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	<title>Arquivos Ano 003, N 091 - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
	<lastBuildDate>Fri, 15 Sep 2023 12:15:47 +0000</lastBuildDate>
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		<title>ARS E_ON</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 May 2021 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 091]]></category>
		<category><![CDATA[Arte e Novas Tecnologias]]></category>
		<category><![CDATA[Orfia Lab]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Orfia Lab</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>[ sujeito &#8211; neurônio, estradas eletromagnéticas, computadores/macroscópio e megamemórias, estratos que constroem o ciberespaço, numa alucinação consensual de realidade, um novo médio-ambiente eletrônico do pensamento coletivo do cibionte.</p>



<p>Um novo éon temporal em que o tempo é uma data, imerso em locais hiper-textuais e audiovisuais infinitos, coevoluindo no ritmo e peso das trocas. O ciberespaço torna carne o mundo virtual arquitetado pelas teias de informações que a humanidade produziu, cria uma nova cidadania online, uma nova forma de relação, uma nova política, poesis.</p>



<p>Na quietude do pensar, já somos transeuntes das avenidas desse espaço, moramos em casas digitais, imponderáveis, por toda parte, que já constituem as subjetividades do coletivo e do sujeito, trafegamos por pontes e calçadas liquidas do estado do saber, e navegamos por rios de números.</p>



<p>É dentro desse espaço incorpóreo &#8211; teias de bytes e luzes &#8211; que paradoxalmente também é tecido com as mesmas pulsões motrizes da vida, tecido esse tramado pela busca, pelos desencontros, pela descoberta, que surge o que vem sendo nomeado de ciber-arte, uma arte que se desenvolve mimetizando novas formas de vida numa sopa biótica propicia, uma arte híbrida, cíbrida, biocinética, elétrica, política e em rede.]</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-center"><strong><em>Interface Híbrida<br>&lt;/fotografia;&gt;<br>{2020}</em></strong></p>



<h4 class="has-text-align-center wp-block-heading">Nina CristÓfaro</h4>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image alignwide size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/5b394-imagem-1.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-15856" data-recalc-dims="1" /></figure>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>[ Essa obra parte de uma reflexão do corpo híbrido, mistura entre organismo e tecnológico que dialoga com conceitos de ciborgue e pós-humano. Para além da questão de aparelhos e máquinas que prolongam órgãos do corpo humano, a obra reflete nos desdobramentos da condição de sujeito tecnológico, aquele que tudo assiste, registra, reproduz, interfere e está em vínculo permanente com diversas tecnologias. A sociedade se encontra em uma dimensão codificada, calculada e estruturada entre programadores e programados. O senso de realidade se perde em informações e imagens transportáveis, em códigos eletrônicos que se dissipam em nosso imaginário. A construção do sujeito contemporâneo atravessa processos artificiais da cultura de mídia e do mundo digital, que mecaniza e modifica as relações humanas. A remodelação de corpos, pensamentos e comportamentos em um organismo ocorre na mesma condição de circuito eletrônico que conecta e interliga diversos componentes para que um sistema maior funcione. ]</p>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-center"><strong><em>nunca mais que 90<br>&lt;/ilustração e colagem digital;&gt;<br>{2021}</em></strong></p>



<h4 class="has-text-align-center wp-block-heading">Guilherme Duarte</h4>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image alignwide size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/af1cb-imagem-2.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-15858" data-recalc-dims="1" /></figure>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>[ a  era ciborguiana como uma potente salvadora. antes um pulsante ciborgue do que um finado pã. ]</p>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-center"><strong><em>Intimidade (fragmento do tríptico Complexidade)<br>&lt;/pintura digital&gt;<br>{2020}</em></strong></p>



<h4 class="has-text-align-center wp-block-heading">Skrif.thewhat</h4>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image alignwide size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/f8ef7-imagem-3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-15859" data-recalc-dims="1" /></figure>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>[ Tríptico &#8220;complexidade&#8221; foi um projeto de pintura digital que desenvolvi em 2020. Toco nas temáticas do isolamento, intimidades (e sua ausência), a vida no mundo virtual, passar tempo consigo mesmo e a complexidade de nossas próprias emoções. Essas pinturas foram feitas pensadas para habitarem o espaço virtual, e utilizo de ícones e signos da virtualidade em contraste com gestos, figuração e abstração da pintura no mesmo espaço pictórico. ]</p>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Para visitar a exposição acesse <a href="http://www.orfia.org/ars-e-on"><u>www.orfia.org/ars-e-on</u></a></p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/c08d3-orfia.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-14191 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p>Originário do Instituto de Artes e Design da UFJF, &nbsp;o <strong>Orfia&nbsp;&#8211; laboratório de transmutação visual]</strong> é um local imaginário para produzir,&nbsp;debater e&nbsp;pesquisar mídias e transmídias,&nbsp;se estruturando em um Laboratório aberto a todes que queiram potencializar sua produção artística e teórica.</p>
</div></div>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<hr class="wp-block-separator aligncenter is-style-wide" />



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<p></p>
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		<title>CONVERTER SAUDADES</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2021/05/16/converter-saudades/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 May 2021 21:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 091]]></category>
		<category><![CDATA[saudade em fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Talisson Melo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Tálisson Melo</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A saudade é um mundaréu de sensações e sentimentos.</p>



