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	<title>Arquivos Ano 003, N 078 - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Despertar de uma paixão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Aug 2023 18:59:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 078]]></category>
		<category><![CDATA[Ano 005, N 178]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Marcos Ovídio</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em uma cidade chamada Florença, capital da região Toscana, na Itália, vivia Ryomen Sukuna, um demônio extremamente poderoso e habilidoso. Sukuna podia unir sua técnica amaldiçoada e sua destreza mão a mão, tornando-se um oponente extremamente difícil de dominar em batalha.&nbsp;<br>Sukuna havia sido expulso do Hades , que era a sua cidade natal no inferno, já que ele&nbsp;se opôs a alguma &nbsp;das regras de Abbadon, um dos reis demônios.&nbsp;</p>



<p>&nbsp;Ao todo são 8 reis demônios: &nbsp;<br>&nbsp;<br>Abbadon o mais poderoso, o qual Sukuna era o seu braço direito &nbsp;<br>&nbsp;<br>Cerberus: cão de três cabeças que guarda a entrada de hades&nbsp;<br>&nbsp;<br>Lilith: demônio da noite ou fantasma &nbsp;<br>&nbsp;<br>Nephilim: o rei demônio gigante &nbsp;<br>&nbsp;<br>Satanael: o rei demônio dos anjos caído&nbsp;<br>&nbsp;<br>Levhiatan: rei demônio do mar extremamente poderoso&nbsp;<br>&nbsp;<br>Griselda: rainha da escuridão &nbsp;<br>&nbsp;<br>Baal:&nbsp; rei demônio das filipinas que provoca morte durante o sono das pessoas&nbsp;</p>



<p>Sukuna não concordava com os pensamentos dos reis, então se impôs&nbsp;contra eles travando uma das maiores guerras no inferno. Logo após a saída de Sukuna, Abbadon resolveu criar um demônio que pudesse superar a destreza, habilidade, força, técnica, inteligência de Sukuna. &nbsp;<br>Sem lugar, Sukuna então foi para o planeta terra, e escolheu morar&nbsp;na cidade de Florença, onde começou a viver em prol da humanidade, pois logo depois da sua saída, os demônios se revoltaram. O que eles queriam verdadeiramente era matar Ryomen Sukuna, e para atingi-lo , atacavam a humanidade, já que&nbsp; Ryomen estava vivendo em para ela.&nbsp;</p>



<p>Sukuna tinha medo de que depois de tantos ataques, um dia ele não conseguiria defender a humanidade e morreria para os demônios. Mas o que ele não sabia é que a destruição dele&nbsp;seria o amor.&nbsp;</p>



<p>O tempo passou e&nbsp; Ryomen Sukuna conheceu&nbsp;Ísis, a Deusa egípcia da vida e da magia.&nbsp; O nome de Ísis vem da palavra egípcia <em>aset </em>e significa “ela do trono”, ela era&nbsp;a rainha das deusas.&nbsp;<br>Que poderes e habilidades &nbsp;ela tinha? Ísis tinha grandes poderes, ela podia curar, dar proteção e fazer magias . Podia&nbsp; até lançar feitiços em Ra. Um dos seus grandes feitos foi&nbsp;quando trouxe Osíris de volta à vida por uma noite. Os seus poderes foram fortes o suficiente para isso. Uma única noite.&nbsp;<br>&nbsp;<br>Sukuna e Isis foram se conhecendo ao longo do tempo. Ao passar dos anos surgiram várias pessoas ajudaram Sukuna a combater aqueles demônios que&nbsp;atacavam&nbsp;a terra, isso fez que Sukuna ficasse conhecido, virou bastante famoso, mas não só pelo poder. Ele tinha um&nbsp; carisma, alegria, e um jeito de fazer doideiras . &nbsp;</p>



<p>Depois de um belo tempo, Ryomen se apaixona por Ísis e se declara para ela. Ísis diz o mesmo, e eles decidem viver algo. Ele&nbsp; estava extremamente apaixonado e sincero, mas Ísis mentia sem parecer. Ele não sabia, mas Ísis fazia várias coisas escondida de Sukuna. Isis saia para festas e dizia que estava com as amigas, Isis traia Sukuna e ele nunca desconfiava, porque&nbsp; apesar de tudo, Sukuna &nbsp;amava e&nbsp; confiava demais nela. Sukuna tinha um melhor amigo. O nome dele&nbsp; era Pruflas,ele era o demônio da discórdia, brigas e falsidade. Apesar de ser esse demônio da discórdia, Pruflas nunca tinha tentado nada contra Sukuna, pois apesar do respeito , ele tinha medo, já que&nbsp; sabia do tamanho grandeza de Sukuna. Só que então Ísis se aproximou de Pruflas. Ela queria se deitar com ele. Depois de 2 semanas de&nbsp;aproximação, eles não resistiram e tiveram relação na própria cama de Sukuna. Isso se tornou cada vez mais comum entre eles, sem nenhum pesar no coração.&nbsp;Um belo dia Sukuna resolveu dar uma volta com alguns amigos,&nbsp;e pegou&nbsp;os dois juntos na sua volta. Ele fica em choque! Sukuna tem uma crise de raiva que explode seu poder, Isis e Pruflas saíram correndo, enquanto Sukuna dizia que nunca mais queria ver a cara dos dois.&nbsp;</p>



<p>Sukuna entra numa tristeza profunda. Uma depressão. Ele sabia que se morresse,por ser um demônio, ele voltaria para sua cidade natal, e isso &nbsp;Sukuna não queria, mas a tristeza dele era tão grande ele começou a ter pensamentos suicidas, tinha&nbsp; crises e crises, não conseguia fazer mais nada. Ele decidiu então viver, mas com a tristeza no coração.&nbsp;</p>



<p>Ryomen não acreditava mais no amor das pessoas. Ele até achava que amor existia, mas aquilo não para ele. 100% inseguro consigo mesmo, Sukuna começou a questionar seu poder, sua força. Começou até a duvidar de seus amigos, apesar de conhecer todo mundo, selecionava sempre os mehores amigos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>O tempo passa, e Sukuna conhece uma garota que parecia não ter defeitos. Ela tinha cabelos enrolados com mechas verdes&nbsp;esmeralda, olhos que brilhavam como as estrelas, cheiro de avelã que traz felicidade. Extremamente linda como a lua, seu sorriso era perfeito e brilhava como o sol. Aquela garota se chamava Perséfone, ela era a deusa Perséfone que junto com sua mãe Deméter,era a deusa da agricultura e das estações do ano, também associada ao submundo, sendo a guardiã dos mistérios e mundo dos mortos.&nbsp;</p>



<p>Perséfone e Sukuna se aproximam, conhecendo um ao outro, &nbsp;percebendo&nbsp; que tem quase tudo em comum, só que depois de tudo que aconteceu com Ísis, ele tinha um medo terrível de ser relacionar de novo, ele achava que nunca iria conseguir conquistar Perséfone.&nbsp;</p>



<p>Sukuna tinha uma insegurança enorme e se achava horrível, na cabeça dele Perséfone nunca olharia para alguém como ele, mas toda vez que Sukuna estava perto de Perséfone, ele era o demônio mais feliz de todos.&nbsp;</p>



<p>Ao decorrer do tempo, Sukuna percebe que está caidinho pela Perséfone e não sabia o que fazer, pois&nbsp;ele tinha certeza que nunca teria chance com aquela Deusa incrível.&nbsp;</p>



<p>Perséfone fazia muito bem para ele. Ela era a única que conseguiria acalmar a sua raiva,e aliviar a tristeza que estava dentro dele. Sukuna&nbsp; nunca sentiu tais sentimentos, não sabia como lidar, pois nem com Isis ele tinha sentido tanto. Sukuna tinha outro medo, ele não queria que Perséfone achasse que ele só gostava dela por conta da beleza extraordinária que ela tinha. Não era assim. Ele não gostava dela só pela beleza, só que com ela, ele entendia que o amor não era buscar alguém sem defeitos, e sim &nbsp;encarar com a singularidade o que cada um traz consigo.&nbsp;</p>



<p>Meses se passaram e Sukuna não se achava mas importante para ninguém. Por ser demônio ele não conseguia&nbsp;morrer igual um humano, então pensou em se matar para voltar pra sua cidade natal e se submeter ao rei Abbadon. Ele escreve uma carta para cada pessoa para ele era importante, e decide escrever uma carta de declaração para Perséfone, ele&nbsp; começa a escrever:&nbsp;</p>



<p>“ Me pergunto qual foi o último dia que acordei sem pensar em você. Não que eu não goste: seu rosto estampado na minha mente como tatuagem. Sua voz ao fundo, suave, como naquelas cenas de brega de cinema.&nbsp;</p>



