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	<title>Arquivos visibilidade - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
	<lastBuildDate>Mon, 30 Oct 2023 01:38:18 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Visibilidade Intersexo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Oct 2023 18:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 005, N 186]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[visibilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: ONU Brasil</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/brasil.un.org/sites/default/files/styles/hero_header_2xl_1x/public/2023-10/Vidda-Guzzo_page-0001.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="Vidda Guzzo" data-recalc-dims="1" /><figcaption class="wp-element-caption">Legenda: Vidda Guzzo, integrante da Rede Brasileira de Pessoas Intersexo (REBRAPI).</figcaption></figure>



<p>‘’Garantir nossa participação é um caminho seguro para avançar na promoção e proteção dos nossos Direitos Humanos’’</p>



<p>No dia 26 de outubro é celebrado o&nbsp;<a href="https://brasil.un.org/pt-br/204758-campanha-onu-livres-iguais-reafirma-apoio-%C3%A0-visibilidade-intersexo">Dia Internacional da Visibilidade Intersexo</a>. A data foi escolhida em alusão à manifestação ocorrida nesse dia, em 1996, na cidade de Boston, nos Estados Unidos, durante uma Conferência da Academia Americana de Pediatria. Essa ficou conhecida como a primeira manifestação pública de pessoas intersexo já registrada.&nbsp;</p>



<p>Nos últimos anos, a conscientização a respeito dos direitos humanos das pessoas intersexo tem avançado, assim como o reconhecimento das violações e violências que afetam essa população. No entanto, embora as discussões públicas sobre as violações de direitos estejam mais frequentes, até agora poucos países implementaram medidas para prevenir e combater tais práticas nocivas de forma eficaz, além de garantir o acesso à saúde integral e aos demais direitos humanos.</p>



<figure class="wp-block-image"><a href="https://www.unfe.org/pt-pt/about/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/brasil.un.org/sites/default/files/styles/featured_image/public/2023-10/Intersex_Flag.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="Bandeira do movimento das pessoas intersexo" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Legenda: Bandeira do movimento das pessoas intersexo.Foto: © ONU Livres &amp; Iguais</figcaption></figure>



<p>Uma proposta sobre o tema foi aprovada na&nbsp;<a href="https://conselho.saude.gov.br/17cns">17ª Conferência Nacional de Saúde</a>&nbsp;(CNS), que reuniu órgãos públicos nacionais e organizações da sociedade civil para debater desafios e políticas públicas para a garantia do direito à saúde para todas as pessoas, inclusive as pessoas intersexo. O texto da proposta, aprovado no eixo “<strong>Amanhã vai ser outro dia para todas as pessoas”</strong>, orientou a<strong>&nbsp;</strong>proibição da realização de cirurgias genitais com fins estéticos em crianças intersexo e reforçou a necessidade de realizar campanhas contra a patologização e a invisibilidade das vivências intersexo nos serviços de saúde e na sociedade em geral.</p>



<p>Amiel Vieira, que é doutorando em Bioética, intersexo, pesquisador de gênero e sexualidade e integrante da Rede Brasileira de Pessoas Intersexo (REBRAPI), comenta o assunto e destaca a “importância do movimento social e alianças que colaboram para a proposição de medidas de proteção aos direitos das pessoas intersexo com vistas a garantir a infância e vida adultas de pessoas intersexo no corpo e na saúde total dessa população.&nbsp; Vemos aqui um país preocupado com um futuro mais inclusivo e igualitário”.</p>



<p>A defesa da Visibilidade Intersexo pede um esforço conjunto. Amiel afirma que a aliança entre profissionais de saúde e pessoas defensoras de direitos humanos está por trás dessa conquista na Conferência Nacional de Saúde.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/brasil.un.org/sites/default/files/styles/featured_image/public/2023-10/REBRAPI.jpeg?w=950&#038;ssl=1" alt="A REBRAPI é composta por pessoas intersexo ativistas que colaboram com a ONU Livres &amp; Iguais, iniciativa do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH). " data-recalc-dims="1" /><figcaption class="wp-element-caption">Legenda: A REBRAPI é composta por pessoas intersexo ativistas que colaboram com a ONU Livres &amp; Iguais, iniciativa do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).</figcaption></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Pavimentando caminhos para saúde integral e participativa</strong></h3>



<p>Embora a aprovação de propostas como essa seja um grande passo adiante para a consolidação de um conjunto de ações para o acesso à saúde integral, ainda existe um longo caminho pela frente. Amiel destaca algumas recomendações que a Intersexo Brasil considera necessárias para seguirmos avançando no Brasil:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“A participação ativa das pessoas Intersexo é fundamental em todas as etapas do processo de tomada de decisão, seja no desenvolvimento de políticas até a implementação das mesmas nos serviços de saúde.”</p>
</blockquote>



<p>Também “é preciso implementar leis e políticas que proíbam cirurgias genitais estéticas em crianças intersexo, assegurando que, caso haja a necessidade de intervenções médicas e/ou cirúrgicas, essas ocorram com consentimento informado e participação ativa da pessoa Intersexo.”</p>