<p>E a palavra saudade é tão polissêmica, ao mesmo tempo vaga e precisa, abarca essa ampla toada que se desdobra em tantas metáforas – ensejo pra muitas letras em português, em poemas de nomes grandes como Clarice, Vinicius, Drummond, Quintana, Conceição Evaristo, Pessoa, Leminski, Paulina Chiziane, Sophia de Mello Breyner Andersen até Camões&#8230; e em canções, tantas que se confundem, como Candeia completado por Zeca Baleiro e Vital Farias e McTha e Jobim e Conká e Marília Mendonça – <a href="https://open.spotify.com/playlist/5EreBCIaLczgDAr8i5akTo?si=2c0007100e994d14">uma longa playlist</a> (bora ouvir num faxinão!).</p>



<p>É!&#8230; saudade evoca e mobiliza muitas vibrações de corpalma – dói, alegra, preenche, rasga, embriaga, é urgente&#8230;</p>



<p>também tantas escalas de distâncias – nos liga e separa do mundo de além morte, do útero, do tempo irremediavelmente passado, de poucos metros e milhares de quilômetros que espalham famílias, amores, amizades&#8230; de profundidades – a saudade que pode emergir tão do nada e igualmente sumir num estalido de qualquer coisa que puxa a atenção pra outra zona, ou ela pode fazer morada por uns dias em corpalma até ir se esvaindo como fio de fumaça do incenso, como nuvem pesada de fuligens de um incêndio em catedral e museu e aldeia e floresta, ou ela pode passar a envolver tudo e a gente que passa a habitar nela, vira casa, a paisagem dos dias&#8230;</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image alignwide size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/f1f79-img1.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="Uma nuvem " class="wp-image-15840" data-recalc-dims="1" /></figure>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>e materialidades-sensorialidades – de coisas, bichos, pessoas, lugares, momentos, condições; por cheiros, temperatura, texturas, sabores, formas, cores, agitações, presença, irradiações, projeções, representações, ilusões&#8230;</p>



<p>Longe de mim querer aqui definir a(s) saudade(s). Até porque prefiro manter as minhas um tanto resguardadas de bombardeios da intelectualização – <a href="https://www.youtube.com/watch?v=vCEYrxtlq4s&amp;ab_channel=AtmosferaBrasil"><em>a saudade engole a gente, menina</em></a> (o Chico de novo, oh). Das materializações da saudade, uma frequentíssima é a fotografia. Essa outra coisa que se desdobra em tantas tentativas de definições, mas sempre escorregadia, múltipla, entre presença e ausência indiciais para algo além da superfície matéria que a constitui em imagem. Viajei! Susan Sontag soprou no meu ouvido. Mas é que a imagem acaba passando mesmo por elocubrações mais sistemáticas, ainda mais quando noto nelas umas mil camadas de intenções, interesses, desejos de apreensão, filtrações&#8230;</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image alignwide size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/d5ffe-img2.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-15844" data-recalc-dims="1" /></figure>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Com os distanciamentos impostos pela pandemia que já se arrasta por mais de um ano inteiro, a variedade de intensidades-escalas-profundidades-materialidades-sensorialidades das saudades parece se potencializar sobremaneira, em expansões e contrações que vem deixado a saudade louca. E no bojo de tanta distância &gt; saudade &gt; fotografia&#8230; fotos-relicário, fotos-recordação&#8230; não precisaram da pandemia nem das estratégias virtuais de sobrevivência artística para se tornarem conceitos.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image alignwide size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/30e09-img3.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-15847" data-recalc-dims="1" /></figure>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Na torrente de tanta arte entre sites, lives, meets, rooms&#8230;, me deparei com um conjunto que mexeu com uma saudade minha dum jeito bom que nem sei ainda explicar &#8211; só digo que foi criativo, e por isso é que escrevo disso aqui. O conjunto de cerca de 30 fotografias reunidas na exposição virtual <a href="https://www.asobrasprimas.com/exposi%C3%A7%C3%A3o">Obras primas: onde as saudades se encontram</a>, das artistas <a href="https://www.instagram.com/_barbaravie/">Bárbara Vieira</a> e <a href="https://www.laralima.com.br/">Lara Lima</a>. Pela simplicidade disso que é um afeto íntimo e tece fios ligando corpalmas&#8230;</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image alignwide size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/e7bce-img4.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-15848" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Obras Primas &#8211; 2021 &#8211; Lara Lima e Barbara Vieira</figcaption></figure>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Viu?! Duas primas morando longe uma da outra resolveram “conversar na saudade” através de imagens. E compartilham isso com o mundo, aguçam outras saudades&#8230;</p>



