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	<title>Arquivos Ano 003, N 095 - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>EQUIPAMENTOS DE PROJEÇÃO INDIVIDUAL</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Jun 2021 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 095]]></category>
		<category><![CDATA[Ada Medeiros]]></category>
		<category><![CDATA[Análise Curatorial]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de arte]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Victoria Abdalla]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Ada Medeiros</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Se partirmos da ideia de que todo trabalho artístico é resíduo, cinzas de onde antes havia uma fogueira, alimentada pelo desejo &#8211; como dito por Ives Klein. &#8211; ao analisar não só a produção, mas também a biografia de Francisco Brandão, pergunto-me: pode um trabalho ser o prenúncio do fogo?</p>



<p>Francisco iniciou sua trajetória como artista visual ao criar uma espécie de tapete com 20 mil penas brancas em gesso, no calçadão da Rua Halfeld, no centro de Juiz de Fora, no ano de 2016. Sem saber, nessa instalação performática, <em>Ex-Votos</em> (2016), o artista para além de  anunciar os elementos que hoje constituem sua poética, talvez pressentisse como os atravessamentos de sua vida pessoal, continuariam a alimentar a sua pesquisa.</p>



<p>O ex-voto é uma tradição milenar de materialização de partes do corpo em busca de graça. No catolicismo, é dado ao seu santo de devoção em agradecimento de uma promessa. Trata-se de uma expressão moderna que relaciona o frágil mundo dos homens com o inexorável mundo dos deuses. E, para o artista, constituiu um elo entre ele e outrem, entre vida e morte e que hoje, germinam por replicações em sua produção.</p>



<p>Como vetores que inoculam em nós seus anseios, sua obra nos emociona e sabendo que <em>emocionar-se significa sentir o impessoal que está em nós<a href="#_ftn1"><sup><strong><sup>[1]</sup></strong></sup></a>, </em>observamos certa elegância em seus objetos, que manipulam algo que é caro a quase todos: relações maternais. Poucos meses depois do evento citado acima, o artista teve que lidar com o falecimento abrupto da mãe. Assim como posto por Freud, o processo de luto é, para o indivíduo, um processo de reconstrução daquilo que ele perdera. Logo, muitas de suas criações se fazem totens através dos quais ele sublima sua dor e redescobre novas realidades em objetos cotidianos impregnados de memórias.</p>



<p>Atualmente está em fase de conclusão de sua pesquisa de mestrado em Poéticas Visuais pela UFJF, e nela, ele cunha o termo <strong><em>Metodologia Viral</em></strong> e o adota não só em seu processo criativo e de pesquisa mas como uma ética de vida. Em suas palavras, “suas práticas proliferam cotidianamente cepas virais de afetos dos sujeitos marginais, enquanto produzem um corpo a corpo entre símbolos torcidos em objetos que já não aguentam a erosão por sua tradição simbólica”. Como artista, se vê como um intruso em outros campos, uma espécie de parasita que segundo o próprio ponto de vista, mostra o que pode ser feito com aquilo que lhe é dado – uma ação não só estética, mas sobretudo, política que se realiza por meio da manipulação de signos.</p>



<p>A instalação Ex-Votos, era também um equipamento relacional que ao encontrar os habitantes, os convidava a recolher algumas penas e as levar consigo &#8211; deixando-se contaminar pelo encontro de existências que, aparentemente díspares, convivem no mesmo espaço<a href="#_ftn2"><sup>[2]</sup></a>. E esse foi o primeiro momento em que o artista disseminou cepas seus afetos através de sua produção. Ainda que ele só viesse a perceber, na semana seguinte, que convivia com o vírus a alguns meses, enquanto ainda tentava compreender as reverberações de seu projeto, que esteve envolto na agitação dos sucessos, da imprevisibilidade e dos movimentos da mídia, da prefeitura e da polícia da cidade.</p>



<p>A princípio, Francisco pretendia dispor as penas pela rua sozinho, quase como se cumprisse uma penitência. Entretanto, em determinado momento precisou reconhecer que não possuía capacidade física ou tempo hábil para essa realização. A impossibilidade de concluir individualmente o trabalho, o fez recorrer a ajuda dos amigos que o acompanhavam e dos moradores de rua que por ali transitavam curiosos. Segue permitindo-se ser “ajudado” por outros artistas e pensadores como David Wojnarowicz, Caio Fernando Abreu, Zoe Leonard, Felix Gonzalez-Torres, Giorgio Agamben, Audre Lorde e Pedro Lamebel&nbsp; que o contaminam por ideias “subterrâneas” e partes delas compõem o seu universo <em>Queer</em>.</p>



<p>Nesses diálogos estabelecidos pelo artista, talvez o mais eloquente deles seja com&nbsp; José Leonilson que foi um artista visual com uma trajetória breve, encurtada pelo HIV. Sua obra é majoritariamente autobiográfica e ao descobrir que vivia com o vírus em 1991, sua produção volta-se para o corpo do artista e aproxima-se dos trabalhos de Louise Bourgeois, Eva Hesse, Lygia Clark e Helio Oiticica.<a href="#_ftn3"><sup>[3]</sup></a></p>



<p>Após ver um documentário intitulado<em> A Paixão de JL</em> (2014) em que Leonilson relatava um sonho que teve, no qual havia uma porta, com muitos trincos aos quais ele trancava sistematicamente, para proteger-se de um ser livre – a quem definiu como um “Pan” – que tentava aproximar-se dele, Francisco recria essa porta em homenagem ao artista e para tal, utiliza a porta do banheiro masculino de um antigo hotel do centro de Juiz de Fora. De origem grega, a palavra Pan traz consigo a ideia de “todo, por inteiro”<a href="#_ftn4"><sup>[4]</sup></a> e assim, a articulação das ideias dos dois artistas, tenciona questões sobre a forma com que acontecem as relações de afeto entre homens gays.</p>



<p>A Metodologia Viral é também uma metodologia erótica e, frequentemente, Francisco reencena em seus objetos a possibilidade da penetração, explicitando relações entre o prazer e a dor. Logo, questiona também como a sociedade estabeleceu paradigmas capazes de patologizar quaisquer ações eróticas que fossem improdutivas para o sistema. Partindo então da ideia de uma <em>mão masturbadora</em> como a mesma mão que trabalha e, em um novo diálogo, com o filósofo Paul Preciado, o artista constrói dildos<a href="#_ftn5"><sup>[5]</sup></a> que nem sempre se apresentam de forma explícita, porém, sempre colocam em contraste mais que o prazer e a dor, mas noções de docilidade e violência, e relativas à construção da sexualidade desde a infância.</p>



<p>Em sua obra póstuma, <em>Étant Donnés<a href="#_ftn6"><sup><strong><sup>[6]</sup></strong></sup></a></em> que foi revelada ao público em 1968, Marcel Duchamp criou um diorama que não tem performance autônoma. Funciona apenas no olho de quem o vê, por um olhar <em>voyeur</em>, que goza ao espreitá-lo por buracos na porta da sala que o guarda. Francisco Brandão recria em sua produção esse mesmo olhar. E outros, em cada olho mágico que dispõe em sentidos múltiplos, propiciando perspectivas vertiginosas. Entretanto, nessa analogia, não penso seus objetos como o diorama Duchampiano, os vejo como a porta que nos induz a olharmos para nós mesmos; não à toa, ele batiza sua pesquisa de <strong><em>Cenografias do Íntimo</em></strong>.</p>