<p>Me pego sorrindo em um momento qualquer e, pensando agora, tenho que agradecer por ser você o maior motivo dos meus instantes eternos de felicidade.&nbsp;</p>



<p>Cada minuto do meu dia é uma contagem regressiva para te ver de novo.&nbsp;</p>



<p>Eu só quero que você saiba que é seu o meu dormir, o meu despertar e o meu viver.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>E no meio de tanta gente eu encontrei você. <em>Entre tanta gente chata sem nenhuma graça, você veio. E eu que pensava que não ia me apaixonar, nunca mais na vida.</em>&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Não foi amor à primeira vista. Nem à segunda, se quer saber. Mas quando percebi, só (ha)via você, Quando estou com você, sinto que estou no paraíso.&nbsp;</p>



<p>Flutuo nos seus olhos e me afundo em seu sorriso.”&nbsp;</p>



<p>Logo após termina de escrever, Sukuna deixou&nbsp;a carta no chão da casa de Perséfone, e então foi para um lugar afastado&nbsp;para se autodestruir com seu poder. Chegando lá, ele olha para tudo em sua volta, passa um filme e começa a pensar na Perséfone e diz:&nbsp;</p>



<p>“Ela é realmente linda &#8230; acho que nunca iria conseguir conquistar ela, sou insuficiente e ela nunca iria querer um cara horrível como eu. Com essa beleza, poderia ter quem ela quisesse. Eu só queria beija- la e fazer um carinho nela. Mas ela me fez o homem e o demônio, mais feliz de todas as constelações! Perséfone, EU TE AMO!&nbsp;</p>



<p>Após esse grito, Sukuna começa a liberar todo o seu poder. Ele só não esperava é que Perséfone iria até ele. Ao chegar naquele local, Perséfone vê Sukuna começando a se autodestruir, então ela corre, grita, mas ele não escuta.&nbsp;Desesperada ela&nbsp;dá um beijo em Sukuna. Sukuna fica sem reação. Seu poder é parado e fica um completo silêncio.&nbsp;</p>



<p>Perséfone começa a acalmá-lo, enquanto pergunta:&nbsp;</p>



<p>&nbsp;&#8211; Por que não me disse antes?&nbsp; &#8211; Ele diz:&nbsp;&#8211;&nbsp;</p>



<p>&nbsp;achei que nunca iria querer alguém como eu. Eu tive medo e insegurança.&nbsp;</p>



<p>Então eles se beijam como se fosse a última vez, e uma alegria imensa toma conta do coração de Sukuna, mas ele acaba desmaiando por conta de toda explosão de poder.&nbsp;</p>



<p>&nbsp;Perséfone carrega Sukuna até sua casa. Se passaram 3horas depois de tudo. Quando Sukuna, acorda, olha em volta e pensa em como tudo foi um sonho,&nbsp;ele tenta se levantar mas cai, pois ainda esta muito fraco, Persefone ouve o barulho e vai socorre-lo ,quando Sukuna olha para porta e vê Perséfone, ele entende que tudo aquilo foi real! Os olhos dels começam a brilhar como as estrelas. Eles decidem viver juntos para toda eternidade e se tornaram rei e rainha, dominando todo o submundo e o mundo.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Moral: Nunca desista daquela pessoas que você ama. Lógico que você não vai dar uma de trouxa ou&nbsp; idiota obcecado pela pessoa, mas tente conquistar o seu amor, não seja babaca, só seja você! Você não precisa de filme, vídeos, texto&#8230; Para conquistar a mina que você gosta. Só seja você! Você consegue, só seja gentil&#8230; Você é capaz!&nbsp;</p>



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<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide" />



<p>&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Círculo de significado</h2>



<p>Todas essas fotos são interligadas. A primeira representa um vazio. O vazio que existia no meu coração. Quando eu olhava para um lado e para o outro e nada parecia fazer sentido. Já a segunda é de uma pessoa importante para mim, mas não é só por ela ser alguém importante. É porque com ela tudo mudou, o vazio sumiu. Ela marca a cada segundo do meu dia. </p>



<p>Você pode estar se questionando: &#8220;Porque pegou mais a parede que ela?&#8221; isso é simples, essa parede representa minha insegurança, já que foi por causa dela que eu  eu demorei para dizer o quanto eu amava essa garota. A parede representa o medo que me impedia de dizer tudo, já que eu achava impossível ter alguém tão incrível. Essa foto não me representa, mas tem algo nela que  me marca todos os dias. O sorriso dela que ofusca a minha escuridão, a alegria que toma ao meu coração. Não é só uma foto, mas sim algo que marca a minha vida.&nbsp;</p>



<p>A última são algumas flores que encontrei no caminho. Para mim elas demonstravam alegria e paz. E é assim que eu sinto meu novo sorriso, ela é como uma flor, apesar de ser linda e incrível, também  precisa de cuidados, de amor, e é sensível.&nbsp;</p>



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<p>Me chamo <strong>Marcos Ovídio</strong>, um garoto que segundo as outras pessoas é divertido, doido, engraçado, simpático, companheiro, se preocupa mais com outros do que com si mesmo e fofo. Todos os meus amigos dizem isso mas eu não acho. Eu amo musica, tento tocar bateria, baixo, guitarra, teclado e violão.  Sou um garoto que apesar do TDAH, tenta viver a vida de um jeito engraçado, levando tudo na alegria, pois penso que não adianta me estressar ou ficar triste com algo que aconteceu, já que eu não posso mudar  nada. Penso que devemos aprender, sorrir e seguir, por mais difícil que seja. Esse sou eu. </p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="702" height="145" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/08/image-9.png?resize=702%2C145&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-33031" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/08/image-9.png?w=702&amp;ssl=1 702w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/08/image-9.png?resize=300%2C62&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/08/image-9.png?resize=205%2C42&amp;ssl=1 205w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/08/image-9.png?resize=480%2C99&amp;ssl=1 480w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/08/image-9.png?resize=600%2C124&amp;ssl=1 600w" sizes="(max-width: 702px) 100vw, 702px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p><strong>Escola Estadual Duarte de Abreu</strong></p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://open.spotify.com/episode/5P6bxSaRg2cK48jDngP6CY?si=0xXOqkk_QzGWuUYT-GgGtg"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO.png?resize=819%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-31307" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO.png?resize=819%2C1024&amp;ssl=1 819w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO.png?resize=240%2C300&amp;ssl=1 240w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO.png?resize=768%2C960&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO.png?resize=600%2C750&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><em><strong>Clique na imagem para mais informações!</strong></em></figcaption></figure>



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<h3 class="wp-block-heading has-text-align-center has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background">Esse espaço maroto de apoio e fomento à cultura pode mostrar também a sua marca!</h3>



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<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://www.youtube.com/c/BodoqueTV/featured"><img loading="lazy" decoding="async" width="576" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=576%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26890" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=576%2C1024&amp;ssl=1 576w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=169%2C300&amp;ssl=1 169w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=768%2C1365&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=864%2C1536&amp;ssl=1 864w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><em>Clique na imagem para mais informações.</em></figcaption></figure></div></div>
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		<title>MUSEUS EM TEMPO DE PANDEMIA: A EXPERIÊNCIA DO MUSEU MARIANO PROCÓPIO</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2021/02/14/museus-em-tempos-de-pandemia-a-experiencia-do-museu-mariano-procopio/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Feb 2021 21:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 078]]></category>
		<category><![CDATA[museu]]></category>
		<category><![CDATA[Museu Mariano Procópio]]></category>
		<category><![CDATA[Museu na pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[Rosane Carmanini Ferraz]]></category>
		<category><![CDATA[Sérgio Augusto Vicente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Rosane Carmanini Ferraz e Sérgio Augusto Vicente</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em 2020, com o advento da pandemia do coronavírus e o consequente fechamento das portas das instituições museais à visitação pública, muitos desafios se impuseram aos profissionais atuantes nesses espaços de conhecimento e cultura no que diz respeito a manter a interlocução com o público. Com o Museu Mariano Procópio, em Juiz de Fora (MG), não foi diferente. Por isso, tomamos a iniciativa de relatar e refletir um pouco sobre a nossa experiência nesse atípico ano. Acreditamos que o compartilhamento dessas experiências entre os profissionais de museus seja extremamente enriquecedor para (re)pensarmos nossas estratégias conjuntamente, sem desconsiderar – é claro – as especificidades e dificuldades de cada instituição.</p>