<p>A saudade inundando paisagens d’água, de folhas, do chão, da luz, do escuro, do céu, da parede, da pele, tudo mais que é banal e embala a vida. morada&gt;saudade&gt;encontro. mandei o link da expo pra minha irmã, <a href="https://www.instagram.com/thaismeloo/">Thaís Melo</a>, de quem mais sinto saudade atualmente, porque já fazem três anos que rumamos para cidades-países diferentes e usamos fusos-horários como álibis pra radicalizar o desencontro, com isso a saudade transborda silenciosa. No meio de 2018, fui do Rio para Montevidéu e emendei pra Nova York, ela foi de Juiz de Fora para Lisboa e por lá ficou, eu pra cá voltei. Na atual conjuntura, não tem sido possível nem manter videochamadas frequentes, menos ainda um encontro transatlântico para o <a href="https://vimeo.com/525627411">“fado tropical”</a>. Mas das minguadas interações nossas por whatsapp, ela também foi capturada pelos fios de saudade de Bárbara e Lara, e de algum jeito ficou claro pra mim que tricotamos algo quentinho e aconchegante embaralhando os fios delas com os nossos. Então, maninha me respondeu com essas palavras:</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3c022-print-thais.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-15849" data-recalc-dims="1" /></figure></div>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Acho que foi o antropólogo Daniel Miller quem teorizou forte sobre a relação de interdependência ontológica entre pessoas e coisas, chamando atenção para a noção de que <strong>precisamos de coisas para sermos pessoas, assim como as coisas precisam de nós, pessoas, para serem coisas</strong>. Nesse jogo, as imagens, relicários e sensações (coisas?) nos modelam pessoas saudosas, viram pedaços de outras pessoas, um certa-presença, materialidade das relações.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a1319-img6.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-15850" data-recalc-dims="1" /></figure>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Pra terminar o texto de um jeito menos cabeçudo e mais perdido em emoção poética, tentando de algum jeito responder minha irmã, que deixei no vácuo, trago um pedacinho já até batido de <em>Nenhum, nenhuma</em> do Guimarães Rosa em seu <em>Primeiras Estórias</em>, que dividi em versos:</p>



<p class="has-text-align-right"><em>“Então o fato se dissolve.<br>As lembranças são outras distâncias.<br>Eram coisas que paravam já à beira de um grande sono. <br>A gente cresce sempre, sem saber para onde.”</em></p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/af0b2-img5.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-15851" data-recalc-dims="1" /></figure>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/c1d2a-talisson-melo.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13771 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong>Tálisson Melo</strong> é Artista-pesquisador. Doutorando em Sociologia e Antropologia na UFRJ. Publicou o livro &#8220;Mesmo Sol Outro&#8221; com Carolina Cerqueira (2018). Atualmente trabalha em projetos curatoriais-editoriais e de pesquisa em Montevidéu, Juiz de Fora e Nova York – emaranhando artes visuais, poesia, design, arquitetura, cinema, história e ciências sociais. @talisson.melo @mesmosoloutro</p>
</div></div>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
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<p></p>
</div></div>



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		<title>Entre o barro e o leite</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 May 2021 21:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 091]]></category>
		<category><![CDATA[Ada Medeiros]]></category>
		<category><![CDATA[Análise Curatorial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Ada Medeiros</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em sua produção, Lorena D’Arc transita entre a artesania e articulações simbólicas de alto valor, que contribuem para ampliar as noções daquilo que entendemos por Arte. Em suas palavras, seus trabalhos desenham uma trilha entre o arcaico e o contemporâneo e demonstram uma grande harmonia entre o fazer empírico e a pesquisa teórica, colocando em evidência a noção de “poiética” proposta por René Passeron, como uma espécie de “ciência da arte que se faz”.</p>



<p>Pensar que a arte se faz é, em parte, aprender a abraçar o acaso e as sincronicidades, fato recorrente no processo da artista. Como por exemplo, quando encontrou as cápsulas de vidro que utiliza em muitas de suas obras, dentro de uma caixa, esquecidas e prestes a serem jogadas fora. Ali, elas haviam esperado por Lorena desde 1964, o ano de seu nascimento.</p>



<p>Sua relação com o barro, data de 1985 quando iniciou nas aulas de modelagem na Escola Guignard, onde foi aluna, professora e de onde atualmente é diretora. Porém a associação do barro com o leite começou por um sonho que teve em setembro de 2009; no qual, ela ia ao encontro de um mestre, segurando um vidro hermeticamente fechado contendo leite em seu interior. Acompanhados por uma chola<a href="#_ftn1"><sup>[1]</sup></a> silenciosa, mas com um olhar que denotava grande sabedoria e no momento em que entregava o recipiente ao mestre, por um descuido, o derrubava e derramava o leite sobre o chão seco de terra que aos poucos, o absorvia.</p>



<p>Desde então, Lorena vem repetindo esse ato de derramar leite sobre a terra em sua produção &#8211; ora propositalmente, a exemplo da performance <em>Derrame</em> (2018); ora a serviço do acaso, como quando um dos fios de argila de seu Liame se rompe no final do ensaio fotográfico em que produziu a série <em>Árvore Láctea</em> (2018). Dessa maneira, a artista traz para sua produção certa qualidade mística, sua atuação por vezes se confunde entre os papéis de artista, pesquisadora, educadora e de Xamã<a href="#_ftn2"><sup>[2]</sup></a>, ao mesmo tempo que seu processo criativo se confunde com uma ritualística. Embora Lorena não vincule sua produção a nenhuma corrente religiosa, sua obra transmite uma ideia de oráculo e em vários momentos, acaba por representar a tríplice do Sagrado Feminino: a donzela, a mãe e a anciã.</p>



<p>Ela interpretou o sonho que teve como “uma metáfora para a vida: a de compartilhar com sabedoria o conhecimento que se tem, tendo as mãos livres para acolher o novo.” (OLIVEIRA, Lorena D’Arc. 2018) Assim, compartilha sua pesquisa com generosidade e nos apresenta um enorme conjunto de referências iconográficas e iconológicas, organizado por ela em função de outro aspecto da obra que se faz, as questões que os materiais impõem à prática artística.</p>



