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	<title>Arquivos Ano 003, N 089 - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>A INTELIGÊNCIA DA CIDADE SOMOS NÓS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 May 2021 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 089]]></category>
		<category><![CDATA[Capitalismo e avanços tecnológicos]]></category>
		<category><![CDATA[Cidades automatizadas]]></category>
		<category><![CDATA[Desprezo pelos corpos]]></category>
		<category><![CDATA[eliminação do humano]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia da tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[José Aravena Reyes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  José Aravena Reyes</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Nos dias de hoje, não é difícil evidenciar o quanto a humanidade tem evoluído em função do desenvolvimento da ciência e da tecnologia. Porém, a conotação de <em>evoluído</em> dessa afirmação pode soar polêmica.</p>



<p>O ideário iluminista, que alinhou o progresso à mudança de pensamento operada na revolução copernicana, talvez não tenha imaginado que, a inícios do século XXI, estaríamos lidando com a criação artificial de embriões e à beira de um colapso ambiental planetário. Sob o conceito de <em>Antropoceno</em>, se relacionam (de forma crítica) a dinâmica geológica da Terra e a ação do homem no planeta; hoje, se observa com preocupação o grau de degradação ambiental, social e psíquica provocado pelo chamado progresso &#8211; o qual, por sua vez, foi fortemente condicionado pelo avanço tecnológico. Atualmente, há altos riscos de extinção para todas as vidas no planeta e, para alguns, tal situação não parece representar uma condição melhor ou mais evoluída da nossa espécie.</p>



<p><em>Los muertos que trajo sin ver la ciencia</em><a href="#_ftn1">[1]</a> não foram contabilizados como parte do progresso. E esses não totalizam um reduzido número de seres, resultado das experiências incertas ou mal sucedidas do caminho do desenvolvimento, senão que mascaram os milhares de efeitos que se escondem debaixo do tapete das realizações da sociedade capitalista. De fato, há muitos que pensam que é exatamente o capitalismo que deu as condições para a evolução técnica. Porém, esses orgulhosos defensores do progresso só contabilizam resultados que são medidos com a própria vara do acúmulo. As vidas perdidas e precarizadas pela lógica consumista e predatória não formam parte do modelo de sucesso; ao contrário, se dobra a aposta. Para os liberais, o erro está naqueles que não se incorporaram aos processos produtivos, a operações do capitalismo tais como a especulação financeira e hoje, à economia cognitiva &#8211; essa sutil transformação das mentes em mercadoria: Quem sou eu? O que eu quero? O que eu penso? Com todas essas questões, o capitalismo, hoje, faz negócios e desdenha de quem não faz.</p>



<p>Na literatura especializada, a evolução técnica é descrita por revoluções industriais: primeiro a máquina; depois a fábrica; recentemente a informação; e agora, a vida. No final do percurso evolutivo, o que se quer racionalizar é o modo de vida do homem nos seus alicerces mais profundos: seu corpo e sua mente.</p>



<p>Normalmente entendemos a tecnologia apontando para o exterior do homem, para o outrem: a natureza, o mundo, a cidade etc. Mas estamos muito próximos de uma guinada irreversível: em poucos anos, a tecnologia apontará para dentro de nós mesmos através de uma diversificada e poderosa biotecnologia.</p>



<p>Na fronteira dessa guinada, se encontram vários avanços técnicos que repercutem diretamente naquilo que hoje chamamos de homem. Aparentemente nosso destino é <em>pós-humano</em>, <em>trans-humano</em>; nosso corpo não será mais o mesmo.</p>



<p>Sabemos que o corpo nunca foi sagrado; da penicilina ao marca-passo, sempre profanamos o corpo, sempre fomos objeto de uma <em>antropotécnica</em>. Mas a questão hoje envolve a transformação radical e irreversível daquilo que entendemos por corpo; algo que se aproxima mais do novo <em>Blade Runner</em> que sonha com uma estirpe, uma descendência, uma nova espécie, do que do desgastado <em>cyborg</em> híbrido de máquina e carne. As fronteiras entre o artificial e o natural, a cada dia, ficam menos nítidas, tal como quando pensamos se a rosa que resulta de um enxerto é natural, artificial, híbrida ou quando afirmamos, definitivamente, que essa separação não faz diferença, porque o que interessa da rosa é sua beleza. Parece que o artifício originário que levou ao atual estado de coisas não é o da rosa do enxerto, mas do homem amputado da <em>pacha</em>, nessa separação artificial que nos afastou da natureza, que bifurcou o olhar do homem e do mundo, tornando este último um externo, algo alheio.</p>



<p><em>El error consistió en creer que la tierra era nuestra cuando la verdad de las cosas es que nosotros somos de la Tierra</em><a href="#_ftn2">[2]</a>.&nbsp; Esta frase, tão verdadeira como necessária, é a epistemologia ancestral dos guardiões da floresta e dos xamãs: o homem pertence à Terra. Se o homem se lança em um projeto técnico que pode resultar em uma outra espécie, num outro ser – como anunciam os cientistas do capitalismo: um novo homem, um homem melhorado, que vai viver mais, pensar melhor e ser definitivamente feliz – &nbsp;talvez possamos até acreditar nele, mas será necessário também preparar nossos paraquedas coloridos, porque a Terra <em>Medeia</em> pode a qualquer hora nos lembrar, com suas técnicas (estas sim inclusivas), que todos seus filhos <em>lhe</em> pertencem.</p>