<p>Fechado às visitações públicas desde o ano de 2009, o Museu Mariano Procópio reabriu suas portas parcialmente ao público em 2016, com a inauguração de uma exposição de esculturas na Galeria Maria Amália. Desde então, este se tornou um espaço destinado ao desenvolvimento de diversas atividades de mediação com públicos variados, como estudantes, professores, acadêmicos, etc. Em janeiro de 2020, com a conclusão de uma etapa importante da restauração da Villa Ferreira Lage, o espaço físico para interação com o público se ampliou e diversas visitas mediadas foram realizadas no local. No mês de março, porém, as atividades com o público, que vinham se intensificando gradativamente, foram abruptamente interrompidas pela pandemia.</p>



<p>Diante desse contexto, a equipe do Departamento de Acervo Técnico e Ações Culturais se deparou com o desafio de criar estratégias e planejar ações focadas na interação com o público através do meio digital, trabalhando as redes sociais da instituição e o espaço do site da Prefeitura de Juiz de Fora, além da geração de pautas para matérias jornalísticas nos principais veículos de comunicação da cidade e região. Os principais objetivos dessas ações convergiram essencialmente para a desconstrução de determinadas ideias cristalizadas acerca da instituição e seu acervo, complexificando e ampliando a concepção que, anteriormente, atrelava a história do museu exclusivamente à monarquia e ao período imperial.</p>



<p>As <em>lives</em>, além de explorarem múltiplas temáticas, foram utilizadas para a realização de visitas mediadas à Villa Ferreira Lage, nas quais foi possível discutir o contexto de construção dessa edificação, suas transformações e usos sociais nas mais diversas temporalidades. Dessa forma, fez-se necessário ir além da narrativa que circunscreve a existência dessa residência à visita da família Imperial, por ocasião da inauguração da Estrada União e Indústria, em 1861. A partir do contato com o público, mostrou-se pertinente abordar algumas questões que pairam sobre o imaginário coletivo, a exemplo da crença que confunde o porão da residência com as senzalas do século XIX. Elucidamos, assim, que o espaço não era utilizado para esse fim, mas como ambiente de trabalho doméstico em uma residência senhorial oitocentista.</p>



<p>As palestras, também apresentadas em formato de <em>live</em>, assim como os vídeos, levaram ao público reflexões sobre o acervo e seu contexto de produção a partir de abordagens temáticas pautadas em pesquisas interdisciplinares produzidas nos últimos tempos. A partir de novos olhares e perspectivas, foi possível não apenas revisitar objetos icônicos do acervo – como, por exemplo, as telas <em>Tiradentes Esquartejado</em> e <em>Jornada dos Mártires</em> –, bem como conferir destaque a objetos ainda pouco ou nada explorados, como as publicações humorísticas, os certificados de censura cinematográfica da Coleção <em>Carriço Film</em>, as representações de infância nos registros fotográficos, etc. Outros vídeos se propuseram a divulgar o trabalho técnico de rotina e suas finalidades, como a elaboração de inventários e os procedimentos de conservação de fotografias e livros, lançando luz sobre alguns aspectos dos bastidores de uma instituição museológica.</p>



<p>No projeto “A Peça da Semana”, que teve como base algumas temáticas previamente elencadas, várias peças do acervo foram selecionadas para pesquisa e difusão. O objetivo era que se priorizassem objetos em bom estado de conservação, mas pouco ou nada conhecidos pelo público. Também procedemos à realização de pesquisa sobre o contexto de produção e a relevância histórica de cada um dos itens selecionados, o que subsidiou a redação de sucintos textos de cunho informativo, publicados nas redes sociais da instituição e no site da Prefeitura de Juiz de Fora. Não poderíamos deixar de destacar, nesse sentido, a parceria com a assessoria de comunicação da MaPro, que se mostrou fundamental à adequação da linguagem dos textos a um público mais amplo, ao registro fotográfico das peças, ao gerenciamento das publicações e à interação com o público.</p>



<p>Através dessa iniciativa, fomentamos o interesse e o diálogo com o público em geral, possibilitando a interatividade virtual e o despertar de múltiplos olhares sobre cada peça. Ademais, o projeto oportunizou a realização de um trabalho de mediação cultural, tendo como base a apropriação e difusão de informações oriundas de diversas pesquisas, tanto as realizadas por servidores do Museu quanto aquelas desenvolvidas por pesquisadores externos – algumas das quais resultantes, por exemplo, de parceria firmada com o Laboratório de História da Arte da UFJF.</p>



<p>A idealização do concurso de poesia “Museus e memórias: costurando presente, passado e futuro” teve como objetivo estimular o público à produção artística autoral, ensejando o contato com diversas expressões de subjetividade e concepções de museu. Por meio desse concurso, vivenciamos um processo de legitimação e reconhecimento mútuo entre a instituição e os participantes, demonstrando a importância dos museus não apenas como guardiões de bens culturais ou meros “depósitos de coisas antigas”, mas como espaços em que múltiplas vozes, saberes e linguagens poéticas se entrelaçam, gerando constante ressignificação de sentimentos, afetos, memórias, pertencimentos, identidades, etc.</p>



<p>O público pôde e poderá continuar, assim, apropriando-se dessas publicações e postagens de múltiplas maneiras, o que vem a gerar significativos efeitos multiplicadores, tanto no campo da fruição estética e cultural, quanto nos “usos” reflexivos e problematizadores pelos professores – em diferentes contextos de suas práticas didático-pedagógicas – e pelos acadêmicos, suscitando possíveis pesquisas, produção de artigos, monografias, dissertações, teses, etc. Partindo do pressuposto de que os museus não cumprem o papel de meros transmissores de conhecimentos, acreditamos que a “escuta” e o “olhar atento” às percepções, concepções e recepções do público (ou “públicos”, no plural) sejam fundamentais à idealização de qualquer projeto. Apesar dos ínfimos recursos, de toda a precariedade de suas instalações e da diminuta equipe de trabalho atuante à frente de um volumoso acervo, o Museu Mariano Procópio conseguiu alcançar resultados positivos no aumento do número de seguidores e engajamento/ interatividade nas redes sociais. Entretanto, muitas dessas ações só se tornaram possíveis a partir das atividades de conservação, processamento técnico e pesquisa desenvolvidas de maneira sistêmica e cotidiana ao longo do tempo; um trabalho discreto e silencioso, que, se não divulgado, expõe-se ao risco do silenciamento e da falta de interlocução com o público &#8211; especialmente em um contexto que impõe aos museus restrições materiais, financeiras e humanas ainda maiores à plena capacidade de expor seus acervos.</p>



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<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p class="has-text-align-right"><br><strong>Rosane Carmanini Ferraz</strong> é professora de História e historiadora. Trabalha no Museu Mariano Procópio e na Fundação Caed/UFJF. Possui graduação em História, especialização e mestrado em Ciência da Religião (PPCIR/UFJF) e doutorado em História (PPGHIS/UFJF).</p>
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<div class="wp-block-image"><figure class="alignright size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="950" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/rosane.png?resize=950%2C950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-25984" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/rosane.png?w=1000&amp;ssl=1 1000w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/rosane.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/rosane.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/rosane.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure></div>
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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="599" height="601" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ed01b-sergio.png?resize=599%2C601&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13196 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ed01b-sergio.png?w=599&amp;ssl=1 599w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ed01b-sergio.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ed01b-sergio.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 599px) 100vw, 599px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong>Sérgio Augusto Vicente</strong></strong></strong></strong> é Professor de História e historiador. Graduado, mestre e doutorando em História pelo PPGHIS/UFJF. Atualmente, trabalha no Museu Mariano Procópio – Juiz de Fora – MG. Dedica-se a pesquisas relativas ao campo da história social da cultura/literatura, sociabilidades, trajetórias e memórias.</p>
</div></div>



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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
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		<title>#AlôFamília &#8211; Comprovação Científica</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2021/02/14/alofamilia-comprovacao-cientifica/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Feb 2021 21:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[#AlôFamília]]></category>
		<category><![CDATA[Ano 003, N 078]]></category>
		<category><![CDATA[Luciano Nascimento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Luciano Nascimento</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O nó político, social e cultural brasileiro só vai se desfazer com melhores <em>Educação</em> <strong><u>E</u></strong> <em>Comunicação</em>. Juntas. Porque há tempos a gente vê, de um lado, que a maioria dos brasileiros não teve nem tem acesso a Educação (escolar) de qualidade; e, de outro lado, que quem teve ou tem essa oportunidade muitas vezes não sabe ou não quer compartilhá-la com os outros. <em>Onde um não quer, dois não vingam</em>.</p>