<p>Francisco estabelece fortes relações entre o sagrado e o profano que atinge de forma tão visceral nossa coletânea de verdades que chegamos a sentir suas reverberações se disseminando célula a célula em nossos corpos. Sobretudo quando lemos seus escritos no contexto pandêmico em que vivemos e encontramos palavras como cepas, replicação, contaminação, assintomático, EPI (Equipamento de Proteção Individual), período de incubação, transmissão, entre outras, que não são mais exclusivas do jargão de profissionais das áreas biológicas e de saúde pois agora estão integradas em nosso cotidiano. Percebo seus trabalhos como equipamentos que não apenas nos defendem de possibilidades fracionadas mas nos projetam e passados os primeiros momentos de encantamento por seus trabalhos, nos vemos na ribalta de nossas próprias vidas, contaminados por seus afetos, dores, prazeres, pecados e beleza.</p>



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<figure class="wp-block-gallery columns-3 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3abce-00001.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" data-id="16468" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=16468" class="wp-image-16468" data-recalc-dims="1" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/cd70c-000002.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" data-id="16470" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=16470" class="wp-image-16470" data-recalc-dims="1" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/24736-000003.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" data-id="16469" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=16469" class="wp-image-16469" data-recalc-dims="1" /></figure></li></ul></figure>



<p class="has-text-align-center has-normal-font-size"><em>Sem título (69) </em>&#8211; porta de madeira e olhos mágicos, 210 x 80 cm &#8211; 2020.</p>



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<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a7a75-000004.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16472" data-recalc-dims="1" /><figcaption>&#8220;<em>Sem título&#8221;</em>, montagem digital de carimbo sobre notas vigentes de Real, 2020-21.</figcaption></figure></div>



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<figure class="wp-block-gallery columns-3 is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/6281d-whatsapp-image-2021-06-13-at-12.27.09-2.jpeg?w=950&#038;ssl=1" alt="" data-id="16474" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=16474" class="wp-image-16474" data-recalc-dims="1" /><figcaption class="blocks-gallery-item__caption">Não há paz no planeta dos prazeres<br>Globo pintado com tinta automotiva, pérolas plásticas, guizo e redoma<br>21 x 35 cm<br>2021 (em processo)</figcaption></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ecdc4-whatsapp-image-2021-06-13-at-12.27.12.jpeg?w=950&#038;ssl=1" alt="" data-id="16475" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=16475" class="wp-image-16475" data-recalc-dims="1" /><figcaption class="blocks-gallery-item__caption">Sem título<br>Pipa, receitas, papéis de presente, selo, negativos de 35mm, lâmpadas, anzol, botões, notas de dinheiro, jornal, porcas, parafusos, dedal<br>110 x 35 cm<br>2019</figcaption></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ca9e6-whatsapp-image-2021-06-13-at-12.27.13-2.jpeg?w=950&#038;ssl=1" alt="" data-id="16476" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=16476" class="wp-image-16476" data-recalc-dims="1" /><figcaption class="blocks-gallery-item__caption">Coração maior que o corpo<br>Álbum de casamento recortado e colado<br>(2019)</figcaption></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/63ca1-whatsapp-image-2021-06-13-at-12.27.09.jpeg?w=950&#038;ssl=1" alt="" data-id="16477" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=16477" class="wp-image-16477" data-recalc-dims="1" /><figcaption class="blocks-gallery-item__caption">S título<br>Objeto de madeira com imagem aplicada, pérolas e prego<br>23 x 18 cm<br>2020</figcaption></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ecbe7-whatsapp-image-2021-06-13-at-12.27.13-5.jpeg?w=950&#038;ssl=1" alt="" data-id="16478" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=16478" class="wp-image-16478" data-recalc-dims="1" /><figcaption class="blocks-gallery-item__caption">Orgasmo<br>Vaso de vidro, pipoca, pérola, miçangas, isopor, bola de gude, rolha de cortiça.<br>33 x 11 cm<br>2020</figcaption></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/00491-whatsapp-image-2021-06-13-at-12.27.13.jpeg?w=950&#038;ssl=1" alt="" data-id="16479" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=16479" class="wp-image-16479" data-recalc-dims="1" /><figcaption class="blocks-gallery-item__caption">Sem título<br>Xícaras<br>28 x 17 cm<br>2019</figcaption></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ded26-whatsapp-image-2021-06-13-at-12.27.14.jpeg?w=950&#038;ssl=1" alt="" data-id="16480" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=16480" class="wp-image-16480" data-recalc-dims="1" /><figcaption class="blocks-gallery-item__caption">Midas<br>Dedo de plástico e esfera de madeira com tinta automotiva perolada<br>83 x 30 cm<br>2021</figcaption></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/eb9ab-whatsapp-image-2021-06-13-at-12.27.23.jpeg?w=950&#038;ssl=1" alt="" data-id="16481" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=16481" class="wp-image-16481" data-recalc-dims="1" /><figcaption class="blocks-gallery-item__caption">Para chamar seu nome<br>Apito de madeira e anzol<br>16 x 6 cm<br>2019</figcaption></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/8ea5e-whatsapp-image-2021-06-13-at-12.27.24.jpeg?w=950&#038;ssl=1" alt="" data-id="16482" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=16482" class="wp-image-16482" data-recalc-dims="1" /><figcaption class="blocks-gallery-item__caption">Necromante<br>Ogó de madeira, bala de fuzil e pérolas de cumbo<br>29&#215;4 cm<br>2021</figcaption></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fd1cc-whatsapp-image-2021-06-13-at-12.27.13-3.jpeg?w=950&#038;ssl=1" alt="" data-id="16483" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=16483" class="wp-image-16483" data-recalc-dims="1" /><figcaption class="blocks-gallery-item__caption">Relicário, 2018</figcaption></figure></li></ul></figure>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image alignfull size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/8fd1f-whatsapp-image-2021-06-13-at-12.27.14-2.jpeg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16486" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-align-center has-normal-font-size"><em>Série SEDE #6 (beba água pura) &#8211;</em> Filtro de porcelana, stencil e cristal, 47 x 30 cm, 2021.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><a href="#_ftnref1"><sup>[1]</sup></a>&nbsp; AGAMBEN, Giorgio. <strong>Profanações</strong>. Trad. e apres. Selvino José Assmann. São Paulo: Boitempo, 2007.</p>



<p><a href="#_ftnref2"><sup>[2]</sup></a> <a href="https://globoplay.globo.com/v/5082477/">MGTV 1ª Edição – Zona da Mata | Estudante de Artes espalha penas de gesso pelo Calçadão em Juiz de Fora</a></p>



<p><a href="#_ftnref3"><sup>[3]</sup></a> LEONILSON . In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2021. Disponível em: &lt;http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa8742/leonilson&gt;. Acesso em: 04 de Jun. 2021. Verbete da Enciclopédia.</p>



<p><a href="#_ftnref4"><sup>[4]</sup></a>&nbsp; Dicionário Online de Português.<a href="https://www.dicio.com.br/pan/"> </a><a href="https://www.dicio.com.br/pan/">https://www.dicio.com.br/pan/</a> Acesso em 10/06/2021 às 10h57min.&nbsp;</p>



