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	<title>Arquivos Ano 003, N 087 - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>O QUE SE ESQUECE</title>
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		<pubDate>Sun, 02 May 2021 21:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 087]]></category>
		<category><![CDATA[Videoarte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Izabelle Louise</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Ao refletir sobre a precariedade da memória como uma experiência distinta, percebo que é possível gerar outros tempos, com fragmentos do que ainda existe. Se criar a cura é criar nova vida, escolho então, existir em outras temporalidades e no espirito que expande o corpo físico.</p>



<p>A água aglutina aquilo que pode ser esquecido, onde os tempos se expandem, tal qual como lembranças desconexas do passado, presente e futuro. Esse novo tempo é o equilíbrio da cura, em que se colide, se dissipa e se une um ao, no e pelo outro.</p>



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<figure class="wp-block-video wp-block-embed is-type-video is-provider-videopress wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/50c03-izabelle-louise.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-15617 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong>Izabelle Louise </strong></strong></strong></strong>é indígena Tremembé, artista multidisciplinar e, atualmente, pesquisa memória e cura. Acompanhe seu trabalho pelo <a href="http://instagram.com/iza.louise">Instagram</a>.</p>
</div></div>



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		<title>[DOC] A PAUSA DO APLAUSO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Apr 2021 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 087]]></category>
		<category><![CDATA[Arte na Pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[Artistas de Juiz de Fora]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Indepentente Juizforano]]></category>
		<category><![CDATA[Documentário de Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Dougg Ribeiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Dougg Ribeiro</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Juiz de Fora é uma cidade com um forte movimento artístico e cultural. De 2014, quando me mudei pra cá, até 2020, eu pude me infiltrar nesse caldeirão e conhecer artistas e agentes culturais de diversas áreas diferentes.&nbsp;Quando se instaurou a pandemia &#8211; que trouxe consigo o isolamento social e, inevitavelmente, o cancelamento de todos eventos e espetáculos -, passei a me perguntar o que seria dos artistas dessa cidade.&nbsp;</p>



<p>Quando surgiu o Edital Na Nuvem, da Funalfa, em Outubro de 2020, percebi que essa inquietação era um tema perfeito para um documentário: afinal, <strong>qual o lugar da arte durante a pandemia?</strong> Como estão se virando as/os artistas, depois de muitos meses sem o principal ganha pão? Assim surgiu &#8220;A Pausa do Aplauso&#8221;.&nbsp;&nbsp;Embora o valor pago por cada projeto contemplado fosse muito baixo e o tempo para realização do mesmo, muito curto, a minha sanha de concretizar essa ideia era muito grande. Me diagnosticaram com &#8220;megalomania do primeiro edital&#8221;. Preferi acreditar que o que me motivava era o desafio que eu mesmo havia me imposto. Seria o meu primeiro filme documentário, feito praticamente sozinho, com os equipamentos que eu tinha em casa e nenhum dinheiro para produção. E assim foi.&nbsp;</p>



<p>De acordo com o projeto que escrevi, selecionei cinco artistas, de diferentes segmentos, onde três seriam mulheres, três pessoas seriam negras, e todas seriam artistas contempladas no mesmo edital que eu, o Na Nuvem. Selecionei cinco entre 105. A rapidez do processo de seleção e do agendamento das entrevistas foi fundamental para que os curtos prazos fossem cumpridos. Nesse processo, tive ajuda de uma amiga, Mariah.&nbsp;</p>



<p>Os segmentos do teatro, graffiti, dança, artes visuais e música foram representados, respectivamente, por Caroline Gerhein, Hanyel Augusto (e Igor Tenxu), Letícia Nabuco, Paula Duarte e Caetano Brasil. Cada um com sua perspectiva, sua realidade, todos eles puderam abranger de forma satisfatória a imagem completa que eu buscava. Em conteúdo, todas entrevistas foram muito ricas. Foram excelentes falas e abordagens sobre os temas levantados. Encontrei personagens sólidas, que tinham propriedade falar em nome de seu segmento. Todo sucesso que possa haver nesse filme, devo à generosidade dessas pessoas, por me receberem e conversarem abertamente sobre suas vidas em um momento tão delicado.&nbsp;</p>



<p>É claro: um primeiro filme, feito às pressas, sozinho e sem recurso, teve muitas falhas. Falhas de captação &#8211; hora no áudio, hora na imagem, hora na direção das entrevistas; imprevistos com locações; chuvas torrenciais. Mas documentário é assim mesmo. O processo todo &#8211; da primeira seleção das possíveis personagens, até a entrega do primeiro corte da montagem &#8211; foi feito no intervalo de um mês. Ainda assim, &#8220;A Pausa do Aplauso&#8221; foi um registro necessário, que tocou em pontos importantes e pouco observados no momento, além de apresentar um pouco do trabalho de cinco excelentes artistas de Juiz de Fora. Um filme não só destinado à classe artística, mas também a todas as pessoas que consomem e valorizam a arte em suas vidas.</p>



<p>Em 2021, o filme foi premiado por um Edital da Lei Aldir Blanc Estadual, na categoria de Médias Metragens já realizados. Até que, no fim, valeu a pena o esforço.&nbsp;</p>



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<p class="has-text-align-right">&nbsp;<em>&#8220;A arte existe para que a realidade não nos destrua&#8221; &#8211; Nietzsche</em></p>



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<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/d7c88-dougg-ribeiro.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-15218 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong>Dougg Ribeiro</strong></strong></strong></strong> é, sendo genérico, artista e comunicador.&nbsp;Com um pé em cada lado, se atreve a pisar em todo canto.&nbsp;Usa palavras, sons e imagens para tentar impactar o mundo ao seu redor.</p>
</div></div>