<p>Perante tanta ousadia neste babel contemporâneo, este homem que para alguns vai de um <em>homo-faber</em> a um <em>homo-sapiens</em> e depois a um <em>homo-deus</em>, continua a esconder, debaixo do tapete das novas realizações técnicas, as mortes que decretam ao amparo dos investimentos que vêm sustentar todo o recente negócio das vidas: a morte da morte custa dinheiro; a escolha genética de um corpo ário ou sábio custa dinheiro. Aos poucos, os problemas éticos vão pipocando por tudo quanto é lado &#8211; e os operacionais também.</p>



<p>Sabemos que, antes dos corpos modificados, a guinada capitalista não precisará mais de trabalhadores nas fábricas automatizadas; os empregos serão outros, e se propõe renda mínima para os que se tornem irrelevantes no novo modelo produtivo dos sistemas ciberfísicos. Quanto mais repetitivo o trabalho, menos chance haverá de fazer parte do novo modelo. A nova indústria se auto-define como revolucionária em função da automação e da interconexão global dos dados das fábricas e dos produtos. Estes últimos, portadores de uma espécie de alma técnica, instruirão as fábricas em torno dos seus íntimos sentidos, uma rede de sensores-atuadores que expressarão palavras técnicas na linguagem da inteligência artificial. A observação e o controle humano diminui.</p>



<p>A cidade quer ser declarada inteligente, de modo que tudo nela seja adequado para o funcionamento otimizado da nova infraestrutura. Da coleta do lixo ao sensoriamento coletivo das vias, passando pelo reconhecimento dos rostos e das atitudes, na vida pública e privada, a ideia é auxiliar aos seus impróprios habitantes que, limitados pela própria natureza dos seus limitados corpos, seguirão à risca as recomendações que virão por todos lados. O enorme volume de <em>big data</em> deverá ser filtrado para uso dos corpos obsoletos, e com isso, a realidade pode se transformar em uma experiência de realidade, um recorte, um subconjunto do real mediado pelas bolhas técnicas da virtualidade automatizada.</p>



<p>A própria forma da cidade pode perder sentido, pois a nossa experiência será assessorada por realidades híbridas. Se o que interessa é enriquecer a experiência mediante interfaces de realidade híbrida, aumentada ou virtual, nem a forma nem a experiência em si são relevantes para o homem que quer ser deus. A humanidade será varrida para baixo do tapete para erguer o novo homem &#8211; ou melhor, aquilo que se irá erguer sobre nosso limitado corpo.</p>



<p>O mais próximo que temos, a cidade inteligente, se vislumbra como a cidade de uma inteligência artificial – e de quem a programa – que visa melhorar a vida da cidade e dos seus cidadãos. Parece que o destino técnico quer nos fazer pensar que somos desprovidos de inteligência; porém, isso não é verdade. O que realmente interessa é nos aleijar também da nossa própria inteligência, pois uma vez que sejamos incapazes de inventar as nossas próprias vidas, de produzir nossas próprias escolhas, o capitalismo da cidade inteligente sempre terá um leque de vidas de prateleira para nos oferecer.</p>



<p><strong>Aqui é onde somos chamados a montar a <em>nossa</em> cidade inteligente, porque a cidade da inteligência artificial é incapaz do produzir o novo</strong>. Sob o modelo do cálculo, ela opera na representação, e como tal, sempre chega tarde ao presente, lugar próprio do evento, da criação; sempre aparece depois da intuição inventiva; articula relações que primeiro precisa fixar, congelar, extrair toda vitalidade, para só depois poder torná-las relações que representam a vida da cidade; enquanto a cidade é exatamente o contrário: um emaranhado de relações em tempo presente, acontecimentos, que só ocorrem, passam, e são tão presentes que a sua representação é inviável. Os encontros, os olhares, tudo ocorre no tempo da invenção da vida mesma, e não há artificio que desvende o mistério dos corpos enamorados que se deslocam sob o sol presente e a noite viva. <strong>Criar a vida da cidade é o maior ato de inteligência de nossa cidade. Tudo deve apontar a nós porque <em>a inteligência da cidade somos nós</em></strong>.</p>



<p>Eu, por exemplo, que sou engenheiro, ando tocando músicas do mundo em discos de vinil velhos e novos, criando vínculos sensíveis que são como um presente a ser vivido ao meu encontro. Há toda uma inteligência musical que abre caminhos, há um coletivo de discotecários inaugurados pelo <em>Vinil é Arte</em> que se enreda em acontecimentos renovadores, porque a cada vez que soa uma música, já soa em outro emaranhado sensível, com outros protagonistas, sempre renovado, sempre diferente. Nesse tempo presente é que ocorre a inteligência da cidade. O resto, conta e reconta quem viveu; mas o que aconteceu nesse encontro permanece aí, na invenção em tempo presente da vida.</p>



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<p><a href="#_ftnref1">[1]</a> <em>Chinoy</em>, cantor popular chileno (www.letras.com/chinoy/1766338/)</p>



<p><a href="#_ftnref2">[2]</a> Nicanor Parra, Ecopoemas (www.nicanorparra.uchile.cl/antologia/ecopoemas/ecopoemas.html)</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/8d08b-jose-aravena.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-15522 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong>José Aravena Reyes</strong> é natural de Santiago de Chile. Músico popular e canta-autor na época, veio para o Brasil a cursar pós-graduação em <em>Engenharia Oceânica</em>. <em>Professor Titular</em> da Faculdade de Engenharia desde 2018, fez pós-doutorado em <em>Filosofia da Técnica e da Tecnologia</em> na <em>Pontifícia Universidade Católica do Paraná</em>. Atualmente ministra aulas de <em>Engenharia e Sociedade</em> e <em>Gerenciamento de Projetos</em> na UFJF. Na sua vida pessoal, é discotecário de músicas do mundo. Membro do grupo de <em>Maracatú Estrela na Mata</em>, divide suas pesquisas de Filosofia da Tecnologia com suas outras pesquisas musicais em discos de vinil do mundo que utiliza em suas mixagens e produções autorais de música eletrônica.</p>
</div></div>