<p><a href="#_ftnref5"><sup>[5]</sup></a> Segundo Paul Preciado: “O dildo coloca a questão da morte, da simulação e da falsidade do sexo. Inversamente, obrigada a interrogar-se sobre a vida, a verdade e a subjetividade do sexo [&#8230;] Com relação ao corpo, o dildo assume o papel de um limite em movimento. Como significação descontextualizada, como citação subversiva, o dildo remete à impossibilidade de delimitar um contexto. Em primeiro lugar, coloca em questão a ideia segundo a qual o corpo masculono é o contexto natural da prótese do pênis. Depois, e de um modo mais drástico, ameaça a suposição segundo a qual o corpo orgânico é o contexto próprio da sexualidade.”</p>



<p><a href="#_ftnref6"><sup>[6]</sup></a> &nbsp;https://en.wikipedia.org/wiki/%C3%89tant_donn%C3%A9s</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/bde1b-bioada.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-15891 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong><strong>Ada Medeiros</strong></strong></strong></strong></strong> é Bacharela em Artes e Design pela UFJF e está se especializando em Artes Visuais na mesma instituição. Possui pesquisa com experiências em desenho, pintura e fotografia, na qual investiga questões acerca de gênero e sexualidade, além de tratar da efemeridade da vida, da fragilidade e da fragmentação do ser. <a href="https://www.instagram.com/adamedeiros/">Instagram</a></p>
</div></div>



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		<title>BITUCA DE CIGARRO É LIXO?</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Jun 2021 21:29:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Ada Medeiros]]></category>
		<category><![CDATA[Análise Curatorial]]></category>
		<category><![CDATA[crítica de arte]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Victoria Abdalla]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Wudson Marcos</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2021/06/13/bituca-de-cigarro-e-lixo/">BITUCA DE CIGARRO É LIXO?</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Pelo que observo no Brasil, parece haver um consenso nacional de que os fumantes podem jogar as bitucas onde quiserem. Se eu jogar um papel de bala na calçada posso ser censurado por alguém, pelo menos mentalmente. Algumas pessoas, quando estão atrás de quem jogou lixo no chão, recolhem-no e colocam em seu devido lugar. Outras – como eu já fiz – perseguem o dono da sujeira e devolvem o objeto que lhe pertence. Mas se alguém joga na mesma calçada uma bituca de cigarro, as possibilidades dessa pessoa ser censurada diminuem significativamente. &nbsp;</p>



<p>Aprendi com meus pais aquela regra básica – se onde você está não tem um lixo para jogar o lixo, deve guardar o lixo no bolso ou apenas segurá-lo até encontrar um lixo. Acho que, se você guardar um cigarro recém fumado no bolso, pode queimar sua roupa. Se segurar até ele apagar para poder colocar no bolso, sua roupa pode ficar impregnada com o cheiro dele. Aí estão, talvez, alguns pontos que favorecem a licença nacional para descartes aleatórios de bitucas de cigarro.</p>



<p>Você acha que as possíveis queimaduras ou a adesão irreversível do aroma da nicotina são justificativas plausíveis para concederem essa exceção? Eu não sei muito bem. Primeiro porque eu não fumo e não fiz nenhuma pesquisa minuciosa antes de escrever esse texto. Isso aqui foi feito apenas com base em divagações irrelevantes. A propósito, talvez, se ao invés de guardarem no bolso, soprarem até o cigarro apagar e segurarem até achar um lixo, o problema seria resolvido. Mas aí as mãos dos fumantes iam ficar fedendo. Se, em seguida, fossem cumprimentar alguém, transmitiriam esse cheiro para as mãos da pessoa em questão.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Uma coisa me inquieta. Se o cheiro indesejado pode ser um dos motivos para descartar a bituca em qualquer lugar &nbsp;– &nbsp;por que, nas festas por exemplo, a maioria não se incomoda em dar beijos de língua em alguém que acabou de fumar um maço inteiro? Podemos acrescentar também o cheiro do álcool ingerido durante a festa. Isso sem citar as outras substâncias possíveis.</p>



<p>Se você também fuma ou bebe faz sentido não se incomodar, já que os sabores em questão devem ser agradáveis para você. Mas, se você não consome nenhuma dessas coisas, por que não acha ruim esses gostos? Provavelmente é porque o prazer de dar uns amassos com alguém faz valer o sacrifício. Então, diante do tesão dos corpos se acariciando e trocando saliva, enquanto a língua está dentro da sua boca (e eventualmente em outros lugares), torna-se irrelevante qualquer cheiro que você normalmente rejeitaria. &nbsp;</p>



<p>Engraçado é que um amigo meu, quando bebe leite com nescau, não pode beijar seu namorado sem antes escovar os dentes. Eu não posso beijar minha esposa quando acabo de comer banana. Os motivos são óbvios. Ele odeia nescau &#8211; que é melhor que toddy &#8211; e ela odeia banana. Daí eu criei a seguinte teoria (no sentido vulgar do termo): os não fumantes ou não consumidores de álcool, que se entregam aos beijos que têm sabor dessas substâncias, não odeiam essas coisas como afirmam odiar. Talvez haja alguma atração oculta, mas que só é satisfeita quando pode se disfarçar em meio às trocas de fluidos humanos.</p>



<p>Claro, os outros sabores e sensações, como eu já disse, parecem compensar alguns eflúvios indesejados. De modo que alguém com um beijo de sabor mais palatável para você pode perder de uma boca totalmente deteriorada pela química, desde que esses lábios deteriorados sejam parte de um corpo gostoso e um rosto bonito. Se a pessoa de beijo com seu sabor favorito for gostosa, ela pode ganhar da outra. Mas se ela não lhe for atraente, foda-se – você prefere um sabor menos atraente, que na verdade fica mais gostoso levando em conta sua apreciação do conjunto dos aspectos da experiência. Pelo menos é o que parece na maioria das vezes.</p>



<p>Uma vez meu irmão e eu acendemos um pequeno graveto e tentamos fumar. Acho que me engasguei com a fumaça e os farelos de madeira. Não lembro a reação do meu irmão. Mas acho que foi parecida com a minha. Eu devia ter uns oito ou nove anos. Se não contarmos o fato de que quase todos, em algum momento, são fumantes passivos, essa experiência consiste em todo o meu histórico de fumante. Eu tenho asma. Acho que fumar não ia dar muito certo.</p>



<p>O que será que tanto atrai no cigarro? Imagino que as respostas sejam várias. Mas uma dessas explicações me deixa mais fascinado – a de que a sensação de morte constante e gradativa atrai as pessoas, já que no fundo a maioria de nós quer deixar esse mundo de merda. Richard Klein, autor do livro <em>Cigarros são Sublimes</em>, fala sobre essa perspectiva em uma entrevista à <em>Folha de São Paulo</em>.</p>



<p>Talvez as pessoas possam ter o direito de pesar as vantagens do cigarro contra seus riscos. Afinal, a própria vida é uma doença progressiva, da qual só nos recuperamos postumamente. Se ter saúde é estar livre da doença, só se consegue ser saudável por meio da morte.</p>