<p>Entre os caminhos para garantir a igualdade LGBTQIA+ e a promoção dos direitos humanos das pessoas intersexo, Amiel comenta a necessidade de ‘’uma coleta de dados demográficos sobre a população intersexo, a fim de promover pesquisas sobre questões de saúde, bem-estar e qualidade de vida de pessoas intersexo no Brasil.<strong>&nbsp;</strong>É necessário estabelecer mecanismos de monitoramento e responsabilização para garantir o cumprimento das políticas e leis que protejam os direitos das pessoas intersexo. Lembrando que as necessidades das pessoas intersexo são diversas, e é crucial que as políticas e práticas sejam sensíveis às diferenças individuais e respeitem a autonomia e a autodeterminação‘’.</p>



<p>Para seguir avançando, a Rede Brasileira de Pessoas Intersexo (Intersexo Brasil) reforça a importância de formações contínuas para profissionais de saúde com noções de bioética e valorização do papel essencial da pessoa paciente no processo terapêutico e de seus direitos na busca por um cuidado em saúde inclusivo, além de apoio psicossocial e recursos de saúde mental para pessoas intersexo e suas famílias, a fim de apoiar na compreensão e aceitação das variações intersexo.</p>



<p>Especialistas independentes das Nações Unidas já destacaram a importância de abordagens multidisciplinares e intersetoriais para garantir o pleno respeito aos direitos humanos das pessoas intersexo e suas famílias.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/brasil.un.org/sites/default/files/styles/featured_image/public/2023-10/Amiel%20Vieira_0.jpeg?w=950&#038;ssl=1" alt="Amiel Vieira, que é doutorando em Bioética, intersexo, pesquisador de gênero e sexualidade e integrante da Rede Brasileira de Pessoas Intersexo (REBRAPI)" data-recalc-dims="1" /><figcaption class="wp-element-caption">Legenda: Amiel Vieira, integrante da Rede Brasileira de Pessoas Intersexo (REBRAPI).</figcaption></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Projetando horizontes futuros – os 75 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos</strong></h3>



<p>Em 2023, a&nbsp;<a href="https://brasil.un.org/pt-br/244006-campanha-digital-celebra-os-75-anos-da-declara%C3%A7%C3%A3o-universal-de-direitos-humanos">Declaração Universal dos Direitos Humanos</a>&nbsp;completa seus 75 anos. Esse é um documento central para as Nações Unidas no Brasil e no mundo, sendo um guia para a atuação da instituição globalmente. Mesmo com os avanços na garantia dos direitos humanos, os desafios ainda são muitos, o que reforça a importância da Declaração ainda hoje.</p>



<p>Vidda Guzzo, mestranda em Ciência Política na Universidade de Brasília, travesti bissexual intersexo e integrante da REBRAPI, destaca que abordar as causas estruturais das diversas violações e desigualdades que afetam pessoas intersexo é central para a defesa dos direitos humanos, tendo em vista que a dignidade de pessoas intersexo tem sido persistentemente violada em razão dos critérios de normalidade sexual, o que ameaça sua integridade física e psíquica.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Espero que essa declaração possa inspirar a sociedade, os Estados-membros, especialmente o Brasil, a proibir as mutilações genitais intersexo. Tratar de maneira responsável, com uma abordagem baseada em Direitos Humanos, as variações das características sexuais. Ver nossa dignidade reconhecida. Espero testemunhar avanços no sentido de garantir integridade corporal das pessoas intersexo para que a gente possa viver livre de procedimentos cirúrgicos desnecessários, sem consentimento. Espero ver essas práticas proibidas, ver o Brasil livre dessas práticas e, uma vez proibidas, espero ver reparação e responsabilização’’.</p>
</blockquote>



<p>Vidda enfatiza a relevância da participação política das pessoas intersexo, que deve ser uma realidade também em lugares de liderança e influência na política nacional e internacional de direitos humanos:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Garantir nossa participação é um caminho seguro para avançar na promoção e proteção dos nossos Direitos Humanos. Espero também ver o estado brasileiro, com apoio das Nações Unidas, garantindo o acesso à saúde para as pessoas intersexo e que as pessoas intersexo tenham uma vida plena, pacífica, próspera, num mundo sustentável’’.</p>
</blockquote>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Quer saber mais sobre os direitos humanos das pessoas intersexo?&nbsp;</strong></h3>



<p>Você sabe o que significa ser uma pessoa intersexo? Conhece as principais violações de direitos humanos que atingem essa população em todo o mundo? Sabe o que você pode fazer ou quem você pode apoiar para mudar essa realidade?&nbsp;</p>



<p><strong>Assista ao vídeo do especialista independente sobre Orientação Sexual e Identidade de Gênero, Victor Madrigal:&nbsp;</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Direitos humanos &amp; pessoas intersexo: Palestra do especialista independente sobre Orientação Sexual" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/rTTXH8KwCxM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>Leia também a&nbsp;<a href="https://www.ohchr.org/sites/default/files/documents/issues/discrimination/lgbt/BackgroundNoteHumanRightsViolationsagainstIntersexPeople_PR.pdf">Nota Informativa da ONU Direitos Humanos</a>&nbsp;sobre pessoas intersexo. Ela traz informações para podermos entender melhor os obstáculos, as violências e os desafios enfrentados por essas pessoas para ter seus direitos humanos mais básicos respeitados, inclusive desde o momento do registro de nascimento.&nbsp;</p>