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		<title>O ESPÍRITO TIRÂNICO E A FIDELIDADE NA SERVIDÃO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Apr 2021 21:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 087]]></category>
		<category><![CDATA[Contrato Social]]></category>
		<category><![CDATA[expressão subjetiva como resultado de crenças]]></category>
		<category><![CDATA[Gyovana Machado]]></category>
		<category><![CDATA[Pensar é Subverter]]></category>
		<category><![CDATA[questionar suas próprias ações]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Gyovana Machado</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right"><em>&#8220;A resposta de La Boétie [sobre a servidão voluntária] é terrível: consentimos em servir porque também esperamos ser servidos. Servimos ao tirano porque somos tiranetes: cada um serve ao tirano porque deseja ser servido pelos demais que lhe estão abaixo (&#8230;) A servidão é voluntária porque há o desejo de servir, há desejo de servir porque há desejo de poder e há desejo de poder porque a tirania habita cada um de nós e institui uma sociedade tirânica, ou seja, a tirania não se encontra no topo do social, mas espalhada por ele e a crueldade se espalha por toda a parte. A covardia se manifesta na crueldade física, psicológica, moral e política com que cada um deseja esmagar e exterminar quem recusa a tirania.&#8221; (CHAUÍ, 2021, p. 3)</em></p>



<p>Partindo de uma sinalização dos conceitos de biopoder e biopolítica em Foucault, pretendo discutir hoje sobre o corpo político &#8211; ou, nesse momento, sobre a sociedade tirânica que firma e amplia desejos e pretensões que refletem, por exemplo, as decisões de quem a governa. Nesse sentido, há também de se dizer que: quem governa essa sociedade carrega em si um símbolo atribuído de sintomas sociais.</p>



<p>Há uma série de crenças silenciosas que precedem as nossas expressões. A &#8216;neutralidade&#8217;, por exemplo, em face à oposição que muitos entendem como polarização, recorre a dispositivos pré-concebidos e internalizados &#8211; e, por isso, é uma afirmação vazia, que não contrasta com as disposições de se ter uma postura &#8216;crítica&#8217; ou &#8216;equilibrada&#8217; quanto ao cenário político, sobretudo se levarmos em consideração o conceito de &#8216;política&#8217; em Weber, a rigor, relações de poder no Estado e, também, para além dele, na vida cotidiana.</p>



<p>Donna Haraway, em um dos seus estudos sobre feminismo, desenvolveu o conceito de &#8220;conhecimentos situados&#8221;, onde reivindica a não-ocultação dos momentos, lugares e estatuto social dos indivíduos que produzem saberes e práticas, sendo essa mais uma tentativa de definir com maior precisão a objetividade do conhecimento permitindo um olhar reflexivo sobre o &nbsp;intérprete, o que produziria certo engajamento na lente daquele que desenvolveu um determinado tipo de conhecimento. Esse é também um esforço de recorrer ao ambiente que nos circunda e que permite a construção de crenças internas as quais se inserem diretamente em todo tipo de expressão — pública ou não — de um indivíduo subjetivo. Reafirmo: <strong>todas as nossas expressões são resultado de uma série de crenças silenciosas</strong>. Mais do que isso, considero que o indivíduo não é um <em>self-made</em> de si; ao contrário, ele é perpassado por um conjunto de espaços que produzem certo tipo de sociabilidade, portanto, ações em interações, posturas desenvolvidas dentro de relações, enfim. &nbsp;</p>



<p>Os símbolos construídos em sociedades democráticas precisam de um certo tipo de sustentação para que sejam eleitos e alcancem o poder atribuído às cadeiras representativas do Estado a níveis municipais, estaduais e federais. Nesse sentido, há de se pensar que é necessário um corpo político e socialmente pactuado que age sob a direção de pressupostos políticos &#8211; e, nesse conjunto, podemos considerar as pautas que são erguidas sob alegação de serem &#8216;valores religiosos&#8217; (de cunho mais conservador). A proposta de La Boétie aponta para uma perspectiva de servidão voluntária que se justifica na espera (daquele que serve) de ser também servido.</p>



<p>Ao pensar em uma parcela da sociedade acordada em torno de princípios que buscam a supressão do direito do Outro de viver — em pleno exercício de seus direitos inalienáveis —, se destacam os alicerces deste acordo tirânico que busca a introdução de um &#8216;inimigo objetivo&#8217;, como discute Hannah Arendt; afinal, isso é muito mais decisivo para o funcionamento deste corpo do que a definição ideológica por categorias, pois o &#8216;inimigo objetivo&#8217; passa a representar aquilo que é contrário à política de um governo, sendo, portanto, um &#8216;portador de tendências&#8217;. À vista disso, prova-se as últimas rodadas de eleições no Brasil, sobretudo as presidenciais em 2018. <strong>O que se elegeu foi um símbolo que diversificava o discurso entre &#8216;metralhar a oposição&#8217; e a citação bíblica de João 8:32, &#8216;conhecereis a verdade e a verdade vos libertará&#8217;</strong>. A verdade, outrora atribuída a figura d&#8217;O Cristo, serviu como propaganda política que cimentou, num mesmo grupo, pastores e milicianos. Na perspectiva do presente ensaio, é possível refletir que a cola social diz da natureza dos valores atribuídos aos símbolos (ou ao símbolo) no período eleitoral; assim sendo, os valores usados como justificativas são essencialmente tirânicos por serem movidos à cólera e à crueldade exibidos em signos de força ou em atos moralmente covardes enquanto são marcados, assumidamente, na contramão de uma sociedade justa e igualitária. Como discute Chauí, <strong>nesse tipo de sociedade, as leis são armas para preservar privilégios enquanto, para as camadas populares, significam repressão</strong>. <strong>O Outro, ainda segundo Chauí, não é lido como um sujeito, muito menos um sujeito com direitos</strong>; comento que esse mesmo Outro é tido como aquele que precisam silenciar, oprimir e marginalizar sob ataque contínuo por ter sido eleito aquilo que representa a oposição do governo vigente &#8211; portanto, um &#8216;inimigo&#8217;.</p>