<p>Será que a ideia da deterioração da vida, inconscientemente, torna-se atrativa? Seria uma espécie de automutilação. No Brasil, a partir de 2002, as empresas passaram a ser obrigadas a colocar nas carteiras de cigarro imagens com os malefícios que seu uso pode trazer. Se eventualmente essas fotos causam alguma reflexão – sobretudo nas considerações sobre impotência sexual – também por meio delas pode-se aumentar a possibilidade de atração pela substância suicida. Estou falando sobre experiências mais compreensíveis para mim. Estou falando sobre um aspecto morbidamente atraente. Caso eu precisasse descrever os porquês de eu fumar, esse aspecto suicida seria o motivo principal.</p>



<p>Os outros atrativos mais popularizados podem ser vistos nas atuais séries cujas histórias acontecem nos anos 80. Notadamente nessa década o cigarro foi exaltado como um acessório de pessoas descoladas. Seu uso podia ser diretamente relacionado a adjetivos como <em>sexy </em>ou <em>nobre transgressor</em>. Pelo menos essa é a descrição que nos apresentam ao exibir as publicidades mais velhas correspondentes ao tema. Richard Klein não chamaria de “nobre” o caráter transgressor normalmente associado ao cigarro. Na verdade ele diz que “a beleza dos cigarros nunca foi entendida ou representada como inequivocamente positiva &#8211; sempre foi associada com mau gosto, transgressão e morte. Talvez esteja aí mesmo a fonte de sua atração por tantas pessoas”.</p>



<p>Em sua <em>Antropologia de um ponto de vista pragmático</em>, Kant faz considerações bastante interessantes sobre o hábito de fumar.</p>



<p>[&#8230;] é como que um impulso frequentemente repetido para recobrar a atenção sobre o próprio estado de pensamento, que, do contrário, se entorpeceria ou se aborreceria com a uniformidade e monotonia, enquanto aqueles meios sempre os despertam como que aos solavancos. Essa espécie de entretenimento do ser humano consigo mesmo substitui uma companhia, pois preenche, no lugar da conversa, o vazio do tempo com sensações sempre novas e com excitações fugazes, mas sempre renovadas.</p>



<p>Até que ponto as declarações de Kant e os meus vagos devaneios tem a ver com a realidade, as pessoas que fumam poderão negar ou afirmar com muito mais propriedade do que eu. Além daqueles que se debruçaram com dedicação mais intensa sobre o estudo desse assunto.</p>



<p>Voltando às bitucas de cigarro: aparentemente, alguns alegam não jogar em qualquer lugar. Mas apenas em sarjetas já sujas ou em algum lugar de sua própria casa. Mas acredito que, na maioria desses casos, outros moradores da mesma casa seriam censurados se jogassem embalagens e cascas de frutas ali onde jazem os falecidos rolos de tabaco. Talvez a repreensão não venha dos próprios fumantes. Mas a sujeira das bitucas já é tão normal que um visitante não se incomodaria tanto com elas como se incomodaria com os outros lixos. Aliás, será que os restos mortais dos cigarros deixam de ser considerados como lixo porque &#8211; semelhante ao cadáver humano &#8211; as bitucas são os símbolos deteriorados de entes queridos que se foram?</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b8421-wudson-marcos.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16383 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong><strong>Wudson Marcos </strong></strong></strong></strong></strong>é graduado em Filosofia pela UFMS, pós-graduado em Sociologia e Orientação Educacional pela Faculdade Dom Alberto. Trabalha como professor, faz mestrado em Estética e Filosofia da Arte pela UFSC. Também é poeta, autor do livro CGS, e futuro pastor excomungado, sendo que a excomunhão já foi efetivada.</p>
</div></div>



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		<title>AO BORDAR CONTRÁRIOS NAS BORDAS DE DENTRO</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Jun 2021 21:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 095]]></category>
		<category><![CDATA[Marcus Cardoso]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Marcus Cardoso </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Olho com olhos distintos (talvez distantes, de onde): minhas pupilas sempre consumiram tudo que é palavra: famintas. Mas são imagens que sempre me perseguem. Nesse relance de rabo-de-olho. Palavra quando escrita é imagem, não me deixem esquecer. E surge, de um horizonte rarefeito, numa ponta de acaso, Leonilson. José Leonilson. Paulista, artista, delicado em toda sua selvageria. E nesses tempos em que tenho desistido, cego pelas lágrimas que rolaram ao contrário, me atravessou a luz de sua obra. E então o desafio de levantar da cama e escrever sobre um de seus tecidos. Uma obra indicada, escolhida pelo outro, pela mesma ponta de acaso descrita acima, que se enrola no meu nada. Mas a obra se desenrola: aqui, abaixo e dentro.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/2c219-leonilson.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16388" data-recalc-dims="1" /><figcaption>LEONILSON, José. Cheio, vazio. Bordado e costura sobre voile e tecido de algodão. 54 x 49 cm. 1993.</figcaption></figure></div>



<p>Como se, dessa obra, eu entrasse através do texto: esses cinco por cento de todo o tecido. E então, caduco, manco, com olhos esbaforidos que correram de um lado pro outro, paro. Nesse momento exato da escrita, deitei o livro [com a obra] sobre a cama, que fica em minhas costas. Para observá-lo, preciso sair do texto (ou tela?). Girar 180º.</p>



<p>Esse texto acaba de virar absurdamente corporal. Alémpalavra.</p>



<p>Existe a inexistência da intersecção. E o quão curioso esses pontos tortos nessa obra. Uma simetria assimétrica, uma apenas sensação de que tudo está no devido lugar. As cores, quentes, à direita. As cores frias, à esquerda. Reparo: como se as listas brancas estivessem escorrendo em decantação. Como se cheio fosse uma sucessão de pequenos vazios intercalados. Como se cheio fosse uma construção fundada no vazio, num grande e silencioso branco eterno. São como as ruas da cidade de São Paulo, construídas em cima de rios, e que não conseguem conter o aumento das águas. E qual a culpa do rio? Aqui, não só as margens oprimem. Um vazio estrutural, que escorre pra cima. Um vazio pilastra, em que apoiei um eu-ego-copan e sua única forma possível: torta. Um chão insustentável para um prédio conivente com o terremoto.</p>



<p>E ainda essa solidão descentralizada, independente do temperamento, do tempero das peles, da regra das cores: um cheio regado à seu espelho, seu outro contraditório. Um cheio condenado a vizinhar seu anti. Um vazio vivente no horizonte do cheio. Assimétricos, opostos, mas juntos. Numa única existência possível.</p>



<p>Leonilson é cirúrgico como um deus que costura siameses.</p>



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<p><strong>Referências:</strong></p>



<p>Leonilson: <strong>truth, ficition</strong>/ Curadoria de textos Adriano Pedros. São Paulo: Pinacoteca do Estado, 2014.</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:24% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/650ae-marcus.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16187 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p style="font-size:19px"><strong>Marcus Cardoso</strong> é poeta, músico e historiador. Vivente na cidade de Ribeirão Pires, lançou as plaquetes&nbsp;<em>todo poeta mente sinceramente</em>&nbsp;(2016) e&nbsp;<em>palimpsesto, eu&nbsp;</em>(2018): ambas de modo independente. Tem poemas publicados nas revistas&nbsp;<em>Vício Velho</em>,&nbsp;<em>Ruído Manifesto, A Bacana, Arribação&nbsp;</em>e no&nbsp;<em>Mural&nbsp;</em>da Kotter Editorial. Escreve, semanalmente, ensaios-prosas-poéticas que teimam em ser chamadas de resenha, para o site&nbsp;<em>FolkdaWorld</em>.&nbsp;É cantautor no projeto&nbsp;<em>reticente</em>. Segue buscando maneiras diversas de atravessar o múltiplo subúrbio da palavra.</p>
</div></div>