<p>A artista trata tanto o barro, quanto o leite como matérias-primas e como símbolos. Logo, seus estudos vão de Rudolf Steiner criador da medicina antroposófica à Karl Lagerfeld, renomado estilista que por muitos anos esteve à frente da <em>maison</em> Chanel. Com evidência às manobras simbólicas realizadas a partir da utilização do leite ou alusão a ele, por artistas contemporâneos, como Rosana Paulino, Ai Weiwei, Marina Abramovic, Maria Laet, Ronit Baranga, Louise Bourgeois e Wolfgang Laib. Bem como ao emprego mítico, sobretudo desse segundo elemento, em culturas ancestrais como a Yorubá, a do Povo Tukano e por boa parte da história da arte, realizando apontamentos da arte egípcia ao pintor holandês, Vermeer.</p>



<p>Sua vasta produção abarca experiências em desenho, cerâmica, performance, videoarte e instalações, caracterizando Lorena como uma artista multimídia. Em peças como as da série <em>Oca e Láctea</em> (2018) as formas do seio, do útero e da chaleira se fundem. Já em <em>Ártemis</em> (2018) resume relações que propõe diversas vezes ao longo de sua trajetória entre o duro e o mole, o cru e o cozido, o orgânico e o inorgânico, o utilitário e o decorativo.</p>



<p>As obras de Lorena D’Arc nos induzem a um olhar atento, curioso e investigativo. Cumprem o que podemos considerar como a mais bela das funções da Arte: educam. Pois elas nos possibilitam tratar de assuntos que vão desde a condução de uma pesquisa em Artes Visuais e seus desdobramentos, a outros que vão mais ao encontro do público geral – o direito das mulheres, dos animais, a valorização dos saberes ancestrais e sua aplicação na contemporaneidade. Ela apreende em seus trabalhos o mesmo simbolismo do leite de vida primordial, conhecimento e sabedoria. E, assim como esse faz para os corpos dos lactentes, nutrem a alma daqueles que permitem que em si, eles se derramem.</p>



<figure class="wp-block-image alignfull size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="950" height="634" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/09/image.png?resize=950%2C634&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-33498" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/09/image.png?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/09/image.png?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/09/image.png?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/09/image.png?resize=205%2C137&amp;ssl=1 205w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/09/image.png?resize=480%2C320&amp;ssl=1 480w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/09/image.png?resize=600%2C400&amp;ssl=1 600w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>



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<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><a href="#_ftnref1"><sup>[1]</sup></a><sup>&nbsp; </sup><sup>Na Bolívia, chola é uma denominação étnica referida a mulheres mestiças. O termo aplica-se de maneira contemporânea àquelas que utilizam vestimentas tradicionais estabelecidas durante o processo inicial de mestiçagem no atual território boliviano, e também se estende às outras mulheres mestiças e indígenas. (Wikipédia)</sup></p>



<p><a href="#_ftnref2"><sup>[2]</sup></a><sup>&nbsp; Nas palavras de Lorena, “ser Xamã é buscar sintonia com o ‘ser’ de forma cosmoética. ‘Ser’ no sentido micro e macro.”</sup></p>



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<p><strong><strong><strong><strong><strong>Ada Medeiros</strong></strong></strong></strong></strong> é graduou-se no Bacharelado Interdisciplinar em Artes e Design da UFJF. Atua como artista visual desde 2018 e possui pesquisa com experiências em desenho, pintura e fotografia. Une seu processo de criação à busca por autoconhecimento e investiga questões acerca de gênero e sexualidade, além de tratar da efemeridade da vida, da fragilidade e da fragmentação do ser</p>
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<h3 class="wp-block-heading has-text-align-center has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background">Esse espaço maroto de apoio e fomento à cultura pode mostrar também a sua marca!</h3>



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		<title>REGIMES DE INSTABILIDADE: AFINAL, DE QUEM É A AUTORIDADE?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 May 2021 21:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 091]]></category>
		<category><![CDATA[Autoridade pastoral]]></category>
		<category><![CDATA[Autoridades sanitárias]]></category>
		<category><![CDATA[Gyovana Machado]]></category>
		<category><![CDATA[Igrejas na pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[Responsabilidade Social na Pandemia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Gyovana Machado</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Há uns dois anos, venho refletindo sobre o desgaste que algumas normas éticas e conceituais estão sofrendo durante a ascensão da extrema-direita no Brasil, sobretudo em como essa circunstância se espelhou nos centros ou comunidades de fé evangélicos. O ataque aos movimentos sociais — seja do BLM, do feminismo, enfim — são sintomáticos à medida em que percebemos uma disputa quanto a quem possui, ao fim e ao cabo, a palavra final. Explico.</p>