<p>O destaque vai para a política de fidelidade que se desenvolve a partir da tirania. Arendt irá cunhar o conceito de &#8216;banalidade do mal&#8217; para explicar, em linhas gerais, essa interação dos sujeitos com sistemas de violência, figuras que usam da violência para a dominação social, enfim. &#8216;Banalidade do mal&#8221; consiste na recusa do homem de fazer o exercício da reflexão, é a negativa do pensamento o que o afastará da responsabilidade de suas ações. Exemplo seria a justificativa dada por Adolf Eichmann em seu julgamento: usando de narrativas vazias e redundantes, o nazista justificava suas ações apenas como ordens que lhe foram dadas e, nesse sentido, seria algo como &#8220;<em>assassinei porque mandaram; torturei porque mandaram</em>&#8220;, etc. A fidelidade que se desenvolve neste pacto tirânico é extremamente perigosa, pois já não há base ética que indague o conjunto de ações que se desenvolve no corpo político e nos símbolos gerados por tal corpo. O que se espera é a via da servidão mútua: agimos sem questionar nossas ações, e o que prova que estamos corretos em agir é um aceno daquele que nos governa (através de decretos, tentativas de barrar algumas ações e políticas públicas contrárias a ideologia do governo, etc). <strong>Subverter, neste tipo de governo, é pensar</strong>.</p>



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<p class="has-text-align-right"><em>&#8220;Exercício e dignidade heróica do pensamento: este é o nosso lugar na</em> <em>luta</em><br><em>contra a covardia, a crueldade, a mentira e o cinismo.&#8221; (CHAUÍ, 2021, p. 14)</em></p>



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<p>BIBLIOGRAFIA DE APOIO</p>



<p>HARAWAY, Donna. <strong>Situated Knowledge</strong>: the science questions in feminism and the privilege of partial perspective. Feminist Studies, v. 14, n, 3 (Autumn, 1988), pp. 575-599.)</p>



<p>CHAUI, Marilena. O exercício e a dignidade do pensamento: o lugar da universidade brasileira.&nbsp;<strong>Congresso Virtual UFBA</strong>: Universidade em movimento, p. 1-14, 2021.</p>



<p>FOUCAULT, Michel. <strong>O nascimento da biopolítica</strong>: curso dado no Collegè de France (1978-1979). São Paulo: Martins Fontes, 2008b.</p>



<p>ARENDT, Hannah.&nbsp;<strong>Origens do Totalitarismo</strong>. [<em>S. l.</em>]: Companhia de Bolso, 2013.</p>



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<p><strong><strong><strong><strong><strong>Gyovana Machado </strong></strong></strong></strong></strong>é cristã, formada no Seminário Rhema Brasil, graduanda em História pela UFJF, bolsista no LAHES, interessada nas grandes áreas de teologia, política e feminismo.</p>
</div></div>



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<p></p>
</div></div>
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		<title>DA SUPREMACIA DAS COISAS VIVAS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Apr 2021 21:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 087]]></category>
		<category><![CDATA[A New Road]]></category>
		<category><![CDATA[Livro de Poemas]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia Queer]]></category>
		<category><![CDATA[Talisson Melo]]></category>
		<category><![CDATA[Taonga Leslie]]></category>
		<category><![CDATA[Tradução]]></category>
		<category><![CDATA[Tradução de Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Tradução-Afetação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Tálisson Melo</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse"> Honestamente, fiquei constrangido quando a professora disse que você
       não estava vivo/a
 Tão brutalmente inadequado&nbsp;
 Quão desesperançosamente inerte você parecia
 Justaposto contra a célula com todas iniciativas vigorosas dela
 &nbsp;
 e você sem nada além de um casaquinho de lipídios no seu nome
 e você mantendo vigília no vazio
 e você escondendo um estilete como um covarde
 e você pensando ideias transparentes
 &nbsp;
 e não é só seu jeito de se meter onde você não é bem-vindo?
 &nbsp;
         “você não vai chegar tão longe assim na vida”
         minha mãe falava.
 &nbsp;
 Honestamente, fiquei irado com a professora quando ela disse isso
 Tão fácil ela partiu o mundo em reinos, ordem, filos
 Quão fácil ela escrevia você para fora do círculo
 No monte de poeira
 Com os príons 
 E outros pedaços mal resolvidos de vida
 &nbsp;
 e eu só com um amigo em meu nome
 e eu mantendo vigília no pátio da escola
 e eu escondendo minha paixão como um covarde
 e eu pensando ideias transparentes
 &nbsp;
 e não era só meu jeito de ficar na beira do círculo
 e rir com quem ria mesmo que me ferisse?
 &nbsp;
         “você não vai chegar tão longe assim na vida”
         minha mãe falava.
 &nbsp;
 Honestamente, aos quinze, o que eu sabia da fronteira onde vida
       verte numa outra coisa?
 Mas eu pude ver os pensamentos do fundo de seu coração
        codificados numa cadeia de ácidos:
        os segredos que você quis contar às minhas células
 &nbsp;
 Não achava que algo tão determinado poderia estar morto
 —A professora esclareceu que você estava no limiar da vida.
 &nbsp;
                                                 *&nbsp;&nbsp;  *&nbsp;&nbsp;&nbsp; *&nbsp;&nbsp;&nbsp; 
 &nbsp;
 E agora, não tem uma única parte de mim 
        que não sabe seu nome
 Para algo quase morto, você tem feito isso bem demais
 &nbsp;
 Mas é o que você queria?
 Você e seus clones irrompendo
 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;rasgando pelas paredes de seus containers?
 Ou você estava
 Como eu
 Só tentando se expressar?