<p>Infelizmente, pessoas intersexo ainda são alvo de muito estigma e discriminação, mas seguem defendendo seus direitos humanos e buscando avançar para viverem com liberdade. Junte-se a nós no caminho para a igualdade LGBTQIA+ e na defesa dos direitos humanos.&nbsp;</p>



<p><a href="https://eur02.safelinks.protection.outlook.com/?url=https%3A%2F%2Fwww.unfe.org%2Fwp-content%2Fuploads%2F2018%2F10%2FIntersex-PT.pdf&amp;data=05%7C01%7Cfrancisco.soaressena%40un.org%7C1da8e6d038024f952e9908dbd566288d%7C0f9e35db544f4f60bdcc5ea416e6dc70%7C0%7C0%7C638338406955905289%7CUnknown%7CTWFpbGZsb3d8eyJWIjoiMC4wLjAwMDAiLCJQIjoiV2luMzIiLCJBTiI6Ik1haWwiLCJXVCI6Mn0%3D%7C3000%7C%7C%7C&amp;sdata=6Gr3MP%2BO%2BlfOBnxDZKJQY5QrCF2%2FcHbimTEx0c0zRB4%3D&amp;reserved=0">Acesse aqui</a>&nbsp;e saiba o que você pode fazer, como meios de comunicação podem ajudar e que medidas os países devem adotar para transformarmos nossa realidade.</p>



<p>Conheça a atuação da ONU Direitos Humanos no apoio e defesa dos direitos das pessoas intersexo:&nbsp;<a href="https://www.ohchr.org/en/sexual-orientation-and-gender-identity/intersex-people">https://www.ohchr.org/en/sexual-orientation-and-gender-identity/intersex-people</a></p>



<p>Acesse e saiba mais sobre a comunidade LGBTQIA+ e como todas as pessoas podem agir para avançar com a igualdade LGBTQIA+:&nbsp;<a href="https://eur02.safelinks.protection.outlook.com/?url=https%3A%2F%2Fwww.unfe.org%2Fpt-pt%2Flearn-more%2F&amp;data=05%7C01%7Cfrancisco.soaressena%40un.org%7C1da8e6d038024f952e9908dbd566288d%7C0f9e35db544f4f60bdcc5ea416e6dc70%7C0%7C0%7C638338406955905289%7CUnknown%7CTWFpbGZsb3d8eyJWIjoiMC4wLjAwMDAiLCJQIjoiV2luMzIiLCJBTiI6Ik1haWwiLCJXVCI6Mn0%3D%7C3000%7C%7C%7C&amp;sdata=9v8Mi4wqO5vewfhE%2Fpc46pE4%2Bi1m5IJpakPQ5YXRqd8%3D&amp;reserved=0">https://www.unfe.org/pt-pt/learn-more/</a>&nbsp;</p>



<p>A ONU Direitos Humanos (ACNUDH) lidera a&nbsp;<a href="https://www.unfe.org/pt-pt/about/">campanha ONU Livres &amp; Iguais</a>, que defende a igualdade LGBTQIA+ e divulga informações de qualidade sobre os direitos humanos da população LGBTQIA+. Um dos focos da campanha é justamente a visibilidade e a defesa dos direitos humanos das pessoas intersexo.&nbsp;</p>



<p></p>



<p><strong><em>Artigo publicado no portal da <a href="https://brasil.un.org/pt-br/250681-visibilidade-intersexo" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ONU Brasil</a> no dia 06/10/2023. Você pode encontrar mais artigos sobre esse e de diversos outros temas <a href="https://brasil.un.org/pt-br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</em></strong></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:27% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="768" height="768" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=768%2C768&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13654 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?w=768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p style="font-size:16px"><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas)</strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>&nbsp;é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide" />



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-1 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="576" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-10-29-as-17.51.26_90edeaec-1.jpg?resize=576%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-34628" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-10-29-as-17.51.26_90edeaec-1.jpg?resize=576%2C1024&amp;ssl=1 576w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-10-29-as-17.51.26_90edeaec-1.jpg?resize=169%2C300&amp;ssl=1 169w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-10-29-as-17.51.26_90edeaec-1.jpg?resize=768%2C1366&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-10-29-as-17.51.26_90edeaec-1.jpg?resize=864%2C1536&amp;ssl=1 864w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-10-29-as-17.51.26_90edeaec-1.jpg?resize=205%2C365&amp;ssl=1 205w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-10-29-as-17.51.26_90edeaec-1.jpg?resize=480%2C854&amp;ssl=1 480w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-10-29-as-17.51.26_90edeaec-1.jpg?resize=600%2C1067&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-10-29-as-17.51.26_90edeaec-1.jpg?w=899&amp;ssl=1 899w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" data-recalc-dims="1" /></figure>



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<p></p>
</div>



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		<title>Cego</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Jun 2023 18:57:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 005, N 169]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[cego]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[enxergar além]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas com Deficiencia]]></category>
		<category><![CDATA[visibilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Iverson Silva </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Calor escaldante.</p>