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		<title>SOBRE BRUNZUNDANGAS E MITOS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 May 2021 21:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 089]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[História do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[História e Política]]></category>
		<category><![CDATA[Sérgio Augusto Vicente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Sérgio Augusto Vicente</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quem nunca ouviu falar de <em>Os Bruzundangas</em>? Pois então: confesso que sempre desejei profundamente possuí-lo. Num fatídico final de tarde de 2017, retornando a pé do trabalho para casa, entro na primeira livraria que encontro no centro de Juiz de Fora.</p>



<p>Com a cara sisuda, de estudioso da história social da literatura brasileira, dirijo-me à vendedora:</p>



<p>&#8211; Por acaso você teria <em>Os Bruzundangas </em>aí?</p>



<p>&#8211; Bruzu&#8230; o quê, moço? &#8211; Risos da vendedora.</p>



<p>Sigo aguerrido na jornada, dirigindo-me ao sebo ao lado: “Por favor, você tem <em>Os</em> <em>Bruzundangas</em> para vender?” Ao que o balconista me responde: “Tem isso aqui não, rapaz!”. Como brasileiro não desiste nunca, perseverei em outra freguesia: “Estou à procura de <em>Os</em> <em>Bruzundangas</em>, senhor! Tem aí?” Mais uma vez, perguntei como se o mundo inteiro tivesse obrigação de conhecer a sátira política que Lima Barreto escreveu sobre o Brasil, lá na Primeira República.</p>



<p>Mais difícil do que encontrar o livro é manter a seriedade ao pronunciar seu título para alguém – sobretudo quando esse alguém desconhece sua existência. Definitivamente, como é difícil ser caçador de bruzundangas nessa vida!</p>



<p>&#8211; <em>Os</em> <em>Bruzundangas</em>, por favor!</p>



<p>Finalmente acho o que tanto procuro, depois de inúmeras visitas às livrarias e sebos da Manchester Mineira. Efetuo o pagamento. Olho para a estante ao lado e me deparo com o clássico <em>O Grande Mentecapto</em>, de Fernando Sabino, livro que jamais sairá das minhas memórias literárias. Aliás, outra paródia muito pertinente do Brasil.</p>



<p>Contive-me, falando comigo mesmo: “Para com isso! Você precisa economizar! Você já leu este livro! Para que comprá-lo?!” Em poucos segundos, veio-me a ideia de oferecer em troca um exemplar de autoajuda, com que fui presenteado no amigo oculto da família, no Natal passado, que pesava minha mochila.</p>



<p> &#8211; Por esse daí não dá para trocar, rapaz, infelizmente. – Respondeu-me o vendedor, interrompendo a conversa empolgada e “gesticulante” que estabelecia com um amigo, sobre os rumos políticos do Brasil.</p>



<p>Desviei o olhar para a estante ao lado do caixa. Percorri os exemplares ali disponíveis, enquanto o vendedor voltava a revelar seus planos para o Brasil: &#8220;Mas esse Sérgio Moro é foda mesmo. Está colocando todos os corruptos no paredão. Candidatando-se à presidência, terá meu voto garantido.&#8221;</p>



<p>Eis que, de repente, um livro de lombada amarela me chama atenção. Era uma biografia. Não uma biografia qualquer. Tratava-se da biografia de Lula, de autoria de Denise Paraná. Não perdi tempo. Como quem não desiste do jogo até os últimos milésimos do segundo tempo, lancei minha cartada final:</p>



<p> &#8211; E por este aqui, amigão, você troca? &#8211; Afinal, perguntar não magoa e não custa nada.</p>



<p>&#8211; Deixe-me ver&#8230; Ah, sim! Claro! &#8211; Respondeu resolutamente o vendedor.</p>



<p>Nunca tive vocação e talento para o mundo dos negócios. Afinal de contas, se nós, historiadores, tivéssemos para negociar o mesmo dom que temos para problematizar o mundo, estaríamos todos bilionários. Mas o fato é que, naquele momento, fiquei orgulhoso da minha perspicácia. Por um instante, um lapso de vaidade me fez acreditar cegamente na meritocracia. O vendedor, por sua vez, estampava um suave sorriso no rosto, num misto de satisfação e ironia.</p>



<p>&#8211; Valeu, companheiro! Volte sempre!</p>



<p>Tomei o rumo da rua. Senti que, dentro da loja, a prosa voltava animada entre o vendedor e seu fiel interlocutor. Agora, contudo, de forma um pouco mais contida, polida, em tom de voz moderado, como um cochicho ao pé do ouvido. Eu, enquanto isso, concentrava-me em seguir o sentido esquerdo da calçada, em direção à rua Halfeld&#8230;</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="599" height="601" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ed01b-sergio.png?resize=599%2C601&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13196 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ed01b-sergio.png?w=599&amp;ssl=1 599w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ed01b-sergio.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ed01b-sergio.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 599px) 100vw, 599px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong>Sérgio Augusto Vicente</strong></strong></strong></strong> é Professor de História e historiador. Graduado, mestre e doutorando em História pelo PPGHIS/UFJF. Atualmente, trabalha no Museu Mariano Procópio – Juiz de Fora – MG. Dedica-se a pesquisas relativas ao campo da história social da cultura/literatura, sociabilidades, trajetórias e memórias.</p>
</div></div>