 
 [Por <strong>Taonga Leslie</strong>]
 &nbsp;
 [Tradução-afetação de Tálisson Melo / Título do original: <strong><em>On the Supremacy of Living Things</em></strong>. Do livro <strong><em>A New Road</em></strong>. Cê pode ler o original em Inglês logo abaixo] </pre>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image alignwide size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9b36b-talisson_illustration_boatpoem_anewroad-capa-talisson.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-15231" data-recalc-dims="1" /></figure>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Desta vez, tomo meu cantinho mensal nessa Trama para divulgar um filhote: <a href="https://www.blurb.com/bookstore/invited/9145378/67c8cf20cf391ddefeb82acb8c07f686e1bc3eba"><em>A New Road</em></a>, um livro recém lançado em Nova York (16/04/21), com poemas de Taonga Leslie e ilustrações minhas (também diagramei e criei a capa que o embala). Como o objeto-livro se encontra a venda somente nos EUA e em dólares – <em>oh my f#ck%ng go$h!</em> –, dificultando muito sua chegada por nossas bandas, dediquei um tempo a traduzir um dos meus poemas favoritos e compartilho aqui algumas das páginas ilustradas. Também trago um vídeo que fizemos com a voz do Taonga lendo outro poema muito forte dessa série, intitulado <a href="https://www.instagram.com/p/CNhz4gcnZUR/"><em>boat poem</em></a>.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-jetpack-tiled-gallery aligncenter is-style-rectangular"><div class="tiled-gallery__gallery"><div class="tiled-gallery__row"><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:66.73626%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/04/3b457-anrcapafoto.jpg?w=950?strip=info&#038;w=425 425w" alt="" data-height="425" data-id="15232" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=15232" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/97a19-anrcapafoto.jpg" data-width="425" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/04/3b457-anrcapafoto.jpg?w=950" data-amp-layout="responsive" data-recalc-dims="1" /></figure></div><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:33.26374%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/04/3de0b-anrfoto.jpg?w=950?strip=info&#038;w=425 425w" alt="" data-height="425" data-id="15233" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=15233" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/55fce-anrfoto.jpg" data-width="425" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/04/3de0b-anrfoto.jpg?w=950" data-amp-layout="responsive" data-recalc-dims="1" /></figure><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/04/523a7-anrpoemfoto.jpg?w=950?strip=info&#038;w=425 425w" alt="" data-height="425" data-id="15234" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=15234" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/d3b12-anrpoemfoto.jpg" data-width="425" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/04/523a7-anrpoemfoto.jpg?w=950" data-amp-layout="responsive" data-recalc-dims="1" /></figure></div></div></div></div>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Desde setembro de 2020 (sim, em plena pandemia!), venho trabalhando nessa parceria criativa-afetiva com Taonga Leslie (<a href="https://www.instagram.com/ongasinsta/">@ongasnista</a>) para trazer ao mundo o livro <em>A New Road</em> (<a href="https://www.instagram.com/newroadpoems/">@newroadpoems</a>). Ele é estadunidense, da Flórida, e mora no Brooklyn; atua como advogado, mas o que aguça mesmo seus sentidos é a poesia e a música. A gente se conheceu quando morávamos em New Haven, meados de 2018, e desde lá trocamos muitas ideias em forma de desenhos, comida, dancinhas, áudios longuíssimos de WhatsApp e algumas viagens mais para o norte e mais para o sul – dos ventos cortantes de Boston, chegamos a desbravar juntos alguns caminhos entre as ondas de asfalto de Bogotá e aquelas de água e sal que quebram entre <em>las Islas del Rosario </em>do Caribe.</p>



<p>Sem nenhuma solenidade, tudo foi se tornando criação com palavras e imagens. Com Taonga se mudando para Nova York a dar início a sua atuação na advocacia, e eu voltando ao Rio de Janeiro para terminar o doutorado, esses processos criativo-afetivos se expandiram – <a href="https://www.youtube.com/watch?v=a2u1D4i-C48&amp;ab_channel=RafaelSoaresdeAraujo">como mercúrio fora do termômetro</a> –, foram se dividindo e voltando a se juntar a cada passo, como tudo o mais que tem a ver com o amor. Para reforçar a liga, decidimos juntar os últimos poemas dele numa série para <em>chapbook</em>; enquanto isso, eu ia lendo cada um e arriscando traduções gestuais-visuais com tinta no papel, cores e texturas. Isso acabou virando um livro nosso, com poemas dele e ilustrações minhas.</p>



<p>O poema do Taonga que apresento aqui em português, <em>On the Supremacy of Living Things</em>, foi vencedor do prêmio Brooklyn Poets em abril de 2020, e foi o que deu início à nossa empolgação por encaminhar o livro. A versão em português é uma tradução afetada minha a partir das palavras dele, que admito soarem mais cortantes no inglês dele de vogais e consoantes dentadas do que no meu português um tanto melancólico de nasais e remendos vocálicos:</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<pre class="wp-block-verse"><strong>On the Supremacy of Living Things</strong>
 &nbsp;
 Honestly, I was embarrassed for you when Teacher said you 
        weren’t alive
 How brutally inadequate&nbsp;
 How hopelessly inert you seemed&nbsp;
 Juxtaposed against the cell with all her lusty enterprises&nbsp;
 &nbsp;
 and you with nothing but a thin coat of lipids to your name
 and you keeping vigil in the void
 and you hiding your dagger like a coward 
 and you thinking transparent thoughts
 &nbsp;
 and isn’t it just like you to insert yourself where you’re unwelcome?
 &nbsp;
        “you won’t get very far like that in life”
        my mother said.
 &nbsp;
 Honestly, I was angry at Teacher when she said it
 How easily she sliced the world up into kingdoms, orders, phyla
 How easily she wrote you outside the circle
 In the dust pile 
 With the prions 
 And other misfolded bits of life
 &nbsp;
 and me with only one friend to my name
 and me standing vigil in the schoolyard
 and me hiding my passion like a coward
 and me thinking transparent thoughts
 &nbsp;
 &nbsp;
 and wasn’t it just like me to stand at the circle’s edge 
 and laugh with the laughers even though I was in pain?
 &nbsp;
        “you won’t get very far in life like that” 
        my mother said.
 &nbsp;
 Honestly, at fifteen, what did I know of the frontier where life
         verges into something else?
 But I could see your heartmost thoughts&nbsp;
         encoded in a chain of acids:
         the secrets you wanted to tell my cells
 &nbsp;
 I didn’t think that something so determined could be dead
 —Teacher clarified that you were on the brink of living.
 &nbsp;
                                               *&nbsp;  *&nbsp;&nbsp;&nbsp; *&nbsp;&nbsp;&nbsp; 
 &nbsp;
 And now, there’s not a single part of me 
       that doesn’t know your name
 For something almost dead, you’ve done quite well
 &nbsp;
 But is this what you wanted?
 You and your clones bursting forth and
        tearing through the walls of your containers?
 Or were you
 Like me
 Just trying to express yourself?