<p>Não havia sombra ou vento.</p>



<p>Sensação térmica intensa em meio a floresta de asfalto, concreto e aço.</p>



<p>Não atoa, a fila do tradicional sorvete de fast-food era quilométrica.</p>



<p>Aguardava o sinal fechar para seguir, quando senti uma lambada na canela.</p>



<p>&#8220;Opa!!! Desculpa aí quem for…&#8221;</p>



<p>Virei, incomodado, e reparei: ele era cego.</p>



<p>&#8220;Tranquilo&#8221;, respondi acalmando o meu-eu.</p>



<p>&#8220;Se tá tranquilo, me ajuda a chegar no mercado municipal?&#8221;, disse sorrindo.</p>



<p>Comecei a rir, afinal meu destino estava do outro lado da rua e o dele a quase um quilômetro à frente, debaixo do sol escaldante.</p>



<p>Lentamente estendi o braço, me apresentei e ele retribui a saudação.</p>



<p>O semáforo fechou, comuniquei e iniciamos nossa jornada.</p>



<p>&#8220;Sr Iverson, obrigado! Caminhar pela Getúlio não é fácil. Eu tenho uma doença degenerativa que tirou minha visão. Só vejo vultos e quando consigo alguém para me auxiliar no trajeto, torna-se mais seguro.&#8221;</p>



<p>&#8220;Acredita que se não for isso tenho que ficar atento ao som dos carros?&#8221;</p>



<p>&#8220;O senso de localização do sr deve ser bom…&#8221;.</p>



<p>Dessa vez quem ri é ele.</p>



<p>&#8220;Tento, mas se vier uma bicicleta ou moto e não percebo&#8230;&#8221;</p>



<p>&#8220;Se tivesse sinais sonoros nas faixas, ajudaria?&#8221;, indaguei.</p>



<p>&#8220;Ajudaria. Mas, a verdade é que a cidade não é pensada para nós. Porque ninguém que pensa a cidade nos pergunta como a melhorar para nós&#8221;.</p>



<p>Não sabia o que dizer, afinal: pra quem de fato a cidade é pensada além daqueles tidos dentro da &#8220;normalidade&#8221;?</p>



<p>E de fato, se não ouvirmos os que usufruem do espaço como tornar a acessibilidade uma realidade de fato acessível?</p>



<p>&#8220;Eu não me preparei pra cegueira, sabe?! Quando percebi estava preso em casa já um bom tempo, sem autonomia nenhuma. Só quando fui na associação dos cegos é que comecei a reaprender a viver&#8221;.</p>



<p>&#8220;Foi lá que ganhei novos olhos&#8221;, disse levantando a bengala.</p>



<p>&#8220;Não foi fácil. E a falta de espaços adaptados torna ainda mais difícil. Essa pontinha vive quebrando por causa das calçadas&#8221;.</p>



<p>“Para mais autonomia é preciso mais do que boa vontade, entende?”.</p>



<p>Já havia me esquecido do calor, era uma aula de inclusão e acessibilidade.</p>



<p>A cegueira dele era física.</p>



<p>A nossa é apática, social, excludente, discriminatória…</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-2 wp-block-columns-is-layout-flex">
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</div>



<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Iverson Silva </strong></p>



<p> professor de História da Rede Pública, Historiador e Escritor.</p>
</div>
</div>



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<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-3 wp-block-columns-is-layout-flex">
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		<title>Igualdade de direitos de pessoas LGBTQIA+ ainda enfrenta altos índices de violência no Brasil</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2023/05/21/igualdade-de-direitos-de-pessoas-lgbtqia-ainda-enfrenta-altos-indices-de-violencia-no-brasil/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 May 2023 18:56:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 005, N 164]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[contra a homofobia]]></category>
		<category><![CDATA[LGBTQIA+]]></category>
		<category><![CDATA[visibilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: ONU Brasil</p>
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<p><strong>17 de maio é&nbsp;Dia Internacional de Combate a Homofobia, Lesbofobia, Bifobia, Intersexofobia e Transfobia.</strong></p>



<p><strong>Há 33 anos, nesta data,&nbsp;a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da classificação internacional de doenças, um marco no enfrentamento à discriminação por identidade de gênero e orientação sexual.</strong></p>



<p><strong>Mas segundo a ONG&nbsp;<em>Transgender Europe,&nbsp;</em>mais uma vez – e por 14 anos consecutivos -, o Brasil lidera o ranking mundial de assassinatos de pessoas trans em 2022.</strong></p>



<p><strong>Para reiterar solidariedade e aliança com a comunidade LGBTQIA+, ONU Brasil e União Europeia hastearam nesta quarta-feira (17) bandeiras conjuntas na Casa da ONU, em Brasília.</strong></p>



<p>Há 33 anos a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da classificação internacional de doenças, um marco no enfrentamento à discriminação por identidade de gênero e orientação sexual. A luta por igualdade e pelos direitos humanos das pessoas LGBTQIA+ &nbsp;é fortalecida neste 17 de maio, Dia Internacional de Combate a Homofobia, Lesbofobia, Bifobia, Intersexofobia e Transfobia (IDAHOBIT, na sigla em inglês).</p>