<p>Esse cenário triste culminou na atual polarização política em que o Brasil se atou, mas não está sozinho. Pra citar só um caso mais famoso: os EUA estão num nó parecido, e quem assistiu ao discurso de posse de Joe Biden pôde testemunhar o quanto o novo presidente da maior potência do planeta se preocupa com a disputa política do país. Em seu pronunciamento, Biden apontou o diálogo como ferramenta essencial para reunificar a nação.</p>



<p>Tanto lá quanto cá, já passou o tempo de investirmos no cultivo do diálogo &#8211; ou seja, investirmos em praticar e melhorar nossa capacidade de trocar ideias, ouvir e buscar compreender o ponto de vista do <em>Outro</em>, e colaborar pra que o Outro compreenda efetivamente o nosso. Temos que recuperar o <em>timing</em> do investimento naquilo que Gustavo Gomes de Matos chama de “<em>cultura do diálogo</em>”.</p>



<p>Por isso, a série de textos <strong><em>#AloFamilia</em></strong>. Com eles, quero falar de maneira clara e rápida sobre algumas coisas que, pro Brasil começar a se desatar, a gente precisa explicar pro maior número possível de pessoas. Vou me esforçar pra fazer esses textos escritos ficarem parecidos com a fala, pra facilitar o compartilhamento deles em grupos de <em>WhatsApp</em>, por exemplo, mesmo se por gravações de áudio. Muita gente não lê textos um pouco mais longos nas redes sociais, e é muito importante achar meios de ocupar esses espaços com informação clara, confiável. Mais: é importante fazer esse tipo de informação chegar às pessoas; o país não tem chance de sair do da cama de gato em que está enquanto as <em>Fake News</em> dominarem os grupos de família no <em>Zap</em>.</p>



<p>Por isso, tentando cultivar o diálogo, coloco pra jogo:</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Afinal de contas, o que é essa tal “comprovação científica”?</strong></h4>



<p>Antes de tudo, duas coisas essenciais: em primeiro lugar, é preciso acreditar na Ciência; em segundo lugar, não existe impasse entre Ciência e Religião. Se você é religioso, creia que foi Deus quem criou a Ciência (ou, pelo menos, que permitiu que ela existisse, e Ele deve ter tido os motivos Dele); se você não é religioso, lembre-se de que foi a Ciência que explicou porque você sozinho não é capaz de voar, nem de parar um trem, nem de impedir determinadas reações ruins de seu próprio organismo ao contato com certas substâncias e/ou organismos microscópicos. Enfim, não existe quem não tenha razões suficientes para confiar na Ciência – com letra inicial maiúscula mesmo, nome próprio.</p>



<p>A Ciência explica os seres, fatos ou processos (chamados “objetos de pesquisa”), transformando a simples experiência humana de contato com esses seres, fatos ou processos em conhecimento acumulado. Sem ela, qualquer experiência da humanidade talvez ficasse pra sempre restrita a pequenos grupos de pessoas; com ela, qualquer um pode vir a aprender e ensinar sobre qualquer experiência, se tiver acesso às ferramentas adequadas.</p>



<p>Chamamos de Ciência, então, o imenso conjunto imaginário onde todos os vários conhecimentos produzidos pela humanidade se reúnem, mas de acordo com regras, relações, finalidades e limites muito específicos. Enxergar a existência e o funcionamento desse conjunto, tomar parte nele e ser reconhecido como parte dele &#8211; tanto por quem chegou antes quanto por quem chegará depois &#8211; são as condições para alguém se dizer “cientista” e, assim, ter autoridade para emitir opiniões “científicas” e falar a sério em “comprovação científica”.</p>



<p>Entender um pouco melhor essa primeira parte – o que é a Ciência – leva a uma conclusão lógica verdadeira: pra ser cientista não basta só ter feito faculdade. Isso inclui os médicos. <strong><u>Nem todo médico é cientista</u></strong>, assim como nem todo químico, nem todo farmacêutico, nem todo físico é. Muito menos militares ou astrólogos lunáticos!</p>



<p>Cientista é o profissional que trabalha com um conhecimento de um jeito bem específico, buscando resultados também muito específicos; é quem se dedica a estudar coisas a fim de conhecê-las cada vez mais e melhor, para depois dividir seu conhecimento com o máximo de pessoas (talvez a humanidade inteira), para depois continuar estudando e compartilhando. O nome desse tipo de estudo é “pesquisa” e, em geral, pesquisas científicas (sobre um mesmo objeto, inclusive) são realizadas ao longo de muito tempo, por várias pessoas, em lugares diferentes do planeta – logo, tendem a não acabar nunca, pois sempre poderão existir coisas novas a serem descobertas sobre aquele objeto. Todo cientista é, portanto, um pesquisador, e a Ciência é o motivo, a forma e o resultado do trabalho acumulado de todos os pesquisadores do mundo, desde sempre.</p>



<p>Por isso não basta ter feito faculdade para ser cientista. A maior parte das pessoas que terminam uma graduação vão logo exercer a profissão que aprenderam – projetar e construir prédios, dar aulas, advogar, cuidar de pessoas ou de animais&#8230; Os cientistas são aqueles que gostaram tanto de aprender que adotaram por profissão exatamente o ofício de: <em>a)</em> aprender cada vez mais sobre tudo relacionado a seu tema de interesse; <em>b)</em> gerar cada vez mais conhecimento sobre esse tema; <em>c)</em> expor suas conclusões à avaliação contínua de outros cientistas; e <em>d)</em> compartilhar o conhecimento gerado por esse trabalho com o máximo de pessoas.</p>



<p>Esse ofício, então, não se parece com a atividade de se debruçar sobre uma prancheta para projetar um edifício, ou sobre uma escrivaninha para escrever uma petição, ou mesmo sobre uma mesa de cirurgia para extrair um apêndice. Essas atividades são importantíssimas e exigem muito estudo por parte dos profissionais que as desenvolvem, é claro! Mas elas não exigem deles, por exemplo, que exponham suas práticas e decisões à contestação contínua (às vezes simultânea) de seus pares, algo indispensável pra quem se dedica a fazer Ciência.</p>



<p>Ainda meio confuso? Vamos a um exemplo: imagine dois cirurgiões dentistas formados juntos, na mesma instituição, mesmo ano, mesmos professores&#8230; Os dois foram ótimos alunos e hoje são profissionais respeitados. Um deles se formou, abriu seu próprio consultório ou clínica, e até hoje trata canais com muita eficiência, exatamente como aprendeu na faculdade. O outro se formou e passou a dividir sua atuação profissional entre as consultas avulsas (em consultórios de colegas) e a assistência a aulas na pós-graduação, onde, ao longo de anos, aprendeu várias alternativas para o tratamento de canais, até que resolveu tentar criar ele mesmo sua própria forma de fazer aquilo. O primeiro profissional é um cirurgião dentista (provavelmente bom, até); o segundo, é um pesquisador (talvez só mediano) habilitado a realizar cirurgias odontológicas. Está clara a diferença?</p>



<p>A “comprovação científica” só pode vir da discussão séria e longa entre vários pesquisadores do planeta. Dos melhores pesquisadores, na verdade. Por isso, quando se fala que a eficácia de um medicamento ou tratamento não tem “comprovação científica”, está se dizendo isso: os melhores cientistas do planeta estão atualizados sobre tudo relativo àquele medicamento ou tratamento (os ingredientes, as técnicas, o resultado dos testes, etc), e a maioria desses cientistas diz que ele não funciona. Simples assim: a frase “não existe comprovação científica da eficácia do tratamento” significa “a parada não serve para o que uns e outros dizem que serve”. Então, quando você ouvir falar em “comprovação científica”, já sabe: acredite sempre na opinião de quem se dedica a estudar de verdade as coisas antes de falar sobre elas. Eles são os cientistas e têm “opiniões” confiáveis. Hoje a maior parte deles diz: “a vacina anti COVID-19 é segura”. Então, vacine-se. Os outros, que indicam medicamentos e tratamentos “sem comprovação científica de eficácia”, no mínimo não estudaram o suficiente. Não acredite neles.</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="950" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/6206f-luciano-19.23.45.png?resize=950%2C950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13201 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/6206f-luciano-19.23.45.png?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/6206f-luciano-19.23.45.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/6206f-luciano-19.23.45.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/6206f-luciano-19.23.45.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong>Luciano Nascimento</strong></strong>&nbsp;é mangueirense, filho, marido, pai, professor, flamenguista, psicopedagogo… mais ou menos nessa ordem. É, também, idealizador do projeto <a href="http://www.deeficiencia.com.br">Dê Efiência</a>.</p>
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		<title>#2020feelings everywhere</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Feb 2021 21:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 078]]></category>
		<category><![CDATA[2020]]></category>
		<category><![CDATA[Carnaval adiado]]></category>
		<category><![CDATA[Efeitos sociais da pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[Karina Mendonça]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Karina Mendonça</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Recentemente eu ouvi a seguinte frase: <strong>&#8220;se o ano só começa depois do Carnaval, e não vamos ter Carnaval em 2021, então ainda estamos presos em 2020?&#8221;</strong>. desde então, a frase tem martelado em minha cabeça de tal maneira que não sei o que pensar, só sentir; e os sentimentos são os mesmos que se perpetuaram durante a maior parte de 2020 &#8211; ou seja, os piores possíveis. Dor, angústia, solidão, perda, ansiedade… E pensar que tudo começou logo depois do Carnaval!</p>