[by Taonga Leslie]</pre>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/c1d2a-talisson-melo.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13771 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong>Tálisson Melo</strong> é Artista-pesquisador. Doutorando em Sociologia e Antropologia na UFRJ. Publicou o livro &#8220;Mesmo Sol Outro&#8221; com Carolina Cerqueira (2018). Atualmente trabalha em projetos curatoriais-editoriais e de pesquisa em Montevidéu, Juiz de Fora e Nova York – emaranhando artes visuais, poesia, design, arquitetura, cinema, história e ciências sociais. @talisson.melo @mesmosoloutro</p>
</div></div>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
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<p></p>
</div></div>



<p></p>
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		<item>
		<title>PROCURA-SE O TEMPO. OFEREÇO RECOMPENSA!</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2021/04/18/procura-se-o-tempo-ofereco-recompensa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Apr 2021 21:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 087]]></category>
		<category><![CDATA[Falta de Tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Fernanda Zeloschi]]></category>
		<category><![CDATA[Procura pelo Tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Prosa poética]]></category>
		<category><![CDATA[Rotina acelerada]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Fernanda Zeloschi</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Nos últimos meses, encaro os cantos dessa casa com um desespero predador. Não consigo encontrar o tempo que me falta. Já procurei em tudo: dentro do armário de panelas, debaixo do sofá, naquela fresta empoeirada atrás da cama e até remexi a terra das plantas. Não encontro os pedaços do relógio que me faltam.</p>



<p>A promessa dos três pulinhos a São Longuinho ganhou uma lista de três: gritinhos, dancinhas, flexões, batidas na madeira e bolos. Três bolos eu prometi se as horas me aparecerem. Veja bem, não ando soberba: não ouso pedir mais tempo para simplesmente realizar meus desejos. Eu até tenho meus quereres, é certo; quero organizar a gaveta de meias, pendurar os quadros (agora, largados no&nbsp;chão da sala) e até gostaria de testar umas receitas envelhecidas pelos livros empoeirados. Porém, meus desejos são meus, e deles, eu dou de cuidar.</p>



<p>Há um encabulamento flutuando na cozinha, onde deixei minhas horas descansando na bancada. Elas sumiram. Embora eu até acredite naquela coisa dos duendes, não acho que o tempo lhes seria um grandioso tesouro. Eles não seguem o ritmo de vida do capital, da correria, do trabalho e da produção. Seria mais fácil que eu, movida pela mais pura inveja, roubasse deles um pouco da subversão.</p>



<p>Voltando à minha questão: eu realmente preciso de mais tempo. Ou não pediria, não sou de pedir muito. O relógio está se espremendo na parede junto de mim e nós dois ficamos pequenos demais — e quanto menores nos tornamos, mais apressados e perdidos e calados tiquetaqueamos dias e semanas adentro, sem percebermos o quão dominados nos tornamos porque sequer nos resta alguns segundos para colocar um ponto final na frase.</p>



<p>Sem a gentileza das pontuações, a história corre asfixiante. De manhã, me levanto da cama tropeçando nos minutos. Tomo um café adoçado e, antes mesmo da mordida no pão, a vida já me amarga um pouco a boca. Mas não há tempo para saborear nem mesmo a amargura porque os prazos fazem fila na caixa de e-mail e eu ainda preciso fazer o almoço. Mais tarde, é a lista do mercado que encurta a conta bancária e é preciso ir a pé, porque até falta tempo para caminhar, mas falta dinheiro para abastecer. E quando escorrega da minha boca a mesma promessa de sempre,<em> até de noite eu terei tempo para fazer aquela coisa</em>, o céu apaga a luz e logo é dez da noite e o corpo já não se importa com a pilha de papéis atemporais. </p>



<p>Eu poderia pedir um pouco de tempo para praticar a yoga esquecida em janeiro ou para retomar a leitura de García Marquez, mas entendo que esses pedidos não estão na área de prioridades e, portanto, cabe a mim a organização necessária. Então, peço mais tempo, porque é preciso tiquetaquear um pouco mais para respirar entre as produções. O resto que me é dado como responsabilidade, todos os ingredientes essenciais do meu processo de cuidado mental, deixa que cuido eu. A subversão que roubei umas linhas acima tratará de devir.</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/73656-fernanda-zeloschi.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-14057 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong>Fernanda Zeloschi </strong></strong>é estudante de Psicologia e, quando ninguém está olhando, escreve e compartilha seus questionamentos e descobertas na página @<a href="https://www.instagram.com/fazerafetar/">fazerafetar</a>.</p>
</div></div>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<hr class="wp-block-separator aligncenter is-style-wide" />



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<p></p>
</div></div>
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		<title>[PODCAST] 400 dias: quarentena e a vida em perspectiva</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2021/04/18/podcast-400-dias-quarentena-e-a-vida-em-perspectiva/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Apr 2021 21:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 087]]></category>
		<category><![CDATA[Trama Podcast]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Freud]]></category>
		<category><![CDATA[Perspectiva]]></category>
		<category><![CDATA[PodCast]]></category>
		<category><![CDATA[Profundidade]]></category>
		<category><![CDATA[Psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[quarentena]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Trama Podcast</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<hr class="wp-block-separator" />