<p>Durante a pandemia, temos experimentado uma série de decisões jurídicas quanto ao funcionamento de estabelecimentos que, em tempos anteriores, tinham por natureza a aglomeração. Nesse fio, as políticas sanitárias, mesmo em primazia, se encontraram com um dos conceitos que considero mais desgastados na atual conjuntura, que é o da autoridade. Ou seja, o cumprimento de políticas sanitárias se esbarraram na agenda de igrejas e suas respectivas teologias que, desconsiderando a máxima democrática quanto aos limites jurisdicionais (daquilo que mando e o que não mando), renegociaram a ideia da morte com o que chamam de deus (eu prefiro chamar de Capitalismo) e, na voz do atual ministro da Justiça, bradaram em alto e bom tom: &#8220;os cristãos estão dispostos a morrer pela liberdade&#8221;. Entretanto, assim como o ministro fez de uma plenária com o STF o seu púlpito, os cristãos inseridos dentro de tal afirmação fazem de uma narrativa apocalíptica o seu tribunal de sentença ao outro<em>. </em>Vale lembrar que, o ministro não estava em uma igreja, e tais cristãos não estão em uma teocracia. Relembrando e readaptando um vídeo que circula na internet: Pode falar? Pode. É de bom tom? Não, não é de bom tom.</p>



<p>Antes de refletir sobre o desgaste do conceito de autoridade, preciso afirmar que não vejo problema em expressões públicas de fé (vide minha própria bio, ao fim desse texto); no entanto, uma fé pública não é prerrogativa de sentença ao outro que, reservado aos mesmos direitos constitucionais que o seu, pode ter se decidido por não aglomerar em cultos mas, em algum momento, pode esbarrar contigo no supermercado e se contaminar. Dito isso, acrescento que minha reflexão se desdobrou a partir de uma sala de comunicação em um aplicativo e que, num grupo com os mais variados cristãos, um decidiu defender a narrativa de perseguição religiosa (quanto ao fechamento dos estabelecimentos e, nesse ínterim, igrejas) e, após uma série de argumentos contrários que o rebateram, declarou: &#8220;Tudo bem, pode fechar por um tempo, mas quem deve tomar essa decisão é o pastor.&#8221;</p>



<p>Esta circunstância &#8211; digo, alguns pastores(as) não aceitarem o fechamento de suas igrejas, terem o seu espaço ou ambiente físico de atuação restringido &#8211; não diz meramente de uma opinião contrária ao bom senso. É o jogo de poder em ação. Assisti pastores defendendo o manejo de medidas sanitárias em igrejas sob mando exclusivo de outros pastores. Acaso se ocorrer um assassinato na igreja, a tutela, o julgamento e a punição ficarão igualmente sob responsabilidade do pastor? Jamais. Pastores não são autoridades elegidas no processo eleitoral de base democrática e, portanto, o peso de decisões e políticas públicas que envolvem esse nicho de pessoas é o mesmo que envolve os demais civis; em suma, eles são lidos (ou deveriam ser) pelo Estado como indivíduos de mesma importância que qualquer outro. O que pedem, através de ações como essa, é um Estado teocrático, onde o deus que criaram é o deus que concede autoridade para determinado grupo que, curiosamente, o usa de apoio para justificar sua blindagem do Estado. Se um pastor é barrado, por exemplo, por tentar entrar em um hospital nesse momento de caos sanitário (num contexto de visita), ele não o foi por ter certo tipo de fé, foi pelo simples motivo de que um hospital integra uma área com alto risco de contágio. E, ainda, não se pode balizar sua entrada através de desejos justificados pela “liberdade individual”, pois o mesmo indivíduo terá contato com outras pessoas ao ir em lugares considerados como &#8220;serviço essencial&#8221; — tal como a farmácia. Quando o fizer, estará entregando sentença para quem sequer sabe seu nome e, menos ainda, sua fé.</p>



<p>Nesse tipo de reflexão, preciso manifestar, em conjunto, algumas balizas teológicas as quais confrontam esse tipo de perspectiva &#8211; que, por sua vez, é contrária aos dois mandamentos fundantes do que foi proposto no Novo Testamento, o qual acabou por reorganizar as formas de sociabilidade nessa grande comunidade que deveria ser a Igreja. A rigor, os mandamentos são: ama o teu Deus de todo o coração, alma e pensamento e ame o teu próximo como a ti mesmo (Mateus 22:37-39). Se amo aquele que está acometido de enfermidade, não o abandono, o acolho segundo as formas seguras dispostas: redes sociais, chamada de vídeo, áudios, enfim. Explorar potencialidades foi um discurso que diferenciou parte dos expositores nas igrejas. Eles abdicaram de um púlpito cristocêntrico para legislar sobre meritocracia e lucro (e as demais baboseiras intrínsecas ao capitalismo em doses <em>souvenir</em>, que foram introduzidas na mentalidade aos poucos) de seus fiéis. Me questiono o motivo de, nesse momento, a chamada de vídeo ser lida como insuficiente frente as funções pastorais, como se ela não os tivesse conectado nacionalmente enquanto grupo, seja pelo encontro de narrativas ou pela admiração outrora acrescida. Existe uma constância na falta de coesão que abraça o que de mais perigoso pode ser numa democracia: inflar grupos majoritários a partir de mentiras. O regime de instabilidade que criam segundo suas teorias leva à derrubada de princípios democráticos que nos auxiliam até mesmo na vigilância que devemos ter para os manter. Reafirmo, não respeitaram a decisão tomada por maioria no STF por acreditarem que pastores e líderes religiosos possuem mesmo nível de poder e influência que aqueles elegidos para cargos aos quais competem a preservação da constituição e seus princípios; ao fim e ao cabo, acreditam ter maior autoridade, a palavra final. Entretanto, o ímpeto de contrariedade às normas e às regras sanitárias exigidas pelo contexto não deve ser lido como uma opinião divina simbolicamente atribuída ao que essas lideranças dizem, mas sim como a divinização de opiniões que não possuem simetria nem mesmo com tal regra de fé, ou seja, a bíblia. A eleição do atual presidente expressa exatamente isso. Querem um governo terrivelmente evangélico (e eu peço que Deus nos livre, afinal, é de uma assimetria abissal com princípios que fundam o Novo Testamento, a mensagem do Cristo).&nbsp; É, ainda, um projeto de poder político que exclui, marginaliza e oprime aqueles tidos como inimigos desse deus imóvel, sem orelhas, sem boca e sem nariz que criaram &#8211; e, com isso, aponto para a natureza disforme e descaracterizada daquilo que optaram por adorar. Recorrendo a uma reflexão de um texto antigo meu sobre “opinião”: se deus é o que eu quero, logo, não há deus; há um projeto, um esboço e uma figura que alimenta meu ego e está submetido aos meus mandos e desmandos e, nesse tipo de relação, não há amor sacrificial, amor do tipo de Deus, portanto, não há testemunho da obra de Cristo na cruz — a rigor, o ponto alto da tradição da fé cristã. Há um desgaste quanto às leituras de autoridade, sobretudo em um governo que investe na manipulação de um grupo cuja regra de fé, ao invés de amparar a sociedade em tempos tão ruins, tem sido renegociada para se adaptar a um genocídio televisionado.</p>