<p>Faz apenas um ano, mas as lembranças parecem muito distantes, tamanha a quantidade de coisas dentro de nós que aconteceram de lá pra cá. Para falar a verdade, eu não lembro o que fiz no último Carnaval; sei que estava em casa, apenas isso. Como vi em uma série, o cérebro tem um jeito engraçado de guardar as memórias: você pode não se lembrar do que comeu no almoço na última terça-feira, mas certamente lembrará o que almoçou no dia da sua formatura do colégio, ou da faculdade.</p>



<p>Para falar a verdade, o último Carnaval não foi tão diferente da maioria dos meus 31 carnavais. Nunca fui muito de festas (exceto por um certo período específico, no qual as festas começavam na quinta e só terminavam no domingo, mas isso é assunto para outro dia); sendo assim, só de imaginar passar o dia inteiro no calor recifense com uma multidão de pessoas ao redor, sempre preferi ficar em casa, lendo meus livros (romances, de preferência &#8211; Marian Keyes e a família Walsh foram os preferidos da minha adolescência).</p>



<p>Perdoe o devaneio! Tentei relembrar dos carnavais passados para não precisar voltar ao que falei logo no início. Mas afinal, <strong>ainda estamos presos em 2020?</strong> A vacina chegou, é verdade; mas, pelo que vemos, nada vai mudar por um bom tempo. Ainda precisaremos das máscaras, do distanciamento social, do álcool (para limpeza?) em excesso, da paranoia, da angústia. Ainda lidaremos com as perdas dos nossos entes queridos para um vírus que seguimos sem conhecer ou entender direito.</p>



<p>Nossas crianças seguem crescendo isoladas e desconhecendo nossas famílias e nossos amigos. <strong>Seguimos com o coração apertado</strong> e com a saudade dos abraços apertados e dos encontros com aqueles que tanto amamos. Continuamos dando as notícias (as felizes e as tristes) por videoconferências, e acabamos por nos acostumar a não nos importar mais com o calor humano e com tantas outras coisas.</p>



<p>Algumas escolas já voltaram às aulas, outras voltam em breve; mas até o método de ensino precisou ser modificado e agora é chamado de “híbrido”. Assim, algumas crianças seguem em casa, com aulas por videoconferência. Ou seja, <strong>#2020feelings everywhere</strong>.</p>



<p>Sendo assim, não importa se o Carnaval for em julho, nem se você tomar a segunda dose da vacina, ou qualquer outra coisa: <strong>2020 ainda não acabou dentro nós</strong>. Muito mais do que um simples ano, ele foi um marco que mexeu com todos nós &#8211; física, financeira e psicologicamente -, e vamos demorar um bom tempo para nos recuperarmos.</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/29cd4-karina-mendonca.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-14089 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong>Karina Mendonça</strong>&nbsp;</strong></strong></strong>é jornalista e escreve desde os 17 anos, pois acredita que as palavras podem fazer coisas maravilhosas, desde mudar o mundo, até fazer alguém sorrir. Ou chorar.</p>
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		<title>O B é de Biscoito? De Beyoncé? De BBB?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Feb 2021 21:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 078]]></category>
		<category><![CDATA[BBB]]></category>
		<category><![CDATA[Bifobia]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Luciana Rodrigues]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Luciana Rodrigues</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Amado, odiado, ignorado; fato é: em 2021, o BBB tem cumprido o papel de entreter a população durante a pandemia e, também, segue a tendência de 2020, ao pautar muitas das discussões sobre nossa sociedade — como se representasse um microcosmo da sociedade. E sim, podemos ver muitas das questões presentes no programa surgindo em nosso dia a dia – as quais, muitas vezes, ignoramos, passamos por cima ou não vemos.</p>



<p>Na festa ocorrida no sábado (06), uma grande discussão sobre sexualidade e, mais especificamente, sobre bissexualidade, tomou conta das redes sociais, por um simples beijo entre dois homens (algo que, infelizmente, ainda não é visto como normal ou natural). Desde que o alemão Kraft-Ebing, no século XIX, criou o <em>Psychopathia Sexualis</em> (mais precisamente, em 1886), o desejo sexual não-heterossexual passou a ser visto como uma “parestesia”, ou seja, um desejo sexual sobre um objeto errôneo e, portanto, uma patologia que precisava ser tratada, em nossa sociedade ocidental. Essencialmente, o que isso quer dizer é que as discussões sobre &#8220;sexualidades desviantes&#8221; extrapolam o âmbito da moralidade judaico-cristã e caminha para o campo da medicina moderna. O argumento sai do âmbito religioso e dos costumes, ganha força pseudocientífica e torna-se, assim, por anos, mais difícil de ser combatido.</p>



<p>Isso só passa a mudar quando a homossexualidade deixa de ser considerada um transtorno antissocial de personalidade, em 1973. Já são quase 50 anos desde essa conquista; porém, eles não são quase nada quando comparados a séculos de moralização &#8211; a qual parece, ainda, constituir até mesmo algumas pessoas do campo progressista (as quais não representam o todo, que fique claro).</p>



<p>A situação ocorrida na “casa mais vigiada do país” levanta uma discussão essencial: a bifobia, que foi praticada, inclusive, pelas pessoas bissexuais e homossexuais presentes. É importante lembrar que isso não invalida a causa LGBTQIA+ e nem a expressão de sexualidade de cada uma dessas pessoas individualmente; porém, torna-se necessário repensar a facilidade com que é possível deixar o discurso hegemônico reacionário contaminar nossas falas e reações.</p>



<p>Em nossa sociedade, não é incomum que se propaguem estigmas cruéis, agressivos e inverídicos sobre pessoas bissexuais: são indecisos, mais promíscuos, não confiáveis, apenas aliados de causa, entre outros. E quando falamos sobre bissexualidade masculina, isso se intensifica; pois enquanto a cultura da indústria pornográfica estendeu seus tentáculos para erotizar a mulher bissexual (que atire a primeira pedra aquelas que nunca ouviram “você gosta de ménage, né?” ao se assumirem bissexuais), o homem bissexual é visto socialmente como o “covarde que não quer se assumir gay, por vergonha”.</p>



<p>Alguns argumentos jogados contra Lucas, o rapaz inicialmente lido por todos na casa enquato heterossexual, para invalidar sua bissexualidade, foram: “ele fala da vida dele na casa o tempo todo, por que nunca falou sobre ser bissexual”; “existem [outras] formas de expressar sua bissexualidade”; “o beijo foi performance”. Todos eles mais do flertam com o conservadorismo, criando uma perspectiva engessada a partir das premissas que perpassam o ser LGBT ao ignorar todo um processo de autoaceitação e autoidentificação, para além de todas as dificuldades em assumir uma orientação não-hétero perante milhões de espectadores – entre os quais estavam milhares de pessoas conservadoras, prontas para sabatiná-lo em público, e sua própria família. Como ele mesmo disse, ele não sabia como a família lidaria com a situação.</p>



<p>Um momento que, talvez, pudesse ser libertador para Lucas &#8211; no qual sentiu-se à vontade para vivenciar seu desejo e sua expressão de sexualidade genuína -, tornou-se um tormento tão grande que foi o suficiente para que o brother desistisse do seu sonho. Simbólico que, após tantos episódios de violência e agressividade, a gota dágua seja o momento de ver sua liberdade sexual-afetiva ser colocada em xeque. E, mais uma vez, estamos trazendo o microcrosmo representativo de uma situação maior.</p>



<p>A bissexualidade ainda tem um local de ‘não-lugar’, um entremeio de passagem entre a heterossexualidade e a homossexualidade. Ser bissexual ainda é visto como “estar em condição bissexual”, e não “ser bissexual”. É transição, não identidade.&nbsp; E se você não “é alguém”, como pertencer a algum lugar? O beijo ocorrido foi um “beijo gay”, como noticiam os veículos de imprensa – mais uma vez, o bissexual masculino torna-se invisível, como se um beijo tivesse orientação sexual, ignorando a autoidentificação dos envolvidos.</p>