<p>No episódio de hoje o Fred traz uma visão sobre o otimismo na quarentena, pensando a ideia do olhar sobre a vida através de novas perspectivas em relação ao conceito da arte, buscando também na psicanálise Freudiana apontamentos para o entendimento dessa frustrante e inédita experiência.Siga a Trama Nas redes sociais: @artebodoque &#8211; @tramabodoque</p>



<p>Siga a Trama e a Bodoque nas redes sociais e na sua plataforma de streaming favorita!</p>



<p>Então já sabe! Coloque os fones de ouvido e boa audição!</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Spotify Embed: 400 dias: Quarentena e a vida em perspectiva" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" src="https://open.spotify.com/embed/episode/2Hn9f8TxNxyOc1AfaIiufT?si=UMjq9TgGRK-sPRTjIMLbfA&#038;utm_source=oembed"></iframe>
</div><figcaption><em>Texto, apresentação e edição: Frederico Lopes</em></figcaption></figure>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="950" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7172f-podcast.png?resize=950%2C950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13420 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7172f-podcast.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7172f-podcast.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7172f-podcast.png?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7172f-podcast.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7172f-podcast.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong>O Bodoque ArteCast</strong></strong> é um canal de aprofundamento das discussões levantas aqui na revista Trama. Nosso objetivo é fomentar o pensamento crítico e a valorização do conhecimento da arte e da cultura como ferramentas capazes de promover mudanças de olhar.</p>
</div></div>



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		<title>MUSEUS NÃO DEVEM SER NEGLIGENCIADOS NA RECUPERAÇÃO DA PANDEMIA, ALERTA UNESCO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Apr 2021 21:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 087]]></category>
		<category><![CDATA[Museus na Pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Relatório UNESCO Museus ao redor do mundo em face do COVID-19]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: ONU Brasil</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center"><em>Com base nos dados de 104 mil museus fornecidos por 87 estados-membros, a UNESCO publicou uma nova atualização em seu relatório do ano passado: “Museus ao redor do mundo em face do COVID-19”.</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>O relatório recém-publicado estima que, em 2020, cerca de 90% dos museus estiveram fechados por uma média de 155 dias e, desde o início de 2021, muitos tiveram que fechar as portas novamente, devido ao crescimento nas taxas de infecção. Isso resultou em uma queda de 70% na média de visitantes e um declínio de 40 a 60% no faturamento comparado com 2019, relata a agência.</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>Novo relatório também&nbsp;apresenta propostas para recuperação do setor.</em></p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/4aa7b-capaonu.jpeg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-15258" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Museus tiveram uma queda 70% na média de visitantes e um declínio de 40 a 60% no faturamento.<br>Foto | Elizabeth Scaffidi/UN News</figcaption></figure></div>



<p>Frente a fechamentos alarmantes e prolongados devido à pandemia por COVID-19, a Diretora-Geral da&nbsp;<a href="https://news.un.org/en/story/2021/04/1089692">Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO)</a>,&nbsp;Audrey Azoulay, reafirmou a&nbsp;&#8220;importância fundamental&#8221; destas instituições para reviver a vida cultural e preservar nosso patrimônio comum &#8220;em toda a sua diversidade&#8221;. A declaração foi feita, nesta terça-feira,&nbsp;no lançamento de uma nova atualização do&nbsp;relatório publicado no&nbsp;ano passado: “Museus ao redor do mundo em face do COVID-19”.</p>



<p>De acordo com a UNESCO, todo o setor cultural foi severamente afetado pela pandemia, com os museus atingidos de forma particularmente severa.</p>



<p>Com base nos dados de 104 mil museus fornecidos por 87 estados-membros, o&nbsp;relatório recém-publicado estima que, em 2020, cerca de 90% dos museus estiveram fechados por uma média de 155 dias e, desde o início de 2021, muitos tiveram que fechar as portas novamente, devido ao crescimento nas taxas de infecção.</p>



<p>Isso resultou em uma queda de 70% na média de visitantes e um declínio de 40 a 60% no faturamento comparado com 2019, relata a agência.</p>



<p>“Em meio à crise, não devemos perder de vista a importância fundamental de garantir o acesso à cultura e conservar nosso patrimônio comum em toda a sua diversidade”, afirmou a chefe da UNESCO.</p>



<p><strong>Papéis Essenciais</strong>&nbsp;&#8211; Os museus preservam o patrimônio para as futuras gerações, promovem a aprendizagem ao longo da vida, proporcionam igualdade de acesso à cultura e espalham os valores em que se baseia a humanidade, afirmou a UNESCO.</p>



<p>Sua função em termos de inclusão social também é vital para ajudar a manter as sociedades unidas, e eles desempenham um papel importante tanto na indústria criativa quanto no turismo.</p>



<p>Os autores também chamam a atenção para atividades educacionais tradicionais que são sediadas por museus, tal como visitas escolares, visitas guiadas e workshops.</p>



<p>“O lugar que reservamos para os museus nas políticas de recuperação da pandemia diz muito sobre os valores sociais que desejamos manter”, lembrou Azoulay.</p>



<p><strong>Indo para o futuro &#8211;&nbsp;</strong>As recomendações feitas em museus de todo o mundo incluem a implementação de uma política de digitalização em grande escala para coleções, juntamente com medidas para apoiar mais educação, treinamento e pesquisa.</p>



<p>Adicionalmente, os autores apoiam a necessidade de cooperação entre museus a nível internacional e de autoridades públicas para fornecer apoio financeiro durante a pandemia e fortalecer culturas no futuro, tornando as instituições mais resilientes.</p>



<p>“Os Estados têm um papel fundamental a desempenhar no apoio aos museus neste período difícil, através de uma política cultural ambiciosa, não só para garantir a sua sobrevivência, mas para os preparar para o futuro”, ressaltou a chefe da UNESCO.</p>