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		<title>UMA BREVE HISTÓRIA DO LADRILHO HIDRÁULICO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Jun 2021 21:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 095]]></category>
		<category><![CDATA[Arte e arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[Ladrilho Hidraulico]]></category>
		<category><![CDATA[Poliana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Poliana Vieira Côrtes Lopes</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os ladrilhos hidráulicos são um tipo de revestimento de piso que era anteriormente usado em paredes, e que foi importado de Portugal, Bélgica e França para o Brasil até fim do século XIX, quando surgiram as primeiras fábricas de imigrantes italianos no país.</p>



<p>Desde a invenção da técnica do ladrilho hidráulico, sua utilização foi ampla e bem difundida nos anos de 1900. Segundo Marcos Olender (2011), esse revestimento surgiu depois do aparecimento de novos métodos construtivos, como o cimento Portland. Produzido inicialmente de forma artesanal, o revestimento foi introduzido naturalmente nas casas e nas predileções estéticas que estavam se consolidando em meados de 1800. Ainda segundo o autor, os primeiros registros encontrados da utilização do ladrilho datam de 1850, na região do Vale do Reno na França. Em seguida, sua rápida difusão foi bem sucedida por toda a região da Provença, ainda na França, seguindo rumo ao norte da África e para o resto do mundo.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/73491-poli1.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16431" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Figura 1 – pagina de catálogo de ladrilhos hidráulicos da Compahia Ind. E Constructora Pantaleone Arcuri</figcaption></figure>



<p>Segundo Nestor Goulart Reis Filho (1970)<em>, </em>no decorrer da trajetória de mudanças socioeconômicas e tecnológicas ocorridas durante a segunda metade do século XIX no Brasil, profundas transformações foram desencadeadas nos modos de se habitar e construir no país. Nesse contexto de desenvolvimento tecnológico, a produção e uso do ladrilho hidráulico aumenta, se tornando um revestimento que alcançou grande popularidade. Nesse sentido, é possível identificar tal produto na maioria das edificações mais expressivas desse período.</p>



<p>Uma das empresas responsáveis pela produção desse revestimento, foi fundada na cidade de Juiz de Fora, com o nome &nbsp;Pantaleone Arcuri &amp; Timponi, em 1895, que depois mudou para Pantaleone Arcuri &amp; Spinelli até adotar em definitivo o nome Companhia Industrial e Construtora Pantaleone Arcuri, que se manteve em atividade até 1944. De projetos arquitetônicos à fornecimento de material para a construção, como telhas de cimeanto (antecessor do amianto), portas, janelas, louça, porcelana, encanamentos, ladrilho hidráulico, dentre outros, a fábrica cresceu muito e expandiu sua produção, chegando a fabricar carroças e posteriormente ter uma representação de automóveis da FIAT, importados da Itália.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/5aca7-poli2.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16432" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Figura 2- Postal com nova sede da Cia Pantaleone Arcuri</figcaption></figure></div>



<p>Mesmo após cerca de um século, andando por Juiz de Fora, é possível perceber a riqueza arquitetônica eclética que se faz presente nas fachadas do centro. Muitas edificações estão tombadas, algumas em processo de tombamento e outras, ainda, sem esse reconhecimento. Dentre essas construções, existem casas particulares,&nbsp; estabelecimentos comercias e edifícios públicos. É difícil afirmar se a maioria desses lugares ainda possui o interior original, uma vez que muitas dessas construções são de uso particular, mas a beleza da preservação histórica visível nas fachadas é algo encantador na cidade.</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9cfaa-poliana-cortes-lopes.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16433 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong><strong>Poliana </strong></strong>Vieira Côrtes Lopes </strong></strong></strong>é formada em artes pela UFJF, é professora, especializada em restauração e mestranda no PPG de Patrimônio da Fiocruz do Rio de Janeiro e sócia da Instituição Cultural Bodoque Artes e Ofícios.</p>
</div></div>



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		<title>[PODCAST] MÚSICA E POLÍTICA: O ARTISTA DEVE SE POSICIONAR?</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2021/06/13/podcast-musica-e-politica-o-artista-deve-se-posicionar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Jun 2021 21:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 095]]></category>
		<category><![CDATA[Trama Podcast]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[MÚSICA]]></category>
		<category><![CDATA[PodCast]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Artecast Bodoque</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
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<p>Bem-vindas e bem-vindos à mais um episódio do nosso podcast! </p>



<p>No episódio de hoje o Beto, Fred, Kariston e nosso mais novo integrante: Diego Neves Banda, discutem sobre a aproximação entre a música e as movimentações políticas na sociedade. Vale a pena ouvir!</p>



<p>Então já sabe, coloque os fones de ouvido e boa audição!</p>



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<p>Ouça no Spotify:</p>



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<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong><strong>O ARTECAST Bodoque</strong></strong> é um canal de aprofundamento das discussões levantas aqui na revista Trama. Nosso objetivo é fomentar o pensamento crítico e a valorização do conhecimento da arte e da cultura como ferramentas capazes de promover mudanças de olhar.</p>
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		<title>HORA DE ACABAR COM O TRABALHO INFANTIL</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Jun 2021 21:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 095]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: ONU Brasil</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A&nbsp;<a href="https://www.ilo.org/brasilia/noticias/WCMS_801315/lang--pt/index.htm">exploração do trabalho infantil</a>&nbsp;está à vista de todos nós, nas ruas das cidades, no comércio e serviços, principalmente os informais, nas áreas rurais, em especial na agricultura.</p>



<p>Há pouco mais de um ano, a crise deflagrada pela pandemia da COVID-19 atingiu o mundo do trabalho e causou efeitos devastadores sobre o emprego e a renda das famílias globalmente. O golpe impactou com mais força as pessoas que já se encontravam em situação de vulnerabilidade socioeconômica. O aumento da pobreza aliada ao fechamento de escolas potencialmente agravou a situação do trabalho infantil.</p>



<p>Esse cenário carrega um potencial retrocesso de décadas nos esforços globais para a erradicação do trabalho infantil, que, em muitos casos, é causa e efeito da pobreza e ameaça o não cumprimento da meta da agenda 2030.</p>



<p>A pobreza faz com que os filhos de famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica tenham reduzidas suas oportunidades de desenvolvimento na infância e adolescência. Ao atingirem a vida adulta, tornam-se, majoritariamente, trabalhadores com baixa escolaridade e qualificação, sujeitos a menores salários e vulneráveis a empregos em condições degradantes, perpetuando um círculo vicioso de pobreza. Um ciclo que afeta o desenvolvimento sustentável de qualquer nação.</p>



<p>Dados divulgados essa semana em um novo relatório elaborado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pelo Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF) confirmam um cenário preocupante: pela primeira vez, em 20 anos, houve uma estagnação na redução do número de crianças em situação de trabalho infantil.</p>



<p>Quase 100 milhões de crianças foram retiradas do trabalho infantil em todo mundo, reduzindo o número de 246 milhões, em 2000, para 152 milhões em 2016. No Brasil, 1,8 milhão de crianças estavam em situação de trabalho infantil em 2019, segundo dados do IBGE.</p>