<p>Sim, as expressões escolhidas em nossas narrativas são evidências de nosso olhar sorbe o mundo. Um beijo, um relacionamento, um ato sexual, não é “homo”, “hétero” ou “bi”. A orientação sexual não se modifica de acordo com o tipo de relação existente. Mais uma vez, o “B” torna-se de “Biscoito”, ignorando que o indivíduo permanece bissexual, independentemente de contexto. Novamente, é “estar”, e não “ser”.</p>



<p>Ainda quando falamos em condições de vulnerabilidade (preto periférico, como o próprio Lucas se pronunciou, um beijo em outro homem poderia modificar a forma como é visto em sua “quebrada”), há uma série de questões que influenciam na autoaceitação. Afinal, quem toma pedrada na cara todo dia, muitas vezes, prefere não assumir sua orientação por medo de sofrer mais violência. E o que vimos, diante da escolha do rapaz em se assumir publicamente, foram agressões e mais agressões – como se nenhuma das pessoas LGBTQIA+ da casa não tivessem passado isso anteriormente, ou vivenciassem essas questões até hoje. Ironicamente, a invisibilização e violência acerca da sexualidade de um dos membros da casa ocorre quando, após 21 edições, se dá o primeiro beijo entre dois homens no programa. Empatia é, também, estender uma escuta ativa e acolhedora. Falta ainda muito estender esse tipo de mão para muitos dos presentes na sigla (Bissexuais, Intersexo, Assexuais, Panssexuais, entre outros).</p>



<p>Apesar de todas as críticas aos participantes envolvidos no caso de bifobia, relembremos: ainda é um microcosmo de algo maior que muitos vivenciam longe dos holofotes da “casa mais vigiada do país”. Podemos ser vítimas e algozes de violências semelhantes, em maior ou menor grau. Por isso, faço um convite a você que chegou ao final deste artigo, a repensar possíveis microviolências que cometemos no dia a dia sem perceber. Esse, talvez, seja o legado a ser tirado desse show de horrores.</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/bde16-luciana-rodrigues.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13815 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong>Luciana Rodrigues </strong></strong>é doutoranda em Ciências Humanas e Sociais e defensora de uma educação sexual consistente e responsável. Idealizadora do projeto Hacking Sex (<a href="https://hackingsex.medium.com">Medium</a> e <a href="https://www.instagram.com/hackingsex/">Instagram</a>).</p>
</div></div>



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		<title>[Podcast] DIEGO NEVES &#8211; Produção Musical caseira e Rock Alternativo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Feb 2021 21:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 078]]></category>
		<category><![CDATA[Trama Podcast]]></category>
		<category><![CDATA[Bate-papo]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Diego Neves]]></category>
		<category><![CDATA[música alternativa]]></category>
		<category><![CDATA[PodCast]]></category>
		<category><![CDATA[produção musical caseira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Trama Podcast</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
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<p>No episódio de hoje do nosso podcast o músico Diego Neves conversa um pouco com o Fred sobre seu mais novo <em>single</em>, e sobre os seus projetos com a Legrand e a Diego Neves Banda. </p>



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<p>Aperte o play e boa audição!<br></p>



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<iframe loading="lazy" title="Produção musical caseira e Rock independente:  bate-papo com Diego Neves - Bodoque Podcast #004" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/dBYWXvvPmzg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



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<p><strong><strong>O Trama Podcast, </strong></strong>é um canal de aprofundamento das discussões levantas aqui na revista Trama. Nosso objetivo é fomentar o pensamento crítico e a valorização do conhecimento da arte e da cultura como ferramentas capazes de promover mudanças de olhar.</p>
</div></div>



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		<title>UNESCO financia iniciativas da indústria criativa e pede inclusão da cultura nos planos de recuperação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Feb 2021 21:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 078]]></category>
		<category><![CDATA[Fomento à Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Unesco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: ONU Brasil</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center"><em>O Comitê Intergovernamental da Convenção da UNESCO de 2005 sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais se reuniu virtualmente, entre os dias 1 e 6 de fevereiro, para debater sobre a crise profunda e sem precedentes que a COVID-19 provocou no setor da cultura.</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>O Comitê aprovou o financiamento de iniciativas que irão impulsionar as indústrias culturais e criativas nos países em desenvolvimento em todo o mundo.</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>Neste Ano Internacional da Economia Criativa para o Desenvolvimento Sustentável, 2021, a UNESCO pede que os países não ignorem a cultura quando elaborarem e negociarem seus planos de recuperação.</em></p>



<div style="height:33px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>O Comitê Intergovernamental da Convenção da&nbsp;<a href="https://pt.unesco.org/news/unesco-financia-iniciativas-impulsionar-industrias-criativas-e-pede-que-tomadores-decisao">UNESCO</a>&nbsp;de 2005 sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais se reuniu virtualmente, entre os dias 1 e 6 de fevereiro, para debater sobre a crise profunda e sem precedentes que a COVID-19 provocou no setor da cultura.</p>



<p>O Comitê aprovou o financiamento de iniciativas que irão impulsionar as indústrias culturais e criativas nos países em desenvolvimento em todo o mundo (veja os projetos selecionados abaixo).</p>



<p>Durante a sessão do Comitê, ocorreu um debate de alto nível sobre a campanha ResiliArt, que comemora o&nbsp;<a href="https://pt.unesco.org/fieldoffice/brasilia/expertise/culture-development-brazil">Ano Internacional da Economia Criativa para o Desenvolvimento Sustentável</a>, com o lema “Reconstruir melhor por meio da economia criativa”. Os participantes discutiram como os artistas e os trabalhadores da indústria criativa estão se adaptando em resposta à pandemia, bem como enfatizaram a necessidade de maior apoio por parte dos governos e das organizações regionais e internacionais.</p>



<p>Enquanto o mundo celebra o Ano Internacional da Economia Criativa para o Desenvolvimento Sustentável e planos de recuperação estão sendo negociados em todos os lugares, a UNESCO pediu que os países não ignorem a cultura.</p>



<p>“A recuperação que se aproxima determinará quem nós seremos nos próximos anos. A cultura não pode ser esquecida nos planos nacionais, porque não haverá recuperação econômica sem cultura. A UNESCO está mobilizada e convoca todos os atores a abraçar esses esforços de maneira coletiva”, disse a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay.</p>



<p>O debate contou com a participação de Jean-Michel Jarre (músico e embaixador da Boa Vontade da UNESCO), Adberrahmane Sissako (diretor de cinema), Thomas Steffens (diretor-executivo da Primephonic), Vanja Kaludjercic (diretora do Festival Internacional de Cinema de Roterdã), Victoria Contreras (fundadora e diretora-geral da Associação Conecta Cultura de México) e Alvaro Osmar Narvaez (secretário de Cultura da cidade de Medelín, Colômbia, Cidade Criativa de Música da UNESCO).</p>



<p>Segundo o músico e embaixador da Boa Vontade da UNESCO, Jean-Michel Jarre, durante a pandemia muitas pessoas assistiram a filmes, ouviram música e leram livros. “Nossos museus e teatros são serviços públicos. Essas necessidades primordiais da vida humana estão em perigo e, por isso, nós precisamos perguntar a nós mesmos e aos nossos governos se queremos salvar a cultura. A pandemia deve nos unir para trabalharmos juntos”.</p>



<p>O diretor de cinema, Adberrahmane Sissako,explicou quemuitos países africanos carecem de estrutura e de políticas que levam em consideração o papel dos artistas na sociedade. “Pouquíssimos artistas ganham dinheiro, e quando acontece um drama como a pandemia, as consequências são graves para os artistas e para a criatividade. Nós devemos aproveitar esta oportunidade para lembrar ao poder público sobre a fragilidade da humanidade sem cultura”<em>.</em></p>



<p>Cada projeto receberá mais de US$ 70 mil do Fundo Internacional para a Diversidade Cultural (IFCD). Incluindo este ano, o IFCD terá dado apoio, desde 2010, a 120 projetos em 60 países em desenvolvimento, com mais de US$ 8,7 milhões.</p>



<p>Este ano, Honduras e Tanzânia se beneficiarão do apoio do IFCD pela primeira vez. Entre 1.027 candidaturas vindas de 102 países, os projetos selecionados ampliarão o desenvolvimento de políticas e medidas culturais baseadas em evidências, incentivarão o empreendedorismo cultural em comunidades indígenas, aumentarão o envolvimento da sociedade civil, das mulheres e dos jovens nos processos de formulação de políticas culturais, assim como apoiarão a mobilidade dos artistas. Os projetos têm como objetivo fortalecer a resiliência das indústrias culturais e criativas, que foram gravemente atingidas pela COVID-19, e tornar a cultura mais acessível a todos.</p>