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<p><strong><strong><strong><strong><strong>Gyovana Machado </strong></strong></strong></strong></strong>é cristã, formada no Seminário Rhema Brasil, graduanda em História pela UFJF, bolsista no LAHES, interessada nas grandes áreas de teologia, política e feminismo.</p>
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		<title>[PODCAST] Artesanias em cena &#8211; Bate-papo com o artista Paulo Alvarez</title>
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		<pubDate>Sun, 16 May 2021 21:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 091]]></category>
		<category><![CDATA[Trama Podcast]]></category>
		<category><![CDATA[Artesanias em cena]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Alvarez]]></category>
		<category><![CDATA[PodCast]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
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<p>Bem-vindas e bem-vindos à mais um episódio do nosso podcast! </p>



<p>Celebrando a nossa primeira participação na semana nacional de Museus através do Museu de Artes e Ofícios Bodoque, convidamos o artista e trabalhador da Cultura Paulo Alvarez para falar um pouco sobre sua experiência na área da cultura. No bate-papo, Paulo conta um pouco sobre sua trajetória nas artes e sobre a sua carreira em espaços culturais da cidade de Juiz de Fora, atuando na curadoria e expografia por mais de 20 anos.</p>



<p>Então já sabe, coloque os fones de ouvido e boa audição!</p>



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<p>Ouça no Spotify:</p>



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<p><strong><strong>O ARTECAST Bodoque</strong></strong> é um canal de aprofundamento das discussões levantas aqui na revista Trama. Nosso objetivo é fomentar o pensamento crítico e a valorização do conhecimento da arte e da cultura como ferramentas capazes de promover mudanças de olhar.</p>
</div></div>



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		<title>FESTIVAL DE FILMES ABRE INSCRIÇÕES PARA JOVENS MOSTRAREM O MUNDO QUE QUEREM</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 May 2021 21:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 091]]></category>
		<category><![CDATA[Editais]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: ONU Brasil</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center"><em>A&nbsp;Aliança de Civilizações das Nações Unidas (UNAOC) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) abriram a convocação de 2021 para&nbsp;o Festival de vídeo para a juventude PLURAL+, que este ano completa 13 anos.</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>Jovens de até 25 anos de todo o mundo podem&nbsp;enviar filmes e fazer com que suas vozes sejam ouvidas sobre as questões sociais urgentes de nosso tempo.</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>O prazo para se inscrever é 18 de junho.</em></p>



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<figure class="wp-block-image alignwide"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/brasil.un.org/sites/default/files/styles/large/public/2021-05/pluralplus21_call_v2-1024x585_1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" data-recalc-dims="1" /></figure>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Desde 2009, mais de 3.500 curtas-metragens de mais de 100 países foram inscritos no festival.</p>



<p>A&nbsp;<a href="https://pluralplus.unaoc.org/news/unaoc-and-iom-invite-youth-worldwide-to-submit-films-focusing-on-social-change/">Aliança de Civilizações das Nações Unidas (UNAOC)</a>&nbsp;e da Organização Internacional para as Migrações (OIM) abriram a convocação de 2021 para&nbsp;o Festival de vídeo para a juventude PLURAL +, que este ano completa 13 anos. Jovens de todo o mundo podem&nbsp;enviar filmes e fazer com que suas vozes sejam ouvidas sobre as questões sociais urgentes de nosso tempo.&nbsp;O prazo para se inscrever é 18 de junho.</p>



<p>“Hoje, mais do que nunca, precisamos ouvir os jovens e encorajá-los a nos mostrar o mundo que eles querem construir e viver”, disse o alto-representante da UNAOC, Miguel Ángel Moratinos. “O PLURAL+ fornece esta plataforma para empoderar os jovens e permitir que eles compartilhem sua visão e inspirem a todos nós”.</p>