<p><strong>Principais impactos da pandemia nos museus</strong></p>



<ul><li>Para algumas instituições em questão, as receitas caíram até 80% em comparação com 2019;</li><li>Em 50% dos países pesquisados, os subsídios públicos para instituições nacionais diminuíram, alguns muito significativamente;</li><li>Cerca de 43% dos museus foram fechados no primeiro trimestre de 2021.</li></ul>



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<p><strong><em>Matéria originalmente publicada em&nbsp;<a href="https://brasil.un.org/pt-br/124928-museus-nao-devem-ser-negligenciados-na-recuperacao-da-pandemia-alerta-unesco" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Nações Unidas Brasil</a></em>&nbsp;<em>em 15/04/2021 – Atualizado em 15/04/2021.</em></strong></p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="768" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=768%2C768&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13654 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?w=768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas)</strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>&nbsp;é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>
</div></div>



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		<title>PARA QUE DISCUTIR COM MADAME?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Apr 2021 21:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 087]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[História do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[História e Política]]></category>
		<category><![CDATA[Sérgio Augusto Vicente]]></category>
		<category><![CDATA[Voto consciente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Sérgio Augusto Vicente</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Andando pelo shopping no sábado de manhã, uma elegante Senhora passa em frente à livraria e resolve adentrar o espaço. Exausta da árdua missão de escolher um vestido para a festa da amiga, permitiu-se relaxar por um instante.&nbsp; Mais do que depressa, pediu ao vendedor que lhe sugerisse um livro de História do Brasil; afinal, é tempo de eleição, de fazer escolhas certas. Para isso, nada melhor do que conhecer um pouco mais a trajetória do próprio país. Sem titubear, o rapaz responde:</p>



<p>&#8211; Naquela estante ali, à esquerda, tem vários exemplares.</p>



<p>&#8211; Não teria um mais resumido, mais didático? – Perguntou a Senhora.</p>



<p>&#8211; Se é esse o caso, indico aqueles outros ali, à direita. Podem ser do seu agrado.</p>



<p>Depois de uma hora, perdida em meio a tantos livros, a Senhora ainda não se decidira sobre qual deles levar para casa:</p>



<p>&#8211; É impressionante como não se fazem empregados como antigamente! – Resmungou a mulher com o cliente ao lado.</p>



<p>&#8211; O que a Senhora disse? – Perguntou o vendedor.</p>



<p>&#8211; Nunca vi tanta incompetência numa só pessoa! Estou aqui há uma hora e a única coisa que você conseguiu fazer até agora foi me deixar confusa, completamente perdida! O que você está fazendo aqui, meu filho, se não é útil à função que lhe pagam para executar?! É por isso que esse país não vai pra frente!</p>



<p>&#8211; Desculpe-me, Senhora! Não foi esse o meu propósito! &#8211; o rapaz se apressa e pega um volume na prateleira &#8211; Tenho este aqui: “Raízes do Brasil”, de Sérgio Buarque de Holanda.</p>



<p>&#8211; Chega! Não quero saber de ervas típicas do Brasil, meu querido!</p>



<p>&#8211; Acalme-se, Senhora! Temos este outro aqui: “Formação das Almas”, de José Murilo de Carvalho.</p>



<p>&#8211; Ah! Era só essa que me faltava! Se você ainda não entendeu, estou à procura de livro de História do Brasil, e não de espiritismo! Exijo respeito aos meus princípios! Sou Católica Apostólica Romana! &#8211; ela olha ao redor &#8211; Cadê o gerente?! Traga-me seu superior aqui, agora!</p>



<p>Imediatamente, chega o gerente, todo disposto a ouví-la:</p>



<p>&#8211; Pois não, minha Senhora! No que posso servi-la?</p>



<p>&#8211; É esse rapaz aqui, que conseguiu me tirar do sério! – Indignou-se a mulher, relatando os pormenores da situação.</p>



<p>&#8211; Não precisa se aborrecer, minha Senhora! Se nenhuma dessas opções lhe agradou, tenho esta aqui, que pode ser um bom começo: &#8220;História do Brasil pelo método confuso&#8221;, de Mendes Fradique. Leia-o e volte para nos contar o que achou. Tenho certeza de que será uma leitura surpreendente!</p>



<p>Dando-se por satisfeita, a cliente adotou a sugestão. Pagou a mercadoria e, carinhosamente, depositou-a na bolsa <em>Louis Vuitton</em> que segurava às mãos. Os reais motivos, ninguém descobriu; mas o fato é que, até hoje, vendedor e gerente continuam sem saber a opinião da elegante Senhora&#8230;</p>



<p></p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ecf6b-whatsapp-image-2021-04-18-at-13.19.32.jpeg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-15317" data-recalc-dims="1" /></figure></div>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="599" height="601" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ed01b-sergio.png?resize=599%2C601&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13196 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ed01b-sergio.png?w=599&amp;ssl=1 599w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ed01b-sergio.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ed01b-sergio.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 599px) 100vw, 599px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong>Sérgio Augusto Vicente</strong></strong></strong></strong> é Professor de História e historiador. Graduado, mestre e doutorando em História pelo PPGHIS/UFJF. Atualmente, trabalha no Museu Mariano Procópio – Juiz de Fora – MG. Dedica-se a pesquisas relativas ao campo da história social da cultura/literatura, sociabilidades, trajetórias e memórias.</p>
</div></div>



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		<title>[EXPOSIÇÃO VIRTUAL] A FORÇA ESMAGADORA</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2021/04/18/exposicao-virtual-a-forca-esmagadora/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Apr 2021 21:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 087]]></category>
		<category><![CDATA[Abstração]]></category>
		<category><![CDATA[exposição virtual]]></category>
		<category><![CDATA[Hugo Paz]]></category>
		<category><![CDATA[pintura]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=15283</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Hugo Paz</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em meio ao caos, ao contraste social e econômico a qual muitos paulistanos e brasileiros estão imersos, o artista que retoma seu processo criativo após dezenove anos busca, nessa mostra artística de elementos abstratos e subjetivos, denunciar por meio de sua expressão pictórica, sua visão de mundo e sociedade.</p>