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		<title>NO VALE DO LUTO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 May 2021 21:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 089]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Karina Mendonça]]></category>
		<category><![CDATA[luto constante]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Karina Mendonça</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Estamos vivendo tempos de luto. Com a pandemia, seguimos sendo forçados a aprender (a duras penas) a viver o luto sem tempo de nos recuperar. E, para piorar, não podemos enterrar nossos mortos, o que torna o processo do luto ainda mais difícil de lidar e superar. <strong>Assim, estamos vivendo em luto enquanto precisamos nos fingir de fortes.</strong></p>



<p>Estamos tentando seguir a vida em nossas casas, <em>home offices</em> e <em>ead</em>&#8216;s, tentando fingir normalidade enquanto perdemos, a cada instante, pessoas queridas. <strong>Mas, se olharmos para o lado, veremos que, a maioria de nós está de luto</strong>: por um familiar, um conhecido, um amigo&#8230;</p>



<p>Em seu livro “<em>Anatomia de uma dor: O luto em observação</em>”, C.S. Lewis, fala que:</p>



<p class="has-text-align-right"><strong>“<em>O que é o luto, se comparado à dor física? Independente do que os tolos digam, o corpo é capaz de padecer vinte vezes mais do que a mente. </em></strong><em>Esta possui sempre algum poder de evasão. No pior dos casos, só o que o pensamento insuportável faz é ficar voltando, mas a dor física pode ser absolutamente contínua. O luto é como um bombardeio dando voltas e lançando suas bombas para atingir um raio de ação; o sofrimento físico é como a barragem fixa numa trincheira na Primeira Guerra Mundial, horas nela, sem uma pausa em momento algum. <strong>O pensamento nunca é estático; a dor muitas vezes é</strong></em><strong>.”</strong></p>



<p>Sim! <strong>O luto dói! E não estamos acostumados a conversar sobre isso.</strong> Porque nunca estamos preparados para a perda de ninguém, mesmo que faça parte do ciclo da vida, a dor da perda é naturalmente sentida, porque o vazio fica e é impossível não senti-lo. Quando perdemos alguém, ficamos com uma mensagem não respondida. Uma cama vazia. Uma data no calendário que não mais iremos comemorar, enquanto outra passará a nos entristecer todos os anos a partir dali. Ficamos com uma ligação que nunca mais irá completar e uma voz que não mais escutaremos. Um abraço que não voltaremos a receber.</p>



<p>Ainda em “<em>Anatomia de uma dor: O luto em observação</em>”, C. S. Lewis diz que <strong>“a dor da perda é como um grande vale, um vale sinuoso que a cada curva pode revelar uma paisagem totalmente nova.” </strong>É por isso que, neste momento em que tantos de nós estamos enlutados é que mais precisamos da tão conhecida empatia. Cada um de nós está dolorido, passando por um vale. Cada qual em sua curva, sem sabermos o que nos espera na curva seguinte.</p>



<p>Neste vale, como cita C. S. Lewis, passamos pelos cinco estágios do luto: a negação (e o isolamento), a raiva, a barganha, a depressão e a aceitação. Mas cada etapa leva tempo. E cada pessoa tem um tempo diferente. Em dias nos quais perdemos alguém a cada instante, alguns de nós nem sabem mais em que etapa do luto estamos; por isso, precisamos de ajuda. De empatia. De paciência. De amor. De oração. <strong>Precisamos, mais do nunca, estar juntos pelo outro (mesmo que distantes).</strong></p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/29cd4-karina-mendonca.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-14089 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong>Karina Mendonça</strong>&nbsp;</strong></strong></strong>é jornalista e escreve desde os 17 anos, pois acredita que as palavras podem fazer coisas maravilhosas, desde mudar o mundo, até fazer alguém sorrir. Ou chorar.</p>
</div></div>



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		<title>TAXAR LIVROS É DIFICULTAR ACESSO À CULTURA E À EDUCAÇÃO NO BRASIL</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 May 2021 21:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 089]]></category>
		<category><![CDATA[#diganãoàtaxação]]></category>
		<category><![CDATA[democratização da cultura]]></category>
		<category><![CDATA[democratização da educação]]></category>
		<category><![CDATA[impacto da taxação de livros no acesso à cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Litera Projetos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Litera Projetos</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right"><em>por Bruna Tavares</em> </p>



<p>A discussão acerca da proposta de reforma tributária organizada por <strong>Paulo Guedes</strong> tem ganhado repúdio dos estudantes e leitores que se sentem ameaçados com a possível tributação dos livros, em 12%. O projeto que prevê o fim da isenção tributária foi enviado em 2020 (PL 3.887/20) e, desde então, tem mobilizado leitores contra a proposta do <strong>Governo Federal</strong>. Vale lembrar que a isenção tributária do mercado editorial foi garantida no primeiro mandato do ex-presidente Lula.</p>



<p>O argumento usado pela Receita Federal foi de que a maior porcentagem de leitores são de famílias com renda superior a dez salários mínimos, enquanto membros de famílias com renda de até dois salários mínimos não leem. Ou seja, para o Governo Federal, apenas as elites brasileiras leem. Porém, segundo a pesquisa <strong>Retratos da Leitura no Brasil</strong>, desenvolvida pelo Instituto Pró-Livro, os leitores estão presentes em todas as classes sociais &#8211; e entre 2015 a 2020, as classes A e B foram as que mais perderam leitores. Hoje em dia, as classes A e B leem sim; mas não são as únicas.</p>