<p>“Através do PLURAL+, muitos jovens têm usado o seu talento para produzir curtas-metragens que apelam a uma mudança para melhor, em particular sobre as questões de migração, inclusão e diversidade”, disse o diretor-geral da OIM, António Vitorino.&nbsp;“Com a mudança a definir as nossas vidas desde a pandemia, agora é uma oportunidade de reimaginar através das lentes dos jovens essas questões e o mundo que queremos”, acrescentou.</p>



<p>Todos os anos, o PLURAL+ convida jovens de até 25 anos para enviar curtas-metragens originais e criativos que transmitam mensagens construtivas relacionadas aos temas de migração, diversidade, inclusão social e prevenção da xenofobia. Os vencedores serão convidados, com todas as despesas pagas, para participarem da Cerimônia de Premiação PLURAL+, que acontecerá no final de 2021.</p>



<p>Com a ajuda de um júri internacional, a IOM e a UNAOC selecionarão em conjunto um curta-metragem em cada uma das três categorias de idade (até 12, 13 a 17 e 18 a 25 anos).</p>



<p>Este ano, eles também entregarão três prêmios especiais: o primeiro, o Prêmio Especial para a Prevenção da Xenofobia, que reconhecerá o filme que melhor ilustrar a questão da xenofobia e promover o respeito a todos. O segundo, o prêmio #forSafeWorship, vai reconhecer o filme que melhor explora o tema da diversidade religiosa e da coexistência entre religiões e credos em nosso mundo moderno. Finalmente, e pela primeira vez este ano, o Prêmio para a Solidariedade em meio&nbsp;à&nbsp;COVID-19 reconhecerá um filme que melhor explora o impacto da COVID-19 e o estigma nos grupos minoritários, e a necessidade de unidade e solidariedade para garantir que ninguém seja deixado para trás em termos de acesso equitativo a tratamento e vacinas. As organizações parceiras do PLURAL+ também concederão uma infinidade de prêmios e oportunidades profissionais para vários jovens cineastas.</p>



<p>Com crescente interesse e participação ao longo dos anos, a PLURAL+ se tornou uma plataforma global de primeira linha para distribuição de mídia juvenil. Desde 2009, mais de 3.500 curtas-metragens de mais de 100 países foram inscritos no festival. Os vídeos vencedores foram exibidos e transmitidos em dezenas de festivais, cinemas e redes de televisão em todo o mundo, assim como em escolas e conferências, e receberam mais de duas milhões de visualizações online.</p>



<p><a href="https://pluralplus.unaoc.org/plural-entry-form/">Clique aqui</a>&nbsp;para obter mais informações e enviar um vídeo.</p>



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<p><strong><em>Matéria originalmente publicada em&nbsp;<a rel="noreferrer noopener" href="https://brasil.un.org/pt-br/126921-festival-de-filmes-abre-inscricoes-para-jovens-mostrarem-o-mundo-que-querema" target="_blank">Nações Unidas Brasil</a></em>&nbsp;<em>em 14/05/2021 – Atualizado em 14/05/2021.</em></strong></p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="768" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=768%2C768&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13654 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?w=768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas)</strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>&nbsp;é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>
</div></div>



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		<title>UMA TEORIA SOBRE FOTOGRAFIAS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 May 2021 21:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 091]]></category>
		<category><![CDATA[Nathaly Rocha]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão poética]]></category>
		<category><![CDATA[Ressignificação de Momentos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Nathaly Rocha</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A verdade é que acreditar é mais uma vontade que uma racionalidade. Olhar para trás e ver convicções e imagens erguidas se desmancharem e momentos se remontarem&nbsp;é bem doloroso. Sinto que é como rasgar fotografias impressas no coração. E essas são infinitamente mais importantes que as materiais.</p>



<p>Primeiramente, porque as materiais têm cópias: uma revelada no papel, outra na memória, outra no coração. Quando se rasga a cópia do papel, não se perde a eternização do momento.</p>



<p>Todavia, quando se rasga a do coração, se parte todas as outras, não há mais cópias. As fotografias impressas no coração são únicas. Esse rasgo gera rupturas sentimentais e memoriais irreversíveis. Ainda que se tenha tal fotografia materializada, em mãos, ela se modifica; sofre ação da visão de dentro e assume cores distintas.</p>



<p>Ainda que se tenha a memória do momento fotografado, tal lembrança se transforma; se remonta com os novos pedaços do presente, com novas relações de parte de dor e afeto.</p>



<p>Rasgar fotografias impressas no coração é uma perda eterna e irreparável.</p>



<p>Me rasgaram.</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/2034a-nathaly-rocha-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-15871 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong><strong>Nathaly Rocha</strong></strong></strong></strong></strong> é mineira de berço e guarulhense de coração. É artista desde sempre. Atualmente, cursa Artes Visuais na UNESP. Acompanhe o trabalho da artista pelo <a href="http://instagram.com/p_arte__">Instagram</a>.</p>
</div></div>



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		<title>CONVERSAS COM ELIS REGINA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 May 2021 21:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 091]]></category>
		<category><![CDATA[Carol Cadinelli]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Carol Cadinelli</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Eu não sei vocês, mas a minha cabeça opera de um jeito curioso: nela, vivem o ‘eu’ que faz as coisas e o ‘eu’ que observa o outro ‘eu’ fazendo as coisas. Essa semana, o ‘eu’ observador tem certeza que os vizinhos me acham completamente maluca; me dei conta disso hoje.</p>