<p>A força que esmaga, também é a que busca entender o comportamento humano, das pessoas que estão à procura de se encontrar. O inconsciente baseado nos elementos do grafite, da arte urbana, do grito que fere, e destrói coisas belas. Um sopro de cores quentes, interligadas às ideias que partem não só de uma composição subjetiva, mas de algo que está arquivado no cerne de uma versão do que representa a realidade para o artista.</p>



<p>A arte do risco, onde a pintura interage com objetos da vida real, do dia a dia, como as palhas de aço (Bombril), tão utilizado entre as pessoas.</p>



<p>Colagem de papel de pão, recorte de revistas, um autorretrato visto por uma ótica de identidade, de resistência cultural.</p>



<p>Os cabelos colados no papel, com o abstracionismo, inspirado nas mensagens vindas das ruas, do psicológico.</p>



<p>Trabalhos feitos com nanquim preto, como tinta colorida, dos sonhos que refletem na mente, e se tornam formas provocativas e muitas vezes incompreensíveis &#8211; mas que nunca escapam do questionamento social e comportamental.</p>



<p>A tinta acrílica, o processo de talhar uma superfície sintética (Linóleo). O início de um caminho e diálogo feito com lápis de cor e canetinhas. O branquinho utilizado para corrigir erros escritos à caneta esferográfica.</p>



<p>Todos eles servem como ideia para compor algumas de suas obras. Tudo ao redor é arte, inspiração: tampa de shampoo para cabelo, bisnagas de café, traços que não representam uma configuração concreta, mas uma chance para se redimir do que foi escrito pelos percalços de uma luta cotidiana.</p>



<p>Uma civilização que precisa se redimir, se reconstruir &#8211; e, naquilo que difícil compreender, possibilita o nascimento dessa mostra, que vai além de uma proposta de ser apenas objetos em um contexto específico. Que visa retratar o que foi perdido ou esquecido na beira da estrada.</p>



<p>A força que esmaga é também a que redime, que convida para se conectar com elementos nascidos do cotidiano, da causa, da intenção de trazer um caminho de novas descobertas por meio da arte e seus traços de revolucionar o ser humano, e devolver a sensibilidade por muitos esquecida.</p>



<p>As poesias, que partem de uma narrativa, crítica e questionadora, mas sem nunca perder sua essência poética, sua voz e sua missão de impactar o espectador.</p>



<p>A arte da vida a uma rebelião entre palavras, cores que querem um espaço ao sol, uma luz para romper com os paradigmas do destino, com as interferências que querem moldar um mundo à nossa volta.</p>



<p>Desconhecido como a própria existência. A consciência se faz presente nessa mostra poética, que visa transformar por meio da arte, um mundo mais humano e menos irracional.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-jetpack-tiled-gallery aligncenter is-style-rectangular"><div class="tiled-gallery__gallery"><div class="tiled-gallery__row"><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:66.75945%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/04/48ffd-obra-1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/04/48ffd-obra-1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/04/48ffd-obra-1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1200 1200w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/04/48ffd-obra-1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1440 1440w" alt="" data-height="1080" data-id="15288" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=15288" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/84a97-obra-1.jpg" data-width="1440" 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style="flex-basis:24.25502%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/04/944b6-obra-10.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/04/944b6-obra-10.jpg?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/04/944b6-obra-10.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1200 1200w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/04/944b6-obra-10.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1500 1500w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/04/944b6-obra-10.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1600 1600w" alt="" data-height="1200" data-id="15295" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=15295" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/f9bcd-obra-10.jpg" data-width="1600" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/04/944b6-obra-10.jpg?w=950" 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<p><strong>Hugo Paz</strong> é escritor, poeta, artista visual licenciado em artes visuais pela FMU no ano de 2017, autor de seis livros de poemas.&nbsp;Nascido na cidade de São Paulo, coordenou diversos projetos nas áreas sociais e da educação, em encontros literários e exposições em CEUS, escolas da rede pública, bibliotecas, rádios comunitárias, centros culturais, espaços de convivência.</p>
</div></div>



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		<title>TEMPO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Apr 2021 21:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 087]]></category>
		<category><![CDATA[Ariane Bertante]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão sobre o passar do tempo]]></category>
		<category><![CDATA[texto poético]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Ariane Bertante</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Existe um mundo dentro do tempo, e esse mundo nos coloca em situações que nunca imaginamos.<br>Às vezes, dizemos, blasfemamos, certezas que nunca poderemos ter; coisas que nunca poderemos saber.<br><br>Somos mutáveis. <br>A impermanência se alimenta da nossa carne fraca,<br>da nossa mão que bate e afaga,<br>da nossa sensação que oscila <br>(seja noite ou seja dia)</p>



<p>Existe um mundo dentro do tempo, e esse mundo desperta coragens e covardias inimagináveis.<br>Desperta nosso lado humano, selvagem e faz com que nossa intuição receba tudo<br>(somos fluxo)<br>A quem bem observa, nada no tempo é inseguro.</p>



<p>Somos a onda dentro do tempo dentro do mundo.<br>Somos mansos e bravos.<br>Somos avassaladores e tranquilizantes.<br>Somos odiosos, somos singelos pirilampos brilhantes.</p>



<p>Nós temos, em nós, o tempo e sua falta; temos vazio e um preencher de falas;<br>Temos um universo de questões a pensar, a elaborar.</p>



<p>Existe um mundo dentro do tempo, existe a missão, a conexão, nada é em vão;<br>Mesmo que pareça oscilar: não tenha medo de se reinventar!</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/c813a-ariane-bertante.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-15211 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong>Ariane Bertante</strong></strong></strong> é poetisa. Pensa que escrever é a arte de se expressar, e de outra maneira não sabe ser: Escrever é sua forma de amar (e odiar). Ela bebe um vinho ou um café, sonha com sonetos e canções para o leitor exausto e eufórico se deleitar em devaneios (eternos devaneios).</p>
</div></div>



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