<p>Com isso, a movimentação <strong>#DefendaOLivro</strong>, ganhou força nas redes sociais e atingiu inclusive os trending topics do Twitter, organizada por estudantes e leitores que se preocupam com a possível taxação que os livros podem sofrer, e consequentemente afetar a educação e a cultura.</p>



<p>Usar o argumento de que apenas as elites brasileiras leem não é caminhar, e sim regredir. Porque isso, de fato, é negar acesso à leitura para as classes mais baixas, contribuindo ativamente com o abismo social que cerca a sociedade brasileira. Por que é mais fácil taxar os livros e não investir em políticas públicas para democratizar o acesso aos livros?</p>



<p>Um aumento de 12% pesa muito mais no bolso dos mais pobres, e essa taxação é vista até como uma tentativa de dificultar o acesso à leitura e de, consequentemente, silenciar os jovens leitores.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Não comprar livros não significa não ler</h4>



<p>Hoje em dia, mesmo com a redução de salários e a pandemia do Coronavírus, a população mais pobre ainda sim procura formas de ter acesso à leitura, e a procura por bibliotecas tem aumentado cada vez mais.&nbsp;Mas o tiro pode sair pela culatra com a taxação de livros, visto que o Ministério da Educação ainda sim gasta com o mercado editorial, através de programas como o PNLD Literário, que envia livros para escolas públicas anualmente.</p>



<p>Não seria mais simples o governo admitir sua aversão por educadores e estudantes? Mesmo que esteja nítido, é importante ressaltar que o argumento de que “apenas rico lê” não passa de uma tentativa de elitizar ainda mais o acesso à cultura.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Livros SIM, Armas NÃO</h4>



<p>Em dezembro de 2020, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que o imposto para importação de revólveres e pistolas seria zerado &#8211; o que de fato aconteceu, e passou a valer em janeiro deste ano.</p>



<p>Essa medida de zerar o custo de importação de armas é realmente o que o Brasil precisava neste momento? A resposta é <em>não</em>. O país necessita de medidas que visam proteger a vida do cidadão e seus direitos básicos, como a educação, o acesso à saúde e a serviços essenciais. Um povo armado nunca será a solução. Ninguém passa por uma pandemia tendo como prioridade deixar a população armada.</p>



<p>Qual será o próximo passo de um governo que corta verbas para fundos de pesquisas, persegue universidades, e tem aversão declarada à ciência e a cultura?</p>



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<p>O<strong><strong> Litera Projetos </strong></strong>é um perfil literário com o objetivo de promover a literatura e interações entre leitores. Siga no <a href="http://instagram.com/literaprojetos">Instagram</a> e no <a href="http://twitter.com/literaprojetos">Twitter</a>.</p>
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		<title>[PODCAST] Arte Rupestre: Arqueologia do ser</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 May 2021 21:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 089]]></category>
		<category><![CDATA[Trama Podcast]]></category>
		<category><![CDATA[Arte Rupestre]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[história da arte]]></category>
		<category><![CDATA[PodCast]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Trama Podcast</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<hr class="wp-block-separator" />



<p>O Episódio de hoje inaugura a nossa série sobre história da Arte, com o tema &#8211; Arte Rupestre: arqueologia do ser.</p>



<p>Falando de maneira introdutória sobre os registros rupestres, o Fred trouxe uma visão que aponta para a importância dessas pinturas para o entendimento da história humana, bem como a grande contribuição do Brasil para decifrar o nosso passado remoto.</p>



<p>Siga o Artecast da Bodoque na sua plataforma de streaming favorita e a @artebodoque  e a @revistatrama nas redes sociais.</p>



<p>Então já sabe, coloque os fones de ouvido e boa audição!</p>



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<p>Ouça no Spotify:</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Spotify Embed: Arte Rupestre: arqueologia do ser - Série História da Arte" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" src="https://open.spotify.com/embed/episode/3RcSO8sSionfcReIGjdqG0?si=XpiTjtnUSsef-u3oB6S8LA&#038;utm_source=oembed"></iframe>
</div></figure>



<p><strong>Referências usadas para esse episódio:</strong></p>



<p>VIANA, Verônica et al. <strong>Arte Rupestre</strong>.</p>



<p>Professora Manuka (agosto de 2016). <strong>O que significa a expressão antes do presente (AP)?</strong>. Professora Manuka. Consultado em 02 de maio de 2021.</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" width="950" height="950" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7172f-podcast.png?resize=950%2C950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13420 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7172f-podcast.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7172f-podcast.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7172f-podcast.png?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7172f-podcast.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7172f-podcast.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong>O ARTECAST Bodoque</strong></strong> é um canal de aprofundamento das discussões levantas aqui na revista Trama. Nosso objetivo é fomentar o pensamento crítico e a valorização do conhecimento da arte e da cultura como ferramentas capazes de promover mudanças de olhar.</p>
</div></div>



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		<title>NÃO DEIXE A EXCLUSÃO DIGITAL SE TORNAR &#8216;A NOVA FACE DA DESIGUALDADE&#8217;, ALERTA A VICE-CHEFE DA ONU</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2021/05/02/nao-deixe-a-exclusao-digital-se-tornar-a-nova-face-da-desigualdade-alerta-a-vice-chefe-da-onu/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 May 2021 18:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 089]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: ONU Brasil</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center"><em>Sem uma ação decisiva da comunidade internacional, a exclusão digital se tornará “a nova face da desigualdade”, alertou a vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, para a Assembleia Geral na terça-feira (27).</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>Embora tecnologias como inteligência artificial e blockchain estejam abrindo novas fronteiras de produtividade e proporcionando oportunidades para pessoas e sociedades, elas representam vários riscos, disse ela, incluindo a exclusão.</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>“Quase metade da população mundial, 3,7 bilhões de pessoas, a maioria mulheres, e a maior parte em países em desenvolvimento, ainda estão offline”, disse Mohammed a embaixadores, especialistas em tecnologia e representantes de grupos da sociedade civil.</em></p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3c757-capaonu.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-15612" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Crianças usam seus tablets em um centro de aprendizagem apoiado pelo UNICEF em uma vila nos arredores de Kassala, no Sudão.<br>Foto | Shehzad Noorani/UNICEF</figcaption></figure></div>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Sem uma ação decisiva da comunidade internacional, a&nbsp;<a href="https://news.un.org/en/story/2021/04/1090712">exclusão digital</a>&nbsp;se tornará “a nova face da desigualdade”, alertou a vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, para a Assembleia Geral na terça-feira (27).</p>