<p>Para reiterar solidariedade e aliança com a comunidade LGBTQIA+ no combate à discriminação e ao discurso de ódio, ONU Brasil e União Europeia hastearam nesta quarta-feira (17) bandeiras conjuntas na Casa da ONU, em Brasília.</p>



<p>O Brasil ainda conta com números alarmantes de violência LGBTQIfóbica. Segundo o Grupo Gay da Bahia (GGB), 228 pessoas LGBTQIA+ foram assassinadas em 2022, sendo mais da metade travestis e mulheres trans. A ONG&nbsp;<em>Transgender Europe</em>&nbsp;informou que, mais uma vez – e por 14 anos consecutivos -, o Brasil lidera o ranking mundial de assassinatos de pessoas trans em 2022. De acordo com a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), 131 pessoas trans foram mortas no ano passado, a maioria era de travestis e mulheres trans negras.</p>



<p>Os dados disponíveis vêm de organizações da sociedade civil, já que o Brasil não coleta essas informações de forma sistemática. Também não há dados oficiais sobre quantas pessoas se identificam como LGBTQIA+ no país. O mais recente Censo Demográfico não incluiu uma pergunta sobre identidade de gênero e orientação sexual, o que dificulta a criação de políticas públicas para essa população.</p>



<p>O contexto brasileiro requer especial atenção à transfobia, já que pessoas trans possuem expectativa de vida de 35 anos e estão entre as que mais sofrem violência, ataques e discurso de ódio. Apesar desses desafios históricos, há algumas conquistas. Ao mesmo tempo em que cresce o número de projetos de lei que propõem diminuir os direitos das pessoas trans no país, a cada ano há um aumento no número de pessoas trans eleitas em Assembleias Legislativas e no Congresso Nacional.</p>



<p><strong>Participação</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>&#8220;Garantir a ampla participação social da população LGBTQIA+, por meio do ativismo, do voto e da representação política, é essencial para que suas demandas e necessidades específicas sejam contempladas pelas políticas públicas do país”, afirma a coordenadora residente da ONU no Brasil, Silvia Rucks.</p>
</blockquote>



<p>O representante regional para a América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Jan Jarab, lembra que as pessoas LGBTQIA+ continuam a enfrentar altos níveis de discriminação e violência:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“É essencial garantir que as pessoas defensoras LGBTIA+ possam trabalhar em um espaço cívico que respeite os direitos e liberdades fundamentais e que os mecanismos de proteção tenham uma perspectiva interseccional.&#8221;&nbsp;</p>
</blockquote>



<p>Desde 2013, a ONU Direitos Humanos lidera a&nbsp;<a href="https://www.unfe.org/solidarity/pt/">Livres &amp; Iguais</a>, uma campanha global das Nações Unidas pela igualdade LGBTQIA+, já que os direitos destas pessoas são também direitos humanos. A campanha combate o discurso de ódio e os estereótipos negativos relacionados à população LGBTQIA+ e, para isso, foca no primeiro artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que completa 75 anos em 2023:&nbsp;<em>“Todos os seres nascem livres e iguais em dignidade e direitos”.</em></p>



<p><strong>IDAHOBIT 2023 &#8211;&nbsp;</strong>Em 2023, o tema global do IDAHOBIT é:&nbsp;<em>juntes sempre, unides na diversidade</em>. Essa frase convida a refletir sobre o combate à LGBTIfobia a partir de um ponto de vista interseccional, com alianças e por meio do trabalho conjunto. A defesa dos direitos humanos das pessoas LGBTIA+ deve ser um compromisso de todas as pessoas.</p>



<p><em>Artigo Publicado Originalmente  na página da <a href="https://brasil.un.org/pt-br/232003-igualdade-de-direitos-de-pessoas-lgbtqia-ainda-enfrenta-altos-%C3%ADndices-de-viol%C3%AAncia-no-brasil" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ONU Brasil </a>no dia 17/05/2023</em></p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:27% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="768" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=768%2C768&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13654 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?w=768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p style="font-size:16px"><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas)</strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>&nbsp;é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>
</div></div>



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<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-4 wp-block-columns-is-layout-flex">
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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://open.spotify.com/episode/7EC7yPVRK5Zra9LrSTb1wL?si=qoJJIBynQ_2pOfYDqgBZrQ"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/03/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO-dia2.png?resize=819%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-29026" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/03/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO-dia2.png?resize=819%2C1024&amp;ssl=1 819w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/03/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO-dia2.png?resize=240%2C300&amp;ssl=1 240w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/03/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO-dia2.png?resize=768%2C960&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/03/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO-dia2.png?resize=600%2C750&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/03/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO-dia2.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><em><strong>Clique na imagem para mais informações!</strong></em></figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="721" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=950%2C721&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-23741" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=1024%2C777&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=300%2C228&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=768%2C583&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>



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		<title>Visibilidade Lésbica &#8211; Editorial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Aug 2020 21:29:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 060]]></category>
		<category><![CDATA[Carol Cadinelli]]></category>
		<category><![CDATA[lesbica]]></category>
		<category><![CDATA[LGBT]]></category>
		<category><![CDATA[orgulho]]></category>
		<category><![CDATA[visibilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Carol Cadinelli</p>
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<p class="has-text-align-left"><br>Dia 29 de agosto, todos os anos, é celebrado o Dia da Visibilidade Lésbica. Não por menos: nessa data, em 1996, ocorreu no Rio de Janeiro o primeiro Seminário Nacional de Lésbicas, que trazia em si o propósito de discutir questões específicas das vivências lésbicas em todos os âmbitos.</p>



