha do meu celular e a ansiedade de não usar toda a bateria do pequeno aparelho. Sem perceber, aquela dança na parede conduziu-me até um passado distante, de quando eu era criança, e a falta de luz dava espaço para um espetacular teatro feito com as mãos. </p>



<p>Não importava a história, mas os desenhos que podiam ser projetados na parede. Não importava se era noite ou se tudo estava escuro, aquele era o clima ideal para a mágica acontecer. Lembro das sombras, das lanternas, das velas, da imaginação e das risadas. Lembro do meu pai, que há mais de um ano seguiu o caminho da luz, visitou o reino de Perséfone &#8211; destino de todas as almas &#8211; e, hoje, virou energia. Naquela época tudo estava bem, apesar da queda de luz.</p>



<p>[&#8230;]

</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b7587-58b1f405-b8da-43ea-ab38-dc0c66a1d713.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4276" data-recalc-dims="1" /></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Luisa Biondo</strong> é redatora, mas ama desenhar e fotografar. Atualmente trabalha em uma agência de marketing e nas horas vagas faz uns rabiscos que ficam guardados na gaveta. </p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0e0a3-aajude.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2693" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na Imagem acima e acesse a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a1bc5-photo5184098730150832152.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2490" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Luz</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/10/20/luz/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Oct 2019 21:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 019]]></category>
		<category><![CDATA[Luisa Biondo]]></category>
		<category><![CDATA[Luz]]></category>
		<category><![CDATA[Texto literário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Luisa Biondo</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Segui a trilha de luzes por todo o trajeto. As luzes me guiram em meio a escuridão. Algumas vinham de cima, outras de baixo. As de baixo eram o reflexo da minha própria luz. Do outro lado, era possível ver outras luzes sendo guiadas pelas mesmas luzes que me guiavam. Elas vinham em direções opostas a minha e, muitas vezes, me atrapalhavam.</p>



<p style="background-color:#936c00" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color"><em>É que as vezes luz demais cega a gente. </em></p>



<p>As vezes a gente precisa deixar os nossos olhos se acostumarem com o breu. As vezes, a noite nos conforta, nos convida para uma viagem desconhecida e nos apresenta à nossa própria intuição, imaginação &#8211; porque eu nunca sei o limite que separa uma da outra, também porque eu nunca sei até que ponto intuição e imaginação estão interligadas. <br> <br> <em>*Espere, vou tentar reescrever: As vezes a noite nos conforta, nos convida para uma viagem desconhecida e nos apresenta à nossa própria luz.*<br> <br> </em>Confesso que pela primeira vez achei que não teria o que dizer. Confesso que o medo tomou conta de mim, pois pensei que o marasmo apático tomaria conta de mim mais uma vez. Mas hoje deixei as pequenas luzes me guiarem na escuridão e, no meio do caminho, deixei o breu envolver o meu trajeto ponto de depender, unicamente, da minha própria luz. Deixei ser. Deixei fluir. A inspiração veio e eu escrevi.<br> <br> <strong>E pensar que eu só descrevi uma viagem de carro.</strong></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Luisa Biondo</strong> é redatora, mas ama desenhar e fotografar. Atualmente trabalha em uma agência de marketing e nas horas vagas faz uns rabiscos que ficam guardados na gaveta.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0e0a3-aajude.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2693" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="background-color:#7d5c00" class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color">Clique na imagem e acesse a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/de720-foto-carol8.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-1651" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/10/20/luz/">Luz</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
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		<title>O Astronauta (não) Perdido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Sep 2019 21:31:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 015]]></category>
		<category><![CDATA[Astronauta]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Luisa Biondo]]></category>
		<category><![CDATA[Texto literário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Luisa Biondo</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Faz tempo que queria falar sobre ele. Ele apareceu na minha vida em meados de outubro de 2017, talvez no dia 3 ou 4. E desde a sua primeira aparição ele volta pra mim com certa frequência: perdido no espaço, próximo da lua, embaixo do mar ou simplesmente sozinho no papel. No papel, porque ele nunca foi real, apenas algo da minha imaginação. Do meu subconsciente. Ele é um desenho e não tem um rosto, porque ele nunca tira o capacete.</p>



<p style="background-color:#002a52" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">Apesar de achar por muito tempo que ele estava perdido, recentemente fiz uma descoberta: na verdade, ele é um viajante que vive por ai, seguindo o fluxo e o movimento da vida. Explorando novas possibilidades, conhecendo novos cenários, desbravando novos mundo, propondo novas perguntas.</p>



<p>Outro ponto importante é que sempre achei que o astronauta não-perdido da minha imaginação fosse o meu pai. Depois, cheguei a conclusão de que ele não era ninguém além dele mesmo. Talvez seja por isso que, por muito tempo, ele apareceu questionando a sua própria existência: &#8220;quem sou eu?&#8221; &#8211; &#8220;quem eu sou?&#8221;, ele dizia. Querido! As vezes eu acho que ele questionava a sua própria existência, porque ninguém sabia quem ele era. Nem mesmo eu. </p>



<p>Hoje eu sei que o astronauta não-perdido sou eu, ou melhor, ele é uma parte de mim. Uma parte de mim que vem me ensinar a ser mais leve, mais desprendida e ter mais coragem para seguir os fluxos da vida e do universo.</p>



<p>A última vez que o vi, foi no dia em que descobri o meu propósito. Neste mesmo dia escrevi uma carta para a minha eu do futuro. Em vez de palavras, quem surgiu no papel foi o tal do astronauta. Junto dele, uma pergunta. Uma pergunta que decidi deixar aqui pra todos vocês refletirem comigo: </p>



<p><strong> &#8211; Quem é você hoje?</strong></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Luisa Biondo</strong> é redatora, mas ama desenhar e fotografar. Atualmente trabalha em uma agência de marketing e nas horas vagas faz uns rabiscos que ficam guardados na gaveta.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0e0a3-aajude.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2693" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="background-color:#946d00;text-align:center" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">Clique na imagem e acesse a loja virtual da Bodoque.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/carolinestabenow/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0449c-foto-carol4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-1522" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/22/o-astronauta-nao-perdido/">O Astronauta (não) Perdido</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
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