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	<title>Arquivos The Baggios - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>The Baggios: a maior banda de Sergipe que você precisa ouvir</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Nov 2019 21:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 024]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Vinicius Oliveira</p>
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<p class="has-text-align-center"><em>Completando 15 anos de existência em 2019, o grupo se vê no melhor momento de sua carreira e alcançando cada vez mais projeção nacional</em>.</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="The Baggios - O Azar Me Consome (Clipe Oficial)" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/2OJTPZFLHfQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<pre class="wp-block-verse has-text-align-center"> <em>As coisas não tão dando certo pra mim</em><br> <em>As coisas não tão dando certo pra mim</em><br> <em>Mas não vou desistir</em><br> <em>Eu não vou desistir</em><br> <em>Se eu não for, se eu não for</em><br> <em>Vai saber o motivo</em> </pre>



<p class="has-drop-cap">As origens da The Baggios remontam às ladeiras e ruas de São Cristóvão-SE, quarta cidade mais antiga do Brasil e vizinha da capital estadual Aracaju. A banda, que começou em 2004 como um duo formado por Júlio “Julico” Andrade (vocais, guitarra) e Lucas Goo (bateria), tem em sua marca sonora a fusão entre o blues rock de artistas dos anos 60 e 70 e outros mais modernos – como o The Black Keys – com elementos regionais típicos do Nordeste, mais especificamente os existentes em Sergipe e em sua cidade natal, marcada pela forte tradição histórica, folclórica e popular.</p>



<p>Em 2006, Lucas foi substituído por Elvis Boamorte, que em 2008 deu lugar a Gabriel “Perninha” Carvalho, que se mantém como baterista até hoje. Três anos depois lançaram o primeiro álbum, autointitulado, que trazia um som cru e já marcado por essa conjugação entre o blues rock e o sabor sergipano e nordestino.</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Morro Da Saudade" width="950" height="713" src="https://www.youtube.com/embed/28hfB18MZpA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>Uma das marcas mais interessantes na The Baggios sempre foi a devida valorização à sua terra natal, o que não mudou mesmo com a crescente projeção que a banda ganhou ao longo dos anos. Um exemplo é a canção <em>“Pisa Macio”</em>, cujo nome deriva de uma famosa bebida vendida na cidade.</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Pisa Macio (Ao Vivo)" width="950" height="713" src="https://www.youtube.com/embed/1wDkYOJD7pw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>Em 2013, lançaram seu segundo álbum, <em>Sina</em>, onde refinaram ainda mais seu som. Para este que vos escreve, <em>Sina </em>foi o ponto de partida da minha relação com a The Baggios, pois 2013 foi o ano em que cheguei a Aracaju e logo fui apresentado à banda. Várias das canções do álbum têm me acompanhado desde então, fazendo parte da minha trajetória em Sergipe e dialogando com várias fases da minha vida. Esta canção abaixo foi provavelmente a primeira que escutei deles e permanece sendo uma das minhas favoritas:</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="The Baggios - Salomé Me Disse" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/9KboX0HJDrM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>Três anos depois foi a vez do terceiro disco, <em>Brutown, </em>vir ao mundo. E já era possível sentir uma diferença em termos de sonoridade e produção: a adição do tecladista e baixista Rafael Ramos trouxe texturas sonoras mais ricas, e as letras passaram a dialogar mais com o contexto sociopolítico do país e do mundo (a canção <em>“Sangue e Lama” </em>trata da tragédia de Mariana-MG, bem como do ataque terrorista no Bataclan, em Paris), embora ainda mantendo as referências a São Cristóvão e aspectos das vidas dos próprios membros – incluindo nas referências musicais. A banda ganhou participações de peso como Emilly Barreto (do Far From Alaska), Jorge DuPeixe (Nação Zumbi) e Felipe Ventura (Baleia).</p>