<p>Vinte e quatro anos depois, muitas das questões discutidas por aquelas mulheres em 1996 ainda está longe de ser resolvida. Por isso, resolvemos perguntar às lésbicas dos nossos arredores sobre elas &#8211; suas vivências, suas percepções, suas histórias. </p>



<p>Em comemoração ao Orgulho e à Visibilidade de cada uma dessas mulheres e em busca de fortalecimento, a Trama traz, hoje, a voz dessas diversas mulheres lésbicas. Diversas em suas corporiedades, vivências, etnias, localidades, profissões e etariedades &#8211; porque as lésbicas estão presentes em todos os locais, todos os grupos, e em todos eles são resistência. </p>



<p>Para vê-las, é só rolar para baixo.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/901a2-brian-kyed-p7efjs577xg-unsplash.jpg?resize=683%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11826" width="683" height="1024" data-recalc-dims="1" /></figure></div>



<p><strong>1) Você lembra da primeira vez que ouviu a palavra &#8216;lésbica&#8217;? E da primeira vez que se identificou com a palavra &#8216;lésbica&#8217;? Como isso mudou a sua vida?</strong></p>



<p>&#8220;Primeira vez que eu ouvi a palavra &#8220;lésbica&#8221; eu era muito nova e estava no interior, logo associei a palavra ao que me era mais comum: &#8220;Bica&#8221;. Isso e mais um pouco de imaginação, me fez acreditar que lésbicas eram as mulheres responsáveis por cuidar das minas que nos forneciam água lá no interior (risos). Eu não lembro a primeira vez que me identifiquei com a palavra &#8220;lésbica&#8221;, porque tinha medo dela no início &#8211; tanto que quando saí do armário, eu não a usei nenhuma vez. Claro, isso mudou radicalmente hoje, mas eu não lembro quando. Eu só sei que hoje eu sou lésbica em todos os lugares; já era antes, mas agora eu faço questão dessa palavra aparecer em todas áreas da minha vida.&#8221; &#8211; Dani, 24 anos, historiadora</p>



<p>&#8220;A primeira vez que eu ouvi a palavra “lésbica”, foi quando eu tinha 12 anos. Eu e uma amiga muito próxima éramos chamadas assim, e da primeira vez que eu ouvi isso, foi pra me ofender &#8211; afinal, eu nem sabia o que era isso. A primeira vez que eu me identifiquei com a palavra foi quando eu tinha 23 anos. Eu contei pra minha amiga que achava que era lésbica, e ela fez uma festa gigantesca num fumódromo da balada (risos). Depois foi indo naturalmente. A sorte, o privilégio, foi que isso nunca foi tabu pra minha mãe e pra minha família inteira.&#8221; &#8211; Helô, 26 anos, Relações Públicas</p>



<p>&#8220;Não me recordo da primeira vez que ouvi a palavra lésbica, mas antes disso já tinha ouvido a palavra sapatão. Desde a infância, de forma muito clara, me entendi como uma pessoa que sentia atração por meninas. Mas quando comecei a ouvir e entender o significado de sapatão não me identifiquei logo de cara. Na adolescência, ficava tanto com meninas quanto com meninos, como uma forma natural de explorar minha sexualidade. Até que um dia, eu estava pensando “por que sempre deixo de ficar com algum menino pra ficar e dar atenção para meninas?” e então tive um estalo na mente: “ah, sou sapatão, é isto!”. E na época, o que mudou na minha vida foi a sensação de pertencimento e maior entendimento de mim, mas ao mesmo tempo era desconfortável saber que iriam me colocar em uma “categoria” onde eu seria muito julgada e criticada por ser quem sou.&#8221; &#8211; Fanny, 28 anos, desenvolvedora de softwares</p>



<p>&#8220;Cara, não lembro exatamente quando foi, mas lembro que foi com uns 15 anos  que surgiu uma &#8220;curiosidade&#8221;. Também não lembro quando me identifiquei com a palavra &#8220;lésbica&#8221;, foi todo um processo aos pouquinhos pra me entender, mas comecei desde novinha. Aos 20 anos, eu já tinha certeza que era lésbica. Sempre fui muito tímida e muito quietinha (quando era mais nova, era mais do que sou hoje), e me entender como lésbica, na época, entre uns 17 e 19 anos, me permitiu ser muito mais sociável, me sentia muito mais livre sendo quem eu sou depois que me descobri.&#8221; &#8211; Marina, 30 anos, cozinheira e arquiteta</p>