<p>Vivendo sozinha, em isolamento social, eu tenho muitas conversas com Elis Regina, minha cachorra. Com ela, falo de mim em terceira pessoa, chamando a mim mesma de ‘mamãe’. Com frequência, pergunto a ela, em alto e bom tom, se ela pegou o carregador do meu celular, ou se ela viu o livro que estou lendo e não consigo encontrar. Falo com voz aguda – o que foi censurado pela treinadora dela; é apenas uma forma de agitar os cães, essa vozinha de bebê. A gente acha que eles estão felizes quando abanam o rabo, mas não é sobre isso, nunca foi; a treinadora me contou isso, também.</p>



<p>Vivendo sozinha, em isolamento social, quis ser uma tutora melhor para minha cachorra, Elis Regina. Fiz um curso de comportamento canino que ajudou muito, e agora Elis Regina dorme na caixa de transporte toda noite. De toda forma, eu ainda dou pedaços de queijo pra ela e deixo a bichinha subir no sofá (ainda cubro a cachorra com o meu cobertor); um pouco de salada, um pouco de droga. Nesse processo, os meus diálogos absurdos com Elis Regina permanecem. Eu explico para ela tudo o que irá acontecer: que ela vai ficar fechada na caixa só um pouquinho e que eu já venho; que ela não pode ficar uivando na varanda porque ela não deve interagir com todo e qualquer estímulo que aparece porque eu não preciso de um cachorro estressado em casa; que pelo amor de Deus, cachorra, você precisa parar de chorar pra eu poder abrir a caixa pra você sair, porque se eu abrir antes de você parar de chorar, você vai entender que chorar funciona pra você conseguir o que quer – e mesmo que funcione, eu não posso deixar você saber disso porque eu PRECISO que você pare com essa coisa de ficar chorando antes que eu enlouqueça de vez.</p>



<p>Os meus vizinhos têm certeza que eu sou doida de pedra. Se eu ouvisse esse tipo de diálogo no apartamento ao lado, acima ou abaixo, também acharia que a pessoa é doida. E talvez eu seja, mesmo, doida. A psicóloga diz que eu sou só Borderline, mas cá entre nós, acho que eu sou doida mesmo. Todo mundo é. E, quem não era, ficou, depois desses 400 dias enfurnados em casa – ou indo à rua, com algum peso na consciência. Mesmo quem sai e encontra outros se sente sozinho. E a solidão não é o motivo primário da loucura? Talvez eu esteja sim, doida. A solidão tem me bagunçado completamente. Mas talvez eu não esteja tão doida assim. E, se estou certa, a culpa é da Elis Regina.</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/8a636-carolcad-bio-2-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-12212 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong><strong>Carol Cadinelli</strong>&nbsp;</strong></strong></strong></strong>é jornalista, apaixonada por palavras. Escreve, edita, revisa, traduz e, vez ou outra, fotografa. Atualmente, é editora na Trama. </p>
</div></div>



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<p></p>
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		<title>CATRACA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 May 2021 21:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 091]]></category>
		<category><![CDATA[Geara Franco]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Geara Franco</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse"> Na porta da minha vida
 Tem uma catraca só de ida.
 
 Não tem bilhete na saída.
 Não tem choro na partida.
 
 Tem apenas a certeza
 De que estou agradecida.
 Do sorriso à tristeza,
 Da lição aprendida.</pre>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="401" height="400" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/39ac6-geara-franco.png?resize=401%2C400&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13659 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/39ac6-geara-franco.png?w=401&amp;ssl=1 401w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/39ac6-geara-franco.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/39ac6-geara-franco.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 401px) 100vw, 401px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong>Geara Franco</strong>&nbsp;</strong></strong></strong>é jornalista, social media, macramística e poetisa nas horas vagas.</p>
</div></div>



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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
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<p></p>
</div></div>



<p></p>
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		<title>SOBRIEDADE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 May 2021 21:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 091]]></category>
		<category><![CDATA[Ariane Bertante]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão sobre autoimagem]]></category>
		<category><![CDATA[texto poético]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Ariane Bertante</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Sempre me senti pouco sóbria

Corri pelas sombras do acaso
Flutuei em personalidades diversas
Entorpecida pelo que eu era
(sinto saudades do que eu sou)

Sempre tive medo de mim
Tão intensa e lógica
Me vi num labirinto de "eus" loucos

Olhei pros lados
e havia carros
que me ignoravam, ninguém me atingia
(não me notavam)

A sobriedade... Seria utopia?

Sou mutável e sigo homenageando a impermanência da vida
Sou adaptável (instável?)
Sabe deus o que me espera!
  
Sou a fluidez sólida
Que recita as belezas de uma vida não tão bela
Que se pega perdida em devaneios
e se lança em voo livre pela janela!</pre>



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<p><strong><strong><strong>Ariane Bertante</strong></strong></strong> é poetisa. Pensa que escrever é a arte de se expressar, e de outra maneira não sabe ser: Escrever é sua forma de amar (e odiar). Ela bebe um vinho ou um café, sonha com sonetos e canções para o leitor exausto e eufórico se deleitar em devaneios (eternos devaneios).</p>
</div></div>



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