<p>Embora tecnologias como inteligência artificial e blockchain estejam abrindo novas fronteiras de produtividade e proporcionando oportunidades para pessoas e sociedades, elas representam vários riscos, disse ela, incluindo a exclusão.</p>



<p>“Quase metade da população mundial, 3,7 bilhões de pessoas, a maioria mulheres, e a maior parte em países em desenvolvimento, ainda estão offline”, disse Mohammed a embaixadores, especialistas em tecnologia e representantes de grupos da sociedade civil.</p>



<p>“Coletivamente, nossa tarefa é ajudar a projetar ambientes digitais que possam conectar todos com um futuro positivo. É por isso que precisamos de um esforço comum, com a colaboração entre governos nacionais e locais, do setor privado, da sociedade civil, da academia e de organizações multilaterais”.</p>



<p>A vice-secretária-geral da ONU destacou áreas para cooperação global, destacando o papel fundamental que a ONU tem em responder ao que ela caracterizou como a crescente fragmentação no espaço digital.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>“Estão surgindo falhas geopolíticas entre as grandes potências, com a tecnologia como principal área de tensão e desacordo”, disse ela. Ao mesmo tempo, as empresas de tecnologia estão respondendo de maneiras diferentes às questões relacionadas à privacidade, governança de dados e liberdade de expressão.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>A situação é agravada pelo aprofundamento da separação digital entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, acrescentou ela, resultando em discussões globais sobre questões digitais se tornando menos inclusivas e representativas.</p>



<p>“Agora, mais do que nunca, precisamos de uma &#8216;prefeitura&#8217;&nbsp;global para endereçar essas questões e capitalizar o potencial transformador da tecnologia para criar novos empregos, impulsionar a inclusão financeira, diminuir a diferença de gênero, incentivar uma recuperação verde e redesenhar nossas cidades”, disse ela.</p>



<p>O vice-chefe da ONU ressaltou o valor do engajamento, já que a conquista da conectividade universal não pode ser deixada apenas para governos ou empresas de tecnologia individuais.</p>



<p>Ela salientou que nenhum país ou empresa “deve conduzir o curso de nosso futuro digital”.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>O desenvolvimento depende da conectividade</strong></h3>



<p>O debate da Assembleia Geral procurou gerar compromissos políticos para abordar a crescente exclusão digital, à medida que os esforços de recuperação da pandemia se alinham com o impulso para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até o final da década.</p>



<p>“Em um mundo de inovação única, onde nossos entes queridos estão a apenas uma chamada de vídeo de distância, bilhões se esforçam para acessar até mesmo os elementos mais básicos da conectividade ou viver sem nada disso. Na verdade, para bilhões de pessoas, o ritmo e a escala do desenvolvimento sustentável é dependente da conectividade digital”, disse o presidente da Assembleia Geral, Volkan Bozkir.</p>



<p>Ele ressaltou que “agora é a hora de agir”, pois a exclusão digital, que existia muito antes da COVID-19, só foi agravada pela crise. No entanto, a recuperação oferece a chance de uma verdadeira transformação.</p>



<p>“Como já afirmei com frequência, devemos usar os ODS como um guia para nossa recuperação pós-COVID. Isso significa garantir que ninguém seja deixado para trás, ninguém fique offline e que apliquemos uma abordagem com toda a sociedade, de&nbsp;diversas partes interessadas e intergeracionais aos nossos esforços”, disse ele.</p>



<p>“Isso é particularmente importante para 1,8 bilhão de jovens do mundo, que devem ser equipados com as habilidades e recursos para prosperar em um futuro em constante mudança e impulsionado pela tecnologia”.</p>



<p>O presidente da Assembleia Geral&nbsp;pediu reforço para a implementação de iniciativas como o &#8216;Roteiro para a Cooperação Digital do secretário-geral das ONU&#8217;, lançado em junho do ano passado. Além de alcançar a conectividade universal, seus oito objetivos incluem garantir que os direitos humanos sejam protegidos na era digital.</p>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong><em>Matéria originalmente publicada em&nbsp;<a rel="noreferrer noopener" href="https://brasil.un.org/pt-br/125635-em-tempos-de-confinamento-unesco-celebra-importancia-da-leitura-para-expandir-horizontes" target="_blank">Nações Unidas Brasil</a></em>&nbsp;<em>em 30/04/2021 – Atualizado em 30/04/2021.</em></strong></p>



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<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas)</strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>&nbsp;é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>
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		<title>[EXPOSIÇÃO VIRTUAL] HIGH TECH, LOW LIFE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 May 2021 21:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 089]]></category>
		<category><![CDATA[Ilustração digital]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Marcel Takeshi</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O conjunto de artes chamado “High Tech, Low Life” aborda o gênero Cyberpunk, conhecido pelo seu foco em “alta tecnologia e baixa qualidade de vida”, com a combinação da cibernética e do punk alternativo. É como se esse futuro fosse um fliperama dos anos 90, com o ar cheirando a poluição, mas que hipnotiza a população desse universo com promessas grandiosas de altas tecnologias.</p>