<p>&#8220;Eu não me lembro exatamente quando ouvi pela primeira vez a palavra lésbica e nem quando me identifiquei com ela, o que eu lembro foi de descobrir que gostava de mulheres com 18 anos e sentir uma espécie de euforia e medo com isso, não sabia o porque não sabia como explicar e não tinha ninguém pra conversar sobre, eu sempre tive que descobrir sozinha. O que é ser lésbica, o que é gostar de mulher, me apaixonar por uma mulher. Hoje, com 32 anos eu olho pra trás e nem sei como me descobri sem um apoio ou explicação do que é ser lésbica. Mas posso dizer que foi uma libertação na minha vida.&#8221; &#8211; Patrícia, 32 anos, empreendedora</p>



<p>&#8220;Não me lembro a primeira vez que ouvi a palavra lésbica. Mas quando eu era criança, com uns 11 ou 12 anos, fui chamada de sapatão como forma de xingamento por um menino da escola. Ele era mais velho e estava tentando provocar meu irmão, que comprou a briga. Lembro da confusão que senti porque não entendia direito o que significava ser sapatão. A primeira vez que me identifiquei com a palavra lésbica foi após meu primeiro beijo com uma menina. Eu tinha amado! Teve conexão, tesão e envolvimento. A partir disso, minha vida se transformou. Eu, que sempre tinha sido muito fechada, me abri para o mundo. Minha fisionomia mudou e passei a socializar mais. Foi como um florescimento. Eu me senti uma flor desabrochando. E foi algo notável. Um amigo disse que eu era uma pessoa apagada e que, quando me assumi, passei a ter presença.&#8221; &#8211; Juliany, 26 anos, estudante de Jornalismo</p>



<p>&#8220;Devo ter ouvido pela primeira vez na minha adolescência, acompanhada pela frase “essa gente tem uma vida muito difícil, não consegue trabalho, não consegue um relacionamento fixo, etc.” A primeira vez que me identifiquei foi por volta de 2018. Finalmente desconstruí toda negatividade da palavra e abracei! Minha vida ficou mais leve e me senti muito empoderada depois disso.&#8221; &#8211; Leina, 29 anos, Gestora Empresarial</p>



<p>&#8220;Antes de ouvir lésbica, escutei sapatão, vindo de pessoas lesbofóbicas, mas lésbica eu escutei dentro de casa e me recordo bem, eu era pequena e o assunto era uma mulher recém assumida do meu bairro. A primeira vez que me identifique enquanto lésbica parecia que estava saindo um peso muito grande de mim, de fato estava, porque eu neguei por algum tempo que eu realmente era sapatão, entendia que era uma experiência de beijar mulheres, então entender que eu amava mulheres mudou minha vida, meu jeito de estar no mundo, minha autoaceitação e meu amor próprio.&#8221; &#8211; Duda, 20 anos, estudante de Letras</p>



<p><strong>2) O que é ser lésbica, para você?</strong></p>



<p>&#8220;No Brasil, machista e cristão, ser lésbica é resistência diária.&#8221; &#8211; Dani</p>



<p>&#8220;Ser lésbica é ter uma vivência política. Amar mulheres é algo sempre muito questionado pela sociedade patriarcal, não podemos gostar de mulher em sua inteira forma, e por isso que eu acho que a minha vivência, como lésbica, é um ato político.&#8221; &#8211; Helô</p>



<p>&#8220;Lésbica é uma parte do que sou, uma parte que trato com muito apreço e carinho. Lésbicas para mim são pessoas que desde muito pequenas não se encaixam naquilo que a sociedade tradicional espera de uma mulher. Mesmo quando não se trata de sexualidade. Em diferentes graus, a gente destoa, diverge, questiona. O que são processos doloridos, porém fundamentais.&#8221; &#8211; Fanny</p>



<p>&#8220;Ser lésbica pra mim é viver num mundo quase que exclusivamente feminino (no meu meio pelo menos), em que a rede de apoio que rola entre a gente é sempre uma coisa que me dá quentinho no coração (no popular, o rebuceteio que vira uma rede de amizades incrível)&#8221; &#8211; Marina</p>



<p>&#8220;Ser lésbica, pra mim, é ser livre.&#8221; &#8211; Patrícia</p>



<p>&#8220;Pra mim, ser lésbica é literalmente sentir atração física e emocional por outra mulher. E é resistência, também.&#8221; &#8211; Juliany</p>



<p>&#8220;Ser lésbica para mim não é opção, não é orientação, é minha identidade!&#8221; &#8211; Leina</p>



<p>&#8220;Pra mim, ser lésbica é resistir a cada dia pra que o amor que existe dentro de mim possa ser respeitado por todes, é entender esse amor nas multiplicidades de outra mulher e saber que existem muitas de mim, lutando comigo pelos mesmos motivos que eu. Além disso, se afirmar lésbica é dar visibilidade pra que tantas outras se sintam confortáveis e seguras para fazer o mesmo.&#8221; &#8211; Duda</p>



<p><strong>3) Qual é a importância da visibilidade lésbica para você?</strong></p>