<p>Conheça os projetos selecionados:</p>



<p>&#8211; Avaliação das Indústrias Culturais e Criativas da Jamaica, proposto pela&nbsp;Jamaica Business Development Corporation&nbsp;(JBDC), que irá mapear as indústrias culturais jamaicanas para criar um sistema sustentável de governança cultural no país. Por meio de uma perspectiva de gênero e de uma abordagem inclusiva liderada pela comunidade, o projeto prevê uma avaliação econômica das indústrias culturais e criativas, bem como a estruturação de uma estratégia nacional para desenvolver o setor.</p>



<p>&#8211; Ninhos Culturais, para apoiar as startups culturais indígenas, proposto pelo&nbsp;Centro de Investigación en Comunicación Comunitaria AC&nbsp;do México, que promoverá seis startups indígenas em três estados do país por meio de programas de capacitação, financiamento inicial, processo de pré-incubação e criação de um&nbsp;sitede comércio eletrônico.</p>



<p>&#8211; Fortalecimento do Envolvimento da Sociedade Civil no Desenvolvimento de Políticas Culturais no Camboja, proposto pela&nbsp;Cambodian Living Arts, que irá criar uma associação para representar as indústrias culturais e criativas cambojanas, com o objetivo de fortalecer a capacidade da sociedade civil e das pessoas que trabalham nas indústrias culturais e criativas, bem como dar apoio em&nbsp;advocacye na formulação de políticas.</p>



<p>&#8211; Fortalecimento da Dança Contemporânea da África Oriental, proposto pela organização&nbsp;Muda Africa, da Tanzânia, que irá beneficiar 45 dançarinos, sobretudo mulheres, em Ruanda, Uganda e na Tanzânia, por meio de uma rede de criatividade e um portal na internet, que irá fornecer capacitação coreográfica, além da realização de&nbsp;advocacye na área de políticas.</p>



<p>&#8211; Construção de Capacidades para Mulheres e Jovens Criadores para uma Política Cultural Inclusiva em Honduras, proposto pela&nbsp;<em>Asociación Mujeres en las Artes “Leticia de Oyuela”</em>, que apoiará a participação da sociedade civil e criará um comitê nacional e uma plataforma para compartilhar conhecimento. O projeto também prevê a organização de encontros nacionais.</p>



<p>&#8211; Igualdade de Gênero para a Diversidade Cultural, proposto pela Associação Independente da Cena Cultural da Sérvia, que irá mapear, capacitar e idealizar atividades, a fim de apoiar as mulheres para que iniciem seus próprios negócios no país. O projeto também criará uma rede de indústrias culturais e criativas.</p>



<p><a href="https://en.unesco.org/creativity/">Saiba mais</a>&nbsp;sobre o trabalho da UNESCO para promover a diversidade das expressões culturais.</p>



<p><a href="https://en.unesco.org/creativity/ifcd/projects">Saiba mais</a>&nbsp;sobre os projetos financiados pelo IFCD.</p>



<p><a href="https://pt.unesco.org/fieldoffice/brasilia/expertise/culture-development-brazil">Saiba mais</a>&nbsp;sobre a celebração do&nbsp;Ano Internacional da Economia Criativa para o Desenvolvimento Sustentável.</p>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong><em>Matéria originalmente publicada em&nbsp;<a href="https://brasil.un.org/pt-br/111352-unesco-financia-iniciativas-da-industria-criativa-e-pede-inclusao-da-cultura-nos-planos-de" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Nações Unidas Brasil</a></em>&nbsp;<em>em 10/02/2021 – Atualizado em 10/02/2021.</em></strong></p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="768" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=768%2C768&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13654 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?w=768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas)</strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>&nbsp;é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>
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		<title>MOÇA, TE PRECISAM LINEAR</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Feb 2021 21:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 078]]></category>
		<category><![CDATA[Docilização dos corpos]]></category>
		<category><![CDATA[Empoderamento Feminino]]></category>
		<category><![CDATA[Fernanda Zeloschi]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza Feminina]]></category>
		<category><![CDATA[Opressão machista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Fernanda Zeloschi</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Seu corpo não pode ter tantas curvas. Mas, sem curva nenhuma, também não aceitam. Tem que andar na reta do que te é imposto. Veja bem, a linha também tem cor: é branca. A linearidade da sua experiência vai te dizer também como precisará ser a sua identidade e sua sexualidade.</p>



<p>Quanto ao seu útero, mais regras lhe serão impostas: não pode engravidar quando jovem e, para que não aconteça, cabe a você usar métodos contraceptivos. Eles serão importantes para que você também não reclame de cólicas ou viva oscilações de humor. Te precisam linear para que seu trabalho seja feito, para que não precisem temer suas percepções e emoções. Você deve ser previsível.</p>



<p>As fissuras, entretanto, se você mantiver os olhos bem abertos, estão por aí também: a linearidade não é a nossa essência. Por mais que a propaganda capitalista te prometa uma velhice confortável (caso você trabalhe bastante durante a juventude), há mais do que isso nas entrelinhas existenciais. Na selva de pedra das cidades, ainda voam alguns pássaros e resistem algumas árvores. A natureza, sábia e paciente, ensina a essência cíclica das coisas: vida, morte e vida novamente. </p>



<p>Dentro de nossos úteros, vivemos igual: ovulação, menstruação, ovulação. Da movimentação natural de nossos corpos, brotam as energias necessárias para seguirmos o fluxo da vida que importa. Os hormônios dançam a favor do que se deve fazer. Estrogênio primeiro, convidando à criação; progesterona por fim, incentivando o descanso. Moça, diferente do que te disseram, é possível e merecido que se descanse na jornada.</p>



<p>Te precisam linear, eu sei. Para que você não sinta seu corpo convidando ao repouso, para que você não use da sua potência libidinal e para que não viva a TPM (Tempo Para Mim). Caso você esteja emotiva demais, te dirão que é pré-menstruação, tirando-lhe o direito de ter senso crítico ou emoção. E grande parte da Psicologia, infelizmente, confirmará essa acusação; porque te precisam produtiva e dócil, adormecendo seu útero em diagnósticos até que seja a hora de usá-lo.</p>



<p>Pois lhe digo, moça: a nossa mente pode ser docilizada. A gente pode acreditar que é preciso se forçar ao trabalho e à estabilidade emocional o tempo todo. Mas o corpo não atende aos mesmos comandos. Ele é a ponte que temos com a natureza. Ele não responde à linguagem, à verbalização, ao capitalismo. Será ele a nossa bússola para entender quando a linha está nos desviando demais de nós. S<strong>intomas são pedidos de ajuda que, com sorte, nos acordarão.</strong></p>



<p>Não conseguiremos jamais caminhar em linhas tão retas tal qual as que nos impõem. Nossos pés ditarão seu próprio ritmo. O ciclo menstrual, por sua vez, seguirá determinando o que é vivo e o que é morto, o que é luz e o que é sombra, o que é você e o que é o outro. Mesmo medicado, silenciado, ignorado. Dele, seguirá escorrendo o rio que nos banha e nos revigora.</p>



<p>Moça, te precisam linear porque sabem que você carrega a potência da natureza dentro do útero. É hora de parir revoluções.</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/73656-fernanda-zeloschi.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-14057 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong>Fernanda Zeloschi </strong></strong>é estudante de Psicologia e, quando ninguém está olhando, escreve e compartilha seus questionamentos e descobertas na página @<a href="https://www.instagram.com/fazerafetar/">fazerafetar</a>.</p>
</div></div>



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		<title>RECONNECTION &#8211; RECONEXÃO</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2021/02/14/reconnection-reconexao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Feb 2021 21:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 078]]></category>
		<category><![CDATA[Candid photography]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia espontânea]]></category>
		<category><![CDATA[Ozge Tuncali]]></category>
		<category><![CDATA[Photography]]></category>
		<category><![CDATA[Registro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Özge Tuncali</p>
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<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<p>As the whole world, we have been going through dystopic times that affects every individual and challenges the balance of the life we have been used to live. We are experiencing a new way of ourselves to cope with that particular situation. The COVID pandemic, as much as it has united the people within the same struggling, ironically has also alienated the people with the same struggling.</p>