<p>O gênero foi criado em 1980 com intenção de imaginar como seriam as tecnologias em 20 ou 30 anos, apresentando um lugar controlado por tecnologias da informação em uma atmosfera dominada ou arruinada da sociedade, da revolta de seus habitantes e do desgaste do estilo de vida, sendo controlado por um governo tirano, uma religião abusiva ou um computador/complexo dominador. Decidi trazer o gênero à tona fazendo uma reprodução desse estilo com pessoas muito especiais que admiro bastante, mas ainda abordando a dimensão filosófica de nosso ser individual e coletivo, fazendo somente uma pergunta: nós, os seres humanos, seremos dominados pela inteligência artificial? Ou seremos capazes de dominar a tecnologia a ponto de sermos os mesmos quando a cibernética e a engenharia genética nos diferenciarem uns dos outros?</p>



<p>Para chegar ao processo final, estudar alguns escritores de peso dentro desse gênero foi essencial &#8211; em especial William Gibson, autor de Neuromancer, livro de mérito e respeito que abre as portas para o universo Cyberpunk como nenhum outro. Filmes como “Matrix” e “O Exterminador do Futuro” e jogos digitais como Deus Ex, Metal Gear, Mirror’s Edge e Cyberpunk 2077 também foram de grande influência para o processo criativo da série, além da variedade de músicas para entrar nesse mundo &#8211; em particular, do cantor Barns Courtney, que faz qualquer um ser teletransportado para o imenso universo dentro de você mesmo, possibilitando viagens infinitas pela vasta imaginação. As técnicas usadas nesse gênero são bem abrangentes, podendo fazer a coleta de uma gama de referências desde de o mais antigo até o mais atual e tecnológico modelo de sociedade.</p>



<p>Nesse contexto e com o pensamento focado em entreter as pessoas o máximo possível em algum momento de sua vida, não abordei muito a parte da atmosfera dominada ou arruinada da sociedade pois já estamos passando por coisas demais que possam ser comparadas ao tema. Por isso, decidi colocar minha essência para a mistura, uma que tenho certeza que todos os seres humanos têm dentro de si mesmos, sendo retratada com as mais variadas formas de cores vivas fazendo a alusão da essência do sentimento de que, um dia, tudo será ajeitado e alinhado de uma forma que poderemos resolver qualquer tipo de problema da maneira mais tranquila possível, com foco em nosso bem estar, estando sempre preparados para festejar nossas conquistas. Apesar de estarmos passando por tantas dificuldades, tenho certeza de que, um dia, todos iremos celebrar a vida juntos, pessoalmente, virtualmente, de todas as formas possíveis, sem nos preocuparmos com o que aconteceu anteriormente, prontos para trilhar um novo caminho na história rumo à felicidade utópica prestes a aparecer.</p>



<p><em>(clique nas fotos para vê-las em tamanho completo)</em></p>



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<div class="wp-block-jetpack-tiled-gallery aligncenter is-style-rectangular"><div class="tiled-gallery__gallery"><div class="tiled-gallery__row"><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:66.73626%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/05/7fdba-takeshi1.png?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/05/7fdba-takeshi1.png?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/05/7fdba-takeshi1.png?w=950?strip=info&#038;w=1200 1200w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/05/7fdba-takeshi1.png?w=950?strip=info&#038;w=1500 1500w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/05/7fdba-takeshi1.png?w=950?strip=info&#038;w=1800 1800w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/05/7fdba-takeshi1.png?w=950?strip=info&#038;w=2000 2000w" alt="" data-height="3240" 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<p><strong>Marcel Takeshi</strong> é Ilustrador Digital e professor de Informática na cidade de Poá (SP). Além de ensinar sobre tecnologia, traz também a arte como forma de expressão e entretenimento para as pessoas.&nbsp;Atualmente, trabalha com ilustração de forma independente.</p>
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		<title>[EXPOSIÇÃO VIRTUAL] PARALLEL WORLDS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 May 2021 21:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 089]]></category>
		<category><![CDATA[Ilustração digital]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: André Serafim</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A construção da série <em>PARALLEL WORLDS </em>foi pensada e produzida entre o momento atual de confinamento e isolamento social. Propõe narrar, em imagens e conceito, um fictício encontro entre dois mundos, o real e o imaginário, como metáforas entre uma visitação e a dupla relação entre personagens de um mundo de desenho e sua relação na vida real e cotidiana em um cenário de simplicidade física. Bem como o pensar questões de relações de afetos e encontros em um possível mundo, sobre a existência de duplos, sobre o encontro de dimensões.</p>



<p>Em sua parte técnica e conceitual, entre as camadas tratadas de edição, de iluminação, contraste, cor, saturação até a imagem final, propôs como elemento narrativo visual desenhos tradicionais colorizados digitalmente e também o refinamento das imagens captadas por dispositivo móvel. Por exemplo, as tomadas da água em um terreno vazio no período das chuvas do verão de 2020 e 2021, sendo elas tratadas na série como matte Shot*.</p>



<p>A série é inédita e propõe tanto uma imersão em observar pausas e silêncios, como também esse mergulho pelo que é visto e talvez sentido, pelo que existe, pelo duplo, pela provocação de uma outra narrativa, pela luz refletida e expandida, pela imagem do real e de um mundo novo e imaginário, revelando também o conceito do ato amoroso nesse mundo, da doação, do que é tranquilo, desse encontro possível entre mundos paralelos.</p>