<p>&#8220;A visibilidade lésbica é importante porque parece que a gente só pode falar da nossa sexualidade em certos lugares. Não cabe no trabalho, por exemplo, dizer que você é lésbica, como se não fosse relevante. Mas eu sempre quis deixar claro que eu lésbica. Ela é uma forma de lembrar que nossa sexualidade nunca é desvinculada da nossa humanidade. Eu não deixo de ser lésbica quando sou historiadora, aluna ou professora. Sabe aquilo de gente só fala de sexualidade entre a gente, quando vai falar de visibilidade, e eu acho que as pessoas precisam lembrar que estamos com ela todos os dias, no trabalho, na sala, pegando ônibus, indo no correio. Pode parecer besteira, mas acho que é por isso que digo sempre: SOU LÉSBICA, SOU LÉSBICA. É enxergar que a gente é gente.&#8221; &#8211; Dani<br><br>&#8220;A visibilidade lésbica é importante pois vai para além da fetichização, além da nossa luta constante. É mostrar que somos mulheres que lutam, mas que também somos plurais e essenciais na desconstrução do patriarcado.&#8221; &#8211; Helô</p>



<p>&#8220;Na minha opinião, o mais importante da visibilidade lésbica é a representatividade para as crianças, adolescentes e até pessoas adultas que se identificam ou irão se identificar como tal. Para que saibam que não estão sozinhas, pois por muito tempo eu achei que só eu era assim, não tinha nenhuma referência. E de modo geral, é essencial para questionar e romper com barreiras que foram colocadas pelo patriarcado e, consequentemente, por religiões e outros tipos de pensamentos que levam ao machismo, à sexualização da mulher lésbica, à lesbofobia e à violência. Para que enxerguem e respeitem a pluralidade de nossa existência. A visibilidade lésbica é um caminho contínuo para a transformação de vivências, iniciado por aquelas que vieram antes de nós, a quem devemos honrar e dar continuidade.&#8221; &#8211; Fanny</p>



<p>&#8220;Acho super importante que exista uma data pra colocar em evidência mulheres que se relacionam com mulheres, sem que isso seja um fetiche dos homens. Acho que todas as questões relacionadas são importantes, tipo a violência que a gente sofre, etc. Mas acho essas datas super importantes pra ajudar a mostrar que é normal mulheres se relacionarem com outras mulheres, que a sociedade tem que parar com essa fetichização de duas mulheres juntas.&#8221; &#8211; Marina</p>



<p>&#8220;A importância da visibilidade é saber que eu não estou sozinha, e que nós ocupamos todos os espaços do mundo, e que não sou inferior a ninguém por ser lésbica.&#8221; &#8211; Patrícia</p>



<p>&#8220;A visibilidade lésbica é importante na luta pelos nossos direitos e para evidenciar questões que são pertinentes a nós, para que possamos avançar. Além disso, ela serve para relembrar as lutas históricas do movimento lésbico.&#8221; &#8211; Juliany</p>



<p>&#8220;Visibilidade e representatividade é imperativo para libertar e empoderar lésbicas de todas as idades nos mais variados lugares do mundo! “If you can see it, you can be it!”&#8221; &#8211; Leina</p>



<p>&#8220;A visibilidade lésbica é importante simplesmente pra mostrar que a gente existe, já que muitas vezes as pessoas fingem que não existimos, nos colocando no mesmo potinho &#8220;gay&#8221;, no mesmo potinho que sofre &#8220;homofobia&#8221; ou em potinho nenhum. É importante esse dia para mostrar que somos LÉSBICAS, sofremos LESBOFOBIA e existimos! Os nomes precisam ser usados de maneira correta pra que não sejamos apagadas e silenciadas. Espero que essa data a cada ano se torne mais visível para que nós sejamos mais respeitadas nessa sociedade que fetichiza nosso amor e não valoriza nossa existência.&#8221; &#8211; Duda</p>



<p></p>



<p>Ter orgulho e ser visível enquanto quem você é, sem dúvidas, são ferramentas principais para a criação do reconhecimento social de uma identidade e para o combate aos preconceitos.  Enquanto partes de uma minoria, celebrar quem somos é essencial para que mais pessoas possam viver com dignidade e justiça.</p>



<p>Encerro, então, com a fala de duas mulheres lésbicas, que inspiram e fortalecem a mulher bissexual que aqui vos fala através de suas vidas e obras lésbicas. </p>



<p class="has-text-align-right"><em>“(…) os processos de identificação e as políticas de reconhecimento são uma necessidade e urge a construção de múltiplos modelos. Quanto mais opções disponíveis, mais possibilidades para exercício da sexualidade. (…) Trata-se da existência de um número tal de modelos e padrões tanto quanto fosse a quantidade de tipos de pessoas que podem existir, onde quer que estejam e da maneira como desejarem ser. Trata-se de ter como modelo o não-modelo. ”<br>(AUAD; LAHNI, 2013, p. 124)</em></p>



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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-right has-normal-font-size"><strong>Sobre a Entrevistadora</strong></p>



<p><strong>Carol Cadinelli</strong> é jornalista, apaixonada por palavras. Escreve, edita, revisa, traduz e, vez ou outra, fotografa. Atua como Social Media na Peregrina Digital, assistente de edição na Trama e escritora nas horas vagas.</p>
</div></div>



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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdf84-assinatura-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11677" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator is-style-wide" />



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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/073d7-loja-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11574" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/revista-trama-edicao-impressa-edicao-001"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/72b80-impressa-3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11608" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
</div>
</div>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/affnana/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/43ef4-fotos-carol-copy.jpg8_-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11314" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>
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