<p>Com o alcance maior de <em>Brutown </em>veio uma significativa maior aclamação e uma grande surpresa: a indicação ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock ou Alternativo em Língua Portuguesa. Feito impressivo que ajudou a trazer maior visibilidade ao cenário musical de Sergipe, notoriamente rico, mas que carecia de uma projeção que lhe fizesse jus.</p>



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<iframe loading="lazy" title="The Baggios - Medo [Youtube Music Sessions]" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/6qoDltIE-V4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



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<iframe loading="lazy" title="The Baggios - Sangue e Lama [Youtube Music Sessions]" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/tSmawZ7CDts?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>Uma nova mudança estilística e sonora veio com o quarto e mais recente disco, <em>Vulcão. </em>Se <em>Brutown </em>em si era urbano, expansivo, <em>Vulcão </em>mostrou um trio (agora com Rafael Ramos oficializado como membro) se voltando para a natureza e o místico, resultando na sua obra mais diversa e versátil. Pessoalmente não consigo escolher qual dos dois álbuns é o meu preferido, ainda que cada um dos quatro álbuns tenha seus próprios motivos para figurar como o favorito no coração dos fãs.</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="The Baggios Feat. Baiana System - Deserto (Record Sessions)" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/BzyfBrDCRec?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>Com as participações de Russo Passapusso (do BaianaSystem) e Céu, <em>Vulcão </em>garantiu à Baggios sua segunda nomeação ao Grammy Latino, na mesma categoria do seu antecessor. E mesmo não ganhando o prêmio (ironicamente, os vencedores foram justamente o BaianaSystem), novamente tiveram reiterada a sua projeção a nível nacional e até mesmo internacional – importante destacar que nos últimos dois anos a banda já fez turnê pela Europa e pelo Canadá.&nbsp;</p>



<p>Mas como é sempre bom frisar, isso não significou a perda de suas raízes. Tanto é que nos últimos três anos a banda é uma das <em>headliners </em>do Festival de Artes de São Cristóvão (FASC), festival que acontece na cidade desde os anos 70 e que nos últimos anos tem ganhado cada vez mais relevância ao trazer artistas do calibre de Gilberto Gil, Lenine, Chico César, Mart’nália, Liniker e os Caramelows, dentre outros. Porém, uma marca do FASC sempre foi trazer a valorização do cenário local e regional de Sergipe, e, portanto, é imprescindível o peso que The Baggios carrega ao tocar num festival em sua cidade natal. Na última edição do festival, ocorrida entre os dias 14 e 17 deste mês, a banda realizou seu show um dia após o resultado do Grammy Latino, e fez de sua apresentação um passeio pelos seus 15 anos de trajetória, trazendo ao palco figuras da história da banda (como o próprio Lucas Goo, baterista original) e o grupo folclórico das Casseteiras de Mestre Rindu, nativo da própria cidade.</p>



<p>A cada dia The Baggios ganha cada vez mais relevância no cenário musical brasileiro, e não é exagero apontá-la como a banda mais importante da música sergipana nas últimas décadas. Porém, é importante destacar que nem de longe ela é a única excelente banda a sair do estado, mas certamente é a porta de entrada para se ouvir o que os sergipanos têm produzido. Com tremenda consistência e nunca se furtando a experimentar e inovar sonoramente falando, The Baggios se constitui uma experiência obrigatória para todo amante da música.</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="The Baggios -  Vulcão (Clipe Oficial)" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/kfq4NzMQndI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



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<p><strong>Vinícius Oliveira Rocha</strong> é um paulista de nascimento e baiano de coração que atualmente reside em Aracaju-SE, onde faz graduação em Jornalismo. É aficionado por cinema, música, literatura, TV, cultura pop e mobilidade urbana, e autor do livro de fantasia infanto-juvenil &#8220;O Destruidor de Mundos&#8221;.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



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<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/1e338-fotos-carol-copy.jpg1_-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4978" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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