<p>As estatísticas mais recentes indicam que, no início de 2020, 160 milhões de crianças estavam em situação de trabalho infantil globalmente &#8211; um aumento de 8,4 milhões de crianças desde 2016. Isso equivale a quase 1 em cada 10 crianças em todo o mundo. Setenta e nove milhões de crianças &#8211; quase metade de todas as crianças em trabalho infantil &#8211; realizavam trabalhos perigosos que colocam em risco sua saúde, segurança e desenvolvimento moral e psicológico.</p>



<p>Esses dados foram anteriores à crise pandêmica e ainda assim preocupantes. Começamos 2021, o Ano Internacional para a Eliminação do Trabalho Infantil com um alerta e um chamado urgente para reiterar o compromisso e a determinação de multiplicar os recursos para agir agora em uma escala sem precedentes.</p>



<p>A crise fomentada pela COVID-19 ameaça prejudicar ainda mais o progresso global contra o trabalho infantil, a menos que medidas urgentes de mitigação sejam tomadas. De acordo ao citado relatório, uma simulação sugere que mais 8,9 milhões de crianças estarão em situação de trabalho infantil no mundo até o final de 2022, como resultado do aumento da pobreza causado pela pandemia, se não forem tomadas as medidas de proteção e geração de trabalho decente.</p>



<p>Erradicar o trabalho infantil no século XXI não é uma batalha solitária, mas uma meta compartilhada. É um somatório de atuações decisivas e articuladas entre governos, organizações de trabalhadores e empregadores e a sociedade civil para que possamos avançar &#8211; e não retroceder &#8211; na prevenção e eliminação do trabalho infantil. A OIT defende a adoção de ações, baseadas no diálogo social e que reúnam todos os atores públicos e privados envolvidos na resposta à persistência do trabalho infantil, que devem incluir medidas nas áreas de proteção social, educação, promoção do trabalho decente para os pais e mães e melhoria na capacidade de fiscalização do trabalho.</p>



<p>A maior parte do trabalho infantil continua a ocorrer na agricultura. Os números globais indicam que mais de 70% de todas as crianças em situação de trabalho infantil, 112 milhões no total, estão na agricultura. Muitas dessas crianças são mais novas, o que destaca a agricultura como potencial porta de entrada para o trabalho infantil. Mais de três quartos de todas as crianças de 5 a 11 anos estão trabalho infantil na agricultura. Por isso, além da implementação das políticas públicas nas cidades, é crucial a formulação de programas adaptados ao contexto das zonas rurais e a geração de oportunidade de trabalho protegido e de aprendizagem para os jovens em idade permitida para o trabalho, além do fomento ao trabalho decente para as pessoas adultas.</p>



<p>Para empresas e trabalhadores, combater os riscos do trabalho infantil nas cadeias de suprimentos nacionais e globais continua a ser importante para um desenvolvimento sustentado, sustentável e inclusivo. Um olhar atento deve ser voltado para as micro e pequenas empresas que operam nas camadas mais baixas das cadeias de suprimento, e onde o trabalho infantil e outros riscos aos direitos humanos costumam ser mais pronunciados. A crise da COVID-19 fortaleceu necessidade de cooperação internacional para superar os desafios globais. Isso vale tanto para a erradicação do trabalho infantil quanto para outras prioridades críticas de desenvolvimento da Agenda 2030. Os países devem trabalhar juntos dentro do espírito da Convenção No. 182 sobre proibição das piores formas de trabalho infantil e ação imediata para sua eliminação, ratificada universalmente.</p>



<p>O mundo do trabalho é uma arena onde se decide o futuro de milhões de crianças e adolescentes. A hora de agir contra o trabalho infantil é agora. Fizemos uma promessa às crianças de erradicar o trabalho infantil até 2025. Não há mais tempo a perder.</p>



<p><strong><em>Matéria originalmente publicada em&nbsp;<a rel="noreferrer noopener" href="https://brasil.un.org/pt-br/131051-artigo-hora-de-acabar-com-o-trabalho-infantil" target="_blank">Nações Unidas Brasil</a></em>&nbsp;<em>em 11/06/2021 – Atualizado em 11/06/2021.</em></strong></p>



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<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas)</strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>&nbsp;é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>
</div></div>



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		<title>[EXPOSIÇÃO VIRTUAL] BREAKING FRAMES</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Jun 2021 21:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 095]]></category>
		<category><![CDATA[Estação Canelas]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição de arte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Estação - Canelas</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
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<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<p>&#8216;Breaking Frames&#8217; é um projeto de exposição que examina as temáticas, dos processos de desconstrução e reconstrução, dentro de imagens e obras de arte quando colocadas em vários contextos. A exposição em si funciona como uma plataforma para a experimentação das questões na prática, para entender os processos de enquadramento em que são construídos. Além disso, o próprio projeto opera como uma intervenção dentro da antiga estação ferroviária e seus arredores.</p>



<p>Matti Tanskanen (n.1982) é um artista e fotógrafo a viver atualmente em Helsínquia, Finlândia. Já exibiu os seus trabalhos no Solar Galeria de Arte Cinemática e no Encontros da Imagem Photography Festival em Portugal, entre outros lugares. Além disso, Tanskanen recebeu seu mestrado na Universidade de Aalto nesta primavera.</p>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<p>&#8216;Breaking Frames&#8217; is an exhibition project examining the thematics of deconstruction and reconstruction processes within images and artworks when placed in various contexts. The exhibition itself works as a platform for experimentation of the questions in practice to understand how framing and de-framing processes construct. Moreover, the project itself operates as an intervention within the old railway station and its near surroundings.</p>



<p><br>Matti Tanskanen (b.1982) is an artist and photographer currently based in Helsinki, Finland. He has previously exhibited his works at Solar Galeria de Arte Cinematica and Encontros da Imagem Photography Festival in Portugal among other places. Besides this, Tanskanen received his MA from Aalto University this spring.</p>
</div>
</div>



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<figure class="wp-block-image alignfull size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/76bbf-estacao1.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16352" data-recalc-dims="1" /></figure>



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<div class="wp-block-jetpack-tiled-gallery aligncenter is-style-rectangular"><div class="tiled-gallery__gallery"><div class="tiled-gallery__row"><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:50%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/e63e2-estacao4.png?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/e63e2-estacao4.png?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/e63e2-estacao4.png?w=950?strip=info&#038;w=1200 1200w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/e63e2-estacao4.png?w=950?strip=info&#038;w=1280 1280w" alt="" data-height="800" data-id="16355" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=16355" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ca5b4-estacao4.png" data-width="1280" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/e63e2-estacao4.png?w=950" data-amp-layout="responsive" data-recalc-dims="1" /></figure></div><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:50%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/4b634-estacao3.png?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/4b634-estacao3.png?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/4b634-estacao3.png?w=950?strip=info&#038;w=1200 1200w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/4b634-estacao3.png?w=950?strip=info&#038;w=1280 1280w" alt="" data-height="800" data-id="16356" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=16356" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/6b297-estacao3.png" data-width="1280" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/4b634-estacao3.png?w=950" data-amp-layout="responsive" data-recalc-dims="1" /></figure></div></div></div></div>