<p>*<strong><em>Mattes</em></strong><em>&nbsp;são usados ​​em&nbsp;</em><a href="https://translate.googleusercontent.com/translate_c?depth=1&amp;hl=pt-BR&amp;prev=search&amp;pto=aue&amp;rurl=translate.google.com.br&amp;sl=en&amp;sp=nmt4&amp;u=https://en.m.wikipedia.org/wiki/Photography&amp;usg=ALkJrhiIuTVcnpMNNutkw_KwCMsLZGYCzA"><em>fotografia</em></a><em>&nbsp;e produção de&nbsp;</em><a href="https://translate.googleusercontent.com/translate_c?depth=1&amp;hl=pt-BR&amp;prev=search&amp;pto=aue&amp;rurl=translate.google.com.br&amp;sl=en&amp;sp=nmt4&amp;u=https://en.m.wikipedia.org/wiki/Filmmaking&amp;usg=ALkJrhgTtN09NKr2HLFSJyMJdkdcKvUWxg"><em>filmes e&nbsp;</em></a><a href="https://translate.googleusercontent.com/translate_c?depth=1&amp;hl=pt-BR&amp;prev=search&amp;pto=aue&amp;rurl=translate.google.com.br&amp;sl=en&amp;sp=nmt4&amp;u=https://en.m.wikipedia.org/wiki/Special_effects&amp;usg=ALkJrhjqNhRGiuPi8JLx2jPzF9r64EswNg"><em>efeitos especiais</em></a><em>&nbsp;para combinar dois ou mais&nbsp;elementos de&nbsp;</em><a href="https://translate.googleusercontent.com/translate_c?depth=1&amp;hl=pt-BR&amp;prev=search&amp;pto=aue&amp;rurl=translate.google.com.br&amp;sl=en&amp;sp=nmt4&amp;u=https://en.m.wikipedia.org/wiki/Image&amp;usg=ALkJrhgiOW2-8hXvLvkCGvI0eAbTZAX3Fg"><em>imagem</em></a><em>&nbsp;em uma única imagem final</em>.</p>



<p><em>(clique nas fotos para vê-las em tamanho completo)</em></p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-jetpack-tiled-gallery aligncenter is-style-rectangular"><div class="tiled-gallery__gallery"><div class="tiled-gallery__row"><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:51.37668%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/05/e67e5-right-side-1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/05/e67e5-right-side-1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/05/e67e5-right-side-1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1200 1200w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/05/e67e5-right-side-1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1500 1500w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/05/e67e5-right-side-1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1800 1800w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/05/e67e5-right-side-1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=2000 2000w" alt="" 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class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/05/e2d8a-right-side-4.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/05/e2d8a-right-side-4.jpg?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/05/e2d8a-right-side-4.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1200 1200w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/05/e2d8a-right-side-4.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1500 1500w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/05/e2d8a-right-side-4.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1800 1800w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/05/e2d8a-right-side-4.jpg?w=950?strip=info&#038;w=2000 2000w" alt="" data-height="2004" data-id="15631" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=15631" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/cffff-right-side-4.jpg" 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srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/05/3aab7-right-side-7.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/05/3aab7-right-side-7.jpg?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/05/3aab7-right-side-7.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1200 1200w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/05/3aab7-right-side-7.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1500 1500w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/05/3aab7-right-side-7.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1800 1800w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/05/3aab7-right-side-7.jpg?w=950?strip=info&#038;w=2000 2000w" alt="" data-height="2250" data-id="15635" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=15635" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ec754-right-side-7.jpg" data-width="4000" 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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:23% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/801cb-andre-serafim.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-15637 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong>André Serafim </strong>é artista visual formado em Licenciatura em Artes pela UFPR, atua nas áreas de pintura, desenho, ilustração, livro de artista e arte digital. Tendo ao longo da carreira exposições em Museus, casas de Cultura no Brasil e exterior, também com premiações em salões da arte contemporânea no Paraná.</p>
</div></div>



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		<title>(DES)ENCONTRO</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2021/05/02/desencontro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 May 2021 21:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 089]]></category>
		<category><![CDATA[Murilo Alves]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Murilo Alves</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Preciso parar de procurar por você,
de olhar por lugares esperando
encontrar alguma coisa sua. 

Preciso parar de olhar as nuvens
lá no céu esperando
que alguma delas faça
a forma do seu sorriso.

Preciso parar de ler em livros
descrições de personagens que espero
parecer os trejeitos seus.

Preciso parar de ouvir os pássaros
lá fora, a TV na sala, o rádio da cozinha esperando
que algum desses sons todos remeta a sua voz. 

Eu preciso parar de procurar
você. 

O que você é afinal? 
Quem é você? 
O que é que você faz? 
Onde é que você está nesse tempo todo? 
Por que eu procuro tanto por você se nem sei quem é você?

Nessa procura incessante de você
sigo me perdendo. Acreditando
que no momento exato em que
te achar terei me reencontrado.

Talvez seja sobre isso. Sobre quantas vezes
eu terei que perder
alguém pra poder
de fato
me encontrar
me reconhecer. 

Toda vez que te perco
de vista acabo encontrando
o caminho de volta pra mim.</pre>



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<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9684f-murilo-alves.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-14296 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong>Murilo Alves&nbsp;</strong></strong></strong>é estudante de gastronomia, ativista dos direitos trans, youtuber e criador de conteúdo. No instagram:&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/otransmissao/">@otransmissao</a>; no youtube:&nbsp;<a href="http://www.youtube.com/HeyMu">Hey, Mu!</a></p>
</div></div>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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