<p>As an individual who is struggling within the so-named &#8220;new normal&#8221;, I become more introverted not in order to explore myself, but because of the current situation. Believing there&#8217;s good in every bad situation, it has become, inspite of everything, an opportunity for me, in a way, to explore myself. With this desire, I have thought about my true passion &#8211; and I finally come to the conclusion that it is photography. </p>



<p>During the lockdown, I wanted to explore more for my own vision in this particular art, and I have found some old photos of my good memories which I can use to play on and take as references. As I am a person who learns by exploring I travel to different places I meet different people, I watch and read about different cultures, and photography is the way to reflect those experiences. Sometimes, I do it by catching some particular moments, or by recreating the moments.</p>



<p>These first photos, I took on the beach, in a beautiful place that is Olimpos, in Turkey. Olimpos is a perfect place to climb and enjoy the sun. I had a climbing trip with my good friends there. When I took those photos, we were enjoying the sun after a good climbing day. Each of the photos is momentary and candid; they are not aware of the fact that they&#8217;re being photographed by me &#8211; this is, maybe, what I like the most about these photos.</p>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<p>Como todo mundo, estamos vivendo tempos distópicos que afetam cada indivíduo e alteram o equilíbrio da vida à qual estamos acostumados. Estamos experimentando uma nova maneira de lidar com essa situação particular. A pandemia do COVID, por mais que tenha unido as pessoas sob dificuldades similares, ironicamente também alienou as pessoas através dessas mesmas dificuldades.</p>



<p>Sendo um indivíduo que está tentando se adaptar dentro do chamado &#8220;novo normal&#8221;, eu me tornei mais introvertida; não com o propósito de me explorar, mas por causa da situação atual. Buscando ver algo bom nessa situação, esse contexto foi, apesar de tudo, uma oportunidade para que eu refletisse. Com esse desejo, pensei na minha verdadeira paixão &#8211; e, finalmente, cheguei à conclusão de que é a fotografia.</p>



<p>Durante o Lockdown, eu tentei explorar mais a minha própria visão nesta arte em particular. Encontrei algumas fotos antigas, de algumas boas memórias, que posso usar para brincar e tomar como referências. Como sou uma pessoa que aprende explorando, viajo para diferentes lugares, conheço diferentes pessoas, vejo e leio sobre diferentes culturas; e a fotografia é uma forma de refletir essas experiências. Às vezes, faço isso capturando alguns momentos específicos, ou recriando os momentos.</p>



<p>Essas primeiras fotos, eu tirei na praia, em um lugar lindo que é Olimpos, na Turquia. Olimpos é um lugar perfeito para escalar e aproveitar o sol. Fiz uma escalada com alguns bons amigos lá. Quando tirei essas fotos, estávamos aproveitando o sol depois de um dia intenso de escalada. Cada uma das fotos é momentânea e espontânea; eles não estão cientes do fato de que estão sendo fotografados por mim &#8211; isso é, talvez, o que eu mais gosto nessas fotos.</p>
</div>
</div>



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<div class="wp-block-jetpack-tiled-gallery aligncenter is-style-rectangular"><div class="tiled-gallery__gallery"><div class="tiled-gallery__row"><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:38.757746833575%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/e420b-ozge1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/e420b-ozge1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=673 673w" alt="" data-height="749" data-id="14064" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=14064" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/723eb-ozge1.jpg" data-width="673" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/e420b-ozge1.jpg?w=950" data-amp-layout="responsive" data-recalc-dims="1" /></figure></div><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:28.984080865947%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/da929-ozge2.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/da929-ozge2.jpg?w=950?strip=info&#038;w=800 800w" alt="" data-height="481" data-id="14065" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=14065" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/d7286-ozge2.jpg" data-width="800" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/da929-ozge2.jpg?w=950" data-amp-layout="responsive" data-recalc-dims="1" /></figure><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/facf9-ozge3.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/facf9-ozge3.jpg?w=950?strip=info&#038;w=800 800w" alt="" data-height="700" data-id="14066" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=14066" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/5cdc6-ozge3.jpg" data-width="800" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/facf9-ozge3.jpg?w=950" data-amp-layout="responsive" data-recalc-dims="1" /></figure></div><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:32.258172300478%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/7b7c8-ozge7.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/7b7c8-ozge7.jpg?w=950?strip=info&#038;w=765 765w" alt="" data-height="1024" data-id="14067" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=14067" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/e521c-ozge7.jpg" data-width="765" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/7b7c8-ozge7.jpg?w=950" data-amp-layout="responsive" data-recalc-dims="1" /></figure></div></div></div></div>



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<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<p>These other photographs, they portrait highliners from a climbing festival in a place called Karakaya (which means the dark rocks, in Turkish), from Eskişehir/Turkey. I had a climbing trip there to enjoy that mystical place and to have fun with rock climbing. Like in all trips I have experienced, I was willing to explore new things, but I wouldn&#8217;t even dream of exploring such a magnificent sport like Highlinening. In the moment I saw a person in a line between the rocks in a height nearly 50 meters, I just stayed and watched it without taking my eyes off for quite a time &#8211; and then, I took the photos of them, just trying to capture that particular moment. It was really nice to be there and meet something that spectacular.</p>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<p>Essas outras fotos retratam highliners de um festival de escalada, em um lugar chamado Karakaya (que significa &#8216;as rochas escuras&#8217;, em turco), na cidade de Eskişehir, Turquia. Fiz uma viagem para curtir aquele lugar místico e me divertir com a escalada. Como em todas as viagens que fiz, estava aberta a explorar coisas novas, mas nem sonharia em explorar um esporte tão magnífico como o Highlining. No momento em que vi uma pessoa em uma linha, entre as rochas, a uma altura de quase 50 metros, eu me posicionei e observei, sem tirar os olhos, por um bom tempo &#8211; e então, tirei as fotos, tentando capturar aquele momento particular. Foi muito bom estar lá e conhecer algo tão espetacular.</p>
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<div class="wp-block-jetpack-tiled-gallery aligncenter is-style-rectangular"><div class="tiled-gallery__gallery"><div class="tiled-gallery__row"><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:66.771116081162%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/2ec99-ozge4.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/2ec99-ozge4.jpg?w=950?strip=info&#038;w=800 800w" alt="" data-height="533" data-id="14069" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=14069" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/e8fa0-ozge4.jpg" data-width="800" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/2ec99-ozge4.jpg?w=950" data-amp-layout="responsive" data-recalc-dims="1" /></figure></div><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:33.228883918838%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/6eb43-ozge5.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/6eb43-ozge5.jpg?w=950?strip=info&#038;w=800 800w" alt="" data-height="533" data-id="14070" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=14070" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/6de8c-ozge5.jpg" data-width="800" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/6eb43-ozge5.jpg?w=950" data-amp-layout="responsive" data-recalc-dims="1" /></figure><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/bd843-ozge6.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/bd843-ozge6.jpg?w=950?strip=info&#038;w=800 800w" alt="" data-height="533" data-id="14071" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=14071" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9f541-ozge6.jpg" data-width="800" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/bd843-ozge6.jpg?w=950" data-amp-layout="responsive" data-recalc-dims="1" /></figure></div></div></div></div>



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<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b8696-ozge-tuncali.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-14073 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong>Özge Tuncali</strong></strong> é turca, fotógrafa e estudante de Literatura Comparada; seu campo de estudos busca criar diálogos entre a literatura, a filosofia da arte, a psicologia, a cultura e a linguagem. Fora da Academia, gosta de viajar e de praticar esportes ao ar livre, como trilhas, escaladas, <em>slackline</em>&nbsp;e malabarismo. Trabalha tudo o que vive em sua arte: nas fotografias e nas pinturas.</p>
</div></div>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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<p></p>
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		<title>Vida de Siri</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Feb 2021 21:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 078]]></category>
		<category><![CDATA[caminho]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Bernardino]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Guilherme Bernardino</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">vida que segue
um passo pra frente
dois pro lado
dia após dia
não pra trás
melhor parado
eu caminho é torto mesmo
não fico chateado
uns andam na frente
eu ando do lado</pre>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/51bdb-guilherme-bernardino.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-14078 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong>Guilherme Bernardino</strong> é o moço que escreve. Começou a escrever uns versinhos com 15 e nunca mais parou; usa a escrita como válvula de escape pra vontade de fazer arte. Formou-se em Produção Cênica em meados&nbsp;de 2019 e, desde então, se apresentou profissionalmente como ator junto da companhia GTMG Cia Tralha, no Granbery. Sonha em investir nas performances de rua, para levar até o público uma dose de arte entre um turno e outro.&nbsp;Acompanhe o autor em <a href="https://www.instagram.com/oguilhermequeescreve/">@oguilhermequeescreve</a>.</p>
</div></div>



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<p></p>
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