<div class="wp-block-jetpack-tiled-gallery aligncenter is-style-rectangular"><div class="tiled-gallery__gallery"><div class="tiled-gallery__row"><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:30.81272%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/ee6f5-estacao6.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/ee6f5-estacao6.jpg?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/ee6f5-estacao6.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1200 1200w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/ee6f5-estacao6.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1500 1500w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/ee6f5-estacao6.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1800 1800w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/ee6f5-estacao6.jpg?w=950?strip=info&#038;w=2000 2000w" alt="" data-height="4272" data-id="16358" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=16358" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/929ec-estacao6.jpg" data-width="2848" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/ee6f5-estacao6.jpg?w=950" data-amp-layout="responsive" data-recalc-dims="1" /></figure></div><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:69.18728%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/a9bfb-estacao5.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/a9bfb-estacao5.jpg?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/a9bfb-estacao5.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1200 1200w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/a9bfb-estacao5.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1500 1500w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/a9bfb-estacao5.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1800 1800w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/a9bfb-estacao5.jpg?w=950?strip=info&#038;w=2000 2000w" alt="" data-height="2848" data-id="16359" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=16359" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/44d36-estacao5.jpg" data-width="4272" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/06/a9bfb-estacao5.jpg?w=950" data-amp-layout="responsive" data-recalc-dims="1" /></figure></div></div></div></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/f39f4-estacao7.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16360" data-recalc-dims="1" /></figure></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9d876-estacao8.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16362" data-recalc-dims="1" /></figure>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:23% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/24668-estacao-canelas.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-14784 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong>Estação</strong> é um espaço cultural localizado na cidade de Canelas (Portugal), idealizado pela Junta de Freguesia de Canelas e pelo artista plástico Mário Afonso. O espaço tem o intuito de divulgar o trabalho de artistas nacionais e internacionais, de várias áreas artísticas, realizando exposições e oferecendo, à freguesia de Canelas, acesso gratuito a projetos culturais atuais.</p>
</div></div>



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		<title>A IRONIA DE VER NA VISÃO DE UM POMBO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Jun 2021 21:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 095]]></category>
		<category><![CDATA[Nathaly Rocha]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão poética]]></category>
		<category><![CDATA[Ressignificação de Momentos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Nathaly Rocha</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A ironia e, talvez desejo íntimo, de um pássaro ver um humano preso em sua gaiola. Não um, mas dois pombos me espreitavam, olhando pela janela de meu quarto como se cochichassem sobre mim e rissem de minha condição, de meu cárcere com janelas e porta da qual possuo a chave. Olhavam dobrando o pescoço, virando a cabeça em tom de me ver em todos os ângulos &#8211; ou de conseguir me ver em algum ângulo? Há algo, certo ângulo, certa forma de ver em nós, que condiz com a identidade inteira. Há algo em nós que só há em nós &#8211; em mim, em cada um &#8211; será isso essência? Artistas tem dom de enxergar essências. &#8211; mas não se engane!, enxergar não é tarefa fácil ou encantadora &#8211; Não, não é ascese, Platão. Enxergar é quase como tomar tudo quanto viu como alucinação. E poucos conseguem suportar o peso de ser esquizofrênico de visão.., há muita relutância à loucura, relutância a defrontar-se com a irracionalidade do mundo, e, sobretudo, de si. Um pássaro se foi? Se cansou de procurar em mim ângulo de identidade que mostrasse por esgueira minh&#8217;alma particular e definida e se foi. Mas a visão dos pombos é de potência enorme: veem a vida de cima, o retrato da cidade e suas misérias ao lado de suas riquezas e edificações que desedificam humanidade e desalojam corpos humanos e ainda assim &#8211; continuam vendo. Terá sido eu imagem tão miserável quanto essa para que esse pombo não me suportasse ver? E eu, me suporto ver? Talvez só me suporte ver ao espelho porque não tenho capacidade de ângulos. Ou será que esse pássaro, inconformado em me encarar de todos os ângulos sem me ver, houvesse desistido?, desistido de procurar em mim um ângulo particular e essencial que lhe permitisse ver, ainda que por esgueira, minha espécie de alma? Não tenho ângulo particular, só ângulos indistintos?, só tenho generalidades? Não., um pombo continua a me meditar, segurarei minha esperança em um pombo num fio de poste. A esperança é sempre uma equilibrista numa corda bamba. Mas neste meu caso, o cair da esperança me seria mais consolador do que se voasse por imediato &#8211; morta ao quente do asfalto eu poderia me seguir a crer que talvez tenha um Eu em mim, só não pôde ser visto porque, de súbito, a pomba caíra. Agora, se voasse, era a desistência da segunda em encarar o vazio de meu ser. Mas ainda estava lá, e era o que me bastava para manter-me respirando minhas crenças; É o que quase todos, para manter respiração, necessitam: acreditar que alguém está olhando por ti. No meu caso, meu ser misericordioso era um pombo., iluminado, ao sol. Enquanto estava eu na sombra.</p>



<p>Em um alongar de penas e pernas, mal acompanhando meu espanto, ele fez o movimento que daria nó nas tripas de meu estômago e na corda bamba de minha ingênua e vulnerável esperança: Não, não voou nem caiu do fio do poste. Lhe disse, lhe disse; foi pior, peor &#8211; porque foi um pior que eu nem mesmo imaginara a possibilidade, um pior que não conhecia: foi peor. Após seus movimentos pausados, o alongamento dos pés, das asas; meu pombo se virou. Deu meia volta passando um pé pelo lado do outro e me deu as costas. Como eu poderia respirar agora o ar gelado e seco de minha vida dentro de minha gaiola de tijolos se esse, que olhava por mim, a quem eu havia equilibrado minhas esperanças e sustentado minhas frágeis crenças, agora havia me dado as costas?, mirado os olhos para o outro lado das vidas amontoadas na cidade? Foi minha penumbra., foi meu vazio escuro que essa criatura enxergou quando tentou ver meu ângulo de alma e aura. Até as telhas, enfileiradas &#8211; uma a uma- tem aura visível para os pombos.? Óbvio. Mesmo elas têm o aqui e o agora; fazem parte de uma casa num sistema de telhado &#8211; fazem parte de algo. E estão nesse momento ao sol de Agora do dia que lhe ilumina cor. Sim, o pombo nem conseguiu ver minha cor na penumbra de meu sarcófago minuciosamente arquitetado para abrigar corpo e manter vida, mas que não passa de crença tão antiga quanto a de vida pós-morte enquanto eu tento me ater à crença da existência de vida pré-morte e morte pós vida. Mas num súbito, num átimo de minha divagação.; meu pombo voou. E pura e simplesmente entrou dentro do azul sem nuvem. Desapareceu. Tal como acontece com as convicções quando se enxerga: elas esvoaçam num ato de alucinação. É por essa razão que ver é uma tal desorganização e uma desilusão. E certifique-se que suporte &#8211; Édipo não suportou ver-se e furou os olhos – certifique-se que suporte ver o que vou dizer que vi, nesta manhã, com o pombo deixando de ver-me: ver é finalmente deixar o que se viu.</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/2034a-nathaly-rocha-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-15871 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong><strong>Nathaly Rocha</strong></strong></strong></strong></strong> é mineira de berço e guarulhense de coração. É artista desde sempre. Atualmente, cursa Artes Visuais na UNESP. Acompanhe o trabalho da artista pelo <a href="http://instagram.com/p_arte__">Instagram</a>.</p>
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		<title>[EXPOSIÇÃO VIRTUAL] ROTEIRO DESNORTEADO</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2021/06/13/exposicao-virtual-roteiro-desnorteado/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Jun 2021 21:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 095]]></category>
		<category><![CDATA[desenho]]></category>
		<category><![CDATA[Jonas Dias]]></category>
		<category><![CDATA[pintura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Quarenta e Um</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right"><em>Na estrada ao som de&nbsp;Bethânia &#8211; Carcará,&nbsp;por Ana Clara Souza</em></p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Eu gosto do jeito que Jonas vê o mundo e de todas suas paisagens mentais.&nbsp;</strong></h4>



<p>Tumultuar, expandir, bagunçar&#8230;&nbsp;</p>



<p>Filho de pais nordestinos, Jonas nasceu em Santa&nbsp;Catarina,&nbsp;é graduado em Relações Públicas na área de comunicação social pela&nbsp;Univali e atualmente reside em Recife. Não faz planos a longo prazo para o&nbsp;futuro&nbsp;mas sabe o que quer e está disposto&nbsp;á&nbsp;ir onde for preciso para continuar em movimento, já que experimentou o gostinho da liberdade aos 16 e desde então continua transitando com sua inquietude.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Técnicas&nbsp;Utilizadas</strong></h4>



<p>Como todo bom artista que evoluí suas técnicas, Jonas relata que para ele tudo é muito experimental, utiliza&nbsp;da pintura como principal técnica para se expressar. Utiliza materiais como: tinta acrílica, terra, cola, pigmentos em pó, tíner e o que a renda lhe permite adquirir, não tem apego por materiais caros e exclusivos, acredita na força da ação como impulso para fazer sua arte acontecer.</p>



<p>Gosta de trabalhar com materiais que deixam as superfícies aguadas e que possuem facilidade para expandir criando o que gera a intenção estética impressa de caminhos na&nbsp;superfície&nbsp;plana.&nbsp;&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Temática</strong>&nbsp;</h4>



<p>Ele cria suas memórias afetivas e essas memorias são vivências dos&nbsp;caminhos por ele percorridos, as dificuldades enfrentadas, as alegrias e aprendizados.</p>



<p>Sua temática e estética estão ligadas à figura do caminho.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Processo criativo</strong></h4>



<p>O artista relata que as formas estéticas por ele utilizada são&nbsp;básicas&nbsp;mas o significado possuí um sentido bem elaborado com profundidade e movimento.</p>



<p>Refere-se ao seu processo como fora do linear. Diz que não existe uma dinâmica fixa em mente. Tudo o que ele produz é único e&nbsp;intuitivo, mas não de um jeito clichê.</p>



<p>Em suas obras notamos áreas chapadas em tinta que se cruzam tornando-se mais evidentes, ele relata que esses espaços entre as linhas são como breus, lugares para descansar, repousar e pensar, afinal no escuro encontramos o silêncio para refletir.&nbsp;</p>



<p><strong>PALAVRAS CHAVE:</strong>&nbsp; Caminhos percorridos, experimentar livremente, materiais não convencionais<strong>.</strong></p>



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<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-4 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/f6341-versao-1-principio-preso.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16395" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Versão I &#8211; Princípio Preso</figcaption></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7a14e-versao-2-principio-preso.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16396" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Versão II &#8211; Princípio Preso<br>95 x 80 cm</figcaption></figure>
</div>
</div>



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<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-5 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/90ccb-versao-1-caminhos-desconhecidos-3.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16407" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Versão I &#8211; Caminhos Desconhecidos<br>153 x 113 cm</figcaption></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/70cc2-versao-1-caminhos-desconhecidos-2-2.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16410" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Versão I &#8211; Caminhos Desconhecidos</figcaption></figure>
</div>
</div>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>&nbsp;“Caminhos desconhecidos” , por Quarenta e Um</strong></h4>



<p>Será que estamos preparados para aceitar as diferenças? Falar da boca pra fora é fácil, mas você ao menos já pensou na vida do outro? Será que você se coloca no lugar do outro?</p>



<p>São muitos caminhos, conhecemos muitas pessoas, criamos laços, mas nem sempre paramos para pensar “como seria um dia na pele de fulano?”.</p>



<p>Por esse caminho longo, confuso, torto, tento descansar nos breus que aparecem por sorte, e fico a pensar em privilégios.</p>



<p>Você pensa nos seus privilégios? De verdade, REFLITA, pois ninguém merece viver numa sociedade que replica uma burguesia tola!</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/00de3-versao-2-caminhos-desconhecidos-2.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16412" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Versão II &#8211; “Caminhos Desconhecidos”<br>Serigrafia em Offset 240g/m² <br>Super A3 (32x48cm)</figcaption></figure>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/2ce52-abismo-seco.jpg?resize=950%2C950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16414" width="950" height="950" data-recalc-dims="1" /><figcaption>&#8216;Abismo Seco&#8217;<br>Técnica Mista sobre Tela<br>40 x 50 cm</figcaption></figure>



<p>Dor que seca, racha, sangra&#8230; dor que me faz abrir os olhos e enxergar o início de um novo caminho.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/536c8-corpos-cansados-2-2.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16423" data-recalc-dims="1" /><figcaption>&#8216;Corpos Cansados&#8217;<br>Técnica Mista sobre Papel<br>105 x 145 cm</figcaption></figure></div>



<p>Uma sociedade cansada, caída, traçando o destino, por entre caminhos desconhecidos, aprendo a construir esse caminho continuo. Vaidoso, domesticado, sozinho porém acompanhado, vivendo e aprendendo a jogar.</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:23% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/d74e4-jonas-dias.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16392 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong>Jonas Dias</strong>, ou Quarenta e Um, é natural de Itajaí (SC) e reside na grande Recife. Formado em Relações Públicas, desde 2018 desenvolve experimentos artísticos com base em observações de cenas cotidianas, unindo o humano e a natureza. Acompanhe o trabalho do artista pelo <a href="http://instagram.com/quarentaeum">instagram</a><strong>.</strong></p>
</div></div>



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<p></p>
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		<title>ESBOÇO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Jun 2021 21:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 095]]></category>
		<category><![CDATA[Ariane Bertante]]></category>
		<category><![CDATA[texto poético]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Ariane Bertante</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse"> Meu corpo ainda é esboço
 Esquecido num papel qualquer
 As bordas ficam amareladas
 O traço se perde sob o orvalho de todas as manhãs
 &nbsp;
 Meu corpo ainda é incerto
 Me mexo insegura, deformada, indefesa
 A consciência é um segredo que exerço
 A dor que sinto só o pincel ameniza
 &nbsp;
 Mas nada, nada me acrescenta tinta
 Sou mero esboço esquecido
 Sou corpo / traço com potencial de ser bonito
 &nbsp;
 Mas nada, nada comove meu autor
 Minha vida vai embora a cada gota que estraga o encantamento que não me tocou
 A cada indiferença que mata criatura e criador</pre>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/c813a-ariane-bertante.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-15211 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong>Ariane Bertante</strong></strong></strong> é poetisa. Pensa que escrever é a arte de se expressar, e de outra maneira não sabe ser: Escrever é sua forma de amar (e odiar). Ela bebe um vinho ou um café, sonha com sonetos e canções para o leitor exausto e eufórico se deleitar em devaneios (eternos devaneios).</p>
</div></div>



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